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Qual o significado da expressão “liberdade de expressão”?

[ 04/03/2003 | 1 Comentário | Imprimir Imprimir ]

(Autor(a): Paulo Junior, -)

Liberdade de Expressão. Esta coisa tão proclamada e bradada aos quatro ventos pela nossa mídia significa o quê?

Significa que TODOS, não só a mídia, têm direito de expressar sua opinião sem serem censurados, sem sofrerem deboches, sem ter suas palavras distorcidas ou sua imagem atacada.

Mas que contradição! A imprensa clama por liberdade de expressão, mas acha que é um privilégio exclusivo dela mesma!

Quem pensa diferente ou lhe é antipático é logo taxado de desonesto, imoral, presunçoso, marrento, desleal, incompetente e ultrapassado.

Para os amigos, indulgências e benevolências mil. Para os inimigos, ataques e mais ataques e pedidos de prisão (mesmo sem qualquer prova).

O denuncismo, corporativismo, o clubismo, o patrulhamento ideológico, a unanimidade….Pode-se encontrar mais podridão no meio “jornalístico”?

Como funciona o patrulhamento? Simples. Combine com seus amigos colunistas um assunto e um “bode expiatório”. Mande-os atacar o coitado sem parar durante algumas semanas. Organize mesas redondas com seus amigos colunistas e desafetos do “bode” e malhe o “bode” durante todo o programa. Repita mentiras ditadas por passarinhos sem-vergonha que freqüentem caramanchões. Use sempre expressões como: “precisamos moralizar”, “tem que prender”, “a que ponto chegamos”, “o povo não agüenta mais”, “não tenho nada contra a instituição, que é repleta de glórias, o problema é o bode” etc. Invente nomes pejorativos para o “bode” (como se bode já não fosse o bastante) do tipo: “ornitorrinco”, “Caixão2002″, “nefando”, “ice-man” etc. Faça com que o “bode” seja assunto de um programa de humor do tipo casseta e planeta. Edite imagens distorcendo fatos. Crie CPIs. Desvalorize os campeonatos vencidos pelo time do “bode”. Enalteça as conquistas dos adversários do “bode”. Inverta tabus da seguinte forma: “o time do bode tem síndrome de vice apesar do adversário ter chegado mais vezes em segundo lugar.”. Destaque as derrotas do time do “bode” e esqueça as vitórias. Sempre que falar no time do “bode” fale sobre salários atrasados. Crie uma enquete em que as únicas opções para votar são deboches ao “bode”.

Muitos podem pensar que estou defendendo o Eurico. Mas ele é apenas mais um “bode” dentre muitos e uma fonte inesgotável de exemplos de como eles procedem. Qualquer um que ouse pensar diferente, ou ouse se irritar contra a imprensa tem o mesmo tratamento. Recentemente foi a vez do Oswaldo de Oliveira, que passou de mocinho maravilhoso a vilão “marrento” da noite para o dia.

Evaristo, Lopes, Felipão, Zagallo, Luxemburgo, Leão, Levir, Lari Passos também já tiveram seus dias de bode. Romário, Edmundo, Dunga, Taffarel também. Eurico, Caixa, Edmundo Santos, Mauro Ney, Mustafá, Citadini, Farah e outros também. O Americano, coitado, é outra vítima.

Mas nem sempre eles se focam nos “bodes”. Existem também os “anjos”, os “imaculados”, os “intocáveis”. Estes, por pagarem em dinheiro, ou por serem simpáticos aos olhos dos donos exclusivos da liberdade de expressão, contarão sempre com a benevolência e a indulgência plena dos senhores da caneta. Eles sempre serão o exemplo de modernidade, avanço, ética, moralidade e honestidade.

Recentemente tivemos que agüentar mais um culto a um destes “santos”. Ao completar 50 anos, zico teve mais uma vez todo o “carinho” da nossa dona da verdade: a imprensa. O engraçado é que ninguém comentou a forma como o “galinho” saiu da Itália: fugido! Após driblar mais um adversário, o fisco italiano, o “craque” prometeu ao juiz que não iria sair do país e no dia seguinte embarcou para o Brasil. Que beleza! Que exemplo de moralidade e correção! Também não ouvi comentários sobre a “ética” do eterno camisa 10 do framengo, quando ministro (ou secretário, confesso que não lembro que nome o posto tinha na época) dos esportes, que fez voltar o jogo ao Brasil (junto com sua máfia e outras coisas ruins) e criou uma lei que, além de espantar investidores e facilitar a saída dos jogadores para o exterior, beneficiou sobremaneira os empresários do futebol. E não é que o “galinho” também é um empresário de futebol? Quanta ética. E o senso esportivo do camisa 10! Ah, seu senso esportivo tão evidenciado na cusparada que deu em Bismarck na decisão da J-league. Bem, mas isso também não foi comentado. E os títulos com a seleção! Bom, ele não ganhou nada com a seleção e ainda perdeu o pênalti da partida contra a França em 86 que nos eliminou. Não é que isso também não foi comentado!

Outros “intocáveis”: Oscar, Telê, Pelé, Bebeto de freitas, Giba, Bernardinho, Nuzman, Athirson, Renato Gaúcho, Sócrates, São Caetano etc. Imaginem se o Edmundo tivesse feito o que o Oscar fez com o Alexey, xiiiiii! Ou se fosse o Valdir que tivesse tomado bolinha “ortomolecular”! Ou se fosse o Manteiguinha pego com um baseado e o Hélio Rubens o tivesse convocado como prêmio! Ou se fosse o Lopes a perder duas vezes seguidas copas do mundo em que o Brasil tinha tudo para ser campeão! Ou se o Eurico fosse à TV pedir dinheiro aos torcedores para sair da segunda divisão, tivesse argumentos “com sólida base legal” para virar a mesa e ainda entrar no tapetão para pedir os pontos de um jogo contra o Vasco através de advogados sem procuração para isso!

E por que, apesar deste expediente tão baixo de que usam e abusam nossos “cronistas”, eles continuam bostejando por aí? Por que continuam “formando opinião”? Por que continuam maculando o esporte brasileiro (estou falando do meio esportivo, mas isto se aplica a quase todas as áreas jornalísticas no Brasil.)?

A resposta é simples: Máfia, panelinha! O círculo é fechado. Ninguém entra sem consentimento! Quem vai de encontro a suas diretrizes e sumariamente eliminado (vide W. Rodrigues, que foi expluso do Extra e da Globo por RMP.).

Como reverter este quadro? Como resgatar os comentaristas sérios e imparciais? Como acabar com este denuncismo manjado e que já encheu o saco? Como acabar com este câncer do futebol e do esporte nacional que é a mídia esportiva? Será tarefa fácil?

Poderíamos pensar em boicote. Mas boicotar quem? O comentarista do JB elogia o do Lance que faz menção honrosa ao do Globo, que devolve a gentileza ao do dia, que elogia o radialista que mata no peito e se derrete pelo locutor da TV. Todos respondem à enquete levantada pelo primeiro.

Poderíamos pensar em lotar suas caixas de mensagens. Mas escrever o que? Eles não vão ler mesmo. E se lerem, ou devolverão uma mensagem irônica ou debocharão do leitor em sua próxima coluna.

Meter a porrada neles? Como, sem ser preso e sem perder a razão?

Reivindicar direito de resposta? Não sou jurista, mas acho que este processo é difícil e demorado. Quando conseguirmos alguma coisa, se conseguirmos, o assunto já estará mais do que obsoleto.

Barrá-los dos jogos e treinamentos? Como, sem que esta medida acabe alimentando ainda mais o “monstro”?

Não, nenhum destes artifícios seria totalmente eficiente quando empregado sozinho e por poucos. Os esforços devem ser concentrados. A cada mês um deles será a vítima. Boicote, e-mails, pedidos de resposta, levantamento e publicação de sua ficha criminal (todos têm uma lista imensa), musiquinhas para serem cantadas nos jogos etc. Não só os torcedores do Vasco. Torcedores de todos os clubes têm que se unir a nós contra esta corja. Sem violência, mas com muito vigor. Vamos acabar com esta nojeira que polui todos os meios de comunicação. Vamos fazer valer a NOSSA LIBERDADE DE EXPRESS

1 Comentário »

  1. ana
    30/04/2013 14h40

    obrigado
    1000000000%%%%

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