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INOCÊNCIA VASCAÍNA

[ 12/04/2009 | 22 Comentários | Imprimir Imprimir ]

Se tem uma coisa que os vascaínos devem fazer com urgência é parar de dar ouvidos a quem não é vascaíno, principalmente se for da imprensa, pior ainda, da imprensa esportiva. Isso porque estamos perdendo quase completamente a capacidade de autocrítica. Não estamos avaliando o que se passa conosco: clube, time, torcida, nossa comunidade de sentimento em geral. Estamos acreditando no que dizem de nós e essa credulidade vem nos destruindo há tempos.

Entre nós, temos sido contra ou a favor do Eurico, contra ou a favor disso ou daquilo, sem procurarmos decidir nos nossos limites. Adotamos o que dizem os de fora do Vasco, os não vascaínos, os inimigos do Vasco, seja para a divergência interna que for. Por isso essa febre de otimismo inocente com os elogios ao time e à campanha de total aproveitamento no cruzamento de pontos corridos do segundo turno. Por isso a crença em termos um grande time, um time à beira de ser campeão carioca daqui a duas semanas. Não paramos para ver que houve vitórias magras contra times fracos, fraquíssimos até, e que tomamos 3 gols do Volta Redonda. O preparo físico e o entusiasmo dos jogadores mais a superavaliação da imprensa fez com que todos superestimássemos o time e, como consequência, subestimássemos um adversário que não vinha de bons resultados e realmente não é grande coisa, mesmo tendo vencido a Taça GB. O problema é que estava interessado na sua recuperação psicológica e disposto a pelo menos lutar por ela.

O que se viu no time do Vasco foi uma euforia imprudente, uma inocência típica de crianças que são soltas na rua para brincar livremente e nem sabem direito aonde ir. O time estava contaminado pelos elogios, pelo estado de espírito superconfiante da torcida. Não chegou sequer a sentir que a marcação obstinada do adversário dizia o contrário, que o jogo era a vera. Não tomou nenhuma precaução: não prendeu bola, não acalmou o jogo, não procurou revidar a marcação forte. Pensou que podia jogar livremente como se não estivesse disputando nada, crente que sua superioridade seria confirmada. O time não entrou para um jogo. Não se deve dizer que rebolou, que quis se exibir para a torcida. No fundo, nem pensou que existia um adversário. O time entrou para desfilar sob os aplausos da torcida tão confiante quanto ela naquilo que a imprensa dizia sem parar: melhor time do campeonato, melhor campanha do campeonato. A menos de 4 jogos do fim, já se sentia campeão, um inocente campeão, consagrando um tempo de superação. Semifinais e finais são de caráter completamente diferente dos jogos das fases de campanha.

Mais uma tristeza; mais uma grande tristeza. Desta vez, porém, não há culpados. Não se pode culpar inocentes. A inocência vascaína frente ao que os não vascaínos dizem do Vasco mais uma vez levou o Vasco à derrota. Sim, não foi a primeira vez que essa inocência levou o Vasco a derrotas, como não é a primeira vez que falo na necessidade de autodeterminação do Vasco. Só a autodeterminação, significando com isso não dar ouvido nem a críticas nem a elogios alheios, salvará o Vasco. Vamos, de uma vez por todas, deixar de ser inocentes quando estranhos ao Vasco falarem do Vasco.

22 Comentários »

  1. Mateus Faria Brito
    12/04/2009 22:56h

    A atual diretoria GOLPISTA esta fazendo do Vasco da Gama um time pequeno que faz sua torcida organizada aplaudir uma derrota de 4 a 0 que nao tinhamos esta derrota desde a decada de 1960!
    O ano passado perdemos pro Botafogo nos penaltis,nao foi vergonhoso,foi normal,uma disputa de penaltis depende muito de sorte!
    Este ano com a Diretoria Golpista fomos rebaixados o ano passado,sendo que nosso time estava em 9 lugar e depois do Golpe fomos rebaixados por pura vontade da diretoria Golpista!Este ano vemos o Vasco perder de GOLEADA por 4 a 0 do Foguinho,algo que nao viamos desde a decada de 1960!
    IMPEACHMENT JA NO BOTAFOGOBERTO BANANAMITE!
    IMPEACHMENT JA EM TODOS DO MUVIRUS!
    VOLTA ETERNO PRESIDENTE EURICO MIRANDA!
    VOLTA CHAPA AZUL!

  2. Mateus Faria Brito
    12/04/2009 22:58h

    Bostafogoberto Bananamite vai fazer o Vasco passar muitos vexames na Copa do Brasil 2009 e na Serie B 2009,O SOFRIMENTO TEM QUE PARAR!

  3. Andre Teixeira
    12/04/2009 23:07h

    POR ISSO QUE EU CANCELEI A MINHA SKY, JURO, OUVIR O RENATO M. PRA… FALANDO ASNEIRA…. ESTAVA ME DANDO ASCO.

    NÃO ESCUTO MAIS RADIO TUPY, O PROGRAMA BOLA EM JOGO É MUITO MARROM…

    REDE PLIM-PLIM, NEM PENSAR.

    SÓ DÁ MESMOPRA OUVIR A BAND COM O PROGRAMA CASACA.

    EURICO NELES…

    SV

    AT

  4. Carlos Bastos
    12/04/2009 23:35h

    Caros Amigos,

    Tenho dúvidas que essa análise possa ser estendida ao time como um todo. Não sei se foi falta de preparo “psicológico”. O que houve com o Paulo Sergio foi soberba, infantilidade, ou realmente uma absoluta incapacidade técnico-psicológica de enfrentar uma decisão ? Alguém lembra de atuação tão desastrosa de jogador vascaíno em final ? O tal Leonardo joga mais do que isso ? O Amaral é o Amaral; fazer o quê ? (obs: resposta óbvia: barrá-lo e colocar o Mateus). O Jeferson atuou taticamente mal como jogou em todos os jogos. Apesar de ter boa técnica é omisso, frouxo, totalmente inadequado para a posição de armador do time. O Carlos Alberto foi uma aposta errada. Completamente fora de jogo. Mas qual técnico teria peito em barrar o principal jogador numa “decisão” ? Se em forma o Carlos Aberto já é duvidoso imagina inteiramente fora de forma ! Realmente o Ramon foi bem marcado, mas acho que foi mérito do Ney Franco sacar que o Vasco tem uma saída de bola terrível por causa das limitações técnicas seríssimas do Amaral e Paulo Sérgio e da total inadequação do Jeferson à posição. O Carlos Alberto ou joga enfiado na frente ou vem fazer besteira no meio de campo. mesmo o Ramon é mais de correria e menos técnico. Com tanta dificuldade para sair jogando e a esperteza do Ney Franco marcando em cima quem acabou sobrecarregado foi o Nilton que, a despeito de suas limitações, técnicas foi bravo, não fugiu das responsabilidades. mesmo que quisesse prender a bola tenho dúvidas que o time conseguiria. Ainda mais marcado em cima.
    Sinceramente, não acho convincente essa explicação psicologizante. Temos essa enorme fraqueza que ficou patente em vários jogos. Só os bobos e super-otimistas não quiseram enxergar. Por incrível que pareça nesse ponto o Fernando também fez falta. Além de vir se constituindo no principal esteio da defesa, ele tem um passe razoável para saída de bola. Bem melhor que o absolutamente inútil Amaral.
    Na boa, apesar de todo o “hype” em cima do Dorival Jr. nessa partida deu Ney Franco dez a zero.
    Se alguém se portou mal, em termos de infantilidade ou soberba, esse alguém pode ter sido o Elton. Talvez o Thiago. O Rodrigo Pimpão se esforçou mas a bola mal chegou nele.
    Apesar de todas essas limitações acho que para a segundona dá. Copa do Brasil chances remotas, ainda mais porque todo mundo já viu como ganhar do Vasco. Está na hora do quinto técnico mais bem pago do Brasil mostrar serviço.
    Abraço,
    Carlos

  5. marcia cavalcanti colaço
    12/04/2009 23:39h

    COM TODA SINCERIDADE!NÃO ACREDITO NESSA INOCÊNCIA,O QUE ALIÁS NA COLUNA,ALEGORIA DO TRIÂNGULO MACABRO,ISSO FICA MUITO CLARO.ESSA GENTE ESTÁ ENVENENADA,BABANDO FEITO UM FILHOTE DO BELZEBÚ.

    ATÉ NOVEMBRO.

  6. André Cunha
    12/04/2009 23:51h

    Boa noite,

    Pede então para voltar o filho do MAD e o Renight Gaúcho. Sem contar o grande zagueiro de seleção Eduardo Luiz. O time não é nenhuma maravilha e têm falhas,mas pode melhorar e fazer uma boa série B.Agora acreditar que no BBB e no Campeonato Carioca ganha o melhor,ai sim é pura inocência. Após a derrota para o Vasco, o técnico Cuca deu uma entrevista com um sorriso de canto de boca falando: “… este campeonato ainda têm muita coisa boa guardada para nós…”. Depois disso,quatro jogos com situações estranhas, penaltis no fim do jogo,espulsão quando jogo estava “dificil” e Marcelo de lima enriq( O mesmo da final do chorôrô).E você ainda vem aqui querendo dar lição de moral e falar que na torcida do vasco só tem inocente em achar que o time não ganhou por ser fraco…hahahahaaha

    Saudações vascaínas

    **********************
    Caro André Cunha

    Você afirma que o time não é nenhuma maravilha e tem falhas, mas pode melhorar para a Série B. Nós torcemos para isso apesar das evidências em contrário e, de resto, concordamos com o resto da sua sentença.

    Quanto ao resto do comentário, pareces ter interpretado um tanto erradamente o que quis sinalizar o ótimo texto do prof. Valter Ferreira.

    No mais, crer que houve uma “lição de moral” é um bocado deturpado, não acha?

    EQUIPE CASACA!

  7. LUIZÃO
    13/04/2009 0:46h

    Carlos,

    Concordo o que você escreveu!

    Somente faço duas consideraçõe. A primeira é que tudo mencionou sobre o time, ocorria quando o Eurico era Presidente! Só que não existia essa benevolência? Porque ela ocorre agora? Será que se a trupe do Roberto não tivesse feito aquela cagada juridica, já não estaríamos na final? Será que se jogássemos no domingo, como era determinado o jogo não seria outro? Depois de todas as cagadas, nepotismo, denuincias de correlegionários e etc, a torcida aplaude? Acha graça em tomar uma enfiada do maior freguês do futebol Brasileiro?

    A segunda consideração é com relação a série B. Esse time vai continuar? Será? Dá para ter certeza? Você realmente confia nisso? Sou realista! Alguns não gostam da verdade, mas será que o Carlos Leite vai deixar alguns de seus pupilos jogarem a série B? Só ficarão no Vasco quem não tiver proposta nenhuma! Qualquer proposta igual ou superior para jogar a série A, o jogador sai na hora!!! Inclusive o técnico! Se bem que não acredito que alguém pague 280 mil a um técnico mediano… Cagada assim só o MUV e o ídolo com sorriso amerelo cocô fazem!!!

    Abraço

  8. Valter Duarte Ferreira Filho
    13/04/2009 1:12h

    Carlos Bastos

    Se você já praticou esportes, principalmente esses que chamam de coletivos, deve lembrar do dia em que entrou com atitude errada e não conseguiu mudar durante o jogo. Foi isso o que aconteceu com o time. Para mim, a causa está na avaliação superestimada do time, na crença de que por estar na final o Botafogo não entraria com tudo e que a derrota no meio da semana para o Americano confirmava isso. Não entraram acreditando que fossem encontrar um adversário competitivo. Mas o pior é que estavam achando que jogam mais do que realmente jogam. A causa disso vem, principalmente, da imprensa que quer mostrar por a mais b que o Vasco agora é muito melhor do que no tempo do Eurico e que os problemas do futebol foram solucionados. Claro, com a torcida em peso acreditando nisso. Para ela, a pior derrota é ter existido o Eurico na história do Vasco, pior do que todas as goleadas para todos os rivais. Enquanto continuar assim, continuaremos perdendo, perdendo, perdendo, seja no tapetão, seja no campo.

  9. FERNANDO REIS
    13/04/2009 3:40h

    GALERA, JÁ ESTOU VENDO O QUE ROLARÁ NESTA SEMANA SOBRE VASCO DA GAMA. CERTAMENTE TEREMOS DE VOLTA A TAL DA LENGA..LENGA.. SOBRE O PATROCÍNIO DA ELETROBRÁS. ESTA É A SAÍDA PARA O SR. DINAMITE. E AÍ SR. MÁRCIO SANTOS( o porta voz da vergonha) E DEMAIS CORRELIGIONÁRIOS DOS PERDEDORES, QUANDO SERÁ ASSINADO O TAL CONTRATO?? Vocês são ótimos segundo voces mesmos e a imprensa, só que em 10 meses nada ganharam ainda, estão começando a somar, assim omo fizeram na administração anterior???
    SAUDAÇÕES VASCAÍNAS AOS VERDADEIROS VASCAÍNOS

  10. José Oliveira
    13/04/2009 6:37h

    Na verdade, e a minha grande decepção, é que nossa torcida hoje faz parte de uma claque, como as de programa de auditório do Faustão, Xuxa, Luciano e outros.
    Antes achava que o corinho “Culpa D”orico” era uma provocação política dos muvianos, mas não. Vemos claramente que a torcida vascaína não é nada diferente da mulambada que acredita que Obina é melhor que Etoo. Ela é simplesmente parte do que é no geral o brasileiro: guiados por uma mídia que dita o que é melhor para os seus interesses.
    Cabe a nós, vacinados e discernidos, trazer o NOSSO CLUBE para o seu curso HISTÓRICO. E esses torcedores? Que se percam pelo mundo. Prefiro ter uma torcida menor que a do S.Cristóvão, mas que não se VENDA, que não se deixe iludir. Mas vale o C.R.VASCO DA GAMA. É bom que eles aparecam, que mostrem a cara agora, pois nós não só limparemos o clube, mas também depuraremos nossa torcida.
    Que os TORCEDORES DO NOVO VASCO fundem o seu próprio clube, pois não permitiremos que o AFUNDEM o VERDADEIRO C.R.VASCO DA GAMA.

  11. Cláudio Ribeiro
    13/04/2009 7:47h

    Professor Walter e José Oliveira, perfeitos. Por essa inocência manipulada por piranhas velhas, considero essa parte da nossa torcida um lixo humano e me refiro a ela, como torcida de merda, o que alguns não entendem. O vascaíno sempre foi apaixonado, justo, inocente e de boa índole, os maliciosos da mídia, criaram anjos e demônios, aproveitaram qualidades boas que fazem parte do perfil do nosso torcedor e os iludiram com o canto da sereia, numa estória montada. A maioria desses idiotas, que o ofendem ,já vibraram com o Eurico em outras ocasiões.A solução é separar o joio do trigo e seguir com a vida vascaína. Chega de inocentes e de gente “boazinha”, porque deles, o inferno está cheio.

  12. Paulo Salles Alecrin
    13/04/2009 7:50h

    Na verdade, comecei estes escritos por volta de 3 e poucos da matina (de domingo). Não sou de perder sono, sofrer de insônia, mas desta vez aconteceu. O rumo da caravela me fez isto, me pregou essa peça nesta madrugada.
    O resultado do jogo? Nem tanto.
    A confirmação de uma coisa esperada. Não só por mim. Acredito que por muitos.
    Não me refiro ao placar. Terrível, é verdade, porém o nosso pior pesadelo está em plena ascensão, em pleno desenrolar e é, realmente, de nos tirar o sono. Tem esse poder.

    Tudo aquilo que estávamos a alertar e temer que aconteceria está a cada dia se confirmando. Uma previsão após outra.
    O resultado do jogo talvez fosse o que menos importasse neste momento. Não fosse a maneira como aconteceu.
    Alguns mais atentos a atual situação de coisas atinentes ao Vasco, até se encheram de esperanças e confiança ilimitada ao acreditarem na coroação do brilhareco atual do time cruzmaltino até o final de tarde de ontem.
    Acostumado a ver tanta coisa neste mundo do futebol – sou um dos mais velhos aqui – confessei em mais de uma oportunidade que ainda não me entusiasmara tanto com este time.
    Motivo simples. O nível deste Carioca está sendo um dos mais fracos de todos os tempos. Fazer uma fumaça nele era mais que uma obrigação. Ganhá-lo, uma confirmação de ser um grande, nada mais. Sabemos todos que um título de campeão é sempre um título, enriquece a sala de troféus, passa a fazer parte das estatísticas e da história. Mas, jamais seria igual a um título da Mercosul, de uma Libertadores, do título Brasileiro de 2000, conquistado contra tudo e contra todos. Daqui a 5 anos ninguém mais se lembraria da escalação dessa equipe.
    Isso, porém, talvez fosse o motivo de minha insônia. Ou tudo junto.

    Mais terrível é sabermos, termos a consciência, que muita água – suja, poluída – ainda está por rolar sob a ponte.
    Ainda há muito torcedor, gente até com alguma informação, que achava e acha que com a simples troca de presidente do clube tudo se transformaria da noite pro dia para algo arrebatador, bem melhor.
    Primeiramente há que se conscientizar de que o antigo Roberto, o ex-jogador, não entra mais em campo. Por ser o presidente do clube não o capacita mais para bater pênaltis, aquelas faltas na entrada da área ou fazer 5 gols numa partida como contra o Corinthians em sua volta da Espanha.
    Assim como o Eurico na idade dele, Roberto, deveria ser um emérito perna-de-pau se jogasse bola.
    Cada um no seu quadrado, diz uma musiqueta da atualidade. Roberto, o ex-jogador, na presidência de um clube como o Vasco, está fora do seu. A cada dia se comprova isso.
    O resultado de ontem não é o que deflagra essa realidade. A vitória talvez revertesse o quadro que se avizinha e se confirma a todo momento. Difícil, mas poderia ajudar.
    Entretanto, o destino é implacável. Não costuma perdoar. O que começa mal; mal termina.
    E mesmo aqueles que detenham alguma informação, que se preparem para o pior. O que ainda está por vir. Um sucesso completo nesta competição, com a conquista do título, talvez abrandasse alguma coisa. Embora, como alertassem alguns, seria uma faca de dois gumes. Ou seja, alavancaria a valorização de alguns jogadores sabidamente não pertencentes ao clube e aí todos sabem o que aconteceria.

    Ainda nada mudou com relação a mídia em se tratando do nosso clube. A não ser aquilo que a interessa. Ou seja, manter o status dos que hoje ocupam a administração em detrimento de seu arqui-inimigo. E só.
    Sabíamos que não seria diferente. E está confirmado.
    Outras coisas para as quais muita gente ainda não acordou estão para acontecer. Neste caso não adianta muito falar, está comprovado. Vai ser preciso que aconteça. É o destino.
    Como já aconteceu com tantas outras. Assim como sacrificou-se, tempos atrás, o Cordeiro de Deus, que nada fez, que nenhum crime praticou.

    Prestes a completar meus 14 anos de idade, tinha portanto 13, vaguei pelas ruelas de perto de onde morava num início de tarde em 1968, me lembro, com um rádio que pesava uns 2 quilos. Um Transglobe Philco, que só de pilhas pegava 6. Das grandes.
    Era a “minha chance”.
    Nunca tinha visto o meu time ser campeão. Nunca gritara essa palavra. Da última vez que isso acontecera, eu tinha 3.
    Tava cansado de ser sacaneado pelos colegas. Da rua, vizinhos, do colégio, do time de moleques que jogava…
    Os jogadores adversários daquela decisão eram os “hits” do momento. Jogadores citados em prosa e verso por 10 entre 10 torcedores, independentes dos times para os quais torcessem.
    Seria a minha redenção. Impaciente e agitado, após o almoço raptei o rádio do meu pai e saí pelas ruas. Não conseguia ficar parado dentro de casa. Sai perambulando por elas. O jogo começou no Maracanã no horário marcado. Decisão do campeonato carioca – Vasco x Botafogo. Não roí unhas, nunca tive este costume. Mas vivia um momento diferenciado para mim. Uma decisão do meu time. Do meu clube. Um clube pelo qual o meu sentimento nunca, em momento algum, parou.
    Com o início da partida, iniciava-se também a noite. Me lembro que ela caiu mais cedo naquele dia. Simbolizava a continuidade de uma escuridão.
    Após a partida voltei pra casa com o rádio mudo. Não, não acabaram as pilhas. Eu o emudeci. No estômago, em lugar das tripas, fígado, o escambau, tinha um buraco. Na boca um gosto amargo. Estranho.
    Botafogo 4 x 0.
    Meu mundo caiu. As sacanagens aumentaram.
    O meu sentimento continuou o mesmo.
    Acho que não jantei naquele dia. Fiquei meio que entorpecido por muito tempo. E no outro, o dia seguinte, parecia ser de enterro.

    Acredito, aprendi a acreditar, que quase tudo nesta vida é cíclico. Que por mais que vc faça a coisa certa, tenda a dar errado.
    Com nossa saúde é assim. Por mais que vc se trate bem, por mais que a trate saudavelmente, existe algo que um dia conheci com o nome de bio-ritmo e que influencia nela. Ele determina variações em nossa saúde, em nossas vidas, ou como algumas coisas podem afetá-las. É quase que inevitável. É o ciclo da vida. Existem as doenças, a morte. Alguém precisa morrer, ficar doente. A reciclagem da vida.

    No futebol não é diferente. Não se pode só ganhar. Só vencer. Há hiatos na empreitada, nas vidas dos contendores. O que faz a diferença, o que torna um clube grande diferenciando-o do pequeno é o que consegue fazer desses hiatos os mais breves possíveis.
    Esse é o mistério e o que torna o esporte algo tão atraente. Essa incerteza, essa expectativa.
    Há aqueles, entretanto, que não vivem só dessas expectativas e incertezas. Existem os que são compulsoriamente empurrados para fora desses hiatos.
    São Paulo e Flamengo, dizem alguma coisa? Servem como exemplos? Penso que sim.

    No nosso caso isso é uma máxima levada as últimas conseqüências. Uma infelicidade numa conclusão de um atacante nosso, hábil muitas das vezes; uma trave; um pênalti perdido no momento mais terrível de uma competição – uma final –; uma perna; um pé de um adversário, selam desastrosamente o nosso destino. E ninguém, absolutamente ninguém a nos empurrar para o lado contrário daquele que tem sido o mais fiel cumprimento de um destino desde sempre.

    Portanto, o dia de ontem, a derrota de ontem, fez mais do que isso. Talvez o motivo de minha insônia.
    Não só perdemos. Recuamos no tempo. Exatos 41 anos.
    Perdemos muitas das vezes numa bola vadia, numa alavancada dessas em favor de nossos adversários, num pênalti desperdiçado. Num capricho do destino. Meu Deus, quantas vezes! Aí sim, tivemos a fatalidade trabalhando em nosso desfavor.
    Levar de 4 – que poderia ter sido mais e por isto deveríamos até agradecer – do Botafogo, clube que sacramentou-se o maior de nossos fregueses, numa semi-final, foi um grande retrocesso.
    Esperado? Uma derrota sim. O resultado não.

    Não é por isto que o sentimento – o que sinto pelo – Vasco irá parar. Mas o sentimento da incerteza, ou da certeza negativista, este sim, tem que ser interrompido.

    Pois morrer ao atravessar uma rua onde há intensa troca de tiros não é coisa do destino. Portanto, não o desafie dessa maneira.

  13. Carlos Bastos
    13/04/2009 9:14h

    Caros Valter e Luizão,

    Obrigado pelos comentários.

    Continuo achando que os problemas estruturais do time e algumas surpresas ruins (atuação desastrosa do Paulo Sergio, Leonardo e inépcia do Dorival Jr., ainda mais comparada a esperteza do Ney Franco)foram os responsáveis pela derrota.
    É verdade que não entramos com “espírito matador” no primeiro tempo. Mesmo assim o jogo estava relativamente equilibrado.
    No segundo tempo entramos com esse espírito, criamos chances claras, mas aí a incompetência do trio citado acima jogou tudo por água abaixo. O maior culpado foi o Dorival Jr. por manter um dos dois ou até os dois (Paulo Sérgio e Leonardo).
    Quanto aos outros comentários concordo inteiramente. A parcialidade da imprensa é ridícula e ter um time terceirizado de empresário é problemático. Já havia apontado isto antes em outra mensagem.
    Infelizmente há uma ironia nessa história. O fiasco da Taça Rio, e se o mesmo ocorrer na Copa do Brasil, farão com que os jogadores do Carlos Leite não “ganhem mercado”. Sendo assim é possível que eles fiquem no Vasco mesmo. Talvez o Carlos Alberto vá embora, mas o Alex Teixeira com a cabeça no lugar joga mais que ele.
    Para mim o mais grave da terceirização ocorreu na montagem do elenco, com a perda do Wagner Diniz e, principalmente, o Madson.

    Abraço,
    Carlos

  14. DODÔ DA BAHIA
    13/04/2009 9:21h

    “TODO POVO (TORCIDA) TEM O GOVERNO (DIRETORIA) QUE MERECE”

    Nunca uma frase exprimiu tanta lucidez!

    CASACA!
    ELEIÇÕES ESTE ANO!
    CHAPA AZUL!

    VASCO! VASCO! VASCO!

  15. Jorge Reis
    13/04/2009 9:26h

    É deprimente ver o CRVG ser massacrado por um rival mediano (para nao dizer medíocre) numa semifinal da Taça Rio do Campeonato Carioca. Voltemos nossos relógios para uma década atrás… Nos tempos d’Orico, nós fomos vices várias vezes, ok; ficamos chateados em perder para o ridiculo Real Madrid (e tivemos que ver a Rede Bobo filmando a torcida dos fravelados com camisas falsificadas do Real ou com pano de chão escrito São Sávio) e para os gambás do chiqueiro das margens do Tietê. Naquele tempo, a cada derrota, a torcida-boiada culpava o nosso messias, atirando pedras a quem lhes deu alegrias e a certeza de um futuro. Lembremo-nos, contudo, que disputávamos as finais de quase todos os campeonatos!

    De volta a 2009, ‘novo vasco’… Rebaixamento… Eliminação por goleada com direito a chocolate… Nao, nosso carrasco desta vez nao foi o Barcelona, Man U, Arsenal ou Chelsea… Foi o medíocre Botafoguinho… Sim, aquele que sempre nos foi freguês. E a reação da torcida? Aplaudir o time? O que está acontecendo? Será que desenvolveram lobotomia em massa por gamma knife à distância?

    O futuro não nos é promissor, tendo que contar com um time de aluguel para a disputa da série B. Não vai ser fácil… Não há Madureiras, Macaés ou Americanos… Ops… Nós fomos derrotados em nosso caldeirão pelo Americano…

    Haja sofrimento… Espero que as eleições em Novembro realmente aconteçam.

    Quero, mais uma vez, lançar o movimento: Bananamite nem para síndico de prédio! Vamos acabar com a carreira política desse despreparado e mal-intencionado indivíduo.

    FORA MUV-IADOS!
    FORA BANANAMITE! FORA SORRISO BABACA!

    VOLTA CHAPA AZUL!
    VOLTA EURICO, NOSSO MESSIAS!

  16. Carlos H. Ferreira
    13/04/2009 9:55h

    Vamos deixar de lado esse campeonato pobre que acabamos de sair.
    TCHAU MEDIOCRE ESTADUAL… EU QUERO A COPA DO BRASIL!!!

  17. Carlos H. Ferreira
    13/04/2009 10:05h

    Vamos parar de choro por um Campeonato de baixo valor. Vasco não é Botafogo!
    TCHAU MEDIOCRE ESTADUAL…
    VASCÃO RUMO AO TÍTULO DA COPA DO BRASIL!

  18. Marinho Picorelli
    13/04/2009 11:56h

    André,

    Torço para o BBB10 começar logo. Assim você vai se “aculturar”, e deixa as discussões sobre outros assuntos, para quem entende deles.

    Saudações Expressianas

    Marinho Picorelli
    Grajaú – RJ

  19. MÁRCIO REZENDE
    13/04/2009 13:45h

    AUTODETERMINÇÃO é o que o povo brasileiro menos tem, eles preferem o bolsa vagabundo, restaurante de 1 real, vivem com 1 real por dia, mas preferem isso a batalhar a realidade, preferem o que já vem pronto, preferem ser enganados e a ficção e a adoração pelas das novelas está aí pra comprovar.

    A coluna é um prolongamento do editorial e faço um clipping (abaixo) do que foi dito por aqui e achei importante simplificar.

    Louve-se a paciência do Sérgio Frias com os aborrecentes de merda, os sem cultura e os desconhecedores da história vascaína, que graças à internet podem sair por aí arrotando merdas ao vento sem parar. Incrível a paciência de “professor” que ele tem. Não a tenho, mas nem por isso não elogiaria quem tem e a exerce em prol do VASCO (o velho e o único). Parabéns.

    A idéia básica do editorial versa sobre a POSTURA DA TORCIDA DO VASCO + POSTURA DA MIDIA ANTIVASCO (nada mais natural, pois o interesse deles é acabar com o VASCO e os babaquinhas envergonhadinhos ainda não abriram os olhos pra isso, acham que tudo é culpa do Eurico!!!, quando a realidade mostra que esta vontade destruidora vem desde 1898) + as conseqüências que tais POSTURAS podem desenvolver NO FUTURO!!!!!!. Isso é a idéia básica daquele texto que vcs, otários, cínicos, demagogos, semi-analfabetos, vaquinhas de presépio, andróides teleguiados e leitores e assinantes de antolhos não conseguem enxergar. Pois, o que se segue: segue que os babaquinhas vem com comparações dizendo que antes também tinha vexame e agora…..e etc…ORA PORRA, BASTAVA CITAR REBAIXAMENTO PRA CALAR ESTES MERDAS (mas o “professor” com a paciência de jô rebateu tudo), MAS O QUE FOI DITO NO EDITORIAL NÃO É ISSO SEUS ZURRADORES……….POSTURA DA TORICDA E DA MIDIA, e suas conseqüências se isso permanecer, só isso….

    Já perceberam que os aborrecentes de merda adoradores do banana não tem nome nem sobrenome????….logo, porque responder a um merda destes????. Isso é típico de quem tem pouca idade e personalidade fraca. Botasse um nome falso como outros babaquinhas botam, mas, dão uma de otário logo de saída!!!

    P;s numa destas respostas quilométricas de cultura vascaína, sérgio frias se esqueceu de mencionar quem é o verdadeiro campeão de “vices”. Isso precisa ficar bem claro, pois os jornais flamenguistas nunca dirão a verdade, no máximo, desvirtuarão, como acontece hj em dia, onde basta 3 manchetes de “vices” para os papagaios babacas repetirem pelas ruas que o VASCO é vice…..agora puxar pela história pra provar quem é mais” vice” só aparecerá quando o timinho deles favoritos for, DE FATO, o maior campeão contra nós, o que hj em dia não acontece e não é a realidade…..mas o que a midia antivascaína fala, os babaquinmhas teleguiados, andróides, papagaios de pirata, escrotinhos recebem como verdade suprema e absoluta e aí vemos este escárnio que a torcida do VASCO atual.

    Aproveito para elogiar a rapaziada abaixo….
    eduardo josé
    13/04/2009 8:35h

    Pois bem, este time forte, com chances de ser campeão, arrasador, que segundo o que andei ouvindo por aí devolveu a alegria ao torcedor do Vasco perdeu de forma acachapante para o botafogo no sábado e despediu-se do campeonato carioca. E o que este time cheio de expectativas, “bem montado” recebeu da torcida? Aplausos! Quer dizer, times fracos que foram eliminados apenas nos pênalties receberam vaias e gozações e um time “forte” ao ser eliminado de forma humilhante recebeu o reconhecimento da torcida. Meu caro amigo, mais uma vez reconheço o seu direito a ter suas próprias opiniões, mas devo pedir-lhe que esclareça-nos esta situação ilógica que eu apontei. Seria possível?

    Celso de Jesuz
    13/04/2009 9:29h
    Pra finalizar, lembro-me agora da derrota do Vasco para o Atlético Paranaense (2×7) e a comemoração com um almoço na churrascaria e cartazes irônicos desses senhores que hoje ocupam a diretoria do “novo Vasco”. Naquela ocasição “o vexame” foi transformado em bandeira/plataforma política, hoje a derrota para o Botafogo, serve como mote para discutirmos onde o Vasco quer estar no futuro.
    Completamente diferente: Lá o interesse pessoal, o poder a qualquer custo. Aqui, o amor ao clube e as suas tradições. Um Vasco sempre forte.
    Parabéns aos membros do Casaca por esta postura madura, de cobrança e de indignação, mas sempre em favor do resgate, do crescimento e principalmente do fortalecimento da Instituição Vasco.
    Sds vascaínas e nada de conformismo!

    Daniel Külkamp
    12/04/2009 22:40h
    E pra terminar. Esse papinho de que “O carioca não importa ( ou a Copa do Brasil), o objetivo é o acesso à série A” é papo de Rapoza para Uva!

    Márcio Rezende (poucos se ateram a esta “mensagem” do técnico!!!)
    mas colocar 3 pratas da casa depois de levar 3×0 pra ficar um time menos pasterizado…..esta atitude pra mim diz muita coisa, isso é coisa de covarde que está lá pra defender os interesses (E OS JOGADORES) daquele que é seu REAL patrão!!!!…..uma nota, envergonhadinhos????, quem me refiro????…..

    Luciano Meirelles
    12/04/2009 20:19h

    De fato houve uma intervenção no Vasco. Os “Donos do Poder e da Mídia” constituíram a sua “Diretoria de confiança”. A atual Diretoria é como o “Regime de Vichy”, o qual colaborou com o Nazismo (França/1940-44). Somos “(des)governados” por “autistas”, pessoas que mantém a mesma postura, mesmo nas mais vergonhosas derrotas. Perder para o Botafogo, pelo placar de 4×0 e num jogo decisivo, é algo raríssimo e inusitado. Mesmo assim, alguns pregam que nos comportemos com resignação. Tudo isso é absurdo demais. Será que não há algum dirigente que seja homem o bastante para assumir responsabilidades? Não há como superar essas adversidades sem a dose certa de indignação! É preciso que algum indignado lidere essa equipe! O discurso do treinador, após a derrota é sintomático. Ele disse que não foi o Vasco quem perdeu, mas sim o Botafogo quem ganhou. Ora, considerando a grandeza do CRVG e a elasticidade do placar num jogo tão decisivo, é inadmissível dar a entender que não houve derrota. A derrota por tal placar resulta obviamente da incompetência do Vasco. Se o Botafogo ganhou, é porque a equipe vascaína permitiu. Penso que ele é trabalhador e gosto da postura dele, séria e comedida, mas não poderia vir com essa desculpa esfarrapada.

  20. Diniz Felix
    13/04/2009 13:53h

    Primeiro:
    Quem perdeu para o Bostafogo não foi o Vasco da Gama.
    Quem levou um chocolate do Botafogo foi essa excrescência alcunhada de o “novo vasco”.
    Segundo:
    Se querem chamar de FATALIDADE, corrijam:
    Não foi uma fatalidade; foram QUATRO “FATALIDADES”!
    Somando as 4 “fatalidades” com as 3 “ajudas da sorte”, teríamos um placard de SETE A ZERO!!!
    Se não tivéssemos sorte, muita sorte …
    … o Botafogo devolveria os 7×0 – de poucos anos passados, no tempo em que o Vasco da Gama era Vasco da Gama, e era comandado pelo Eurico Miranda!

  21. Gabriel Sperandio
    13/04/2009 14:36h

    A canetada do primeiro turno… Não fosse a canetada do primeiro turno, o time poderia ter entrado em campo com algum conhecimento de causa sobre disputar semi-final. Ou, poderíamos saber não se tratar de grande coisa desde o primeiro turno. Não fosse a canetada, talvez não houvesse empolgação e otimismo exagerados no segundo turno. Saberíamos onde estávamos pisando… Mas bancaram a escalação de um jogador irregular. Indiretamente, perdemos outro turno na canetada…

  22. Gustavo
    13/04/2009 14:57h

    Concordo totalmente com o texto.

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