Companhia Vasco da Gama: A Oficialização
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]Na comemoração de 10 anos do CASACA!, os colunistas receberam a atribuição de rememorar uma coluna dentre aquelas escritas ao longo deste tempo. Coube a mim iniciar a sequência. Infelizmente, não pude ir muito longe. Gostaria de lembrar alguma passagem mais antiga. Porém, como tive algumas delas censuradas por decisão judicial, preferi não arriscar. E, então, não remexi muito no passado. O texto que rememoro é bastante atual. Data de 30.08.2009. Versa sobre a tentativa de mudança estatutária. Creiam: aquilo reapresentado aqui continua a ser discutido pelo “novo Vasco”. E mais: os artigos citados não sofreram nenhuma alteração. Eles vão tentar passar o camelo pelo buraco da agulha. Mas ele tem três corcovas.
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Na última reunião do Conselho de Beneméritos, o doutor Hércules Figueiredo, “presidente” atual do Conselho Fiscal, disse mais ou menos o seguinte: “Eu até entendo que o discurso contra a transformação do Vasco em empresa seja usado por vocês da oposição como bandeira política. Mas a verdade é que essa ideia de virar empresa não está nos nossos planos”.
Eu sou um bom distribuidor de carapuças, mas naquele dia vesti a minha. Eu devo ter algo próximo a 500 textos publicados neste espaço desde 2002. Boa parte deles combatendo a transformação do Vasco em empresa. Boa parte deles atirando contra a Lei Pelé. Boa parte deles mostrando que era este o projeto que estava por trás da retórica daqueles que hoje comandam o clube apoiados por um braço da imprensa que vendeu este apoio em troca de alguns badulaques, dentre eles a “reforma”.
Eu não sei e provavelmente jamais saberei se o doutor Hércules, naquela tarde, tentou esconder o óbvio ou sustentou sua fala com a gana de um inocente útil. O fato é que as paredes do Vasco transpiram. E, dias atrás, transpiraram a gestação do camelo de três corcovas. Transpiraram o esboço da reforma estatutária que a “comissão paritária”, nomeada à canetada pelo pós-doutor José Carlos Osório com 5 dos 7 membros ligados à situação, pretende apresentar ao Conselho Deliberativo do clube em breve. Entenda-se como “breve” a janela aberta por um momento politicamente oportuno. Momentos politicamente oportunos são o cenário perfeito para oportunistas.
O suor:
“O Clube poderá, mediante prévia aprovação do seu Conselho Deliberativo, constituir ou deter participação em sociedade que tenha como objeto a prática esportiva como participante de competições profissionais, nos termos da lei nº 9615 de 24 de março de 1998 (Lei Pelé) e suas alterações, inclusive as da lei nº 10672 de 15 de maio de 2003, transferindo-lhe pelo tempo que lhe aprouver os bens e direitos relativos às modalidades profissionais constantes do objeto social.
- Caso ocorra essa transferência de bens e/ou direitos à sociedade referida no caput deste artigo, o Clube deverá deter, obrigatoriamente, no mínimo, 75% das ações ou quotas em que se dividir o capital social e votante da sociedade, do qual sempre terá maioria igual ou acima de qualquer quorum qualificado de votação.
- A participação societária do Clube nessa sociedade não poderá ser onerada ou transferida a terceiros, a qualquer título ou para qualquer fim, sem a aprovação de 3/4 dos membros do Conselho Deliberativo e, cumulativamente, da maioria absoluta dos sócios do Clube, reunidos em Assembleia Geral especialmente convocada para tal fim.
- Se a hipótese for de retirada do clube dessa sociedade, a deliberação se fará exclusivamente pela vontade do Conselho Deliberativo, sob o quorum de 2/3 dos seus membros.”
O caput do artigo fala por si e seu primeiro parágrafo é uma falsa esmola. Deter 75%, 80%, 90%, 95% ou 99% das quotas de uma sociedade empunhando um pires vazio, o pires do recém-decretado pelo “novo Vasco” maior devedor do Brasil, é o mesmo que não deter nada. Mera formalidade em que o controlador real será quem entrar com a erva. Já o segundo parágrafo é um acinte, pois nele se admite possível a transferência a terceiros da tal participação societária do clube. Nada que uma pressãozinha externa da mídia não resolva. O ovo da serpente.
O tapa na cara dos vascaínos exposto acima é defendido por alguns membros da atual “diretoria” com o vigor daqueles que possuem interesses latentes na manobra. Não é surpreendente. Chamam a panaceia de salto rumo à modernidade. Os mesmos cidadãos responsáveis por atirar o Vasco deliberadamente em um poço de 350 milhões de dívidas em grande parte por eles fabricadas são aqueles que vão à TV e aos jornais afirmar que só há uma saída diante de um quadro calamitoso como este: o clube-empresa. Sem dúvida, a divulgação de uma dívida tão estratosférica quanto delirante facilita na tática do jogo, sensibiliza alguns corações mais endurecidos a verem como única solução a aberração proposta acima. Afinal, nas palavras de um dos maiores sábios vascaínos contemporâneos, o porteiro do cofre, o futebol deixou de ser paixão e virou um grande negócio.
De fato, um grande negócio para alguns. Não para mim. Eu já devia ter guardado o meu bodoque. Realmente, essa coisa de romantismo é uma babaquice sem tamanho. Dá trabalho isso aqui, dá trabalho ficar respondendo a ações intimidatórias, dá vergonha ver tanta burrice permissiva e tanta omissão oportunista diante de jabaculês pré-concebidos e evidentes. Eu já devia estar ensaiando o rock para as matinês há muito tempo.
Acontece que, como eu sabia no que isso ia dar, fiz uma promessa a mim mesmo. Vou ali, para o alto da árvore, com meia dúzia de pedrinhas. Aguardo pela chegada em breve dos batalhões, dos alemães e seus canhões. Quando eles estiverem mais próximos, vou mirar na testa de alguns, tentar acertar entre os olhos, fazer o meu auê. Devo isso ao Vasco que conheci e que estão tentando sepultar. Devo isso às pessoas que me fizeram vascaíno. A avalanche na mídia vai ser inigualável e o confronto caracterizado como bipolar: os modernos do “novo Vasco” contra os retrógrados do Vasco a ser enterrado em cova rasa. Mesmo que não seja assim, este será o peixe vendido. Eu estou do lado de cá, o lado do retrocesso, o lado do bodoque, da zarabatana, do tacape, do estilingue. Eles estão do lado de lá, o lado do armamento pesado e protegidos pelos tentáculos dos meios de comunicação. Escolha você também o seu lado. O camelo de três corcovas esta aí e a agulha já foi posicionada. Não vai faltar gente empurrando o bicho. Mas é sempre bom lembrar: ele possui três corcovas.
Abraço
João Carlos Nóbrega de Almeida




27/03/2010 22:51h
NAO VAO CONSEGUIR.A CARRUAGEM JÁ VIROU ABOBORA.A TORCIDA ESTÁ ACORDADANDO.ELES MENTEM TANTO QUE PERDERAM A CREDIBILIDADE.
28/03/2010 7:32h
Quem sabe o Kleber Leite (olha o Leite aí, que angaria simpatias) não dá uma forcinha também. Empurrando no fiofó do camelo.
28/03/2010 8:37h
Uma derrota hoje do Novo Vasco para o Fluminense fará o time do Bananamite desclassificado bem dizer do Carioca 2010 independente do resultado do América x Framulambos.
As máscaras estão caindo e a mentira que Juninho Pernambucano vem nem cola mais pois o pessoal do Muvírus criaram um time do Novo Vasco tão fraco este ano que chegou a perder até do último colocado do Carioca 2010(posição antes de ganhar do Novo Vasco),o Americano é um time bem fraco este ano!O Olaria ganhou do Vasco e provou que o time do Vasco este ano realmente é medíocre!
Bananamite desde que assumiu além de rebaixar o Vasco da Gama para a Série B ele fez o Vasco perder sedes,não pagar funcionários,vender jogadores sem o Vasco receber um tostão,pagar o Lulu 55 fora da lei do Estatuto,usar camisas ditas pelo Muvírus oficiais(mas pelo Estatuto não são oficiais,são piratas),além de fazer a dívida do Vasco crescer muito,muito mesmo!
A dívida do Vasco começou quando a chapa branquela fez ela na década de 60 r 70 quando destruiu o Vasco da Gama.Mas o Bananamite e sua turma estão fazendo um governo bem pior,está um caos total,não só por incompetência mas por vontade própria!
FORA BOSTAFOGOBERTO BANANAMITE!
FORA TODOS DO MUVÍRUS!
VOLTA LOGO CHAPA AZUL!
EURICO MIRANDA SEMPRE!
EURICO MIRANDA NELES!
28/03/2010 10:45h
Os corninhos do “sentimento que não pára” estão acordando do “boa noite cinderela” sabor banana, com os olhinhos cheios de remela e envergonhados por terem deixado se enganar pelo banana & Cia, é uma pena que foi preciso destruir tudo, para iniciar essa conscientização. Esses textos são denúncias vivas, mais atuais do que nunca, só aqueles cegos, que não querem ver, não conseguem.
28/03/2010 10:54h
ALÔ ALÔ GALEEEERAAA!!!
HOJE É DIA DE MARACAFOLIA
A MICARETA CARIOCA
COMPRE O SEU ABADÁ PENALTY/CAVALERA E MUITO REBOLATION!!!
28/03/2010 11:29h
João Carlos.
Vc está inspiradíssimo hoje…
A tragédia anunciada por vc é de estragar nosso domingo.
O terrível é a sensação de paralizia que está dando nos vascaínos, a evidência está no público no estádio e no desânimo que se apossa de nós.
Time merda, diretoria merda e agora camisa de merda. É foda para um domingo.
Um abraço e continue a defender o Vasco, esperamos o mais breve possível a volta de nosso maior expoente, nosso querido e eterno presidente Eurico Miranda.
28/03/2010 12:25h
Perfeito, JCN. Nada mais preocupante do que o processo de desmanche da instituição e o advento da “inevitável” Companhia Vasco da Gama. A má fé está clara.
A tentativa de aparelhar a transição é o golpe no Estatuto. Problema: o camelo possui três corcova e jamais passará pelo cu da agulha. O fenõmeno físico é impossível, mesmo que os empurradores sejam “fortes”.
Moral da história: haja cu de agulha.
28/03/2010 14:41h
Eles jamais conseguirão. Existem Vascaínos,com ‘V’ maiúsculo,que nunca permitirão que se tire o Vasco dos vascaínos.
Se querem fazer experiências com algum clube para transformá-lo em empresa,comecem pelo maior devedor do futebol brasileiro. O original. O verdadeiro. Comecem pelo flamengo. Se é tão bom virar empresa,o que o rubro-negro está esperando? Que sejam eles as cobaias.
Já está provado mundo afora que a transformação de clube em empresa é uma verdadeira tragédia. Clubes badalados estão num verdadeiro caos financeiro e vivendo só de fachadas e aparências.
28/03/2010 18:45h
Vou postar aqui e em todas as colunas. Acabei de ouvir na transmissão do jogo.
Sobre a camisa:
“É, foi uma disputa entre o atual presidente e o EX. O Conselho do clube disse que a camisa não poderia ser utilizada, pois fere o estatuto do clube. Mas a diretoria PEITOU, e disse que vai utilizar”.
É o que eu insisto em dizer… enquanto não querem fazer mal ao clube, ficam assistindo outro fazerem. E tripudiando!
Marinho Picorelli
Grajaú – RJ
29/03/2010 0:42h
OS DEZ ANOS DO CASACA
Num clube originário de imigrantes que logo nos primeiros anos de atividade da prática do esporte “ remo “ – o mais popular nos primórdios do século vinte – é fácil entender o por quê da rápida e natural integração das camadas mais humildes de torcedores de todas origens ao VASCO. Claro, com a incorporação do futebol, que se popularizava a simpatia e paixão logo despertaram nos novos e humildes adeptos um crescimento exponencial, culminando, no ano da estréia com a conquista do 1º Campeonato Carioca de Futebol em 1923. Como o futebol era praticado pelas elites o feito do VASCO gerou uma inveja descomunal, a ponto da liga (Associação Metropolitana de Esportes Athleticos) AMEA, exigir – para a permanência do VASCO na competição que que o clube excluísse ( 12 ) doze atletas da competição, justamente os negros, mulatos e operários. Fato esse que, o então Presidente do clube, JOSÉ AUGUSTO PRESTES, rechaçou de primeira e com bastante veemência, por estar eivado de preconceituosa arbitrariedade. É extremamente racista, originou a célebre carta- conhecida de todo vascaíno de raiz – que entrou para história como marco da luta contra o racismo no futebol brasileiro de 07 de abril de 1924.
Busco neste mergulho histórico, as razões para igualar as atitudes do CASACA em defesa do VASCO a atitude do Presidente daquela época, por sua carta heróica na defesa do mais puro sentimento de vascaínismo. O cérebro de hoje, na minha avaliação chama-se JOÃO CARLOS NÓBREGA DE ALMEIDA, o ideólogo e Comandante mor que inspira e redige o pensamento da resistência do um grupo heterogênio em defesa das tradições dos verdadeiros vascaínos de raiz e alma, que, por estarem impregnados desse sentiumento, hão de encontrar meios e formas , em que pese eventuais divergências, de manter incólume a grandeza do CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA, acima de tudo e de todos.
Parabéns a todos os casaquistas pela permanente defesa na trincheira do “ almirante “nestes dez anos de luta contínua para servir ao VASCO.
E AO VASCO NADA ? TUDO, ENTÃO : CASACA, CASACA CASACA, CASACA CASACA, CASACA CASACA, CASACA CASACA, CASACA ! ! !
Saudações Vascaínas,
Antonio Lopes Caetano Lourenço
Sócio Patrimonial.Benfeitor Remido. Emérito.Benemérito e Grande Benemérito
29/03/2010 10:14h
Antonio Lopes Caetano Lourenço
29/03/2010 0:42h
Sr. Antonio Lopes, fiquei muito feliz ao ler o seu post, reconhecendo o CASACA como uma célula genuinamente vascaína. O sentimento nunca parou, mesmo com a existência de um monstro chamado “novo” Vasco. Resgate é a palavra, doa a quem doer.
Intransigência na defesa do CRVG.
29/03/2010 13:21h
Caro Antonio Carlos Martins,
Delicadamente dispenso o Senhor.Quem não envelhece não tem o privilégio de ver as conquistas vascaínas embalsamar nossos corações.
Quanto ao reconhecimento da postura dos guerreiros do CASACA
na intransigente defesa do Club de Regatas Vasco da Gama, não há motivos ou razão para duvidar, porque minhas atitudes ao longo da trajetória dentro do VASCO sempre se pautaram – humildemente – por reconhecer que a unanimidade é uma tolice que só emburrece. Por isso, penso que é na convivência dos opostos que a civilidade aflora quando a racionalidade impera. Sinceros parabéns ao competente exército do CASACA, pelo 10º aniversário que todo vascaíno de raiz está celebrando orgulhosamente.
Saudações Vascaínas,
Antonio Lopes Caetano Lourenço