É campeão, porra!!!
Imprimir
]Na comemoração de 10 anos do CASACA!, os colunistas receberam a atribuição de rememorar uma coluna dentre aquelas escritas ao longo deste tempo.
Como sempre privilegiei os craques, se fosse ficar no óbvio teria escolhido alguma coluna falando do REImário, que além de nos ter trazido títulos inesquecíveis (Brasileiro, Mercosul, Showcolate da Páscoa da Taça GB, etc) e ter sido o maior centroavante da história do futebol mundial em todos os tempos para sempre (criado, consagrado e aposentado em São Januário), foi também o sujeito que fez questão de ficar ao lado do clube e ajudou financeiramente no período mais difícil da história vascaína, enquanto todos esses “grandes vascaínos” que hoje estão aí fazendo lambanças em nome da “transparência, competência e credibilidade”, na época desapareceram sem deixar vestígios.
Desta vez, relembrarei o título Estadual de 2003 e o Marcelinho, que chegou desacreditado e saiu consagrado. E a consagração começou ali no calor senegalês de Conselheiro Galvão, num jogo aparentemente simples contra o Madureira. Foi ali, após o Petkovic ter feito um gol, que o Pequeno Profeta viu a luz e revelou para os poucos vascaínos presentes (e por acaso eu era um deles) o inesquecível e profético mantra “VAMU SER CAMPEÃO, PORRA!”, que acabaria varrendo o Brasil e o mundo como prenúncio de um título líquido e certo – como, de fato, foi.
—————————-
/+/ É CAMPEÃO, PORRA!!! (25/03/2003)
“(…) “Mas e o time, vai dar espetáculo quando?”, volta a encher o saco o torcedor impaciente na arquibancada, ainda lambuzado de sorvete com restos de biscoito Globo escorrendo pelo canto da boca. A resposta é simples: não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe. O que eu quero saber e a pergunta que a torcida deve fazer é: o Marcelinho vai estar em campo no próximo jogo? Em caso afirmativo, todo o resto tem tanta importância quanto um zero à esquerda uma vez que ele, Marcelinho, para deleite dos amantes do puro futebol-arte, é “O” espetáculo e segue reluzindo por aí mais que barra de ouro em dia de sol jogo após jogo. Só ele já tem valido o ingresso e talvez só ele já valha o título.
Afinal, como bem havia dito o super-craque vascaíno para o Universo inteiro ouvir naquela quarta-feira à tarde, dentro do caldeirão de Conselheiro Galvão em Madureira, “VAMU SER CAMPEÃO, PORRA!!!” E nós seremos, pois assim está escrito. (trecho final da minha coluna “Marcelinho e o óbvio – parte 2, 3, 4, etc…”)
O VASCO, ao contrário daqueles que pegaram o bonde andando possam estar pensando, não ganhou o título ontem. Nada disso. Ontem foi apenas a festa de gala promovida pelo clube para que a massa vascaína pudesse invadir o Maracanã para comemorar junto com o time e presenciar a entrega do Troféu de Campeão Carioca de 2003. Afinal de contas, como todo “vascaíno cascudo” já estava careca de saber, o título já havia sido ganho bem antes, pra ser exato no dia 26/2, quando batemos o Madureira por 3×1.
“Esse cara ainda está mamado”, irá dizer o vascaíno menos avisado, aquele mesmo que só vai aos jogos nas finais – e mesmo assim quando vai. Gosto sempre de relembrar aquele jogo porque foi nele que, além de ter saído o gol mais bonito do campeonato, surgiu definitivamente o Marcelinho (que “por acaso” fez o tal gol em questão) como ídolo-mor-absoluto-e-irrestrito e novo comandante da Caravela. Foi naquela tarde, após o gol do Pet (lembram dele?), que o Marcelinho antes de correr para abraçar os companheiros (como sempre faz), ficou parado ali na entrada da área, sob aquele sol de quase 40 graus, olhando fixo para a galera na arquibancada e, totalmente em transe, como se os Deuses do Futebol Arte estivessem lhe passando uma mensagem naquele instante, encheu a boca e soltou o mitológico grito: “VAMU SER CAMPEÃO, PORRA!!!”.
Quem como eu, e não eram muitos, teve a sorte de estar ali presente e ter visto aquela inigualável cena (já que ela não passou na televisão), na hora se ajoelhou, levantou as mãos para o Céu e disse “amém”. Naquele exato momento tivemos a nítida certeza de que, muito mais do que uma atitude “marketeira” para a promoção da final da Taça GB entre VASCO e a flamengada que já seria no final de semana (e olha que a flamengada ainda nem havia entrado em campo para perder para o Olaria…), ela era de uma sinceridade divinal, a mais pura verdadeira verdade já dita nos últimos 3.000 anos resumida em apenas 4 palavras (ainda que dita num português errado e com um palavrão). O Profeta Marcelinho havia visto o futuro e ele, definitivamente, era preto e branco.
Por isso que fui até chato (reconheço) mas fiz a minha parte (como também fizeram outros tantos milhares de vascaínos) não cansando de escrever, telefonar e falar para todos os vascaínos, vivos e mortos, como numa espécie de “cruzada divina”, repetindo as 4 palavras mágicas do Profeta Marcelinho para que todos esquecessem as atuações sem sal da equipe até então já que dali pra frente tudo seria diferente. Afinal, pouquíssimos foram os craques que eu vi com tanta vontade para ganhar um campeonato. E quando um craque quer ganhar, na esmagadora maioria das vezes ele ganha. E quando ele sabe que vai ganhar, aí o time nada de braçada, como nadou contra a flamengada (CAMPEÃO da Taça Guanabara), contra o Americano (CAMPEÃO da Taça RJ), e principalmente contra o Fluminense (CAMPEÃO ESTADUAL).
Assim, muito mais do que a jogada SENSACIONAL do Léo Lima (que deu o brilho definitivo e eterno deste campeonato) quando ele meteu aquele cruzamento de letra para que o Souza sacramentasse de fato e de direito o título, valeram as sábias palavras do Profeta Marcelinho e também toda a mobilização do “rebanho vascaíno” que, nas duas peregrinações ao Templo Maior do Futebol, fizeram um inesquecível e apoteótico espetáculo de apoio e incentivo como há muito tempo não se via no Brasil e no mundo. Afinal, a nação vascaína tinha a certeza cristalina da vitória porque acreditou do início ao fim nas sábias palavras do Profeta. E ele, como todo ser iluminado, tinha razão.
Portanto, agora que a volta olímpica foi consumada, a taça já está em São Januário e as neuroses (dá-lhe Rafael Rafro!) foram definitivamente enterradas, podemos anotar tranquilamente na página 2003 do Livro de Ouro do Futebol Universal o cântico da vitória que ainda ecoa por todas as esquinas do Universo: “É CAMPEÃO, PORRA!!!” E assim ficará escrito para todo o sempre. Amém.
EM TEMPO: e como bem disse o grande João Carlos Nóbrega na sua ótima coluna dominical no CASACA!: “Para aqueles que sempre desejaram nossa derrota, apenas um consolo: vai doer, mas passa logo.” E olha que o que deve ter de gente dolorida por aí… mas como eu também não canso de repetir: “os cães ladram e a Caravela passa”. Eles latiram, latiram, latiram, e o resultado está aí… É CAMPEÃO, PORRA!!!
EM TEMPO I: parabéns aos nosso bravos heróis vascaínos que calaram não só a asquerosa flapress, como também muitos torcedores vascaínos, provando de uma vez por todas que o VASCO É O TIME DA VIRADA, O VASCO É O TIME DO AMOR!!!
EM TEMPO II: e como o VASCO jogava por dois resultados iguais, fomos lá e sapecamos 2×1 duas vezes no tricolor só para tirar onda e mostrar de uma vez por todas quem é o MELHOR DO RJ. Agora TEM QUE ATURAR!!!
EM TEMPO III: e como havia cantado a pedra na última coluna: “nas duas últimas vezes em que VASCO e Flu fizeram a final do Cariocão, e por sinal o VASCO ganhou as duas vezes de maneira incontestável, os técnicos tricolores eram dois ex-jogadores que conquistaram títulos históricos nas Laranjeiras: Edinho (1993) e Delei (1994). E desta vez há novamente mais um ex-tricolor histórico no front do inimigo: Renato “Barriga” Gaúcho. É aquela velha história: se escrita ganha jogo, o título já está no bolso!!!” Pois é, e que venha o próximo!!!
EM TEMPO IV: aliás, desde 1990 pra cá, VASCO e Flu se enfrentaram 62 vezes, com 31 vitórias do VASCO, 11 derrotas e 20 empates. Quem é que é mesmo freguês, hein?
EM TEMPO V: É CAMPEÃO, PORRA!!!
EM TEMPO VI: os cães ladram e a Caravela passa…
E DÁ-LHE VASCO!!!




28/03/2010 23:26h
E não me esqueço de no fim a torcida do Vasco no Maracanã gritando “-Eurico!Eurico!” e o famoso “Ritmo de Festa”.
28/03/2010 23:49h
Eu estava nesse jogo, atrás da grade do gol que fica pra rua Conselheiro Galvão. Lembro bem da atuação do Marcelinho nesse dia, espetacular, o time todo foi bem. Esse jogo foi muito bom. Foi jogo pros vascaínos que nunca precisaram de coisas do tipo “sentimento não pára”.
28/03/2010 23:52h
Eu, também, fui testemunha. Eu estava lá entre aqueles Vascaínos. Aliás, estava eu com o Jarbas Filho, o Ivan (filho do Jarbas) e o Pamplona (amigo meu e do Jarbas e colega aposentado). Estava, também, naquele calor de mais de 40 graus (mais de 40 graus, Eduardo Lopes) a Vascaína símbolo Dulce Rosalino.
Tarde histórica!
Em tempo: e no sábado de carnaval, estivemos no Maracanã para ver o Vasco ser campeão da TG em cima da da mulambada.
RENUNCIA, BoB!
29/03/2010 0:56h
Pois é amigos!
Primeiramente uma ótima semana a todos.
Eu começo a reflexão dessa semana com uma pergunta em minha cabeça: como posso comemorar a vitória do Vasco por 3×0 sobre o Fluminense, e óbvio, depender de si mesmo para ir a final, sem passar por um jogo antes que “ajudou” e muito (inclusive com participação do juiz) onde o Flamengo ganhou do America por 2×1.
Sinceramente, não consigo, não engulo, não imagino ver um vascaino tendo de torcer para o Flamengo, e hoje todos meus amigos que são vascaínos me disseram que sim, torceria pelo Flamengo. Eu então penso: o que eu sou na multidão? O que eu prefiro ver, o meu time ser eliminado, mesmo com uma vitória, ou ele ser ajudado pelo maior rival e ter chances reais e iminentes de uma classificação.
Como eu sou novo (em idade), mas não neovascaíno, decidi ir contra a maré e declaradamente torcer para o America, porque o America é um time que luta muito, e como subiu do rebaixamento, merecia um posto (pelo trabalho que vem fazendo) nas semifinais. Diferente do novovasco que perdeu para Olaria e Americano e quer DESESPERADAMENTE uma vaga na semifinal (para passar uma nova vergonha).
Digo aos senhores: torci pelo America, mas também torci pelo Vasco, porque antes de tudo, eu sou VASCAÍNO, mas torcer pelo Flamengo, jamais. Agora, se o frigir dos ovos for no tempo certo, que ganhemos do Duque de Caxias e avancemos as semifinais, acreditando que essa “renovação” onde vemos a diretoria mais perdida que cego em tiroteio preparando “as malas” para deixar o clube, possa nos trazer lampejos de alegria. Ou então, que sejamos sumariamente eliminados a ponto de não passarmos MAIS UMA VERGONHA, ou então que o VERDADEIRO VASCO, como desse texto maravilhoso sobre o título de 2003, possa “ressucitar” nesses jogadores e com esse brio, virmos a ser novamente: “CAMPEÃO, PORRA!!!!!!!!!!”
Deus os abençoe.
Saudações Vascaínas.
Ninno Sencades
Méier / RJ
29/03/2010 9:33h
VIVA NINNO!
BELA REFLEXÃO SOBRE COMO SER VASCO!
PARABÉNS
29/03/2010 11:57h
Comemorei muito o título de 2003. Foi o únicio que meu filho viu. Mas o time teve campnha fraca no brsileiro e o ano foi péssimo. O vasco não tem um time decente desde 200. Marcelinho e Pet não são ídolos do Vasco. Leo Lima e Souza ídem
xxxxxxx
Olá Marcio,
O Vasco ganhou a Taça GB, a Taça Rio, o Campeonato Carioca (foi campeão de turno em cima do Flamengo e do campeonato em cima do Fluminense que havia posto o Fla de 4 e só não foi invicto pela marcação de uma falta aos 45 minutos do segundo tempo, inexistente, contra o Americano, em Campos, que originou o gol de nossa única derrota na competição), saiu da Copa do Brasil perdendo a vaga para o Cruzeiro, campeão dela, tendo sido prejudicado pela arbitragem em função de um pênalti não marcado a nosso favor quando a partida estava empatada em 1 x 1, ficou numa posição intermediária no Campeonato Brasileiro e você diz que o ano foi péssimo? Vá entender.
Você falou ano 200. Provavelmente queria falar 2000. O time de 2002 era muito bom. Veja:
Hélton: Léo Moura, Géder, João Carlos, Alex Oliveira; Jamir, Donizete, Léo Lima , Felipe; Euller, Romário.
Sérgio Frias
29/03/2010 12:16h
E AÍ? ALGO A DIZER?
xxxxxx
Claro.
Você é um idiota.
Sérgio Frias
29/03/2010 15:19h
Torcer para o time do mal, jamais. Ontem, nesse jogo de demo, eu nem assisti. Um tem o coisa ruim com mascote e o outro tem as cores da casa dele. Então, eu quero que os dois explodam.
Se o Vasco ficar dependendo de vitória dos urubus para ganhar qualquer título, eu continuo torcendo contra eles.
RENUNCIA, BoB!
29/03/2010 16:54h
Ahh pelo amor de Deus… Sérgio, desse time aí, só se salvam Felipe (traíra mulambento fdp); Euller; Romário e Hélton – e não tentam me convencer que o Léo Moura seja bom; o mesmo teve uma fase razoável nos mulambos, mas continua sendo um mala. O resto é igual a Jumar, Elder Granja, Fernando entre outros que minha memória não recorda, no momento.
Verdade seja dita: A equipe de futebol atual é bem melhor que qualquer outra formada desde 2000 (Dois mil); só não encontramos o técnico que dê corpo a esse time.
Ainda sobre 2003, a última grande emoção que senti pelo meu Vascão.. Ahh meus 19 anos (minha idade à época)… Como queria que voltassem…
Deixando um segundo a política de lado, vamos canalizar, sim, energias positivas para que o Vasco consiga engranar de vez nesse carioca que precisamos urgentemente conquistar – evitar com todas as forças esse tetra dos mulambos…
Espero que possam ajudar pelo menos pensando o melhor para o Vasco…e não desejando que coisas ruins aconteçam para tumultuar o ambiente, que por sinal, ainda não se encontra como a maioria da torcida deseja. A diretoria atual precisa alinhar melhor os posicionamentos, ser mais decisiva e, eu, na minha modesta opinião de vascaíno – independente de quem esteja na presidência – acho que a autal diretoria pode dar mais pelo Vasco…
Eu confio nisso…
SDV
29/03/2010 18:39h
Bons tempos…
Abraço e saudações vascaínas