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	<title>CASACA! &#187; Sérgio Frias</title>
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	<description>A comunidade 101% vascaína na internet.</description>
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		<title>O Desperdício</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 21:14:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sérgio Frias]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>O Casaca! tem feito um trabalho exemplar nesses anos, demonstrando inicialmente uma conspiração contra o clube, por parte da mídia e dos inimigos do Vasco, com ou sem partido, com ou sem escrúpulos (conspiração esta confessada há pouco por um dos representantes do poder global); em seguida pontuando, alertando e evidenciando as consequências disso nesta gestão, desprovida de capacidade, fundamentalmente, deixando de lado todos os predicados conhecidos por quem acompanha minimamente o ocorrido no clube atualmente.</p>
<p>A tarefa, invariavelmente, levou ao enfrentamento de grandes ou pequenos poderes. Na lógica fática seria algo tão elogiável como nobre, mas na forma calhorda de se enxergar o Vasco no âmbito interno, há um incômodo geral e um receio estúpido de crescimento, corroborando, com isso, a própria força da concepção dessa marca e de sua importância para o futuro do Vasco. A preocupação maior parece ser não da vitória de uma concepção de Vasco presente no íntimo da maioria, mas sim de quem a execute. Por uma questão lógica tal conduta não pode se dar por parte dos atuais gestores, ou de quem se satisfaz com migalhas de tal gestão. Fora isso há um mundo de vascaínos com o mesmo objetivo nosso. Carecemos de uma unificação em torno deste ideal, sem vícios atrelados ao que a mídia deseja e mandou os vascaínos desejarem.</p>
<p>O modelo administrativo escolhido pela gestão anterior, a partir do segundo mandato (o pós torniquete) &#8211; norteado no pagamento de salários todo o dia 20 (por mais de quatro anos), equacionamento da dívida, cumprimento de acordos, manutenção no principal grupo quanto às cotas de TV, valorização e domínio da base, criação de escola dentro do Vasco, de concentração idem, pagamento de impostos, desenvolvimento de esportes olímpicos tradicionais no clube, bem como outros de pequeno custo, ampliação de São Januário via Lusoarenas, rivalidade acirrada com o principal rival e reposicionamento da marca, após muita sabotagem midiática e oposicionista, além do respeito institucional imposto pelo clube, desde Clube dos 13, passando por Federações e Confederações &#8211; se mostra hoje como de visão não só correta, mas voltada para o futuro.</p>
<p>Faltou um título no futebol, naqueles quase quatro anos e seis meses. Apenas uma Taça Rio conquistada, em meio ao início daquele processo. E o legado para o futuro? Nada? Como foi Eurico Miranda quem implantou tal forma de gestão, preparando o Vasco para vir com independência, recursos e força em 2010 – algo interrompido, podado e destruído pelos que lhe sucederam e rebaixaram o clube sob vários aspectos – a ordem é fazer ao contrário, ou querer reinventar a roda? Não caiamos nessa.</p>
<p>Muitos se preocupam com lideranças, quem vai assumir isso ou aquilo, etc&#8230;, mas não se discute o erro geral de concepção da maioria, a respeito do caminho trilhado pelo Vasco até o golpe institucional de 2008. Nós já comprovamos, em cima de oposição a reportagens, invencionices midiáticas, opiniões de doutos abalizados anti-Vasco; embasados nos fatos pretéritos e presentes, documentos, num conteúdo lógico e histórico, que o caminho a ser percorrido era óbvio e ainda assim o é. </p>
<p>O grande pulo do gato, institucionalmente falando, a partir do golpe era exatamente aproveitar uma onda midiática favorável para crescer de forma como esta não pudesse mais controlar nada, após perceber isso (de fato, realmente). Poderia ter sido usado um discurso de palanque eleitoral contra as atitudes tomadas pela gestão anterior, mas dentro do clube repeti-las e apenas criar um ou outro encaixe, como por exemplo, receber a tal fila de investidores tão prometida. O clube tinha disparada a melhor situação dentre seus rivais na cidade. Devia menos e mantinha os pés firmes no chão preparando sua base para engolir os adversários nos anos subsequentes com rendimentos dentro e fora de campo, mantendo um posicionamento de liderança entre os clubes (com todas as benesses disso) e cumprindo o básico de forma rigorosa e responsável.</p>
<p>Tivesse o Vasco se preocupado em usar aquele momento favorável para se fortalecer interna e externamente, mantendo a relação anterior junto ao Clube dos 13, a política de não atrasar salários, pagar impostos, cuidar da base e se prevalecer da benesse pontual do Poder Público teria em 2009 vivido uma história real de melhora para colher os frutos do que já fora realizado até junho de 2008. Claro que ainda viveria batalhas para manter o equacionamento, brigas jurídicas, novos acordos a serem cumpridos, preocupação religiosa com os compromissos firmados, mas manteria o anteriormente executado de forma exemplar (hoje mostra-se como algo lógico) e responsável (idem).</p>
<p>Os vascaínos de bem, desatrelados de ódios à figura mítica de Eurico Miranda precisam entender de uma vez por todas ter sido o caminho seguido por ele o responsável por fazer o Vasco pontear e ser respeitado. Entre 1986 e 2003 foram 14 títulos oficias só no futebol, 14.000 metros quadrados de patrimônio adquiridos para o aumento do Complexo de São Januário, força em diversos esportes olímpicos por anos a fio e sucesso no confronto direto contra os principais rivais da cidade. Ganhou-se muito, conquistou-se demais. O Vasco fez surgir uma torcida até então tímida na zona sul, aumentou em mais de dez por cento seus torcedores, entre 1998 e 2004, rejuvenesceu sua massa de fãs e isso com absoluta oposição da mídia, quase que diariamente, desde a retomada do Vasco à posição desfrutada pela última vez nos tempos do Expresso da Vitória.</p>
<p>O vivido entre 2004 e 2008 tinha lógica, objetivo, meta, destino. O Vasco caminhava para algo completamente diferente do que vive e hoje apenas um pequeno grupo de invejosos, despeitados ou doentes não consegue, ou teima, ou não quer perceber. O clube fora conduzido para voltar às vitórias e foi dito ao torcedor, por ávidos pelo poder, reféns do ódio, ter sido a história outra. A contada aos mais incautos e sedentos por uma nova conquista no futebol, após quatro anos e meio sem títulos. </p>
<p>Olhem em volta. O que adiantou não se render à experiência e à competência de homens atrelados tanto à história do clube, como a seu sucesso? Qual a consequência de se ignorar um Conselho, como o de Beneméritos, formado por homens com 30, 40, 50 anos de Vasco? O que acarretou ignorar conselhos e fazer do clube palanque? Quem ganhou com isso, além dos artistas lá instalados, mais preocupados com ações politiqueiras e de benefício pessoal? O Vasco? O Vasco só perdeu com tudo isso. Possui hoje um time de futebol. Algo tão sólido quanto um castelo de cartas, pois isto não foi capaz de atrair grandes patrocinadores para uma hora tão importante, não adiantou nada no quesito rebaixamento das cotas de TV, nem oportunizou a valorização da base tal qual era devido. Isso praticamente sem Remo, sem Basquete, sem pagar impostos, salários, sem fazer o básico.</p>
<p>O momento agora é o de isolar o ódio advindo das laranjas podres desses grupelhos, a respeito das grandes figuras do Vasco. Estas últimas elevaram o clube a um patamar superior e inquestionável, o mantiveram sólido e gigante para além da colina e podem, efetivamente, com sua experiência e a prevalência da nossa concepção de Vasco, realinhá-lo nos trilhos, respaldados, ajudados e partindo lado a lado com jovens, experientes, inexperientes, mas vascaínos de corpo e alma, acima de tolices panfletárias, posições obscuras, ou papos alienados. </p>
<p>Sérgio Frias</p>
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		<title>Chegada a hora</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 07:04:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sérgio Frias]]></category>

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		<description><![CDATA[Está escrito desde o finalzinho do mês de setembro do ano passado. Minha consciência estava limpa, mas a sujeira pós eleitoral tentava manchar o Casaca! e seus membros, questionados que éramos por não participar de um pleito viciado. Diante de tudo o que sofrêramos por não dar ao nosso grupo fiel a oportunidade de votar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está escrito desde o finalzinho do mês de setembro do ano passado.</p>
<p>Minha consciência estava limpa, mas a sujeira pós eleitoral tentava manchar o Casaca! e seus membros, questionados que éramos por não participar de um pleito viciado. Diante de tudo o que sofrêramos por não dar ao nosso grupo fiel a oportunidade de votar na oposição naquele pleito realizado a 02 de agosto, repleto de vícios desde a origem e tratado pela mídia como limpo (tão limpo como a cobertura do evento, obnubilando fatos graves de ciência geral da imprensa) resolvi escrever um texto que nunca pus no ar, por internamente imaginar que a hora não era aquela.</p>
<p>Mandei apenas para um amigo, em confiança.</p>
<p>Ei-lo, pois:</p>
<p><strong>Aos amigos,</p>
<p>A reunião ocorrida no Cervantes, domingo, dia 31/07/2011, antevéspera das últimas eleições, da qual fiz parte, trouxe para a oposição um grande dilema, já discutido sem que se chegasse a alguma conclusão pelos que estavam na quadra da Unidos da Tijuca, após o evento lá realizado, cerca de 20, 30 minutos depois de seu desfecho. Era evidente, além do vício da lista, que não havia chance alguma de se levar a sério uma ação na Justiça que pudesse impedir a posteriori um pleito do qual esta participou. E sabíamos que a razão estava como está conosco. Houve uma grande dificuldade de se chegar a um acordo e um dos motivos levantados seria o de que havia por parte do grupo oposicionista gente experiente que impedisse uma composição de duas chapas de situação, pelas dificuldades de se saber quem votou em quem com listas ou algo do gênero. </p>
<p>Como no dia seguinte haveria ainda a possibilidade de cassação da liminar algumas coisas ficaram em aberto. Eu pessoalmente fui contra não irmos, naquele momento.</p>
<p>Na manhã de segunda-feira &#8211; após ligações recebidas e um pedido meu pessoal de que Eurico fosse avisado da nossa intenção de fazer uma chapa, visto que ele não queria participar diante daquela situação, mas acreditava ainda numa reversão na Justiça durante o decorrer do dia &#8211; parti para a feitura dela. Durante cerca de 8 horas, baseando-me na lista de elegíveis do mês de abril de 2011, pus nela todas as pessoas ligadas ao Casaca mais diretamente, procurando posicioná-las entre os 30 primeiros, pouco depois nas 15 primeiras suplências, deixando os beneméritos fora dos 150, dentro do Conselho Deliberativo ou próximos de lá. Ao mesmo tempo privilegiei os conselheiros que compareceram a todas as reuniões do Conselho Deliberativo (ou quase), mesmo aquelas de orçamento que poucos iam. Não incluí ninguém que tivesse declarado ser contrário ao Casaca por pensar numa questão ideológica para além de apoio político a A ou B. Meu pensamento é esse. Você vai com o grupo ideológico que se adequa a você. Com outro não. Não sabia se numa posterior anulação (improbabilíssima se fôssemos) poderia ser impedida a inscrição de nova chapa, portanto, tomei também o cuidado de inserir mais gente ligada a nós entre os 120. Tinha que tentar cercar por todos os lados, inclusive pondo abaixo dos 30 primeiros gente bem vinculada, com a possibilidade de assumir, mesmo como minoria, caso a decisão sobre o pleito se arrastasse por um, dois anos. Tomei, enfim, todas as precauções que me vieram à cabeça, ao mesmo tempo em que aguardava alguma decisão da Justiça. Às 19:08hs. mandei por e-mail a lista definitiva para que a chapa fosse rodada. Isto, como disse, na segunda-feira. Só haveria o candidato à Assembléia Geral e Vice dela, conforme previsto estatutariamente. Era uma alternativa.</p>
<p>Durante a tarde cheguei a falar com dois sócios que haviam acertado suas respectivas situações naquele dia, mas se preocupavam com a não possibilidade de voto imposta por parte da situação, o que é anti-estatutário. Disse a eles que daríamos um jeito nisso, afirmando a um deles que se necessário fosse iríamos a um juiz de plantão para garantir o seu voto. Particularmente fiquei muito feliz em vê-los na última reunião do Casaca, de confraternização pelo aniversário do Vasco, mesmo sem que eu tenha me preocupado em dar feedback posterior a eles, por ocasião do não comparecimento. Se você está num grupo, isto, na minha visão, respeitando a dos demais, representa seguir o grupo e, no caso, o comando do grupo. Se puder haver tempo para grandes discussões tudo bem, caso contrário, siga-se o grupo. Minha opinião.</p>
<p>Às 19:20 hs, mais ou menos, recebi uma ligação com a narrativa do que havia sido a reunião feita pelos representantes de chapa em São Januário. A partir dela enxergaram os que ainda imaginavam ir de qualquer forma (incluindo eu) que a armação para duas chapas era algo incontornável para nós com o modelo imposto cerca de 9 horas antes do pleito. Tal conclusão foi chegada por três fatores que aniquilaram a defesa ainda feita de que para ocorrer isso haveria de se ter muita experiência e conhecimento do quadro social, o que, evidentemente a situação não tinha, com relação aos sócios do clube. Poderiam correr o risco e até fazer uma bobagem monumental vindo a perder a eleição, dependendo da votação oposicionista. Mas aí vieram as informações.</p>
<p>1 &#8211; Não haveria lista física<br />
2 &#8211; Tudo seria feito por computador e quem não estivesse com o nome no computador não votaria.<br />
3 &#8211; A fiscalização se daria com o número de até duas pessoas para oito terminais de computadores. Quer dizer, cada fiscal teria 11.000 nomes para tentar ver se o nome ali na lista física, que não estava disponível, batia ou não com a do computador. Algo, dependendo do volume de gente, humanamente impossível.</p>
<p>OBS: Quanto ao item 2, sem oposição, ficou tudo tranquilo. Votaram mesmo pessoas inadimplentes no dia da eleição.</p>
<p>As causas de algo ser resolvido assim a menos de 12 horas do pleito (de forma inédita, por sinal), mais três ou quatro pesquisas feitas em menos de 8 semanas com o pessoal do Vasco é Meu (lista esta que a oposição não dispunha) já dava o mapeamento de votos e a condição de se saber online, como estava a situação. Mais um facilitador para qualquer tipo de estratégia situacionista. Este, ao meu ver, definitivo.</p>
<p>As consequências da ida seriam, cumulativamente, dar legitimidade ao pleito e esvaziar a ação proposta quanto a não realização e, hoje, anulação do pleito.</p>
<p>Outro fato importante. O problema do Vasco é Meu e uma suposta inserção de não sócios na qualidade de sócios se abrange para outros pleitos. A discussão jurídica neste sentido com as contas sendo apresentadas, batendo, etc&#8230; é fundamento para que não se tenha um quadro social fake, composto por milhares de pessoas que possam não estar adimplentes com o Vasco, mas mesmo assim possuírem  direito a voto ou elegibilidade mais pra frente.</p>
<p>Mesmo com a decisão de segunda-feira à noite que frustrou a todos nós, veiculada no Casaca no Rádio havia algo que incomodava a mim profundamente. Este algo era relacionado ao pessoal do Casaca, que frequentava a Casa dos Poveiros, que postava no Casaca e que não teria, da mesma forma que eu e muitos que lutaram por um objetivo, a oportunidade de votar. </p>
<p>Na terça-feira ainda pensei junto a outros em colocar a chapa sem candidato algum para presidente (que não estava em meu poder), mas isso ainda seria participar do pleito de alguma forma e traria a argumentação desejada pela situação, a fim de dizer que a oposição se fez representar. Torceram muito por isso os situacionistas.</p>
<p>O voto do Luís Filipe Nazaré foi uma representatividade da nossa indignação, também na minha ótica. Por que, por exemplo, não organizamos um protesto em frente ou organizamos um grande voto em branco coletivo como forma de protestar? Porque não havia tempo hábil para isso e os que lá se dispusessem a ir para fazê-lo não representariam o número de pessoas que tinha o voto na oposição como certo. Poderia também ser usado pela mídia (que ignorou no dia do pleito as questões jurídicas, diferentemente das reclamações do Roberto em outros pleitos como oposição), a favor de uma suposta popularidade de Roberto, disforme da que possuía entre os verdadeiros sócios do Vasco (lembrando que do pleito participaram pouco mais de 20% daqueles aptos a voto).</p>
<p>Há horas em que nenhuma decisão a ser tomada é boa, então, tem que ser tomada aquela que se considere diante das circunstâncias a menos ruim. </p>
<p>Qualquer um tem o direito de achar que a menos ruim, neste caso, era a outra, mas Eurico Miranda, as pessoas da coordenação e o grupo Casaca tinham e têm responsabilidade de impedir uma dinastia que entendo maléfica para o Vasco, embora respeite que outros a achem boa, ou pouco se importem. Cada um com a sua opinião.</p>
<p>Acho que não se meter com política, de forma mais direta e voltar a acompanhar o Vasco no futebol seja mesmo o melhor caminho para muitos.</p>
<p>Nunca achei producente essa história de bovino, mocinha saltitante, ratos, etc&#8230; Acho tais epítetos absolutamente desnecessários, embora coadune com algumas opiniões de que a torcida do Vasco é tratada como gado por essa diretoria em muitas circunstâncias, vide a decisão da Copa do Brasil este ano.  Mas dentro de um clima político intenso pode servir para extravasar questões pessoais. Eu, particularmente, não as tenho com rigorosamente ninguém, mas tenho em relação ao Vasco com todos os que, na minha ótica, não fazem bem ao clube. Como na de outros, de repente, o Casaca, o Sérgio Frias, o João Carlos, o Eurico, ou seja lá quem for não faz. Daí existirem adversários políticos e os que preferem virar apolíticos.</p>
<p>O Casaca brigou por esse grupo por três anos, eu o fiz reunião a reunião do Conselho Deliberativo. Brigo pela filosofia que eu acredito, que está muito além da figura de Eurico Miranda, mas tem nela um exemplo de luta em prol do Vasco, impedindo-o de se situar no lugar onde historicamente sempre nos quiseram pôr, qual seja, em plano secundário, como aliás está, independentemente dos resultados no futebol.</p>
<p>Tomei parte na coordenação da campanha e briguei pessoalmente por este grupo, por reuniões na Casa dos Poveiros e participações mais efetivas de quem nos apoiava no processo através de tais reuniões. Não foram poucas as oportunidades em que disse ser importante estrategicamente a militância, a reunião da militância. Fizemos apenas duas reuniões no ano de 2011, o que comparado a 2009 e 2010 (quando fizemos ao todo cerca de 20) é muito pouco.</p>
<p>Respeitei, entretanto, a hierarquia e o plano estratégico. Nós passamos o bastão, como todos vocês que acompanharam minimamente o Casaca eram sabedores que seria feito. Mesmo assim mantivemos a participação e a luta para que nosso pessoal fosse parte integrante do processo de forma mais concreta. A verdade é que todos os advogados consultados diziam não haver hipótese que um pleito da forma como se avizinhava fosse realizado. Os vícios eram e são evidentes.</p>
<p>Um episódio mostrou nosso conceito quanto ao trabalho que fazemos. Apesar do candidato e de Eurico Miranda terem sido favoráveis a uma paralisação de campanha (que só existia na internet), em função das finais da Copa do Brasil, fomos contra e mantivemos minimamente nosso trabalho (enquanto a situação fazia campanha sem qualquer problema) fazendo ações de combate aos desmandos da diretoria como na questão dos ingressos, embora tenhamos tido muita dificuldade diante daquela decisão abrupta (independentemente do juízo de valor quanto a acerto ou erro) do candidato feita sem que fôssemos consultados. Mas, neste caso, poderíamos contornar. Já em outros não dava. Há de se separar as coisas. A discussão política, por exemplo, não me impediu de ir ver Coritiba x Vasco no Paraná, onde por sinal os ares da torcida do Vasco eram bem melhores. A maioria dos que lá estavam tratou a vitória como algo institucional e loas politiqueiras foram muito pouco vistas. Foi um dos maiores prazeres de minha vida futebolística estar presente naquele evento em que a torcida do Vasco teve cara de Vasco e não a cara de massa conduzida.</p>
<p>Particularmente me sinto muito melhor vendo os jogos do Vasco pela TV e participando das transmissões do Casaca via internet. Olho para o lado e não vejo gente que é Vasco em segundo, terceiro lugar. Que usa o Vasco para benefícios próprios e que trata o Vasco com a mesma pequeneza de si, ou ainda com o oportunismo peculiar que lhes caracteriza.</p>
<p>Quanto a pedir desculpas, ou coisa que o valha, tendo eu brigado pelo nosso grupo oposicionista em todas as esferas de que participei, sendo claro a todos os que me questionaram ao vivo, perguntaram, quiseram obter informações, ou mesmo discordaram ao longo dos últimos três anos, não vejo dessa forma. Tenho absoluta consciência do que fiz, de como me portei e satisfação pessoal por ter tomado atitudes visando um bem maior que é o Vasco (nada de abnegação, bem maior). No Casaca no Rádio foi explicado o porquê da decisão e no dia dela saiu um editorial nosso ainda a respeito de tudo. Caso marcássemos uma reunião seria repetida a mesma coisa. O que eu não imaginava era uma atitude perversa de alguns, diante de um não saber de detalhe A ou B. Não via como necessário narrar todo o episódio, item por item, por imaginar já estar claro para o grupo que a nossa decisão teria o sentido de ser a melhor no contexto legal, político e prático para a oposição. </p>
<p>Quero também deixar claro a todos que se eu pensava que a ida ao pleito teria de se dar de qualquer forma e briguei tanto por ela, minha concepção hoje é de que o correto foi mesmo o que foi definido, pois a médio e longo prazo pode-se impedir uma dinastia incompetente no Vasco, aonde troca de nomes não mudarão uma filosofia antiga no clube, rompida por Eurico Miranda, onde todos se acertam e o Vasco fica em segundo plano. É exatamente este o discurso inverso da situação. “Eurico roubou, roubou e roubou” e eles vieram para colocar ordem na casa. Engenhoso, mas adequado apenas ao gado. Se o torcedor do Vasco prefere a condição de gado a de mudar o quadro, então é sinal de que o Casaca precisa trabalhar muito ainda, a fim de fazer ser maioria a nossa filosofia e minoria aquela nefasta para com a instituição, na minha visão.</p>
<p>Por fim, mais uma vez agradecendo aos amigos e pedindo desculpas a eles por ter sido tão prolixo (achei necessário) digo aos políticos e supostamente apolíticos que cobrem, mesmo que por impulso, da diretoria do Vasco que esta não perca o pentacampeonato, deixando de atuar em São Januário os clássicos finais e não se manifestando nos bastidores, a base de enfrentamento, em relação aos donos do futebol brasileiro. Ontem o Vasco foi prejudicado pela arbitragem de uma forma sutil, mas clara. O Atlético-GO fez rodízio de faltas, os cartões eram sazonais, os acréscimos ridículos, mas o resultado final ótimo para Corínthians e São Paulo que haviam empatado no dia anterior. </strong></p>
<p>A decisão do dia 18/01/2012, dia do Tetra em ritmo de festa, deixa claro duas coisas.</p>
<p>1 &#8211; Há vícios desde a origem na lista de sócios do Club de Regatas Vasco da Gama aptos a votar segundo a situação e o hoje Tri-Vice da Assembléia Geral no pleito de 02 de agosto de 2011.</p>
<p>2 &#8211; Eurico Miranda estava correto.</p>
<p>PS: Um agradecimento especial a Otto Carvalho Jr. que me impediu no dia 02/08/2011, às 09:35 Hs da manhã de lançarmos a chapa que o tinha como subscritor e representante principal (Vasco Unido), já referida no texto. Nervoso e querendo ainda participar do pleito liguei às 08 horas da manhã para João Carlos Nóbrega que disse: &#8220;Eu vou contigo&#8221;. Ele ligou para Marco Antonio Monteiro que via com dificuldade a ida, diante das circunstâncias, embora entendesse nosso grande incômodo (declarando em ligação posterior minha a ele que não iria diante daquilo que dissera no programa CNR do dia anterior quanto à participação da oposição no pleito). Cheguei a falar com José Aniceto Moscoso (conselheiro de oposição à época) para perguntar onde estavam as dez mil cópias da chapa feita por mim e rodadas no dia anterior, após, preliminarmente, Otto não ter se animado com aquilo, visto o tempo exíguo, uma vez que a eleição começava às 09:00 horas da manhã. Em meio às ligações, Gilberto Pinto entrou em contato comigo e disse que queria ir votar. Disse a ele que teríamos ainda que pegar as chapas rodadas e ele se prontificou a fazê-lo. Mas Otto, decidido, disse a mim logo em seguida que não permitiria que se pusesse a chapa no pleito e que como subscritor dela impedia a minha ação.</p>
<p>Por volta das 10 horas da manhã, surgiu a notícia na Rádio Tupi que o presidente da Assembléia Geral considerava a chapa de oposição &#8220;Vasco Valente&#8221;, como participante do pleito, mesmo sem qualquer exemplar de chapa apresentado. Com isso, logo após, Denis Carrega Dias, um dos subscritores daquela chapa levou documento ao clube esclarecendo que a chapa, como anunciado anteriormente, estava absolutamente fora daquele pleito.</p>
<p>Diante daquilo percebi que a atitude de Otto certamente tinha o intuito de nos proteger a fim de que não cometêssemos um erro primário de fazer aquilo que a situação queria. Havia sim a possibilidade de uma chapa de oposição entrar no pleito, mesmo que este já tivesse em pleno vigor. A Assembléia Geral liberaria, pois queria que a oposição fizesse exatamente isso para legitimar um pleito viciado desde a origem.</p>
<p>À tarde, como fui informado, sem ter o nome até hoje de quem o fez, algum mau caráter usou o meu nome para chamar gente a votar num outro grupo. Como se dissesse &#8220;O Sérgio Frias é um dos que queria ir&#8221;, motivando outros a comparecerem a partir daquela premissa, absolutamente verdadeira por sinal. O mau caratismo, entretanto, se dá pelo fato de que a minha ideia, natimorta pela manhã (felizmente) tinha o intuito de levar o nosso grupo a exercer o direito de voto numa chapa oposicionista, de fato, o que, evidentemente, se tornou impossível, após a última tentativa feita de levar os exemplares da Chapa &#8220;Vasco Unido&#8221; para São Januário.</p>
<p>Pouco representativa, tal atitude provavelmente aumentou em 10, 20% a ridícula votação da minoria no pleito, que, por sinal (e abstraiam a partir da informação) obteve menos votos que a oposição nos anos de 1988 e 2000 &#8211; terceiras colocadas que foram em função da situação (diante da discrepância de votos) ter feito as duas primeiras colocações naquelas ocasiões garantindo, com isso, as 150 cadeiras do Conselho Deliberativo.</p>
<p>A guerra jurídica vai começar. A quem está completamente errado cabem o recurso e o uso do poder para tentar influenciar o Judiciário, segundo algum situacionista disse, com pelo menos seis desembargadores simpáticos à causa que defendia. A declaração faz tempo e não pegou bem. </p>
<p>A nós da oposição, a verdade prevaleceu e isto é o que importa. A partir de agora, a briga é por eleições limpas, junto à vitória de uma concepção de Vasco longe do acovardamento, subserviência e resignação atuais, diante dos nossos rivais e entidades as quais somos filiados ou usados, conforme o desejo global assim determina.</p>
<p>Sérgio Frias</p>
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		<title>O Trio</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 01:34:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A história do Vasco é de uma beleza incontestável, uma luta interminável, mas passa pelo ponto atual da idiotice abominável. A distância criada entre o clube e seu maior rival se deu por opção, acovardamento, “medinho”, resignação e é emblema do resto. Foram onze jogos e uma vitória, uma taça ganha contra seis, um Remo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A história do Vasco é de uma beleza incontestável, uma luta interminável, mas passa pelo ponto atual da idiotice abominável. </p>
<p>A distância criada entre o clube e seu maior rival se deu por opção, acovardamento, “medinho”, resignação e é emblema do resto. Foram onze jogos e uma vitória, uma taça ganha contra seis, um Remo afundado com três títulos do adversário, um basquete figurante ou praticamente inexistente assistindo a triunfos de todos os tipos experimentados pelo adversário.</p>
<p>A direção nos últimos anos tratou Flamengo, Rede Globo e CBF quase como patrões. Na função de criados, subalternos e mui comprometidos, os &#8220;representantes&#8221; vascaínos se postaram ora como bobos da corte, ora como a piada pronta do reino.</p>
<p>A torcida do Vasco é estapeada pelos chamados &#8220;donos do futebol brasileiro&#8221;. Fazem o que querem na hora de decidir qualquer assunto de seus interesses e uma simples migalha é vista pela “entourage” banana com um bom osso a se roer.</p>
<p>E surgem, apesar de tudo até aqui descrito, as mais diversas peças publicitárias, a fim de transformar essa porcaria de gestão em algo palatável. A última alcunha, “trio de ferro”, lembra aquele zagueiro Vitor Hugo trazido pelo Flamengo em 1990, chamado de “homem de ferro” pelo repórter Elso Venâncio e que não jogava rigorosamente nada.</p>
<p>Dizem agora os invisíveis terem sido as decisões pretéritas todas tomadas em conjunto, embora só Rodrigo Caetano aparecesse. Não digam? Então a estratégia era essa? Quando a cada derrota do Vasco, ou eliminação, ou vexame todos vocês fugiam como ratos de gatos e punham um funcionário do clube para representá-los não havia nenhuma conveniência?  Era uma opção dele ou de gestão, omissos?</p>
<p>Ele se deu bem, saiu dizendo caber ao Vasco (em 2012) disputar a Taça Libertadores no papel de coadjuvante, mas não compromissado com o título, e os senhores calados? Resolveu dar-lhes um chute na bunda, após tratar o clube “planejado” como mero figurante na principal competição sul-americana deste ano e vossas senhorias diziam que mesmo fora o rapaz colaboraria na aquisição do lateral Kléber. Ajudou-os, incapazes?</p>
<p>Um recado para o trio de palha, Mandarino, Roberto e Rocha. O primeiro junto à Globo é subserviente; o segundo frente ao Flamengo é frouxo e o terceiro, diante de contas básicas, é infantil; mas todos agrupados são cúmplices.</p>
<p>Não se planejaram? Problema dos senhores! Ficaram na mão da Rede Globo? Danem-se! Estão se desentendendo por picuinhas internas? Engalfinhem-se! Um contrata e o outro mela a negociação? Resolvam-se! </p>
<p>A imagem figurada dos senhores é a daqueles garotos que não foram estudar para a prova, pois estavam jogando, brincando de base, ou se enganando com ábacos. Podem levar bomba! O problema é de vocês! Não podem é trazer bombas para o clube ou continuar o bombardeio institucional por meros caprichos internos e nenhum enfrentamento externo.</p>
<p>Quanto ao Vasco, essa prioridade C, D ou Z para o trio, entra para a disputa da Taça Libertadores visando o título e não é sinônimo da mediocridade, descomprometimento e opacidade reinantes. </p>
<p>Por fim, em relação ao quarto mosqueteiro (membro do trio na tentativa marqueteira), serve apenas para apagar o fogo, mas parece estar ali para ser queimado. Não lhe cabe acumular mais funções, mas sim proteger-se da lenha de vaidades, ora chamuscando a horda (ou grupo) como um todo.</p>
<p>Sérgio Frias</p>
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		<title>O Bovino</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 04:33:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sérgio Frias]]></category>

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		<description><![CDATA[Não falemos hoje de dragões rochosos, nepotismo, indecência administrativa, falta de vergonha na cara e descalabros. Sejamos mais sensíveis e apenas torcedores, afinal todos nós já fomos meros bovinos, conduzidos pela mídia, um dia. Brinco muitas vezes com o João Carlos Nóbrega, relembrando aquele período de 1983, 84, 85, quando éramos ambos bovinos felizes e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não falemos hoje de dragões rochosos, nepotismo, indecência administrativa, falta de vergonha na cara e descalabros.</p>
<p>Sejamos mais sensíveis e apenas torcedores, afinal todos nós já fomos meros bovinos, conduzidos pela mídia, um dia. </p>
<p>Brinco muitas vezes com o João Carlos Nóbrega, relembrando aquele período de 1983, 84, 85, quando éramos ambos bovinos felizes e esperançosos. “Seu Cochada” (como pronunciavam alguns lusitanos) atuava como presidente e o nosso queridíssimo Mano era exposto às feras como vice de futebol, enquanto Fernando Lima se virava no Basquete tentando impedir o “Cochada” de acabar com o esporte no clube.</p>
<p>Chegamos, então, a 1984. De férias no colégio, todo dia ia às bancas para comprar o Jornal dos Sports. “Cochada” anunciou Arturzinho e Mário do Bangu, Pires, Aírton e o técnico Edu do América. Estava ótimo. América e Bangu haviam feito campanha melhor que a do Vasco no Campeonato Carioca de 1983. Finalmente a contratação esperada por todos. A manchete emblemática era autoexplicativa: “Romerito é do Vasco”. Pronto! Agora era ser campeão após dez anos e papo encerrado.</p>
<p>A estreia num amistoso contra uma seleção de Três Rios, decidido pelo atacante local “Vassoura” não varria meus sonhos, afinal Mauricinho, voltando de contusão após quase seis meses parado, descontaria pouco depois para o Vasco, já no finalzinho. </p>
<p>Fui para o jogo inicial do Campeonato Brasileiro certo de uma vitória contra o São Paulo, embora acabássemos por perder a partida (culpei o árbitro e não a má postura da defesa vascaína no 2º tempo). Via ou ouvia todos os jogos, comentários, resenhas e estava convencido que ninguém segurava o Vasco. Roberto voltava à boa forma, Arturzinho marcara quatro na maior goleada do Gigante da Colina na história dos Brasileiros, um 9 x 0 contra a Tuna Luso (até ali invicta na competição), o time passava para as quartas-de-final eliminando na 2ª fase o, à época, temido Galo mineiro e passeara no grupo seguinte vencendo com tranquilidade Coritiba, Uberlândia e Fortaleza (equipes dignas de disputar uma Copa do Brasil em 2011 contra nós). Mas eu elogiava as três “potências” (a fim de valorizar a classificação vascaína), torcia muito para o Coritiba (que acabaria em oitavo) tirar o Fluminense nos “play offs” e tive a certeza do título após as duas vitórias sobre a Portuguesa, de São Paulo, fora e dentro de casa por 5 x 2 e 4 x 3, respectivamente.</p>
<p>Quando o Vasco passou pelo Grêmio não tinha mais dúvidas do título. Lembrei-me novamente de Romerito, passados cerca de quatro meses daquela manchete do JS (estava convencido naquele período que o Vasco não precisava do Romerito). Diziam ter o Carlos Alberto Torres passado a perna no “Cochada”, meu pai afiançava que se fosse com o Eurico ele tinha ido lá e trazido Romerito pelos braços como fizera com Roberto em 1980. Mas a minha ficha só caiu mesmo naquela decisão. O Fluminense colocou Jandir (ele mesmo) para marcar (ou caçar) Mauricinho, fez o jogo em cima do lateral Edevaldo (Tato se esbaldou), teve em Assis uma peça importante e em Romerito não só o homem gol (que decidiria o jogo), mas o sustentáculo das ações ofensivas, auxiliado também por Delei. </p>
<p>Na época, evidentemente, não vi nada daquilo. Não entendia como Arturzinho poderia ter sumido de campo numa hora tão importante, contava com a entrada de Geovani na segunda etapa para mudar o panorama do jogo e depositava confiança no artilheiro Roberto que, entretanto, só arrematara a gol uma única vez com perigo em toda a partida, numa cobrança de falta defendida pela ponta dos dedos de Paulo Victor, arqueiro tricolor. </p>
<p>No segundo confronto diante da equipe pó-de-arroz ainda via o Vasco com chances de ser campeão direto. Bastava vencer por dois gols de diferença. Havia derrotado o Grêmio na semifinal por 3 x 0 (0 x 1 no primeiro embate) e o tricolor gaúcho era campeão intercontinental na ocasião, daí a convicção por mais uma virada vascaína. Jussiê entraria no lugar de Mauricinho e a história para mim seria outra com aquele ponta. O Vasco até jogou bem, mas desperdiçou sua maior chance com Roberto Dinamite e não chegou nem a forçar uma terceira partida. </p>
<p>Mesmo assim, uma, duas semanas depois eu já me animava com o Campeonato Carioca. Depois de uma Taça GB quase tão ruim como a do ano anterior, um quase milagre levou o Vasco a vencer a Taça Rio, visto que após o empate de 0 x 0 contra o Olaria, em São Januário, a quatro rodadas do fim, o Gigante da Colina precisaria de quatro vitórias consecutivas (três em clássicos) e ainda contar com tropeços dos outros adversários diretos (Fluminense, Botafogo, Flamengo e Bangu). </p>
<p>Deu tudo certo e fomos para o triangular final contra a dupla Fla-Flu. No jogo inicial (que o Vasco não podia perder), o adversário seria o Fluminense, tal qual na decisão do Campeonato Brasileiro. Voltei a lembrar da manchete do início do ano (com raiva) após o Flu abrir o marcador com Romerito. O segundo tento tricolor eu não queria nem ver (e não vi), desde que Paulinho arrancou pela ponta esquerda. </p>
<p>Já no carro, junto a meu pai, escuto pelo rádio Daniel Gonzalez e Roberto Dinamite afirmarem não saber que a derrota alijava o Vasco da disputa. Pô! Eu sabia! Por que não me perguntaram? Meu pai, estarrecido e vendo minha angústia tenta me explicar que o Vasco não está nada bem. &#8220;A administração é fraca, O Calçada não se impõe&#8221;. Afirma não ter acreditado em momento algum no tal sorteio que decidiria a ordem dos jogos finais. O Vasco nunca teria a vantagem de ser “bye” e esperar o derrotado da dupla Fla-Flu no segundo jogo do triangular. “Eles querem um Fla X Flu na final”, afiançava. &#8220;O Vasco precisa de alguém para defender o clube na Federação&#8221;&#8230; e voltava a falar de Eurico Miranda. Pensei em ouvir, mas isso manteve minha atenção por apenas alguns minutos, embora concordasse com ele que o Vasco não seria “bye” nunca no tal sorteio. </p>
<p>Virava o ano e via 1985 com a esperança do bi, da conquista da Taça Libertadores e quem sabe do título intercontinental em Tóquio. Afinal o Vasco traria o volante Luís Carlos, do Grêmio, o matador Claudio Adão, enquanto o “Cochada” anunciava um grande negócio. A troca, junto ao Flamengo, do Vitor “Beckenbauer” deles pelo arisco Marquinho, nosso. E eu achava que tudo ia dar certo (apesar de qualificar como estranha aquela troca). Bons tempos aqueles&#8230;</p>
<p>Sérgio Frias</p>
<p>PS: Parabéns, Romarinho! Gol de artilheiro! E não é papo de bovino. </p>
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		<title>A Torcida</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 15:49:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sérgio Frias]]></category>

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		<description><![CDATA[Marcelo escreveu: André Moreira, Luizão, Áttila Neto, concordo totalmente com vocês. Venho batendo nesta tecla há muito tempo: a maior culpada de toda essa desgraça é a torcida. Por isso discordo do Sérgio Frias quando ele diz que a esmagadora maioria da torcida não aceita o Vasco subserviente e secundário. Sérgio, a esmagadora maioria dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Marcelo escreveu:</em></p>
<blockquote><p>André Moreira, Luizão, Áttila Neto, concordo totalmente com vocês. Venho batendo nesta tecla há muito tempo: a maior culpada de toda essa desgraça é a torcida. Por isso discordo do Sérgio Frias quando ele diz que a esmagadora maioria da torcida não aceita o Vasco subserviente e secundário. Sérgio, a esmagadora maioria dos torcedores aceita sim, pois foram adestrados para isso pela mérdia esportiva. Nós temos vários exemplos ao longo dessa desgraça de administração que comprovam isso.</p></blockquote>
<p>xxxxxx</p>
<p><strong>Se a esmagadora maioria da torcida do Vasco está sendo conduzida, adestrada, induzida ou sugestionada a pensar no Vasco assim, isso não significa dizer ser ela, na origem, o retrato da atual direção e sim que está induzida a sê-lo, dado o poder midiático de trabalhar a informação, conforme seus desejos.</p>
<p>Trazer o Vasco à realidade de antes da segunda metade dos anos 80 (por cerca de 25 anos) é muito mais simples do que mantê-lo postando-se frente aos rivais e poderes conforme o fez nos 22 anos e meio anteriores ao golpe de 2008.</p>
<p>A mídia envolveu a torcida do Vasco (em se tratando da era Eurico Miranda no clube) já desde os anos 90 do século passado. Você não se lembra dela própria gritando &#8220;É marmelada!&#8221;, após a invalidação de um gol ilegítimo do Americano, de Campos, em São Januário, numa partida válida pela Taça GB de 1997 (vencida pelo Vasco por 1 x 0)? Os cruzmaltinos, com o resultado, mantinham a vice-liderança da competição (por pontos perdidos), mas a mídia induzia tal campeonato estar armado para o Vasco, induzia o público carioca a aceitar a formação de liga barbante, etc&#8230;</p>
<p>Estamos falando, veja só, de 1997. Ano do Tri Campeonato Brasileiro. Para a mídia, entretanto, o Vasco era um clube arcaico, o MUV despontava se dizendo salvador da pátria e acenava com o Banco Icatu para trazer investimentos,o IBOPE dava 60 a 40 para o MUV vencer as eleições e por aí vai. Mas internamente o clube tinha força, capitaneada evidentemente por Eurico Miranda, a ponto de brigar de frente contra os inimigos de sempre e vencer uma filosofia de Vasco enterrada por Eurico Miranda, diante das evidências de que tal não servia para o Vasco, depois de tanta luta para reerguê-lo institucionalmente e voltar a figurar de forma destacada, como ocorreu (apesar de alguns lapsos) entre sua fundação e o fim do Expresso da Vitória.</p>
<p>A torcida do Vasco, portanto, teve sempre na mídia uma forte pressão para aceitar o Vasco menor, ou a piada, ou vice, etc&#8230; mas quando via o clube representado por Eurico Miranda tinha nele uma representação de si e de sua insatisfação primária interna, relacionada à forma como o Vasco era tratado a sua frente, cara a cara, pela própria imprensa. Daí, apesar de muita oposição da mídia, desde o crescimento institucional do clube no final dos anos 80 do século passado, Eurico ter tido tempo para demonstrar por A mais B que o Vasco podia mais, que seu espaço não era aquele imposto pelo quarto poder. Com isso o transformou no principal clube carioca por mais de 20 anos, quanto a conquistas e, ainda, confrontos diretos diante dos seus adversários na cidade.</p>
<p>Hoje, o nosso trabalho é trazer ao torcedor coragem para enfrentar os que diminuem e estapeiam o Vasco e daí voltar a permitir a imposição do clube de acordo com sua força, sem ser tão diminuído como é por parte de seus adversários, sob o aspecto institucional. Mas você só consegue dar coragem a quem tem. E a minoria esmagada, ora fingindo representar o Vasco e transformando-o na quinta, sexta, oitava, nona (marca, torcida, etc&#8230;) tem apenas nos interessados pessoalmente ou acovardados, desde a origem, apoio direto.</p>
<p>Claro que confusões se fazem quanto ao ex-artilheiro ídolo e o presidente, mas estas se dão pelo fato da própria mídia blindá-lo e não trazer a informação correta à grande massa. Esta, por sua vez, é sistematicamente induzida a erro, enquanto o Vasco vai ficando distante de seus adversários. Faça as perguntas certas à grande massa e esta lhe dará as respostas que deseja ouvir.</p>
<p>A reconstrução do Vasco passa hoje, obrigatoriamente, pela vitória de uma concepção, em detrimento da aceitação do clube em postar-se num plano secundário, sob o aspecto institucional. Para isso devemos ter em mente ser o torcedor do Vasco, no seu íntimo, um inconformado com o tratamento dado ao clube, em detrimento do queridinho da mídia e, acima disso, ciente de que a busca, não de um novo Eurico Miranda (algo quase impossível, diante da belíssima história escrita por ele no Vasco com sangue, suor, lágrimas e conquistas), mas de um grupo que represente e avance na sua concepção de Vasco &#8211; advinda de outras grandes figuras de nossa belíssima história (destaque-se Cyro Aranha) &#8211; venha a recolocar o clube na posição cimeira de outrora, com conquistas, respeito e temor por parte de seus adversários. </p>
<p>Um abraço a você,</p>
<p>Sérgio Frias</strong></p>
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		</item>
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		<title>A Concepção</title>
		<link>http://www.casaca.com.br/home/2011/12/20/a-concepcao/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 22:56:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sérgio Frias]]></category>

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		<description><![CDATA[Madruga escreveu: &#8230; &#8220;É Fato: A imagem Vasco &#8211; Eurico Miranda só existe no passado. É inegável a atuação do mesmo durante todo o tempo que ficou a frente do clube, a ele somos eternamente gratos por tudo que voce falou e tantas outras coisas &#8230; Ele será eternamente lenda, alguns irão lembrar do estilo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Madruga escreveu:</p>
<p>&#8230;</p>
<blockquote><p>&#8220;É Fato:</p>
<p>A imagem Vasco &#8211; Eurico Miranda só existe no passado.</p>
<p>É inegável a atuação do mesmo durante todo o tempo que ficou a frente do clube, a ele somos eternamente gratos por tudo que voce falou e tantas outras coisas &#8230; Ele será eternamente lenda, alguns irão lembrar do estilo Eurico de comandar, sempre enérgico sem baixar a cabeça, ditador, protagonista, megalomaníaco, obsessivo compulsivo em derrotar e ver o Flamengo no esgoto, egocentrico, se achava está acima de tudo e de todos, do bem e do mal&#8230; </p>
<p>&#8230; Ele sempre exaltava os feitos que faziam produtividade no Vasco.<br />
&#8230; Ele sempre enrolava dos não feitos, das situações sem explicação, do que não deu certo, das promessas, da realidade dura que remetia a uma história que até o mesmo não era vivo e não tinha qualquer influência.</p>
<p>O Ciclo Eurico Miranda que virou ERA, deveria ter acabado após o centenário, em 2002, em 2006 &#8230; não acabou porque?!</p>
<p>Poder em ser o dono do Vasco.<br />
Poder em dar a resposta aos outros e não a torcida do Vasco.</p>
<p>Não vou aqui lista mil e tantos erros nem acertos voce mesmo demostrou ter conhecimento como poucos &#8230; mas alguns erros foram cruciais:</p>
<p>* Até meados de 2001 Eurico Miranda era unanimidade, o cara, o dono do Vasco&#8230;</p>
<p>*Brigar com a mídia por não cobrir as eleições a qual saiu presidente ele estava preocupado com si ou com o Vasco?</p>
<p>Lei do silêncio, amordaças e coisas do gênero&#8230;</p>
<p>A resposta para a mídia ele já estava dando o Vasco seleção em campo, Potencia olímpica &#8230;</p>
<p>*Por conta de suas atitudes (inescrupulosas?! Corruptas?! Inrresponsáveis?!) deixar o clube na tal asfixia financeira em colapso colocando a culpa na mesma mídia, se a mídia ta se lixando pro Vasco?!</p>
<p>A culpa não é do alambrado de São Januário.</p>
<p>*Expulsar de São Januário Roberto Dinamite em um jogo. (sem comentários) o mesmo poderia chamar Eurico do que fosse, respondesse por isso na justiça mas não expulsar um ídolo da torcida.</p>
<p>*Disputar campeonatos brasileiros como coadjuvante, sendo chacota em Esataduais e mais dois vices pro Flamengo &#8230; Libertadores?! Jamais os times era a nivel de Valdir Papel quando aparecia um Conca logo saia. A melhor fase depois da &#8220;asfixia&#8221; foi o projeto milésimo gol de Romário.</p>
<p>A torcida tirou Eurico Miranda da presidência&#8230;</p>
<p>Alguns anos se passaram e em tempos como a entrevista para Kajuru, algumas declarações entre outros não se vê nem se ouve falar &#8230;</p>
<p>Da época do Eurico (falo dos bons tempos) pra cá &#8230; o mundo futebolístico mudou &#8230; tornou-se mais capitalista, a tão falada mídia nunca esteve tão presente &#8230; O Vasco está sem esportes olímpicos, sem base, perdeu o Campeonato Brasileiro por erros de arbitragem &#8230; nessas horas muitos se lembram do Eurico, &#8220;se fosse ele isso não aconteceria&#8221;.</p>
<p>É FATO:</p>
<p>A era Eurico Miranda acabou &#8230; não volta mais, não tem espaço seja no próprio Vasco, no futebol do Rio ou do Brasil, o mesmo virou flocore, quer coisa melhor pra alguém de ego tão inflado.</p>
<p>O ciclo Roberto Dinamite tá longe do ideal &#8230; o mesmo não teve &#8220;escola&#8221; como o próprio Eurico, mais tem aquilo que tirou Miranda do poder:</p>
<p>- Apoio da torcida.<br />
- Rendas&#8230; &#8220;sem desculpas de asfixias e perseguições&#8221;.<br />
- Simpatia da mídia &#8220;a nossa inimiga&#8221;.</p>
<p>É FATO:</p>
<p>A &#8220;filosofia&#8221; Eurico Miranda não serve ao Vasco nos dias de hoje!</p>
<p>Sentir falta de alguém que bote pressão nos bastidores?!<br />
De alguém que discuta um pacote maior de TV?!<br />
De alguém que grite aos três cantos que a torcida do Vasco é a quarta maior do Brasil?!<br />
De alguém que EXIJA e não IMPÕE respeito a Flamigerada Mídia?!<br />
De alguém que um dia foi alguém mais hoje não passa de lembranças?!</p>
<p>Isso já se faz naturalmente por mais &#8220;banana&#8221; que seja.</p>
<p>Encerro PARABENIZANDO TAMBÉM AO SITE, NÃO SEI SE ISSO VAI SER PUBLICADO MAS É DE SUMA IMPORTÂNCIA A OPOSIÇÃO DESDE QUER SAIA DO PASSADO MESMO ESTE SENDO GLORIOSO E TRAGA NOVIDADES BENÉFICAS PORQUE AS VEZES O ATAQUE AOS ERROS DO ADVERSÁRIO OS FORTALECE MAIS&#8230;&#8221;</p></blockquote>
<p>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p>
<p><strong>A imagem de Eurico Miranda só pode mesmo existir no passado. No presente a imagem do Vasco é de banana diante dos adversários. A de Eurico Miranda só se faz presente na hora que ele, como presidente do Conselho de Beneméritos, se manifesta de forma a lembrar ter o Vasco não a imagem de um banana, mas dele, de Cyro Aranha, da briga contra o racismo, da construção de São Januário, do enfrentamento ante aos adversários.</p>
<p>Se o pensamento de Eurico fosse egocêntrico ele não se prejudicaria tanto pessoalmente em prol do Vasco. Quando o Vasco se acovarda, em função da apatia de seus dirigentes, aí sim o egocentrismo fica explícito. Uma coisa é discursar, outra é agir. Quando, tantas vezes, Eurico atuou em prol do Vasco foi em benefício da instituição e não de si próprio. O ônus, entretanto, ficava somente com ele ou preferencialmente com ele, pois se punha à frente para enfrentar os nossos inimigos e exigir respeito ao clube, além de impossibilitar que este fosse institucionalmente diminuído.</p>
<p>Quando se faz o uso do termo &#8220;megalomania&#8221; ela não comporta a atitude de Eurico Miranda como representante do Vasco, principalmente na qualidade de presidente. Megalomania e egocentricidade (para juntar ambos) trariam a ele a simples opção de largar o clube e fazer do Vasco um f.c. acumulando dívidas e calotes que fossem bater numa outra gestão. A forma como agiu foi mais uma vez em detrimento de si e a favor do clube. &#8220;Herdou&#8221; a presidência do Vasco num momento em que uma nova Lei passava a vigorar. O clube se protegera com contratos longos máximos durante o ano de 2000, sabedor de que perderia os ativos com atletas dada a nova ordem das coisas, mas não contava com o não cumprimento de contrato do parceiro Nations Bank, com uma covarde campanha anti-Vasco proporcionada pela imprensa na queda do alambrado (a verdade parece ter prevalecido) e ainda com o torniquete financeiro também covarde e declarado das Organizações Globo. Diante de tudo isso e o título conquistado em 2003, características como egocentrismo e megalomania o levariam ou para largar o clube sem equacioná-lo e, por cima, ou jogar tudo para o alto e raciocinar: &#8220;Peguei o clube nesta situação. Formo bons times, vendo a base e o futebol do Vasco para empresários, largo o resto e quando estiver tudo desabando deixo pro MUV, MOV, MAV, MEV, MIV assumir”. Sem dúvida, ambas as características expostas a seu conceito não fecham com as ações executadas.</p>
<p>Sobre a obsessividade dele não chega a TOC nem perto disso. Brigar de igual para igual com o Flamengo, dado todo o aparato que possui o mais queridinho da mídia é o mínimo que algum dirigente, representando o Vasco, tem que fazer. E deu certo. O clube conquistou mais que o Flamengo, o superou em diversos outros esportes e foi hegemônico no confronto direto. Quem quer enfrentar o rival sem assim considerá-lo, ou preparar-se para confrontá-lo, dá com os burros n`água. </p>
<p>Se Eurico achasse por fim que estava acima do bem e do mal, descumpriria leis e não agiria como fazia, ou seja, usando a própria lei (regulamentos) em benefício do Vasco, o que tantas vezes se viu nas mais diversas conquistas do clube nos 22 anos e meio em que esteve representando-o. </p>
<p>Resumindo as frases com reticências, ele sempre mantinha o Vasco lá em cima, independentemente dos resultados obtidos, exatamente da mesma forma que faz a mídia com relação ao seu mais queridinho. O Vasco tinha sua voz dentro, com ele, mas muito pouco fora, por faltar coragem em muitos para defender o clube, inclusive no que tange à parte de seus torcedores.</p>
<p>Uma coisa Eurico Miranda nunca foi: unanimidade. Isto porque causou despeito e inveja em muitos que não conseguiram realizar nem perto do que fez.</p>
<p>A imprensa cobriu as eleições do Vasco em todas as oportunidades e foi impedida de entrar em locais de acesso restrito, mas esteve lá desde a primeira eleição em que Eurico venceu até a última. </p>
<p>Mil e tantos erros, só se comparado a muitos milhões de acertos. A proporção em relação ao Vasco é esta.</p>
<p>Na minha concepção deveria ter acabado, pensando eu nele, em 2003. Saía por cima, como falei. Como penso no Vasco para além dele, só poderia ter acabado depois do total saneamento, o que demoraria ainda uns dois anos e com a realidade de um clube líder na maior receita entre os clubes, com base sua e não na mão de empresários, equacionado e pronto para novos investimentos e conquistas, como, aliás, se evidenciou diante dos 40 milhões recebidos pela Turma da Oportunidade de Prata (mesmo fatiando já parte da base) em dois anos no poder. </p>
<p>A resposta dada a outros pelo representante do Vasco já é à torcida do Vasco. Se esta é conduzida por outros para repetir bobagens é ela o alvo e não o ponto de apoio a quem a representa. As cobranças da torcida cruzmaltina advém de uma deturpada informação da mídia, em relação ao clube. Não ocorre o mesmo no Flamengo. Por que? Há objetivos distintos da própria mídia nos dois casos. O Vasco atual agrada a ela e não é à toa que é tão incensado. As milhares de perguntas que os vascaínos deixam de fazer hoje, ou quando fazem é de forma avergonhada, com parênteses em relação a Eurico, sua volta, etc&#8230;, demonstra que o comportamento da torcida está de acordo com o que quer a mídia e aqui tudo isso é desmascarado. A própria reverberação de que ele se achava dono do clube (sem nunca tê-lo dito), faz parte do que a imprensa começou a falar e espalhar. Representar o Vasco por muito tempo pode ter causado conflito nos seus detratores, mas nele nada modificou, pois a forma como brigou pela instituição foi reta, sem curvas e não era este o discurso da imprensa antes desta ver o crescimento do clube no cenário esportivo nacional. </p>
<p>Quando o Flamengo impedia os atletas de falarem, a ordem dada tinha como objetivo poupá-los, quando Eurico fazia o mesmo era lei da mordaça. Essa gestão mesmo já impediu atletas de falarem com a imprensa em dados momentos. Não deixar os jogadores se exporem às vésperas de uma decisão, jogo importante, ou momento conturbado do clube é uma forma de preservá-los e diminuir a possibilidade do clube ter prejuízos com colocações mal feitas, polêmicas e falas infelizes, justamente pelo fato da própria mídia querer, dependendo de seus objetivos, editar declarações e fazer delas uma verdade que lhe interesse no caso específico. Ex: Queda do alambrado, fala do ex-treinador do Vasco Geninho no treino próximo à decisão do Estadual de 2004, só para citar duas.</p>
<p>Mas e o dirigente? Deve falar, provocar? Depende como é do outro lado. O Flamengo, por exemplo, é provocativo e tem aparato da mídia para tornar suas provocações folclóricas e engraçadas. O Vasco quando as faz é considerado como desafiando &#8220;a imensa nação rubro-negra&#8221;. Se, entretanto, fica quietinho e perde, perde duas vezes. Se enfrenta fora de campo, tem a possibilidade de dentro dele entrar com mais moral e levar a torcida a acreditar mais. É uma questão lógica. </p>
<p>Vou te dizer uma coisa. Não estou chamando alguém que você conhece ou defende, nem com pseudas intrerrogações, de inescrupuloso e corrupto. O fato de estarmos conversando não lhe dá o direito de qualificar um indivíduo, com tais adjetivos, baseado nas suas ilações. As próximas, portanto, não serão aceitas. Há, neste caso, uma relação de desigualdade na conversa e a atitude chega a ser covarde (inconscientemente é claro) de quem, com qualificações levianas, expõe a figura tema da conversa. Portanto, corrupto, inescrupuloso e outras ilações cabem no lixo, mesmo porque o que norteou a vida de Eurico no Vasco foi exatamente o uso da lei a favor do Vasco e isto não se deu com ele se deixando corromper ou agindo sem escrúpulos, mas sim impedindo com uso político e legal tais prejuízos ao clube.</p>
<p>Não faltou a Eurico, ainda no tema qualificações, responsabilidade. Responsável pelo que acontecia de bom ou de ruim e com caixa para isso. Era a ditadura do Vasco e de Eurico no Vasco. O que dava certo era mérito geral e o que dava errado era demérito D`Orico.</p>
<p>A culpa da asfixia na execução é da mídia (Organizações Globo) e a própria admitiu seu plano à Revista Carta Capital em 2001. A mídia não está se lixando para o Vasco. Ela quer o Vasco forte, mas atrás do queridinho. Não pode é superar o queridinho como nos anos 90. Pode ganhar de vez em quando. Mas não ganhar mais, vencer mais títulos importantes, etc&#8230; Pode, de vez em quando, ganhar.</p>
<p>Você já sabe que Roberto não foi expulso de São Januário. Já conhece a verdade. Foi dito a ele na Tribuna de Honra, que para estar lá era necessário o convite, mas este teria que ser buscado na presidência (e não no dia a dia). Roberto já declarara, de forma oportunista, ao diário Lance, no ano anterior, quando o clube fazia uma manifestação nas ruas, próximo a sede de São Januário, em função do torniquete, que queria ser presidente do Vasco. Compareceu lá, mas o que fez foi se aproveitar da situação difícil do Vasco para se colocar no centro das atenções. Daí seu plano em 2002 já ter o mesmo sentido. Puro oportunismo. Roberto sentou-se próximo aos camarotes com seu filho (a quatro, cinco metros do camarote em que eu me encontrava junto ao meu pai e o Sr. Rui Proença, do lado direito das tribunas) e foi convidado a ir pra lá, motivado antes, como se soube, a comparecer à presidência solicitar o convite (30 metros do local), mas preferiu ir à mídia para iniciar sua conversinha fiada. Quem o convidou para entrar lá sem convite foi o Calçada. Emblemático. Logo o Calçada que tentou de todas as formas, no seu estilo, por trás, ver Roberto longe do Vasco por várias vezes.</strong></p>
<p><em>&#8220;*Disputar campeonatos brasileiros como coadjuvante, sendo chacota em Estaduais e mais dois vices pro Flamengo &#8230; Libertadores?! Jamais os times era a nivel de Valdir Papel quando aparecia um Conca logo saia. A melhor fase depois da &#8220;asfixia&#8221; foi o projeto milésimo gol de Romário.&#8221;</em></p>
<p><strong>Companheiro, disputar Campeonato Brasileiro como coadjuvante, desde o início da era dos pontos corridos, foi o que os clubes cariocas fizeram até 2008 (inclusive). Era uma situação geral e não específica do Vasco. Neste período, o Vasco não precisou dos resultados das duas últimas rodadas do Brasileiro para fugir da zona de rebaixamento. Já Flamengo, Fluminense e Botafogo (que chegou a cair) precisaram ao longo de cinco dos sete Brasileiros disputados (inteiros) até o golpe. O Vasco, dos sete, ficou cinco na frente do Flamengo. O Conca saiu quando acabou o contrato e não no meio, mesmo porque sair no meio só com o Vasco sendo recompensado financeiramente, desde o fim do torniquete financeiro.</p>
<p>Taça Libertadores o Vasco, entre 2001 e 2008 disputou uma, o Fluminense uma, o Botafogo nenhuma e o Flamengo duas. Não estava, portanto, o clube discrepante dos demais. Dizer que o Vasco não tinha condições de disputar uma Libertadores, citando um reserva é no mínimo falácia. Ora, se o Vasco não tivesse condições de ter chegado não teria ficado a um ponto dela no Brasileiro de 2006 (ou uma trave). Se assim fosse, o Vasco não poderia ter sido Campeão Brasileiro este ano por causa do Marcio Careca. O argumento não se sustenta.</p>
<p>Em termos de estaduais, o Vasco chegou a três finais e venceu uma. O Fluminense (fora o Caixão) e o Botafogo também venceram uma. O Vasco foi vice do Flamengo duas vezes, o Botafogo idem. Ambos foram prejudicados pela arbitragem nas decisões frente ao Flamengo. Além disso, desde o modelo de play-offs, o Vasco, dos quatro, foi quem mais chegou a eles. </p>
<p>Depois da asfixia (sem aspas, uma vez confessada pelas Organizações Globo através da Revista Carta Capital em 2001) o Vasco foi Campeão Carioca em 2003, da Taça Rio em 2004, chegou à final da Copa do Brasil em 2006 e no mesmo ano ficou a uma trave da Libertadores, voltou a liderar o Brasileiro em 2007 (após dez anos) e a ficar metade da competição na zona da Libertadores, foi à semifinal da Copa do Brasil de 2008 (perdendo para o campeão no apito e nos pênaltis) e voltou ainda, numa das oito rodadas, antes do golpe, a figurar outra vez na zona da Libertadores. A maior comprovação de que o Vasco não era essa catástrofe narrada por você está exatamente no confronto contra o maior rival. Vasco 13 x 12 Flamengo.</p>
<p>A torcida do Vasco manteve Eurico na presidência, pois os sócios do Vasco deram a vitória a ele pelo quádruplo dos votos de diferença obtidos na eleição anterior (de 2003). A implantação do golpe não foi popular e sim nos bastidores do Poder Judiciário (tornando-o lícito) e na ação de advogados. A eleição em si (que Eurico não compareceu) teve cerca de 800 votos para a oposição, algo no mínimo impopular. Com o poder na mão, Eurico poderia ter realizado eleições, por exemplo, no final de 2007 e ganharia da mesma forma que em 2006. Não aceitava a anulação e brigou até o fim contra ela. Seria muito bom que a torcida do Vasco partisse para o enfrentamento neste sentido. Tirar o presidente que não satisfaz a ela. Com certeza Roberto já teria saído, mesmo porque, acovardado que é, não aguentaria a pressão, se, de fato, fosse feita a sério.</p>
<p>Tanto se ouve falar dele e sua fala é emblemática que ousaram cortar parte do que ele disse a respeito do trabalho da Globo em função da queda do alambrado e consequências. Se não fosse relevante o dizer do próprio, deixariam tudo ir ao ar. No mais, o novo Ministro dos Esportes assumiu o cargo e falou no nome de Eurico Miranda, enquanto os dirigentes de clubes, em sua maioria, quando o citam, tecem-lhe elogios. Mas todos o respeitam, independentemente disso.</p>
<p>Se a presença da mídia significa um apequenamento institucional do Vasco, meu caro, isto significa que o Vasco está nas mãos dela. Ora, um clube com número de torcedores entre 10 e 20 milhões de vascaínos será conduzido por ela e se aquietará? Caso fosse nossa senda, outras ondas, como o racismo, presente em toda a sociedade brasileira; a lusofobia, que atingia os portugueses radicados no país; o crescimento da Globo, que incensou, incessantemente o Flamengo, já tinham destruído o Vasco, ou transformado-o num América da vida. A mídia pode usar de todas as armas, só não pode bater de frente com cerca de 15, 20 milhões de torcedores (pois se acovarda diante de tal situação sabedora, no caso, do papel que está exercendo contra os preceitos éticos jornalísticos). Cabe ao Vasco, postar-se contra o que, ou quem o agride ou diminui e não aceitar tais agressões ou diminuições como ocorre hoje de forma implícita, mas principalmente explícita. Não é a mídia quem tem a capacidade de falar do ideário de Vasco, mas sua história e os fatos. A deturpação destes não mudará a história nem os próprios fatos.</p>
<p>FATO: A Era Eurico (1986 a junho de 2008) acabou mesmo e trouxe ensinamentos, olhando para o antes e depois dela. Um deles é a necessidade de sua concepção de Vasco prevalecer, a ponto de, no caso contrário, a resignação (também exposta por você a respeito da mídia) vir a prevalecer. Se você quer o Vasco forte, mas secundário, vá de encontro a outras concepções, mas eu não quero, não aceito, não vejo e não entendo o clube assim. A maioria da torcida do Vasco, com ciência dos fatos e não deturpação dos mesmos, também não aceita. Pode ter certeza. Faça as perguntas certas a ela e obterá as respostas certas e não as encomendadas pelo quarto poder.</p>
<p>Apoio da torcida, em função da mídia incensá-lo, sabedor que você é da incompetência dele, só faz comprovar a tese. A amizade com quem te diminui o põe conscientemente diminuto. Evidente. Quanto às finanças, desandou tudo. Hoje não há asfixia, mas não se pagam impostos, não se cumpre a lei trabalhista, se gasta muito, mas muito mais do que se arrecada, as dívidas de curto prazo aumentaram mais de 40%, a base está nas mãos de outros e os propalados patrocínios (os de botequim, o público e o do banco para o qual se deve) junto ao valor das Cotas de TV não chegam àquilo que o Flamengo e o Corínthians ganham apenas no último quesito. Falar de finanças na atual situação e elogiar algo é pagar mico, mas a mídia não te contou isso, nem o fez com relação à torcida do Vasco, então, você é um ignorante (no sentido de ignorar mesmo) feliz neste ponto.</p>
<p>A diferença entre fato e folclore está no fato do primeiro ir para a história e outro servir em conto de anedota. Roberto, como presidente do Vasco, Nelson Rocha como engenheiro das finanças e Neca como vice de futebol (escolhido por Roberto), cabem exatamente no segundo caso. Já Eurico entrou para a história do Vasco, mesmo com os despeitados e protagonistas dos livros de anedotas querendo apagar a belíssima história do clube nos últimos 22 anos e meio antes do golpe, com ajuda da tal amicíssima mídia atual.</p>
<p>FATO: A filosofia que aí está não serve para o Vasco hoje. Este é o único fato atual. Mesmo porque, caso servisse, o Vasco nos últimos três anos teria se reequacionado financeiramente, mantido o respeito institucional no discurso e nas verbas das maiores receitas e conseguiria, no mínimo, ter igualado os 3 anos e meio iniciais de Eurico Miranda no Vasco, quando, vindo de uma sofrível situação em 1985, venceu simplesmente um Bi Campeonato Carioca, duas Taças GB, uma Taça Rio, um Tri Campeonato do Ramon de Carranza, a Copa de Ouro nos EUA, mais cinco outros troféus, entre internacionais, interestaduais e estaduais no período e o Campeonato Brasileiro, após quinze anos, viria 5 meses depois.</p>
<p>A concepção de Vasco de Eurico Miranda, que se assemelha a de Cyro Aranha (seu inspirador) e na qual nos norteamos é aquela que faz do Vasco não meramente grande (pois tal condição, pela própria história, ninguém tira mais do nosso clube), mas em nível de igualdade diante dos maiores adversários, como o foi institucionalmente ao longo do período em que Eurico Miranda esteve à frente do clube, representando-o.</p>
<p>Quanto às cinco perguntas, se alguém de fato o fizesse o Vasco hoje seria não Tetra, mas Penta Campeão Brasileiro. O máximo que se chega, no reino das “bananagens”, é alguém fingir que vai fazer algo neste sentido. </p>
<p>Um raciocínio rápido e óbvio se faz importante dentro da sua conclusão. Não basta espernear. Tem que ter força, saber abrir os caminhos, obter respeito, conhecer daquilo. Muitas conquistas do Vasco, dentro e fora de campo, vide, principalmente, as Cotas de TV, não se deram por uma simples cara feia. A briga era de cachorro grande, mas Eurico Miranda, representando o Vasco, impunha que o clube usufruísse desta condição.</p>
<p>A oposição tem uma concepção clara de Vasco e, evidentemente, norteia-se num passado, pois no presente seria o mesmo que nortear-se num projeto falimentar, secundário e resignado. Ela se norteia no passado do Remo, na subida para a primeira divisão, na Resposta Histórica e no Bi (este invicto no segundo ano), na construção de São Januário, no Expresso da Vitória, na fala de Artur Pires ao assumir o Vasco em 1954 (“O Vasco não será mais roubado!”), no Prof. Castro Filho, em Pedro Novais e sua coragem diante da mídia, nos primeiros presidentes do Vasco, em Prestes, Cyro Aranha, nos momentos em que Agathyrno enfrentou o statu quo operante, em João Silva, em Ismael de Souza, no Almirante e tantos outros, mas na materialização de briga pelo clube com altíssimos ganhos institucionais para o Vasco, representados pela força, trabalho, coragem, capacidade e enfrentamento de Eurico Miranda, quando representando o clube através dos anos. </p>
<p>Ele mostrou que o destino do Vasco é ele quem faz e não qualquer poder de fora do clube, encarando a todos. Cabe agora aos vascaínos pegar um pouco, um pouquinho que seja, disso e retomarem o clube para voltar a transformá-lo na força institucional de outrora, perdida em três anos e meio, entre sorrisos, tapinhas nas costas, ganhos pessoais, alienação e patética resignação.</p>
<p>Sérgio Frias</strong></p>
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		<title>A Transição</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 21:38:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sérgio Frias]]></category>

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		<description><![CDATA[O teatro de Rodrigo, aquele, o Caetano, não foi solo como muitos devem imaginar. O Vasco vive uma ópera bufa, com ou sem Caê. A cada declaração de Roberto, Mandarino, Nelson Rocha, ou algum turista acidental vê-se uma tentativa de contar historinhas mil para a torcida. As lojas do Gigante da Colina estão fedendo à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O teatro de Rodrigo, aquele, o Caetano, não foi solo como muitos devem imaginar.</p>
<p>O Vasco vive uma ópera bufa, com ou sem Caê. A cada declaração de Roberto, Mandarino, Nelson Rocha, ou algum turista acidental vê-se uma tentativa de contar historinhas mil para a torcida.</p>
<p>As lojas do Gigante da Colina estão fedendo à laranjada podre segundo alguns, mas eu, tal qual o brilhante Dinamite, também acredito nos homens. E os defenderei aqui neste espaço de toda e qualquer ilação injusta a respeito deles.</p>
<p>A crença aumenta quando se trata do orçamento para 2011. Eu creio nos homens. Os homens que expõem e se expõem com notinhas floreadas terão agora a oportunidade de mostrar todo a sua veemente indignação contra a aprovação de um orçamento irreal, sabido pelo nosso alegre Rocha, o contador de anedotas, notório por divertir a tantos com suas ações e pagamentos heterodoxos, projeções e casuais rombos nas contas do Vasco que, claro, não são culpa dele, o tri vice, mas do Eurico (vice é o outro).</p>
<p>Devo confessar minha emoção ao ver a foto de Roberto erguendo o troféu do penta. Apesar de achá-lo incapaz, despreparado, incompetente, indolente, subserviente, acovardado, vi que desta vez não foi resignado. Deu um soco na mesa e trouxe na marra a taça para o Vasco. A taça real. Esta ficará lado a lado com a da segunda divisão. Os dois momentos em que definitivamente o orgulho de todos nós vascaínos recrudesceu.</p>
<p>Mas voltando à crença nos homens eu acreditei em Olavo Monteiro de Carvalho e sua proposta de assumir o Vasco por amor. Aquela figura emblemática, olhando para as nuvens, tal qual visse nelas um fundo para resolver todos os problemas dos cotistas, independentemente dos resultados daquele investimento. Ele sabia não haver melhor negócio que o seu amado Vasco para satisfazer seus desejos de pujança institucional. O Vasco em primeiríssimo lugar sempre. Fui às lágrimas ao ver tantos investidores desprendidos em nome do clube e entendi que expor a dívida do Vasco para com eles no balanço foi uma forma de simbolizar o quanto tais passagens foram importantes para o crescimento notório do clube, entre o segundo semestre de 2008, o fantástico 2009 e o inesquecível 2010 (o balanço de 2011 promete). Imagino o quanto este fundo deve ter investido para este portentoso ano atual, maior da história do Vasco f.c. que também muito nos orgulha. Olavo até fez uma brincadeirinha lúdica sobre o fundo ter objetivo de lucro, mas isto só serviu mesmo para iludir seus parceiros na empreitada claramente prejudicial aos investidores e mui benéfica ao Vasco.</p>
<p>Uma nova confidência vou lhes fazer. Eu votei em Sérgio Cabral, o pai, logo na primeira vez em que tive oportunidade. Via-o defender o Vasco como poucos. Ainda me revoltei quando soube de boatos dando conta de ter um conhecido chefete do jornal “O Globo” se aproveitado de um momento político interessante, no qual a empresa dava todo apoio a greves e afins, para despedir o colega e, assim, despedirem-se também os leitores daquele jornal do melhor colunista esportivo da casa, insuperável, ao longo dos anos, dada a inaptidão de quem o substituiu. </p>
<p>Sérgio Cabral sabia ler um jogo, comentá-lo e analisá-lo no dia seguinte. Naqueles tempos de O Globo, também se aventurava a escrever na chamada “Revista do Vasco” e mostrava grande conhecimento sobre a história do clube, apesar de alguns rompantes infelizes, como o desejo de ver Roberto Dinamite (aquele artilheiro, muitas vezes implacável, mandado pela Jurema) vir a presidir o Vasco em meio à catastrófica campanha do time no Campeonato Estadual de 1983, quando pela última vez, até 2011, a equipe cruzmaltina ficou atrás de todos os grandes e também de alguns pequenos. Vinte e cinco anos após, também no segundo semestre, o sonho de Cabral fora materializado e a reconstrução iniciada por seu ídolo (após o rebaixamento construtivo de 2008) nos deu a chance de ficarmos extremamente orgulhosos (a partir da conquista daquela inesquecível segundona no ano seguinte), tal qual não nos percebíamos nos últimos oito anos (até ali) e com o melhor time, também, do mesmo período, só superado pelo do primeiro semestre de 2010, montados ambos pelo gênio Caetano.</p>
<p>Minha emoção aumentou quando soube terem Cabral e Carvalho chegado, juntos, à conclusão (viva a lucidez!) definitiva de que a Lei Pelé não era lá muito legal para com os clubes. Cabral pensou falar em nefasta, mas com seu português castiço preferiu qualitativos mais brandos. Ninguém contou, entretanto, para Sérgio e Olavo como era antes daquilo. Através de qual fórmula mágica o Vasco conseguira vender um garoto de 16 anos por 10 milhões de reais, pretendido pelo poderosíssimo Real Madrid, para outro clube (Internazionale-ITA), usando daquela grosseria e truculência típica dos vikings? Num chá das cinco qualquer Eurico Miranda poderá explicar-lhes a fórmula.</p>
<p>Mas o Vasco atualmente, por intermédio de seus homens, não cansa de nos emocionar. Ninguém me engana nessa história da saída de Rodrigo Caetano. O real motivo da deserção foram suas palavras referentes às chances do Vasco vencer a Taça Libertadores de 2012. Isto feriu todos aqueles intrépidos homens de São Januário. Creio, com fé, ter se dado a discussão da forma como narrada abaixo (mais ou menos), em função das falas posteriores dos envolvidos e o espírito harmônico, mas comprometido, dos nossos resolutos representantes. </p>
<p>Na reunião de ontem, por amor institucional e apego à grandeza do Vasco, José Hamilton Mandarino, um dos maiores pilares da moralidade cruzmaltina atual, fingiu conversar com Caetano sobre planos e ideias, mas esperou a primeira oportunidade para se livrar dele. Queria pô-lo dali para fora tal sua indignação e ira diante da diminuição do clube declarada pelo antes diretor e professor e agora funcionário. “Respeite o Vasco, seu gremista!” Poucos ouviram, pois o tom de voz do cavalheiro Mandarino não se altera nem nos momentos em que seu sangue vascainíssimo ferve. Ele, só emoção, mas também ótimo coração, se acalmou diante de todos e disse em tom afável: “Caetano! Vou deixar você cumprir o aviso prévio, lhe pagar todos os direitos (momento em que Nelson Rocha se levantou e disse em tom firme: “Mesmo porque aqui no Vasco hoje não há calote”!). </p>
<p>Ora, se Roberto acredita nos homens, Mandarino acredita em Nelson Rocha, que acredita na pureza dos homens, também Caetano crê nos próprios (aliás aprendeu isso exatamente no Vasco). Desta forma o gerente, comovido, afirmou: “Nada de aviso prévio! Por mim o vínculo está encerrado! Meu contrato previamente acertado até dezembro 2012 com o Vasco não será cumprido, dada a bobagem dita por mim a respeito das chances do clube, referentes à conquista da Taça Libertadores da América, mas ficarei aqui sim mais um mês, ou quanto tempo for necessário para montar o time que garantirá a Libertadores de 2013 (ou 2014), conforme eu mesmo previ. É um projeto e este deve continuar! Afinal o sentimento não pode parar!” </p>
<p>O clima de cordialidade era tal que mesmo José Hamilton Mandarino sabendo de toda a competência do corpo diretivo do Vasco para comandar o processo, após três anos de aprendizagem com o mago e acompanhamento diário do trabalho realizado pelo fantástico aliado (inclusive político), aceitou ajuda, faço questão de repetir, absolutamente desnecessária, em razão da vocação desta direção para trabalhar o futebol do clube, já demonstrada com clareza no início do processo de reconstrução (a destruição) no inolvidável segundo semestre de 2008.</p>
<p>Assim todos saíram da reunião, não com problemas, mas sim munidos de imediatas soluções. O dinamismo destes emblemáticos homens, apaixonados pelo clube e com sustentáculo da mídia imparcial e brava que os incensa, dado o tamanho destemor destes nobres vascaínos em defesa da nossa instituição, mostra estarmos mais do que nunca, no dia a dia, no caminho certo.</p>
<p>Finalmente a respeito da base &#8211; hoje objeto do desejo (no sentido de ajudar, é claro) de homens honrados, desde a nomenclatura de seus títulos, seus pares, empresários (já sem o rótulo de vascainíssimos) e minoria, ávida por auxiliar &#8211; Rodrigo Caetano, caso ficasse, resolveria todo e qualquer problema (se é que existe algum), trazendo do sul, por certo, um discípulo quase tão competente quanto ele para gerir o Vasco de Rio a Sines &#8211; este um grande projeto para o clube a dar frutos (vocês vão ver) em aproximadamente nove, dez anos.</p>
<p>Ao término desta coluna a sensação é de regozijo. Sou mais um dos muitos motivados a acreditar vivermos hoje um franco crescimento no futebol do clube (a única coisa que nos interessa), ainda mais nas mãos de quem tem pelo Vasco um amor tão gigantesco a ponto de nem mesmo dez novas lojas do Gigante da Colina serem capazes de expressar tal ardor. Uma mistura de altruísmo e comprometimento com a grandeza do Vasco bem diferente de outros tempos, onde a instituição era defendida sem classe e se mostrava sistematicamente opositora da parte mais adorável da mídia, aquela que tanto nos respeitou e enalteceu, após o término do Campeonato Brasileiro, com as mais saudáveis, elegantes e clássicas brincadeiras.</p>
<p>Vai uma Brahma aí?</p>
<p>Sérgio Frias </p>
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		<title>O Sonâmbulo</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 08:04:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sérgio Frias]]></category>

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		<description><![CDATA[Emanuel Costa disse: Sérgio Frias, Te admiro por ser um sonhador!!! Mas, também confesso, por mais narrativas brilhantes que você faça da gestão Eurico, ainda, continuo do lado daqueles que preferem ver “o homem” longe do Vasco. Acho que Eurico já deu sua contribuição para o CRVG, a bem da verdade excelente até 2003, quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Emanuel Costa disse:</p>
<p>Sérgio Frias,<br />
 Te admiro por ser um sonhador!!! Mas, também confesso, por mais narrativas brilhantes que você faça da gestão Eurico, ainda, continuo do lado daqueles que preferem ver “o homem” longe do Vasco. Acho que Eurico já deu sua contribuição para o CRVG, a bem da verdade excelente até 2003, quando iniciou-se a tragédia. Nenhuma ditadura consegue manter o mesmo nível o tempo todo. Era necessário renovação, e os fatos demonstram esta necessidade. o CRVG se apequenava ano a ano. Estamos fadados a nos orgulharmos unicamente desse passado que você tão bem descreveu. No entanto, o presente era de trevas(2003-2008). Já éramos a 4ª força do futebol carioca,e caminhávamos a passos largos para nos nivelarmos ao América/Bangu. Acredito que mais 5 anos da antiga gestão chegaríamos neste patamar. Quanto a tão falada 2ª divisão, circula entre os Vascaínos que a mesma foi fruto da desastrosa gestão ocorrida entre 2003/2008. Os fatos mostram isso. Salários atrasados, dívidas com diversos ex-jogadores, falta de credibilidade, patrocinadores ridículos, distanciamento da torcida em relação ao clube. Na minha opinião, a 2ª divisão foi um remédio amargo, mas que era necessário frente a todas as mazelas enfrentadas pelo CRVG. Entendo que 2011 foi o ano do renascimento deste gigante adormecido, chamado Vasco da Gama.<br />
xxxxxxxxxxxx</p>
<p><strong>Então somos dois. Deste Vasco que aí está, resignado, acovardado e secundário, de segunda no sentido estrito e histórico (2009) e amplo (secundário nas cotas de TV, no tratamento que lhe é reservado pelos donos do futebol brasileiro) quero que o Eurico tenha distância. </p>
<p>O Vasco só volta a ter força nos dois sentidos na hora que a torcida do Vasco se cansar de apanhar dos nossos inimigos. Até lá desejo que Eurico e qualquer outro filosoficamente ligado a ele esteja longe deste tipo de filosofia medíocre, tacanha e descompromissada com o clube.</p>
<p>O Vasco precisa enxotar toda essa curriola de segunda, politiqueira e refém de seus interesses em detrimento do clube, a fim de que possamos voltar à posição independente, altaneira e vencedora de 22 anos e meio com 14 títulos oficiais, mais o reconhecimento do título sul-americano de 1948 (48 anos depois). Portanto, enquanto essa filosofia imperar, Eurico, dentro disso aí, só mancharia sua história no Vasco. Eles não o merecem. Bem simples.</p>
<p>Sobre trevas, companheiro. A segundona é o maior símbolo delas. </p>
<p>Sobre virar América e Bangu, só um banguense, americano, marciano, ou vascaíno desprovido de bom senso pode imaginar que um clube, por simplesmente estar por quatro anos e meio sem títulos (até o golpe) caminhava para isso. O mesmo clube que no período citado havia sido Campeão da Taça Rio de 2004, Vice-Campeão Carioca e da Copa do Brasil em 2004 e 2006, melhor clube carioca no Brasileiro de 2006 e ainda testemunha das quedas de Grêmio, Atlético-MG e o todo poderoso timão neste período. </p>
<p>Sobre a ida à segunda divisão, consta na fala do atual “presidente” que os salários estavam em dia, consta que o Vasco tinha a receber 10 milhões de reais, fruto da venda de Phillippe Coutinho, consta que cumpria acordos judiciais e extrajudiciais, consta que trabalhava mensalmente com recebíveis, em relação aos contratos de TV, consta que os atuais “gestores” até tiveram o ensinamento de Eurico Miranda no seu escritório para aprender como fazer aquilo, consta que os patrocinadores ditos por você como ridículos, ainda tinham parte do que pagar ao clube (só da MRV eram quase 2 milhões até o fim daquele ano), consta que o Vasco-Barra tinha aluguel pago desde janeiro daquele ano (com o valor mensal fazendo face a aluguel do mês e os atrasados amortizado), consta que o clube não tinha penhoras sobre rendas das partidas de futebol, consta que a situação junto à Justiça do Trabalho era de cumprimento (o atual “presidente assinou contrato em 12 de agosto daquele ano ratificando o acordo), consta que o Vasco não tinha um título protestado, consta que o clube pagava seus impostos e ainda recuperava créditos tributários, consta que sua base estava nas mãos do próprio Vasco (vide os quase 40 milhões de reais feitos com ela, entre 2008 e 2010), consta que o Vasco era o nono colocado do Campeonato Brasileiro, sétimo melhor ataque e décima primeira melhor defesa, já tendo atuado contra Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras (2º, 3º e 4º ao fim do Brasileiro), Inter-RS (campeão da Copa Sulamericana de 2008) e Botafogo, no Engenhão, com dez reservas, consta que atuaria os clássicos contra Fluminense e Botafogo, com mando de campo, em São Januário, consta que se preparava para reforçar a equipe no período da janela, consta que tinha recebido proposta por Morais de 4 milhões de euros, por Alan Kardec de 3,7 milhões de euros e consta também não ter aceitado tais ofertas (o que denota não estar desesperado atrás de dinheiro), consta ter recebido proposta da Champs, 20% maior do que a oferecida ao clube meses depois e ter recusado por entender que a marca não serviria tanto quanto à Reebok, consta que já fora prejudicado pela arbitragem em duas das oito primeiras partidas que disputara (até a solidificação do golpe), mas mesmo assim mantinha uma posição confortável para quem prometia chegar com filas de investidores e prometia Libertadores para o ano seguinte, consta que a última vez que o clube chegara a zona de rebaixamento fora no 1º turno do Campeonato Brasileiro de 2005 e consta também que demoraram 11 rodadas, desde o dia 01/07/2008 para o Vasco passar a frequentar a zona de rebaixamento. Consta, portanto, que suas fantasias não se sustentam, para além de suas próprias sonecas.</p>
<p>Um clube que mantinha salários em dia, pagava impostos, cumpria acordos, recebia a maior cota de TV junto com outros quatro, jamais havia caído de divisão frequentara a zona de rebaixamento do campeonato menos vezes que Fla, Flu e Bota, até o golpe.</p>
<p>Se o Vasco fora goleado pelo Atlético-PR por 7 x 2, São Paulo e Figueirense por 5 x 1 e Botafogo do Dodopado por 4 x 0, conseguira os mesmos 4 x 0 diante de Fluminense, do próprio Botafogo, Grêmio, Santos e Atlético-MG.</p>
<p>Se sofrera derrotas inaceitáveis contra Baraúnas, Gama e XV de Campo Bom e estas marcaram a torcida é sinal que não condiziam com o comum. Afinal nos outros anos o Vasco chegou à semifinal e à final daquela mesma competição.</p>
<p>Um clube que se mantinha com hegemonia no Remo diante do rival e tinha outros esportes olímpicos e pan-americanos trazendo títulos ano a ano.</p>
<p>Um clube que mesmo durante 4 anos sem a conquista de uma Taça, após a Taça Rio vencida em 2004, mantinha diante do principal rival um número de vitórias maior (7 x 5 neste período). </p>
<p>Um clube que formava neste período talentos como Phillippe Coutinho, Alex Teixeira, Allan Kardec, Sousa, Muralha, Guilherme, entre outros, mantendo-os, apesar da legislação nefasta para com os clubes, 100% ou próximo disso dos direitos referentes a tais atletas não pode estar nas trevas ou próximo delas. Muito pelo contrário.</p>
<p>Um clube que foi notícia no mundo todo pelo feito obtido em 2007 com Romário marcando o gol mil no estádio do Vasco com a camisa do Vasco, pondo mais uma vez o clube na história do futebol mundial, não sugere estar nas trevas.</p>
<p>Um clube deste naipe não poderia estar vivendo as trevas inerentes a seus pesadelos de americano ou banguense, Emanuel.</p>
<p>Peguei o período sem título oficial algum, os últimos quatro anos antes do golpe, apenas para mostrar que outros poderiam estar nas trevas e os fatos os levavam a elas (como já havia ocorrido antes com Botafogo e Palmeiras, por exemplo, em 2003) mas o Vasco estava longe disso e foi para o inferno pelas mãos do que aí estão. De lá saiu para uma nova realidade, na qual o torcedor se satisfaz, por enquanto, com um título em três anos e meio e um clube esfacelado na sua base, agonizando nas finanças (apesar de muita conversinha fiada) e secundário institucionalmente como os fatos cansaram de estapear sonhadores e céticos na briga pelo título Brasileiro deste ano e pelo clube exercer seus direitos na competição.</p>
<p>Nem o sonhador pegando o período de entressafra de títulos vai conseguir pôr o Vasco onde sua fantasia, seus devaneios, pesadelos, ou abstrações pessoais querem colocar. Os fatos o desmentem.</p>
<p>Mas que siga o seu sonho. De um Vasco, desta forma que se posta, vir a se tornar forte como era, institucionalmente, desde que Eurico Miranda enterrou a resignação, acomodamento e acovardamento presentes no clube. Afinal, sonhar não custa nada.</p>
<p>Eu fico com os fatos e acredito no Vasco que vi com os meus olhos e não em sonhos. Que enfrentava e encarava adversários, inimigos e supostos donos do pedaço (ou do futebol). Daí ter puxado os outros clubes por longo período, na prática, como locomotiva que era e, finalmente sonhando, voltará a ser, quando a revolução dos idiotas vier a se mostrar popularmente idiota, mesmo para os que se mantém de plantão em estado onírico, sedados ou simplesmente absortos pela maior dádiva ofertada aos idiotas. A ignorância.</p>
<p>Sérgio Frias </strong></p>
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		<title>O ódio e a perda</title>
		<link>http://www.casaca.com.br/home/2011/12/06/o-odio-e-a-perda/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 17:03:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sérgio Frias]]></category>

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		<description><![CDATA[Juca Almeida disse, em referência à matéria &#8220;WEB TV: Agir antes pode dar resultado, chorar depois de nada adianta&#8221; Isso do Vasco ser prejudicado pelo status quo do futebol brasileiro não é novo. Assim, se tem uma coisa que o Deputado Carlos Roberto e o MUV não podem alegar é o ineditismo dessa situação. Mas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Juca Almeida disse, em referência à matéria &#8220;WEB TV: Agir antes pode dar resultado, chorar depois de nada adianta&#8221;</strong></p>
<blockquote><p>Isso do Vasco ser prejudicado pelo status quo do futebol brasileiro não é novo. Assim, se tem uma coisa que o Deputado Carlos Roberto e o MUV não podem alegar é o ineditismo dessa situação.<br />
Mas, por outro lado, também não dá para dizer é que o Eurico é antídoto para isso. Pois uma das reclamações mais constantes de todo vascaíno de verdade é que durante a gestão do Eurico na presidência foram as sucessivas armações da arbitragem que prejudicaram um desempenho melhor do Vasco.<br />
Então vamos deixar de hipocrisia.</p></blockquote>
<p>++++++++++++++++++++++++++<br />
<em>Juca Almeida,<br />
Nos aponte onde alguém falou aqui que com o Eurico isso não acontecia?<br />
Cuidado para não escrever bobagem e acabar fazendo papel de bobo.<br />
Equipe CASACA!</em><br />
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx<br />
Juca Almeida respondeu:</p>
<blockquote><p>Equipe CASACA!</p>
<p>Posso até padecer da má interpretação, porém a interpretação dos trechos abaixo me parece clara:</p>
<p>“O título Brasileiro (Tri) veio, com ele a vaga garantida para a Libertadores e, por fim o Bi-Campeonato Sul-Americano conquistado”.</p>
<p>&#8220;&#8230; mas o Vasco agradece ao dirigente vascaíno por mais um ato que mesmo lhe trazendo prejuízos de ordem pessoal levou nosso clube a duas conquistas inesquecíveis e imorredouras&#8221;.</p>
<p>Além do que o contexto político do site ajuda o entendimento.</p>
<p>E quando a tomar cuidado para não escrever bobagem e fazer papel de bobo, é um aviso de muita sabedoria que vou levar em consideração.</p></blockquote>
<p>xxxxx<br />
Inicialmente devo dizer, Juca, que leio seus posts e o vejo como alguém preocupado, de fato, com o futuro do nosso clube.</p>
<p>A resposta dada e destacada tem como objetivo abranger mesmo o assunto em foco.</p>
<p>Na final de 1997 o árbitro Sidrack Marinho deixou de marcar um pênalti a favor do Vasco no 2º tempo, cometido sobre Ramon. Como o empate garantia o título, o erro não prejudicou a conquista, no fim das contas. Diante disso, sua interpretação quanto à arbitragem está correta.</p>
<p>O que não coube no seu comentário foi falar em hipocrisia.</p>
<p>Já cansamos de dizer neste site que o Vasco poderia se orgulhar de nunca ter conquistado um campeonato (até 2011) com a ajuda da arbitragem. Até mesmo o contestadíssimo Vasco 2 x 1 Cruzeiro de 1974 teve um gol mal anulado para cada lado.</p>
<p>A questão, portanto, não versa sobre a arbitragem em si no jogo de domingo, mas sobre a briga nos bastidores, a fim de inibir ou impedir qualquer armação, iniciada ou não na própria escolha do árbitro. É evidente que o Vasco deveria ter se insurgido e socado a mesa, imposto sua força política (se tivesse alguma), erguido sua voz (se algum &#8220;representante&#8221; do clube suscitasse a mínima sensação de possuir alguma importância no cenário futebolístico nacional) no intuito de impedir o que se avizinhava. Os prejuízos foram crescentes e o Roberto até ontem achava tudo muito estranho. Deve a CBF, deve a Globo e acha não dever satisfações à torcida do Vasco, para além de seu chororô conveniente.</p>
<p>Sobre o site ter uma conotação política, vou além. Tem uma posição política clara. Contra isso que aí está. E uma concepção que não se exaure em Eurico Miranda, mas converge com a concepção de Vasco dele. Com ele lá, representando o Vasco, certamente este campeonato não teria sido perdido fora de campo, com a deflagrada ajuda ao Corínthians nos bastidores.</p>
<p>Com carta branca, se necessário fosse, convocaria a torcida para a porta da CBF, usaria toda a força do Vasco para impedir um prejuízo ao clube. E se utilizaria de toda a experiência obtida em quarenta anos de futebol para impedir a sacanagem crescente contra o Vasco durante a competição.</p>
<p>Tal leitura não é das mais complicadas de serem absorvidas. E os fatos pretéritos falam por si, com relação ao tema abordado.</p>
<p>Infelizmente o Vasco perdeu um título brasileiro fora de campo e para nós &#8211; sabedores da importância que há em se ter força fora do campo &#8211; este enredo batido se configurou como verdadeiro ao fim do espetáculo.</p>
<p>A oposição norteia seu ponto de vista, quanto à questão, exatamente nisso. O Vasco se enfraqueceu politicamente, lá atrás, desde que Eurico Miranda saiu da vice-presidência do Clube dos 13, em 2008, para o desejo de Roberto concorrer à cadeira e perder a disputa (com isso perdendo o Vasco representatividade naquela entidade); desde que preferiu cair de divisão ao aceitar ajuda do próprio Eurico Miranda, após este ter garantido, com o clube na lanterna, a dez rodadas do fim, que o Vasco não cairia no mesmo ano, tendo ele carta branca para atuar; desde que aceitou o rebaixamento nas cotas de TV e se postou a favor da implosão do Clube dos 13, altamente prejudicial ao interesse dos clubes que não Flamengo e Corínthians. E por aí vai.</p>
<p>A causa da perda deste título não começa com Péricles Bassols da vida, mas com um todo no qual o Vasco se tornou secundário e agradecido, prejudicado e sorridente. Estranho Vasco! Um Vasco democrático com os que o querem derrubá-lo por interesses particulares, clubísticos, políticos ou mesmo vis. Figuras aboletadas em cargos e cadeiras que vivem de falar mal de um passado glorioso e independente, desconstruindo o Vasco desde a queda em 2008 para enfraquecê-lo institucionalmente a ponto de ser hoje o clube e seus dirigentes ignorados por quem decide, define e manda no futebol brasileiro.</p>
<p>É mais do que chegada a hora de prevalecer a razão e o bom senso. A divisão política interna no Vasco pela falta de visão dos que lá estão e a prevalência do ódio sobre o lógico deram lições das mais duras para a instituição e seus torcedores. A queda, a caneta contra o Vasco, o endividamento crescente do clube, a ingerência externa nele, o antro de politicagem e politiqueiros de quinta categoria ali instalados, a perda política e financeira (simbolizada nas cotas), de identidade (simbolizada no Vasco f.c.) e a evidente fragilidade demonstrada durante toda a competição que acabamos de perder, só ratificam que estávamos certos, o que, para nós, pouco importa, pois diferentemente da crença do inacreditável Nelson Rocha, vice de finanças, segundo vice administrativo e vice-brasileiro pensa, diz, ou processa na sua cachola, vice não é o outro ou são os outros, vices somos todos nós vascaínos, sabedores que a faixa de penta estaria no peito se um EURICO MIRANDA (eu disse um e como não há outro com a mesma coragem e destemor que tenha se apresentado nesta direção de ineptos, acovardados, subservientes e resignados vascaínos é ele mesmo) nos representasse, com carta branca, para impedir mais este prejuízo ao Vasco.</p>
<p>Mas, por incrível que possa parecer, o ódio (um sentimento que não pode parar para essa turma) permanece como ponto de honra de desonrados vascaínos (enquanto “representantes” do clube) alheios a títulos e desatrelados a “questões menores”, como a supremacia, força, grandeza, independência e triunfo do Club de Regatas Vasco da Gama.</p>
<p>Quem perde com isso é o Vasco. Por extensão seus torcedores. Todos nós perdemos. Para deleite dos nossos adversários.</p>
<p>Sérgio Frias</p>
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		<title>Fundamental</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 06:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sérgio Frias]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos se enganam, imaginando ser o título Brasileiro de 2011 apenas mais um na história cruzmaltina, ou uma sequência que termina em cinco, ou ainda o fim tão somente de um jejum de uma década sem vitórias no certame, após o inesquecível 18 de janeiro de 2001. A conquista de hoje simbolizará muito mais do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos se enganam, imaginando ser o título Brasileiro de 2011 apenas mais um na história cruzmaltina, ou uma sequência que termina em cinco, ou ainda o fim tão somente de um jejum de uma década sem vitórias no certame, após o inesquecível 18 de janeiro de 2001. A conquista de hoje simbolizará muito mais do que isso.</p>
<p>O trabalho feito pela mídia sobre o clube, controlando seu decréscimo institucional, a partir do golpe de 2008, até a vitória na Copa do Brasil, passando pela vergonhosa Série B, incensada como grandioso triunfo, e as matérias moldadas para criar no torcedor comum (99,99% dos vascaínos, desvinculados dos meandros cruzmaltinos) uma sensação de evolução tinham como ponto final a reeleição de Roberto, junto à “espanholização” do futebol brasileiro. Apenas isso interessava, como assim o é há anos, mas o Vasco, insolente, altaneiro, independente e contestador impedia, com apoio de outros, tal quadro.</p>
<p>A troca de um novo mandato para o incapaz politiqueiro de quinta categoria, por reportagens e afins que o pusessem num local fantasioso de capaz ou minimamente capaz, em detrimento da posição vascaína de antes e um papel secundário no cenário futebolístico nacional (no cenário esportivo o Vasco nem secundário é mais) pareciam suficientes para os anseios globais e agradavam a todos os envolvidos na situação, menos à instituição, que também pouco importava ou importa para os negociantes, quando interesses maiores (na visão deles) estão em jogo.</p>
<p>Mas todos deram muito azar. Esqueceram-se do que é e representa o Vasco. Poderia o clube, sem direção, sem convicção de seus supostos gestores &#8211; os mesmos que marcaram a despedida de Edmundo para hoje, ainda no mês de julho, assinaram o TAC em agosto, impedindo clássicos em São Januário, perderam Anderson Martins em pleno campeonato brasileiro, levando zero na negociação, sob contrato, deram folga de uma semana a Juninho, em meio ao certame e mantiveram um auxiliar inexperiente por um turno inteiro &#8211; e sem qualquer tipo de planejamento para grandes saltos chegar ao título Brasileiro de 2011? Não. De forma alguma.</p>
<p>A força vascaína, entretanto, de sua camisa e torcida &#8211; junto ao acidente, recuperação e exemplo de luta simbolizada em Ricardo Gomes, pela sua própria vida e qualidade dela &#8211; modificaram o quadro.</p>
<p>Apesar das arbitragens indecentes desde o fim do turno, quando o time dirigido por Ricardo Gomes, de fato, se mostrou candidato ao título (no início da competição o clube foi até ajudado); do desequilíbrio nos bastidores, comparando-se Andres Sanchez àquilo que está no Vasco hoje; mais a inoperância de um departamento jurídico, ineficaz nas questões importantes e vítima de piada, diante até mesmo de um rival secundário (hoje) no campeonato, o Gigante da Colina está na luta pelo título do Brasileirão pondo o mais queridinho da mídia numa função que a “espanholização” não recomenda. Secundária.</p>
<p>O título brasileiro de 2011 não é importante apenas para o Vasco, embora, evidentemente, seja seu e de mais ninguém, se vier a ocorrer. O erguimento da taça de campeão hoje pelo clube é um não à polarização Fla – Corínthians, Corínthians – Fla. Serve, também, para demonstrar que o futebol brasileiro não está, como se imagina, nas garras de pseudos donos (neste caso pseudos mesmo). Os louros de nossa vitória servirão para afagar Cruzeiros, São Paulos, Grêmios, Atléticos, etc&#8230; postos abaixo do modelo compelido, no qual há diminuição deles, implícita e expressa.</p>
<p>Fotos emblemáticas, tal qual a publicada pelo Casaca! unindo Globo, CBF, Fla, Corínthians, fundamentalmente; matérias deturpadas como a do jornal O Globo (desmentindo-se a si próprio com o passar dos anos) publicada pelo Casaca!; mais transações aceitas ao longo da temporada, desrespeitando regras estabelecidas inicialmente pelo ECAD; além de inúmeras mensagens cifradas, durante todo o ano, no intuito de demonstrar estar tudo dominado no sentido de atendimento do desejo global; tudo isso pode ir por água abaixo neste domingo, 04 de dezembro. </p>
<p>O clube almeja &#8211; apesar de sua direção fraca, escassa, ou nula, mesmo a mercê de um árbitro pressionado pelo erro no turno que nos tirou a vitória contra o adversário de hoje, a despeito de não poder exercer seu mando de campo, pela irresponsabilidade, miopia, insensatez e descaso dos signatários daquele maldito TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) – o título de Campeão Brasileiro e se vier a obtê-lo enterrará, por hora, o desejo global, pois faremos questão de incensá-lo para impedir a supremacia, oriunda de mentes pouco brilhantes, mas, sem dúvida, maquiavélicas. </p>
<p>Esperamos a resposta do Vasco eterno hoje, para o bem do futebol brasileiro como um todo, mas fundamentalmente para mais uma vez o clube, na figura de seus atletas, demonstrar que aptidão para vagão podem até ter seus atuais dirigentes, puxados, acovardados, subservientes e resignados, mas a instituição, sua história, seus nomes emblemáticos e seu povo, diferentemente, não têm nem terão tal destino, pois a rotina do Club de Regatas Vasco da Gama é outra. Isto em nada agrada, é verdade, aos atuais donos do futebol brasileiro, acostumados a ter que nos engolir por mais de um século. Mas a senda indigesta, imutável e perene, enquanto houver um coração infantil e vergonha na cara dos vascaínos de todas as partes, PREVALECERÁ!</p>
<p>Sérgio Frias</p>
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