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	<title>CASACA! &#187; Canelada!</title>
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		<title>Vasco não perdia para o Santos por quatro gols de diferença há 39 anos</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jun 2010 22:11:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A última derrota do Vasco para o Santos por um placar tão elástico ocorreu há 39 anos no Campeonato Brasileiro, contra o time paulista à época comandado por Pelé.
Hoje a mesma diferença de gols se deu contra um time desfalcado de duas das suas principais peças: Robinho e Neymar.
Confira a ficha técnica da partida realizada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A última derrota do Vasco para o Santos por um placar tão elástico ocorreu há 39 anos no Campeonato Brasileiro, contra o time paulista à época comandado por Pelé.</p>
<p>Hoje a mesma diferença de gols se deu contra um time desfalcado de duas das suas principais peças: Robinho e Neymar.</p>
<p>Confira a ficha técnica da partida realizada em 09/12/1971 que marcou a despedida dos cruzmaltinos na competição daquele ano.</p>
<p>Local Pacaembu<br />
Àrbitro: Maurílio José Santiago<br />
Renda:CR$15.886,00<br />
Santos: Cejas; Orlando Lelé (Pitico), Paulo, Oberdan, Rildo; Léo, Dicá, Jáder; Edu, Pelé, Ferreira &#8211; Técnico: Mauro Ramos de Oliveira<br />
Vasco: Andrada; Fidélis, Joel, Renê, Alfinete; Alcir (Gaúcho), Buglê, Benetti; Luís Carlos, Ferretti, Gilson Nunes (Roberto Dinamite) &#8211; Técnico:Admildo Chirol<br />
Gols: Edu aos 10 e 32 do primeiro tempo; Jáder aos 9 , Léo aos 25 do segundo tempo.</p>
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		<title>Resposta a Patetices 4 &#8211; 2004</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jun 2010 15:56:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segue abaixo mais um capítulo da série.
Particularmente fiquei muito feliz com a oportunidade de rememorar ao torcedor vascaíno os prejuízos de arbitragem sofridos durante as competições nacionais em 2003. Realmente é algo estarrecedor. Ser prejudicado em treze partidas, considerando apenas lances capitais, e beneficiado em apenas uma mostra de forma clara e inequívoca uma má [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segue abaixo mais um capítulo da série.</p>
<p>Particularmente fiquei muito feliz com a oportunidade de rememorar ao torcedor vascaíno os prejuízos de arbitragem sofridos durante as competições nacionais em 2003. Realmente é algo estarrecedor. Ser prejudicado em treze partidas, considerando apenas lances capitais, e beneficiado em apenas uma mostra de forma clara e inequívoca uma má vontade com o Vasco neste quesito. Agora que todos tiveram a oportunidade de relembrar isso, veremos que o bonde da história nos mostrará uma conduta indignada da própria torcida a respeito do tema no ano de 2004.</p>
<p>Boa leitura a todos.<br />
xxxxxxxxxxxxxxxx</p>
<p>O ano de 2004 inicia com o Vasco, na figura de seu presidente e corpo diretivo, disposto a equacionar o clube num trabalho de médio e longo prazo, pois àquela altura toda a conta do que fora herdado do final de governo do ex-presidente Calçada, mais os primeiros 18 meses da primeira gestão de Eurico Miranda (a época do torniquete) “bateria” em cima do clube.</p>
<p>Desta forma, a montagem do time de futebol se faria com uma aposta na base e algumas contratações de impacto. A mais falada do início daquele ano foi o retorno de Marcelinho Carioca &#8211; Campeão Estadual do ano anterior &#8211; ao clube, após acirrada disputa com o Fluminense, também interessado no concurso do atleta. Por fim o Vasco venceu a queda de braço e trouxe o atacante de volta a São Januário. Seriam ele e o jovem Morais as grandes apostas para o ano de 2004.</p>
<p> O Vasco contava ainda com o seguro goleiro Fabio, tinha o retorno do zagueiro Henrique que participara das campanhas vitoriosas do clube, campeão da Taça Guanabara e Copa Mercosul do ano 2000 (trazido no segundo semestre do ao anterior), Rodrigo Souto, no time de cima já há dois anos, mais Beto, polêmico meia (uma espécie de Zé Roberto atual) com bom futebol em campo e muitos problemas fora dele, também parte do elenco desde o Campeonato Brasileiro de 2003, mais Valdir que não se houvera muito bem na última temporada, vítima de contusões naquele período.</p>
<p> Duas outras contratações de menor peso viriam para dar opção ao setor ofensivo do clube, o meia atacante Róbson Luiz (vindo do Vitória) e o ponta Alex Alves (vindo do Atlético-MG, mas com passe vinculado ao Hertha Berlim-ALE) que chegava com boa expectativa, aos 29 anos, mas teve na balança seu maior adversário em 2004.</p>
<p> Os atletas da base a serem utilizadas no ano de 2004 foram muitos, praticamente todos pertencentes a uma geração que fizera sucesso nas categorias inferiores, da qual se destacavam Claudemir, Wescley, Victor Boleta, Igor, Coutinho, Morais e Anderson. </p>
<p> No comando técnico, um treinador tido na época como de ponta: Geninho &#8211; Campeão Brasileiro com o limitado Atlético-PR de 2001 e Paulista dirigindo o Corínthians em 2003 &#8211; seria o responsável para levar o Vasco ao Bi Campeonato Carioca e fazer boa figura no Brasileiro.</p>
<p> A expectativa de se contar com Marcelinho Carioca como grande estrela da companhia foi se perdendo, pois o atleta não conseguia se recuperar de uma lesão que o impedia de ir a campo. Após a Taça GB, quando o Vasco perdeu quando não podia, no play-off semifinal, outra notícia desagradável. Morais tentava se desvencilhar do clube usando como subterfúgio a “barriga de aluguel” Portuguesa Santista, com o propósito do clube paulista repassar o atleta ao Cruzeiro. Com muito esforço o Vasco, através do advogado Paulo Reis, conseguiu manter o vínculo de Morais com o clube e após algumas discussões o jogador foi emprestado ao Atlético-PR.</p>
<p> Sem Marcelinho e Morais, o Vasco no segundo turno já era tido como carta fora do baralho. Um grupo muito jovem, sem poder contar com o bom futebol de Alex Alves, às voltas com um sistemático problema de peso, dependeria de um bom esquema tático e espírito coletivo para alcançar bons resultados. No primeiro clássico da Taça Rio, contra o Fluminense, uma goleada de 4 x 0 surpreendeu e fez de Valdir o nome do time. Ele &#8211; já artilheiro do campeonato àquela altura &#8211; marcaria três gols no clássico e passaria a ser a referência do time. É justo destacar que durante a Taça Rio atletas como Robson Luiz e Beto realizaram boas partidas chegando aos play-offs como também destaques daquele plantel. Enquanto na semifinal Robson Luiz marcou o gol do Vasco e Fabio garantiu nos pênaltis a classificação para a final, na decisão brilharam Valdir e Beto (este com um golaço) frente ao Fluminense de Odvan, Ramon, Roger, Romário e Edmundo.</p>
<p> A vitória fez parte da mídia (destacando-se o rubro-negro Roberto Assaf) crer ser o Vasco o favorito para a conquista do campeonato. De fato, o time encaixara e se arrumasse uma maneira de marcar Felipe (único jogador rubro-negro que desequilibrava) estaria com meio caminho andado.</p>
<p>  No dia 09 de março um ato de coragem, responsabilidade social e pioneirismo entre os grandes clubes cariocas. A criação do Colégio Vasco da Gama, com o objetivo de formar alunos no primeiro e segundo graus, dando a eles condições, com isso, de vislumbrarem no futuro algo para além do esporte na vida profissional. A diferença do colégio e de mil outras ações sociais reveladas com pompa por representantes do Poder Público, ongueiros e políticos profissionais é o fato de que ela não só se tornou realidade como funcionou de forma adequada e eficiente, tendo inclusive nos últimos anos servido de exemplo, em função de alunos formados nela ingressarem na universidade. Há, no entanto, uma parte de vascaínos que incomodada com a realização e sucesso do projeto procurou desfazer dele dizendo por anos: “eu quero é título”. Por não terem noção do quanto são idiotas, cabe com relação a eles o sentimento puro e simples de pena. Nunca entenderão o que representa o Vasco, sua história, objetivos e preceitos. Pobres coitados. </p>
<p> Antes do primeiro jogo da decisão, uma partidinha que parecia não ter lá muita importância foi realizada no meio de semana. O Vasco enfrentaria o XV de Campo Bom, vice-campeão gaúcho do ano anterior e que perdera o título daquele ano em seu estádio, na prorrogação. Seu técnico era o ainda desconhecido Mano Menezes, mas o Vasco (que empatara no sul por 1 x 1 atuando com um homem a menos em toda a segunda etapa) levou o jogo em banho Maria achando que o resolveria a hora que quisesse. No segundo tempo, entretanto, em 12 minutos, levou três gols e saiu prematuramente da competição. O surpreendente time gaúcho chegou às semifinais, sendo eliminado pelo Santo André em função do saldo de gols. A equipe paulista na decisão da Copa do Brasil venceu facilmente o Flamengo no Maracanã, mostrando que as zebras estavam com a corda toda naquele ano.</p>
<p> O torcedor do Vasco, entretanto, pouco se importou com a eliminação pois vira o time conquistar sua nona Taça Rio três dias antes (é ainda hoje o maior vencedor do troféu) e tinha suas atenções voltadas para a decisão que se iniciaria quatro dias após..</p>
<p> No primeiro jogo final o Flamengo abriu o placar no primeiro tempo com um gol irregular, aumentou na segunda etapa e, atuando melhor àquela altura, via-se com uma das mãos na Taça, quando aos 47 minutos do segundo tempo Coutinho, num golaço, diminuiu. Rodrigo Souto, encarregado da marcação de Felipe, deixara muito espaço ao meia. Este fora decisivo na vitória rubro-negra e o grande desafio para os cruzmaltinos na segunda partida seria marcá-lo.</p>
<p> No início da semana, observando a onda pró-mengão e, ao mesmo tempo a passividade dos vascaínos diante do massacre midiático a favor do mais queridinho da mídia, Eurico Miranda declarou que o Vasco seria campeão e o chopp  já estaria comprado. Diferentemente, por exemplo, do jornalista Paulo Stein que vaticinara o título tricolor um ano antes, Eurico estava no seu papel de representante do Vasco e preocupado que não houvesse no domingo uma disparidade gigantesca entre os torcedores dos dois clubes na arquibancada. Deu certo. A torcida do Vasco compareceu e se não dividiu o Maracanã com a do Flamengo mostrou-se presente em bom número diante da situação imposta de reversão do placar para levar a decisão aos pênaltis, ou vantagem de dois gols para ser campeão direto.</p>
<p> Durante a semana num treino “alemão” as câmeras da Globo pegaram um áudio do técnico Geninho falando a um atleta “Ficou parado morde o tornozelo dele. Vamos.” O treino alemão é realizado para diminuir espaços, aumentar a criatividade dos atletas que estão com a bola, pois o campo é reduzido e, ao mesmo tempo, incentivar ao time que defende apertar na marcação. O comentário de Geninho foi posto na Rede Globo, sendo sugestionado, a partir daí, que o treinador indicara a seu atleta o que fazer com Felipe. A leviandade proposta pela mídia teve em Renato Mauricio Prado (olha ele aí!) um grande defensor e o clima para o jogo de domingo já estava preparado contra o marcador de Felipe.</p>
<p> Geninho escalara Coutinho para ser o homem encarregado pela marcação de Felipe. Com dois minutos de jogo, Valdir, impedido, abria o placar. Também sob esse aspecto, Vasco e Flamengo se igualavam e os outros 88 minutos seriam pau a pau para saber quem levaria o título.</p>
<p>  Mas o roteiro global já tinha um discurso relativamente pronto. Com segundos de partida o narrador Galvão Bueno falava de uma polêmica na semana dizendo ter o técnico vascaíno dito besteira, etc&#8230;  Aos 11 minutos de partida um desenho globalizado do que iria ocorrer no restante da decisão. Vejam: Fala de Galvão Bueno. “Coutinho já deu a primeira. Vai tomar o primeiro cartão porque chegou&#8230; E deu no tornozelo, amigo (não havia visto ainda o replay do lance). E os jogadores do Flamengo&#8230; Tudo isso que aconteceu (refere-se provavelmente à edição de imagens e áudio feitas no treino do Vasco no decorrer da semana e a polêmica posterior) vai gerar isso. Agora vai tomar o cartão. E ele vai mudar a marcação, claro. Se não mudar a marcação vai acabar sendo expulso. Não foi no tornozelo, não (após ver o replay). Ele chegou, botou a perna e empurrou, mas é aquela história. Ficou na cabeça de todo mundo.”(Galvão confiando que a verdade criada pela Globo tivesse influenciado a todos, a ponto de erros como o dele, só corrigidos após o repeteco do lance, serem corroborados por uma grande massa de manobra).</p>
<p>  Para desespero da onda pró-mengão, Coutinho passou a ganhar todas de Felipe. O volante desarmou o rubro-negro em uma, duas, três oportunidades, até que aos 27 minutos o meia apelou. Após tentar passar mais uma vez por seu marcador, sem sucesso, reclamou de falta, inexistente, e tendo visto frustrada sua cobrança, fez gestos &#8211; na lateral do campo em frente ao bandeira e próximo do árbitro – característicos de que a arbitragem estava metendo a mão no seu time. O gesto de Felipe foi agressivo, mas o juiz não teve coragem de expulsá-lo. Ao final da primeira etapa o Vasco perderia o zagueiro Fabiano com fratura na costela e para o segundo tempo deveria vir com Santiago, seu reserva, que, porém, sentiu no vestiário e não pôde vir a campo. Os cruzmaltinos entraram na segunda etapa com apenas um zagueiro e Igor um pouco mais recuado. Antes dos cinco minutos o Fla empatou. Aos nove, na terceira falta cometida por Coutinho sobre Felipe em todo o jogo (a primeira que mereceria cartão) o vascaíno foi expulso de campo. O golpe foi quase fatal e delineou o vencedor do segundo confronto decisivo. O Fla fez 3 x 1, sendo o último gol do jogo também irregular.</p>
<p> Uma curiosa pesquisa saiu no site Netvasco após a decisão perdida contra o tradicional rival. Perguntava-se de quem seria a culpa pela não obtenção do bi campeonato. Eurico Miranda “ganhou” ficando os atletas em segundo e a arbitragem em terceiro lugar. “Tempo, tempo, tempo, tempo faço um acordo contigo&#8230;” (Caetano Veloso).</p>
<p> Para o Campeonato Brasileiro, enquanto Petkovic era contratado sairiam no início da competição Marcelinho e Beto após receberem boas propostas do exterior.</p>
<p> Mais uma vez a arbitragem teria uma influência direta no rendimento do time, mais especificamente no primeiro quarto da competição. Entre a nona e a décima terceira rodada a equipe cruzmaltina foi prejudicada pela arbitragem em lances capitais simplesmente em todas as partidas, inclusive nas que venceu. Palmeiras, Paraná, Internacional, Figueirense e Vitória tiveram benesses dos apitadores na ocasião. Ocorreu, entretanto, um pequenino detalhe. No jogo contra o Vitória, disputado em São Januário, o último da série, a torcida do Vasco deu um basta. Faixas foram colocadas nos mais variados pontos do estádio com dizeres do tipo: “Teixeira, todos já sabem: na dúvida contra o Vasco”; “Teixeira, chega de perseguição: arbitragem limpa”.</p>
<p>  A partir do jogo seguinte (vitória de 1 x 0 sobre o Flamengo) os árbitros passaram a se comportar melhor, mas o prejuízo causado já havia sido feito. Na décima quinta rodada do primeiro turno, caso os erros dos juízes contra o Vasco não tivessem ocorrido, o clube estaria na liderança da competição com 26 pontos, mesmo sendo derrotado no jogo contra o Coritiba em casa (posterior ao clássico com o rubro-negro), mas naquele instante o Vasco somava mesmo 20 pontos, próximo ao meio da tabela. </p>
<p>  No dia 08 de setembro o goleiro Fábio quis se desvincular do clube alegando inadimplência quanto ao fundo de garantia. Pedia 10 milhões de reais de indenização (é mole?). O Vasco informou estar adimplente e disse que a atitude do atleta, neste ano convocado para a Seleção Brasileira, só prejudicaria a si. Fábio nem jogou, nem foi liberado em 2004.</p>
<p>  O time do Vasco – que já não contava com Fabio &#8211; era barato e pouco experiente. Ao longo do campeonato se manteve mesmo numa posição intermediária na tábua de classificação. Chegou a golear o Botafogo (4 x 0) e vencer os dois confrontos diante do Flamengo, sendo o último realizado há dez rodadas do fim da competição. A derrota pôs o rubro-negro lutando diretamente contra o rebaixamento, mesma posição em que se encontrava o Botafogo. Para se ter uma idéia, após o triunfo cruzmaltino sobre o clube da Gávea, o Botafogo se encontrava na zona de rebaixamento e o Flamengo a um ponto dela. A cinco rodadas do fim, Fla e Bota se enfrentaram em partida que terminou empatada. Na ocasião os flamenguistas é que estavam na zona de rebaixamento e os botafoguenses a um ponto dela. O empate manteve ambos na corda bamba. </p>
<p> E o Vasco? Simplesmente não precisaria somar qualquer ponto nas últimas 5 rodadas do Campeonato que mesmo assim não cairia. Repetindo: o Vasco não precisaria somar um único ponto nas últimas 5 rodadas para se manter na primeira divisão, ou seja, (para quem ainda não entendeu), dos últimos 15 pontos a serem disputados não haveria necessidade do Vasco somar qualquer um deles para continuar no grupo de elite em 2005. Enquanto isso, os outros dois co-irmãos viviam com a corda no pescoço.</p>
<p>  No dia 04 de outubro pesquisa do IBOPE registrou aumento da torcida vascaína na ordem de 14% nos últimos seis anos até 2004.</p>
<p>  Em 15 de novembro, o presidente rubro-negro Márcio Braga declarou que o Vasco era o clube mais importante do Rio de Janeiro, dando tal declaração com o intuito de que o Gigante da Colina aderisse à Liga Carioca criada por outros clubes grandes da cidade, dentre eles o próprio rubro-negro. Eurico Miranda entendeu a colocação como uma obviedade e se manteve filiado à FERJ.</p>
<p> Vinte e quatro horas depois Eurico Miranda declarava não se interessar em fazer parte da Timemania pelo fato do Vasco não possuir dívidas tributárias com a União. De fato, o clube já havia apresentado no site oficial certidões positivas com efeito de negativas fornecidas pela Secretaria da Receita Federal e pelo INSS. A certidão emitida pela Previdência Federal foi concedida após um mandado de segurança, já que a mesma alegava ainda existir débitos, que estavam sendo questionados pelo Vasco. </p>
<p>  Voltando ao Campeonato Brasileiro, a duas rodadas do fim, o sensacionalismo prevaleceu na mídia. Esta, obrigada semanalmente a noticiar a briga do seu mais queridinho junto ao clube do mais moderninho (Bebeto de Freitas, presidente do Botafogo) conseguiu a fórceps encaixar o Vasco naquele grupo. Numa combinação matemática quase improvável foi posto o Vasco como um dos candidatos ao rebaixamento com 4,5% de chances de cair. </p>
<p> O que embasou a mídia para o discurso foi, no fim das contas, o causador do clube ter ficado mordido. Para ela o Vasco obviamente perderia para Atlético-PR (líder e segundo vaticinavam virtual Campeão Brasileiro) e Santos, o vice-líder, na última rodada, em São Paulo. Daí por diante se A ganhasse B, C empatasse com D, E vencesse F, G surpreendesse H, o cateto do quadrado da hipotenusa desse x/2 os cruzmaltinos estariam rebaixados para a segundona. Pronto: a equipe de São Januário também era para o quarto poder candidata ao rebaixamento. O fato de ter o Vasco naquele momento cinco clubes atrás de si (entre eles Flamengo e Botafogo) dos que escapavam da zona de rebaixamento foi posto de lado. O negócio era colocar o Vasco no bolo.</p>
<p>  Em meio às ilações da mídia, Eurico foi perguntado a respeito do Vasco temer Atlético-PR e Santos. O presidente vascaíno rebateu: “Eles é que tem de temer o Vasco, pois terão que passar por nós nos próximos jogos”. Enquanto a imprensa tratou o episódio como fanfarronice, Eurico passou a motivar o jogo chamando a torcida do Vasco.</p>
<p> Houve no meio da semana uma declaração curiosa do suposto candidato à presidência pelo grupo oposicionista MUV, Carlos Roberto de Oliveira. Para o ex-atleta, Eurico não deveria ter dito que os outros é que deveriam se preocupar com o Vasco e sim que o Vasco teria condição de tirar pontos das duas equipes. Roberto dava uma dica para os não alienados, com aquela fala, de como via o Vasco perante seus adversários, ou seja, pequeno, ínfimo, arqueado. Um retrato de sua patética figura nos dias atuais. Disse ainda o representante do MUV que não era hora para inaugurar escola e sim pensar no futebol (Roberto não sabia que a notícia dada a respeito da escola era o anúncio da primeira formatura no colégio Vasco da Gama e não inauguração da escola, fato ocorrido em março).</p>
<p> Ao jogo e&#8230; vencemos! Uma vitória por 1 x 0 com São Januário cheio, tirando o Atlético-PR da liderança, mesmo contando os cruzmaltinos com a entrada do desconhecido arqueiro Everton, oriundo do Volta Redonda, que fechou o gol naquele dia.</p>
<p> Após o encerramento da partida Eurico cercado por microfones disse que o Atlético começou a perder o jogo quando ousou desrespeitar o Vasco. Subiu numa cadeira e puxou o grito de Casaca junto à Força Jovem. Um gesto simbólico para mostrar que um clube como o Vasco nunca perde de véspera e que deve sempre ser respeitado.</p>
<p> Como não poderia deixar de ser, a imprensa desvirtuou o fato e disse que Eurico havia subido na cadeira e puxado o Casaca para comemorar o não rebaixamento do Vasco. Pior do que isso fez na semana seguinte: pinçou uma declaração do seu queridinho gestor, Bebeto de Freitas dizendo que não havia nada a comemorar, após o Botafogo (clube que dirigia) escapar do rebaixamento no último jogo, fazendo um contraponto entre os dois presidentes. Sensacional!</p>
<p>  Na última rodada do Brasileiro o Vasco acertou um patrocínio para aquele jogo na ordem de 250 mil com o canal Sony/AXN. O valor na época estava muito acima do mercado e Eurico reafirmava (ainda resistindo a pressões de outros clubes no Clube dos 13 que insistiam em reduzir as cotas de TV do Vasco, maior receita para os clubes naquele momento) que só poria no uniforme do clube uma marca que pagasse aquilo que o Vasco merecia receber. A estratégia na verdade inibia que nas discussões no Clube dos 13 fosse questionado o valor da cota que o clube deveria receber, comparando um eventual patrocínio com o de outras agremiações. Preferia manter a camisa limpa até sedimentar a posição do Vasco como parte integrante do grupo que maior valor recebia, composto à época pelo Gigante da Colina Flamengo, Corínthians, São Paulo e Palmeiras. </p>
<p>  O balanço do ano nos outros esportes trazia novas conquistas em cinco modalidades: Boliche, Futebol de Mesa, Karatê, Tênis e mais uma vez o Vôlei de Praia. Por sinal a dupla composta por Adriana Behar e Shelda trouxe mais duas medalhas olímpicas de prata não deixando o clube passar em branco nos jogos que contaram também com a participação dos remadores Thiago Gomes e José Carlos Sobral.</p>
<p>  Em 23 de dezembro, em meio à distribuição de cestas de natal, Eurico Miranda reafirmava que os salários estavam em dia. O Vasco iniciara em 2004 seu reerguimento, mas eram vislumbrados ainda anos difíceis, até que a situação financeira do clube fosse devidamente equacionada.</p>
<p>Xxxxxxxxxx<br />
Vamos agora a seus questionamentos, Junior.</p>
<blockquote><p>1) Ano IV sem Patrocínios;</p></blockquote>
<p>  Houve um acordo da prefeitura do Rio com o Vasco de que esta, em contrapartida da exposição no uniforme de propaganda sua pagaria ao Vasco por isso valores que foram chutados na imprensa, mas eram inferiores ao exposto no item abaixo. A prefeitura não pagava e em dado momento do ano justificou que não o fazia em função do clube ter débitos fiscais que a impediam de satisfazer o acordo feito. O Vasco apresentou quitação de tais débitos (algo parecido com o que o clube tenta fazer em relação a Eletrobrás hoje, sem sucesso, e só vai conseguir através de liminar) no mês de outubro. Poderia, portanto, receber o acordado. Mas a prefeitura enrolou e como o acordo foi feito no fio do bigode, Cesar Maia preferiu raspá-lo. O Vasco, por sua vez, não quis ser belicoso (Nelson de Almeida ficaria encantado) e preferiu não se indispor com a prefeitura na ocasião por ter interesse em outras ações para o clube, optando com isso que o relacionamento não fosse azedado. Houve, portanto, um patrocínio que não foi pago.</p>
<blockquote><p>2) Eurico diz que acertou com a Prefeitura do RJ, um patrocínio PÚBLICO vinculado ao PAN, em que por exibir o logo do mesmo, receberia por mês R$ 300 Mil, sendo que o que exibiu foi o brazão da Prefeitura e nunca recebeu nada até a presente data;</p></blockquote>
<p>  Eurico diz, não. Eurico acertou. Como foi explicado anteriormente. Não compare o contrato da Petrobrás ou Eletrobrás com isso. O Vasco tinha, na época, interesse direto no Pan, pois ele poderia trazer reformas no complexo de São Januário, benfeitorias, etc&#8230; Daí também não houve uma briga direta do clube com a prefeitura pelo não recebimento.</p>
<blockquote><p>3) É novamente Vice-Campeão Carioca para o Flamerda, na que seria a ÚLTIMA FINAL de Campeonatos Estaduais, de sua Gestão;</p></blockquote>
<p>  No ano anterior foi Campeão Carioca e o Fla foi vice do Vasco na Taça Guanabara. Assim sendo, o novamente não faz sentido. Venceu a Taça Rio em cima do Fluminense que, este sim, novamente sucumbiu diante do Vasco numa final, como das seis vezes anteriores. Um recorde em disputas entre os grandes deste estado até então. Também é verdade que foi a última decisão de estadual da gestão Eurico Miranda, pois nos quatro anos subseqüentes quatro disputas de pênaltis perdidas e arbitragens infelizes impediram que o clube chegasse a outras, mas não foi a última decisão da qual o Vasco participou na gestão Eurico Miranda, como bem sabemos.</p>
<blockquote><p>4) É eliminado pelo XV de Campo Bom/RS por 3&#215;0 em pleno Estádio de São Januário;</p></blockquote>
<p>  Equipe que chegou a semifinal da Copa do Brasil perdendo para o campeão em função do saldo de gols, obtendo um resultado sobre este que não viria a ocorrer na decisão entre seu algoz (Santo André) e Flamengo. Foi, por sinal, contra o time do ABC paulista que o XV perdeu sua única partida na competição. Por fim , como sabemos, o jogo ocorreu três dias após a decisão da Taça Rio e quatro dias antes da primeira partida decisiva do Carioca. O clube, portanto, estava focado em outra competição.</p>
<blockquote><p>5) No Brasileiro, nova campanha pífia, sendo salvo do Rebaixamento por Petkovic que voltou ao Vasco nesse mesmo ano, saindo de novo, ao Final;</p></blockquote>
<p>  Falou bobagem quanto ao rebaixamento, novamente. Não foi uma boa campanha, sem dúvida, mas pífia foi a de Flamengo e Botafogo, quase rebaixados em 2004.</p>
<blockquote><p>6) Comemora subindo em uma Mesa a fuga do rebaixamento em um jogo dramático na penúltima rodada contra o Atlético/PR;</p></blockquote>
<p>  Como pôde perceber pelo texto, você não entendeu o porquê daquela atitude.</p>
<blockquote><p>7) Assina um Patrocínio de um jogo só (SONY/AXN), em uma partida em que foi coadjuvante do Santos que foi o Campeão;</p></blockquote>
<p>  Assina por um único jogo um excelente patrocínio de 250 mil reais. O Vasco, no final das contas, demonstrou ser o fator de desequilíbrio do campeonato. O Santos, por sua vez, não provocou o Gigante da Colina durante a semana, pois se o fizesse certamente teria muita dificuldade para alcançar o título. É aquela história: Quem tem, tem medo.</p>
<p>  Sérgio Frias</p>
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		<title>Detalhe da nota</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 18:05:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Observando a Nota Oficial que ao Vasco da Gama soltou à imprensa, assinada pelo Mandarino, para tentar explicar o inexplicável, notei um fato, no mínimo, curioso.
Na segunda folha, logo no primeiro parágrafo, o clube tenta justificar o pagamento para a empresa de Franck Henouda.
Note que o número da Nota Fiscal é “001”.
Das duas uma.
A empresa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Observando a Nota Oficial que ao Vasco da Gama soltou à imprensa, assinada pelo Mandarino, para tentar explicar o inexplicável, notei um fato, no mínimo, curioso.</p>
<p>Na segunda folha, logo no primeiro parágrafo, o clube tenta justificar o pagamento para a empresa de Franck Henouda.</p>
<p>Note que o número da Nota Fiscal é “001”.</p>
<p>Das duas uma.</p>
<p>A empresa, que tem NOVE anos na praça, nunca emitiu Nota Fiscal ou tivemos alguma gráfica trabalhando até tarde no Rio de Janeiro.</p>
<p><a href="http://www.casaca.com.br/home/wp-content/uploads/2010/06/nota001HenoudaAlex.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-23155" title="nota001HenoudaAlex" src="http://www.casaca.com.br/home/wp-content/uploads/2010/06/nota001HenoudaAlex.png" alt="" width="600" height="244" /></a></p>
<p>Fonte: Blog do Paulinho &#8211; Exceto o título</p>
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		<title>Resposta a patetices 3 &#8211; 2003</title>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 12:36:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Vamos, então, ao terceiro capítulo da série, e resposta ao Junior. Chegamos a 2003. 
 Boa leitura a todos.
xxxxxxxxx
O ano de 2003 começa com uma série de contratações por parte do clube a se destacar, principalmente, as de Marcelinho Carioca e Marques. 
Quanto a patrocínios, a Coca-Cola ofereceu um contrato de um ano com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Vamos, então, ao terceiro capítulo da série, e resposta ao Junior. Chegamos a 2003. </p>
<p> Boa leitura a todos.<br />
xxxxxxxxx</p>
<p>O ano de 2003 começa com uma série de contratações por parte do clube a se destacar, principalmente, as de Marcelinho Carioca e Marques. </p>
<p>Quanto a patrocínios, a Coca-Cola ofereceu um contrato de um ano com o Vasco pelo valor de 150 mil reais mensais, que foi recusado pelo clube. Houve ainda uma negociação com a Siemens, mas esta não evoluiu.</p>
<p> No Campeonato Carioca a equipe alterna bons e maus momentos na disputa da Taça Guanabara, em virtude de contusões. Perde Marcelinho Carioca e Marques na primeira rodada, mas com a volta do primeiro o time se ajusta no decorrer do turno e chega à última rodada precisando apenas de um empate para ser campeão diante do Flamengo.</p>
<p> Às vésperas do jogo o presidente rubro-negro Helio Ferraz disse à imprensa que iria comer um bacalhau saboroso no sábado e que o Vasco havia se acostumado a ser vice do Flamengo, etc&#8230; </p>
<p> Eurico Miranda respondeu à provocação com outra afirmando: “Eu fico preocupado, pois quem nunca comeu bacalhau, quando come pode passar mal. Além do mais, o bacalhau é um peixe com muitas espinhas e a pessoa pode morrer engasgada.”</p>
<p> A partida foi disputada no sábado de carnaval. O Vasco saiu na frente, perdeu duas grandes oportunidades de ampliar com Marcelinho Carioca, chegou a ceder o empate, mas segurou o resultado sagrando-se campeão da Taça Guanabara pela décima primeira vez.</p>
<p>  Após a partida o presidente cruzmaltino ofertou aos presentes no gramado bolinhos de bacalhau em alusão às provocações do “super Helinho”. Ninguém se engasgou e o Flamengo ficou atravessado com o Vasco mais uma vez.</p>
<p>  O Campeonato Carioca seria decidido por quatro equipes (Vasco, Flamengo, Fluminense e Americano) sendo que o Gigante da Colina atuaria contra o time campista, cabendo a Fla e Flu brigarem pela outra vaga. Enquanto o Vasco derrotou o Americano nos jogos de ida e volta, o tricolor eliminou seu adversário derrotando-o por 4 x 0 na segunda partida, após empate na primeira em 1 x 1.</p>
<p>  A goleada pó-de-arroz trouxe para alguns setores da mídia um discurso de favoritismo da equipe das Laranjeiras. Paulo Stein da TVE (com toda a sua imparcialidade jornalística) disse que o Flu seria campeão e que todos estariam convidados para ir ao Porcão comemorar, Márcio Guedes também vaticinou o título tricolor comentando sobre a fragilidade do Vasco diante do portentoso adversário.  Além disso, o Vasco não contava mais com Petkovic que recebera, logo após a final da Taça Guanabara, proposta irrecusável do futebol chinês e valeu-se de uma cláusula contratual para deixar o clube. Valdir não conseguia atuar com a mesma desenvoltura do ano anterior e tinha perdido a vaga de titular para o já recuperado, mas ainda tímido, Marques. O time entraria em campo para os dois jogos decisivos apostando suas fichas no craque Marcelinho e nos garotos Sousa e Léo Lima.</p>
<p>  O primeiro jogo da decisão ocorreu na quarta-feira dia 19 de março. Prejudicado pela arbitragem de forma flagrante (esta não marcou um pênalti claro sobre Russo aos 4 minutos de jogo e assinalou falta inexistente a favor do Flu que seria, convertida em gol pelo tricolor) o Vasco mesmo assim saiu vencedor pelo placar de 2 x 1.</p>
<p>  No jogo decisivo os cruzmaltinos iriam a campo podendo perder por diferença de um gol para serem campeões, vantagem idêntica a que possuíam na decisão de dois anos antes frente ao Flamengo. </p>
<p> Logo na primeira volta do ponteiro o Vasco abriu o placar com Léo Lima. Alguns minutos depois Carlos Alberto, meia tricolor, ganhou a jogada do lado esquerdo da área vascaína cometendo falta sobre Henrique, imediatamente apontada pelo bandeirinha Elson Passos. Carlos Alberto chegou a cruzar a bola para o meio da área que foi desviada por um atacante tricolor para as redes, mas o lance foi corretamente anulado e num gesto de mímica Elson Passos mostrou ter Carlos Alberto puxado a camisa de Henrique. A Rede Globo mostrou a jogada por vários ângulos, mas nenhum deles com a visão do bandeira. Wright (sempre ele) bateu o martelo dizendo que o lance fora legal. Algo no mínimo leviano ou irresponsável uma vez que ele não teve acesso a qualquer câmera que desse a mesma visão que tinha o bandeira na ocasião. Para alguém que apitou, esteve lá, atitude disforme ao que se recomenda num caso como este. Aos 21 minutos o Flu empata com um gol ilegal. Pouco depois Jadilson, lateral tricolor, faz falta por trás em Marcelinho Carioca e pisa seu tornozelo. Não levou nem amarelo. Marcelinho teve que ser atendido em virtude do lance e quando se encontrava na maca Marcão e ele tiveram um pequeno contratempo, mas o árbitro Samir Yarak resolveu expulsar os dois. Num clima de tensão a partida foi reiniciada e logo a seguir o lateral vascaíno Russo foi derrubado por trás, quando estava próximo de invadir a área em lance passível de cartão amarelo. O árbitro inverteu a falta. Na sequência do lance Alex Oliveira, do Flu recebeu na lateral e foi derrubado por Léo Lima, também sem bola. O árbitro marcou a falta e o meia valorizou na queda para tentar uma punição do juiz a Léo Lima. Antônio Lopes, técnico do Vasco, viu a encenação do meia e jogou a bola que saíra para a lateral em cima de Alex. O clima fechou. Atletas e dirigentes dos dois bancos se levantaram, alguns partiram para as vias de fato, outros se ameaçaram, xingaram, mas minutos depois já estava tudo contornado e o juiz encerrou o primeiro tempo.</p>
<p>  Antes da partida recomeçar houve a idéia de se fazer um cordão de isolamento junto ao banco do Vasco. Ato contínuo Eurico Miranda entrou em campo e disse que daquela forma o jogo não seria reiniciado. Após algumas discussões os policiais aboliram a idéia. O Vasco voltou para a segunda etapa com Cadu no lugar de Marques, sem referência no time ou treinador no banco. Surgiu, então, o imprevisível Léo Lima. Numa das jogadas mais lindas da década, em decisões, ele cruzou de letra para a área. Cadu cabeceou para trás e Sousa ajeitou completando em seguida para as redes. Vasco 2 x 1. Ainda houve tempo para Léo Lima provocar Renato Gaúcho, técnico do Flu, que o repreendera por estar menosprezando o adversário com jogadas de efeito (ouviu como resposta que se entrasse em campo também seria driblado) e Alex Oliveira sair reclamando da arbitragem (tranquila na segunda etapa), além de insinuar um favorecimento ao Vasco (é mole?).</p>
<p>  Terminada a partida muita festa e sorrisos. O Vasco que se tornara freguês do Fluminense em decisões durante décadas e que até 1984 havia perdido seis seguidas e vencido apenas uma, no longínquo ano de 1946, transferira a freguesia vencendo de 1988 prá frente pela sexta vez consecutiva uma decisão contra a equipe pó-de-arroz.</p>
<p>  Se há uma coisa que o torcedor quer ver no dia seguinte de uma conquista do seu clube é aquele jornal estampado com manchetes hiperbólicas, odes aos vencedores, páginas e páginas de alegria, um culto, enfim, ao campeão. A manchete do “O Globo” que se auto-intitula o maior jornal do país; “Vasco merecido campeão na final da vergonha” (algo próximo a isso) irritou os vascaínos (todos eles, imaginamos). Como assim, final da vergonha? Um gol antológico, com letra e tudo, pode ficar em segundo plano, em relação a alguma confusão ou desentendimento no gramado? Quantas e quantas confusões ocorreram em decisões até aquela? </p>
<p>  Mas o ódio e o inconformismo já haviam ultrapassado a fronteira do bom senso. O merecimento do Vasco era o de ser campeão carioca na final da vergonha. O vascaíno deveria ter vergonha daquele título, conquistado de maneira tão brilhante. Campeão de todas as taças contidas nele (GB, Rio e Estadual). Apenas uma derrota em todo o campeonato (o Vasco perdeu para o Americano em Campos com um gol aos 45 minutos do segundo tempo, advindo de uma falta inexistente, apitada por nada mais nada menos que Samir Yarak o mesmo árbitro da decisão). Quatro vitórias em quatro jogos desde as semifinais. A letra de Léo Lima agrediu, pois escreveu uma história difícil de ser contada para quem via no título do Vasco um final infeliz.</p>
<p>   O Vasco foi Campeão Carioca pela vigésima segunda vez em sua história com 34 pontos, dez a mais que o segundo colocado, Fluminense, maior ataque da competição com 33 gols marcados (FEZ GOLS EM TODOS OS JOGOS, TENDO SIDO O ÚNICO CAMPEÃO CARIOCA DA DÉCADA A CONSEGUIR TAL FEITO).</p>
<p>    Na Copa do Brasil o Vasco chegou às quartas-de-final contra o Cruzeiro, grande papão do futebol brasileiro daquele ano e mais uma vez teve no apito o diferencial contra si. Depois de ser derrotado em Minas por 2 x 1, empatava com os cruzeirenses em São Januário na partida de volta em 1 x 1 quando aos 25 minutos da segunda etapa o recém contratado Edmundo sofreu pênalti claro não marcado ao lado direito da área, próximo à linha de fundo. Como se sabe uma vitória de 2 x 1 do Vasco levaria a decisão para os pênaltis. O resultado, no entanto, não se alterou até o fim e o Cruzeiro (futuro campeão) foi quem se classificou.</p>
<p>  Em 2003 foi realizado o primeiro Campeonato Brasileiro por pontos corridos. O Vasco ficou em décimo sétimo lugar entre 24 participantes. Não precisaria somar um ponto sequer nas últimas cinco rodadas da competição e assim mesmo se manteria na primeira divisão. Para não perder o hábito o clube foi prejudicado pela arbitragem em lances capitais nos seguintes jogos: Corínthians(C), São Paulo(F), Atlético-MG(C), Inter-RS (F), Paysandu(C)*, Cruzeiro (F), Figueirense (F), Santos (F),Goiás (F), Corínthians (F), Atlético-MG (F), Juventude (C), Grêmio (F). Apenas 13 jogos em 46. Pouco mais de um quarto tão somente. Os lances capitais tiraram do Vasco a vitória em seis partidas (numa delas de derrotado o time seria o vencedor do jogo), não ocasionaram um empate em três outros confrontos e interferiram na história do jogo ainda noutras quatro oportunidades. Com mais 16 pontos na tabela, considerando os embates em que a equipe empatou ou perdeu por diferença de um gol, o Vasco terminaria o Campeonato Brasileiro de 2003 com 70 pontos &#8211; na sexta colocação &#8211; classificado para a Sul-Americana e a três pontos e uma posição de se tornar apto para a disputa da Taça Libertadores do ano seguinte.</p>
<p> * No dia da partida contra o Paysandu em São Januário o time da colina adentrou ao gramado com uma faixa preta em protesto pelas más atuações dos árbitros contra o clube na competição. Estávamos na décima oitava rodada do primeiro turno. Para aquele dia de nada adiantou. O árbitro Giuliano Bozzano deixou de marcar um pênalti claríssimo sobre Edinho ainda na primeira etapa, quando o placar ainda não havia sido alterado, em lance que inclusive ocasionou a substituição do lateral e outro, na segunda etapa, quando os paraenses já venciam por 1 x 0, desta vez cometido sobre Edmundo. Curiosamente, a dez minutos do fim, o apitador enxergou bem uma penalidade máxima contra o Vasco não titubeando em marcá-la a favor do &#8220;papão da Curuzu&#8221;. O placar final do jogo foi 2 x 0 para os visitantes. Como saldo positivo do protesto o Vasco deixou de ser roubado em São Januário (o jogo contra o Juventude foi no Maracanã) e passou a ser garfado fora do Rio.</p>
<p>  O Fluminense escapou do rebaixamento na última rodada, enquanto o Botafogo disputou a segunda divisão em 2003.</p>
<p>  Na primeira fase da Copa Sul-Americana de 2003 o Vasco participou de um triangular contra Grêmio e São Paulo, empatando com os gaúchos no Rio e, com isso, ficando obrigado a vencer o tricolor paulista em São Paulo (apenas uma equipe se classificava para a fase seguinte). Os cruzmaltinos  perderam por 2 x 0 e – como não poderia deixar de ser – o primeiro gol sofrido pelo Vasco, logo aos cinco minutos do primeiro tempo, foi ilegal.</p>
<p>   O ano de 2003 reservou outros momentos de destaque, fora do futebol. No Pan-Americano atletas do Vasco trouxeram oito medalhas de Santo Domingo, República Dominicana. Ao final dos jogos, em resposta a declarações ameaçadoras do COB quanto ao corte de verbas no Vôlei de Praia, Shelda, parceira de Adriana Behar, ambas medalhista olímpica em Sidney declarou não receber apoio daquela entidade e finalizou dizendo: “Só competimos em Winnipeg (sede do Pan-Americano anterior) porque o Eurico Miranda fretou um avião para que chegássemos a tempo”. </p>
<p> No Remo o campeonato estadual ficou sub-júdice com Vasco e Flamengo pleiteando o título. Caso a conquista venha a ser ratificada para o Vasco, como se espera, o clube terá confirmado seu terceiro hexa-campeonato de Remo em toda a história da competição. Após o hexa-deca, de 1944 a 1959, seria esta conquista a repetição da segunda maior sequência de títulos, conforme já ocorrera entre os anos 20 e 30.</p>
<p>  Também em 2003 passou a vigorar o Estatuto do Torcedor. Os clubes ameaçaram paralisar o Campeonato Brasileiro caso algumas exigências não fossem revistas. Entre elas uma a ser destacada que realmente beirava o absurdo. Os dirigentes seriam os responsáveis por problemas ocorridos não só dentro como fora dos estádios ficando, no caso, a competência do Poder Público desatrelada da responsabilidade deste em garantir a boa ordem no local e imediações próximas ao evento. </p>
<p> Em abril daquele ano foi inaugurada a concentração de São Januário para os atletas profissionais. A economia calculada na época era de 15 mil reais por jogo.</p>
<p> No mês em que o clube completava 105 anos foi lançado o programa de sócio torcedor (Sou Vascão) que previa vários ganhos para os que aderissem a ele, desde diploma à camisa oficial do clube, nome registrado na Calçada da Fama e ao fim de 36 parcelas de contribuição (R$15,00 cada) a aquisição de um título de sócio proprietário do clube, o que todos sabem é um patrimônio adquirido pelo sujeito, transferível inclusive a terceiros. O programa era o mais democrático possível pois dava a oportunidade a vascaínos de todas as classes, de norte a sul do país de adquirir seu título de sócio e marcar seu nome, literalmente, na história do Vasco, simbolizada pelo complexo de São Januário. </p>
<p> Após o lançamento da chapa Explosão Vascaína, que usava o nome do ex-artilheiro e ídolo Roberto Dinamite para tentar levar o MUV ao poder, este se mostrava preocupado em ganhar as eleições de São Januário mas não levar. Segundo eminências da sigla havia um grande temor entre eles de se perder mesmo assim o pleito na Lagoa diante dos 300 conselheiros aptos a votar naquela eleição. </p>
<p>  Eurico Miranda lançou sua chapa a pouco mais de um mês do pleito. Na ocasião agradeceu nominalmente ao atleta Romário, o técnico Antonio Lopes e os companheiros de diretoria Amadeu Pinto da Rocha, José Luís Moreira e ainda a Pedro Valente, parceiro seu de inúmeras e antigas jornadas, que voltara a apoiá-lo. Além disso, fez um agradecimento a todos os seus diretores, colaboradores e corpo funcional do clube, criticando, em seguida, a ausência de Antonio Soares Calçada, pelo fato dele Eurico ter assumido todas as responsabilidades da gestão do ex-mandatário, desde CPI, passando por Polícia Federal, entre outros.</p>
<p> Após vencer o pleito por 111 votos de diferença Eurico Miranda abriu a porta para todos aqueles que tivessem interesse em ajudar, incluindo Roberto, que, por sua vez, reclamou de irregularidades na eleição e disse que tentaria na Justiça anular o pleito.</p>
<p> Quase perto do Natal o MUV (se utilizando como faz até hoje da “Coluna de Prima” do jornal “O Lance!”) quis fazer os partidários de sigla acreditarem em Papai Noel. Assim foi escrito no veículo pró MUV e hoje, sabidamente, pró- falecidos de sigla.</p>
<blockquote><p>  ONG tentará anular eleições do Vasco na Justiça </p>
<p>“A ONG Torcida Ativa vai acionar Atlético-MG, Vasco e Santos. A ONG pedirá anulação do resultado das eleições desses clubes, que segundo ela não cumpriram o novo Código Civil na votação ao restringir a presença dos sócios.” </p></blockquote>
<p>  Mas o MUV não esperou pela ONG e entrou com uma ação pedindo a anulação do pleito em que fora derrotado. Após não obter a tutela antecipada quanto ao seu pedido em primeira instância e depois, no dia 30/11/2004 em segunda instância, perdendo por 3 x 0, a sigla , entre recorrer à Brasília e declarar que as irregularidades eram fato, para além do que conseguira provar na Justiça, obviamente preferiu a segunda hipótese. O Advogado do Vasco na ocasião foi o Dr. João Carlos Gomes Ferreira.</p>
<p> O ano de 2003 terminou com o clube enfrentando ainda muitos problemas financeiros e, por conta deles, impossibilitado, inclusive, de manter Edmundo para o ano seguinte. A partir de 2004 a ordem seria a manutenção da filosofia de contenção das despesas e um investimento maior ainda na base, bem como a celebração de acordos que pudessem viabilizar a administração e o cumprimento dos seus compromissos diante de funcionários, fisco e credores.<br />
Xxxxxxxxx<br />
Vamos agora aos seus questionamentos:</p>
<blockquote><p>1) Ano III sem Patrocínios;</p></blockquote>
<p>Ano 1 e meio sem patrocínio. A proposta da Coca-Cola não agradou. </p>
<blockquote><p>
2) Ganha o título do Campeonato Carioca de 2003, contra o Flumerdense;</p></blockquote>
<p>  Um título, por sinal, que vascaínos de merda tentam não considerar, sendo estes a marca da vergonha junto ao jornal que fez de uma conquista irretorquível e brilhante algo menor ou pouco relevante. </p>
<blockquote><p>3) Nova Campanha pífia na Copa do Brasil;</p></blockquote>
<p> Novo comentário pífio seu. Caímos nas quartas-de-final diante do campeão do ano que contou também com a arbitragem para conseguir passar de fase.</p>
<blockquote><p>4)  Outra Campanha pífia no Brasileiro, sempre lutando contra o rebaixamento, dessa vez, Valdir e Fábio &#8217;salvam&#8217; o Vasco com a ajuda de Edmundo;</p></blockquote>
<p> O Vasco não lutou contra o rebaixamento hora nenhuma em 2003, pois nunca freqüentou tal zona nas 46 rodadas da competição. Lutou sim contra a arbitragem que impediu uma campanha condizente com aquilo que a equipe produziu em campo, conforme foi detalhadamente explicado.</p>
<blockquote><p>5) Contrata Edmundo;</p></blockquote>
<p>  Boa contratação.</p>
<blockquote><p>6) Começa o Sócio-Torcedor;</p></blockquote>
<p>  E infelizmente termina após o golpe para ser trocado pelo nada naquele ano e, em seguida, em 2009 por um outro plano considerado lesivo ao clube, segundo seu Conselho Fiscal.</p>
<blockquote><p>7) Ganha as Eleições de forma nebulosa (para não dizer fraudulenta) com diferença de apenas 111 votos, em meio a diversas denúncias que estão tramitando até hoje, e com o Processo, sem o julgamento do &#8216;Mérito&#8217;;</p></blockquote>
<p>  A eleição foi ganha de forma limpa, o MUV tentou na Justiça fazer valer suas teses mirabolantes e perdeu em duas instâncias passando a deixar de lado tal ação, posta com o único intuito de criar factóides junto a correligionários. A estratégia foi tentar a tutela antecipada. Se houvesse vício insanável na cabeça do juiz e magistrados esta teria sido dada. Um indício de que a historinha contada pela sigla não teria final feliz ante à Justiça, na época. Talvez se tivesse ocorrido uma revelia&#8230;</p>
<blockquote><p>8) Atrasa o salário de Edmundo que força a barra para sair;</p></blockquote>
<p>  Edmundo resolveu sair após o fim do Campeonato Brasileiro. De maneira muito clara foi dito por Eurico Miranda em 22 de dezembro o seguinte: “Não vou pagar o Edmundo e deixar de honrar os compromissos com os peões, aqueles que recebem pouco”. Opção de gestão.</p>
<blockquote><p>9) Acerta com a Umbro;</p></blockquote>
<p> Errou de ano.</p>
<blockquote><p>10) Reconhece a dívida com a Globo e assina uma confissão de R$ 60 Milhões;</p></blockquote>
<p>  A Globo dizia que o valor devido pelo Vasco era de 45 milhões, enquanto o Vasco afirmava ser este de 37 milhões. Chegaram a um acordo quanto a tais números. Sessenta milhões é outro delírio seu.</p>
<blockquote><p>11) Assina com Romário a confissão de uma Dívida de R$ 20 Milhões;</p></blockquote>
<p> Dívida esta já explicada por que motivo foi confessada. Num período em que ditos grandes vascaínos milionários se esconderam, ou instados a ajudar se recusaram, um atleta se dispôs a ajudar o clube, asfixiado pelo torniquete financeiro imposto, com orgulho, pela Globo.</p>
<blockquote><p> 12) Recusa um Contrato de Patrocínio de R$ 700 Mil/Mês oferecido pela Siemens através de C.A. Torres;</p></blockquote>
<p>  E também uma proposta para adquirir um terreno na lua&#8230;</p>
<p>  Sérgio Frias  </p>
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		</item>
		<item>
		<title>Resposta a patetices 2 &#8211; 2002</title>
		<link>http://www.casaca.com.br/home/2010/05/19/resposta-a-patetices-2-2002/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 May 2010 21:46:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canelada!]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuando as respostas ao Junior seguimos com o ano de 2002.
Recomenda-se àqueles interessados na leitura que a façam de forma cronológica pois verão a situação como um todo e não a realidade de um único momento. Este é o segundo texto da série.
O Vasco começa o ano contratando, apesar da difícil situação financeira que vivia. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuando as respostas ao Junior seguimos com o ano de 2002.</p>
<p>Recomenda-se àqueles interessados na leitura que a façam de forma cronológica pois verão a situação como um todo e não a realidade de um único momento. Este é o segundo texto da série.</p>
<p>O Vasco começa o ano contratando, apesar da difícil situação financeira que vivia. Traz Leonardo Moura para a lateral direita, Alex Oliveira (emprestado ao Bahia para a disputa do Campeonato Brasileiro do ano anterior) e Felipe retornam, este após ter sido emprestado para o Palmeiras, e aposta no garoto Rodrigo Souto vindo do São Cristóvão que logo tem a chance de atuar no time principal em algumas partidas. Ao mesmo tempo começa a contar com Sousa no ataque. Por outro lado saem do clube em virtude de salários atrasados o meia Fabiano Eller e o atacante Dedé. O empréstimo de Juninho Paulista não é renovado pelo Vasco. O atleta quis adquirir o passe livre no final de 2001, mas perdeu na Justiça do Trabalho (o processo foi extinto) e o Vasco preferiu não mais tê-lo em seu plantel. Juninho foi para o Flamengo. Romário e Euller renovam por mais seis meses.</p>
<p>Para falarmos sobre o famoso episódio da tribuna envolvendo o ex-atleta Roberto Dinamite (conselheiro da situação) e direta ou indiretamente Eurico Miranda (como queira) precisamos voltar um pouquinho no tempo. Mais precisamente ao ano de 2001. O Vasco vivia uma situação dificílima sob o aspecto financeiro, como já foi dito. Eurico Miranda convocou sócios, torcedores, vascaínos em geral, para participar de um protesto nas imediações do estádio contra tudo aquilo que o clube vinha sofrendo. O conselheiro da situação Carlos Roberto de Oliveira esteve presente ao evento e aproveitou a oportunidade para dar uma entrevista para o jornal Lance. Surpreendentemente, ao invés de falar sobre o absurdo daquilo que estava sendo feito contra o Vasco resolveu insinuar poder vir a ser um nome de consenso para gerir o clube. Usou o momento para se promover e isso pegou muito mal dentro do Vasco. Enquanto as pessoas estavam trabalhando e agüentando todo o tipo de pressão para manter o clube em pé, o ex-artilheiro (que nada fazia para ajudar, mesmo porque trabalhar de graça não era com ele) trazia para si os holofotes daquilo que deveria ser um momento do Vasco repudiando a ação global contra o clube. Na festa de aniversário do Vasco, Roberto tentou se justificar, embora sem ser questionado por ninguém a respeito. Falou que tinha o direito de almejar ser presidente do clube. Eurico Miranda a seguir disse que qualquer um poderia almejar ser presidente do Vasco desde que se preparasse para isso. A relação ficou meio estremecida e aí chegamos à estréia do Vasco no Torneio Rio-SP de 2002. Calçada viu Roberto ali pelas sociais e o convidou para a tribuna de honra, sabendo que não tinha esse direito. A coisa chegou aos ouvidos de Eurico. Este disse que sem convite não poderia ninguém estar presente na tribuna. Que se chegasse à sala dele e fosse pedido o convite a fim de ter liberado o acesso àquele espaço. Roberto foi informado disso e saiu da tribuna sem fazer qualquer menção de ir à sala da presidência solicitar o convite. Ficou ainda um pouco pela social e foi embora queixando-se junto à imprensa, algo que faria no decorrer dos próximos oito anos, como continua a fazer. A mídia tornou o episódio o mais sensacionalista possível e muitos acreditam ter Eurico expulso Roberto de São Januário, ou posto prá fora da tribuna com as próprias mãos, entre outras versões.</p>
<p>No Torneio Rio-SP o Vasco é prejudicado no jogo que o levaria às semifinais, de forma clara, pela arbitragem. Na última partida da fase regular contra o Corinthians no Canindé dois pênaltis claros não são marcados a favor da equipe carioca, o último deles aos 40 minutos da etapa final. Precisando da vitória e todo à frente, os cruzmaltinos tomam um gol aos 46 minutos do segundo tempo que seria o da vitória corintiana por 1 x 0. Até mesmo Juca Kfouri no seu programa dominical da Rede TV mostrou-se estarrecido com as penalidades ignoradas a favor do Vasco por parte da arbitragem. Com aquele papo de “temos que admitir”ele firmou sua posição a respeito.</p>
<p>Na Copa do Brasil, o Vasco caiu nas quartas-de-final diante do São Paulo. </p>
<p>Antes disso, porém, quiseram tirar a classificação do Vasco obtida em campo frente ao CSA, na canetada. Isso mesmo. Na canetada. O Vasco havia escalado um atleta, João Carlos, supostamente sem condição de jogo. O CSA queria os cinco pontos, mas a ação de dois advogados competentes e conhecedores de seu ofício, doutores Paulo Reis e João Carlos Gomes Ferreira, transformaram em pó o sonho alagoano.</p>
<p>Na primeira partida realizada em São Januário os fatos ocorridos transformaram-se em história mal contada. Houve um gol do São Paulo anulado por posição de impedimento (que não havia), porém o lance se inicia numa falta cometida sobre o defensor cruzmaltino (não marcada). O árbitro Luciano de Almeida foi salvo pelo erro do bandeira, pois caso contrário teria validado um gol ilegal. No início do segundo tempo Euller passa por seu marcador que tenta derrubá-lo a um metro e meio da área. Euller insiste em tentar conseguir seguir no lance e o são-paulino num ato progressivo o derruba de vez a centímetros da área. O juiz comete dois erros num lance só. Marca pênalti a favor do Vasco e não expulsa o defensor do São Paulo. Romário converte a penalidade. Minutos depois pênalti claríssimo sobre Euller não é marcado e mais tarde o atleta Reginaldo do São Paulo leva o segundo cartão amarelo, mas não o vermelho e permanece em campo por alguns minutos até que o apitador seja avisado do erro e expulse o infrator. A repercussão na mídia foi a de que o clube da colina havia sido francamente beneficiado pela arbitragem. A Rede Globo considerou o lance do pênalti um metro e meio fora da área, congelando a imagem no início da falta, sem levar em consideração a continuação do lance. Na semana seguinte em São Paulo toda a pressão foi feita contra o Vasco. Conselheiros tricolores tentaram agredir a comissão técnica do Vasco. A equipe só entrou em campo com garantia da polícia. O São Paulo se aproveitou da instabilidade emocional do time (que teve Géder expulso ainda na primeira etapa) e abriu 2 x 0 no período inicial. No segundo tempo teve mais pernas e  venceu por 4 x 0 eliminando o Vasco da competição.</p>
<p> No dia seguinte, em programa da ESPN Brasil, na hora do almoço, Felipe era o convidado. Após uma série de críticas ao Vasco por parte dos dois comentaristas, um deles virou-se para o craque e perguntou se era comparável a estrutura do Vasco a do Palmeiras. O craque respondeu: &#8211; Não tem comparação. O comentarista abriu um sorriso, mas Felipe completou: &#8211; A estrutura do Vasco é muito maior. O Palmeiras só tem os campos do CT e mais nada. O Vasco dá tudo aquilo que o atleta precisa&#8230; Quando mudaram de assunto e resolveram perguntar ao atleta sobre o jogo frente ao São Paulo, Felipe disse ter havido muita pressão antes da partida, em virtude daquilo que fora exposto durante a semana, por ocasião da partida de ida. Reclamou da arbitragem, mas finalizou dizendo: &#8211; Mas tava todo mundo torcendo mesmo, né? A câmera pegou dois sorrisos sem graça dos tais comentaristas.</p>
<p> O Estadual foi um fracasso de mídia e público. O Vasco ainda tentou levar a sério o certame chegando ao vice campeonato dos dois turnos, mas na hora da decisão já não contava mais com Euller, Alex Oliveira e Romário todos com contratos encerrados no final de junho (Euller rescindiu 26 dias antes, após receber proposta do futebol japonês, Alex Oliveira chateado com a reserva 25 dias antes) e Felipe, negociado com o futebol turco por 4 milhões de dólares, cabendo ao Vasco 1,7 milhões após acordo referente aos salários atrasados. Também na mesma época o Vasco negociou João Carlos para o Badajos, da Espanha. O goleiro Helton sairia em agosto. Valeu-se da Lei Pelé para tal, embora o Vasco ainda tentasse junto aos órgãos competentes permanecer com os direitos do atleta, sob o argumento de que este fizera o contrato anterior regido pela antiga lei e, com isso, não tivesse direito de receber o passe livre. O goleiro ganhou a briga judicial, o que desmonta toda e qualquer teoria feita a respeito de preparação dos clubes brasileiros com relação à Lei Pelé. Quem fez contratos pela lei antiga, mesmo longos (máximo de três anos), ficou sem o jogador quando o compromisso expirou já na vigência da lei nova. Todos os clubes brasileiros perderam dinheiro com isso. Estavam de mãos atadas. Não havia o que fazer. </p>
<p>Mas o Vasco corria atrás de seus direitos e vendia caro as perdas. Nenê, pivô do basquete, fugiu para os EUA a fim de jogar na NBA e foi logo se apresentando ao Denver Nuggets. O Vasco correu atrás das entidades competentes, ameaçou impedir o atleta de atuar por lá e dirigentes do Denver acordaram um valor com o clube para a negociação. Na época foram 750 mil dólares, quantia até então jamais conseguida na negociação de atleta daquela modalidade para o exterior, por parte de um clube brasileiro.</p>
<p>O primeiro semestre de 2002 foi talvez o pior período sob o aspecto financeiro, pois as fontes de empréstimo estavam se esgotando, o torniquete em pleno andamento e as pressões por resultados em nível máximo. Salários atrasados e muita cobrança por parte de todos. </p>
<p> Após saídas e negociações o Vasco pôs em dia os salários no mês de julho pontuando tê-lo feito no dia 10. Vinte e quatro horas depois anunciava um novo fornecedor de material esportivo, a Umbro e, em seguida, divulgava o acordo feito com VGL, Nations Bank e Kappa, liberando finalmente a marca, presa até então. O técnico Evaristo de Macedo exigia reforços ainda em julho e Eurico afirmava que priorizaria o pagamento de salários. Ao mesmo tempo o presidente vascaíno partia para o enfrentamento com a Globo. Esta além de não pagar nada pelas transmissões de jogos do Vasco, sob o argumento dos adiantamentos, ainda punha juros sobre a dívida que dizia o Vasco ter, ao seu bel prazer. Enquanto isso o governo baixava Medida Provisória obrigando os clubes a se transformarem em empresa. Eurico disse que a medida era inconstitucional e que o Vasco não iria cumpri-la.</p>
<p> Em 04 de agosto o Vasco voltou a deixar salários em dia e, na ocasião, era o único clube grande do Rio nesta situação. Foi estipulado um teto de 50 mil reais de salário para atleta de futebol. Logo depois houve um acerto com a Globo e o Vasco que já havia trazido Ramon pôde também contar com Petkovic anunciado no dia do aniversário do clube.</p>
<p> No Brasileiro o Vasco voltou a ficar a seis pontos da classificação para os play-offs. O que  mudou foi o número de jogos em que a equipe sofreu prejuízos de arbitragem. Somaram oito no total nas 25 rodadas da fase regular, sendo cinco deles em lances capitais que mudariam a história da partida. Desta vez os felizardos foram Juventude, Atlético-MG, Santos (oitavo colocado), Fluminense e Corínthians. Faça a pesquisa sobre os benefícios de arbitragem ao Vasco naquele campeonato.</p>
<p> Nos esportes olímpicos o clube conseguiu títulos no Basquete Feminino (primeiro e único Campeão Sul-Americano da história) e foi pentacampeão estadual de Remo, além de conquistas em outras quatro modalidades.</p>
<p> No final do ano o clube lançou seu Centro de Memória, com fundamental participação do hoje Grande Benemérito Luiz Manoel Fernandes.</p>
<p> Flamengo e Botafogo brigaram lado a lado na zona do rebaixamento. A cinco rodadas do fim um jogo de vida ou morte entre ambos foi vencido pelo rubro-negro por 2 x 0. O Botafogo caiu junto com o Palmeiras.<br />
Xxxxxxxxxxx</p>
<p>Seus questionamentos:</p>
<p>1) Ano II sem Patrocínio;</p>
<p>- Em 2002 o Vasco só teve seis meses para conseguir patrocínio, pois até então a marca estava presa. Um dia antes de fechar o acordo para recuperação da marca acertou com a Umbro. Portanto, ano meio sem patrocínio.</p>
<p>2) Contratações de Jogadores sem expressão alguma, que conduzem o Vasco a um papelão no Carioca, Copa do Brasil e o primeiro ano de risco de Rebaixamento no Brasileiro, com Petkovic e Fábio fazendo milagres;</p>
<p> &#8211; O Carioca não teve expressão nenhuma em 2002. A final só não foi Bangu x Americano pela mão grande do árbitro que operou os banguenses na semifinal. Na Copa do Brasil o Vasco saiu nas quartas-de-final. Engraçado. Quando o Vasco toma de  4 x 0 do Botafogo, com maioria no estádio, levando olé, o torcedor aplaude e diz que é acaso, mas quando perde pro São Paulo no Morumbi, com um a menos desde o 1º tempo, pressão antes do jogo, covardia e ainda com a mídia torcendo descaradamente contra, aí é papelão. Que estranho&#8230; O Vasco precisava fazer um ponto apenas nos últimos três jogos para não cair. Se não fôssemos prejudicados pela arbitragem chegaríamos aos play-offs. O mais eficiente jogador do Vasco no Brasileiro de 2002 foi o Ramon.</p>
<p>3)* Exceção à contratação de Petkovic, não contrata jogador algum a nível de Vasco;</p>
<p>   O Vasco tinha também Russo, Ramon e Valdir. Os três na época eram jogadores em nível de Vasco, como Géder, Rodrigo Souto, Léo Lima, e Souza, além de Pet e do goleiro Fábio. Lembra do Marcelo, zagueiro? A torcida gostava dele e o aplaudia nos piores momentos da equipe. Para os torcedores, na época, era, portanto, jogador também em nível de Vasco. E olha que a torcida do Vasco era muito mais exigente do que hoje em dia.</p>
<p> 4)*Felipe e Pedrinho para Alexandre Martins e Reinaldo Pitta, em troca de dívidas existentes com ambos;</p>
<p> &#8211; Pedrinho, como já foi dito, foi vendido em 2001. Felipe ainda rendeu ao Vasco 1,7 milhões de dólares fora o acordo pelos atrasados. Vender ao empresário parte do que já seriam direitos econômicos sobre Felipe foi uma forma do Vasco sobreviver naquele momento. Curioso é que hoje o Vasco faz isso com uma série de atletas da base (não apenas com um ou dois) e nada é questionado. E olha que tem cota de TV, Eletrobrás, investidores, &#8230; Eurico fez isso num momento em que não havia da onde se obter dinheiro, de fato, sem o melodrama do “novo”Vasco.</p>
<p>4) * Eurico não se reelege Deputado Federal e tem uma votação pífia;</p>
<p> &#8211; Teve 25.000 votos. Não é pífio, mas, de fato, não foi suficiente para que fosse reeleito. Mas e daí? </p>
<p>5)* Sem $$ para contratar, aposta tudo na tal da ‘Geração 84′ , promovendo quase todos para os Profissionais;</p>
<p> &#8211; Nenhum jogador da geração 84 atuou no Brasileiro de 2002. </p>
<p>6)* Não disputa nenhum título em condições de ganhar, tendo somente, um desempenho razoável no Torneio Rio-São Paulo;</p>
<p>- Se os árbitros não deixam o Vasco chegar em condições de ganhar, realmente não há como isso ocorrer. Curioso como os vascaínos puseram a culpa na arbitragem pelas eliminações contra Corínthians e Vitória em 2009 e 2010, mas não pensam o mesmo daquela época em que éramos flagrante e sistematicamente prejudicados pela arbitragem.</p>
<p>7) Expulsa Roberto Dinamite da Tribuna de São Januário;</p>
<p>- Não permite que alguém sem convite lá esteja, sem a solicitação do mesmo, não se negando a dá-la de antemão caso haja tal solicitação. Essa é a verdade. A forma como a fantasiaram e tornaram o fato algo sensacionalista é responsabilidade de quem propagou isso e também daqueles que já sabedores da verdade preferem a manutenção do mesmo discurso.</p>
<p>8)Adquire, através de arrendamento, o Vasco-Barra;</p>
<p>- Toma o espaço do Flamengo e começa a desenvolver um trabalho naquele local voltado para a base.</p>
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		<title>Por quem choras, Carlos Roberto?</title>
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		<pubDate>Wed, 19 May 2010 00:34:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A entrevista coletiva para apresentação de Celso Roth como novo técnico do Vasco foi marcada por um momento de emoção do presidente do clube Roberto Dinamite. O dirigente quase foi às lágrimas ao falar do ex-treinador Gaúcho, seu amigo pessoal. 
- Quero aproveitar para agradecer ao trabalho do Gaúcho e dizer para vocês, que estão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A entrevista coletiva para apresentação de Celso Roth como novo técnico do Vasco foi marcada por um momento de emoção do presidente do clube Roberto Dinamite. O dirigente quase foi às lágrimas ao falar do ex-treinador Gaúcho, seu amigo pessoal. </p>
<p>- Quero aproveitar para agradecer ao trabalho do Gaúcho e dizer para vocês, que estão nos meios de comunicação, a importância que ele tem, além do trabalho profissional. Que vocês conquistem a amizade, o respeito e o carinho das pessoas. E o Gaúcho faz parte disso na minha vida – disse Dinamite com a voz embargada e os olhos cheios de lágrimas. </p>
<p>Roberto Dinamite aproveitou para mais uma vez defender Gaúcho. Os dois foram companheiros quando jogavam pelo Vasco e, por isso, o técnico foi muitas vezes acusado de ser “amigo do presidente”. </p>
<p>- Quero aproveitar para dizer que o Gaúcho não foi técnico por ser amigo do Dinamite, mas por ser um bom profissional. </p>
<p>Fonte: GloboEsporte.com<br />
xxxxxxx<br />
Queremos aproveitar a oportunidade para dizer que o Sr. Carlos Roberto de Oliveira é um cara de pau.</p>
<p>Se Gaúcho não foi elevado ao cargo de técnico por ser amigo do &#8220;presidente&#8221; e sim por ser bom profissional como é que este é tirado do cargo 36 dias após assumi-lo como bode expiatório do atual momento do time?</p>
<p>O seu amigo Gaúcho afirmou ontem que nunca pediria para sair, portanto, se achava capaz de continuar e ratificava o pensamento do &#8220;presidente&#8221;, achando-se um bom profissional.</p>
<p>Entre a amizade e a esquiva, entre a gratidão e a traição, entre a verdade e a mentira, entre assumir algo ou sumir, entre ser claro, ou obtuso, entre o Vasco e seus interesses políticos, ganha sempre a segunda hipótese.</p>
<p>Vá contar historinha prá sua turma, &#8220;presidente&#8221;.</p>
<p>Casaca!</p>
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		<title>Resposta a patetices 1 &#8211; 2001</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 10:09:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canelada!]]></category>

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		<description><![CDATA[Senhoras e senhores,
Há oportunidades que, de fato, são de ouro. Tenho respondido a um rapaz que se auto-intitula Junior e possui e-mail do mesmo nome. Ele é daquele tipo: você responde A, ele fala de B, você responde B e C, ele fala de D. Quando o alfabeto acaba passa a questionar em aramaico ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Senhoras e senhores,</p>
<p>Há oportunidades que, de fato, são de ouro. Tenho respondido a um rapaz que se auto-intitula Junior e possui e-mail do mesmo nome. Ele é daquele tipo: você responde A, ele fala de B, você responde B e C, ele fala de D. Quando o alfabeto acaba passa a questionar em aramaico ou japonês. </p>
<p>É aquele sujeito que não vai se convencer de nada nunca, por mais que se mostrem os fatos. Mas, sabe como é, no desespero a pessoa põe tudo prá fora e escreve o que lhe vomitam por vários anos repetindo igual papagaio. Aí nos dá a chance de responder a ela aos bulímicos, aos inimigos do Vasco e relembrar a todos como foi a trajetória do clube de 2001 prá cá de forma clara e sem as fantasias da imprensa e dos patéticos oposicionistas de Eurico Miranda. </p>
<p>Por outro lado, os questionamentos expostos do ano de 2001 a 2008 (até o golpe) &#8211; devidamente separados pelo autor &#8211; tornariam o texto por demais alongado e dessa forma optei por respondê-los separando ano por ano. Talvez de dois em dois dias eu vá destrinchando esse período.</p>
<p>O e-mail passado pelo Junior fica guardado e ao final será exposto na íntegra.</p>
<p>Evidentemente não ficarei respondendo outros questionamentos das mesmas épocas para o próprio Junior e afins, nem o farei relativo a anos que não sejam objeto do texto, pois, como disse no início, as elucidações de A a Z ainda assim, por pirraça, ensejarão outras com o objetivo de obscurecer a série de bobagens ditas e repetidas por patetas de plantão.</p>
<p>Boa leitura a todos.</p>
<p>PS: A pergunta inicial do Junior foi: &#8220;Bruno Martins quem acabou com o Vasco?&#8221; do tópico &#8220;A Herança maldita que será deixada pelos Herdeiros malditos.&#8221; Dali por diante, &#8220;deitou falação&#8221;&#8230;<br />
Xxxxxx<br />
Resposta a Junior referente a 2001:</p>
<p>Introduzamos com as causas que levaram a atitudes tomadas em 2001, voltando ao ano 2000.</p>
<p>- Após a perda do Campeonato Carioca a Rede Globo elaborou matéria sacaneando o Vasco por obter apenas um título no futebol em 17 meses (Torneio Rio-SP) e colecionar vários vices desde dezembro de 1998. Uma forma de falar bem do Flamengo que conquistara dois cariocas e uma Mercosul no mesmo período. Se a matéria levasse em conta os últimos 24 meses, o Vasco teria mais uma Libertadores, um Brasileiro e um Carioca, dois desses títulos vencidos no ano do Centenário. A idéia foi um sucesso também na mídia impressa. </p>
<p>- O Brasileiro ia para os play-offs e a Copa Mercosul também. O Vasco foi obrigado a atuar nas seguintes datas:<br />
22/11 – River Plate-ARG (4 x 1) – Buenos Aires<br />
25/11 – Bahia (3 x 3) – Fonte Nova<br />
28/11 – Bahia (3 x 2) São Januário<br />
30/11 – River Plate-ARG (1 x 0) São Januário<br />
03/12 – Paraná (3 x 1) São Januário<br />
06/12 – Palmeiras (2 x 0) São Januário<br />
09/12 – Paraná (0 x 1) Couto Pereira</p>
<p>A partir daí, a sugestão da emissora, que tinha o direito sobre os dois campeonatos, era a de que o Vasco jogasse na terça (12/12) a segunda partida decisiva da Copa Mercosul contra o Palmeiras, em São Paulo, na quinta uma terceira partida contra o próprio Palmeiras, caso fosse necessária, no sábado a primeira partida semifinal do Brasileiro contra o Cruzeiro, na terça seguinte uma outra contra o mesmo Cruzeiro em Minas e na hipótese de classificação da equipe para a final contra Grêmio ou São Caetano, atuaria contra o adversário na quinta e no sábado, a fim de que o Campeonato Brasileiro terminasse no dia 23/12, sem mexer na programação prevista para o final de ano da emissora. O Vasco não aceitou e isso azedou as relações do clube com ela, que, diante da posição vascaína, dizia-se ter perdido muita grana relativa a eventos já vendidos de final de ano, bem como pela necessidade de adequação de sua grade ao Vasco e seus triunfos.</p>
<p> &#8211; Como se sabe, o Vasco brigou por seus direitos, chegou a conseguir liminar para não atuar numa partida contra o Cruzeiro numa data que não lhe agradou e venceu a Mercosul , além de chegar à final do Brasileiro.</p>
<p>- O Banco da parceria devia 12 milhões de dólares ao Vasco, mas não pagava o clube desde meados do segundo semestre, descumprindo o contrato firmado. Na verdade o Banco pretendia participar da gerência do Vasco, o que nunca foi nem seria aceito por Eurico Miranda. Virou o ano com pendências junto ao clube, mas como tinha negócios com a Globo, dizia para o Vasco pegar dinheiro com a emissora, que até o episódio do final de 2000 o fornecia de bom grado.</p>
<p> Agora sim, vamos para 2001:<br />
 &#8211; A Globo &#8211; a partir do episódio de São Januário na partida contra o São Caetano &#8211; quando editou imagens querendo sugerir ao público que Eurico não se importava com torcedores, como se fosse um insensível, desumano, etc&#8230; &#8211; começou a fazer campanha nos bastidores para que o Vasco perdesse o título para o São Caetano na canetada. Teriam, entretanto, que dobrar Eurico para obter isso e ele se mexeu no intuito de evitar o que o Clube dos 13 na época chegou a votar a favor, ou seja, dar o título para o clube paulista. O Vasco, através de Eurico, rompeu com o Clube dos 13, a partida foi remarcada e nela falou-se que o Brasil inteiro estaria torcendo contra o Vasco. A pesquisa minutos antes do time entrar em campo dava quase 90% torcendo para o time de São Paulo. O Vasco adentrou no gramado com a missão de derrubar 90% dos que assistiam ao jogo e mostrar sua força à própria Rede Globo. Jogou com o SBT na camisa e foi tetra em ritmo de festa.</p>
<p>- A esta altura, o Vasco &#8211; sem conseguir receber os 12 milhões de dólares devidos pelo Banco &#8211; havia denunciado o contrato por descumprimento da outra parte.</p>
<p>- Semanas depois do jogo contra o São Caetano a Rede Globo, através de um dos seus executivos, afirmou  que a empresa aplicaria um torniquete financeiro no Vasco e que este levaria o clube a naufragar, sem ter como pagar suas contas, funcionários, compromissos e, com isso, tiraria Eurico Miranda do Vasco.</p>
<p>- Com a marca presa, em função da ação que corria na Justiça, mais a interpretação da Globo que considerou o adiantamento dado ao Vasco, como se de cotas da TV fosse, mais ainda o aparato dado por ela à VGL que dizia ter a receber do Vasco dezenas de milhões, e com uma série de compromissos firmados pela gestão anterior referentes a vários contratos em vigor de atletas dos mais variados esportes, entre “n” outras obrigações, e sem dinheiro algum por receber, Eurico assumiu a presidência do Vasco, com um time caro e uma cobrança por resultados sempre alta.</p>
<p>- Com o auxílio de Romário e a ajuda dos que podiam fazê-lo, o Vasco no primeiro semestre daquele ano ainda conseguiu vencer a Taça Rio, de forma invicta, igualar o recorde de vitórias consecutivas na Taça Libertadores (8), até ali pertencente ao Cruzeiro, obter uma indenização pela frustrada venda de Felipe para o Roma e ao final do estadual vender Paulo Miranda pelo valor de 2 milhões de dólares, previamente exigidos e acertados com quem se dispunha a viabilizar o negócio.</p>
<p>- Também naquele ano a CPI do futebol procurou atingir o Vasco tentando de todas as formas comprovar a tese que a Globo queria. Fizeram acusações, acharam 60 milhões de reais nas suas ilações que seriam devidos pelo Vasco, expuseram o clube à execração pública e o Vasco, mais uma vez, após algum tempo, comprovou que o exposto não passava de delírio dos que o detratavam. As acusações da CPI viraram pó.</p>
<p>- No segundo semestre demos outro chocolate de 5 x 1 no Flamengo (como no ano anterior); fomos roubados na Copa Mercosul dentro da Argentina no penúltimo jogo da fase, diante do Boca Juniors, empatado em 2 x 2 (você deve se lembrar como foi), que nos tirou a chance de passar à fase seguinte; terminamos em décimo primeiro lugar no Brasileiro, mas fomos flagrantemente prejudicados pela arbitragem, em lances capitais, simplesmente em 5 das 27 partidas disputadas na fase regular (Coritiba, São Caetano, Fluminense, Portuguesa e Atlético Mineiro). Com seis pontos a mais o Vasco disputaria os play-offs daquele ano. </p>
<p>- Também em 2001 o Vasco foi campeão em vários outros esportes, destacando-se o Basquete masculino e feminino, o Remo e o Futsal. Títulos conquistados no início, no meio e no fim do ano.</p>
<p>- O Flamengo se livrou do rebaixamento na última rodada num jogo prá lá de estranho contra o Palmeiras, disputado em Juiz de Fora.<br />
xxxxxxxxxxxx<br />
Seus questionamentos:</p>
<blockquote><p>1) Brigas com a Globo;</p></blockquote>
<p>- Se você estivesse lá provavelmente ficaria de quatro e largaria os títulos da Mercosul e Brasileiro de 2000.</p>
<blockquote><p>
2)Denúncias de desvio de verbas, feitas pelas Organizações Globo e pelo Jornal Extra, em processos abertos, e alguns até hoje, sem o julgamento do &#8216;Mérito&#8217;;</p></blockquote>
<p>- Já foi julgado o mérito. Viraram pó as denúncias.</p>
<blockquote><p>
3) Começa a derrocada do Vasco em meio a posse de Eurico;</p></blockquote>
<p>- Começa a demonstração da grandeza do Vasco quando confrontado pelo maior representante do quarto poder.</p>
<blockquote><p>4) Rompimento do Patrocínio com o Nations Bank;</p></blockquote>
<p>- Rompimento por falta de pagamento, depois de um período de inadimplência próximo a seis meses. </p>
<blockquote><p>5) Desempenho razóavel no Futebol, sendo Vice Carioca para o Flamerda e 11º lugar no Brasileiro, com um time que havia sido formado na &#8216;Gestão Calçada&#8217; , além disso, tem um bom papel na Libertadores, e pífios desempenhos na Mercosul e Torneio Rio-São Paulo;</p></blockquote>
<p>- Campeão Brasileiro do ano anterior, mesmo com toda a tentativa calhorda de se tirar o título do Vasco no início de 2001.<br />
- Atuou com o time reserva no Rio-SP, pois priorizou a final do Brasileiro e deu descanso aos titulares após a conquista.<br />
- Igualou o recorde de vitórias consecutivas na Libertadores.<br />
- Campeão da Taça Rio invicto no Campeonato Carioca. Prejudicado na partida decisiva com a não marcação de um pênalti claríssimo sobre Euller ignorado pelo árbitro Léo Feldman, que marcara, minutos antes, outro menos claro a favor do Flamengo.<br />
- Prejudicado pela arbitragem em partida decisiva que levaria o clube aos play-offs na Mercosul.<br />
- Prejuízo de arbitragem em cinco das 27 partidas do Brasileiro. Com mais seis pontos estaríamos nos play-offs. Faça a pesquisa e veja em quais jogos o Vasco foi ajudado pela arbitragem.</p>
<blockquote><p>6) Perda dos passes de mais de 20 Jogadores, gerando um prejuízo incalculável ao Vasco, por não adaptá-lo, à &#8216;Lei Pelé&#8217; (que havia sido promulgada em 1998);</p></blockquote>
<p>- Conversa fiada sua. Saíram do Vasco, por problemas de salários, ou outros voltados para a remuneração, em 2001, os atletas Jorginho (que tinha passe livre), Juninho (Vasco foi indenizado), Odvan e Junior Baiano (que usou como argumento para conseguir o passe o fato de no período em que foi pego no anti-doping e suspenso não ter recebido do Vasco). Maricá, Luiz Claudio, Pedrinho e Paulo Miranda foram vendidos, Clébson faleceu, Felipe foi emprestado, Mauro Galvão não quis renovar no início da temporada por não aceitar a reserva, Nasa idem e Jorginho Paulista foi devolvido para o Boca Juniors-ARG após o fim de seu empréstimo. </p>
<blockquote><p>7) Diz que a Globo o persegue e ao Vasco e que a mesma está asfixiando o Clube;</p></blockquote>
<p>- E estava, como foi exposto pela própria mídia, uma vez que nela o torniquete foi declarado.</p>
<blockquote><p>8) Diz que nada deve a Globo;</p></blockquote>
<p>- Disse o que foi explicitado acima no resumo feito do ano. Falou de forma clara isso, inclusive, em reuniões do Conselho Deliberativo. </p>
<blockquote><p>9) Começa a pegar Empréstimos com Romário;</p></blockquote>
<p>- Evidente. Precisava manter o Vasco em pé. Romário confiou na palavra de Eurico que o Vasco iria pagar o devido e até sua saída em 2008 assim foi feito.</p>
<blockquote><p>10) Rompe com a Kappa e cria a VG;</p></blockquote>
<p>- O contrato com a Kappa havia sido feito pela VGL que, por sua vez, processava o Vasco (com apoio da mídia) e se achava no direito de reter valores. O Vasco não ia fazer papel de babaca e ficar usando o material esportivo sem bônus para si. Com a marca presa anunciou a VG Vasco que nas vendas (por ser propriedade do clube) trazia algum retorno financeiro, algo que já não ocorria com a Kappa. Em julho de 2002 a Kappa retirou a ação contra o Vasco da mesma forma que a VGL o fez.</p>
<blockquote><p>11) Centenas de Ações Judiciais, da parte de Futebol e do &#8216;Projeto Olímpico&#8217;;</p></blockquote>
<p>- Nem eu nem você contamos uma por uma, mas todas elas são decorrentes de acordos firmados antes de 2001 e que tinham lastro para serem pagos com o dinheiro do Banco, que descumpriu o acordo conforme já foi explicitado. Para comprovar o que eu disse, o executivo do Nations Bank, Luís Barbosa. confirmou em Brasília ser o Vasco credor de 12 milhões de dólares em relação ao Banco. Isto no segundo semestre de 2001.</p>
<p>* Só para constar, aos que não sabem, o Projeto Olímpico foi iniciado em 1998 e transformou-se num sucesso tanto nos Jogos Pan-Americanos de 1999 (34 medalhas) como nas Olimpíadas de 2000 (15 medalhas). No acordo com o Banco realizado em 1998, foi exposto como um dos pilares para a feitura do contrato que o Vasco abraçasse a idéia, o que foi feito. A exposição da marca Vasco em todo o país e até mesmo neste e em outros continentes pôde ser comprovada e o sucesso atraiu novos torcedores, bem como fez da Onda Vascaína criada entre 1999 e 2000 um centro de cadastro dos vascaínos obtendo na época 400 mil nomes em menos de um ano.</p>
<blockquote><p>12) Perde Juninho Pernambucano de GRAÇA</p></blockquote>
<p>O Vasco foi indenizado em valor arbitrado pela FIFA e na decisão de mérito na Justiça do Trabalho foi dada razão ao clube que havia feito o depósito do Fundo de Garantia. O que Juninho conseguiu na época foi uma garantia da Justiça para sair do Vasco, mas na questão de mérito a razão foi dada ao clube. Se a FIFA arbitrou, como arbitra tradicionalmente, um valor a menor a ser pago ao Vasco isso não é culpa do Vasco. Juninho já teria assinado em 2000 um pré-contrato para sair do clube assim como fizera Athyrson no Flamengo. Valeram-se de uma brecha na legislação para darem uma banana aos seus clubes. É aquela história: banana e amor ao Vasco. Tudo a ver.</p>
<p>Sérgio Frias</p>
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		<title>A Lei Seletiva</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 15:15:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe CASACA!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[Canelada!]]></category>

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		<description><![CDATA[Lei 10671/2003 &#8211; Estatuto do Torcedor:
CAPÍTULO V
DOS INGRESSOS
Art. 20. É direito do torcedor partícipe que os ingressos para as partidas integrantes de competições profissionais sejam colocados à venda até setenta e duas horas antes do início da partida correspondente.
§ 1o O prazo referido no caput será de quarenta e oito horas nas partidas em que:
 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lei 10671/2003 &#8211; Estatuto do Torcedor:</p>
<p><strong>CAPÍTULO V</strong></p>
<p>DOS INGRESSOS</p>
<p>Art. 20. É direito do torcedor partícipe que os ingressos para as partidas integrantes de competições profissionais sejam colocados à venda até setenta e duas horas antes do início da partida correspondente.</p>
<p>§ 1o O prazo referido no caput será de quarenta e oito horas nas partidas em que:</p>
<p>        I &#8211; as equipes sejam definidas a partir de jogos eliminatórios; e</p>
<p>        II &#8211; a realização não seja possível prever com antecedência de quatro dias.</p>
<p>        § 2o A venda deverá ser realizada por sistema que assegure a sua agilidade e amplo acesso à informação.</p>
<p>        § 3o É assegurado ao torcedor partícipe o fornecimento de comprovante de pagamento, logo após a aquisição dos ingressos. </p>
<p>        § 4o Não será exigida, em qualquer hipótese, a devolução do comprovante de que trata o § 3o.</p>
<p>        § 5o Nas partidas que compõem as competições de âmbito nacional ou regional de primeira e segunda divisão, a venda de ingressos será realizada em, pelo menos, cinco postos de venda localizados em distritos diferentes da cidade.</p>
<p>DAS PENALIDADES</p>
<p>        Art. 37. Sem prejuízo das demais sanções cabíveis, a entidade de administração do desporto, a liga ou a entidade de prática desportiva que violar ou de qualquer forma concorrer para a violação do disposto nesta Lei, observado o devido processo legal, incidirá nas seguintes sanções:</p>
<p>        I – destituição de seus dirigentes, na hipótese de violação das regras de que tratam os Capítulos II, IV e <strong>V</strong> desta Lei;</p>
<p>++++++++++++++++++</p>
<p>O Vasco ainda não divulgou a relação de postos de venda para o jogo de amanhã, diante do Conrínthians do Paraná. Aguarda-se que, nas próximas horas, o Ministério Público, através do Promotor Rodrigo Terra, entre com uma ação propondo a destituição de toda a Diretoria do clube e a nomeação dos interventores Eurico Miranda, Amadeu Pinto da Rocha, Pedro Valente, Paulo Reis, Fernando Lima, etc, etc, etc. Afinal, em 2006, o doutor Rodrigo Terra ingressou com um pedido com este teor alegando que o Vasco havia descumprido tal dispositivo, ao não disponibilizar 5 postos de venda para a partida da semifinal da Copa do Brasil, diante do Fluminense. Nomeando como interventores Olavo Monteiro de Carvalho, Benjamim Nazário, José Pinto Monteiro, dentre outros.</p>
<p>Mas, a Justiça e as leis só servem para alguns.</p>
<p>CASACA!</p>
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		<title>Isso aí é o presidente do Vasco</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 22:19:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canelada!]]></category>

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		<description><![CDATA[Em entrevista a Super Rádio Brasil, o presidente vascaíno Roberto Dinamite abordou vários assuntos. Dentre eles, o projeto do clube com relação ao futuro e também os sucessivos erros de arbitragem que vem ocorrendo contra a equipe cruzmaltina: (Interpretação da Rádio Brasil)
&#8220;Nós já conversamos com relação a isto. A partir do momento que o Gaúcho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em entrevista a Super Rádio Brasil, o presidente vascaíno Roberto Dinamite abordou vários assuntos. Dentre eles, o projeto do clube com relação ao futuro e também os sucessivos erros de arbitragem que vem ocorrendo contra a equipe cruzmaltina: (Interpretação da Rádio Brasil)</p>
<blockquote><p>&#8220;Nós já conversamos com relação a isto. A partir do momento que o Gaúcho foi efetivado, nos já conversamos com relação a jogadores que precisam fazer parte do elenco do Vasco e reforços que precisam vir e pensar em outros jogadores que podem estar saindo também.”</p></blockquote>
<p> É mesmo? E quem sobrou?<br />
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p>
<blockquote><p>&#8220;Então o Vasco não faz uma coisa de uma hora para outra. O Vasco tem planejamento, o Vasco busca isso.&#8221;
</p></blockquote>
<p>O Vasco não faz uma coisa de uma hora para outra? Como surgiu Gaúcho no comando? E a contratação do Ramon? Foi bem planejado o vôo de hoje? Cadê o dinheiro da Eletrobrás? O Vasco não planeja pagar seus funcionários? Foi de uma hora prá outra que os atletas resolveram não ir concentrar ou isso ocorreu por falta de comando e promessas não cumpridas?<br />
xxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p>
<blockquote><p>“Claro que o mercado ta aí e a dificuldade é grande, mas nós temos mais do que nunca nesta Copa do Brasil de estar buscando os resultados que nos interessam.”
</p></blockquote>
<p> O mercado tá, Carlos Roberto. E nele o Vasco está posto com seu elenco de segundo categoria e padrinhos de (da) quinta.<br />
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p>
<blockquote><p>“Temos contra o Corinthians, lá no Paraná um jogo fora de casa e difícil, mas nós temos certeza que o time vai estar superando este resultado que teve no Maracanã, porque teve consciência de que foi prejudicado e vai buscar nos 90 minutos aquilo que nos interessa.”
</p></blockquote>
<p> Não diga que o Vasco irá superar o resultado de domingo&#8230; Pensávamos que haveria um suicídio coletivo após a última derrota. O Corínthians em questão é o outro, viu Carlos Roberto?<br />
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p>
<blockquote><p>&#8220;Nós não estamos parados, nós vamos buscar dentro daquilo que nós já conversamos, tanto eu, como o Mandarino, Rodrigo Caetano e o próprio Gaúcho, sobre a possibilidade de estar buscando jogadores que venham reforçar esta equipe pensando ainda nesta competição que é importantíssima que é a Copa do Brasil e também buscando aquilo que nos interessa dentro do próprio Campeonato Brasileiro.&#8221;
</p></blockquote>
<p> Bom saber também que não estão parados. Quatro figuras vão palpitar ao que parece, incluindo você. Mas nos responda: De quem é a responsabilidade pelo elenco apresentado no estadual ? Sua , do Mandarino ou do Rodrigo Caetano?<br />
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p>
<blockquote><p>“Então, o Vasco não está parado, estamos trabalhando. Nós não queremos ser prejudicados, da forma como foi e sair de uma competição da forma que saiu.”
</p></blockquote>
<p> Ninguém quer, Roberto. No Brasileirão &#8211; se mantivermos a média de 18 pênaltis a favor e 22 expulsões dos adversários nas 38 rodadas &#8211; somos favoritos ao título. Agora que vossa senhoria resolveu beijar a mão do Ricardo Teixeira, quem sabe? Quanto ao Vasco, realmente não está parado. Está andando para trás desde julho de 2008.<br />
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p>
<blockquote><p>“Então, mais do que nunca, nós vamos buscar estar muito mais atentos a estes pontos e mostrando de uma forma muito clara. Este é o meu posicionamento.”
</p></blockquote>
<p> Não é um primor, nosso presidente?<br />
xxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p>
<blockquote><p>“O Vasco tem um clube, um plantel, que pode fazer dentro do campo um grande jogo e conseguir os resultados. Então, o que eu busco dentro desta competição que é a Copa do Brasil é isso.”
</p></blockquote>
<p>  Qualquer time no mundo pode fazer dentro de campo um grande jogo, Carlos Roberto. Inclusive o Olaria e o Americano.<br />
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p>
<blockquote><p>“Saber de uma forma como foi dentro do Campeonato Carioca, com seriedade e respeito e que na Copa do Brasil aconteça a mesma coisa e dentro do Campeonato Brasileiro também.”
</p></blockquote>
<p>Entendido. Com sinceridade e respeito que aconteça a mesma coisa na Copa do Brasil e no Brasileiro que ocorreu no Estadual. Caímos para a segundona com sinceridade e respeito, Carlos Roberto?<br />
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p>
<blockquote><p>“Que tenha uma arbitragem melhor, pois infelizmente tem acontecido em jogos e, relembrando aquela semifinal da Copa do Brasil do ano passado contra o Corinthians, do pênalti que não foi marcado.”</p></blockquote>
<p> Carlos Roberto, fica só entre nós. No ano passado o Vasco foi o clube no Brasil que mais teve pênaltis a seu favor. Chiiii (não conta prá ninguém). Um dos gols que nos rendeu o troféu de papelão (aquele que você ergueu todo sorridente) contra o Juventude foi feito com passe de mão. É melhor deixar a arbitragem prá lá&#8230;<br />
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p>
<blockquote><p>“Então é isso, a gente vai continuar fazendo o nosso trabalho e para deixar claro, nós vamos buscar dentro daquilo que está claro na fala o presidente da arbitragem que não ouve pênalti, nós vamos mostrar a posição do Rodrigo (Caetano) e a posição do clube, que foi pênalti.&#8221;
</p></blockquote>
<p> Ótimo, Carlos Roberto. O Vasco vai deixar claro que algo que está claro na fala do presidente de arbitragem está claro que não é o que está claro para o Vasco. Sim, mas e daí?</p>
<p>Fonte Rádio Brasil.<br />
Comentários &#8211; Casaca</p>
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		<title>O Gremista</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 15:37:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Frias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canelada!]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que Rodrigo Caetano disse que o Flamengo nada teve a ver com o benefício de arbitragem obtido no clássico de domingo?
a) Porque ele é um ingênuo, idiota.
b) Porque se acostumou a falar isso após Grenais no Sul quando seu time do coração era prejudicado.
c) Porque pega bem para ele não falar mal do queridinho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por que Rodrigo Caetano disse que o Flamengo nada teve a ver com o benefício de arbitragem obtido no clássico de domingo?</p>
<p>a) Porque ele é um ingênuo, idiota.</p>
<p>b) Porque se acostumou a falar isso após Grenais no Sul quando seu time do coração era prejudicado.</p>
<p>c) Porque pega bem para ele não falar mal do queridinho da mídia.</p>
<p>d) Porque quer deixar a porta aberta para trabalhar em outro clube.</p>
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