{"id":60101,"date":"2016-12-31T14:56:00","date_gmt":"2016-12-31T17:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/casaca.com.br\/site\/?p=60101"},"modified":"2017-02-19T01:53:39","modified_gmt":"2017-02-19T04:53:39","slug":"quase-quarenta-anos-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.casaca.com.br\/site\/2016\/12\/31\/quase-quarenta-anos-depois\/","title":{"rendered":"Quase quarenta anos depois"},"content":{"rendered":"<p>Tinha l\u00e1 uns sete, oito anos de idade. O jogo era contra o Bangu em S\u00e3o Janu\u00e1rio, o Vasco venceu por 4 x 1 e me chamou a aten\u00e7\u00e3o o Dimas.<\/p>\n<p>Era o meu <em>debut<\/em> em jogos do Vasco no est\u00e1dio.<\/p>\n<p>Meu tio, Manuel Teixeira Frias, era daqueles que vivia no Vasco, buscava ajudar no que fosse poss\u00edvel, chegou a chefiar a delega\u00e7\u00e3o vasca\u00edna em uma partida do Expresso da Vit\u00f3ria no ano de 1949 contra o Mogi-Mirim, no centen\u00e1rio da cidade paulista, e me levava vez por outra para ver os jogos do Vasco em v\u00e1rios campos do Rio de Janeiro. Tivera dois filhos, mas nenhum deles, incrivelmente, torcia pelo Vasco. Um era Flamengo e outro Fluminense. Nunca entendi aquilo. Com isso, o grande companheiro dele nos jogos era eu mesmo.<\/p>\n<p>Meu pai, David, trabalhava muito e ligava bem menos que o irm\u00e3o. Era Vasco, mas sem tanto entusiasmo. Meu tio, n\u00e3o, vibrava. Uma vez largou a minha tia no hospital, ap\u00f3s breve melhora no quadro cl\u00ednico para ir ver o Vasco jogar. Aquilo causou uma indigna\u00e7\u00e3o na fam\u00edlia forte, mas eu n\u00e3o me metia. Filho \u00fanico, ficava na expectativa de que meu tio me levasse num outro jogo do Vasco em breve.<\/p>\n<p>A final de 1950, no Maracan\u00e3, contra o Am\u00e9rica eu vi nas cadeiras especiais, um luxo que era rar\u00edssimo para quem viu Brasil x M\u00e9xico de geral e Brasil x Espanha na Copa do Mundo com grande dificuldade de enxergar algo, diante de um Maracan\u00e3 abarrotado de gente. O jogo, meu filho falou outro dia, n\u00e3o foi em 1950 e sim em 1951, no m\u00eas de janeiro. N\u00e3o me lembrava disso, mas me recordo de um portugu\u00eas, tradicional\u00edssimo, torcendo para o &#8230; Am\u00e9rica! Fiquei chocado. Todos os portugueses que conhecia, inclusive os da minha fam\u00edlia, eram Vasco. E o Vasco ganhou com dois gols do Ademir, o segundo recebendo um passe de Ipojucan.<\/p>\n<p>Mas os tempos pr\u00f3ximos ao Vasco estavam por acabar. Desde os seis anos de idade eu, na condi\u00e7\u00e3o de coroinha da Igreja do Sacramento, pagava a mensalidade do meu col\u00e9gio, S\u00e3o Bento, ajudando em missas daquela igreja e de outras do centro da cidade (chegava a trabalhar em cinco missas num dia e tamb\u00e9m nos fins de semana), mas quando o curso prim\u00e1rio acabou precisei tomar uma decis\u00e3o que me permitisse concentrar mais nos estudos. <\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 1951, com 11 anos de idade, fui parar no semin\u00e1rio S\u00e3o Jos\u00e9, ali no Rio Comprido, que era pago n\u00e3o por mim nem por minha fam\u00edlia, mas sim pelas Obras Sacerdotais. N\u00e3o sabia se queria ser padre, mas tinha certeza de que n\u00e3o queria ver meus pais apenas duas horas por m\u00eas no local onde estudava, como ocorreu por anos, com a benesse dada de estar tamb\u00e9m com eles entre os dias 26 e 31 de dezembro, antes da virada do Ano Novo, ou ainda numa comemora\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia como um casamento, bodas de prata ou bodas de ouro, quando por um dia inteiro poderia estar em casa, da manh\u00e3 at\u00e9 a noite. Tornei-me um adolescente distante de meu clube, um adulto mais longe ainda, ap\u00f3s sair do semin\u00e1rio e ter de ganhar a vida, tendo perdido meu pai pouco mais de cinco anos depois e com a obriga\u00e7\u00e3o de sustentar a minha m\u00e3e.<\/p>\n<p>Casei-me e tive meu primeiro filho no ano em que o Vasco saiu da fila e voltou a ganhar um Campeonato Carioca. Parecia um sinal. Mas minha rela\u00e7\u00e3o com o clube ainda era fria. Queria meu filho vasca\u00edno, j\u00e1 minha esposa, flamenguista, pretendia o contr\u00e1rio, mas nunca teve chance, a come\u00e7ar por ele mesmo. <\/p>\n<p>Quando o Vasco foi Campe\u00e3o Brasileiro em 1974, um ano ap\u00f3s o nascimento da Claudia, minha filha, dei uma bandeirinha do Vasco ao S\u00e9rgio. J\u00e1 beb\u00ea ele recebera uma fl\u00e2mula do clube, campe\u00e3o de 1970. De uma hora para outra, entre 1976, 1977 o garoto se apaixonou de forma avassaladora por futebol e queria ir ver um jogo do Vasco.<br \/>\nEstive para lev\u00e1-lo num Vasco x Botafogo, num dia em que a fam\u00edlia toda, primos, tios foram ao Maracan\u00e3, mas ele ficou. Quando chegamos todos e ele soube do resultado (1 x 1), queria saber do primo Marco Aur\u00e9lio detalhes do jogo, como fora o gol de D\u00e9, parecia que n\u00e3o pararia nunca de falar ou perguntar.<\/p>\n<p>Na semana seguinte o Vasco n\u00e3o jogaria no Maracan\u00e3. Era Fla-Flu. Como t\u00ednhamos duas cadeiras perp\u00e9tuas no est\u00e1dio &#8211; compradas por mim no ano do nascimento dele \u2013 deixei que o Juvenil, funcion\u00e1rio meu na \u00e9poca, esse que ele cumprimenta no programa das segundas-feiras, o levasse para o est\u00e1dio. <\/p>\n<p>Fiquei com um certo receio dessa ida dele ao jogo, afinal n\u00e3o era do Vasco. Ele chegou falando da cor das camisas dos goleiros (coloridas num mundo normalmente preto e branco para ele quando aparecia um jogo na TV), mas fui informado que se animara mesmo com cachorro quente, pipoca e matte le\u00e3o em copo de papel\u00e3o (s\u00f3 sa\u00eda espuma naquilo!). <\/p>\n<p>O Vasco entrou num per\u00edodo dif\u00edcil e foi parar na repescagem do campeonato brasileiro da \u00e9poca, bem diferente desse de hoje, quando partidas contra Goi\u00e2nias e Mixtos n\u00e3o eram sinal de f\u00e1cil vit\u00f3ria. Estava em busca de um jogo sem risco, mas todos, naquela fase vivida pelo time, eram arriscados. Como aquele Fla-Flu de meses antes havia terminado empatado queria que a primeira vit\u00f3ria no est\u00e1dio que ele visse fosse do Vasco. <\/p>\n<p>Na casa de minha m\u00e3e, ouvindo o radinho de pilha disse a ele que se o Vasco passasse pelo Mixto em S\u00e3o Janu\u00e1rio (jogo que classificaria o time para a fase seguinte, segundo ele me informou em consulta recente), eu o levaria ao Maracan\u00e3 para ver o Vasco. Dito e feito. Na semana seguinte, um s\u00e1bado \u00e0 tarde (tamb\u00e9m segundo ele), est\u00e1vamos l\u00e1. O advers\u00e1rio era o CRB, de Alagoas (disso eu me lembro) e o Vasco venceu por 1 x 0 com muita pipoca, matte no copinho de papel\u00e3o e cachorro quente comprados antes do in\u00edcio do jogo, intervalo, sa\u00edda. <\/p>\n<p>Sa\u00edmos felizes do est\u00e1dio e ele animado com o Roberto, que fizera o gol \u00fanico do jogo. Mas na chegada ao setor das cadeiras o fiz passar por uma prova de fogo. Dessas coisas que n\u00e3o tem explica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Ao descer para comprar o primeiro cachorro quente ou matte, encontramos com o Ademir Menezes, artilheiro do Expresso, que fazia coment\u00e1rios em uma r\u00e1dio da \u00e9poca e estava pr\u00f3ximo ao setor da imprensa. Falei: \u201cAdemir! \u201c, virei para o S\u00e9rgio e disse: \u201cEsse aqui, meu filho, \u00e9 o Ademir\u201d, enquanto o Ademir abria um leve sorriso.<br \/>\nMeu filho me olhou meio espantado e a\u00ed eu voltei com mais \u00eanfase, por\u00e9m tamb\u00e9m com certo cuidado: \u201cO Ademir, meu filho. Aquele do time que o papai fala com voc\u00ea\u201d. Como \u00e9 mesmo? \u201cBarbosa, Augusto, Wilson&#8230;\u201d. E o S\u00e9rgio emendou: \u201cBarbosa, Augusto Wilson (parecia um nome s\u00f3, Augusto Wilson), Eli, Danilo e Jorge, Fria\u00e7a (n\u00e3o saiu assim mas algo parecido), Maneca, Ipojucan, Ademir e Chico\u201d. O Ademir olhou, deu um novo sorriso e os olhos marejaram um pouco. Disse depois a ele apenas: \u201cTchau Ademir. Um abra\u00e7o\u201d. E fui comprar o cachorro quente com o S\u00e9rgio, realizado. Com uma sensa\u00e7\u00e3o de dever cumprido.<\/p>\n<p>Em 1977 foram v\u00e1rios jogos com ele, vimos o Vasco ganhar a Ta\u00e7a Guanabara com uma vit\u00f3ria sobre o Botafogo e comecei a resolver de forma simples um problema que ocorria a cada jogo ocorrido \u00e0 noite. Ele acordava ansioso para me perguntar se o Vasco havia ganho e sentia tens\u00e3o at\u00e9 que soubesse do resultado. Adotei ent\u00e3o uma t\u00e1tica eficaz. Punha abaixo do quadro que ficava em cima da caminha dele o resultado do jogo e quem havia feito os gols. Junto a isso uma mensagem, sempre de otimismo, fosse qual fosse o resultado. Ele j\u00e1 me encontrava no caf\u00e9 da manh\u00e3 perguntando tudo sobre o jogo e queria porque queria que o levasse a S\u00e3o Janu\u00e1rio.<\/p>\n<p>A\u00ed tomei uma das atitudes mais acertadas da minha vida. Comprei um t\u00edtulo de s\u00f3cio patrimonial do Vasco. Na \u00e9poca o Jorge Salgado, irm\u00e3o do Pedro, companheiro de mercado de capitais, me sugeriu comprar tamb\u00e9m um camarote no est\u00e1dio, que dava lugar a quatro pessoas. N\u00e3o tive d\u00favidas. E j\u00e1 pus o restante da fam\u00edlia como dependentes meus.<br \/>\nO primeiro jogo que vimos foi um Vasco e Remo (segundo ele me diz, porque disso n\u00e3o me lembrava mesmo). Outra vit\u00f3ria do Vasco por 1 x 0, gol de Paulinho (m\u00e9rito para a mem\u00f3ria dele). Passara um ano inteirinho e ele n\u00e3o havia visto o Vasco perder no est\u00e1dio uma \u00fanica vez. <\/p>\n<p>A primeira decep\u00e7\u00e3o ocorreu depois do carnaval, em 1978. Com um p\u00fablico que eu jamais vi igual em S\u00e3o Janu\u00e1rio perdemos para o Londrina, uma esp\u00e9cie de zebra da \u00e9poca, e fomos eliminados do Campeonato Brasileiro do ano anterior (\u00e9, do ano anterior). Ele \u00e9 imenso hoje, mas na \u00e9poca deu pena v\u00ea-lo querendo assistir o jogo, com tanta gente na frente. Viu pouco, mas tamb\u00e9m n\u00e3o perdeu nada.<\/p>\n<p>No mesmo ano, 1977, conheci, num desses jogos, o Sr. Rui Proen\u00e7a, que se sentava no Maracan\u00e3 duas fileiras \u00e0 nossa frente e era talvez o vasca\u00edno mais entusiasmado do setor. Ao seu lado o saudoso Ferreira, que tamb\u00e9m n\u00e3o faltava a um jogo. A amizade foi sendo feita ao longo dos anos, havia uma coincid\u00eancia de uma loja da Casa Cruz ter existido em frente ao local onde meu pai trabalhava e pela nossa diferen\u00e7a de idade havia uma possibilidade de os dois terem se encontrado por diversas vezes naquela regi\u00e3o, perto do Parque Royale, que pegou fogo uma vez e deixou meu pai sem emprego (na \u00e9poca da guerra, se n\u00e3o me engano), para desespero da minha m\u00e3e e o consolo dele pr\u00f3prio a ela dizendo que n\u00e3o se abatesse porque havia sido feita a vontade de Deus. Mas isso \u00e9 outra hist\u00f3ria. Hist\u00f3ria de velho.<\/p>\n<p>O S\u00e9rgio ria muito com as comemora\u00e7\u00f5es do Sr. Rui, que fazia coisas que lhe proporcionariam uma bronca se repetisse, como subir na cadeira ap\u00f3s um gol, sair subindo e descendo a escada ao lado das cadeiras, abrir o guarda-chuva e rod\u00e1-lo (em dias de chuva, claro), entre outras que ele relembra at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Como sempre votei no Eurico e o Sr. Rui sabia disso, ele passou a me convidar para frequentar algumas reuni\u00f5es organizadas pelo clube ou por grupos nos quais estava Eurico. O S\u00e9rgio se lembra de irmos juntos a v\u00e1rias a partir de 1988, ano no qual fomos bicampe\u00f5es e ficamos na lateral do gramado esperando o jogo acabar, ap\u00f3s o gol do Cocada. <\/p>\n<p>Acostumado a ir aos jogos o S\u00e9rgio tamb\u00e9m se encantava com tais reuni\u00f5es, afinal eram todos vasca\u00ednos e s\u00f3 se falava de Vasco. As pessoas mais velhas contavam passagens marcantes do clube, como o 7 x 0 de 1931, o Expresso da Vit\u00f3ria, a constru\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Janu\u00e1rio, e numa daquelas vezes vi o Chico, melhor ponta-esquerda da hist\u00f3ria do Vasco, sentado numa das mesas. N\u00e3o tive d\u00favida. Levei o S\u00e9rgio para l\u00e1 e fui puxando uns assuntos de uns jogos dele do passado. Eu me recordo at\u00e9 hoje de um jogo contra o Cor\u00ednthians, em que ele fez um gol faltando um minuto, que deu ao Vasco uma importante vit\u00f3ria na \u00e9poca (dia de bodas de prata do meu Tio Manuel com a minha tia Aurora, ocasi\u00e3o na qual demos uma escapulida e fomos juntos ao Maracan\u00e3). <\/p>\n<p>Os olhos do Chico brilhavam com meu filho falando o que j\u00e1 tinha lido sobre aquele time (m\u00e9rito meu de incentiv\u00e1-lo tamb\u00e9m, \u00e9 claro), do Campeonato Sul-Americano de 1948, da Copa de 1950, dos t\u00edtulos invictos. \u00c0 certa altura os dois n\u00e3o paravam mais de falar. Lembro at\u00e9 que o Eurico passou por perto e disse apontando para o Chico: \u201dEsse tem muita hist\u00f3ria pra contar\u201d. E tinha mesmo. O S\u00e9rgio contava detalhes de jogos na conversa com o Chico naquele dia, que eu vi no est\u00e1dio e nem me lembrava mais.<\/p>\n<p>No dia da elei\u00e7\u00e3o de 1991, tive uma surpresa. Meu nome estava na chapa do Conselho Deliberativo. O Sr. Rui Proen\u00e7a havia me indicado e mais uma vez quem mais vibrou foi o S\u00e9rgio. <\/p>\n<p>No primeiro mandato dei a sorte de ser Tricampe\u00e3o Carioca como conselheiro do clube e assim fui seguindo nos outros anos, mas minha maior alegria foi quando surgiu o nome do S\u00e9rgio na chapa do Eurico (presidente) em 2000. Ele ficou entusiasmad\u00edssimo. J\u00e1 havia trabalhado na elei\u00e7\u00e3o de 1997, digladiando verbalmente com a turma do MUV durante todo o per\u00edodo pr\u00e9-eleitoral, que naquele tri\u00eanio, come\u00e7ou muito antes de 1997 e no dia da elei\u00e7\u00e3o fez quest\u00e3o de chegar no clube \u00e0s oito e meia da manh\u00e3 para ajudar, segundo disse (na \u00e9poca n\u00e3o morava conosco). <\/p>\n<p>Ele ficou do lado de um senhor que depois descobriu ser o \u00c1lvaro, irm\u00e3o do Eurico, fazendo boca de urna, e criou seu bord\u00e3o contra a fala da oposi\u00e7\u00e3o da \u00e9poca que argumentava ser a perman\u00eancia de Cal\u00e7ada e Eurico um continu\u00edsmo inaceit\u00e1vel no Vasco. \u201cEurico e Cal\u00e7ada, Cal\u00e7ada e Eurico: continu\u00edsmo de vit\u00f3rias\u201d. Com a chapa azul na m\u00e3o repetia aos que passavam at\u00e9 cansar, ou quem sabe cans\u00e1-los. Deve ter mudado o dia inteiro uma meia d\u00fazia de votos, se muito, mas saiu todo feliz, ap\u00f3s a apura\u00e7\u00e3o e a confirma\u00e7\u00e3o da vit\u00f3ria da chapa azul. Meses antes, comigo internado na Benefic\u00eancia Portuguesa, ap\u00f3s uma interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica que sofri, falava como um suposto douto sobre o perigo que o Vasco corria caso a chapa azul perdesse. Caso Eurico sa\u00edsse do Vasco.<\/p>\n<p>Um ano antes Eurico me proporcionou uma grande alegria pessoal: o reconhecimento do t\u00edtulo sul-americano de 1948. Sempre votei na chapa em que ele estava, desde 1980, vi brigar muito pelo Vasco, ajudar na conquista de t\u00edtulos, mas jamais imaginaria que conseguiria aquilo. Ao lado do S\u00e9rgio, lendo a not\u00edcia do reconhecimento me emocionei e ele tamb\u00e9m. Como diz meu filho: \u201cSe ele n\u00e3o tivesse feito absolutamente nada pelo Vasco, aquilo ali j\u00e1 seria muito\u201d.<\/p>\n<p>Em 2002 fui agraciado com um t\u00edtulo de Benem\u00e9rito. Havia sofrido uma fratura na r\u00f3tula do joelho, a cirurgia n\u00e3o deu certo e permaneci de molho. No dia da entrega do diploma meu filho me representou. Fiquei extremamente feliz com isso, imaginando a cena.<\/p>\n<p>Vimos muitos t\u00edtulos, tivemos alegrias, tristezas, mas nada se compara em termos de decep\u00e7\u00e3o no clube, fora das quatro linhas, a aquele absurdo que foi a reuni\u00e3o do Conselho Deliberativo, na qual se p\u00f4s o despreparado Roberto Dinamite como presidente (imaginem!), presidente do Vasco. <\/p>\n<p>N\u00e3o pude votar porque ainda n\u00e3o era conselheiro nato, o S\u00e9rgio votou no nosso saudoso Amadeu, mas aquilo mais parecia um circo j\u00e1 armado. Vi a desola\u00e7\u00e3o do meu filho com a derrota e fiquei pacientemente ouvindo seus vatic\u00ednios, infelizmente confirmados com o tempo. De fato, era constrangedor imaginar um clube como o Vasco sendo conduzido por Roberto Dinamite, que foi um grande artilheiro, diga-se de passagem.<\/p>\n<p>Mas dali por diante o S\u00e9rgio entrou para o grupo Casaca!, dileto grupo, e quando soube ele j\u00e1 escrevia texto, falava na R\u00e1dio Bandeirantes e parecia circunspecto e objetivo na miss\u00e3o de p\u00f4r o Eurico de volta no clube. Falava da sujeira que fora feita com ele, com raz\u00e3o, e tinha certeza de que ele voltaria, cedo ou tarde. <\/p>\n<p>Fico com a sensa\u00e7\u00e3o de que Eurico voltou tarde. Foi muito tempo de Dinamite no Vasco, de MUV, como o S\u00e9rgio diz, de muita tristeza com o clube abandonado e ainda uma reelei\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Roberto Dinamite. <\/p>\n<p>Mas, finalmente, em 2014 fomos todos votar no Eurico. O S\u00e9rgio botou como s\u00f3cios a esposa, a tia, prima, irm\u00e3 (a minha filha Claudia), a m\u00e3e (minha mulher) flamenguista, o nosso porteiro, alguns amigos, empolgado com o ressurgimento do nosso bom Eurico no Vasco novamente.<\/p>\n<p>Passaram-se dois anos, o S\u00e9rgio permanece irrequieto e com o assunto Vasco permeando nossas conversas, meu neto nasceu e fiz quest\u00e3o de com meu filho irmos ao Maracan\u00e3 (eu ap\u00f3s 13 anos ausente) para vermos a decis\u00e3o contra o Botafogo este ano. Acabou o jogo, abracei meu filho e gritei: \u201cMeu neto \u00e9 Bicampe\u00e3o. Bicampe\u00e3o invicto\u201d. Eu que vi com 8 e 10 anos o Vasco ser campe\u00e3o invicto, que fui com o meu filho no est\u00e1dio de S\u00e3o Janu\u00e1rio no dia do t\u00edtulo invicto de 1992 contra o Flamengo, desta vez senti algo diferente. Era o primeiro t\u00edtulo do meu neto, que meu filho p\u00f4s como s\u00f3cio propriet\u00e1rio do Vasco no mesmo dia ou no dia seguinte que nasceu.<\/p>\n<p>Quase no fim de 2016 me chegam duas not\u00edcias de uma s\u00f3 vez: a de que seria agraciado com o t\u00edtulo de Grande Benem\u00e9rito do Vasco era uma e agrade\u00e7o pela lembran\u00e7a e pelo carinho para comigo. Mas a Grande not\u00edcia mesmo foi a indica\u00e7\u00e3o de meu filho para Benem\u00e9rito do Vasco. Ele que me fez voltar a frequentar est\u00e1dios, a lembrar de minha inf\u00e2ncia neles, enquanto o levava aos jogos, que no caf\u00e9 da manh\u00e3 queria detalhes dos mais diversos do jogo disputado pelo Vasco na noite anterior, que viveu comigo tantos momentos felizes, que acreditou no que poucos acreditavam, que escreveu um livro falando de Vasco e de quem considera seu maior emblema vivo (no que concordo), que ouviu, acreditou e pesquisou sobre as hist\u00f3rias que eu lhe contava, para recont\u00e1-las a mim com mais detalhes ainda, e que, tenho certeza, pode ajudar mais e muito mais o Vasco. <\/p>\n<p>No livro que escreveu (j\u00e1 est\u00e1 em tempo de acabar com tanta pesquisa e lan\u00e7ar o pr\u00f3ximo), uma grande homenagem fez a mim e resume, realmente, o seu sentimento em rela\u00e7\u00e3o ao clube. Diz mais ou menos assim: \u201cMeu pai n\u00e3o me fez apenas ser Vasco, mas sim me fez ter orgulho de ser Vasco\u201d.<\/p>\n<p>Orgulho \u00e9 o que sinto. Por meu filho.<\/p>\n<p>Sauda\u00e7\u00f5es Vasca\u00ednas a todos!<\/p>\n<p>Casaca!<\/p>\n<p>Raymundo Frias<\/p>\n<p>OBS: Muitas das hist\u00f3rias meu filho as reavivou para mim. Se quiserem mais detalhes, a\u00ed \u00e9 com ele mesmo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tinha l\u00e1 uns sete, oito anos de idade. O jogo era contra o Bangu em S\u00e3o Janu\u00e1rio, o Vasco venceu por 4 x 1 e me chamou a aten\u00e7\u00e3o o Dimas. Era o meu debut em jogos do Vasco no est\u00e1dio. 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