MUV – Movimento Unido Vitimista 

“Léo Jardim leva cartão vermelho por supostamente retardar a partida. Ressonância Magnética desmente a tese do árbitro, dublê de médico por um dia”.

Alguém já viu o queridinho da mídia ser prejudicado pela arbitragem em um jogo decisivo? Não se lembra? Pois é. Provavelmente essa situação hipotética jamais tenha existido.

O futebol envolve paixões e muito, muito dinheiro. E por tais razões, entretenimento pode ser mais interessante que competição.

O C. R. Vasco da Gama, clube historicamente popular, foi a negação do sistema que privilegiou clubes de origem aristocrática ou vocação populista. Não lhe restaram alternativas que não fossem enfrentar um sistema que o excluía, ou se conformar por medo do enfrentamento. Alguns exemplos: 1979 – tri em 2 anos, 1981 – ladrilheiro, 1986 – papeletas amarelas. Pesquisem. Naquele momento surgia um vascaíno que resolveu se insurgir contra esse beneficiamento sistêmico. Eurico Miranda pagou o preço de rejeitar uma realidade que insistia em fazer do Vasco um coadjuvante.

Por outro lado, o sistema se reorganizava para combatê-lo. Não mais nos clubes da zona sul, mas dentro do Vasco. Nos anos 90, surgia o MUV. Incensado pela flapress, foi oposição à chapa que venceria o pleito de 1997. Coincidência ou não, a chapa vencedora daria início ao que seria o período mais glorioso da história do C. R. Vasco da Gama.

Já o que vemos nos dias de hoje é a continuação daquele movimento, que se habituou a usar a popularidade de ex-jogadores para ganhar voto.

Movimento que se acostumou a justificar resultados pífios, escorando-se no passado. Fraco nos bastidores do futebol, exatamente onde deveria trabalhar contra o sistema. 

Mas optam pelo vitimismo, a fim de não ir de encontro à mídia, tampouco evidenciar a própria incompetência. Aceitam o lugar de coadjuvante, pois imaginam que isso os exime da responsabilidade. Ora amarelos, ora roxos. 

Movimenta-se unido. 

Unido pelo Vitimismo.

Luiz Baptista Lemos

2 comentários em “MUV – Movimento Unido Vitimista ”

  1. O autor falou muitas coisas certas, mas errou no ponto principal.
    Em mais de meio século acompanhando futebol nunca vi nosso Vasco da Gama retardando jogo para segurar empate.

    E foi isso que Leo Jardim, incentivado pelo pseudo treinador Diniz, fez.

    Precisamos tirar do Vasco esse espírito de time pequeno que nunca foi nosso.

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