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Vasco enfrenta Barracas Central na Argentina com o grito da torcida cruzmaltina equalizado em muitos sotaques

Por Lícia Gomes

Hoje, terça-feira, 7 de abril de 2026, às 19 horas, o Vasco encara o Barracas Central pela fase de grupos da Copa Conmebol Sulamericana. Com um prognóstico de chuva, o gigante da colina vai até o estádio do Banfield, que fica fora da cidade de Buenos Aires, sem seus titulares e seu técnico, Renato Gaúcho. Outro grande desfalque serão torcedores que moram na cidade de Buenos Aires e não puderam arcar com o alto preço dos ingressos estabelecido pelo oponente, por volta de 300 reais. Lembrando que, pela distância, ainda teria o deslocamento e tudo que envolve uma partida de futebol, afinal, pelo menos com um “choripan” você vai ter que gastar.   

Contando um pouco sobre o Barracas Central, também conhecido como El Guapo, apesar de centenário, o time passou boa parte da sua história longe da primeira divisão argentina. Para ser mais exata, 87 dos 122 anos de história, completados nesta semana, foram fora da elite do futebol argentino. Conseguiram o acesso em 2021 e desde então não faltam polêmicas relativas ao clube. Além disso, não é menos importante lembrar que ele é o clube do atual presidente da AFA (Associação de Futebol Argentino), Claudio “Chiqui” Tapia, que deixou como legado ao seu filho, Matías Tapia, a presidência do Barracas. Polêmicas à parte, também pode ser do seu interesse saber que o time vem de uma derrota e um empate, sendo o 9o colocado do grupo B do campeonato argentino.   

Após o breve panorama do adversário, vamos ao que importa. O Vasco tem uma forte torcida em Buenos Aires, que não se limita a vascaínos de todo o país, mas também com aficionados argentinos. Inclusive, o amor pelo Vasco reuniu um grupo que começou a se organizar para ver os jogos, que atualmente conta com uma conta no instagram chamada “Vasco da Gama – Argentina”. Inclusive, para esta partida havia uma expectativa de aproximação por parte do clube, que foi frustrada, e não sabemos ao certo se foi pelo mau tempo ou qual outra razão. Certamente, não foi por falta de vontade e disposição dos torcedores vascaínos locais.   

Nos encontros, temos uma diversidade de sotaques que se equalizam nos gritos de gol, nas músicas e principalmente quando ecoa repetidamente o som “VASCO” seja onde for. Nada mais acolhedor que caminhar pela cidade e esbarrar com um desconhecido trajado de Vasco e sorrir amigavelmente. Só é curioso quando, ao começar uma conversa, descobrir que os e as donas das camisas são argentinos, que com as mais diferentes histórias, contam como se tornaram vascaínos.

No instagram “Vasco da Gama – Argentina” é possível ver alguns registros desses encontros para compartilhar a experiência de viver o Vasco um pouco de longe na geografia, mas muito presente no sentimento. Hoje estaremos, vários de nós, faça chuva ou faça sol, atentos e apaixonados, seja no estádio, no bar ou vendo em casa com os amigos. Porque em Buenos Aires, sempre que tem Vasco, há vários caldeirões fervendo de emoção pela cidade.

Fonte: CASACA!

Alguns encontros da torcida em lares e bares de Buenos Aires:

Fotos: Igor Freitas Lima

Sem (CEM) mentiras históricas

  1. A 777 tinha dinheiro para baralho.
  2. A administração do Vasco não estourou o orçamento do ano passado, já que tinha R$60 milhões de reais em caixa no fim do ano.
  3. A atual direção do Vasco foi contra a venda para a 777 em 2022.
  4. A Comissão de Sindicância da venda do Vasco só atinge pessoas do grupo dito roxo e não do grupo dito amarelo.
  5. A conquista do Campeonato Sul-Americano de 1948, reconhecida em 1996, não tem status de Libertadores, pois o Vasco não disputou a Supercopa Libertadores do ano seguinte.
  6. A dupla Fla-Flu não tem a mancha do racismo em suas respectivas histórias.
  7. A eleição estatutária do Vasco em 2020 foi a online, entre roxos e amarelos.
  8. A eliminação do Vasco em 2004 para o XV de Campo Bom abalou tanto o time, que este perdeu de lavada a final da Taça Rio (2º turno do Campeonato Carioca) para o Fluminense de Roger, Ramon Menezes, Edmundo e Romário, quatro dias depois.
  9. A forma como foi focada pela imprensa convencional, em grande maioria, a queda do alambrado em 2000 e a morte de várias crianças incendiadas numa propriedade do Flamengo, sob seus cuidados, em 2019, teve o mesmo tom e o mesmo juízo de valor nas horas posteriores aos respectivos fatos.
  10. A Lasa, empresa que se disponibilizou a patrocinar o clube em 2018, trouxe prejuízo ao Vasco e não havia multa contratual por descumprimento do contrato, nem o Vasco foi à Justiça em busca de indenização.
  11. A Rede Globo não aplicou um torniquete financeiro no Vasco durante cerca de 18 meses, entre 2001 e 2002.
  12. A Rede Globo não se viu motivada a conversar com o Vasco e acertar os ponteiros, após o clube não dar unanimidade para redução de valores, considerando indexadores acordados pela empresa e os clubes participantes do Campeonato Brasileiro de 2002.
  13. A reforma de São Januário não saiu do papel em 2000 porque o Vasco gastou o dinheiro que o banco havia separado para isso.
  14. A única gestão do Vasco neste século que conseguiu diminuir a dívida do clube (sem entrar em RJ, claro) não foi a de Eurico Miranda.
  15. Alexandre Campello foi para a eleição de 2017 como integrante de relevo da chapa de situação e não como grande eminência da chapa amarela.
  16. Após a invasão de campo de Eurico Miranda no jogo contra o Paraná, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 1999, o clube teve o estádio interditado e perdeu os pontos do jogo, conforme afirmou que ocorreria Calçada no dia seguinte à partida.
  17. As derrotas do Vasco de 3 x 0 para o Canto do Rio (1953) e de 3 x 0 para o Baraúnas (2005) não se deram com os dois maiores dirigentes da história do Vasco no comando do clube.
  18. As eleições online do Vasco são imunes à fraude.
  19. As obras no CT de Caxias iniciadas em 2005 pelo Vasco não foram paralisadas por ter sido interpretado que a doação havia sido feita ao clube sem licitação, num ato de improbidade do Poder Público Federal, à época.
  20. As vendas de Mateus Vital e Madson, pelos valores delas, foram sandices da direção do clube no início de 2018, afinal ambos se valorizaram quando depois negociados, várias vezes, por muito mais, ao longo de suas carreiras, até aqui.
  21. Calçada jamais interveio em questões de uniforme que o Vasco levou a campo, desde que Eurico Miranda assumiu a vice-presidência de futebol do clube.
  22. Campeonato Estadual não vale nada.
  23. Champs é Vasco e Vasco é Champs.
  24. Como se tornou muito fácil ir para a Libertadores, como era dito em 2017, o Vasco tem estado todo ano nela, desde então.
  25. Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Flamengo, quatro dos cinco gigantes do futebol brasileiro, enxergam menos que o Vasco, que busca se entregar, enquanto eles, mesmo com dívidas astronômicas em alguns casos, ainda vivem no século XX, no modelo associativo, que é o grande problema dos clubes.
  26. De todos os Campeonatos Cariocas invictos conquistados pelo Vasco, aquele em que mais jogou clássicos não foi em 2016.
  27. Diante das várias tentativas do Flamengo em levar Romário para que fizesse seu milésimo gol por lá, o Baixinho aquiesceu ao pedido rubro-negro.
  28. Em 1961, no concurso do jornal “A Noite”, o Flamengo foi escolhido, após votação popular, para ser o adversário do Real Madrid-ESP, então pentacampeão europeu, no Maracanã.
  29. Em 1973, o Fluminense foi o grande vencedor do concurso realizado pelo “Jornal dos Sports” de clube mais querido do Rio (estado da Guanabara na ocasião).
  30. Em 2019, o Flamengo, na esteira dos títulos conquistados, bateu o recorde brasileiro em número de sócios torcedores, mostrando a força de sua “nação”.
  31. Em 2020 o Casaca! fugiu da eleição porque estava perdendo, postando-se como um grupo ressentido.
  32. Em quase 15 anos de MUV, suas cores e setes, gerindo o clube, o número de vitórias do Vasco no Campeonato Brasileiro contra o Flamengo não é zero.
  33. Em quase 15 anos de MUV, suas cores e setes, o Vasco manteve sua tradição histórica de ter o Botafogo como velho e incorrigível freguês seu.
  34. Eurico Miranda não tem em seu currículo no futebol profissional do Vasco 52 títulos, 36 deles oficiais, sendo 18 campeonatos, enquanto vice-presidente de futebol, vice administrativo e presidente do clube, ao longo de 25 anos e meio.
  35. Eurico Miranda passou dos limites, oferecendo ovos de Páscoa para os vascaínos antes da final da Taça GB de 2000 contra o Flamengo, que se encheu de brios e goleou o adversário por 5 x 1 na ocasião.
  36. Eurico Miranda roubou a renda de um jogo contra o Flamengo, melhor dizendo, simulou um assalto, melhor dizendo, enganou a polícia ao dar falsa notícia-crime na delegacia.
  37. Eurico Miranda tinha casa em Miami às custas do Vasco.
  38. Eurico Miranda tirou feridos à força de campo para que a partida contra o São Caetano continuasse, mostrando-se desumano, conforme a justa edição de imagens da Rede Globo comprovou.
  39. Fazer aporte no futebol do Vasco de 1 bilhão em cinco anos torna o próprio futebol do clube autossustentável.
  40. Flamengo, Fluminense e Botafogo não são fregueses eternos de Eurico Miranda no confronto direto. Isso ocorre com as gestões do MUV e de suas cores.
  41. José Roberto Wright apitou muito bem o confronto entre Flamengo x Atlético-MG, em Goiânia, válido pela Taça Libertadores de 1981.
  42. Na eleição de “Clube Mais querido do Brasil”, realizada pelo “Jornal do Brasil” nos anos 1920, não houve fraude.
  43. Naming rights são valores a serem recebidos por quem aluga o estádio e não pelo dono do estádio, no nosso caso o Club de Regatas Vasco da Gama.
  44. Não era previsto ao Vasco jogar cinco partidas no espaço de dez dias, de 14 a 23/12, no fim de 2000, válidas pelo Campeonato Brasileiro e Copa Mercosul.
  45. Nenhum investimento foi feito em busca do acréscimo de patrimônio do Vasco, entre 1998 e 2002.
  46. No ano de 2022 o Casaca! achou por bem ir na onda da maioria e não se desgastar, dando total apoio à venda do futebol do Vasco, com sua entrega à 777.
  47. No Corinthians, Flamengo, Palmeiras e São Paulo não há política, daí não ser necessário nestes casos entregar o clube a terceiros.
  48. Nonô, do Flamengo, foi considerado o atleta mais popular do Rio em 1930, ficando o vascaíno Russinho na segunda colocação, no chamado concurso Monroe.
  49. O acordo de Romário com o Vasco, realizado em 2004, para pagamento daquilo que lhe era devido, foi assinado em papel de pão.
  50. O ano de 2025 do Vasco no futebol profissional não foi o de pior aproveitamento no século, comparando-se o número de vitórias e derrotas (23 x 28).
  51. O Bank of America não deu calote no Vasco, nem perdeu a discussão na Justiça em dezembro de 2001.
  52. O basquete do Vasco em 2025/2026 vai de vento em popa.
  53. O Casaca! não foi o implementador daquela que seria a maior campanha não oficial de associação e regularização de sócios da história do Vasco, em 2013, da qual participaram inúmeros grupos políticos e apolíticos do Vasco.
  54. O CEO da VascoSAF pôs seus bens à disposição no processo de Recuperação Judicial porque é um vascaíno apaixonado.
  55. O Conselho de Beneméritos do Vasco é composto por pessoas descomprometidas com a instituição, prova disso a votação, em maioria, deles no candidato de Roberto Dinamite, apoiado por Calçada, que havia indicado grande parte dos Beneméritos que estavam no clube à época, e, também, com apoio do governador à época Sérgio Cabral Filho, na eleição do próprio conselho em 2010 e não em Eurico Miranda, oposição na ocasião.
  56. O contrato de locação de São Januário do CRVG com a Vasco SAF, solicitado pelo Conselho de Beneméritos do clube, já foi apresentado aos seus integrantes pela direção atual.
  57. O Cruzeiro teve um gol mal anulado na final do Campeonato Brasileiro de 1974 contra o Vasco, mas o contrário não ocorreu no jogo.
  58. O Flamengo ajudou a FAB no período da 2ª Guerra Mundial, doando dois aviões para ela, a partir de mobilização de seus sócios e torcedores.
  59. O Flamengo conquistou campeonatos no ano de seu centenário e o Vasco não no ano de seu próprio centenário.
  60. O Flamengo tem ampla vantagem no confronto direto contra o Vasco no estádio que é de sua propriedade, o da Gávea.
  61. O Fluminense emprestava de graça seu estádio ao Vasco para jogos, antes da construção de São Januário, portanto não cobrava aluguel pelo uso.
  62. O Fluminense obteve o lado direito do Maracanã para passar a ser o de sua torcida, sem anuência da gestão do Vasco à época, mas com Eurico Miranda sendo a favor.
  63. O futebol do Vasco não foi negociado para a 777 em 2022 a preço de banana, considerando o potencial do clube.
  64. O maior artilheiro brasileiro em gols de falta como profissional é Marcelinho Carioca.
  65. O maior artilheiro brasileiro em uma Copa do Mundo é Ronaldo Nazário, com 8 gols em 2002.
  66. O maior artilheiro da história dos Campeonatos Brasileiros é Túlio Maravilha.
  67. O MUV deixou o patrimônio do Vasco em ótimas condições em 2014 e a gestão de Eurico Miranda o destruiu.
  68. O MUV e seus confrades, que estão no clube em quase 15 anos dos últimos 18, não são responsáveis por quase 1 bilhão da dívida atual do Vasco.
  69. O número de funcionários do Vasco (somando-se SAF e associação) diminuiu após a atual gestão ter retomado o futebol.
  70. O objetivo primordial (plano A) da RJ (antiga concordata), na qual o Vasco foi jogado, era pagar credores parceladamente e não facilitar a vida de um futuro comprador.
  71. O orçamento da VascoSAF, em sendo vendido o futebol do clube para algum investidor que aporte R$4 bilhões em 5 anos e pague, além disso, 1 bilhão de dívidas no mesmo espaço de tempo, será superior ao do Flamengo no mesmo período.
  72. O período de 2015 a 2017 não é uma exceção dos últimos quase 18 anos do Vasco, sob o aspecto esportivo, financeiro, patrimonial e institucional e nele o Vasco não superou todos os grandes do Rio no confronto direto, não conquistou mais títulos e taças que todos eles juntos, não diminuiu sua dívida global, não reavivou sua base, não recuperou seu patrimônio, não foi deixado na Libertadores, nem entregou à gestão seguinte uma joia que traria aos cofres do clube R$56,6 milhões de reais, menos de 90 dias após a sucessão.
  73. O presente de Natal para a torcida do Vasco em 2017 foi a contratação de Escudero e não a classificação à Libertadores, com ele reserva do elenco.
  74. O primeiro atleta a erguer, como capitão, a taça de Campeão do Mundo pela Seleção Brasileira foi o, à época, rubro-negro, Zagallo.
  75. O primeiro garoto-propaganda negro do futebol carioca era atleta do Fluminense.
  76. O Projeto Olímpico do Vasco, iniciado em 1998, tanto quando o investimento forte nele era refutado e não elogiado, motivado e incrementado pelo banco parceiro à época.
  77. O recorde de gols numa mesma partida de Campeonato Brasileiro pertence a Zico.
  78. O Vasco brigou muito com o Flamengo para impedir a implosão do Clube dos Treze, em 2011.
  79. O Vasco não bateu o recorde de invencibilidade em jogos oficiais de sua história e da história do Flamengo, neste quesito, em 2016.
  80. O Vasco não é dos vascaínos. Tem de ser propriedade de terceiros, que tomem para si seu futebol.
  81. O Vasco não estourou o orçamento em 2025, nem teve de antecipar receitas e pegar R$80 milhões emprestados a juros altíssimos em outubro do mesmo ano.
  82. O Vasco não foi francamente prejudicado pelas arbitragens no Campeonato Brasileiro de 2015, perdendo 14 pontos em função disso, ao longo da competição, 11 deles no returno, quando reagia no certame.
  83. O Vasco não ganha uma decisão direta no futebol profissional contra o Flamengo desde 1988.
  84. O Vasco não pagava IPTU de nenhuma de suas propriedades havia 20 anos, até 2025.
  85. O Vasco não pode gerir seu patrimônio, notadamente São Januário, afinal foi gerido a vida inteira pelo MUV e seus confrades.
  86. O Vasco, no século, até a troca de gestão em 01/07/2008, esteve para cair todo ano, piorando o cenário com o número estabelecido de 20 clubes, a partir de 2006.
  87. O zagueiro tricolor Vica não cometeu pênalti sobre Cláudio Adão na final do Campeonato Carioca de 1985, entre Fluminense e Bangu no último minuto de partida e quando o lance ocorreu o árbitro José Roberto Wright já havia apitado o fim do espetáculo.
  88. Os representantes da atual gestão, presentes no Conselho Deliberativo em 2017, foram totalmente favoráveis à moção sugerida em função da classificação do Vasco à Libertadores na época.
  89. Pedrinho pagou o débito do Vasco com o ex-atleta Valdir, integral, na frente dos outros credores, e Valdir deve desculpas a ele.
  90. Pedrinho se manifestou contrário ao contrato com a 777, fazendo questão de deixar sua opinião quando da venda em 2022.
  91. Pelé era rubro-negro.
  92. Quando o Vasco conquistou, em 18/01, o Campeonato Brasileiro de 2000, Eurico Miranda não era o presidente eleito do clube e, diante disso, a responsabilidade pela camisa do SBT posta no jogo foi do Calçada.
  93. Quando virar SAF melhora.
  94. Roberto Dinamite e Julio Brant não disputaram o 2º turno da eleição do Vasco, respectivamente, em 2003 e 2014.
  95. São Januário, depois do episódio da queda do alambrado em 2000, jamais recebeu uma finalíssima de competição nacional em seu estádio.
  96. Sempre Vasco e Mais Vasco não fugiram da eleição de 2020 porque estavam perdendo, apesar de a mesa diretora ter ordenado a continuação do pleito.
  97. Sibéria foi o destino de Eurico Miranda em 2015, com isso o Vasco, no ano seguinte, não transformou seus adversários em “klienty”, não conquistou títulos, não bateu recordes, não equacionou dívidas e não voltou ao seu lugar devido, do qual havia sido retirado por arbitragens “vredit” no ano anterior.
  98. Taffarel é o recordista mundial em número de jogos oficiais consecutivos sem tomar gol.
  99. Toda a base do Vasco valia 48 milhões de reais em 2022.
  100. Vascaíno é tudo otário. Aceita qualquer entrega do clube, a partir de uma historinha bem contada.

Casaca!

7 anos sem Eurico Miranda: os 52 títulos conquistados pelo maior dirigente da história do Vasco

Há sete anos (12/03/2019) o maior e mais vitorioso dirigente de todos os tempos, o saudoso Eurico Miranda nos deixava.

Conquistas (apenas no futebo profissional):

TOTAL: 52 Taças conquistadas (38 oficiais):

Títulos:
1986 – Campeão da Taça GB
1986 – Campeão do Torneio de Juiz de Fora – Minas Gerais
1987 – Bicampeão da Taça GB
1987 – Bicampeão do Torneio de Juiz de Fora – Minas Gerais
1987 – Campeão da Taça TAP – EUA
1987 – Campeão da Copa de Ouro – EUA
1987 – Campeão Carioca
1987 – Campeão do Troféu Ramon de Carranza – Espanha
1988 – Campeão da Taça Rio
1988 – Campeão do 3º Turno
1988 – Bicampeão Carioca
1988 – Bicampeão do Troféu Ramon de Carranza – Espanha
1989 – Campeão do Torneio de Metz – França
1989 – Tricampeão do Troféu Ramon de Carranza- Espanha
1989 – Campeão Brasileiro
1990 – Campeão da Taça GB (INVICTO)
1990 – Campeão do Troféu Adolpho Block – Rio de Janeiro
1991 – Campeão do Torneio da Amizade – Gabão
1992 – Campeão da Copa Rio (INVICTO)
1992 – Campeão da Taça GB (INVICTO)
1992 – Campeão da Taça RIO (INVICTO)
1992 – Campeão Carioca (INVICTO)
1993 – Bicampeão da Taça Rio
1993 – Bicampeão Carioca
1993 – Campeão do Torneio João Havelange – RIo/SP
1993 – Campeão do Troféu Ciutat – Espanha
1993 – Campeão do Troféu Cidade de Zaragoza – Espanha
1993 – Bicampeão da Copa Rio
1994 – Campeão da Taça GB (INVICTO)
1994 – Tricampeão Carioca
1995 – Campeão do Torneio Palma de Mallorca – Espanha
1997 – Campeão do 3º Turno
1997 – Campeão Brasileiro
1997 – Campeão do Troféu Bortolloti – Itália
1998 – Campeão da Taça GB
1998 – Campeão da Taça Rio
1998 – Campeão Carioca
1998 – Campeão da Taça Libertadores
1999 – Campeão do Torneio Rio-SP
1999 – Campeão da Taça Rio (INVICTO)
2000 – Campeão da Taça GB (INVICTO)
2000 – Campeão da Copa Mercosul
2000 – Campeão Brasileiro
2001 – Campeão da Taça Rio (INVICTO)
2003 – Campeão da Taça GB
2003 – Campeão da Taça Rio (INVICTO)
2003 – Campeão Carioca
2004 – Campeão da Taça Rio
2015 – Campeão Carioca
2016 – Campeão da Taça GB (INVICTO)
2016 – Bicampeão Carioca (INVICTO)
2017 – Campeão da Taça Rio (INVICTO)

PS: Em 1996, após intenso trabalho de Eurico Miranda e de seu filho, o hoje professor doutor em História, Mario Angelo Brandão de Oliveira Miranda, o título Sul-Americano Invicto de 1948 foi oficializado pela Conmebol e posto com status de Libertadores.

Mais detalhes sobre o histórico do clube (outros esportes, base, patrimônio, finanças, balanços, gestão, representatividade, parcerias, adversários, números e comparativos) veja no link abaixo:
https://www.netvasco.com.br/n/377804/sergio-frias-publica-historico-detalhado-da-parceria-vasco-nations-bank-e-seus-desdobramentos

A estatística que nos motiva e nos diferencia

1º Tema:

Jamais, em tempo algum, o Vasco disputou uma decisão em dois ou mais jogos (atuando pelo menos num deles no Rio de Janeiro) sem ter sido campeão quando garantido ao menos um empate no primeiro confronto, em termos de títulos interestaduais, nacionais, sul-americanos ou intercontinentais.

ABAIXO O RESUMO:

1953 – Torneio Intercontinental Rivadávia Corrêa Meyer

Decisão:

Vasco x São Paulo

1º Jogo: São Paulo-SP 0 x 1 Vasco

2º jogo: Vasco 2 x 1 São Paulo-SP

Vasco Campeão

—–

1989 – Campeonato Brasileiro

Decisão:

Vasco x São Paulo

1º Jogo: São Paulo-SP 0 x 1 Vasco

*Não houve necessidade do 2º jogo

Vasco Campeão

—–

1993 – Torneio Interestadual João havelange

Decisão:

Vasco x Mogi-Mirim-SP

1º Jogo: Vasco 4 x 0 Mogi-Mirim-SP

2º Jogo: Mogi-Mirim-SP (3) 4 x 0 (4) Vasco

Vasco Campeão

——

1997 – Campeonato Brasileiro

Decisão:

Vasco x Palmeiras-SP

1º Jogo: Palmeiras-SP 0 x 0 Vasco

2º Jogo: Vasco 0 x 0 Palmeiras-SP

Vasco Campeão

——-

1998 – Copa Libertadores

Decisão:

Vasco x Barcelona-EQU

1º Jogo: Vasco 2 x 0 Barcelona-EQU

2º Jogo – Barcelona-EQU 1 x 2 Vasco

Vasco Campeão

——

1999 – Torneio Rio-São Paulo

Decisão:

Vasco x Santos-SP

1º jogo: Vasco 3 x 1 Santos-SP

2º Jogo: Santos-SP 1 x 2 Vasco

Vasco Campeão

——

2000 – Copa Mercosul

Decisão:

Vasco x Palmeiras-SP

1º Jogo – Vasco 2 x 0 Palmeiras-SP

2º Jogo: Palmeiras-SP 1 x 0 Vasco

3º Jogo: Palmeiras-SP 3 x 4 Vasco

Vasco Campeão

——–

2000 – Campeonato Brasileiro

Decisão:

Vasco x São Caetano-SP

1º Jogo – São Caetano-SP 1 x 1 Vasco

2º Jogo – Vasco 3 x 1 São Caetano-SP

Vasco Campeão

——-

2011 – Copa do Brasil

Decisão:

Vasco x Coritiba-PR

1º Jogo – Vasco 1 x 0 Coritiba-PR

2º Jogo – Coritiba-PR 3 x 2 Vasco

Vasco Campeão

——

2025 – Copa do Brasil

Decisão:

Vasco x Corinthians-SP

1º jogo – Corinthians-SP 0 x 0 Vasco

—–

2º Tema:

A história do futebol brasileiro demonstra que períodos prolongados sem títulos não são exceção, mas parte do ciclo natural dos grandes clubes. Ao longo do século XX, as principais agremiações do eixo Rio–São Paulo atravessaram fases de escassez esportiva que ultrapassaram uma década sem conquistas oficiais, fenômeno amplamente registrado nos arquivos das competições estaduais e nacionais.

A análise comparativa desses intervalos revela um dado relevante: enquanto todos os grandes clubes do eixo viveram, em algum momento, jejuns superiores a dez anos, o Vasco da Gama construiu uma trajetória singular dentro desse contexto histórico.

OS GRANDES CLUBES E SEUS PERÍODOS DE JEJUM

1) FLUMINENSE – Jejum entre 1924 e 1936: O Fluminense foi campeão carioca em 1924, em um contexto marcado pela cisão do futebol do Rio de Janeiro, motivada por disputas institucionais e pelo debate racial e social da época. Naquele ano, o Vasco da Gama conquistou o título (Bicampeonato Carioca Invicto) numa liga (a mesma da conquista de 1923, FMDT), enquanto o Fluminense disputou junto a outros clubes preconceituosos o campeonato numa outra liga, formada naquele ano (AMEA). O clube das Laranjeiras só voltaria a ser campeão carioca em 1936, em novo momento de cisão do futebol carioca, conquistando o título numa liga (LCF) em que figuravam, além dele, Flamengo e America, enquanto o Vasco foi Campeão Carioca noutra liga (FMD), onde atuavam, também, Botafogo, Bangu e São Cristóvão, desde 1935. A paz no futebol carioca viria apenas em 1937, com a criação da LFRJ, que absorveria todos os principais clubes da cidade, já campeões até ali.

2) FLAMENGO – Jejum entre 1927 e 1939: O Flamengo conquistou o Campeonato Carioca em 1927 e só voltaria a levantar um título carioca em 1939. Trata-se de um intervalo de 11 anos sem conquistas. O título de 1939 marcou o encerramento dessa seca rubro-negra.

3) BOTAFOGO – Jejum entre 1968 e 1989: O Botafogo viveu um dos jejuns mais longos entre os grandes clubes do Rio de Janeiro. O clube venceu a Taça Brasil de 1968 (edição oficialmente reconhecida como título de 1968, embora encerrada em 1969). O retorno às conquistas só ocorreria em 1989, encerrando um intervalo de 20 anos sem títulos expressivos no cenário principal.

4) CORINTHIANS – Jejum entre 1954 e 1966: O Corinthians conquistou o Campeonato Paulista de 1954 (edição definida em fevereiro de 1955) e só voltou a ser campeão 11 anos depois, quando dividiu o título do Torneio Rio-São Paulo com Vasco, Botafogo e Santos, no ano de 1966.

5) SÃO PAULO – Jejum entre 1957 e 1970: O São Paulo foi campeão paulista em dezembro de 1957, em final disputada no Pacaembu contra o Corinthians. O clube só voltaria a conquistar o Campeonato Paulista em 1970, encerrando um jejum de 12 anos. A conquista marcou o início de um novo ciclo, impulsionado por reforços importantes, como a chegada de Gérson, ex-Botafogo, ao elenco tricolor.

6) SANTOS – Jejum entre 1984 e 1997: O Santos foi campeão paulista em 1984 e permaneceu 12 anos sem títulos de expressão. O jejum foi quebrado em 1997 com a conquista do Torneio Rio–São Paulo, vencido no Maracanã, em fevereiro daquele ano, poucos dias antes do Carnaval, marcando o retorno do clube ao cenário de conquistas relevantes.

7) PALMEIRAS – Jejum entre 1976 e 1993: O Palmeiras foi campeão paulista em 1976 e atravessou um longo período de 16 anos sem títulos. O jejum foi encerrado com a conquista do Campeonato Paulista de 1993, título simbólico e amplamente celebrado, apesar de o clube ainda conquistar, naquele mesmo ano, outros certames importantes, incluindo o Campeonato Brasileiro. O Paulista de 1993 foi o marco que oficialmente tirou o clube da fila.

O CASO SINGULAR DO VASCO DA GAMA

Dentro desse panorama histórico, o Vasco da Gama se destaca por um dado estatístico que o diferencia dos demais clubes do eixo Rio–São Paulo. Ao longo de sua história centenária, o clube jamais chegou à marca de dez anos consecutivos sem a conquista de um título oficial, mesmo atravessando períodos de instabilidade esportiva, financeira e/ou administrativa.

Abaixo as conquistas do Vasco em toda a sua história, desde Campeonatos Cariocas:

1923 – Campeão Carioca

1924 – Bicampeão Carioca (Invicto)

1929 – Campeão Carioca

1934 – Campeão Carioca

1936 – Campeão Carioca

1945 – Campeão Carioca (Invicto)

1947 – Campeão Carioca (Invicto)

1948 – Campeão Sul-Americano (Invicto)

1949 – Campeão Carioca (Invicto)

1950 – Bicampeão Carioca

1952 – Campeão Carioca

1953 – Campeão do Torneio Intercontinental Rivadávia Corrêa Meyer (Invicto)

1956 – Campeão Carioca

1958 – Campeão do Torneio Rio-São Paulo

1958 – Campeão Carioca

1966 – *Campeão do Torneio Rio-São Paulo

*Empatado com Botafogo, Corinthians e Santos.

1970 – Campeão Carioca

1974 – Campeão Brasileiro

1977 – Campeão Carioca

1982 – Campeão Carioca

1987 – Campeão Carioca

1988 – Bicampeão Carioca

1989 – Campeão Brasileiro

1992 – Campeão Carioca (Invicto)

1993 – Bicampeão Carioca

1993 – Campeão do Torneio Interestadual João Havelange

1994 – Tricampeão Carioca

1997 – Campeão Brasileiro

1998 – Campeão Carioca

1998 – Campeão Sul-Americano

1999 – Campeão do Torneio Rio-São Paulo

2000 – Campeão da Copa Mercosul

2000 – Campeão Brasileiro

2003 – Campeão Carioca

2011 – Campeão da Copa do Brasil

2015 – Campeão Carioca

2016 – Bicampeão Carioca (Invicto)

Essa característica coloca o Vasco em uma posição singular no recorte histórico dos grandes clubes brasileiros. Diferentemente de seus pares, o clube sempre conseguiu interromper seus ciclos negativos antes de atingir uma década completa sem conquistas.

Com a conquista da Copa do Brasil neste domingo, diante do Corinthians, o clube não apenas adicionará um título de peso nacional ao seu acervo, como também reafirmará um dado histórico relevante: permanecerá como o único clube do eixo Rio–São Paulo que nunca completou dez anos sem levantar um campeonato oficial, desde estaduais.

Trata-se de um fato objetivo, sustentado por dados cronológicos, que ultrapassa o debate emocional e se insere no campo da história esportiva. A conquista ratificará uma regularidade rara, em um futebol marcado por longos ciclos de hegemonia e jejum.

Equipe Casaca!

MUV – Movimento Unido Vitimista 

“Léo Jardim leva cartão vermelho por supostamente retardar a partida. Ressonância Magnética desmente a tese do árbitro, dublê de médico por um dia”.

Alguém já viu o queridinho da mídia ser prejudicado pela arbitragem em um jogo decisivo? Não se lembra? Pois é. Provavelmente essa situação hipotética jamais tenha existido.

O futebol envolve paixões e muito, muito dinheiro. E por tais razões, entretenimento pode ser mais interessante que competição.

O C. R. Vasco da Gama, clube historicamente popular, foi a negação do sistema que privilegiou clubes de origem aristocrática ou vocação populista. Não lhe restaram alternativas que não fossem enfrentar um sistema que o excluía, ou se conformar por medo do enfrentamento. Alguns exemplos: 1979 – tri em 2 anos, 1981 – ladrilheiro, 1986 – papeletas amarelas. Pesquisem. Naquele momento surgia um vascaíno que resolveu se insurgir contra esse beneficiamento sistêmico. Eurico Miranda pagou o preço de rejeitar uma realidade que insistia em fazer do Vasco um coadjuvante.

Por outro lado, o sistema se reorganizava para combatê-lo. Não mais nos clubes da zona sul, mas dentro do Vasco. Nos anos 90, surgia o MUV. Incensado pela flapress, foi oposição à chapa que venceria o pleito de 1997. Coincidência ou não, a chapa vencedora daria início ao que seria o período mais glorioso da história do C. R. Vasco da Gama.

Já o que vemos nos dias de hoje é a continuação daquele movimento, que se habituou a usar a popularidade de ex-jogadores para ganhar voto.

Movimento que se acostumou a justificar resultados pífios, escorando-se no passado. Fraco nos bastidores do futebol, exatamente onde deveria trabalhar contra o sistema. 

Mas optam pelo vitimismo, a fim de não ir de encontro à mídia, tampouco evidenciar a própria incompetência. Aceitam o lugar de coadjuvante, pois imaginam que isso os exime da responsabilidade. Ora amarelos, ora roxos. 

Movimenta-se unido. 

Unido pelo Vitimismo.

Luiz Baptista Lemos

A cera e os “médicos”

Diante da absurda expulsão do goleiro Léo Jardim na partida contra o Internacional, realizada no último domingo, 27 de julho, no Estádio Beira Rio, é necessário que teçamos as críticas aos doutores de plantão mídia afora e na comissão de arbitragem da CBF. O episódio se configurou numa clara injustiça contra um atleta do clube, além de representar uma afronta ao que está expresso na regra.

Durante a partida, ficou comprovado que o goleiro Léo Jardim comunicou com absoluta clareza ao árbitro sentir dores e precisar de atendimento médico. A evidência foi confirmada por meio de leitura labial, com base no vídeo do lance, e a partir da captação de áudio registrada no microfone utilizado por Flávio Rodrigues de Souza, árbitro da partida. Trata-se de uma gravação à qual a Confederação Brasileira de Futebol tem total acesso. Mesmo diante da manifestação objetiva do atleta, o árbitro optou por ignorar a situação e aplicou o segundo cartão amarelo, resultando em sua expulsão de forma absolutamente indevida.

No dia seguinte à partida, em 28 de julho, foi emitido um laudo médico oficial, assinado pelo doutor Luiz Fernando Schwinden, no qual se confirma que o goleiro Léo Jardim apresentava alterações contusionais na junção costocondral do último arco costal esquerdo, além de hematomas musculares profundos… A constatação clínica põe em xeque certezas empíricas do árbitro e de seus defensores ao longo das 24 horas seguintes. A expulsão aplicada por Flávio Rodrigues de Souza, teve como justificativa a suposta prática de “cera”, como se o atleta estivesse retardando deliberadamente o reinício da partida. Contudo, o laudo do exame faz crer o contrário.

De acordo com o que estabelecem as normas do futebol, o goleiro é uma exceção à regra, quanto à proibição do atendimento em campo. A lógica disso versa sobre o fato de ser ele o único atleta cuja ausência inviabiliza a continuidade do jogo. A omissão do árbitro em acionar o atendimento médico, bem como a punição disciplinar imposta a Léo Jardim, violam frontalmente esse princípio e ferem a lógica mínima do bom senso, da segurança e da própria regra de jogo.

Tendo em vista a gravidade dos fatos, cabe ao Club de Regatas Vasco da Gama (que comanda a VascoSAF) adotar posicionamento firme junto aos órgãos competentes. A anulação do cartão vermelho aplicado ao goleiro Léo Jardim, bem como sua liberação para a próxima partida do Campeonato Brasileiro, desde que esteja clinicamente apto, é uma excepcionalidade diante da excentricidade vista pela arbitragem no caso. Por outro lado, o árbitro Flávio Rodrigues de Souza, diante do ocorrido, não deveria ser envolvido em qualquer partida do Vasco durante o atual Campeonato Brasileiro, seja com o clube atuando como mandante ou visitante.

O episódio insólito de domingo não pode ter o fim que se quis dar, num roteiro no qual se fez cera para tocar o dedo na ferida do erro cometido pelo árbitro, absolvido devido ao diagnóstico dado por “médicos” de ocasião.

Casaca!

Atropelo e desproteção do clube, sem fiscalização dos Conselhos

O que ocorreu na reunião do Conselho Deliberativo do Club de Regatas Vasco da Gama, realizada no dia 11 de junho de 2025, na sede náutica da Lagoa, representa mais um grave capítulo do processo de esvaziamento democrático e de atropelo promovido pela atual gestão.

Sem um debate mais extenso e com visível desrespeito à participação efetiva dos órgãos estatutários, a diretoria impôs a votação de um estatuto (elaborado por ela própria) da Sociedade de Propósito Específico (SPE), entidade que irá gerir patrimônio e decisões estratégicas que impactarão diretamente o presente e o futuro do Vasco.

Desde o início, o CASACA! e vários conselheiros alertaram: não se trata de decisão administrativa comum, mas de um movimento estrutural e complexo, que exige profundo debate, responsabilidade e, acima de tudo, a participação soberana dos sócios, legítimos donos da instituição.

É fundamental deixar registrado que, na Assembleia Geral Extraordinária anteriormente realizada, os sócios autorizaram tão somente a constituição da SPE, sem qualquer deliberação sobre o conteúdo de seu estatuto social. A gestão avançou na definição unilateral de cláusulas e regras, sem a necessária oportunização de debates aprofundados, elaboração de emendas, além do fato de que nenhuma comissão para a elaboração do estatuto foi convocada nos Conselhos.

É evidente que o Conselho Deliberativo do Vasco, quando aprovou a constituição de uma Sociedade de Propósito Específico, não estava abrindo mão de discutir os termos, a forma de controle e de fiscalização, uma vez que a empresa só existirá para satisfazer algo vinculado ao patrimônio do próprio Vasco e com apenas o clube como ÚNICO acionista. É óbvio, também, que, sendo a criação de algo não previsto no estatuto, o seguimento de tal criação, uma vez umbilicalmente ligado ao clube, teria de ser discutido de forma densa e passando por trâmites similares às criações surgidas de interesse do próprio clube. Ademais, o artigo 37 do Regimento Interno do Conselho Deliberativo é claro: “O Conselho Deliberativo, como poder supremo do Clube, resolverá qualquer dúvida ou questão não prevista no estatuto ou neste Regimento Interno.” A questão (estatuto da SPE), de alto interesse do Club de Regatas Vasco da Gama, está, portanto, prevista para ser discutida, considerando o Regimento Interno. E o procedimento similar ao adotado em reformas estatutárias e criação de códigos das mais variadas ordens seria o caminho natural a seguir no caso em tela.

No Conselho de Beneméritos, já haviam sido levantados diversos pontos sensíveis, que exigiam reflexão, tais como: a necessidade de elaboração de um Regimento Interno da SPE, com importante papel entre as competências das comissões dos Conselhos Deliberativo e de Beneméritos sobre o tema; a própria vinculação do Estatuto da SPE, mais do que a legislações específicas, também aos Poderes colegiados do clube, como órgãos de controle (inclusive de um percentual das verbas que foge ao controle do Poder Público e perfaz 20% do valor total do Potencial Construtivo, ou seja, R$ 100.000.000,00); e a absoluta falta de debate prévio, que permitisse aos interessados estatutariamente avaliar, com a devida profundidade, o tema de forma mais abrangente e segura ao clube.

Durante a própria sessão do Conselho Deliberativo do dia 11/06, diante da gravidade das lacunas e das inúmeras dúvidas levantadas, foram colocadas quatro propostas para apreciação, duas delas (a terceira e a quarta) oriundas de debate ocorrido no âmbito do Conselho de Beneméritos, em reunião anterior à do Conselho Deliberativo, ocorrida no fim da tarde do mesmo dia.

1️⃣ Aprovação direta (SIM) do Estatuto da SPE, como defendido pela gestão;

2️⃣ Rejeição total (NÃO) do Estatuto da SPE;

3️⃣ Aprovação condicionada à posterior elaboração de um Regimento Interno, conforme proposta encaminhada pelo Grande Benemérito Alexandre Bittencourt, incorporando as demandas levantadas pelas comissões dos Conselhos Deliberativo e de Beneméritos;

4️⃣ Remarcação da votação para o dia 17 de junho de 2025, como sugerido pelo Benemérito Sérgio Frias, permitindo o necessário debate plural, a apresentação de emendas e o devido amadurecimento da matéria.

Mesmo diante de propostas sensatas, que visavam proteger o Clube e respeitar seu processo institucional, a gestão e seu agrupamento político, fundamentalmente, optaram pelo caminho da mera anuência aos desejos da administração, ignorando as ponderações e os questionamentos apresentados.

O resultado da votação, considerando a manifestação de vários conselheiros de oposição, membros do corpo de Beneméritos e apenas um conselheiro da situação — fora da diretoria administrativa —, manifestando intenção prévia de não dar aceite à proposta do sim pura e simplesmente, deixa evidente o cenário de esvaziamento do debate.

Os votos no Conselho Deliberativo foram assim divididos:

Abstenção: 0 (zero);

Favoráveis à aprovação direta do Estatuto da SPE: 14 votos no plenário presencial e 72 votos no plenário virtual, totalizando 86 votos;

Favoráveis à rejeição total: 5 votos no plenário presencial e 0 voto no virtual, totalizando 5 votos;

Favoráveis à proposta de Alexandre Bittencourt (aprovação com Regimento Interno obrigatoriamente construído com participação das comissões oriundas dos Conselhos de Beneméritos e Deliberativo do Vasco): 1 voto presencial e 6 votos virtuais, totalizando 7 votos;

Favoráveis à proposta de Sérgio Frias (adiamento para o dia 17/06 e abertura para emendas e debates, considerando, também, como positivos os pontos inerentes à construção do Regimento Interno, levantados imediatamente acima): 9 votos presenciais e 12 votos virtuais, totalizando 21 votos.

Após os votos favoráveis à aprovação direta, a quarta proposta foi a que recebeu a maior adesão do Conselho, deixando claro que havia significativa parcela de conselheiros cientes da complexidade da matéria e defensores de um debate mais profundo, com ampla participação dos Conselhos e cuidados diversos a serem tomados em defesa do Vasco, para além de administrações.

O Casaca! permanece firme na defesa consistente do Club de Regatas Vasco da Gama.

A diretoria passará. O Club de Regatas Vasco da Gama, sua história de luta, resiliência, zelo, cuidado e consequente proteção institucional, permanecerão.

Casaca!

Nota Oficial: AGE e SPE de 23/05/2025

Nas últimas 48 horas, o CASACA!, representado pelo Benemérito Sérgio Frias e com o respaldo integral de todo o grupo, foi diligente, visando a assegurar a proteção institucional do Club de Regatas Vasco da Gama no processo em curso de constituição de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE).

A ação se deu a partir da preocupação com riscos e implicações associados à formação de uma SPE vinculada ao Clube.

Diante disso, houve a mobilização imediata junto a figuras proeminentes do clube, representantes de poder e da Comissão de Patrimônio dentro do Conselho de Beneméritos, dialogando, debatendo e alertando a todos, com o objetivo de garantir que os princípios estatutários do Club de Regatas Vasco da Gama fossem respeitados.

Como resultado dessa atuação e da movimentação de outros, foram promovidas alterações relevantes tanto no texto do Estatuto da SPE (ainda em construção) quanto no edital de convocação da AGE.

Alterações no conteúdo do texto estatutário ocorreram ainda no dia 22 de maio, refletindo os esforços diretos em ajustar o processo às exigências de governança interna e proteção dos interesses do Clube relacionados à SPE.

Após amplo e intenso debate interno, o CASACA! informa que sua posição será favorável (VOTO SIM) à constituição da SPE, mas com ressalvas, considerando duas questões essenciais, posteriores à aprovação da SPE:

  1. Análise e aprovação do Estatuto da SPE pelo Conselho Deliberativo do Club de Regatas Vasco da Gama;
  2. Participação ativa e contínua das instâncias estatutárias do Clube, assegurando que qualquer iniciativa vinculada ao seu patrimônio ou operação respeite tal premissa.

Nesse sentido, comunicamos que iremos protocolar, ao longo da Assembleia Geral Extraordinária de hoje, documento requerendo que o Estatuto da SPE, enquanto em fase de construção, seja obrigatoriamente submetido à análise e deliberação dos Conselhos Deliberativo e de Beneméritos do clube. Tal providência reforça a coerência do posicionamento do grupo, sendo condição essencial para a manifestação favorável à constituição da SPE.

Reiteramos o compromisso com a institucionalidade e o cumprimento estatutário do CRVG.

CASACA!

Parabéns, Garotos do Vasco Sub-17! Campeões da Copa do Brasil e mostram caminho que a Diretoria precisa seguir

O Vasco da Gama reafirmou nesta terça-feira (6) a sua vocação histórica como clube formador ao conquistar, de maneira invicta, o seu primeiro título da Copa do Brasil Sub-17. Em uma decisão emocionante no Estádio Luso-Brasileiro, os Meninos da Colina empataram por 2 a 2 com o Bahia no tempo regulamentar, com gols de Andrey Fernandes e Cristofer, e venceram por 5 a 3 nos pênaltis, com uma defesa decisiva do goleiro Lucas Andrade. O título é simbólico: mostra que, mesmo em meio a dificuldades, o talento forjado em São Januário continua pulsando.

A história do Vasco sempre foi construída com base em sua força nas divisões inferiores. De lá saíram nomes que marcaram época, como Roberto Dinamite, maior artilheiro do clube e do Campeonato Brasileiro, e Romário, que começou sua trajetória no Vasco antes de se tornar o melhor jogador do mundo pela FIFA em 1994 e ser peça-chave na conquista do tetracampeonato com a Seleção. Outros nomes como Philippe Coutinho, Alex Teixeira, Douglas Luiz, Paulinho, Alan Kardec, Ricardo Graça, Luan Garcia, Alan, Morais, Evander e Gabriel Pec também saíram da base cruzmaltina e ganharam o mundo.

É impossível falar dessa tradição sem citar Felipe Maestro e Pedrinho, revelados em São Januário e multicampeões no final dos anos 1990. Hoje, ambos ocupam posições de liderança no clube, Felipe como diretor técnico e Pedrinho como presidente. São dois ex-atletas que conhecem, como poucos, o valor da base e sua importância no resgate do Vasco. Justamente por isso, é incompreensível e frustrante que essa gestão esteja negligenciando a integração entre os talentos formados no clube e o elenco profissional.

A diretoria atual, apesar do discurso de reconstrução, insiste em repetir erros de outras administrações recentes ao priorizar contratações que pouco contribuem tecnicamente, ignorando o potencial dos jovens que vestem a cruz de malta desde cedo. Falta planejamento, convicção e, sobretudo, sensibilidade para perceber que a base é mais do que uma promessa: é um ativo estratégico, esportivo e financeiro. Ver Felipe e Pedrinho, figuras que simbolizam essa tradição, não atuando firmemente para promover essa conexão é decepcionante. Justamente quem viveu essa transição e sabe o peso de uma oportunidade no time principal deveria liderar esse movimento com convicção.

O título da Copa do Brasil Sub-17 é mais do que uma taça: é um sinal claro de que o caminho está traçado. Cabe agora à gestão reconhecer esse potencial e agir com coerência. A mescla entre juventude e experiência sempre foi uma receita segura no futebol. No Vasco, ela está sendo desperdiçada.

Valorizar a base não é o único caminho, mas certamente é um dos principais para que o Vasco volte a ser protagonista de sua própria história, e da história do futebol brasileiro. Os Meninos da Colina mostraram que estão prontos para dar o próximo passo. Resta saber se quem comanda o clube terá a grandeza de olhar para dentro e reconhecer que o verdadeiro futuro do Vasco já está sendo moldado, e como sempre, em São Januário.

Tiago Scaffo

De Ídolo a Alvo

O Vasco da Gama atravessa um dos períodos mais conturbados de sua história recente, marcado por decisões administrativas controversas, falta de planejamento e um distanciamento crescente entre a diretoria e sua apaixonada torcida. A gestão atual, liderada por Pedrinho, tem acumulado erros que comprometem não apenas o desempenho esportivo, mas também a credibilidade institucional do clube.

A ascensão de Pedrinho à presidência foi inicialmente recebida com simpatia por boa parte da torcida. Ex-jogador do clube e comentarista de TV, ele carregava consigo uma imagem positiva, associada a um período bom da história vascaína e reforçada por sua postura técnica, comentando futebol, uma vez na imprensa. No entanto, ao assumir a presidência, a relação simbólica com a torcida deu lugar à realidade dura das cobranças por resultados e gestão eficaz. A empatia inicial se transformou em frustração, sobretudo quando decisões fundamentais começaram a expor a falta de preparo e comando.

Em maio de 2024, já com o controle do futebol de volta ao clube, após a ruptura com a 777 Partners, a diretoria permitiu que o técnico português Álvaro Pacheco, contratado ainda na transição, assumisse o cargo. Sua estreia resultou em uma derrota inaceitável por 6 a 1 para o Flamengo, a maior sofrida pelo Vasco na história do clássico. Pacheco permaneceu apenas 30 dias no cargo, com um desempenho de três derrotas e um empate, sendo demitido em junho. Pedrinho demorou dois dias para se pronunciar após o vexame citado, agravando a sensação de omissão.

Ainda no final de 2024, houve a tentativa frustrada de contratar Renato Gaúcho, que recusou o convite por divergências salariais. Essa tentativa, seguida pela chegada de Fábio Carille já em 2025, escancarou a ausência de planejamento técnico. O elenco, por sua vez, teve nas contratações de atletas, com poucas exceções, performances até aqui não correspondidas quanto às expectativas, sendo amplamente alvo de contestação por parte da torcida.

No plano econômico-financeiro, a gestão se mostrou desorganizada. O balanço patrimonial de 2023 foi apresentado com mais de três meses de atraso, revelando uma dívida de R$ 212 milhões. Posteriormente, em fevereiro de 2025, o clube ingressou com um pedido de recuperação judicial para reestruturar uma dívida estimada em R$ 1,4 bilhão. A medida, anunciada sem debate prévio com os sócios e nenhum na reunião que definiu a escolha pelo caminho da Recuperação Judicial (antiga Concordata) no Conselho Deliberativo, apesar de inúmeros questionamentos dos conselheiros não vinculados à situação. Pouco mais de um mês depois, foi apresentado pela empresa que fará a função de Administrador Judicial na Concordata um número de admissões do mês de maio em diante, superior a 100 funcionários (contra pouco mais de 30 demissões), enquanto o clube alegava dificuldades financeiras e se punha numa situação falimentar, em relação à SAF, no discurso de dentro da própria direção, fora as compras de direitos econômicos, que fizeram dessa gestão, no século, a que mais gastou com esse modelo de contratação, em considerando o Vasco tomando as rédeas do futebol, como sempre ocorreu em mais de 125 anos, dos seus quais 127 anos de vida.

Um episódio emblemático dessa desorganização financeira foi a dívida com o São Paulo pela contratação do zagueiro Léo. O Vasco adquiriu o jogador em 2023 por R$ 17 milhões, mas pagou apenas 45% do valor acordado. Mesmo sem quitar a dívida, o clube carioca vendeu o atleta ao Athletico-PR por R$ 12,5 milhões. Diante da inadimplência, o São Paulo acionou a CBF e a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), e considerou recorrer à FIFA para solicitar sanções contra o Vasco, como o impedimento de registrar novos jogadores, enquanto o clube jogou na recuperação judicial o débito .

No campo institucional e organizacional, a gestão Pedrinho demonstrou fragilidade. Não houve posicionamento firme em episódios cruciais, como as polêmicas do Campeonato Carioca de 2025, a falta de pressão institucional frente à FERJ em arbitral prévio à competição, ou quanto à vontade exposta de atuar contra o Flamengo no Campeonato Brasileiro de 2025 em São Januário e a omissão posterior à fala. A condução administrativa ficou marcada por relações pessoais e escolhas questionáveis, como a manutenção de aliados próximos em cargos-chave e a ausência de reações firmes e explícitas em episódios que exigiam liderança, como o recente caso envolvendo o diretor técnico Felipe, com quem Pedrinho tem relação próxima.

Tudo isso resultou em um ambiente de crescente impaciência da torcida e desgaste da figura presidencial. A imagem de Pedrinho, antes blindada por sua história no clube, passou a ser diretamente associada ao fracasso técnico, à falta de direção institucional e à desconexão com os anseios do torcedor. A situação culminou em um episódio simbólico e grave: a agressão, em Brasília, de um torcedor que protestava pacificamente contra a diretoria, cometida por um segurança do clube. Longe de ser um fato isolado, esse ato violento representa o colapso da relação entre gestão e torcida, um reflexo direto de uma administração que, em vez de ouvir e dialogar, tem preferido o silêncio, o bloqueio nas redes sociais e a repressão.

Diante desse cenário, é imperativo que a diretoria do Vasco da Gama adote uma postura mais transparente, dialogando com sócios e torcedores e estabelecendo um planejamento estratégico claro e eficaz. A reconstrução da confiança passa por reconhecer erros, abandonar relações políticas personalistas e reafirmar um compromisso institucional com os valores históricos do clube. Só assim o Vasco poderá superar a crise atual e retomar o caminho das vitórias e conquistas, dentro e fora de campo.

Tiago Scaffo