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Uma safra de jogadores identificada com as cores do Vasco

Os anos passam, os adversários mudam, mas o campeão é sempre o Vasco da Gama quando a disputa envolve atletas da geração 1998! Mantendo sua tradição de vitórias e quebra de tabus, a safra composta por jogadores nascidos no ano do centenário cruzmaltino formou a base do time que superou o Fluminense no último domingo (30/04) e levou o Gigante da Colina ao título da Taça Guanabara sub-20, competição que o clube não vencia há 20 anos.

A conquista evidencia não apenas o excelente trabalho desenvolvido nos juniores, mas destaca a importância e justifica o investimento nas categorias iniciais. Dos 13 jogadores utilizados por Marcus Alexandre nas Laranjeiras, apenas Mayck e Léo Couto não fizeram toda a base na Colina. Mateus Vital, por exemplo, chegou ao Vasco em 2003, com apenas cinco anos de idade. O volante Andrey, um ano depois, aos seis, e o capitão Alan, com nove anos, em 2008.


Mateus Vital chegou ao Vasco em 2003, quando tinha apenas cinco anos

Todos atuaram juntos no futsal e venceram competições pelas equipes que passaram nas quadras antes da transição para o campo, onde também cansaram de levantar troféus. Com a conquista da Taça Guanabara sub-20 nas Laranjeiras, para se ter uma ideia, a geração 98 atingiu a marca de 10 títulos dentro da base cruzmaltina. A safra foi campeã em todas as categorias que defendeu, do pré-mirim aos juniores.

– Esse título teve um sabor especial e significou muito para mim, não só por ser campeão, mas pela recuperação que esse grupo teve. Quando ninguém mais acreditava, nós pegamos força de onde não tínhamos e demos a volta por cima. Graças a Deus, nosso trabalho foi coroado essa conquista, a única que nos faltava na base. Me sinto muito honrado em poder fazer parte desse grupo tão maravilhoso, que mais uma vez colocou o nome na história do Vasco – comentou Mateus Vital.


Alan, Marcus Alexandre e Douglas: volante torceu pelos amigos de geração nas Laranjeiras

Talento individual e comprometimento tático não faltam, mas se engana quem pensa que esses são os principais segredos do sucesso da vitoriosa safra. A união e o amor à camisa do Vasco da Gama são características marcantes da mesma. A presença de Douglas nas Laranjeiras, a emoção com o grito de “Casaca” e o abraço coletivo aos torcedores presentes nas arquibancadas serviram para evidenciar o DNA cruzmaltino da geração 98.

– Nossa geração realmente é especial. Nascemos no ano que o clube foi campeão da Libertadores. Temos um vínculo muito forte entre nós e com o Vasco. É algo de família. A presença do Douglas só confirmou isso. Embora ele esteja num momento diferente, no lugar que todos nós almejamos chegar, que é o profissional, foi lá e nos deu força. Temos um amor muito grande por esse clube, até por todo tempo que temos aqui dentro, conhecemos cada detalhe de São Januário. Então, carregamos essa paixão e buscamos honrar a camisa do Vasco sempre que entramos em campo – disse Rafael França, volante que vem atuando na lateral-direita e defende as cores do Gigante desde 2007.


Rafael França posa com a Taça Guanabara sub-20 nas Laranjeiras

Os títulos da Geração 98 do Vasco da Gama nos gramados:

– Taça Rio Bonito sub-11 de 2009
– Copa Light sub-11 de 2009
– Mundialito de Clubes sub-13 de 2011
– Torneio Guilherme Embry sub-14 de 2012,
– Taça Guanabara sub-15 de 2013
– Copa da Amizade Brasil-Japão sub-15 de 2013
– Campeonato Carioca sub-15 de 2013
– Taça Guanabara sub-17 de 2015
– Campeonato Carioca sub-17 de 2015
– Taça Guanabara sub-20 de 2017


Presidente Eurico Miranda, Mateus Vital e Andrey em 2005- Fotos: Paulo Fernandes/Vasco.com.br.
 
Fonte: site CRVG

Com gol de Paulinho, Sub-20 bate Fluminense e conquista Taça Guanabara

Por: Carlos Gregório Júnior e Matheus Alves

Laranjeiras, Rio

É CAMPEÃO! Na manhã deste domingo (30/04), nas Laranjeiras, o Sub-20 venceu o Fluminense por 1 a 0 e conquistou a Taça Guanabara. O gol de Paulinho no segundo tempo coroou a grande atuação dos vascaínos e o belo desempenho durante a competição. Em 17 jogos, o Almirante obteve 10 vitórias, quatro empates e três derrotas. O resultado fez o Vasco encerrar um jejum de três anos sem títulos na categoria. O último troféu levantado havia sido a Taça Belo Horizonte de 2013.
 
O JOGO

Devido ao fato do clássico ser disputado nas Laranjeiras, a expectativa era que o Fluminense encurralasse o Vasco em busca do gol. O Tricolor até teve a primeira oportunidade do jogo, aos dois minutos, com Ramon, mas foi o Cruzmaltino que mandou no confronto no primeiro tempo. Aos cinco minutos, Alan Cardoso cobrou escanteio, a bola desviou e sobrou nos pés de Paulo Vitor, mas Yuri saiu em seus pés e salvou os donos da casa. Na sequência, Mateus Vital bateu o corner curtinho e Dudu finalizou com perigo.
 
O Gigante da Colina seguiu pressionando e levando perigo. Aos oito, Bruno Cosendey apertou a saída de bola, desarmou o adversário e chutou com força. A bola só não balançou as redes devido a uma fantástica intervenção de Yuri. O tempo foi passando e o clássico continuou sendo dominado pelo Almirante. Aos 23, Robinho recebeu de Cosendey e finalizou rente à trave.  Três minutos depois, aos 26, Paulo Vitor tabelou com Mateus Vital e arrematou nas mãos do camisa 1 rival.
 
Recuado, o Fluminense só voltou a criar nos derradeiros momentos do primeiro tempo. As investidas, porém, foram defendidas com tranquilidade por João Pedro. Antes do árbitro decretar o fim da metade da partida, o Cruzmaltino assustou em finalização de Mateus Vital.

Paulinho comemora gol marcado no segundo tempo – Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br
 

O panorama do duelo não mudou no começo do segundo tempo. Logo aos dois minutos, Paulo Vitor foi lançado em profundidade e chutou perto da meta. A pressão vascaína seguiu enorme nos minutos que antecederam a parada técnica. Aos 17, Dudu foi derrubado na entrada da grande área e Cosendey cobrou a falta com perigo. Um minuto depois, aos 18, Paulo Vitor foi lançado em profundidade, limpou a marcação e arrematou próximo ao canto esquerdo de Yuri. De tanto tentar, o Gigante conseguiu balançar as redes, com Paulinho, aos 26. O atacante recebeu de Cosendey, invadiu a área, limpou a marcação e chutou no cantinho: VASCO 1 x 0.

Recuado, o Gigante da Colina sofreu a pressão do Fluminense até os últimos minutos, mas conseguiu se defender bem. Paulo Vitor teve a chance de ampliar o placar aos 46 minutos, mas acabou parando nas mãos do goleiro Yuri. Com o placar garantido, os vascaínos se sagraram campeão da Taça Guanabara!
 
Escalação do Vasco: João Pedro, Rafael França, Mayck, Ricardo e Alan Cardoso; Andrey, Cosendey, Dudu (Paulinho), Mateus Vital (Pedro) e Robinho (Léo); Paulo Vitor. Treinador: Marcus Alexandre.

Andrey é marcado de perto por adversário – Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br
 
Fonte: Site Oficial

Nota Oficial – Contas de 2016

Nota Oficial

RECEITAS DO VASCO CRESCEM, DÍVIDAS DIMINUEM MAS AINDA PRESSIONAM BALANÇO DO CLUBE

Pelo segundo ano consecutivo, as receitas do Vasco cresceram e o balanço do clube mostra que o trabalho para a diminuição da dívida ainda exige um grande esforço para alcançar um equilíbrio necessário.

Alguns pontos merecem ser destacados:

1 – As receitas chegaram a 213 milhões de reais em 2016 contra 189 milhões de reais em 2015 e 129 milhões de reais em 2014.

2 – O superavit do exercício alcançou 11,9 milhões de reais, o que contribuiu novamente para a melhora do patrimônio líquido do clube.

3 – Os direitos de transmissão de TV chegaram a 165 milhões de reais em 2016 contra 104 milhões de reais em 2015. Vale ressaltar que foram lançados exclusivamente recursos que entraram no caixa do clube e não pagamentos futuros por contratos já assinados.

4 – O passivo do Vasco também voltou a diminuir fechando no ano passado em 559 milhões de reais contra 579 milhões de reais em 2015 e 688 milhões de reais em 2014, último ano da administração anterior.

5 – O patrimônio líquido também melhorou ficando negativo em 289 milhões de reais em 2016 contra um negativo de 301 milhões de reais em 2015 e 366 milhões de reais em 2014.

Em resumo, em meio a um quadro de crise econômica no Brasil, a administração do Vasco conseguiu em 2016 combinar o aumento de receita com a redução da dívida. Mesmo assim, o quadro social deve saber que a situação ainda exige sacrifícios para devolver ao clube a tranquilidade de planejamento.

O clube recebido no fim de 2014 estava a beira da insolvência e, hoje, pode apresentar um resultado que mostra efetivamente um processo de recuperação que ainda terá etapas pela frente.

Eurico Miranda
Presidente

Fonte: Site oficial do Vasco

Dois Pesos, Duas Medidas

 

Trecho de Parecer de auditoria independente sobre as contas do Vasco em 2016 (destaque do GloboEsporte.com):

“Observamos o grau de endividamento operacional, a falta de liquidez imediata (…) indicam que o Club de Regatas Vasco da Gama evidenciando a necessidade de aporte de recursos financeiros. A administração está aplicando esforços com o objetivo de minimizar os impactos em seu fluxo de caixa. (…) A continuidade das suas atividades operacionais dependerá do sucesso das medidas que estão sendo tomadas pela administração (…). Todavia, eventos ou condições futuras podem levar o Club de Regatas Vasco da Gama a não mais se manter em continuidade operacional.”

Trecho de Parecer de auditoria independente a respeito das contas do Flamengo em 2016:

“O Clube apresenta capital circulante e patrimônio líquido negativos. Assim, a continuidade de suas atividades depende das diversas medidas que a administração vem tomando para assegurar a recuperação financeira do Clube e o alcance do equilíbrio econômico de suas operações, conforme mencionado na Nota n° 1. As demonstrações financeiras foram preparadas no pressuposto da continuidade normal das atividades do Clube.”

Questão: 

Se os pareceres independentes são idênticos e os números do Vasco indicam aumento de receita e redução da dívida, por que a mídia esportiva destaca quanto ao Vasco a visão negativa dos números, enquanto em relação ao Flamengo destaca as evoluções?

Por que quando o Flamengo evolui sua administração é considerada revolucionária e profissional e a do Vasco não? 

Cartas para a redação. 

CASACA!

A Rede e Os Bobos

 

O Vasco pretende lançar, em breve, projeto que possibilitará a descoberta de talentos para o futebol. A intenção é criar uma rede de observadores que possam indicar para o clube jovens promissores. A ideia, a princípio, é dispor de ex-atletas que jogaram pelo Vasco para a função. Pelo menos um em cada estado brasileiro. Já há cerca de 30 ex-jogadores vascaínos dispostos a atuar neste programa.

A exceção ficaria por parte do ex-atacante da seleção paraguaia Cabañas, que seria mais um observador, mesmo sem ter sido jogador do Vasco e, ao contrário dos demais, atuando em território vizinho, também celeiro de bons jogadores.

Por motivos óbvios, a torcida do Vasco passou a nutrir simpatia por Cabañas e, anos depois, se sensibilizou com os acontecimentos que reduziram seu tempo de carreira. Aquela que era até ali uma trajetória de sucesso, foi interrompida repentinamente, trazendo dificuldades posteriores evidentes. Há, portanto, um caráter social por trás desta iniciativa, também.

Ocorre que aqueles de visão turva, torta e burra, que insistem na crítica com fins meramente políticos, decidiram se pronunciar. E, como sempre, foi um desastre. Referimo-nos ao ex- executivo da Odebrecht e da Andrade Gutierrez (currículo informado pelo próprio), mas que assina ações contra o Vasco dizendo-se jornalista, Julio Brant. Em tom de galhofa, ele diz que dispõe de telefones de vários que poderiam efetivamente ajudar. Com sua perspicácia de sinal negativo, informa que os contatos que possui são melhores tecnicamente, como se isso fosse relevante na observação de potenciais jogadores. Ou seja, um bocó dando voz a ressentidos.  

Nós já sabemos quem são eles, caro jornalista. No geral, bem resolvidos financeiramente, empregados por enormes redes de comunicação ou, mesmo que não, ou ainda não, com colchão forrado até o final de suas vidas. Não sei se a sua inteligência permite, mas desconfia-se que o Vasco está a procura de outros perfis, se é que conseguimos nos fazer entender.

Há, portanto, mais uma importante ideia no horizonte. Torçamos para que esta rede de observadores seja composta por diversos ex-atletas com os quais nos identificamos no passado e que, possivelmente, foram esquecidos ao longo do tempo. Torçamos, também, para que Cabañas, protagonista de um feito que muito alegrou os vascaínos, esteja inserido nela. E aos burros, cegos e ingratos, que façam bom proveito de suas agendas telefônicas nas discussões medíocres de todos os dias.

 

CASACA!

Sub-20 vence e elimina São Paulo, atual bicampeão da Copa do Brasil

Classificado! Após vencer o São Paulo, atual bicampeão da Copa do Brasil, em São Januário por 1 a 0, a equipe sub-20 do Vasco da Gama mediu forças com o time paulista no Morumbi, nesta quarta-feira (26/04), pelo jogo de volta das oitavas de final da competição nacional. Com gols de Bruno Cosendey e Paulinho, o Gigante da Colina venceu por 2 a 0 e avançou às quartas de final.
 
Na próxima fase, os Meninos da Colina vão enfrentar o Vitória, que passou pelo Goiás. Porém, antes disso, o Vasco volta a campo, domingo (30/04), contra o Fluminense, pela decisão do Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca. A partida será às 10 horas, em Laranjeiras.
 
O JOGO
 

Meia Dudu protege a bola do jogador do Tricolor Paulista

Jogando longe de seus domínios, o Vasco teve a primeira grande chance da partida aos dois minutos, Após cobrança de escanteio, Ricardo subiu mais alto que a defesa adversária e a bola bateu na trave. Em seguida, o Cruzmaltino teve outra chance desperdiçada por Robinho.

 
Após as oportunidades criadas pelo Cruzmaltino, a equipe do São Paulo respondeu. Shaylon arriscou, por duas vezes, chutes de fora da área, mas o goleiro João Pedro defendeu. Na casa dos 25 minutos, o atacante Robinho tentou de longa distância e a bola passou por cima do gol. 
 
O Almirante só foi chegar com perigo novamente aos 39 minutos. Após cruzamento rasteiro de Robinho, a bola passou por todo mundo e sobrou para Rafael França do lado direito de ataque. O lateral tocou para Bruno Cosendey estufar a rede. VASCO 1 x 0. 

Bruno Cosendey comemora seu gol com Alan Cardoso (6)
 
Com a vantagem no marcador, o Cruzmaltino teve mais tranquilidade na etapa complementar. Aos seis minutos, Robinho recebeu pelo lado esquerdo, cortou e chutou cruzado. A bola passou perto do gol. Com pouco mais de 20, mais uma oportunidade. Mateus Vital trocou passes com Paulinho e arriscou o chute, mas parou nas mãos do goleiro.
 
O Vasco manteve a concentração na marcação e buscava os contra-ataques. Mas, aos 39 minutos, um susto para a defesa vascaína. O árbitro assinalou pênalti. Shaylon cobrou e João Pedro defendeu. 

Paulinho marcou seu primeiro gol na Copa do Brasil
Quando a partida já caminhava para o fim, mais precisamente aos 47, Vagner lançou para Paulinho, que carregou a bola e tocou na saída do goleiro. VASCO 2 x 0. Com o resultado, o Cruzmaltino avançou para as quartas de final da Copa do Brasil. 
Escalação do Vasco: João Pedro, Rafael França, Mayck, Ricardo e Alan Cardoso (Luan); Andrey, Bruno Cosendey, Dudu (Léo Couto), Mateus Vital (Moresche) e Robinho (Vagner); Pedro Bezerra (Paulinho). Treinador: Marcus Alexandre.

Vascaínos festejam a vitória após o apito final- Fotos: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br
 
Fonte: Site Oficial

Sub-11 conquista a segunda vitória na Copa Dente de Leite

 

Vencedor do Clássico dos Milhões, o Sub-20 não foi a única categoria da base cruzmaltina que fez bonito no fim de semana. No último sábado (22/04), pela terceira rodada da Copa Dente de Leite, o Sub-11 não tomou conhecimento do Volta Redonda e venceu o adversário por 3 a 0. A partida foi realizada no Centro de Treinamento Deodoro e o resultado manteve o Vasco na liderança do Grupo B.

Atual campeão do Rio na categoria, o Gigante não tomou conhecimento do Voltaço. O rival tentou dificultar a vida cruzmaltina nos primeiros minutos, mas a estratégia caiu por terra aos 11, quando Rayan Vitor cobrou escanteio e Kauã Velon testou para o fundo das redes. No lance seguinte, mais um gol do Almirante. Dessa vez, Matheus Ferreira cruzou para área, Rayan chutou em cima do zagueiro e no rebote Wanison completou.

A vantagem não fez o clube de São Januário diminuir o ímpeto no segundo tempo. Ao sete minutos, Rayan lançou Kauã Velon em profundidade, mas ele acabou sendo travado no momento da conclusão. Esperto, o camisa 11 pegou o rebote e passou para Guilherme Esteves, que encobriu o goleiro com um toque de classe e fechou o placar. Já garantido na segunda fase, o Vasco retorna aos gramados no sábado (29), às 10h30, para enfrentar o Goytacaz.

Jogo na íntegra:

Escalação do Vasco: Gabriel Caldeira, Pedro Henrique, Anderson Garcia, Wanison e Guilherme Esteves; Estevam Riquelme, Matheus Ferreira e Miguel Abreu; Kauã Velon, Rayan Vitor e Paulo Roberto. Suplentes: João Marcos, Arthur Júnior, Ruan Paixão, Yago Lemos, Williver Bruno, Luiz Felipe, Matheus Job, Caio da Silva, Lucas Louback, Kayck André e Nicollas Couto. Treinador: Eduardo Júnior.

Fonte: Site Oficial (Texto) / Facebook Copa Dente de Leite (Vídeo)

Sub-20 dá show e supera o Flamengo em São Januário

Classificado! A equipe sub-20 do Vasco da Gama entrou em campo na manhã deste domingo (23/04) contra o Flamengo, pela semifinal da Taça Guanabara. Apesar da vantagem do empate, o time cruzmaltino não tomou conhecimento do rival, controlou o jogo do início ao fim e venceu o Rubro-Negro pelo placar de 3 a 0. Os gols foram marcados por Mateus Vital, Paulo Vitor e Andrey. Com o resultado, o Cruzmaltino vai enfrentar o Fluminense na final da Taça Guanabara, no próximo fim de semana. O dia e local da partida ainda serão definidos.
 
O JOGO
 
Vasco e Flamengo começaram se estudando nos primeiros minutos. Jogando em seus domínios, o time cruzmaltino procurava ditar o ritmo de jogo. Aos sete minutos, Robinho acabou desperdiçando em chute de longa distância. Dois minutos depois o Almirante abriu o placar. Mateus Vital fez jogada individual pelo lado esquerdo de ataque, chutou cruzado, a bola desviou no defensor rubro-negro e entrou: VASCO 1 x 0. 
 
Com o gol, o Vasco começou a criar mais oportunidades. Aos 14 minutos, Bruno Cosendey arriscou de fora da área e a bola acabou passando por cima do gol. O Cruzmaltino ainda teve duas grandes chances em sequência nos pés de Andrey e Dudu. Do outro lado, o Flamengo não conseguia chegar ao gol de João Pedro. 

Mateus Vital em ação diante do Flamengo
 
Quando o cronômetro marcava 40 minutos, o Gigante da Colina ampliou em São Januário. Robinho lançou para Paulo Vitor. O atacante avançou, deixou o marcador no chão e, cara a cara com o goleiro, só tocou para o fundo da rede: VASCO 2 x 0.
 
Com a vantagem no marcador, além de ter o empate a seu favor, o Vasco procurou manter o ritmo de jogo no segundo tempo. Precisando reverter, o  Flamengo chegou a criar com Vinicius, mas não levou muito perigo ao gol vascaíno. 
 
O Cruzmaltino teve uma grande chance aos 34 minutos. Andrey deu caneta no defensor adversário, driblou o goleiro e só precisou tocar para balançar a rede na Colina Histórica. VASCO 3 x 0. Com o placar, os jogadores rubro-negros acabaram perdendo a cabeça e ainda tiveram dois expulsos. 

Paulo Vitor tem dez gols no Campeonato Carioca – Fotos: Paulo Fernandes/Vasco.com,br
Escalação do Vasco: João Pedro, Rafael França, Mayck, Ricardo (Denilson) e Alan Cardoso; Andrey, Bruno Cosendey, Dudu (Pedro Bezerra), Mateus Vital e Robinho (Léo Couto); Paulo Vitor. Treinador: Marcus Alexandre.
 
Fonte: Site Oficial

Reverência a São Januário

Nasci em resposta à elite preconceituosa. Sou, portanto, símbolo da demonstração de força da luta contra o preconceito. Aliás, os que me desafiaram, não tiveram a capacidade, nesses 90 anos, de ousar em algo como eu.

Nasci como o maior das Américas. Fui o primeiro a sediar jogos noturnos no novo continente. Sediei final de Libertadores, aquela que o Gigante venceu em seu centenário, feito exclusivo de um clube Brasileiro. Mas não sou só futebol.

Fui atletismo, natação e tenho um lugar reservado à fé, além da educação e responsabilidade social, cuja natureza do meu Gigante vem dos primórdios. Aliás, sediei memoráveis discursos presidenciais, como, por exemplo, os de Getúlio Vargas, JK, Eurico Gaspar Dutra e Jango.

Falando em Getúlio, como não destacar a promulgação de minha Tribuna de Honra da CLT e a instituição da Justiça do Trabalho aos trabalhadores do Brasil, independentemente da sua preferência clubística. Servi, também, como concentração às forças armadas em difíceis momentos da história. Minha história, aliás, é diretamente entrelaçada com a do Brasil.

Mas não sou só esporte e história. Sou, também, cultura. Sediei, inclusive, desfiles de escola de samba. Minha arquitetura, revolucionária para época em que nasci, é tombada pela magnitude que representa à história e cultura brasileira. Sou, segundo a BBC Londres, a 7a maravilha em termos de Estádio. Sou indubitavelmente um monumento histórico-cultural Brasileiro. E, no auge dos meus 90 anos, completados hoje, sou, sem duvidas, motivo de orgulho.

Muito Prazer, sou o Estádio Vasco da Gama, mais conhecido como São Januário e agradeço por me reverenciarem!

90 Anos – A Alma de São Januário

Estádios com belas histórias há por aí aos montes. Denominados de Monumentais, Gigantes, Olímpicos, Centenários ou terminados em aumentativos grandiloqüentes, eles procuram simbolizar a imponência de um determinado clube ou de uma cidade. Só que não há nome grandioso nem lendas bem contadas lá dos confins do mundo que se comparem ao que o vascaíno sente diante da sua casa consolidada no subúrbio carioca, feito medalha no peito da cidade.

O Estádio Vasco da Gama começou sua caminhada ganhando um nome adotivo, o honroso “São Januário”, santa denominação para a paixão vascaína. Templo, Catedral, Arena, Campo de Batalha, Prado, metáforas todos já ouviram e repetiram. O espaço em que a bola se relaciona com a humanidade ganha palavras mil que tentam decifrar o que se passa ali. Contudo, a Colina Sagrada ultrapassa, para nós vascaínos, as imagens mais usadas para caracterizar uma praça esportiva. Casa, lar, ancoradouro e porto seguro seriam apostas mais próximas do estilo navegante e desbravador do Almirante. Porém, palavra nenhuma no mundo conseguiria se aproximar da essência que corre por aquelas arquibancadas.

Como conseguir dimensionar o quilate de São Januário, um lugar em que cada centímetro da imensa arquitetura carrega um pouco dos vascaínos do Brasil e do mundo que um dia ali pisaram ou quiseram estar em fantasia? Quantos vivos e mortos passaram por São Januário? Não é de se banalizar ter uma casa que viu passar milhões e milhões de vascaínos diferentes em tempos tão opostos. O mesmo espaço, a mesma terra, a mesma geografia vendo a humanidade crescer e crescer. Um bebê nascido em 21/04/1927 hoje pode ter chegado aos 90 anos, mas beira a nossa corriqueira mortalidade. O estádio que ali sempre esteve segue impávido em direção às lonjuras do tempo, até o instante em que todos os vascaínos hoje vivos já não mais estejam. Os vascaínos passaram, passam e passarão pelas pedras de São Januário. O nosso estádio está em cada um de nós e para sempre estará.

Seria “eterno”, então, a palavra mágica para compreender a essência daquele chão?

Dou uma pausa na tentativa de compreender com vãs palavras o nosso estádio nonagenário e me lembro agora de um episódio curioso. Outro dia, numa esquina tijucana, passei por um sujeito vendendo laranjas. Nada mais banal não fosse o cheiro característico que pôs minha memória olfativa a funcionar, me levando a décadas atrás numa fração de segundo. Para minha surpresa, me vi diante dos portões de São Januário lá no início dos anos 80. As frutas descascadas estavam lá com seus vendedores de canivetes em punho. A nitidez da recordação era impressionante. Trazia consigo, de roldão, imagens aos montes do que era para um guri o estádio cruzmaltino. Saudadeei a Capela de Nossa Senhora das Vitórias apontada pelo pai. A sala de troféus vazia, vazia, apenas com um espelho a tornar infinito o panteão de conquistas vascaínas. A pista negra de atletismo em volta do campo. O placar trocado manualmente por um garoto lá longe. As camisas vascaínas de algodão ali tão perto, ao alcance da mão. A dona Dulce Rosalina sentada perto de mim. “Olha o Pai Santana ali ó!”. Em segundos, tinha um São Janu todo pra mim evocado por laranjas.

Todos fomos crianças um dia em São Januário. Como esquecer aquela infância de olhos escancarados para desbravar os segredos da nossa segunda casa? Quantas pequenas coisas descobrimos. O gosto do cafezinho tomado pelo tio angustiado com o resultado do jogo. Ficar olhando lá pra cima e tentar ver os locutores de rádio e televisão nas cabines. Xingar o juiz com palavrões muito maduros para um moleque de sete anos. Vibrar com um gol decisivo. Abraçar aquele grandão desconhecido e ser levantado nos ombros como um troféu. Chegar em casa e imitar as jogadas em peladas intermináveis. Perguntar pro pai sobre o jogo do domingo seguinte. Sonhar com voos sobre as arquibancadas vazias.

A límpida e cristalina verdade é que só os pequeninos cruzmaltinos entendem realmente o lar vascaíno, pois o captam com o encantamento do primeiro olhar. Compreender a história, a arquitetura, os fatos políticos que marcaram o estádio, recordar os grandes jogos, saber quais foram os craques nascidos naquele berço é mais que importante. Entretanto, a alma de São Januário vaga nos desvãos, nos corredores desconhecidos. É o inexplicável que o Homem cisma em tentar entender. A alma de São Januário brincará com cada um que tentar investigar, pesquisar, escarafunchar seus alicerces de tantas epopéias. Nenhuma lógica racional conseguirá um dia dar conta inteiramente do que é tamanha edificação. Para tanto só voltando a ser menino, mesmo que em puro devaneio, entrando no gramado sacrossanto de mãos dadas com craques de camisas vascaínas.

Para todo o sempre, respira em São Januário a alma cruzmaltina de milhões e milhões. E basta ser criança para entender a eternidade.

Rafael Fabro