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Bela homenagem e lembrança à Grande Benemérita Edmea Lima Brandão, falecida em 23/02/2022

Hoje completam-se 4 anos que
DONA EDMEIA BRANDÃO
retornou à Pátria Espiritual.


Para muitos, ela foi Benemérita da FGERJ e Grande Benemérita do Club de Regatas Vasco da Gama.


Mas, para nós, ela foi muito mais do que títulos e honrarias. Foi dedicação incansável, amor verdadeiro e entrega absoluta ao Departamento Infantojuvenil e à Ginástica Artística, de Trampolim e Rítmica.


Sua vida confundia-se com o Vasco.


Seu coração batia no ritmo dos aparelhos, das séries, das competições e dos sonhos de cada criança que pisava no ginásio.


Graças ao seu empenho, o Estado do Rio de Janeiro conquistou inúmeros títulos estaduais e brasileiros. E não podemos esquecer: ela foi a mãe da nossa campeoníssima Dayse Brandão, que dispensa apresentações.


As Copas de Ginástica começaram no Vasco também por causa do seu apoio generoso. Quem viveu aquela época jamais esquecerá: ao final de cada Copa, as crianças recebiam um saquinho com frutas e sucos preparados com carinho por Dona Edmeia e sua equipe.


Era mais que alimento.
Era cuidado.
Era amor materializado.

Bons tempos… que permanecem vivos na memória e no coração.

Uma mensagem que sempre consola é a tradicional prece atribuída a Santo Agostinho. Inspirado nela, deixo outra reflexão:
“Não digam que parti.
Apenas segui adiante na jornada que todos percorremos.


O amor que nos uniu não se perdeu, apenas mudou de dimensão.
Continuem a viver com alegria,
como eu sempre quis ver vocês vivendo.
Se lembrarem de mim, que seja com gratidão, com um sorriso, com a certeza de que o bem que fizemos permanece.
A vida não se interrompe,
ela se transforma.
E onde houver dedicação, onde houver cuidado com uma criança, onde houver amor à Ginástica, ali estarei presente.”

Eu gostava muito dela…
Que saudade!
Hoje, mais do que tristeza, sentimos muita gratidão.


Que possamos rezar por sua alma, agradecer pelos ensinamentos e manter viva a chama do trabalho sério, do amor ao esporte e do cuidado com nossas crianças — valores que ela nos deixou como herança.

Vamos elevar nossos pensamentos pelo espírito de
DONA EDMEIA,
recordando os momentos felizes que vivemos juntos.

Beijos e abraços do coração,


Sergio Bastos

Elucidações sobre Vasco, Nations Bank, Projeto Olímpico, inadimplência, narrativas, fatos e a atualidade

No Instagram, há cerca de dez dias, foi publicada uma tese sobre Vasco, Nations Bank, consequências, dias atuais, com uma narrativa que induz o leitor a concluir algo díspar dos fatos. É a terceira vez nos últimos meses que vemos o assunto abordado em contas do Instagram. Nas outras comentários foram feitos na própria página que publicou sua tese mas, desta vez, optamos por publicar uma nota de elucidação, com mais detalhes sobre o histórico.

Tanto nessa oportunidade, como nas outras duas (em contas diferentes do Instagram) o método para publicação foi o mesmo: imagens (serão aqui reproduzidos apenas os textos delas), com, eventualmente, alguma matéria de mídia que busque balizar algumas afirmações feitas.

O teor daquilo que está nas imagens será transcrito, as imagens postas detalhadas e a elucidação virá imediatamente abaixo.

Imagem 1

“O Vasco transformou um investimento de U$30 milhões…
Em uma dívida de R$100 milhões em 3 anos.
Como foi que o maior contrato da história do futebol brasileiro destruiu um clube campeão?”

ELUCIDAÇÕES:

“O Vasco transformou um investimento de U$30 milhões em uma dívida de 100 milhões em 3 anos”. Falso.

Vamos, inicialmente, à dívida do Vasco, que no início de 2001 se configuraria, sem reservas para contingências, ou seja, sem contar ações que o Vasco respondia, mas não havia perdido na Justiça, em definitivo.

O Vasco já possuía uma dívida superior a R$100 milhões de reais na virada do século. 

Vejamos:

O Vasco perdeu aproximadamente R$60 milhões (no balanço de 1999 o número era de R$52.243.741,00) referente a ativos com atletas, em virtude da Lei Pelé, com o fim do passe. Isso se deu no início de 2001. 

O Vasco tinha uma dívida fiscal acumulada e estava no REFIS. O número de débito com o IR era de R$23.921.234,59, anunciado anos depois, do FGTS R$10.842.794,70, também anos depois, e do INSS era, também, muito elevado.

O clube comprara o passe de Euller em agosto de 2000, mas não pudera pagar (8,6 milhões de reais foi o valor da compra), devia quase três meses de salários e outros mais em termos de direitos de imagem, visto que o Bank of America não pagou os U$12 milhões que davam lastro a vários gastos do clube. 

Havia, ainda, uma confissão de dívida em favor da Rede Globo, fruto de cotas adiantadas, na ordem de 37,4 milhões. Boa parte desse valor o Vasco tinha como expectativa que o banco sanasse, pagando à emissora, o que não ocorreu, e isso levou o clube a processar o banco, ganhando a ação, em dezembro de 2001, e, com isso, o direito de receber o montante contratual acordado e não pago.

Como foi que o maior contrato da história do futebol brasileiro (conseguido por Eurico Miranda) se deu? 

Por que acabou? 

Quais prejuízos trouxe ao clube o seu descumprimento por parte do banco? 

E como o Vasco, apesar disso, conseguiu, até a troca de gestão no clube, em 01/07/2008, manter-se em situação muito melhor financeira, se comparado aos outros três grandes do Rio? 

Vamos entender para não repetir despautérios ou fazer condensações de outras publicações que surgem na rede, a fim de criar uma tese, que tende a ser uma distorção.

Sigamos.


Imagem 2

Nos anos 90, o futebol brasileiro entrou em uma nova era.
Dinheiro da TV, patrocínios milionários, a promessa de clubes mais profissionais…
E foi nesse cenário que, em 1998, o Vasco assinou um acordo que parecia mudar tudo.

ELUCIDAÇÕES:

Nos anos 1990 o Vasco conquistou um tricampeonato carioca (1992/1993/1994) e um campeonato brasileiro (1997) com a estrutura que tinha.

O Palmeiras, em 1992, fechou um contrato com a Parmalat e vários clubes fizeram parcerias, nos últimos, dois três, quatro anos do milênio, com empresas que se dispunham a investir no futebol brasileiro. O Vasco fez a sua com o Nations Bank (1998), Flamengo e Grêmio com a ISL (1999); Corinthians com o banco Excel (1997), depois com a HTMF (1999); Cruzeiro com a HTMF (1999), entre outros.

O dinheiro da TV já existia (para todos os clubes), os patrocínios, no caso do Vasco, seriam obtidos pela VGL (Vasco da Gama Licenciamentos), que teria os direitos sobre a marca para negociar contratos referentes ao tema e ter 50% do valor deles para si, enquanto o Vasco receberia os outros 50%.

Não foi o banco um patrocinador e sim um investidor. Ele visava, com o crescimento da marca, a amplitude internacional dela e lucros consequentes. Daí terem visto no Projeto Olímpico uma grande oportunidade para isso, como já enxergavam, desde 1999, com os Jogos Pan-Americanos. E visavam ganhos futuros, a partir da reforma de São Januário e construção do centro de treinamento do clube em Caxias, que se previa iniciar, com aporte do próprio banco (U$70 milhões), a partir de 2000.

A satisfação com a parceria e a projeção para o exposto acima foram confirmados em junho de 1999, junto às grandes expectativas sobre o Pan-Americano de Winnipeg, no qual mais de 60 atletas vinculados ao Vasco viriam a fazer parte da delegação.

Havia, também, investimentos em outros esportes não olímpicos, como os radicais, de luta, o futsal e o basquete masculino (que não iria aos Jogos Olímpicos de Sydney), mantido com uma equipe de primeira linha e campeã.

Sobre profissionalização, o Vasco já era profissional (aliás o era desde 1933), mas a palavra “profissionalização” passou a ser justificativa para a entrega do futebol brasileiro, com o fim da Lei do Passe (sem qualquer proteção aos clubes), iniciando o crescimento numérico e patrimonial dos empresários no futebol, que se consolidou na primeira década do século e prosperou dali por diante mais ainda. Nos anos 1990 o discurso, que se tentou fazer virar lei, era o da necessidade de os clubes deixarem de ser associações para virarem clubes-empresa, o que acabou não passando na Lei Pelé, como obrigatório, mas facultativo.


Imagem 3

O Bank of America (na época Nations Bank), surgiu com um acordo:
Por 10 anos controlaria a marca Vasco: camisas, direitos de TV, licenças…
O clube recebia U$30 milhões de adiantamento e ficaria com 50% de receita.
A expectativa era faturar R$150 milhões/ano.
Mas o que parecia o maior contrato da história do futebol brasileiro tomou um rumo inesperado.

Para ratificar a informação é apresentada matéria da Folha de São Paulo, datada de 10 de fevereiro de 1998, sob o título “Vasco fechará acordo para faturar R$150 mi por ano.”

ELUCIDAÇÕES:

O contrato teve termos aditivos e a parceria que, inicialmente, seria de 10 anos, passou para 25 anos, exatamente pelo fato de o banco perceber que o investimento valia ser feito e os ganhos a longo prazo poderiam ser bastante satisfatórios.

Em 1999 o Vasco teve, após grande incremento nos investimentos, R$93,96 milhões de receita. A receita em 1997 havia sido, segundo dito por Eurico Miranda à época, de R$15 milhões, com o clube chegando à conquista do Campeonato Brasileiro naquele ano. Eurico entendia, em 1998, que após três anos de parceria, poderia multiplicar por 10 os R$15 milhões, chegando a R$150 milhões de reais. Com pouco mais de um ano e meio de parceria a receita do Vasco já havia ultrapassado 60% daquilo que o representante vascaíno esperava obter em três anos.

As discussões junto à TV tinham o Vasco como negociante e não o banco ou qualquer representante seu.

O que teria ocorrido para que o contrato tomasse um rumo inesperado? Mais detalhes na imagem 4.


Imagem 4

O Vasco fez o que quase qualquer clube faria: apostou alto e acelerou gastos.
Vieram contratações em peso como Juninho Paulista, Euller, Edmundo, Romário.
Sendo que os dois últimos passaram a ter os maiores salários do futebol brasileiro.
E, por um momento, parecia que tinha dado certo”.

ELUCIDAÇÕES:

O Vasco fez o que qualquer clube faria, baseado em sua premissa associativa, qual seja, investir o que obtém de recursos em patrimônio, profissionais, estrutura, equacionamento de dívidas, mas, claro, com o lastro daquilo que teria garantido por contrato. 

A competência é evidenciada com três títulos no período em que recebeu o devido da outra parte, entre abril de 1998 e junho de 2000. 

A competência é mais ainda visível com a conquista da Copa Mercosul de 2000 e do Campeonato Brasileiro da mesma edição, ganho em janeiro de 2001, mesmo com a inadimplência do banco, desde julho de 2000.

Quando se fala em competência é bom que se faça um comparativo com o outro clube daqui do Rio de Janeiro, no caso o Flamengo, à época com sua parceria (ISL), que teve despejado dinheiro em grande quantidade no segundo semestre do ano de 2000, (32 milhões de reais em contratações, fora salários) para trazer Gamarra, Alex, Denilson e Edilson, a fim de obter o Campeonato Brasileiro e a Copa Mercosul, vencidos pelo Vasco em plena fase de inadimplência de seu parceiro.

Sobre Romário e Edmundo juntos, com os grandes salários que tinham, o Vasco os manteve em sua folha, dessa maneira, por cerca de oito meses apenas, afinal Edmundo foi emprestado para o Santos em julho de 2000 e não mais jogou no Vasco no período em que Romário estava no clube.

A parceria de Edmundo e Romário no Vasco deu errado, mas a parceria do banco com o Vasco, enquanto aquele cumpriu o acordado com o clube, dando lastro a investimentos e pagamento do custo operacional, deu muito certo.


Imagem 5

Entre 1998 e 2000, o Vasco viveu uma das fases mais vitoriosas da sua história:
Ganharam a Libertadores, Brasileiro, Mercosul, Carioca. Parecia o começo de algo grande.
Até que uma decisão mudou tudo.

ELUCIDAÇÕES:

A fase vitoriosa, como todos sabemos, se inicia com a conquista do Campeonato Brasileiro de 1997.

O Campeonato Carioca de 1998 e a Taça Libertadores do mesmo ano foram conquistados um e quatro meses após o início da parceria e os títulos da Copa Mercosul e do Campeonato Brasileiro posterior se dão em pleno período de inadimplência do parceiro, iniciada em julho de 2000.


Imagem 6

Em 1999, o vice-presidente Eurico Miranda decidiu ir além do futebol.
Ele queria transformar o Vasco em uma potência olímpica, pensando nos jogos de Sydney.
Vieram contratações de atletas de alto nível, em várias modalidades.
E o resultado?

ELUCIDAÇÕES:

Os investimentos a maior em outros esportes se iniciaram em 1998. Na mesma temporada o Vasco voltou a ser Campeão Carioca de Remo, o que não ocorria desde 1982 e, também, Campeão Brasileiro. Nela própria o clube obteve o primeiro título sul-americano de sua história no Basquete Masculino, Campeão da Copa Sul-Americana de Clubes. Foi o Vasco, ainda, Campeão da Taça Brasil de Futebol Feminino, Campeão Carioca Masculino e Feminino de Tênis de Mesa e, finalmente, Campeão Brasileiro e Carioca (em dois estilos) no Tiro com Arco. No ano anterior, 1997, o clube não obteve nenhuma vitória em âmbito nacional nos esportes coletivos, fora o futebol profissional masculino.

Os investimentos tiveram enorme incremento em 1999, com o Vasco levando aos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg 64 atletas, que trouxeram, individualmente, 34 medalhas (10 de ouro, 13 de prata e 11 de bronze).

O projeto multiesportivo trazia retorno de mídia, espaço maior do clube nos mais variados meios de comunicação e novas possibilidades de negócios. Exatamente aquilo de que necessitava a VGL (Vasco da Gama Licenciamentos) para explorar a marca e obter retorno com a exposição dela.

Fernando Gonçalves, presidente da VGL, falava do apoio do banco à iniciativa do Vasco, prevendo o sucesso já nos Jogos Pan-Americanos de 1999, afirmando isso em junho daquele ano. No mês anterior exaltava as contratações de Gustavo Borges e Luis Lima na natação, de Adriana Behar e Shelda no Vôlei de Praia feminino, a liderança no Campeonato Estadual de Remo e a chegada do clube à final da Liga Nacional de Basquete masculino.

Em 02/01/2000, Fernando Gonçalves afirmou: “Não há clube no mundo hoje como o Vasco”. Em outro trecho disse: “Queremos deixar o Vasco cada vez mais caro para os investidores (TV, patrocinadores). Esse é o objetivo nos próximos dois, três anos.” Celebrava-se à época as contratações de Romário, Manoel Tobias (Futsal), Ronaldo da Costa (que batera o recorde mundial na maratona de Berlim, em setembro 1998, mantido por 13 meses), como exemplos de destaque em suas áreas.

O balanço patrimonial do clube, referente a 1999, mostra que o Vasco teve 67% do valor gasto em futebol e 22% gasto em todos os outros esportes (juntos). Nos Jogos Pan-Americanos o Brasil realizou sua maior participação na história até ali.

A despesa com todos os esportes olímpicos em 1999 foi de 13,6 milhões (22% do total de despesas do período, como dito acima). 

A despesa com o futebol foi de 41,3 milhões de reais (67% do total de despesas no período, como informado acima). 

Conta-se aí, nos referidos 13,6 milhões, o gasto em esportes olímpicos e não olímpicos. 

No ano subsequente o Vasco manteve o investimento de 1999 e o aumentou, chegando a 83 atletas olímpicos brasileiros, mais três estrangeiros. O foco não foi, apenas, contratar profissionais visando, exclusivamente, os Jogos Olímpicos, mas, notoriamente, montagens de times em esportes coletivos (Basquete Feminino, Vôlei Masculino e Feminino, como principais exemplos), reforços para o Futsal, aumento do número de nomes olímpicos no Atletismo, após a parceria do Vasco com Funilense e São Caetano (de seis atletas no Pan, o Vasco passou a ter 17 nos Jogos), outras contratações para esportes de luta (como Vale-Tudo) e investimentos em esporte radicais, com a busca pelo retorno de mídia que dariam. O gasto foi bem mais elevado que o de 1999, ultrapassando R$20 milhões, somando todos os esportes, exceto futebol profissional masculino, o qual teve aumento de custo considerável, em função da disputa do Mundial Interclubes em janeiro e pela tentativa de o Vasco conquistar outros títulos ao longo da temporada. Mas tudo isso tinha lastro para ocorrer, cumprindo o banco aquilo que fora acordado.

Um jornal de São Paulo (Folha de São Paulo) publicou, em 24 de novembro de 2000, que o Vasco naquele ano teria gasto R$30 milhões no Projeto Olímpico, enquanto o COB R$23 milhões. Outras matérias pretéritas do diário falavam no mesmo número.

Não há qualquer levantamento discriminado que justifique ter o Vasco em 2000 gasto R$30 milhões em Projeto Olímpico, mas o custo, de todos os esportes, olímpicos e não olímpicos, ultrapassou R$20 milhões.

A matéria cita um gasto, em 1999, de 17,8M com esportes amadores (todos, olímpicos e não olímpicos), quando na verdade foram 13,6M, como citado acima e exposto no balanço do Vasco. 

Por outro lado, a própria matéria cita que o Vasco pagava as contas em dia até a realização dos Jogos, nos esportes que apurou. Os jogos foram realizados entre 15/09 e 01/10/2000. 

A matéria traz em seu bojo uma conclusão solta de que Eurico Miranda havia feito o Projeto Olímpico para se eleger presidente do Vasco e ela foi publicada duas semanas após Eurico conseguir fazer a 1ª e a 2ª chapas na eleição de São Januário, em 10/11/2000. 

Embora a conclusão não tenha qualquer sustentáculo, ela põe o Projeto Olímpico num lugar que dimensiona sua importância na própria visão do jornal, sabedor do que representava em termos de retorno de mídia o investimento do Vasco naquele contexto.

A matéria não cita que o banco não pagava ao Vasco desde julho de 2000.

Mas e o resultado?


Imagem 7

A visibilidade do clube aumentou – mas o retorno financeiro não.
O projeto olímpico sozinho custou cerca de R$30 milhões em um ano.
O excesso de gastos foi motivo de questionamentos da diretoria do banco.
A receita prometida não veio, enquanto os gastos e dívidas só cresciam…”

ELUCIDAÇÕES:

Resultado:  inúmeras medalhas conquistadas pelo Vasco, que mantém décadas depois o clube como maior vencedor dentre os cariocas (incluindo atletas da natação de outra nacionalidade, medalhistas de ouro em Sydney), internacionalização da marca, retorno de mídia altíssimo e os ganhos correlatos disso, entre eles o crescimento da torcida do Vasco, quatro anos após, em outubro de 2004, em 14%, após pesquisa realizada e publicada pelo site Netvasco.

Em junho de 1999 a VGL se mostrava satisfeita por ter faturado U$10,8 milhões (e o Vasco idem), com o contrato de patrocínio junto a Proctor & Gamble, sem se importar de já ter aportado U$75 milhões, elogiando a administração do Vasco pela participação destacada no futebol e em outros esportes e entendia que faturaria alto com a reforma e ampliação do estádio, que daria ao parceiro (por contrato), direitos junto à bilheteria (compartilhada), ganhos outros via complexo esportivo, material esportivo, placas publicitárias, outros patrocínios e vendas de produtos licenciados (todos com ganhos compartilhados com o Vasco).

O banco não podia questionar o caminho percorrido pelo Vasco, porque isso não fazia parte do acordo entre as duas partes. Ele não administrava o clube. Aportava o valor devido e buscava a valorização da marca no mercado, o que a direção vascaína ajudava, proporcionando o maior retorno de mídia entre clubes brasileiros, com inúmeros atletas vinculados participando de competições no país e mundo afora, internacionalizando cada vez mais sua visibilidade, e com um time de futebol forte, disputando todas as competições para ganhar.

Não podia, por exemplo, o banco questionar a aquisição de uma rua inteira para o complexo de São Januário, que foi iniciada em 1998 e terminaria em 2002. Foram cerca de 14.000 metros quadrados, que correspondem hoje, considerando o valor a ser pago ao Vasco, via Potencial Construtivo, cerca de R$34 milhões. Não cabia ao banco determinar aquilo que deveria ser feito pelo clube, mas este cumpria o objetivo desejado pelo parceiro para valorização da marca Vasco, primordialmente.

A receita a vir era de competência da VGL, pois desde o início dos investimentos em esportes olímpicos, lá em 1998, era sabido que eles não davam retornos dos mais relevantes, individualmente. O projeto tinha em seu bojo a intenção de que o Vasco conseguisse – pela força de sua marca e com o futebol atuando para conquistar todas as competições – visibilidade e retorno de mídia que a valorizasse para busca de patrocínios e afins.

Não é difícil raciocinar que se o responsável pela VGL, Fernando Gonçalves, dizia, em junho de 1999, ser intenção do parceiro aportar U$70 milhões, em menos de dois anos, para reforma e ampliação do complexo de São Januário e construção de um CT, para que pudesse ter direitos junto à bilheteria (compartilhada), ganhos outros via complexo esportivo, material esportivo, placas publicitárias, outros patrocínios e vendas de produtos licenciados (todos com ganhos compartilhados com o Vasco), que a conta só fecharia a longo prazo. Daí o contrato ter sido ampliado, de 10 para 25 anos.

A ideia do banco, em relação a São Januário, era a de que, após a reforma, este tivesse capacidade para 60 mil espectadores, dois ginásios e uma arena poliesportiva, na qual coubessem 10.400 pessoas, além de um vasto centro de treinamento, shopping center e até mesmo um museu interativo. Em janeiro de 2000 os valores para tudo isso eram calculados em R$100 milhões de reais a serem desembolsados pelo parceiro, com o fim de que tudo isso fosse possível. O término das obras era previsto para 2003.

Em 21/06/2000, segundo noticiado pelo “Jornal do Brasil”, Eurico Miranda e Fernando Gonçalves tiveram uma reunião para tratar das questões inerentes a obras e com o terreno da rodovia Washington Luiz liberado para a construção de uma Vila Olímpica. Essa primeira reforma foi programada para ser iniciada no mês seguinte. Finalizada a obra partir-se-ia para a reforma no complexo de São Januário, que crescia em metragem, dadas as aquisições de dezenas de imóveis situados nas adjacências do próprio complexo.

Em junho de 2000 o Vasco já tinha vinculado a si mais de 70 atletas dentre os 83 que chegariam aos Jogos Olímpicos de Sydney, fora os estrangeiros. Nada era questionado pelo parceiro, que cada vez mais tinha na marca valorizada sustentáculo para a sua busca por fazê-la crescer economicamente.

Vamos relembrar: 

Não havia crescimento de dívida, em relação aos contratos feitos, até o banco inadimplir. 


Imagem 8

A VGL, empresa criada para gerir a parceria, passou a travar os repasses.
E em 2001, o Vasco tomou a decisão mais arriscada possível:
Rompeu unilateralmente o contrato.
O problema é que a parceria era a base de toda a estrutura financeira do clube.

ELUCIDAÇÕES:

A VGL não travou repasse. O banco não pagou o devido, sendo responsabilidade no Brasil de o Banco Liberal, braço do Bank of America no país, fazê-lo. Isso ficou claro, após, em 12 de dezembro de 2001, por decisão unânime na 8ª Câmara do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, três votos a zero, o Club de Regatas Vasco da Gama ter ganho ação para receber o valor de 12 milhões de dólares contra o Bank of America, corroborando sua opinião quanto ao débito do banco em relação ao clube.

O Vasco esperou pelo aporte por oito meses. Com contas vencendo, problemas se acumulando e ainda com a marca presa, denunciou o contrato (isso em fevereiro de 2001).

Claro que o sustentáculo para os investimentos era o acordo, previsto para 25 anos. Mas diante da inadimplência do banco cabia ao Vasco agir exatamente como fez, comprovada sua razão com a ação ganha em dezembro de 2001.

No primeiro semestre de 2002, após a vitória do Vasco na Justiça em dezembro do ano anterior, foram retiradas as ações propostas pelas duas partes e correlatos a elas. A VGL se achava no direito de receber do Vasco cerca de U$40 milhões, mas sem sucesso nos tribunais. E o Vasco encaminhou o acordo para ter sua marca livre, assinando pouco depois com uma nova marca de material esportivo.


Imagem 9

Isso porque o Vasco já havia antecipado cotas futuras de TV, apostando que o dinheiro da parceria cobriria tudo.
Mas a conta não fechou – e o banco foi à Justiça.
O clube acabou ficando com uma dívida milionária e multas pelo rompimento.

ELUCIDAÇÕES:

O Vasco, assim como todos os grandes, antecipava cotas de TV, mas parte do valor que a Globo entendeu se referir à antecipação de cotas foi adiantamento de valores que o clube imaginou ser compensado pelo banco (que lhe devia). 

A conta não fechou nesse a maior antecipado porque o banco inadimpliu em 12 milhões de dólares.

O clube contestou aquilo que a Globo entendeu como antecipação e quando as partes voltaram a conversar, em 2002, a Globo voltou a pagar o Vasco (embora afirmasse antes que as cotas estavam antecipadas até 2003). Isto se deu após o clube não ter dado unanimidade à solicitação da emissora de mudança contratual, referente a direitos de TV. Ela buscava desconsiderar o crescimento previsto (dolarizado) para pagamento das cotas aos clubes, a partir daquele ano.

Os outros grandes clubes brasileiros poderiam capitular, pois antecipavam cotas com a emissora, mas o Vasco não. Eurico Miranda, que se desligara do Clube dos Treze em janeiro de 2001, por desentendimentos com a entidade, iniciados próximo ao fim do ano anterior (o clube desligou-se três meses depois, oficialmente), voltou a ele, liderando o processo e, posteriormente, colocando o Vasco, junto a Corinthians, Flamengo e São Paulo no primeiro grupo entre os recebedores de cotas de TV (o Palmeiras chegaria ao mesmo grupo anos depois, com a anuência do Vasco, na figura do Vice-Presidente da entidade, o próprio Eurico Miranda). 

Vale destacar que no Campeonato Carioca a cota de Vasco e Flamengo era igual, mas superior a de Fluminense e Botafogo. Isso desde 1999.

O rompimento não fez o Vasco ficar com dívida alguma contratual.

O acordo firmado em 2002, como já dito na imagem 8, fez com que as duas partes encerrassem as ações propostas, uma contra a outra.


Imagem 10

O que era para ser um acordo de 10 anos terminou em apenas 3 e deixando algumas feridas abertas pro clube.
– A dívida chegou a R$100 milhões.
– Passivos trabalhistas cresceram
– Patrocinadores sumiram e a credibilidade foi embora
E quando parecia que o pior havia passado…

Matéria do jornal “O Globo” (sem a data específica) é posta para dar sustentáculo à primeira informação da imagem 1. Lembremos dela.

“O Vasco transformou um investimento de U$30 milhões…

Em uma dívida de R$100 milhões em 3 anos.”

Na matéria pinçada o diário carioca publica, em 2022, que o clube herdou uma dívida de R$100 milhões de reais, a qual ajudou a crescer o passivo trabalhista do clube, citando que a empresa 777 atacaria tal dívida através do RCE.

ELUCIDAÇÕES:

O acordo foi cumprido por 26 meses e se não durou mais tempo foi porque o banco não aportou o que era devido, inadimpliu por oito meses, obrigando o clube, que tinha por contrato a marca presa, a tomar as medidas cabíveis para liberá-la, como ocorreria cerca de 15 meses depois.

A dívida, a partir da vigência da Lei Pelé, já era superior a 100 milhões de reais, como já esmiuçado na imagem 1. 

Os passivos trabalhistas do Vasco cresceram sim, mas em comparação aos demais clubes do Rio a situação era muito melhor. 

A revista Consultor Jurídico, em publicação de 30/05/2005 (ver site Netvasco do dia 31/05/2005) mostrava ser a situação do Vasco disparada a melhor do Rio.

Número de ações trabalhistas contra os clubes:

Vasco: 286

Flamengo: 534

Fluminense: 662

Botafogo: 723

O São Paulo tinha sete ações trabalhistas a mais que o Vasco contra si, o Palmeiras 20 a menos e o Corinthians 40 a menos. 

Como o Vasco não vive num aquário sozinho, a situação do clube não era nem de longe dramática, comparada a dos outros clubes do Rio. 

A credibilidade se manteve, porque o Vasco se manteve com crédito para qualquer eventual antecipação de verba solicitada. 

O clube, além de credibilidade, apresentou em junho de 2004 certidões positivas com efeito de negativas, quanto a débitos fiscais. 

Em uma nota oficial à imprensa, o Vasco, a 18/06/2004, afirmou que “não precisou de recursos de terceiros para equacionar a questão fiscal e, ainda, saneou suas dívidas em um momento em que os demais clubes brasileiros não conseguem regularizar a sua situação fiscal perante à União.”

O jornal “O Globo” publicou, em 05 de julho de 2005, uma matéria sob o título de “Lamentomania Carioca”, na qual Flamengo, Fluminense e Botafogo suplicavam pela Timemania, loteria que possibilitaria aos clubes consolidar suas dívidas fiscais e obter certidões positivas com efeito de negativas, tirando a faca do pescoço deles.

Disse o presidente do Flamengo, Márcio Braga: “Os clubes não terão condições de sobreviver no segundo semestre de 2005 se alguma posição não for estabelecida pelo governo.”

Falou o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas: “O Botafogo está chegando ao limite, que é o fechamento das portas. O que estamos reivindicando é a possibilidade de sobreviver.”

Declarou o presidente do Fluminense, Roberto Horcades: “Nosso encontro tem importância histórica. Como as coisas estão colocadas, será difícil de manter os clubes funcionando.”

O Vasco não era citado na matéria, pois mantinha suas certidões positivas com efeito de negativas e nem apareceu na reunião, mostrando-se apenas solidário aos clubes, mas dizendo não aceitar a proposta que estava à mesa na época para a constituição da loteria (modificada posteriormente).

Sobre patrocínio (o grande discurso massificado pelo MUV), o Vasco teve patrocinador em 2007 e em 2008, recusou propostas consideradas baixas antes, teve alguns patrocínios pontuais, também antes, mas o fundamento de receita dos clubes na primeira década do século não era receita de patrocínio e sim das cotas de TV. 

Sobre a matéria do jornal “O Globo”, repetimos aqui que está sem data, mas supõe-se ter sido publicada em 2022, pois se fala nela da 777 partners, como se esta estivesse por comprar o futebol do Vasco ou o tivesse adquirido. De qualquer forma, como o processo foi muito rápido, o ano seria 2022. Três comentários necessários:

1 – O Vasco já estava no RCE antes de a empresa comprar o futebol do Vasco. A matéria sugere que a dívida trabalhista existente à época seria “atacada” via RCE. Isso não se trata de ataque à dívida, mas simplesmente de cumprimento do acordado pelo clube antes.

2 – Parece inacreditável que em 2022 fale-se de uma dívida trabalhista, com foco nas pendências deixadas, após o fim da parceria, como sustentáculo para a narrativa. Isso porque o Vasco aderiu e cumpriu um Ato Trabalhista em 2004, o que lhe permitiu acordar outro, em dezembro de 2007, em condições de pagamento, por sinal, muito melhores que as de Fluminense e Botafogo à época, também signatários do mesmo Ato. Por outro lado, quando finalmente as dívidas fiscais foram consolidadas pelos clubes, dado o surgimento da Timemania, a dívida fiscal rubro-negra era o dobro da do Vasco e a de Botafogo e Fluminense eram próximas do montante consolidado pelo clube da Gávea.

3 – A matéria ignora o fato público, notório e reconhecido no Poder Judiciário de que o banco não pagou U$12 milhões de dólares, portanto, não saiu, simplesmente. Ele inadimpliu e o contrato foi denunciado pelo Vasco, após oito meses de tal inadimplência. Afora isso, os problemas vividos pelo Vasco no início do século também tiveram por parte da Globo um dos motivos, pois, como citado por um executivo dela ao jornal “Meio e Mensagem” em 2001, a emissora aplicaria um torniquete financeiro no clube, com a intenção de jogar a torcida contra Eurico Miranda, a fim de que ele perdesse o apoio dela. Vale relembrar que após 18 meses de torniquete e resistência do Vasco, a emissora voltou a conversar com o clube, depois deste não aquiescer a que uma mudança no contrato de TV assinado por ela, fosse feita nos parâmetros (valores) desejados por ela própria. O Vasco foi exceção: todos os outros grandes clubes, que antecipavam cotas com a emissora (e continuaram antecipando entre 2001 e 2002) eram a favor. A ação, inclusive, como já dito em outra imagem, fez o Vasco voltar ao Clube dos Treze, com Eurico Miranda em posição de liderança e com o próprio Vasco mantendo-se no primeiro grupo entre os recebedores das cotas de TV. O seria junto a Corinthians, Flamengo e São Paulo. Anos depois o Palmeiras também entraria no seleto grupo, formado, então, por cinco clubes e assim o foi até a saída de Eurico Miranda da presidência do Vasco, em 30/06/2008, que deixou acertada a renovação de outro, nas mesmas condições para o Vasco, que se encerraria em 2011.

Ainda tem mais.

Vejam a imagem 11.


Imagem 11

O contrato virou alvo da CPI do Futebol em 2001.

Depoimentos apontaram que metade do dinheiro investido pelo banco não passou pela tesouraria do clube.

A outra metade? Teria sido depositada na conta de terceiros por ordem de Eurico Miranda.

E dentro do campo os reflexos vieram rápido…

ELUCIDAÇÕES:

Em novembro de 2000, a VGL (chamada de Vascolic em matéria publicada pelo jornal “Tribuna da Imprensa”) virou alvo da CPI, a partir de investigação da Polícia Federal, que teve por consequência uma descoberta: a empresa Deportes Sports Holding Limited detinha o controle (com 99,6% das ações ordinárias) da VGL e tinha sede em Grande Cayman, capital das Ilhas Cayman.

A Vascolic foi comprada apenas quatro meses após ter sido criada. À época de sua fundação teve a Vascolic como controladora a empresa Barewwod Trading Inc., com sede nas Ilhas Virgens Britânicas. A administração da Vascolic, todavia, continuou sob responsabilidade de executivos ligados ao Banco Liberal, braço brasileiro do Bank of America.

Cheguemos a 2001, agora falando de CPI. Nela própria foi declarado pelo diretor executivo do Bank of America, em abril daquele ano, que as remessas ao exterior de R$3,35 milhões, R$2,33 milhões, R$2,85 milhões e R$4,02 milhões, totalizando R$12,55 milhões, se deram por intermédio do Banco Central e o Bank of America intermediou a transação sabendo que a transferência seria para pagamento de empréstimos e de passes de jogadores e que foram feitos com lisura.

Em 16 de setembro de 1998, portanto muito antes de se falar em CPI da Nike ou do Futebol, o Vasco, em documento assinado por Antônio Soares Calçada e Eurico Miranda, cita cinco valores de transferências, quatro deles lembrados pelo diretor executivo do Bank of America, cerca de 30 meses depois, mais um de 2,3 milhões de reais. O documento enviado pelo clube ao banco fala sobre o cumprimento de obrigações relacionadas ao Departamento de Futebol, especificamente relacionadas com aquisição de jogadores, pagamento de débitos relacionados à aquisição de jogadores, ou pagamentos relativos a aluguel de jogadores, relacionados com os créditos originados pelo referido Instrumento. Todas as remessas se deram por intermédio do Banco Central.

Em 12 de dezembro de 2001, por decisão unânime na 8ª Câmara do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, três votos a zero, o Club de Regatas Vasco da Gama ganhou a ação no valor de 12 milhões de dólares contra o Bank of America, corroborando sua opinião, quanto ao débito do banco em relação ao clube.

Dentro do campo, em 1998, os reflexos vieram rápido, com os títulos conquistados, considerando a estrutura já montada desde o ano anterior.

Dentro de campo, após o inadimplemento do banco, os resultados vieram rápido, por competência do clube, campeão da Copa Mercosul.

Já em plena CPI, com perseguição a Eurico Miranda, desumanizado e demonizado, a partir da edição de imagens feita pela Rede Globo de Televisão no final de dezembro do ano 2000 (que ela admitiu ter executado, quase 24 anos depois) o Vasco foi Campeão Brasileiro (neste caso em janeiro de 2001).

Apesar de passar por um torniquete financeiro de 18 meses, dito antes por um executivo da Globo, ao jornal paulista “Meio e Mensagem”, que ocorreria, com o propósito de colocar a torcida vascaína contra Eurico Miranda, o clube resistiu, igualando o recorde de oito vitórias consecutivas na Taça Libertadores (que fora obtido pelo Cruzeiro em 1976), conquistando a Taça Rio (1º lugar) por antecipação, dando as maiores goleadas da história no Botafogo (7 x 0), São Paulo (7 x 1) e vencendo de mão aberta o Flamengo (cinco de novo), no mesmo ano. 

Também em 2001 o Vasco conquistou o Bicampeonato Brasileiro e Carioca de Basquete Masculino e foi Campeão Brasileiro e Bicampeão Carioca no Feminino, além de ter sido campeão em três das quatro categorias de base no Basquete Masculino.

No futebol de base conquistou o Mundialito e o Campeonato Carioca de Juniores, além do Campeonato Carioca no Sub11 e Sub13.

No Remo foi conquistado o Tetracampeonato Carioca e Brasileiro. O clube foi Tricampeão Carioca Masculino e Feminino no Atletismo.

Na Natação o Vasco foi Tricampeão da Taça Brasil e do Troféu José Finkel, mantendo-se pelo segundo ano consecutivo como primeiro do ranking, foi Campeão Brasileiro Feminino de Maratonas Aquáticas e Bicampeão do Troféu Brasil de Saltos Ornamentais.

No Futsal o Vasco foi Bicampeão Estadual e Municipal e no Handebol Hexacampeão Carioca.

No Judô, Taekwondo e Karatê o Vasco foi Bicampeão Carioca e no Vale-Tudo, com Wanderlei Silva, venceu o Pride 13 e o Pride 14.

No Tênis, com Joana Cortez, representando-o, o Vasco conquistou o Campeonato Brasileiro e Carioca, além de dois torneios internacionais de duplas ITF, na Colômbia e no México. No Tênis de Mesa o clube foi Tetracampeão Carioca Masculino e Feminino.

Na Vela o Vasco foi Bicampeão Mundial e Brasileiro na classe Laser e Campeão Brasileiro na classe Star, no Hipismo, através de Rodrigo Pessoa, montando Baloubet du Roet, foi Campeão do Grand Prix de Milão (Itália) e no Bodyboarding, com Guilherme Tâmega chegou ao título mundial, o quinto da carreira do atleta.

No Vôlei de Praia, com a dupla Adriana Behar e Shelda representando-o, foi Tricampeão do Circuito Mundial, Campeão da Copa do Mundo e Tricampeão do Circuito Banco do Brasil.

Em 2002, o Vasco encerrou a compra dos imóveis que faltavam para o complexo de São Januário. No mesmo ano o clube passou a alugar o Vasco-Barra (em janeiro), após o Flamengo ter sido despejado de lá em agosto de 2000. O clube ainda se manteve conquistando títulos em vários esportes.

No futebol de base houve a conquista da Copa Rio SUB 17. Dela participaram Bahia, Palmeiras, Atlético-MG (os dois últimos vencidos pelo Vasco no mata-mata), entre outros clubes, além do Bicampeonato Carioca no Sub-13. Nos demais esportes o Vasco foi Campeão da Liga Sul-Americana de Basquete Feminino; Pentacampeão Carioca e Brasileiro de Remo, conquistando, ainda cinco medalhas de ouro no Campeonato Sul-Americano; no Vôlei de Praia, através da dupla Adriana Behar e Shelda, conquistou o Teracampeonato do Circuito Brasileiro Banco do Brasil Feminino; foi Tetracampeão Carioca Masculino e Feminino no Atletismo; obteve duas medalhas de ouro no Campeonato Sul-Americano de Natação; foi Tricampeão Carioca de Karatê; Pentacampeão Carioca Masculino de Tênis de Mesa, além de campeão no Tênis, com Joana Cortez, de um Torneio ITF em duplas (Torneio de Mallorca-ESP) e, com Guilherme Tâmega, Hexacampeão Mundial de Bodyboard, com o atleta usando o símbolo do Vasco na prancha, por gratidão e paixão pelo clube que o patrocinou em 2000, quando foi Hexacampeão Nacional.

Entre agosto de 2002 e o início de 2003 foi montado o time Campeão da Taça Guanabara, Taça Rio e do Campeonato Carioca daquele ano. No ano seguinte o clube conquistou o Bi da Taça Rio (2º turno), derrotando na decisão o Fluminense de Ramon Menezes, Roger, Edmundo e Romário, por 2 x 1. Houve falta de títulos na sequência e nenhuma comemoração, praxe no Vasco desde os anos 1920, quando se tornou grande no futebol, por vices ou semifinais alcançados. Na base, títulos cariocas, em nível interestadual e internacional foram conquistados no Sub11 (2), Sub13 (2), Sub15 (2) e Sub17 (entre 2003 e 2007).

Conquistas em outros esportes foram obtidas em 2003: Basquete Feminino (Campeão Carioca); Atletismo (Pentacampeão Carioca Masculino, mais duas medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, uma de ouro e outra de bronze); Karatê (Tetracampeão Carioca); Tênis (medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos, com Joana Cortez e mais três conquistas dela em torneios internacionais ITF de duplas, no México, EUA e Itália); Tênis de Mesa (Hexacampeão Carioca Masculino), Vôlei de Praia (Pentacampeão do Circuito Brasileiro Feminino Banco do Brasil), além de três medalhas de prata e duas de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, obtidas por remadores ligados ao Vasco.

Renato Carvalho, representando o Vasco, iniciaria uma série de conquistas individuais no Judô, desde Campeonatos Cariocas, Estaduais, Interestaduais, Brasileiros e Sul-Americanos, de 2003 a 2008, a tenista Joana Cortez ainda conquistaria, entre 2004 e 2005 mais seis torneios ITF de Duplas, três em Portugal, dois no Brasil e um na Itália, a dupla Adriana Behar e Shelda ganharia a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2004, além de obter o Circuito Mundial Feminino e o Hexacampeonato do Circuito Banco do Brasil no mesmo ano. Foram conquistadas quatro medalhas de ouro nos Jogos Sul-Americanos de Atletismo, Remo e Karatê (duas), em 2006, por atletas vascaínos e, também por eles, mais uma medalha de ouro, duas de prata e três de bronze nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio, além de títulos estaduais e brasileiros no Remo, muito forte até 2008. Vale lembrar que outros esportes não olímpicos foram continuados pelo clube, ou iniciados no período anterior à troca de gestão no Vasco, ocorrida em 2008. Houve, também, a preocupação com os esportes Paralímpicos, desde o apoio a eles dado em 2000, vide as duas medalhas de ouro e uma de prata obtidas por Mauro Brasil na Natação, nos Jogos Parapan-Americanos do Rio em 2007, posteriores às conquistas de dois ouros, em 2005 e duas pratas, em 2006, em campeonatos mundiais dos respectivos anos.


Imagem 12

“O Vasco passou a brigar contra o rebaixamento.

Vieram a queda de público, crise políticas e problemas administrativos.

Em 2004, o balanço do clube foi considerado como o menos transparente entre 18 da Série A.”

Na imagem, mais abaixo, surge matéria do UOL, de 14/07/2005, que trata do balanço patrimonial do Vasco, do ano de 2004, citando o CRC (Conselho Nacional de Contabilidade) como sustentáculo da informação. O título da matéria e seu teor, tal qual foi publicado no Instagram, faz uma associação livre entre a opinião do CRC e a sua própria. Ei-lo: “Futebol do Vasco vê o fundo do poço perto”.

ELUCIDAÇÕES:

O Vasco, entre 2001 e 2008, até a troca de gestão, jamais esteve na zona de rebaixamento no returno do Campeonato Brasileiro (que se iniciou em 2003 neste formato). 

No ano de 2002 (ainda no modelo sem returno) o Vasco esteve uma rodada na zona de rebaixamento. 

Entre 2001 e 2002 o Flamengo se salvou do descenso na última rodada (em 2001) e figurou várias rodadas no Z4 em 2002, ano no qual o Botafogo caiu, tal como o Palmeiras, salvando-se o Internacional-RS na última rodada. 

No ano seguinte (2003), o Fluminense (que ficou oito rodadas na zona de rebaixamento) teve chances de cair até a última do campeonato.

Entre 2004 e 2005 o Vasco esteve, no primeiro ano, três rodadas na zona de rebaixamento (entre a 3ª e a 5ª do turno). Na mesma competição o Flamengo figurou na zona rebaixamento em 24 rodadas e o Botafogo (que havia subido em 2003) em 33 rodadas. Em 2004 outro grande clube brasileiro caiu, no caso o Grêmio.

Em 2005 o Vasco esteve nove rodadas na zona de rebaixamento, todas no turno. Considerando os jogos posteriormente anulados e disputados novamente, bem como seus resultados, o Vasco teria ficado apenas duas rodadas na zona de rebaixamento (12ª e 15ª rodadas). Na mesma competição o Flamengo figurou na zona de rebaixamento por 15 rodadas, a última delas a 37ª (naquele ano o campeonato foi disputado por 22 equipes). Nessa edição outro grande foi rebaixado: o Atlético-MG.

Quando da troca de gestão no Vasco (01/07/2008), o clube não figurava no Z4 havia 108 rodadas e jamais entrara nele quando a competição passou a ter 20 clubes. Em 2006 o clube esteve na zona da Libertadores em nove rodadas, em 2007 em 19 rodadas e até haver a troca de gestão, em 2008 (oito rodadas disputadas até ali), numa rodada. O Vasco foi deixado em nono lugar na competição.

No mesmo período, até a troca de gestão, em 30/06/2008, o Flamengo esteve seis vezes na zona de rebaixamento em 2006 e uma em 2007, o Botafogo sete rodadas em 2006 e o Fluminense em cinco das oito primeiras no ano de 2008. Em 2007 outro grande caiu: o Corinthians.

Ou seja, até a troca de gestão, em junho de 2008, desconsiderando os anos de 2001 e 2002, quando o Flamengo quase caiu (por duas vezes) e o Botafogo efetivamente caiu (em 2002), O Vasco, entre 2003 e 2008, esteve 12 rodadas na zona de rebaixamento (que viriam a ser cinco, considerando a anulação dos jogos no Campeonato Brasileiro, apitados por Edilson Pereira de Carvalho em 2005), enquanto o Flamengo esteve 46 rodadas na zona de rebaixamento, o Botafogo em 41 rodadas e o Fluminense em 13 rodadas.

No ano de 2005, no pior do momento do clube, em plena zona de rebaixamento, o Vasco tinha a sétima maior média de público do Campeonato Brasileiro, disputado, então, por 22 equipes. 

Se houve uma insana sede de poder por parte da oposição, desqualificando o clube e se unindo à parte da imprensa para atacá-lo, isso não é crise política e sim uma espécie de sabotagem ao próprio clube. São coisas diferentes. 

Em 2005 o CRC tinha em seus quadros, destacadamente, o futuro Vice de Finanças do clube, que era oposição a Eurico Miranda e fazia parte do MUV (Movimento Unido Vascaíno). Suas críticas eram encaradas pela direção do Vasco, como sendo motivadas por razões políticas. Em sua gestão teve três balanços reprovados pelo Conselho Fiscal do clube (2009, 2010 e 2011). O último deles, inclusive, suscitou a sua saída da função que exercia, em setembro de 2012. Viria, ainda, pedir demissão do cargo eleito, segundo vice-presidente do clube, em dezembro do mesmo ano. O balanço patrimonial de 2011 seria republicado sob a responsabilidade de um novo Vice de Finanças, posteriormente, no início de 2013. Um ex-companheiro de MUV, também oposição a Eurico Miranda (independentemente da declaração a seguir), afirmou para a coluna De Prima do jornal Lance, em outubro de 2012, o seguinte: “Se esse balanço de 2011 tivesse sido apresentado na época do Eurico, já estariam pedindo a prisão dele”.

Sobre a matéria do UOL, que fala do futebol do Vasco no fundo do poço, fazendo correlação com a crítica a respeito do balanço, de autoria do CRC, mais parece uma tentativa de querer comparar bananas com maçãs. Se um balanço (alegadamente) intransparente do ano anterior traz resultados ruins em campo no ano seguinte (quando aquele é discutido pelo público em geral), o que dizer do balanço de 2010, reprovado pelo Conselho Fiscal e a conquista da Copa do Brasil por parte do Vasco em 2011?

De qualquer maneira, a fase péssima no futebol passou e o Vasco terminou o Campeonato Brasileiro de 2005 classificado à Copa Sul-Americana daquele ano, aliás, como já dito acima, o último no qual o clube frequentou o Z4 até a saída de Eurico Miranda em 30/06/2008. Por outro lado isso vem demonstrar o tamanho do Vasco à época. O fundo do poço do futebol do Vasco traduzia-se em 12 rodadas na zona de rebaixamento, no somatório daqueles dois últimos anos, enquanto seu principal rival, o Flamengo, não estava no fundo do poço no futebol, apesar de acumular, ao fim da competição de 2005, 39 rodadas (mais que o triplo, se comparado ao Vasco) no Z4 ao longo do mesmo período.


Imagem 13

“Nesse meio tempo foram rebaixados quatro vezes.

Até que em 2022 o clube aprova a transformação em SAF (Sociedade Anônima).

Vende 70% das ações para 777 partners.

Com o acordo de R$1,4 bilhão em investimentos e pagamento de dívidas antigas.”

ELUCIDAÇÕES:

Nesse meio tempo, antes de o MUV entrar no clube, fato ocorrido em 01/07/2008,, o Vasco não foi rebaixado vez alguma, mas o foi duas vezes na gestão subsequente (no campo) e, também, nos recebimentos de cotas de TV.

O pulo para 2022 pode até ser conveniente para a narrativa que se pretende, mas não faz sentido algum.

Após a troca de gestão, ocorrida em 01/07/2008, até seu fim, em dezembro de 2014, o Vasco teve quase triplicada a sua dívida real e quase duplicada aquela que jogou no balanço. Esta, por sinal, chamou a atenção em dois pontos:

a) Imobilizado

Foi reduzido no ativo permanente o imobilizado do Vasco em 12,657M, no balanço de 2008 (contado a partir de 01/07/2008), elaborado pela gestão sucessora. Curiosamente, nos dois balanços subsequentes, referentes a 2009 e 2010, o valor do imobilizado cresceu 8,914M no 1º ano e 11,192M no 2º ano, totalizando 20,106 milhões no somatório dos dois anos. Vale lembrar que a obra relevante feita por aquela gestão no complexo de São Januário foi inaugurada em dezembro de 2011, após seis meses de seu início, que contemplou a construção de uma Mega-Loja e algumas salas mais abaixo dela.

b) Reservas para Contingências:

O Vasco pôs em seu balanço, na conta “Provisão de Contingências”, R$103,882 milhões em 2008. Essa conta diz respeito a ações que o clube respondia na Justiça, consideradas as que o Vasco perderia, ou provavemente perderia, ou possivelmente perderia, ou remotamente perderia. Até 2007 o clube não considerava esse item em seu balanço patrimonial.

Vale ressaltar que o Flamengo, com uma dívida fiscal, que fora consolidada em 180 milhões de reais para o ingresso do clube na Timemania em 2008 (o dobro da do Vasco) e com centenas de ações trabalhistas a mais que o Vasco contra si, pôs em reservas para contingências (no mesmo exercício em que o Vasco destacou 103,882 milhões de reais no item) o valor de R$7,592 milhões, modificado próximo às eleições na Gávea pela Comissão Permanente de Finanças de seu Conselho Deliberativo, em novembro de 2009, para 36,498 milhões.

Passado esse período, Eurico Miranda retornou ao clube e o geriu no triênio 2015 a 2017.

Quando chegou no Vasco, além da dívida real do clube praticamente triplicada, este tinha dois anos de antecipação das cotas de TV, receita com o quadro de sócios antecipada, receita com produtos licenciados antecipada, dois meses de salários atrasados, mais décimo terceiro, fora direito de imagens a pagar.

Havia, ainda, dívida de dez milhões de reais com a CEDAE (o Vasco nada devia até a saída dele Eurico, em 2008) e dívida até mesmo com caminhão pipa.

Fora isso, várias ações contra o clube que haviam chegado à FIFA (todas da gestão anterior), base alocada em Itaguaí, patrimônio abandonado, São Januário com capacidade para 15.311 pessoas, toneladas e mais toneladas de lixo a céu aberto no complexo de São Januário, hotel concentração, construído em 2003 para os profissionais, largado, parque aquático sob tapumes, ginásio abandonado, alojamento da base sem condições de uso, vindo do 3º lugar da 2ª divisão, sem ter liderado a competição em rodada alguma, com um histórico naqueles seis anos e cinco meses de 03 vitórias contra o Flamengo e 10 derrotas, além de uma até então inimaginável freguesia diante do Botafogo (06 x 09).

Nesse período, entre 2015 e 2017, com Eurico Miranda presidindo o clube, o Vasco suplantou todos os três grandes do Rio no confronto direto (5 x 3, 6 x 4 e 6 x 1), ganhou mais títulos e taças oficiais que todos os três (JUNTOS), conquistou dois títulos (um invicto), aliás os dois últimos do Vasco até aqui, eliminou pela primeira vez na história o Flamengo de três campeonatos consecutivos (no confronto direto), conquistando dois deles, venceu todas as finais que disputou e foi deixado na Taça Libertadores, pela última vez, até 2025. 

Destaque-se, ainda, o trabalho junto à base, antes alocada em Itaguaí, fora a recuperação do patrimônio (reforma do alojamento da base, reforma e utilização novamente do ginásio e do Parque Aquático), criação do CAPRRES, CAPRRES Olímpico e CAPRRES da base, construção de um campo anexo, elevação em mais de 40% da capacidade de público em São Januário (considerando a que encontrou), melhorias nas outras sedes, clássicos jogados dentro de sua casa, novamente, em Campeonato Carioca e Brasileiro (3 vitórias, 1 empate e 1 derrota), obtenção de certidões fiscais positivas com efeito de negativas (pela última vez até aqui e sem entrada em Recuperação Judicial, ocorrida, recentemente), de verbas da CBC em função disso, de novos títulos no Basquete, ressuscitado praticamente (Liga Ouro, Super Four, Copa Avianca) e em outros esportes, novos títulos na base (Campeão no Sub 17 após oito anos, no Sub 20 após sete anos, duas vezes no Sub 11, com Rayan), o primeiro atleta vascaíno olímpico, medalhista de ouro no futebol (Luan), efetivação da maior venda de um atleta de base no século, Douglas Luiz, e uma joia (Paulinho) deixada para a gestão seguinte negociá-la, em menos de 90 dias, por 56,6 milhões líquidos (11 milhões recebidos previamente na primeira semana após assumir). 

Por fim, a dívida do Vasco foi reduzida (sem o clube entrar em Recuperação Judicial, mas apenas por competência administrativa) de 690 para 589 milhões, segundo decisão final do Conselho Deliberativo, após o grupo de finanças da gestão sucessora ter entendido que a dívida fora diminuída de 690 para 645 milhões de reais.

Por outro lado, o clube foi assumido com uma receita anual de 129 milhões de reais e deixado com 192 milhões nesse item, após o fim do triênio. Passados quatro anos a receita anual do Vasco, apresentada no balanço de 2021, foi seis milhões menor que a apresentada em 2017. 

Se em 2001, após a disputa de 13 das 27 rodadas previstas na primeira fase do Campeonato Brasileiro, Eurico Miranda, a 29/09, afirmou que tudo seria feito para impedir a chegada do Vasco às finais da competição, comprovando-se isso ao longo de quatro dos últimos 14 jogos da equipe, nos quais, de forma flagrante, prejuízos se deram contra São Caetano, em São Januário, Fluminense, Portuguesa de Desportos, no Canindé, e Atlético-MG, em Belo Horizonte, perdendo o Vasco dez pontos nos quatro jogos, dois deles em que perdeu, quando, sem prejuízos de arbitragem, venceria, no ano de 2015, durante a disputa do Campeonato Brasileiro, notadamente no returno da competição, Eurico Miranda, novamente presidindo o Vasco, denunciou um suposto esquema de favorecimento aos clubes de Santa Catarina (que eram quatro naquela edição). A questão chegou ao STJD, ocasião na qual Eurico Miranda ratificou sua insatisfação, foi apenas advertido e se concluiu, por parte do tribunal, que deveria haver averiguações sobre o tema.

Naquele ano, o Vasco, que já havia experimentado “pequeno” prejuízo de arbitragem no turno, três pontos, nos jogos contra o Internacional-RS em São Januário e Sport-PE, em Recife, teria no returno um volume de erros de arbitragem em lances capitais jamais visto na história dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro (o que com o VAR, a partir de 2019, deve tornar a marca de 2015 inalcançável). Foram 11 pontos tirados do clube, via arbitragem, nas últimas 16 rodadas, em jogos contra o Atlético-MG, no Maracanã, Cruzeiro, em Belo Horizonte, Avaí, em Santa Catarina, Chapecoense, no Maracanã, São Paulo, no Morumbi e Coritiba, em Curitiba.

Não era novidade para o Vasco prejuízos em momentos decisivos, pois desde 1986 – quando Eurico Miranda assumiu a Vice-Presidência de Futebol (ele teria cargo eleito na direção do clube apenas em 1992) – com o escândalo das papeletas amarelas (denúncias de dentro do Flamengo de que o clube supostamente subornara árbitros para obter o título de Campeão Carioca), os prejuízos flagrantes ao Vasco foram empilhados, tirando do clube o próprio Campeonato Carioca de 1986, a classificação à final no Campeonato Brasileiro de 1992, o título invicto no Campeonato Carioca de 1994 (embora o Vasco tenha sido campeão), a classificação aos play-offs no Campeonato Brasileiro de 1998, o título carioca de 1999, a classificação às semifinais do Campeonato Brasileiro de 1999, o Mundial Interclubes de 2000, o Campeonato Carioca de 2001, a classificação aos play-offs da Copa Mercosul em 2001, a classificação às semifinais do Torneio Rio-São Paulo em 2002, a classificação aos play-offs do Campeonato Brasileiro de 2002, a possível classificação às semifinais da Copa do Brasil de 2003 (com arbitragem correta a vaga seria disputada nos pênaltis), a classificação à decisão da Copa do Brasil de 2008, a classificação às quartas-de-final da Copa do Brasil em 2016, além dos flagrantes prejuízos de arbitragem no Campeonato Brasileiro de 2011 e a perda do título carioca de 2014, noutra gestão, ocasiões nas quais o Vasco foi vice. Ressalte-se, ainda, o ocorrido no Campeonato Brasileiro de 2020, quando foi pela última vez o Vasco rebaixado, primordialmente por um erro de direito, visto na derrota para o Internacional-RS, em São Januário, quando sem VAR e sem aviso ao árbitro, a cabine definiu em desfavor dos anfitriões um lance capital do jogo.

Para fechar, em 2017 o Vasco foi prejudicado no Campeonato Brasileiro em seis pontos (de sétimo lugar, classificado à Libertadores, teria ficado em terceiro). Na ocasião o Vasco tomou quatro gols irregulares (Bahia e Atlético-MG no turno, Corinthians e Avaí no returno), teve oito pênaltis contra si marcados, apenas um pênalti assinalado em seu favor (na última rodada das 38 previstas) e cinco não marcados, que existiram (Corinthians, Atlético-GO, Flamengo e Santos no turno, Coritiba no returno), fora outros discutíveis. Os seis pontos de prejuízo, em lances capitais, que tiraram pontos do Vasco, se deram frente a Flamengo (1 ponto) e Santos (2 pontos) no turno, Corinthians (1 ponto) e Coritiba (2 pontos) no returno.

Voltando a 2015, ressalte-se que a resposta dada pelo Vasco, diante do maior prejuízo sofrido por um clube na história dos Campeonatos Brasileiros (14 pontos) foi ficar sete meses sem perder, de 08/11/2015 a 07/06/2016 (curiosamente dia do aniversário de Eurico Miranda), batendo seu recorde pessoal de partidas oficiais invictas, superando, ainda as melhores marcas de Atlético-MG, Flamengo, Internacional-RS e Palmeiras no quesito. Nesse período o clube conquistou, em 2016, seu sexto bicampeonato carioca invicto (que não obtinha havia 23 anos) e, de forma invicta (não conseguia um título invicto carioca havia 24 anos), na ocasião em que mais clássicos disputou (oito), comparando-se às demais conquistas sem derrota alcançadas pelo clube, através dos tempos.

O acúmulo de prejuízos de arbitragem ao Vasco na era dos pontos corridos no Campeonato Brasileiro, no período Pré-VAR se evidenciou nos anos de 2003 (8 pontos), 2004 (6 pontos), 2005 (5 pontos), 2006 (7 pontos), 2011 (7 pontos), 2012 (4 pontos), 2015 e 2017 (os dois últimos já citados). Com isso, o Vasco deixou de ir à Libertadores em 2007 e 2013. Em outros anos, como os prejuízos e benefícios de arbitragem foram poucos ou se anularam, não serão citados. A única ocasião em que os benefícios maiores que prejuízos se evidenciaram a favor do Vasco nos Campeonatos Brasileiros de pontos corridos Pré-VAR ocorreu em 2010 (5 pontos).

Deixa-se aqui de se considerar prejuízos reclamados pelos torcedores nos jogos de mata-mata, referentes ao Campeonato Carioca de 2000 e Copa do Brasil de 2009 (semifinal), pois embora o Vasco, de fato, tenha sido prejudicado num dois dois confrontos decisivos (ou em ambos), a diferença numérica de placar ou a compensação de erro no outro confronto impedem que sejam listados. Por outro lado, a crítica em relação à demora do tira-teima em 2012, nas quartas-de-final da Taça Libertadores contra o Corinthians, primeiro jogo, deve ser registrada, independentemente de, posteriormente, tanto Rede Globo, como a FOX, transmissoras da partida realizada em São Januário (0 x 0), tenham dado como veredicto o impedimento de Alecsandro, autor do gol, na ocasião.

Finalmente, sobre títulos que possam ser contestados por erros em favor do Vasco, existem dois no período: o da Taça Guanabara de 2003, em virtude de um gol mal anulado do Flamengo, três minutos antes de a equipe rubro-negra empatar a partida (o resultado de 1 x 1 deu o título ao Vasco) e o da Copa do Brasil de 2011, no Paraná, diante do Coritiba, em função de um pênalti supostamente cometido por Dedé sobre o atacante Leonardo (quando o placar era de 3 x 2 em favor dos anfitriões), entendido como tal por muitos, mas questionado pelo árbitro Sálvio Spínola, que apitou a partida e mesmo anos depois permaneceu defendendo ter sido correta a sua avaliação de deixar o jogo seguir, na derrota do Vasco para o Coritiba (2 x 3), que, mesmo assim deu o título ao clube, em função da vitória no jogo de ida (1 x 0).

Antes de 1986, em vários momentos decisivos, nas mais variadas competições, o Vasco também experimentou prejuízos dos mais diversos, via arbitragem, mas aqui se faz um recorte, apenas, dos últimos 40 anos.

O Vasco, na prática, foi entregue a terceiros, em 2022, por 700 milhões de reais, enquanto a dívida já existente poderia ser paga com os próprios ativos do clube, ao longo do tempo. Na ocasião da venda, o Vasco estava no RCE (dívidas equacionadas cíveis e trabalhistas) e no Profut (parcelamento de dívidas fiscais). 


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“Com o (sic) SAF sendo controlada pela 777, o Vasco passa 24 de 38 rodadas na zona de rebaixamento.

Isso com uma campanha fraca e muita contestação ao projeto pelo torcedor.

Até que, em 2024, o clube vai à Justiça e suspende o contrato com a 777 – com a prova de que apenas 31% do capital prometido foi investido.

E a história se repete novamente…”

Para alicerçar o que está dito é publicada parte de uma matéria do GE, meramente informativa.”

ELUCIDAÇÕES:

A mudança de associação para SAF e de controle, saindo este do Vasco para um comprador, deu no que deu. 

O clube conseguiu na Justiça algo, que se não obtivesse, manteria a caixa preta da SAF sem abertura, porque quando se entrega o clube, tanto a transparência, como ações do dono dependem de sua vontade e dos conselhos da própria empresa, controlados, em maioria, pelo novo dono, ficando o clube à mercê disso.


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– Hoje o Vasco carrega uma dívida de R$1 bilhão.

– Busca um novo investidor para assumir a SAF

– Está em processo de recuperação judicial

– Passa por mudança constante do elenco

– Não disputou nenhum título nos últimos anos.

ELUCIDAÇÕES:

O Vasco, de 2018 a 2024 elevou sua dívida em quase um bilhão de reais.

A busca não é por um novo investidor e sim de outro dono, o que não faz sentido algum, considerando o aumento de receitas do clube entre 2021 e 2025, que triplicou por quatro fatores básicos: novos contratos de TV, crescimento do valor de vendas de atletas para o exterior, investimento pesado das casas de apostas nos clubes para propagandearem suas marcas e aumento considerável das premiações pagas pelos organizadores das competições, por performance esportiva. 

Afora isso, a Recuperação Judicial (desnecessária) constituiu-se num calote legal de percentuais de débito do clube com cerca de 500 credores, reduzindo o montante a pagar na ordem de mais ou menos 300 milhões de reais.

Em 2026, considerando a venda de Rayan e o contrato com a Nike, a receita aumentará em ao menos 25% do valor de 2025, que chegou a aproximadamente 600 milhões.

Com o Potencial Construtivo e a responsabilidade de se fazer uma obra em 2027, que seja, no limite do valor líquido a ser recebido, na ordem de 450 milhões, por alto (valor dado para o clube), aumenta-se para dois ou três anos depois a possibilidade de arrecadação de bilheteria a maior, sem contar jogos eventuais no Maracanã. 

Ao mesmo tempo, o clube tem, ainda, a oportunidade de nova receita, com os naming rights do estádio e em 2029 um novo contrato de TV será negociado.

A Vasco SAF pode ter parceiros, investidores, mas não ser entregue a terceiros, com quem quer que seja (que não o Club de Regatas Vasco da Gama) tendo o controle acionário.

O que se propagandeou, desde o fim de dezembro de 2025, foi a perda do controle acionário a troco de um investimento por x tempo. 

Especula-se hoje dois bilhões de reais de investimento. Por outro lado, um comprador dizer que vai assumir a dívida não é nada complexo, pois a garantia da receita anual da instituição já existe para pagá-la, ao longo dos anos.

Sobre nenhum campeonato ganho há dez anos, é um recorde na história do Vasco e isso se deu num período em que a dívida do Vasco cresceu em quase 1 bilhão de reais.

Qual a lição disso tudo?


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“Ter recursos não é suficiente se você não souber administrá-los.
Isso serve tanto para vida, negócios ou investimentos.
O maior contrato do futebol brasileiro virou um dos maiores desastres justamente por isso.”

ELUCIDAÇÕES:

Contar a história de maneira equivocada, contendo inverdades ou más informações, leva a que a continuidade dela se dê torta e errática. 

As consequências de discursos disformes ao histórico são os resultados, que batem no torcedor e transformam o Vasco num clube de menor cobrança, resignado, e que começa a internamente comemorar até mesmo vice-campeonato, num ano em que venceu 23 partidas e perdeu 28, pior resultado no século, na proporção disso, o que ocorreu em 2025.

A história ensina. Aprende quem a considera. A distorção, consciente ou inconsciente dela, faz com que o Vasco se comporte institucionalmente, através de seus coitados dirigentes, como se desaprendesse sua essência.

Sérgio Frias

Certa vez

Certa vez o Vasco foi lanterna do Campeonato Brasileiro (1969), mas nove meses depois  foi Campeão Carioca por antecipação, saindo da fila de 11 anos sem conquistar o título.

Certa vez o Vasco bateu seu recorde negativo de derrotas seguidas (1971), mas classificou-se no Campeonato Brasileiro para a fase semifinal de grupos.

Certa vez o Vasco foi eliminado pelo Operário-MT (1976), mas atuou como um leão diante do Fluminense na decisão do Campeonato Carioca e voltou à competição nacional, ganhando a repescagem em seu grupo.

Certa vez o Vasco ficou de fora da classificação para o Campeonato Brasileiro, por ter sido 7º no Campeonato Carioca, em dois turnos (1983), mas, convidado pela CBF, conforme previa o regulamento, chegou à final do Campeonato Brasileiro meses depois.

Certa vez o Vasco teve que brigar por seus direitos para não ser rebaixado na canetada, diante da péssima campanha feita na 1ª fase do Capeonato Brasileiro (1986), mas se classificou para os play-offs após a disputa da 2ª fase.

Certa vez o Vasco foi eliminado pelo Vitória-BA na Copa do Brasil (1989), mas, meses depois, foi Campeão Brasileiro.

Certa vez o Vasco foi eliminado pelo CSA-AL na Copa do Brasil (1992), mas, meses depois, foi Campeão Carioca Invicto.

Certa vez o Vasco estava obrigado a jogar cinco partidas em dez dias (2000), mas o clube conseguiu esparsar os jogos, contrariando os interesse da Rede Globo.

Certa vez o Vasco foi para o intervalo numa decisão em que atuava fora de casa, perdendo por 3 x 0 (2000), mas virou para 4 x 3, feito jamais igualado na história do futebol mundial em decisões até 2025.

Certa vez houve um incidente com queda do alambrado de São Januário (2000), com edição de imagens que desfigurava o ocorrido, por parte da Rede Globo e tentativa de interdição de São Januário, mas o Vasco jogou lá em 2001 pela Libertadores, Copa Mercosul, Campeonato Brasileiro, Torneio Rio-São Paulo e Campeonato Carioca, o clube emprestou (em seus termos) o próprio estádio para a  final da Copa do Brasil de 2005 (Fluminense x Paulista-SP) e 23 anos depois a Globo admitiu o que tinha feito quanto à edição das imagens contra Eurico Miranda.

Certa vez o Vasco sofreu um torniquete financeiro da Globo por 18 meses (2001/2002), mas resistiu e ao não dar aval para a emissora renovar o contrato de TV com os clubes sem pagar o Vasco, ocasionou a que as partes novamente negociassem, mantendo-se o Vasco no grupo principal, entre os recebedores das cotas de TV.

Certa vez o Vasco foi eliminado pelo XV de Campo Bom-RS na Copa do Brasil (2004), mas quatro dias depois conquistou a Taça Rio (1º lugar), derrotando o Fluminense de Ramon Menezes, Roger, Romário e Edmundo na decisão.

Certa vez o Vasco foi eliminado da Copa do Brasil para o Baraúnas-RN  (2005), goleado pelo Athletico-PR no Brasileiro, mas meses depois classificou-se para a Copa Sul-Americana (tal qual o clube paranaense, derrotando-o como era normal em São Januário no returno) e teve o artilheiro do Campeonato Brasileiro, no caso Romário, com 39 anos de idade à época.

Certa vez o dirigente do Flamengo, Kleber Leite, de olho num possível empréstimo de São Januário para o rubro-negro, em face dos Jogos Pan-Americanos  do Rio que estavam por vir (2007) teceu elogios ao Vasco, afirmando até que era inconstitucional o próprio Vasco não poder atuar em seu estádio, mas o presidente Eurico Miranda disse simplesmente que era problema dos outros não terem campo pra jogar.

Certa vez o Vasco foi eliminado da Copa do Brasil pelo Gama-DF, mas ficou metade do Campeonato Brasileiro na zona da Libertadores e foi fundamental para o rebaixamento do Corinthians no fim do ano, derrotando-o no Pacaembu.

Certa vez o Vasco foi assumido (2014) com uma receita de 129 milhões ano e 688 milhões de dívida (posta nesse valor sem carregar tintas quanto às reservas para contingências, a fim de não causar prejuízos ao Vasco na busca por sua recuperação junto ao mercado e parceiros) e a diminuiu no fim do triênio, segundo balanço feito pela gestão sucessora e em valor maior ainda após decisão do Conselho Deliberativo sobre o mesmo tema, mais próximo ao fim de 2018.

Certa vez o Vasco foi assumido (2015), contando oito jogos sem vencer o Flamengo, mas pôs o adversário nove sem ganhar, eliminando-o de três competições consecutivas no confronto direto e sendo campeão de duas delas.

Certa vez o Vasco caiu de divisão, roubado em 14 pontos (2015), mas em sequência ficou sete meses sem perder uma partida e sagrou-se Campeão Carioca Invicto pela 6ª vez.

Certa vez outro hoje ex-presidente do Flamengo pediu para Eurico Miranda que emprestasse São Januário ao rubro-negro (2016), mas o presidente do Vasco disse não.

Certa vez o Vasco, tal qual em 1989, foi eliminado pelo Vitória-BA na Copa do Brasil (2017), mas chegou à Libertadores.

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Por outro lado,

Certa vez o MUV entrou no Vasco, cheio de promessas, com o clube em 9º lugar no Campeonato Brasileiro (2008) e finalizou a competição em 18º, rebaixado.

Certa vez o Vasco caiu pela primeira vez de divisão no Campeonato Brasileiro (2008), fazendo 30 pontos nos últimos 30 jogos, e comemorou de forma efusiva o “título” de Campeão da Série B no ano seguinte, igualando-se ao Campo Grande em conquistas daquela competição.

Certa vez, com o Vasco na 2ª divisão (2009), a AAV (Associação dos Amigos do Vasco), uma criação excêntrica de apoiadores do MUV, resolveu ter num show do humorista Chico Anysio, chamado “Vasco na segunda” um caminho para supostamente pagar dívidas do clube (numa propaganda política disfarçada em coitadismo para justificar a própria queda do Vasco ocorrida pouco antes) e a ideia partiu de um rubro-negro, dono do Centro Cultural Veneza, diretor financeiro do Flamengo à época, e que sugeriu num clima de humor o nome “Vasco na segunda” para o show.

Certa vez o Vasco apresentou um balanço, carregando tintas nas reservas para contingências (2009), com o objetivo de pôr a dívida do clube como a  maior do Brasil (apresentou quase 110 milhões de reservas para contingências contra, por exemplo, 7,6 milhões do Flamengo, que tinha mais de 200 ações trabalhistas que o Vasco, contra si) e ao fim do período daquela gestão triplicou a dívida real que o clube tinha e dobrou aquela que pôs na canetada.

Certa vez o Vasco caiu de 1º para 5º nas cotas de TV (2011), com aceite seu porque receberia mais, e abriu o espaço para seu principal rival ganhar praticamente o dobro daquilo que passaria a perceber, criando uma futura PG em favor do rival por conta disso.

Certa vez o Vasco conquistou a Copa do Brasil (2011) e a gestão reeleita, também por isso, não tinha como pagar os atletas (contratou sabendo disso), perdendo-os depois (vários deles, a partir do fim do ano seguinte) e constituindo dívidas com boa parte dos principais daquele elenco, além de comprar Eder Luis e não pagar ao Benfica-POR, posteriormente emprestá-lo ao mundo árabe, novamente não pagar, e deixar o problema para a gestão seguinte resolver, ocasião na qual (em 2016), o clube teve que arrumar 12 milhões de reais em 48 horas, a partir de ordem da FIFA, para satisfazer o débito.

Certa vez o Fluminense quis ficar com o lado direito do Maracanã para sua torcida, em detrimento do Vasco (2013) e apesar disso só ser possível caso o Vasco concordasse, seu representante o fez.

Certa vez o Vasco caiu de divisão pela segunda vez (2013) e o que se tentou foi uma antecipação da eleição do ano seguinte para que o MUV se mantivesse no poder, com outro rosto conveniente.

Certa vez o Vasco foi eliminado pelo ABC-RN (2014) e tomou de 5 x 0 do Avaí na Série B.

Certa vez o Vasco foi deixado na Taça Libertadores (2017) e ficou por um gol para não cair no Brasileiro (2018).

Certa vez houve uma denúncia no Vasco de desvio de rendas de jogos do clube, oriunda de dentro do próprio clube (2018) e diante do grande mantra do MUV sobre a famosa renda levada por Eurico Miranda para casa (como era hábito dos dirigentes dos grandes clubes fazerem para que o clube não tivesse que pagar carro-forte, segundo matéria do Jornal do Brasil evidenciando isso na época) e o roubo dela, transformado em piada num ano de eleição (1997), esperava-se a abertura de um inquérito para se apurar os fatos, mas o grupo à época dito “amarelo”, pertencente ao Conselho Deliberativo (do qual fazia parte Carlos Osório na ocasião, poucos anos depois vinculado a outro grupo), que se dissera traído pelo presidente do clube (que era de sua chapa e se disse, ele sim, traído pelo mesmo grupo) ajudou para que não houvesse a investigação, votando contra ela, numa demonstração de pouco se importar com esse tipo de assunto, só servindo para discurso e contação de anedotas alhures.

Certa vez o Vasco caiu de divisão pela quarta vez (2021) e comemorou o “título” da Taça Rio, que deu o 5º lugar ao clube no Campeonato Carioca.

Certa vez o Vasco emprestou São Januário para o Fluminense (2021) e permitiu que as bandeirinhas do Vasco fossem trocadas pelas do adversário, que tomara emprestado o estádio para um jogo seu.

Certa vez o Vasco foi mantido na segunda divisão (2021) e meses depois eliminado na Copa do Brasil pelo Juazeirense-BA.

Certa vez o futebol do Vasco foi vendido (2022) e meses depois eliminado pelo ABC-RN na Copa do Brasil.

Certa vez o Vasco teve negociado seu futebol (2022), dizendo-se com uma dívida de 735 milhões e no ano seguinte discursou sobre um valor a mais (200 milhões), chamado de dívida oculta, que oportunizaria à SAF ficar com mais 20% das ações pertencentes ao Club de Regatas Vasco da Gama, diluindo-as.

Certa vez o Vasco sofreu sua maior goleada na história para o time da Gávea (2024) e a responsabilidade pela vinda do treinador, que simbolizou o desastre, não foi atribuída ao responsável por autorizar a contratação, mesmo com o Vasco voltando a gerir seu futebol uma semana antes da conclusão do negócio.

Certa vez o Vasco teve de receita 473 milhões e apresentou dívida de 1,4 bilhão (2024), dizendo-se falido quanto à SAF, e entrou em concordata meses depois.

Certa vez o presidente do Vasco declarou que queria o Vasco atuando contra o Flamengo no Campeonato Brasileiro em São Januário (2025) e no primeiro não se calou, mantendo-se silente apesar de advogados vascaínos, desvinculados da gestão, terem conseguido uma liminar que oportunizava ao Vasco continuar brigando por seus direitos. Após órgaõs de mídia reverberarem que aquilo seria uma estratégia para um bom acordo com Flamengo e Fluminense, mudando inclusive, possivelmente, termos contratuais, os dois clubes da zona sul emitiram notas refutando, enquanto o Vasco manteve-se silente.

Certa vez o Vasco se tornou o primeiro clube brasileiro a perder de 4 para uma equipe venezuelana em competiçãoes da Conmebol (2025) e o discurso vigente é de que a solução seria entregar o clube para terceiros, em nome do “fim da política”.

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Até quando o torcedor vascaíno será enganado por MUV e cores, esperando que a grande mídia vá dizer para ele a óbvia diferença institucional do clube com eles e sem eles? São 13 anos e 10 meses dos últimos 17 no Vasco. O torcedor do Vasco foi conduzido como massa de manobra, serviu de joguete dos discursos arrumadinhos, levado ao desespero para justificar venda, concordata, revenda e se encher de receios quanto a possíveis brigas a serem compradas pelo clube, que facilitaram exatamente o aceite à inação das gestões desse período, muitas vezes após discursos que sugeririam o contrário, protagonizados por ela própria.

São quatro rebaixamentos, 1,2 bilhão de dívidas feitas no período, freguesia para o Botafogo, 05 vitórias e 27 derrotas para o Flamengo (zero a 10 em Campeonatos Brasileiros), de 3º no ranking da CBF, em 2008, para 15º hoje, venda do futebol do clube, concordata, nenhum Campeonato Carioca ganho em 14 edições, recorde de tempo na história do Vasco sem taças conquistadas (1º lugar), tentativas de melar eleições na Justiça, que perderam ou estavam perdendo quatro vezes no século (2003, 2006, 2017, 2020).

Por que imaginam os vascaínos que os protagonistas e apoiadores desses 13 anos e 10 meses de gestão querem ver o clube revendido, entregue a terceiros (os que assim pensam)?  Não é, nunca foi, nem nunca será pelo Vasco. O grande problema da esmagadora maioria dessa gente é o Vasco ter jeito sem eles. Preferem que acabe, que vá para a Série D ou Z, até porque se fosse por algo lógico seguiriam a lógica de 2/3 dos grandes clubes brasileiros, que nem SAF viraram, após quase quatro anos da lei existir, lembrando que a do Vasco foi a primeira a entrar em concordata.

A narrativa permanecerá sendo a deles, afinal são 14 anos (quase) em 17, discursando e normalmente com apoio midiático, quando o contraponto é o lado inverso do deles. Esse próprio texto será prova disso. Leiam os comentários, observem as justificativas para tentar induzi-los, percebam como se tenta construir narrativas para se afastar dos números, dos comparativos, da discrepância de dois modelos antagônicos de gestão (não é de estilo e sim de gestão). O enfrentamento externo, contra o enfrentamento interno. A exigência de respeito ao clube, desgastando-se se necessário for, contra o recolhimento, aguardando uma boa hora para falar e ter confetes jogados para ou por si próprios, o hábito de superar todos do Rio no confronto, contra a freguesia para 2/3 deles, o número de títulos Brasileiros, Sul-Americanos e de Libertadores obtidos pelos adversários num tipo de modelo e o mesmo item no outro modelo, 19 x 16 contra o Flamengo neste século (9 x 5 em Campeonatos Brasileiros) num modelo e 5 x 27 (0 x 10 em Campeonatos Brasileiros) no outro. Quaisquer argumentos usados, surrados para tentar fazer igualar ou serem parecidas gestões do MUV e cores com quaisquer outras, nos últimos 55 anos do Vasco, é mera fantasia, cinismo, sofisma.

Sérgio Frias

Fontes de Pesquisa: Netvasco, “O Globo”, “Jornal dos Sports”, “Jornal do Brasil”

O dia seguinte

Difícil decisão do Conselho Deliberativo do Vasco naquele início de abril, em 1924.

O clube sairá da AMEA ou não?

O presidente José Augusto Prestes quer defender os atletas do Vasco, mas isso está fora das leis da nova Liga, fora daquilo que é aceitável pelos clubes da elite carioca, não há apoio prévio da imprensa na empreitada e isso fará o campeão de 1923 ficar fora da festa, podendo sofrer inúmeros prejuízos. Um clube que esteve para falir nos seus primeiros anos de vida, poderia sucumbir de vez. Teria de contar apenas com sua torcida, contra tudo e todos fora isso.

Nas ruas o povo pobre, os imigrantes portugueses, os que lutam nas arquibancadas pelo clube (da maneira que fosse necessário) mostram-se revoltados, mas são engolidos pelo noticiário da imprensa escrita. Sua voz será ignorada, silenciada, até mesmo ridicularizada.

Alguns no Conselho Deliberativo tentam argumentar sobre o preconceito, mas é convidado à reunião um outsider, que o clube pensa em no futuro pagar para tomar decisões à base do pragmatismo, diante da tibieza do presidente Prestes, que declarou dias antes à imprensa seu entendimrento em favor dos atletas, os quais se pretende excluir, mas teme represálias do sistema.

As ponderações do Consultor Extraordinário Orientador (CEO) evidenciam em gráficos apresentados numa cartolina branca e letras das cores roxa e amarela as vantagens de o Vasco permanecer na Liga. Abrir mão do dinheiro das rendas dos grandes jogos, de estar na elite, ter de pagar sabe-se lá quanto ao Fluminense, dono do maior estádio do Rio,  para alugá-lo, e ainda correr o risco de ouvir um “não” tricolor, sem apoio prévio da imprensa, com o histórico recente de jornais que perseguiam o clube desde o ano anterior, elaborando matérias nas quais se afirmava que o Vasco perderia os pontos das vitórias diante de Botafogo e Flamengo em 1923, por incluir atletas fora dos padrões da Liga antecessora. Os argumentos são robustos.

Prestes se arqueia na cadeira, enquanto a grande maioria aplaude a apresentação do CEO. “Falta bom senso ao Vasco”, diz um. “Vamos ficar brigando contra tudo e todos?”, diz outro. “Danem-se os atletas. Trocamos 12 por outros 12.”, afirma um mais exaltado. “Tanta briga, tanta briga. Será que só o Vasco está certo e o resto errado?”. “Daqui a 100 anos ninguém vai lembrar disso”, encerrou um prócer, da época, qualquer.

O Vasco, então, decide ceder às pressões da AMEA, elimina os 12 “problemas”, mas o desfecho tem o douro da pílula, em palavras e frases concatenadas cuidadosamente por colunistas de jornais da época, que procuram amainar o sentimento do povo vascaíno. Afirmam ter sido acordado com o Fluminense o pagamento de metade do aluguel nos jogos em que o clube for mandante, tanto em 1924 como no ano seguinte, pontuam ter sido liberado o comércio de bolinhos de bacalhau no estádio das Laranjeiras, em dias de jogos, exploradas as vendas por comerciantes credenciados pelo Vasco e, o mais importante dos ganhos: torna-se desnecessário ao Vasco ter uma praça de esportes, um estádio, adequado às normas da AMEA.

Uma vez aquinhoado com tantas benesses o Vasco faz parte da Liga dali por diante, seguindo suas normas, seus condutores, adaptando-se ao sistema, com aplausos da imprensa em geral, que considera o clube da Rua Moraes e Silva mais simpático e um bom coadjuvante, apesar de alguns vascaínos serem menos cordatos às normas impostas. Estes e seus descendentes, entretanto, serão (felizmente na visão midiática) eterna minoria.

Sérgio Frias

PS: Evidentemente que o dito acima é uma ficção. A história mostrou qual foi a conduta do Vasco à época e suas consequências para o futebol brasileiro, bem como para o engrandecimento do clube.

Gigante da e na Colina

Jogar clássicos estaduais em São Januário não apequena o Vasco, porque São Januário tem capacidade para receber clássicos estaduais.

Já o adversário, centro da polêmica presente, está apequenado há quase 100 anos, pois seu estádio próprio (via terreno doado pelo Poder Público) não tem capacidade para receber um clássico frente ao Vasco, em jogos oficiais, desde o surgimento do Maracanã, em 1950.

Por outro lado, o Maracanã não é do Flamengo, mas muita gente faz força para que assim seja visto, logo não é neutro, na prática, dadas as atuais condições vigentes, a partir da concessão dada a ele Flamengo e ao Fluminense, por longos anos.

Jogar no Maracanã para o Vasco só deve interessar quando num turno o rubro-negro tiver condições de visitante e noutro o Vasco as tenha, ou, então, com condições absolutamente iguais quanto à divisão de ingressos para as duas torcidas, para os dois clubes e demais acertos, que sejam convenientes ao Vasco.

Se o Poder Público se vê incompetente para garantir o jogo em São Januário com a torcida rubro-negra na qualidade de visitante, isso não pode ensejar uma punição ao clube, impedindo-o de atuar em seu estádio.

Resta, neste caso, atuar com torcida única, embora o próprio Vasco jamais tenha declarado ser essa sua vontade precípua, tanto que em todos os confrontos na história, até hoje, houve a presença das duas torcidas.

Vale ressaltar ainda que o comportamento da torcida rubro-negra quando foram vices da Taça Guanabara de 1992 ou quando se desesperavam pela iminência do rebaixamento em 2005 mereciam punição ao clube da Gávea, o que não ocorreu, diferentemente do visto em relação ao Vasco no ano de 2017, ocasião na qual o alvo de alguns torcedores vascaínos, situados na arquibancada, não foi o Flamengo e sim o próprio Vasco, prejudicado por tais atitudes, quanto à presença de seus torcedores em São Januário por seis ocasiões, posteriores àquele jogo.

Lutar pelo direito de o Vasco atuar em casa nos clássicos estaduais, após a mutilação do Maracanã, no qual cabiam mais de 180 mil pessoas, contra menos de 70 mil hoje, faz todo o sentido para o clube, pois a proporção entre as duas praças esportivas diminuiu consideravelmente.

E, para fechar, o fato de o Vasco querer mandar seu clássico contra o Flamengo para São Januário não lhe tira o direito de, em querendo, atuar no Maracanã eventualmente, pois, relembrando, o Maracanã não é do Flamengo, o que pertence ao rubro-negro (por benesse obtida junto ao Poder Público) é o minúsculo estádio da Gávea, local, por sinal, no qual impera a supremacia cruzmaltina nos confrontos diretos, tal qual ocorre, evidentemente, em São Januário.

Sérgio Frias

Vasco x Flamengo: Estatísticas de decisões, campeões e vices

Estatísticas de decisões, campeões e vices (Vasco x Flamengo)

Após o 14º fracasso consecutivo do MUV, de seus penduricalhos, setes e cores (nenhum título estadual foi obtido até hoje, em 13 anos e dez meses, somadas todas as gestões (que soma, também, 1,2 bilhão de reais da dívida de 1,4 bilhão anunciada recentemente), publicamos o histórico de decisões contra o clube da Gávea, jamais vencidas pelos mesmos protagonizadores dessa incrível série de gestões citadas.

No confronto direto geral, até aqui, são 5 vitórias e 27 derrotas diante do adversário, zero vitória e 10 derrotas em campeonatos brasileiros. Neste mesmo século, com Eurico Miranda no poder, foram 19 vitórias do Vasco e 16 derrotas, nove vitórias e cinco derrotas do Vasco em campeonatos brasileiros.

Além disso, vale ressaltar que, neste século, no período em que o gestor foi Eurico Miranda, nenhum clube carioca, depois do Vasco (em agosto de 1998, dezembro de 2000 e janeiro de 2001), sagrou-se campeão da Taça Libertadores, ou Sul-Americano, ou do Campeonato Brasileiro.

Poderia caber incluir na estatística abaixo, as ocasiões em que o Vasco eliminou seu adversário em confronto direto para ser finalista e, em seguida, campeão (1932 {Torneio Início}, 1997 {Campeonato Brasileiro}, 2015 {Campeonato Carioca}, 2016 {Campeonato Carioca}, 2017 {Taça Rio}), e as oportunidades em que o adversário fez o mesmo (1959 {Torneio Início}, 2001 {Taça Guanabara}, 2004 {Taça Guanabara}, 2007 {Taça Guanabara}, 2008 {Taça Guanabara}), 2025 (Campeonato Carioca), mas deixamos esses itens aqui separados.

Também não foram considerados confrontos nos quais não bastaria a um dos clubes vencer para ser campeão, pois a vitória ensejaria uma partida extra para se definir o campeão, fato ocorrido na Taça Guanabara de 1992 (conquistada pelo Vasco com um empate em 1 x 1) e na Taça Rio de 1996 (obtida pelo Flamengo com um empate em 0 x 0).

As Taças Rio citadas na estatística referem-se a primeiro lugar.

Decisões diretas:

Vitórias do Vasco

1926 – Vasco 1 x 0 Flamengo – Torneio Início
1944 – Vasco 3 x 1 Flamengo – Torneio Início
1953 – Vasco 5 x 2 Flamengo – Quadrangular Internacional do Rio de Janeiro
1958 – Vasco 1 x 1 Flamengo – Campeonato Carioca
1965 – Vasco 4 x 1 Flamengo – Torneio Internacional IV Centenário
1975 – Vasco 1 x 0 Flamengo – Terceiro Turno do Campeonato Carioca
1976 – Vasco (5) 1 x 1 (4) Flamengo – Taça Guanabara
1977 – Vasco (5) 0 x 0 (4) Flamengo – Segundo Turno do Campeonato Carioca (Taça Manoel do Nascimento Vargas Netto)
1980 – Vasco 1 x 0 Flamengo – Torneio José Fernandes (Manaus)
1981 – Vasco 1 x 0 Flamengo – Torneio João Havelange
1982 – Vasco 1 x 0 Flamengo – Campeonato Carioca
1986 – Vasco 2 x 0 Flamengo – Taça Guanabara
1987 – Vasco 1 x 0 Flamengo – Campeonato Carioca
1988 – Vasco 3 x 1 Flamengo – Terceiro Turno do Campeonato Carioca
1988 – Vasco 1 x 0 Flamengo – Campeonato Carioca
1993 – Vasco 1 x 0 Flamengo – Copa Rio
1998 – Vasco 0 x 0 Flamengo – Taça Guanabara
1999 – Vasco 2 x 0 Flamengo – Taça Rio
2000 – Vasco 5 x 1 Flamengo – Taça Guanabara
2003 – Vasco 1 x 1 Flamengo – Taça Guanabara
Total: 20

Vitórias do Flamengo
1944 – Flamengo 1 x 0 Vasco – Campeonato Carioca
1952 – Flamengo 1 x 0 Vasco – Torneio Início
1965 – Flamengo 0 x 0 Vasco – Torneio Gilberto Alves
1973 – Flamengo 1 x 0 Vasco – Taça Guanabara
1974 – Flamengo 0 x 0 Vasco – Campeonato Carioca
1978 – Flamengo 1 x 0 Vasco – Segundo Turno do Campeonato Carioca (Taça Rio de Janeiro)
1981 – Flamengo 2 x 1 Vasco – Campeonato Carioca
1982 – Flamengo 1 x 0 Vasco – Taça Guanabara
1986 – Flamengo 2 x 0 Vasco – Campeonato Carioca
1996 – Flamengo 2 x 0 Vasco – Taça Guanabara
1999 – Flamengo 2 x 1 Vasco – Taça Guanabara
1999 – Flamengo 1 x 0 Vasco – Campeonato Carioca
2000 – Flamengo 2 x 1 Vasco – Campeonato Carioca
2001 – Flamengo 3 x 1 Vasco – Campeonato Carioca
2004 – Flamengo 3 x 1 Vasco – Campeonato Carioca
2006 – Flamengo 1 x 0 Vasco – Copa do Brasil
2011 – Flamengo (3) 0 x 0 (1) Vasco – Taça Rio
2014 – Flamengo 1 x 1 Vasco – Campeonato Carioca
2019 – Flamengo (3) 1 x 1 (1) Vasco – Taça Rio
2019 – Flamengo 2 x 0 Vasco – Campeonato Caroca
Total: 19

Sem decisão:

Vasco Campeão e Flamengo Vice:

1923 – Campeonato Carioca
1947 – Torneio Municipal
1952 – Campeonato Carioca
1958 – Torneio Rio-São Paulo
1973 – Terceiro Turno – Grupo A (Troféu Pedro Novaes)
1974 – Segundo Turno (Troféu Oscar Wright da Silva)
1977 – Taça Guanabara
1977 – Campeonato Carioca
1980 – Segundo Turno (Taça Gustavo de Carvalho)
1981 – Segundo Turno (Taça Ney Cidade Palmeiro)
1992 – Taça Guanabara
1992 – Taça Rio
1992 – Campeonato Carioca
1994 – Campeonato Carioca
1998 – Campeonato Carioca
TOTAL: 15

Flamengo Campeão e Vasco Vice:

1943 – Torneio Relâmpago
1974 – Terceiro Turno do Campeonato Carioca (Taça Pedro Magalhães Corrêa)
1978 – Campeonato Carioca
1979 – Taça Guanabara
1979 – Terceiro Turno (Taça Organizações Globo)*
1979 – Campeonato Carioca
1981 – Terceiro Turno do Campeonato Carioca (Taça Sylvio Corrêa Pacheco)
1988 – Taça Guanabara
1996 – Taça Rio
1996 – Campeonato Carioca
2000 – Taça Rio
TOTAL: 11

*A Taça “Organizações Globo” tem uma curiosidade embutida nela. O Flamengo iniciou o turno (que seria o 3º e último) com dois pontos de vantagem por ter obtido os dois primeiros turnos. Tal vantagem servia para que mesmo somando menos pontos que um adversário seu, o rubro-negro pudesse conquistar o título carioca, pelo mérito de ter vencido os dois turnos anteriores. Mas isso, obviamente, não deveria constar como critério para vencer também o turno (foram duas taças diferentes entregues ao Flamengo, uma do turno e outra do campeonato), uma vez que o Vasco no referido turno somou seis vitórias e uma derrota, enquanto o rubro-negro cinco vitórias, um empate e uma derrota. Ou seja, de fato, no referido turno, o Flamengo foi vice do Vasco e não o contrário, mas registramos aqui, conforme ficou.

Item por item:

Competições Estaduais:

Campeonato Carioca:

Flamengo 13 x 10 Vasco
1923 – 1944 – 1952 – 1958 – 1974 – 1977 – 1978 – 1979 – 1981 – 1982 – 1986 – 1987 – 1988 – 1992 – 1994 – 1996 – 1998 – 1999 – 2000 – 2001 – 2004 – 2014 – 2019

Taça Guanabara:

Vasco 6 x 6 Flamengo:
1973 – 1976 – 1977 – 1979 – 1982 – 1986 – 1988 – 1992 – 1996 – 1998 – 2000 – 2003

Taça Rio:

Vasco 4 x 4 Flamengo
1992 – 1993 – 1996 – 1999 – 2000 – 2001 – 2011 – 2019

Segundo Turno do Campeonato Carioca:

Vasco 4 x 1 Flamengo
1974 – 1977 – 1978 – 1979 – 1981

Terceiro Turno do Campeonato Carioca:

Vasco 3 x 3 Flamengo
1973 – 1974 – 1975 – 1979 – 1981 – 1988

Torneio Municipal:

Vasco 1 x 0 Flamengo
1947

Torneio Relâmpago:

Flamengo 1 x 0 Vasco
1943

Copa Rio:

Vasco 1 x 0 Flamengo
1993

Torneio Início:

Vasco 2 x 1 Flamengo
1926 – 1944 – 1952

Interestaduais:

Torneio Rio-São Paulo:

Vasco 1 x 0 Flamengo
1958

Torneio Triangular (Goiânia, Manaus, Governador Valadares):

Vasco 2 x 1 Flamengo
1965 – 1980 – 1981

Nacionais:

Copa do Brasil:

Flamengo 1 x 0 Vasco
2006

Internacionais:

Quadrangular Internacional (Rio de Janeiro)
Vasco 2 x 0 Flamengo
1953 – 1965

Resumo em números:

Decisões diretas:

Vasco Campeão 20 x 19 Flamengo Campeão

Vasco x Flamengo sem decisão direta:

Vasco Campeão 15 x 11 Flamengo Campeão

TOTAL GERAL:

Vasco 35 x 30 Flamengo

Trabalho em dobro pela classificação

2025 – 1° jogo da Semifinal do Campeonato Carioca:

“O jogo de ontem foi injusto, o juiz, o VAR, se naquele lance houvesse isso, naquele outro aquilo…”

2015 a 2017:

Nesse período, Vasco e Flamengo se enfrentaram 16 vezes, com 6 vitórias do Vasco, 6 empates e 4 vitórias do Flamengo.

O clube da Gávea nos três anos era tido pelos especialistas como melhor que o Vasco, mas ao final do triênio teve de se contentar em (junto com Botafogo e Fluminense) não obterem o mesmo número de títulos e taças oficiais que o Gigante da Colina conquistou, além de tal qual os outros dois adversários grandes do Vasco, ter sucumbido no confronto direto.

Um pequeno retrospecto de polêmicas, falta de sorte etc…, nos jogos Vasco x Flamengo naquele período demonstra que tais problemas, primordialmente os de arbitragem, atingiram o Vasco, mas não impediram a nossa supremacia contra eles, como também não impediram que os eliminássemos três vezes consecutivas de competições, sendo que em duas delas seríamos campeões (a derradeira de forma invicta), aliás essas as últimas duas conquistas do clube até o presente momento.

2015 – Campeonato Carioca – Fase inicial:

Com um gol ocorrido em função de uma bobeada do zagueiro Rodrigo, após passe lateral do goleiro Martin Silva para ele (a bola parou numa poça d’água), e outro de pênalti, assinalado em favor do clube da Gávea, além de uma bola chutada contra a trave rubro-negra pelo paraguaio Julio dos Santos, perdemos a primeira disputa oficial contra eles no triênio, por 2 x 1.

O Flamengo, com esse resultado, não perdia do Vasco havia dez jogos na ocasião, desde 2012.

2015 – Campeonato Carioca – Semifinal – 1° jogo:

Jonas, volante do Flamengo, não foi expulso na ocasião, após acertar um chute na cara do centroavante Gilberto com apenas 11 minutos de partida. O jogo terminou 0 x 0.

2015 – Campeonato Carioca- 2° jogo da Semifinal (o Flamengo jogava pelo empate):

Uma cabeçada de Rafael Silva, aos 5 minutos da etapa final, passou da linha fatal e ninguém até hoje pode dizer se entrou inteira ou não, mas, na dúvida, não foi dado o gol para o Vasco, que venceria mesmo assim, com um gol de pênalti, ocorrido, de fato, cometido pelo zagueiro Wallace sobre o volante Serginho.

No dia seguinte parte da mídia pretendeu brigar com a imagem e o Vasco publicou um lance similar de pênalti dado em favor do Flamengo, contra o Botafogo, na final de 2009 para acabar com a discussão.

https://www.netvasco.com.br/n/161468/site-oficial-do-vasco-publica-video-de-penalti-a-favor-do-urubu-em-2009-para-acabar-com-a-discussao

2015 – Campeonato Brasileiro – 1° turno:

Com um belo gol de Riascos, marcado na etapa inicial, o Vasco derrotou o adversário, no Mato Grosso, por 1 x 0.

O Flamengo atacou bastante, mas mesmo tendo o Vasco atuado com seu terceiro goleiro (segundo reserva) não conseguiu o time da Gávea vazá-lo.

2015 – Copa do Brasil – Oitavas-de-final 1° jogo:

Aos 6 minutos do período final, Emerson Sheik cometeu pênalti sobre o zagueiro Anderson Salles e a arbitragem não assinalou a falta máxima. Aos 12, o Vasco marcou o gol da vitória em lance no qual Riascos, que participou da jogada, estava em impedimento. Gol marcado por Jorge Henrique, que estreava.

O Flamengo não perdia no Maracanã partidas realizadas pela Copa do Brasil, desde 2004.

2015 – Copa do Brasil –
Oitavas-de-final – 2° jogo:

Aos cinco minutos de partida foi dado um gol irregular para o Flamengo, com o zagueiro rubro-negro César Martins, em posição de impedimento, influenciando por sua ação (um corta-luz) claramente no desfecho da jogada, que ensejou o gol do rubro-negro.

O Vasco empatou no 2° tempo, com Rafael Silva, e se classificou.

2015 – Campeonato Brasileiro – 2° Turno:

Quando o Flamengo vencia o Vasco por 1 x 0, ainda na primeira etapa, houve reclamação dos vascaínos pela não marcação de um pênalti, após conclusão de Luan e desvio com o braço de Canteros (que não estava com ele junto ao corpo).

No 2° tempo o Vasco virou o jogo e venceu por 2 x 1. O gol da virada foi de pênalti, existente.

2016 – Campeonato Carioca – Fase Inicial:

Vasco x Flamengo voltaram a se enfrentar em São Januário, depois de 11 anos quase.

Após lance duvidoso na área dos visitantes no período inicial e uma bola na trave rubro-negra atirada por Nenê, em cobrança de falta, na etapa final, Rafael Vaz, zagueiro cruzmaltino, aos 45 do 2° tempo, marcou o gol da vitória do time da casa por 1 x 0.

2016 – Campeonato Carioca – Segunda Fase:

Numa partida em que o incômodo rubro-negro pelos seguidos insucessos diante de seu rival atingia parte da mídia, lances foram editados por uma emissora carioca para tentar transformar o centroavante rubro-negro Paolo Guerrero em vítima e Rodrigo, zagueiro vascaíno, em algoz no clássico disputado em Brasília.

Mostramos vários lances de prejuízo ao Vasco (lances capitais, inclusive) ocorridos na partida. Claro, sem a mesma repercussão. O jogo terminou empatado em 1 x 1.

https://www.netvasco.com.br/n/176532/casaca-divulga-nota-e-video-sobre-a-arbitragem-de-urubu-1-x-1-vasco

2016 – Semifinal do Campeonato Carioca (o Vasco jogava pelo empate):

Próximo da final e ainda invicto na competição, o Vasco, em Manaus, enfrentaria o adversário, que fez vergonha antes de o jogo começar, largando no vestiário as crianças que acompanhariam os atletas e fincando uma bandeira rubro-negra no centro do gramado, como se pretendessem dizer que aquele espaço, simbolicamente, era do clube da Gávea.

Com a vitória de 2 x 0 do Vasco, com direito a pênalti não marcado em Nenê, atleta rubro-negro poupado de expulsão, a gozação foi imediata e os rubro-negros, que haviam dado bandeira no episódio pré-jogo, foram o alvo evidente no pós.

https://www.netvasco.com.br/n/177610/casaca-divulga-nota-sobre-a-serie-de-9-jogos-do-vasco-sem-perder-para-o-urubu

2017 – Campeonato Carioca – Taça GB – Semifinal (o Flamengo jogava pelo empate):

Partida disputada em Volta Redonda. O Fla venceu por 1 x 0, com um gol de pênalti.

2017 – Campeonato Carioca – Taça Rio – Fase regular:

O Vasco vencia por 1 x 0, gol marcado na primeira etapa por Yago Pikachu, quando aos 8 do 2° tempo houve uma incrível simulação de agressão por parte do árbitro da partida (disputada em Brasília como já ocorrera no ano anterior), após contato físico leve de Luís Fabiano com ele. O Vasco vencia por 1 x 0 e o adversário, com um a mais, virou. Aos 44 do 2° tempo o mesmo árbitro não marcou um pênalti sobre Jomar, que teve sua camisa puxada quando posicionado, próximo à primeira trave, buscava cabecear, chegar na bola, após cobrança de escanteio.

https://www.netvasco.com.br/n/191435/veja-o-penalti-em-jomar-nao-marcado-aos-44-minutos-do-2-tempo-de-urubu-2-x-2-vasco

Três minutos depois, no entanto, o árbitro assinalou outra penalidade máxima (que não houve), cabendo a Nenê bater e empatar definitivamente o clássico.

2017 – Campeonato Carioca – Taça Rio – Semifinal (o Vasco jogava pelo empate):

Próximo da vaga à final da Taça Rio (1° lugar), que venceria diante do Botafogo na semana seguinte, o Vasco obteve sua classificação com um empate de 0 x 0 no clássico diante do Flamengo e gritos de Casaca! no vestiário vascaíno, como deve ser.

2017 – Campeonato Brasileiro – 1° Turno:

Em pleno estádio de São Januário, Everton Ribeiro, na etapa inicial, cortou uma bola com a mão dentro da área e o árbitro nada marcou. O Flamengo venceu o jogo por 1 x 0, gol assinalado na etapa final.

Após o jogo houve confusão, com morteiros e afins atirados no gramado, e o Vasco, por medida do STJD, perdeu o direito de atuar seis vezes na competição em seu estádio, com presença de sua torcida.

Mesmo assim, no final da competição chegaria o Vasco à Libertadores, ficando apenas um ponto atrás do rubro-negro, fruto de um pênalti desnecessário, cometido infantilmente por um atleta do Vitória-BA contra o Fla, na Boa Terra, na última rodada do campeonato, exatamente no último lance do jogo. O Flamengo ficou em 6° lugar na classificação final e o Vasco em 7°.

https://www.netvasco.com.br/n/196100/veja-mais-um-penalti-a-favor-do-vasco-nao-marcado-pela-arbitragem-contra-o-urubu

Imperdíveis os comentários de alguns vascaínos e de rubro-negros, que podem ser lidos através do link acima. A matéria foi publicada cerca de quatro horas após o fim do jogo.

2017 – Campeonato Brasileiro – 2° turno

A maior chance da partida foi do Vasco, em bola que estourou na trave rubro-negra, após chute de Nenê e desvio de Juan. O zagueiro rubro-negro por um triz não marcou contra.

Nos últimos dez minutos de jogo, aproximadamente, o Vasco atuou com um jogador a menos, após contusão de Ramon, pois o número de substituições permitidas já havia se esgotado. A partida terminou empatada (0 x 0).

O único jogo aqui não mais esmiuçado foi o amistoso ganho pelo Flamengo, no início de 2015, por 1 x 0, afinal o primeiro milho é dos pintos.

Sobre arbitragens nos dois Campeonatos Brasileiros (2015 e 2017), muito para além dos jogos diante do Flamengo, o Vasco foi prejudicado, na balança de pontos, em 14 no ano de 2015 (exatos 20 erros capitais contra si e nenhum a favor, com o curioso e conveniente silêncio de muitos) e “apenas” sete em 2017, ano no qual o clube teve contra si seis gols irregulares dos seus adversários validados, oito pênaltis contra si assinalados, um apenas (na última rodada) concedido e oito outros a favor (existentes) ignorados pela arbitragem.

Se a queda ocorreu via arbitragem em 2015, esta não impediu o bi invicto do Vasco no ano seguinte, a quebra do recorde de partidas oficiais invictas de sua história (superando no mesmo quesito a Atlético-MG, Flamengo, Internacional-RS e Palmeiras), a manutenção do Vasco no G4 da Série B, desde os 6 minutos do 1° tempo da primeira partida do clube na competição (líder nas 29 rodadas iniciais do campeonato, das 38 jogadas), até o fim dela (nenhum minuto sequer fora do G4, desde então e sem a necessidade matemática de somar qualquer ponto nas últimas duas rodadas da competição para subir).

Já em relação a 2017, com metade dos pontos de prejuízo de arbitragem, o Vasco chegou à Libertadores, pela última vez até aqui.

Em 2015, sem os prejuízos de arbitragem o Vasco terminaria a competição em 8° e em 2017, seguindo o critério, em 3°, com os mesmos pontos do segundo colocado.

Ao final do triênio o clube havia reduzido sua dívida global, apesar de juros incorrerem ano a ano, apesar de ter sido assumido o Vasco com a dívida real quase triplicada, após seis anos e cinco meses de gestão dos antecessores, apesar das condições precárias da base, do patrimônio, das finanças, dos atrasos, do desprestígio institucional, da falta de crédito, do péssimo momento no futebol, deixado no 3° lugar da segunda divisão em 2014, mas entregue à gestão seguinte, no início de 2018, classificado à principal competição da América do Sul, repetindo, pela última vez.

Muito trabalho, muita exposição, sem choro, vela, romantizações de fracassos, longe de vendilhões, de entreguistas, de experts financistas, longe de concordata ou de reinventores da roda. Sem ser gerido ou resolvido o Vasco de fora para dentro, mas sim de dentro para fora, com muita cobrança e vascaínos insatisfeitos com “somente” aquilo apresentado pelos gestores naquele triênio, que se encerrou há pouco mais de sete anos.

Voltando a 2025, hoje se ouve por todos os cantos vascaínos dizendo ser o time do Flamengo melhor tecnicamente que o nosso e etc…

Se todos dizem isso e a direção do clube não refuta, por que razão o Vasco não fez diferente do adversário desde o início da competição?

Por que não pôs seu time principal para jogar desde a primeira rodada, a fim de obter uma vantagem competitiva para enfrentar o rubro-negro ou qualquer outro adversário numa semifinal?

Teria o Vasco ganho a Taça Guanabara e entrado com mais moral na decisão da vaga à final e faria seu último jogo da fase semifinal no estádio que lhe conviesse (e com vantagem).

Por outro lado, por qual motivo no Conselho Arbitral da Federação, realizado em novembro do ano passado, o Vasco aceitou que as duas partidas finais da competição fossem disputadas no Maracanã, como consta no regulamento da competição?

Por que o Vasco não impôs no regulamento seu direito de jogar uma eventual partida semifinal em seu estádio, considerando nisso as limitações impostas pelo Poder Público ao estádio?

Depois de tanta desídia, negligência, descuido ou ingenuidade nos bastidores por parte do Vasco, cabe agora buscar a vitória no segundo jogo e por mais de um gol de diferença, já que a vantagem é do adversário.

Ponto.

Sérgio Frias

A desfiguração do Vasco: Crise institucional impacta o presente e ameaça o futuro do clube

Muito além dos fatos

Escrever sobre algo abstrato normalmente não atinge o público em geral, não por sua incapacidade de abstrair, mas porque não é o mais comum, diante de tanta coisa que sai em tanto lugar.

No contexto atual o Vasco é um clube, que até dezembro do ano passado se apresentava como falido, entusiasta de uma recuperação judicial, oferecendo-se para o mercado, a fim da entrega do seu futebol e anunciando num lapso de seis dias, por contratados, o tamanho de sua dívida aumentado em 200 milhões de reais, ao longo do primeiro ano da atual gestão com controle sobre o futebol (nas mãos do CRVG desde maio).

O Vasco já quebrou seu recorde de jejum por títulos e precisa ganhar algum em 2025, mas o assunto não norteia a torcida com tal exigência, porque ela se acostumou a não cobrar títulos estaduais, ora por achar que é fácil, ora por perceber que não o é.

Falando de basquete, o Vasco, por sua essência, jamais entregaria um jogo ao Flamengo, dando-lhe a bola para atacar, mas hoje pode ser uma estratégia para que o “coitadismo” interno ganhe a simpatia externa nas causas.

Largar um jogo em protesto, ou nem jogar, em protesto, é uma coisa. Buscar-se á, nesses casos, nos tribunais, algo ou a indignação ficará registrada, sabendo o adversário que não nos derrotou na quadra, nas águas, no gramado, onde seja, não por receio do clube de lutar, mas sim por discordar de condições de jogo, de garfos, do não cumprimento de regulamentos ou de normas de segurança, expressos na legislação esportiva, muitas vezes, diga-se, para enfeitar, como se viu no episódio do jogo contra o hoje Athletico-PR, lá em 2013.

O Vasco, por preceito não mostra soberba contra clubes menores, podendo-lhes ajudar.

O ocorrido diante do Madureira no meio da semana é mais uma demonstração de como o clube está desfigurado, institucionalmente.

O Vasco mostra-se como uma caricatura de si próprio hoje, dizendo-se falido, vendendo-se, soberbo com os pequenos e históricos clubes do Rio e tíbio quando se defronta com um grande.

Não é culpa de A, de B, ou de C, pois não há cognição possível para se chegar a essa realidade, por tantos, pois a realidade do clube para os tais tantos é apenas um recorte daquilo que se consegue ver.

O fato é que se muitos, de fora, enxergam o Vasco como coitado, por dentro o clube é visto como inviável.

Diante disso, a torcida não tem força para cobrar, optando por usar toda a sua energia para demonstrar seu amor ao clube, mas sem acreditar, no fundo, que o Vasco tenha a força que realmente possui, daí que se venda, que entre em concordata, que faça força para confrontar o Madureira e que deixe o Flamengo ganhar, porque foi injustiçado, por mais que nada disso tenha unanimidade entre os vascaínos. Aliás, ainda bem.

Então não há solução? Então alguém tem solução? Então qual é a solução? As soluções existem, mas dão trabalho, impõem desgastes, ensejam cobranças e trazem risco de imagem para os que apostam na grandeza do Vasco, gerindo-o.

E quão mais longe de cobranças por resultados, de responsabilidades próprias e até mesmo de administrar o Vasco estiverem os eleitos para tal, mais confortáveis se sentem. Daí a suposta inviabilidade do clube, vendida aos torcedores como mantra, enquanto se busca a venda do coração dele como objetivo, desfigurando o termo (ou verbo) gerir, substituindo-o por entregar.

O Vasco é dos Vascaínos

Uma vez que o atual presidente do Club de Regatas Vasco da Gama disse em coletiva ter como objetivo revender o futebol do clube, entendendo que o controle do futebol não deve ficar com o Vasco, mas com o investidor, é importante saber se essa é uma opinião isolada dele ou de toda a cúpula gestora do clube, pois os dizeres até aqui de outros não ratificam categoricamente tal posição.

A revenda em si poderia ser uma opção, mas jamais com o Vasco na mão de terceiros, ou seja, perdendo o controle acionário.

Manter a posição do Vasco como majoritária, porém, dá trabalho, traz desgaste, envolve cobrança, suscita críticas sobre resultados, sobre performance.

Dizer ao mercado que o Vasco está à venda, sem a preponderante condição de que caiba ao clube o controle acionário, também não é o simples a se fazer, pois diminui muito o números de interessados. O Athletico-PR pode vislumbrar assim, o Vasco não. O Corinthians, que deve 2,3 bilhões pode vislumbrar assim. O Vasco não…

O pensamento de Jorge Salgado em 2022, conceitualmente, é o mesmo que o do atual presidente do clube. A dívida aumentou? Pois é.

Os irresponsáveis todos que foram a favor nos conselhos e na mídia levaram a isso. Não questionaram, disseram que era o único jeito e a dívida aumentou em mais de 300 milhões de reais, com SAF e reclassificações de contas.

O Vasco não é gerido para buscar soluções de diminuição do problema, mas de passagem do problema para terceiros, sem desgaste e apontando dedos, quando os dedos todos a serem apontados são os da mesma rodinha do MUV, que em 13 dos últimos 16 anos geriu o Vasco, aumentando dívidas, terceirizando tudo que fosse possível terceirizar, choramingando, virando saco de pancadas do maior rival e com os olhinhos brilhando por uma solução mágica ou por uma austeridade burra, sem apresentar os resultados no futebol, que demonstrem ser no confronto direto o clube superior aos demais do Rio em vitórias, taças, títulos. Isso foi possível num triênio, mas houve desgaste, houve cobrança, houve trabalho, houve críticas e os resultados alcançados jamais foram repetidos.

Há insistência em não se enxergar a diferença de um Vasco, que tinha como dívida real a menor dos clubes grandes do Rio até o MUV chegar ao poder em julho de 2008, ou de um Vasco, que se recuperou após seis anos e cinco meses de arraso institucional, novamente mandando no futebol do Rio (vide resultados, taças {de 1º lugar} e títulos oficiais), diminuindo sua dívida global (o que nenhuma gestão do MUV e seus sucessores filosóficos fez), recuperando seu patrimônio, sua base e levando o Vasco à Libertadores.

De 2018 para cá, uma taça (de 1º lugar) em competição oficial conquistada e nenhum título de campeonato ganho.

A dívida, que havia chegado a quase 700 milhões de reais com o MUV (688 milhões) foi reduzida (nas contas dos financistas sucessores) para 645 milhões, na visão do Conselho Deliberativo para 589 milhões.

Jamais se perguntou como foi possível ao Vasco chegar a isso, considerando um clube sem crédito no fim de 2014, sem certidões, com dois anos praticamente de receitas das cotas de TV adiantadas, sem patrocínio firmado para o ano de 2015 (e sem poder obter a última parcela do de 2014), sem direito ao recebimento de valores concernentes a produtos licenciados e mensalidades (adiantados), sem ainda poder fazer um programa de sócio-torcedor independente naquele ano, com quase três meses de salários atrasados, sem um atleta sequer da base, pronto para uma venda de direitos econômicos por valor vultoso, terceiro colocado na Série B, sem ter liderado rodada alguma do campeonato, considerado quarta força do Rio entre os grandes e motivo de piada antes dos confrontos contra o principal rival.

O discurso cego, mistura de ódio a alguém com desdém ao clube, justificado por um profundo sentimento pelo clube, que muitos batiam no peito dizendo amar, mostrou-se falso como nota de treis, quando a primeira oportunidade para o Vasco se entregar foi tida como áurea, em 2022.

O desastre daquilo tudo pouco importou para muitos. A ordem é fazer de novo, no método tentativa e erro (mais cuidado, mais transparência, etc…), trazendo ao clube cada vez mais a sensação de que o gigante que é, o é apenas para poucos, pois a maioria vendilhona entende o Vasco como inviável, incapaz de lutar, de se recuperar, de enxergar seu potencial, por mais que provas do contrário tenham sido dadas ao longo do tempo, como ocorreu em 2019, em relação ao sócio-torcedor, por mais que se saiba do potencial crescente para obtenção de receitas futuras, por mais que o Vasco seja, de fato, um dos cinco gigantes do futebol brasileiro, com torcida nacional (aliás, o único dos cinco que se põe à venda).

O Vasco tem de comandar seu destino e não ter isso em mente significa desacreditar do próprio clube, se conduzido por sua gente, o que já seria, como premissa, ilógico para qualquer um pleitear comandá-lo.

Não imaginem que o discurso de revenda com entrega de controle acionário é aceito pela torcida, porque é aquilo que ela pensa, necessariamente.

A lógica se dá porque desde que o clube retomou o controle acionário ele jamais foi incisivo quanto à manutenção disso, deixando brechas para que se pensasse o contrário.

Ou seja, o Vasco não se posicionou perante o mercado como dono do próprio nariz e aceitou o discurso daqueles que enxergam o Corinthians com 2,3 bilhões de dívida viável e o Vasco com 1,1 bilhão inviável.

O Vasco é dos vascaínos e a agressão a isso por 30, 300, ou 3.000.000.000 de moedas nada mais é do que vender a essência do Vasco – como fez Jorge Salgado e os que lhe apoiaram, direta ou indiretamente – independentemente da forma como se venda tal essência.

Sérgio Frias

Sergio Frias emite nota em resposta ao atual presidente do CRVG

Sobre a citação do atual presidente do Club de Regatas Vasco da Gama, Pedro Paulo de Oliveira, a mim, Sérgio Frias:

Gestão esportiva eu também fiz. Sou formado em gestão esportiva desde 2001, em universidade. Curso sequencial de aproximadamente 20 meses. O primeiro do país à época. Era eu dos poucos que confrontava a Lei Pelé e os males que ela traria para o futebol brasileiro, primordialmente aos clubes.

Lembro de um professor que resolveu elaborar uma questão tendo como cabeçalho que São Januário estava superlotado no jogo contra o São Caetano em 2000. Rasurei o enunciado, respondi à minha maneira e tirei ótima nota.

Tive aulas com Eduardo Viana que sabia muito, mas na minha frente não falava mal do Vasco. Questionei quem dava uma matéria sobre história do futebol, das instituições esportivas e acabei contratado por ele para trabalhar em pesquisa sobre o tema.

Fui representante de turma e uma voz combativa ao modelo que se pretendia criar no Brasil. Assim agi em seminários, contra aquilo que entendia ser uma forma de europeizar o futebol brasileiro, defendida por treinadores e gerentes de futebol/supervisores à época.

A palestra inicial do curso foi de João Havelange e quem teve oportunidade de ouvi-la entendeu o cenário da época, as oportunidades e riscos para o futuro. Mas isso é passado. Passado longínquo.

O que eu imaginava que viria a ocorrer, aconteceu e hoje o Brasil é um pequeno espectro do mundo futebolístico, recheado de fórmulas, narrativas e soluções de cátedra, que na prática sucumbem ao contratempo do dia a dia, aos obstáculos, ao resultado esportivo, à insatisfação do público, à desproteção cada vez maior dos clubes quanto à legislação vigente e, claro, à fraca moeda brasileira, em relação a euro ou dólar.

Tal fato narrado acima não significa que eu estaria apto a gerir um clube (dono de seu próprio nariz quanto ao seu principal esporte) que eu não vivenciasse dia a dia (ou tivesse me disposto a vivenciar, caso oportunidades não me fossem dadas), ao menos numa gestão, dentro da área administrativa, ou dentro do Conselho Deliberativo do próprio clube.

Sobre deixar dívida ou não, espero que com o futebol (não apenas o futebol, claro) a cargo de Pedrinho, ele não deixe dívidas, afinal elas advém dos gastos com o futebol, mesmo porque o restante é pago exatamente com os ganhos do futebol e o que deixa de ser pago é utilizado no próprio futebol. Basta ver o orçamento do futebol e dos demais esportes e gastos proporcionais ao longo da vida do Vasco, incluindo a época do Projeto Olímpico.

Não ter o futebol e trabalhar com orçamento curto, sem correr riscos, até porque os riscos que se corre e interessam ao torcedor dizem respeito primordialmente ao futebol, é algo até certo ponto tranquilo. Estamos falando de um Vasco que não existe (sem a responsabilidade de gerir o futebol), desde 1914/1915, mas que hoje nem precisa investir forte no Remo, pois diferentemente da época citada, o referido esporte hoje não arrebata corações e multidões como no bi e no tri do clube em seus primeiros 16 anos de vida.

Por outro lado, fico feliz em saber que Pedrinho pretende gerir o futebol na qualidade de presidente do Vasco, sendo o próprio futebol parte orgânica do todo que é a administração do próprio clube. Também desejo que isso ocorra, pois quero que o Vasco seja dono de seu próprio nariz, quanto a seu esporte principal.

Diferentemente dele e de muitos eu quis isso quando a onda de ilusionismo aos vascaínos dizia que o caminho correto era o contrário. Mas arrependimento e conserto fazem parte do todo que tangencia o aprendizado.

Sobre gerir, um dos preceitos básicos é trazer, como líder, segurança aos liderados, o que foi a antítese daquilo que Pedrinho fez na última coletiva marcada por ele próprio. Esperamos todos que não cometa mais o mesmo erro, pois ele não está representando ali a ele próprio, mas sim o Vasco, que tem de poder falar, questionar, sugerir e criticar (até veementemente, com responsabilidade) quem quer que seja na condição que ostenta de acionista minoritário, embora hoje não possa gerir o futebol.

Sobre entender que liderar, presidir é escolher pessoas que considera aptas e aguardar relatos delas, isso não é gerir e sim delegar.

Gerir não é só delegar, mas ter ciência do todo no qual está envolvido, ao menos conceitualmente, e programar com sua equipe rumos, objetivos, missões, metas, a partir de sua expertise e plano de gestão, bem como saber que surgindo obstáculos eles terão de ser enfrentados pelo gestor, que em pouco conhecendo as particularidades de cada função delegada, tende a não saber resolver problemas que lhe baterão na conta se parte do organismo criado falhar.

Sobre os que deixaram dívidas, desde 1951, todos eles aprenderam, com paciência, no Vasco e souberam manter o clube, até 2008, como o de menor dívida real do Rio.

Como sabemos, o Vasco não vive num aquário sozinho. Ele possui adversários e competidores e a comparação devida deve ser com eles, no caso os grandes clubes do futebol brasileiro, primordialmente com os daqui, que dividem mercado com o Vasco.

Somente uma gestão diminuiu a dívida do Vasco, desde 2008. Foi a de Eurico Miranda, entre 2015 e 2017, após tê-la recebido (a real) quase triplicada no espaço de seis anos e cinco meses (entre 2001 e 2008 a dívida real cresceu de aproximadamente 150 milhões {sem contar reservas para contingências} para cerca de 230 milhões {idem}, mesmo após um torniquete financeiro sofrido pelo clube por 18 meses).

As outras gestões só aumentaram a dívida e a última vendeu o clube para tentar diminuí-la, apresentando ao público uma “dívida oculta” de 200 milhões de reais, cerca de oito meses após a venda de 70% do futebol.

Vale dizer que foi com alegria que aquilo posto à mesa por nós como obrigação do Vasco, levado à via administrativa por um associado vinculado também a nós, e, com a ajuda de nosso assessor de imprensa, posto na mídia convencional, cobrando uma atitude da direção do clube à época, que até ali deixava em aberto exercer ou não o direito do bônus de subscrição, que o tenha feito, enfim, na ocasião. Atitude correta, embora, claro, fosse mera obrigação.

Importante, também, ressaltar que minha defesa em relação a quem geriu o Vasco e teve sempre meu apoio para ser o gestor do clube, se dá com embasamento nos números alcançados em comparação a seus adversários externos do Rio (todos fregueses do Vasco com ele) e internos (todos, até aqui, muito inferiores a ele em resultados).

Ele não teve curso, mas palestrou em vários, e do discurso à prática deu aula aos adversários, sem jamais calar a boca, enfrentasse quem fosse aquele que ousasse se contrapor ao tamanho, importância e grandiosidade do Vasco. Serve de exemplo.

Por fim, entendo (não acho, e sim entendo) que Pedrinho como presidente do clube não deve pensar no que pensam dele, como o imaginam, qual expectativa possuem a seu respeito, mas sim apenas trabalhar para reverter uma situação que seu grupo de fé ou de apoio recente (2022), impingiu ao clube, via Conselho Deliberativo, agindo de forma irresponsável com o Vasco, diferentemente do que fariam (creio) se um contrato não lido mexesse com suas particularidades.

Se Pedrinho quer o Vasco dono de seu próprio nariz em relação ao futebol, não há oposição a isso internamente no clube e sendo a gestão atual a herdeira natural disso, que ela faça o Vasco novamente campeão e devidamente respeitado pelos clubes adversários neste triênio.

De minha parte, torço para a reversão e que tenha Pedrinho, com o Vasco obtendo-a, muito sucesso, não como um eventual membro do corpo do futebol, em qualquer função, mas sem o controle do próprio futebol, e sim com o Vasco dono do próprio nariz no futebol, com Pedrinho escolhendo os melhores e ajudando a fazer deles vencedores, como Eurico Miranda cansou de fazer, independentemente das circunstâncias e daquilo que eventualmente achavam dele.

Sérgio Frias