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Coluna do conselheiro: O melhor mini-presidente da história do Vasco

A retomada do controle acionário do CRVG sobre a Vasco SAF, afastando a 777 Partners do comando da nau, foi, sem dúvida, o principal ponto positivo da gestão de Pedro Paulo, o Pedrinho.

No entanto, para a decepção do vascaíno que ainda sonha com o resgate de um Vasco soberano e competitivo, logo após a retomada do clube, Pedrinho declarou que pretende revender o controle acionário da SAF, repetindo o erro do passado e deixando claro, para os vascaínos que sabem fazer contas, que, seguindo esse caminho, o Vasco jamais alcançará o faturamento do rival e dos demais grandes clubes de alcance nacional, que, por sinal, permanecem sendo associações civis e não SAFs.

A euforia de parte da torcida chegou ao ponto de transformar qualquer crítica à gestão em tabu. Nas redes sociais, multiplicam-se elogios desproporcionais e slogans que tratam Pedrinho como uma figura acima de qualquer questionamento, ignorando resultados esportivos, decisões administrativas controversas e o agravamento dos problemas financeiros.

Os conceitos de investidor e dono foram deliberadamente confundidos para sustentar uma narrativa falsa. A responsabilidade pela venda passada foi jogada sobre a política de forma genérica e radical, sem apontar os responsáveis, sem mencionar a participação do grupo político do atual presidente no apoio à operação e sem admitir que Pedro Paulo é, há anos, um agente político do clube.

Como o presidente se esconde da imprensa, evita entrevistas e raramente presta esclarecimentos detalhados sobre os rumos do clube, vale relembrar alguns fatos de sua gestão antes de aceitar a narrativa propagada pelos internautas fãs de Pedrinho de que estamos diante do maior presidente da história vascaína:

  • Zero títulos no futebol, remo, futsal e basquete profissional.
  • Zero vitórias sobre o rival no futebol profissional.
  • Zero vitórias sobre o rival no basquete profissional.
  • Rebaixamento do basquete profissional.
  • Humilhação no futsal: derrota por 5 a 1 para o Corinthians no Maracanãzinho.
  • Calote parcelado em quase 500 credores.
  • Contratação de amigos sem currículo para gerir o futebol, além de despesas administrativas elevadas para remunerar quase mil colaboradores.
  • Mais de R$ 105 milhões gastos em contratações como Jean David, Garré, Maxime, Loide, Marino e Bremer.
  • Pedidos de empréstimos que somam R$ 80 milhões em um ano no qual nenhum credor foi pago, apenas os custos operacionais.
  • Aceitou a imposição do Fluminense de posicionar a torcida vascaína no setor Norte do Maracanã, mesmo com o Vasco sendo o mandante da partida.
  • Induziu a torcida a acreditar que colocou seu patrimônio pessoal como garantia na Recuperação Judicial em caso de falência do Vasco. Na realidade, a garantia pessoal foi limitada a casos de gestão temerária, enquanto as sedes e demais patrimônios do clube foram dados como garantia para o pagamento dos credores.
  • Expôs os atletas aos torcedores, permitindo e apoiando a entrada de integrantes de organizadas no CT para ameaçar o elenco na sua presença ao invés de assumir a responsabilidade.

Pedro Henrique Sampaio
Conselheiro Eleito

Momentos de terror no estádio padrão FIFA

Estive em viagem a São Paulo, por motivos profissionais, e aproveitei para dar uma força ao Vasco no Itaquerão.

Não costumo ultimamente ir a jogos fora do Rio, apesar de já ter feito isso muitas vezes.

Não gosto de dar dinheiro para o mandante, prefiro ajudar o Vasco nos jogos do Rio. Mas estava por lá e fui.

Estávamos eu e minha mulher e tentamos comprar nossas entradas pela internet, mas o ingresso do visitante só é vendido na bilheteria, 2 horas antes do jogo. Chegamos às 17:00 e aguardamos na fila.

O jogo transcorreu do jeito que já conhecemos. Mais uma vez prejudicados grosseiramente. As imagens falam por si.

Mas o pior foi o que ocorreu na área destinada à torcida do Vasco.

Terror

O jogo acaba. Estávamos nos preparando para sair, quando vimos uma bomba estourando na parte inferior das cadeiras.

Abre-se um clarão e começa a correria.

As escadas ficam cheias de torcedores em fuga.

Muitas mulheres e crianças.

Por alguns momentos nos desencontramos.

Tensão. Consigo ver minha esposa e tento lhe proteger.

Não sabemos para onde correr.

A torcida adversária vibra com a ação policial.

Quando pensávamos estar tudo mais calmo, vejo um policial com o cassetete batendo em uma pessoa a 2 metros de nós.

Mais correria, dessa vez sobre os cavaletes, que àquela altura já estavam derrubados.

Pessoas caem e são pisoteadas.

Felizmente conseguimos ir até o andar de baixo, onde há lanchonete e banheiros.

Vemos mulheres chorando, crianças assustadas, pais desesperados.

Muitos abalados, outros feridos e sangrando.

Ofereço ajuda e tento acalmá-los.

Depois de uma hora, outro grupo de policiais chega, como se estivessem procurando alguém.

Depois de procurarem até dentro do banheiro, vão embora.

A torcida do Vasco é liberada por volta das 22:00.

Consequências
Após todo esse absurdo, começamos a ler notícias sobre o jogo.

Parece que alguma pessoa quebrou cadeira do estádio.

De onde estávamos, realmente não vimos – apenas quando começou a correria.

Minhas perguntas: Deve-se agredir os outros torcedores por causa de alguns?

O estádio padrão FIFA não tem câmeras que possam identificá-los?

O uso da força deve ser indiscriminado, apenas por estarmos no mesmo local?

O árbitro da partida, em noite absolutamente infeliz, ainda relata na súmula o que supostamente viu.

Senhores, não houve briga entre torcedores.

Houve uma ação isolada, de alguém que deveria ser punido individualmente.

Mas o senhor apitador parece não estar satisfeito apenas com os estragos realizados por ele dentro de campo.

Constatações
Não esqueceremos tão cedo os momentos de terror.

Infelizmente, parece que o Estatuto do Torcedor só vale para beneficiar os protegidos de sempre.

A pomposa arena “podrão” FIFA – paga com o nosso dinheiro e envolvida em escândalos – não será punida.

Os senhores certamente não ouvirão a opinião dos vascaínos presentes ao estádio.

Seremos todos vistos como vândalos e bandidos, o que não é verdade.

Uma noite, que deveria ser de diversão, transforma-se em momentos de horror, ferimentos e medo.

Definitivamente, esse estádio não é local para os senhores levarem suas famílias.

Mas isso não vão lhe contar.

O saldo da partida em Itaquera: escoriações, minha camisa rasgada, famílias encurraladas e 2 pênaltis não marcados.

Luiz Baptista Lemos, Conselheiro do Club de Regatas Vasco da Gama Vasco da Gama

O Craque Transparência

 

Temos que ter, obrigatoriamente, paciência com o nosso mais novo craque.

Devemos entender, que o nosso “craque Transparência” foi anunciado oficialmente nos últimos minutos da segunda-feira, dia 30/04.

Apenas para relembrar, o “craque Transparência” foi escorraçado do Clube de Regatas BNDES, seu último clube. Segundo especulado no noticiário esportivo, o craque não se enquadrou na política esportiva e administrativa do referido clube.

Órgãos de imprensa noticiaram que o contrato do craque com seu antigo clube era vitalício. Argumentam alguns jornalistas que, contando o Clube de Regatas do BNDES com o apoio e o financiamento de milhões de brasileiros, o clube deveria manter o craque como uma forma de política interna. Mesmo necessitando e tendo a obrigação de contar em seus quadros com o novo ídolo vascaíno, O BNDES fechou suas portas para o craque.

A notícia não tardou a se espalhar pelas mídias especializadas que “urravam” pedindo que o craque fosse exclusivamente para o Vasco. Como sabemos, não é novidade para ninguém, o Vasco sempre desfrutou da simpatia e da cumplicidade da imprensa.
Desejar que o Transparência fosse para o flamengo não poderia ser defendido de nenhuma forma. A última vez que o “craque transparência” andou pela gávea, foram revelados supostos documentos intitulados de papeletas AMARELAS. O nome reflete uma cor muito simpática ao clube da gávea. A chapa da ex-presidente Patrícia Amorim e uma terceira camisa do Flamengo, apenas para exemplificar, são amarelas.

O “craque Transparência” no Corinthians? Nem pensar! Logo o Corinthians que tem estreita relação com o último clube do craque, o BNDES. O “craque Transparência” jogando pelo Corinthians iria criar um problema na relação entre as duas instituições. Só iria atrapalhar!

Atento a toda movimentação do mercado, a cobrança das mídias sociais e a pressão da imprensa, o presidente Cruzmaltino, sem pestanejar, anunciou o craque no dia e hora que mencionamos no início deste artigo.

Ao lado do presidente, vestindo uma bela blusa amarela, o craque foi apresentado.

Poderia ter aproveitado o presidente para apresentar o craque no dia da coletiva com o Paulinho, na qual o “craque Transparência” fez uma falta enorme.

Temos que entender o pouco tempo que houve para o entrosamento com o restante da equipe. Com o “craque Transparência” em campo, somos favoritos para conquista do Brasileiro, Copa do Brasil e o que mais vier pela frente.

Já se respira um clima de paz e harmonia em São Januário, desde a contratação do craque. Basta comprovar que, apesar da derrota para o Cruzeiro, não tivemos protestos e criticas à direção. Ao contrário, vimos muitos sorrisos amarelos após o quarto gol.

Walter Brito Lima
Sócio e Conselheiro do Club de Regatas Vasco da Gama