Por Lícia Gomes
Hoje, terça-feira, 7 de abril de 2026, às 19 horas, o Vasco encara o Barracas Central pela fase de grupos da Copa Conmebol Sulamericana. Com um prognóstico de chuva, o gigante da colina vai até o estádio do Banfield, que fica fora da cidade de Buenos Aires, sem seus titulares e seu técnico, Renato Gaúcho. Outro grande desfalque serão torcedores que moram na cidade de Buenos Aires e não puderam arcar com o alto preço dos ingressos estabelecido pelo oponente, por volta de 300 reais. Lembrando que, pela distância, ainda teria o deslocamento e tudo que envolve uma partida de futebol, afinal, pelo menos com um “choripan” você vai ter que gastar.
Contando um pouco sobre o Barracas Central, também conhecido como El Guapo, apesar de centenário, o time passou boa parte da sua história longe da primeira divisão argentina. Para ser mais exata, 87 dos 122 anos de história, completados nesta semana, foram fora da elite do futebol argentino. Conseguiram o acesso em 2021 e desde então não faltam polêmicas relativas ao clube. Além disso, não é menos importante lembrar que ele é o clube do atual presidente da AFA (Associação de Futebol Argentino), Claudio “Chiqui” Tapia, que deixou como legado ao seu filho, Matías Tapia, a presidência do Barracas. Polêmicas à parte, também pode ser do seu interesse saber que o time vem de uma derrota e um empate, sendo o 9o colocado do grupo B do campeonato argentino.
Após o breve panorama do adversário, vamos ao que importa. O Vasco tem uma forte torcida em Buenos Aires, que não se limita a vascaínos de todo o país, mas também com aficionados argentinos. Inclusive, o amor pelo Vasco reuniu um grupo que começou a se organizar para ver os jogos, que atualmente conta com uma conta no instagram chamada “Vasco da Gama – Argentina”. Inclusive, para esta partida havia uma expectativa de aproximação por parte do clube, que foi frustrada, e não sabemos ao certo se foi pelo mau tempo ou qual outra razão. Certamente, não foi por falta de vontade e disposição dos torcedores vascaínos locais.
Nos encontros, temos uma diversidade de sotaques que se equalizam nos gritos de gol, nas músicas e principalmente quando ecoa repetidamente o som “VASCO” seja onde for. Nada mais acolhedor que caminhar pela cidade e esbarrar com um desconhecido trajado de Vasco e sorrir amigavelmente. Só é curioso quando, ao começar uma conversa, descobrir que os e as donas das camisas são argentinos, que com as mais diferentes histórias, contam como se tornaram vascaínos.
No instagram “Vasco da Gama – Argentina” é possível ver alguns registros desses encontros para compartilhar a experiência de viver o Vasco um pouco de longe na geografia, mas muito presente no sentimento. Hoje estaremos, vários de nós, faça chuva ou faça sol, atentos e apaixonados, seja no estádio, no bar ou vendo em casa com os amigos. Porque em Buenos Aires, sempre que tem Vasco, há vários caldeirões fervendo de emoção pela cidade.
Fonte: CASACA!
Alguns encontros da torcida em lares e bares de Buenos Aires:



Fotos: Igor Freitas Lima

