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Saudações aos Elitistas

O Presidente do Vasco, Eurico Miranda, lançou por vias oficiais uma interessante pergunta na semana que passou: quem é Bom Senso Futebol Clube? A intenção me pareceu ir bem além da provocação, pois oferece a quem acompanha futebol a reflexão a respeito dos reais interesses dos integrantes desta ONG para abastados.

A resposta emitida pela organização veio através de uma estupidez do tamanho das ideias que defendem. Saudaram as “múmias”, em alusão a Eurico. Não estamparam as fotos dos reais comandantes do troço, que preferem uma penumbra. Apenas dos inocentes úteis. A peça foi ilustrada com fotos de ex-jogadores, jogadores e ex-jogadores em atividade. Esqueceram-se, porém, de colocar os nomes de cada qual sob cada foto. Uma espécie de esparadrapo na identidade de cada um. Descuido que causou a mim, e estou certo que a vários, o desconforto de sequer conhecer muitos dos que ali tentavam se representar e que se entendem como figuras de destaque do futebol nacional. Curioso como isto apenas reforçou a pergunta lançada pelo Presidente do Vasco.

É fato que eu não conheço todos eles, mas o rastro que deixam com as ideias que acham que defendem não cheira bem. Vou usar como exemplo, então, as falas do Fred, em recentes entrevistas postas no ar com vigor pela mídia. Ele mesmo, que depois de usar esparadrapos nas pernas na Copa de 2014 e na boca por uns segundos no domingo passado, desandou a falar.

Na semana que passou, Fred defendeu, além do Flamengo, o fim do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro. Disse que prefere, em seu lugar, disputas regionais através dos grandes clubes. Um discurso pró-elitização.

Algumas das respostas que sugiram contra esta preferência de Fred apontam que o fim dos estaduais causaria uma série de desempregos diretos e indiretos. A tréplica veio com todo o desconhecimento (ou seria maldade?) de Fred. Disse ele que “Eles deviam lembrar que esses mesmos 3000 jogadores têm dois, três meses de emprego, só durante o Carioca. Seria muito bacana se fizessem um calendário para eles terem emprego o ano inteiro.”

Eu não tenho a pretensão de responder ao Fred e muito menos ao Bom Senso FC. Apenas alertar aos meus 13 leitores (a meia dúzia que me odeia, a meia dúzia que simpatiza e eu mesmo) sobre o que está por trás de declarações como esta, que representa a ideia geral do tal Bom Senso.

A Federação de Futebol do Rio de Janeiro já possui calendário anual que envolve todos os times. O Fred não sabe disso, mas o segundo semestre do Rio de Janeiro é preenchido parcialmente com uma competição chamada Copa Rio, que mantém em atividade times que não se classificaram para a série D brasileira, além de todos os outros filiados que ficaram de fora do calendário nacional. Porém, há um problema: como ninguém acompanha, qualquer atleta que se destaque em tal competição não é sequer notado. E nunca progredirá na carreira.

Imagino que a fala de Fred tenha sido no sentido de que fosse criado em nível nacional o tal calendário por ele sugerido. Teríamos as séries E, F, G, H e por aí vai. Mas, então, esbarra-se em dois problemas: primeiro, quem paga pela estrutura/logística disso? Talvez o Bom Senso preveja em seu estatuto a doação de parte dos salários de seus afiliados para manter o tal calendário nacional. Segundo, qual a diferença da série F de Fred para a Copa Rio, se a exposição será nenhuma, redundando na falta de oportunidade para jogadores de times pequenos aparecerem?

A existência dos Estaduais, aliada às duas primeiras fases da Copa do Brasil, é o gargalo apertadíssimo existente para a progressão na carreira de jogador de futebol, pois é a única chance de visibilidade. O Bom Senso não só desconhece isso, como ignora. Se surge no Tigres um centroavante de 20 anos mais produtivo que o Fred e que aceite receber em 3 anos de contrato 5% do que o Fred recebe, seu mar de rosas está frontalmente ameaçado. E o Bom Senso, com seu senso de ONG elitista, não quer isso. Eles querem preservar a carreira pelo viés da preservação de seus próprios empregos com salários exorbitantes. Assim é fácil colocar esparadrapo na boca, saudar múmias sem assinaturas e votar pelo fim dos estaduais, sem oferecer em troca qualquer contrapartida, ainda que uma ideia que conceda oportunidade a jovens talentos que se perdem pela falta de exposição. A pouca exposição que há, Fred e seus parceiros querem implodir. Não é à toa que o futebol brasileiro passa por uma aridez assustadora de talentos há mais de uma década. Não é à toa que só nos deparemos com alguns quando já estão jogando na Bélgica e se transferem para o Chelsea.

Caso Fred e o Bom Senso, incentivados pelo desejo da televisão, permaneçam fazendo campanha pelo fim dos Estaduais, seria bastante interessante que falassem às claras sobre suas ideias e até previssem como financiá-las. Mas eu desconfio que boa parte daqueles ex-atletas, atletas e ex-atletas em atividade sequer sabe do que fala. Os que estão por trás deles, uma nova leva de teóricos espertalhões e oportunistas, são os donos do projeto e destes pouco se pode esperar, a não ser o benefício próprio.

Assim, contribuo: deveria se providenciar a criação de um fundo entre os filiados ao Bom Senso. Todos devem deixar 10% das quantias que recebem à disposição da elaboração/efetivação de um calendário nacional com mais séries, que permita que todos os atletas do país permaneçam em atividade o ano todo; a extinção voluntária dos irreais salários, que devem possuir o (já altíssimo) teto de, digamos, 200 mil reais, para que os clubes possam honrar com pagamentos e também contribuir com o calendário nacional do Fred e do Bom Senso; o fim do salário “por dentro” e do salário “por fora”, o que é recebido em carteira, o que não é e o que é depositado em favor de empresas criadas pelos atletas na busca contínua de maior “justiça tributária”; a remuneração por produção, quando o jogador só recebe quando joga, tendo direito a plus nas conquistas. Isso para começar. Que tal?

O Bom Senso FC é o novo rosto dos perigos cíclicos que dominaram o futebol brasileiro nos últimos anos. É o novo representante legal (?) daqueles que querem ser os donos da organização do esporte no país. Defende um apanhado de projetos elitistas, todos alinhados com as vontades da televisão, dos empresários e de velhas e novas moscas que se beneficiam a cada ciclo de saques. Invariavelmente, as vítimas dos saqueadores são os clubes, que perdem força, poder de investimento, tornam-se dependentes, são compelidos a pagar salários com os quais não podem honrar e põem-se de joelhos por falta de alternativas. Eles, agora travestidos de Bom Senso, não querem a extinção dos clubes. Querem clubes fracos que dependam deles. Mais um capítulo, apenas, da legislação cruel, da farra de empresários, da profissionalização mequetrefe, da implosão do Clube dos 13 e de outras medidas paulatinas e planejadas. Só não vê quem não quer. Ou não se importa.

João Carlos Nóbrega de Almeida

Desmemoriado, Caetano?

O atual gerente de futebol do Flamengo, Rodrigo Caetano, disse que o Vasco, em seu tempo de labor no clube cruzmaltino, foi bastante prejudicado pela arbitragem nas partidas contra o Flamengo e lembrou enfaticamente de duas delas ocorridas em 2014.

Nos causa estranheza, entretanto, que justamente aquela na qual o árbitro foi o de amanhã (João Batista Arruda), ocorrida em 2010 e que eliminou o Vasco do Estadual, ao mesmo tempo que levou o Flamengo à final da Taça Rio, não tenha feito parte de suas rememorações.

Ora, em 2010 o árbitro João Batista Arruda foi o juiz de Vasco x Flamengo e apitou pró Flamengo em três lances capitais do jogo:

1 – Gol de Elton marcado quando a partida estava empatada em 0 x 0. O árbitro anulou o tento vascaíno baseado numa falta duvidosa.

2 – Pênalti em Leonardo Moura quando a partida estava empatada em 1 x 1. O árbitro marcou a penalidade, para muitos duvidosa, mas com convicção.

3 – Mão de Williams cortando propositalmente lançamento feito dentro da área rubro-negra quando o rubro-negro vencia por 2 x 1. Estranhíssimo o árbitro não ter visto o lance que o Maracanã inteiro, fora ele e seus auxiliares, viu.

O mais curioso dessa história é como Rodrigo Caetano, atual funcionário do Flamengo, à época “defendeu” o Vasco, clube para o qual trabalhava, sendo mui bem remunerado:

“O prejuízo já existe. Lamento a forma como é conduzida a questão da arbitragem e não sei se existe um interesse para que o Vasco não esteja na decisão. O Flamengo não tem a nada a ver com isso. Só lamento que ocorram erros. Você deixa de acreditar na isenção das pessoas. (Rodrigo Caetano, ao GloboEsporte.com)”.

Não é curioso como o Flamengo, que ganhou – desde 1999 quando a Rede Globo comprou o Campeonato Carioca – nove campeonatos em 16*, um recorde em se tratando de toda a sua história na competição (superando inclusive os tempos de Zico e cia) não tenha nunca nada a ver com nada?

Rodrigo Caetano teria poupado de suas lembranças o árbitro de hoje por considerar sua arbitragem menos suspeita, comparando-se a de outros que erraram a favor do Flamengo contra o Vasco?

Os favorecimentos de arbitragem do Flamengo contra o Vasco em 1999, 2000, 2001, 2004 e 2008 nos estaduais, são também mais coincidências que não envolvem o rubro-negro? Nada tem a ver como o clube da Gávea?

Outros também contra o Botafogo, 2007, 2008 e 2009, da mesma forma nada tem a ver com o Flamengo?

Tudo isso é mera coincidência?

Equipe Casaca!

PS: Nota do Casaca! na época, a respeito da declaração de Rodrigo Caetano:

Como que o Flamengo não tem nada a ver com isso, rapaz? Que barbaridade é esta dita por esse paraquedista? O Flamengo só tem a ver com isso, senhor Caetano. Isso é histórico no Rio de Janeiro. Vá se informar antes de falar besteiras.

*Entre 1999 e 2014 a Globo só não exerceu os direitos de transmissão do estadual em uma única oportunidade, no ano de 2002, ocasião em que o Fluminense foi o campeão.

Isaías Tinoco desmascara uma falsa realidade forjada por parte da mídia

Bradesco Esportes FM Rio

Isaías Tinoco, responsável pelos esportes amadores do Vasco da Gama, falou ao vivo na Bradesco Esportes FM 91.1 sobre o boicote do time sub-15 cruz-maltino na Copa Nike:

“Em primeiro lugar, uma competição organizada pela Nike não pode ser tratada como importante, até porque a Nike não tem poder para organizar uma competição, quem organiza é o Manchester United, e claramente a competição é para vê se serão contratados pela Nike ou pelo Manchester United, nós do Vasco sempre fomos contra o clube participar desse evento, mas os treinadores queriam. Não existe boicote porque eu atá hoje mesmo conversei com um membro da competição e perguntei quais os clubes que estão boicotando e eu disse q eu eu desafio a esses clubes falarem que estão boicotando o Vasco, mas todos disseram que respeitam a posição do Vasco porque sabem que o atleta estava há 6 meses sem receber ajuda de custo do clube e o atleta foi quem procurou, o Vasco não aliciou ninguém, o atleta procurou o Vasco depois que o advogado dele notificou o Fluminense, e o jogador tem 4 anos de formação no Vasco, foi aliciado pelo Fluminense onde tem 1 ano e meio só de formação. Tem uns profissionais que pulam de clube em clube e vivem falando que trabalham muito com base, um deles é o Claus que hoje está no Cruzeiro, que foi quem influenciou na época o Paulo Victor a sair do Vasco e ir para o Fluminense, o jogador procurou o Vasco porque o Fluminense não havia cumprido o que havia combinado com o jogador, que era o contrato de formação, que alias, o Fluminense nem pode ter porque não tem o selo e o certificado de formação da CBF, só quem tem é o Vasco e o Nova Iguaçu, então não pode ter contrato de formação. E onde é que o Manchester United pode realizar uma competição sem a presença da CBF? Jamais! Só para ver os jogadores brasileiros, aliciar, nessa disputa maluca de Puma, Adidas, e no final querem falar de forma seria de futebol quando não existe código de ética, é uma picaretagem, e eu desafio o clube que boicotou o Vasco vir a público falar que fez isso”.

Entrevista realizada no programa Nossa Área 2 com Wellington Campos e o repórter Thalyson Martins.

Fonte: Facebook da Rádio Bradesco Esportes – Exceto o título

Enquanto Houver Um Coração Infantil

Eu ainda era um garoto. Meu pai, português, me levou ao Maracanã pela primeira vez. Morávamos longe do estádio; meu pai era comerciante – após “apanhar” muito e passar por muitos apertos por aqui, conseguira um pequenino açougue – no subúrbio do Rio; por isso ir ao Maracanã não era tarefa das mais simples, já que o comércio exigia dele muito esforço e tempo. Ele, que abria o açougue às sete da manha todos os dias, trabalhava, também aos sábados, até oito da noite, e domingo até as duas e meia da tarde, era então um vascaíno fanático e chegara ao Brasil no início da década de 50, já tinha ido várias vezes ver o Vasco, tanto no Maracanã quanto em São Januário. Ele assistira inclusive à final de 58, contra o Rubro-negro, que deu o título de supersuper campeão ao Vasco – título que, aliás, nenhum outro clube tem.

Mas eu nunca tinha assistido ao Vasco ao vivo. Não tinha como. Via, quando não era muito tarde – pois minha mãe pegava no meu pé por eu ter aula cedo -, alguns jogos pela televisão (que, por sinal, era uma lástima na época, com suas imagens distorcidas e cheias de “chuvisco”, com a “tela maluca” que subia e descia – o famoso “vertical”; só rindo, mas era assim mesmo – e que se transformava por vezes numa espécie de “listras de zebra horizontais”, possuindo dois botõezinhos atrás, os quais nós tínhamos que girar para consertar a toda hora os problemas). Não havia controle remoto ou televisão em cores. Era preto e branco mesmo. Se alguém quisesse mudar de canal (talvez três ou quatro canais, no máximo), não tinha jeito: teria mesmo de levantar a bunda da poltrona, ir até o aparelho e girar um enorme botão que tinha uns treze números e fazia um barulhinho ao ser girado. Os pais brigavam quando os garotos faziam isso, pois estes giravam o botão com muita velocidade, ao que sempre se ouvia “ei, isso aí não é metralhadora, não! Vai estragar esse troço!”.

Nas casas, quando havia, normalmente só havia um único aparelho de TV, geralmente localizado na sala. Vizinhos iam assistir aos jogos e às novelas nas casas dos que possuíssem televisão. Quando alguém comprava uma nova, era normal que vários vizinhos fossem lá para ver o aparelho. Era uma festa! Uma espécie de celebração pela conquista. Talvez fosse mais importante do que comprar um carro hoje em dia. A programação era muito primária e escassa. Assistir à TV era também um exercício de democracia, pois, ao que se iria assistir, tinha anteriormente de ser democraticamente decidido, e aí entrava a opinião de todos: pais, tios, mães, avós (estas duas últimas tinham normalmente, digamos, um “poder maior” na decisão final) e, por último, a garotada. Bem, se houvesse novela passando em um canal, e jogo de futebol, em outro, quase nunca vencíamos a discussão e, putos da vida, não assistíamos ao jogo, mas apenas a um pouco da novela – inclusive os pais e tios, que, por não serem bobos, preferiam não entrar em maiores contendas com as mulheres.

Nós garotos ainda insistíamos um pouco, exagerávamos nossa mágoa, ficávamos com os olhos chorosos, esperneávamos calculadamente (qualquer exagero nesse sentido, sabíamos muito bem disso, poderia nos render rapidamente uns puxões na orelha, uns bofetes ou umas boas chineladas), mas não tinha jeito: à noite, com o infalível argumento “amanhã cedo vocês têm aula, vão dormir!”, mães e avós tinham praticamente a palavra final sobre ao que se assistir na TV, em qualquer lar de então. O mesmo acontecia, para ser verdadeiro, em qualquer horário do dia, exceto quando elas estavam ocupadas com suas tarefas do lar. Naquela época, adulto mandava, criança obedecia, e ponto final.

A vida era assim. A vida, apesar de muito simples, era boa. Éramos felizes. Hoje percebo claramente o quanto éramos felizes. Quanta saudade.

Para os mais jovens, peço humildemente licença, quero deixar aqui uma singela lição: o preço da felicidade de hoje é a infelicidade de amanhã; não tem jeito, é a lei da vida. Portanto, aproveitem ao máximo a convivência com seus amigos e entes queridos. Nunca deixem para amanhã o abraço ou o beijo que podem dar neles hoje, pois, embora não seja fácil de perceber enquanto a “fita do filme” rola, tudo e todos se vão de suas vidas. A vida acontece em “real time”. Um dia, você simplesmente irá acordar, olhar para o teto do seu quarto e descobrir que tudo o que você viveu, passou; apenas passou, como um raio, à sua frente. Descobrirá que muitos dos seus sonhos de infância — talvez os mais fervorosamente acalentados em seu pequeno e inocente coração — simplesmente não se realizaram, e que já não há mais tempo para colocar a roda encantada deles em movimento. Descobrirá que lembranças, fotos e, principalmente, saudade são tudo o que lhe resta. Você mal poderá acreditar nisso. Descobrirá que todas as pessoas passaram; que passaram também os lugares e os momentos felizes; que passaram as canções, os risos, as lágrimas… Que tudo, enfim, passou… Tudo, como num filme em que não se pode rebobinar a fita.

Contar a história é fácil, pois sempre é feito de trás para frente. Difícil é seguir na linha do tempo, lutando, vivendo um dia após o outro.

Minha relação de imensa paixão pelo Vasco iniciou-se como a de todos os outros garotos suburbanos pelos seus times: além de ouvir os jogos pelo rádio (se o jogo fosse à noite, com o som bem baixinho, com o radinho de pilha escondido embaixo do travesseiro, pois, se algum adulto descobrisse, lá vinha bronca), através de algumas poucas revistas, e especialmente dos jornais – também em preto e branco, ou, como era o caso do “Jornal dos Sports”, em preto e rosa – que “filávamos” dos pais ou algum outro adulto. Só conhecíamos os rostos dos jogadores por meio de álbuns de figurinhas ou times de botões. Camisa do Vasco? Nem pensar. Quem possuía uma camisa, certamente a conseguira diretamente com algum jogador, o que era muito raro para alguém do subúrbio.

Assim que o vi pela primeira vez, apaixonei-me instantaneamente pelo escudo do Vasco. Ah, como eu amo esse escudo! Vivia a desenhá-lo, inclusive na sala de aula, onde vários garotos me pediam um exemplar. Quando a professora me pegava, era rolo na certa. Chamada na escola por ela, minha mãe dizia: “não tem jeito, professora, esse garoto é um fanático pelo Vasco!”. No fim, privadamente, ambas riam da coisa. Mas isso não me livrava do castigo de ficar sem brincar na rua por pelo menos uma semana. As coisas eram assim, meus amigos. Os mais velhos sabem disso.

Mas, voltando, meu pai me levou pela primeira vez ao Maracanã. O jogo era contra o Rubro-negro da Gávea. Caminho longo, sonhando com o que eu iria ver. Depois de alguma “muvuca” normal e fila no guichê, compramos na hora os ingressos. Ainda me lembro de, como se fosse hoje, extasiado, seguir pela grande rampa e, depois, na direção do acesso de entrada para a arquibancada, subindo-o, sempre levado pela mão de meu pai, ver as luzes dos refletores e, em seguida, o gramado verde. Amigos, que emoção para um garoto suburbano. Eu fiquei bastante assustado quando entrei na arquibancada, o coração ficou disparado, fiquei nervoso vendo aquela massa de gente que dividia a arquibancada ao meio. Achei lindas as bandeiras do Vasco. A torcida do Vasco estava linda, vibrante. Por muito tempo me disseram que sonhei com esse jogo, que minha cabeça infantil o inventara, pois eu sempre sustentei que tal partida ocorreu num sábado, não num domingo, e que o Vasco jogou de camisas pretas e shorts brancos. Lógico que eu sabia de tudo.

Sabia que ocorrera num sábado porque, ao sair de casa com meu pai, lembro-me muito bem da remanescente limpeza da rua e das calçadas feita pelos garis, pois havia sido dia de feira. E o dia da feira era sábado. Ponto final.

Quanto às camisas pretas, não tenho a menor dúvida, por um único motivo: eu me sentei com meu pai bem na direção do túnel de saída do time do Vasco (naquela época, a arquibancada de cimento ia até ali praticamente); e eu perfeitamente me lembro de que, ao ver o time do Vasco (amigos vascaínos, lembrem-se, eu nunca tinha visto o Vasco com os meus olhos) entrando em campo pela escada de acesso do túnel, ao ver aquele manto sagrado, extraordinário e único, preto com a listra diagonal branca e números vermelhos surgir, meus olhos se encheram de lágrimas instantaneamente. Não consegui ver mais nada. Tudo ficou embaçado para mim por vários minutos.

Meu pai, percebendo minha emoção, apenas me abraçou carinhosamente e afagou meus cabelos. Eu só me lembro de, com a voz ainda chorosa e embargada, perguntar a ele:
– Pai, vamos vencer?
Ao que ele me respondeu:
– Claro que vamos!
– Como o senhor já sabe que vamos vencer o jogo, pai? – Questionei.
Ao que ele decretou:
– Ora, meu filho, vamos vencer porque o Vasco é o maior!

Pronto! Em meu coração infantil não havia mais dúvidas. O Vasco ia vencer porque meu pai dissera tudo: porque o Vasco é o maior!

Daquele momento em diante, a confiança total tomou conta de mim. Não deu outra. Garrincha jogou pelo Rubro-negro nesse dia (devo confessar que foi uma das razões que fez meu pai querer assistir a esse jogo, mesmo sendo num sábado, pois, amante do bom futebol, ele era um grande fã de Garrincha). Mas, com Garrincha e tudo, vencemos por dois a zero. Os gols foram de Nado e Valfrido, ambos no segundo tempo, e – imaginem minha alegria! – bem na minha frente. Quase morri de emoção no primeiro gol: um golaço do saudoso e querido Nado, um excepcional jogador, de seleção brasileira, ponta-direita pernambucano que virou eternamente meu ídolo, num lance em que ele foi driblando vários jogadores rubro-negros desde a lateral direita até a meia-lua da grande área, quando, de canhota, soltou um violentíssimo “pombo sem asas” no ângulo esquerdo do excelente goleiro rubro-negro Marco Aurélio, que deu um voo espetacular, sem, contudo, conseguir alcançar a bola, o que só serviu para aumentar ainda mais a beleza plástica e a emoção do gol. A torcida do Vasco explodiu, eu explodi, chorei à beça também no segundo gol, feito pelo “Espanador da Lua”, nosso não menos querido Valfrido. A torcida rubro-negra se calou, a do Vasco tomou conta da arquibancada, numa festa incrível. Voltei para casa com a alma lavada. O Rubro-negro, que era nosso freguês, perdeu mais uma!

É com esse sentimento que a torcida vascaína deve invadir o Maracanã nestes dois próximos domingos, empurrando seu time, com total confiança no coração, porque eles é que têm de nos temer, sabendo que somos o Vasco, que não há clube no mundo como este. Lembrem-se destas saudosas palavras de meu pai: “venceremos porque o Vasco é o maior!”. O Vasco é o bem. O Vasco é aquele que vence, contra tudo e contra todos.

Que Fred e outros tão pouco importantes quanto ele lavem suas bocas antes de falar do Vasco. Não têm moral nem estatura para isso. Calados! A mídia, como sempre fez e faz, tenta colocar a opinião pública e a arbitragem contra nós, e justamente na semana decisiva contra o seu queridinho. Fiquemos de olho no Rabelo (não no dos tricolores, mas no comandante dos árbitros, pois aí está o grande perigo; repetindo o que foi dito pelo grande Luiz Cosenza no programa da rádio: alguém aí viu o Flamengo ser prejudicado até aqui em alguma partida do campeonato? O contrário aconteceu por várias vezes, basta que se revejam vários lances. Não se enganem; eles estão com aquela postura tradicional deles: se o Vasco for campeão, só o foi porque os árbitros o ajudaram, e eles estão de mal com a federação. Agora, se a praga fosse campeã (o que não será), diriam: “vencemos contra tudo e contra todos!”. Ora, ora, ora, são uns malandrinhos, não são? Podem enganar a outros, especialmente seus torcedores, entretanto não enganam aos vascaínos). Venceremos facilmente as duas partidas contra a “praga”.

E, depois, tomara que peguemos o Tricolor na finalíssima. Sei que o mocinho estava tentando, além de desviar o foco, se esconder da responsabilidade, para dizer que a não classificação do seu time não fora culpa sua, já que estava fora, mas agora que a Deusa Fortuna os empurrou à frente, não vai dar para escapar desta vez: se passar pelo Botafogo, Cone Laranja, você vai ter de jogar contra nós, e vai perder novamente, como sempre. Vai ser uma delícia. Contra as moçoilas tricolores, até com o mirim o Vasco vence. E isso foi dito a mim por um inconformado tricolor amigo meu, após mais uma inevitável e insuportável derrota para nós. Eles se borram contra o Vasco.

O Vasco é e sempre foi o maior de todos. O Vasco é o mais lindo de todos, dono do único manto verdadeiramente sagrado que há. Ainda maior ele fica quando tem à sua frente pessoas que o amam de verdade. Com tais pessoas a comandá-lo, não tenho dúvidas em meu coração, seu gigantismo, recentemente submerso, vem à tona novamente com toda a sua força e pujança.

Que os rubro-negros coloquem desde já suas barbas de molho, pois o espírito sagrado contido nas palavras de meu pai está de volta. O Vasco vencerá porque é o maior! No fundo, eles sabem disso.

Bem, amigos, a emoção toma conta de mim neste exato momento. Não dá mais. A saudade invadiu meu coração sempre infantil. Afinal, sou Vasco.

Paro por aqui o texto. Um forte e fraterno abraço em todos os verdadeiros vascaínos.

Mas reitero, quantas vezes forem necessárias:
Com Eurico e Casaca! Sempre! Porque estes amam verdadeiramente o Vasco! Por um Vasco sempre vencedor e gigante!

Saudações Cruzmaltinas!!!
Dudi Carvalho

Apoio total contra o vice rubro-negro

Esta é a hora da torcida vascaína se agigantar.

Está é a hora da torcida vascaína comparecer.

Esta é a hora da torcida vascaína empurrar o time.

Esta é a hora da torcida vascaína fazer a diferença.

Começa neste fim de semana mais uma luta do Vasco contra o vice eterno, o atual vilão do Campeonato Carioca 2015.

Desde já temos a preocupação de que a arbitragem venha a prejudicar o Vasco, viciada que está em favorecer o Flamengo no campeonato. O apito rubro-negro que tem lhe dado títulos escusos, sujos é o ponto de apoio de um clube acostumado a benefícios fora de campo para sustentar uma fantasia criada pela imprensa, alicerçada nas inúmeras ilicitudes contra seus adversários.

O Vasco quer uma arbitragem limpa nos play-offs do campeonato e, de nossa parte, confiamos plenamente na capacidade do nosso elenco para superar os adversários que vierem a partir de agora.

Que os atletas cruzmaltinos entrem em campo nos próximos quatro fins de semana, sabedores que podem passar para a história do clube ao conquistarem o título estadual de 2015, algo que ficará marcado durante suas carreiras e após o fim delas, sabedores que o Vasco lhes dá todo o apoio e respaldo e, também, compromissada sua torcida em motivá-los, erguê-los, reerguê-los, empurrá-los e acolhê-los, gritando o nome de todos antes dos jogos e urrando Vasco no decorrer das partidas.

Luta, garra, determinação, transpiração, inspiração e apoio! Hora de decisão!

Equipe Casaca!

Vasco goleia Volta Redonda em São Januário e avança pra Semifinal do Estadual

Vasco goleia Volta Redonda e enfrenta o Flamengo nas semifinais do Carioca
Terceiro colocado, Gigante da Colina encara o rubro-negro, segundo, em dois jogos decisivos

Pela última rodada da Taça Guanabara, o Vasco da Gama goleou o Volta Redonda por 4 a 1, em São Januário, e se manteve na terceira colocação com 33 pontos. Com o resultado, o Gigante da Colina encara o Flamengo, segundo colocado, nas semifinais do Campeonato Carioca em dois jogos, no próximo domingo (12) e no dia 19. A outra semifinal será entre Botafogo e Fluminense. Jhon Cley, Luan, Rafael Silva e Marcinho marcaram os gols vascaínos. Higor Leite descontou para o Voltaço.

O jogo

Precisando de um empate para se classificar para a semifinal, o Vasco foi o time que teve as melhores oportunidades na primeira etapa, principalmente em jogadas trabalhadas pelas laterais e nos pés do atacante Gilberto. No entanto, foi Yago que levou perigo ao gol do Volta Redonda logo no início. Aos 4 e aos 7, o jogador deu trabalho para a zaga adversária, que teve dificuldades para afastar a vontade do camisa 11 de fazer um gol.

A melhor chance do Gigante da Colina aconteceu aos 9 minutos. Gilberto recebe sozinho na área, domina e chuta forte. Douglas Borges faz grande defesa e na tentativa de rebote de Gilberto, o goleiro afasta a pressão. A resposta veio na sequência. Higor cobra falta na área vascaína, Adeílson marca o gol, mas a arbitragem anula, pois o jogador estava em posição de impedimento.

Zagueiro artilheiro, Anderson Salles também assustou aos 20 minutos. Em falta cobrada, o atleta coloca a bola por cima da barreira e obriga Douglas Borges a fazer outra grande defesa.
A segunda metade da primeira etapa foi fraca tecnicamente e as equipes não conseguiram abrir o marcador. Quem chegou mais perto foi Julio dos Santos, ao chutar de muito longe e colocar a bola na trave, aos 38 minutos.

Segundo tempo de gols e de vitória vascaína

O panorama do segundo tempo foi outro. Em menos de 15 minutos, o Gigante da Colina conseguiu impor o seu futebol e abriu o marcador de forma bastante eficiente. Aos 9, atacante Gilberto recebe na área e tenta tocar, mas a zaga do Volta Redonda vacila e Jhon Cley com muita esperteza e categoria, rouba a bola e a coloca no cantinho para fazer o primeiro dos vascaínos. Vasco 1×0 Volta Redonda.

Novamente ele! Jhon Cley aparece na sequência em boa cobrança de escanteio na área. O goleiro Douglas Borges falha, e na sobra, Yago só ajeita para Luan marcar o seu quarto gol na temporada.Vasco 2×0 Volta Redonda.

Precisando de um resultado positivo para se classificar para a quarta divisão do Campeonato Brasileiro da Série D, o Volta Redonda não teve dúvidas em partir para cima do Cruzmaltino. Aos 20, a zaga afasta mal um cruzamento na área, e a bola sobra limpa para Higor Leite chutar forte e diminuir, sem chance para Martín Silva.Vasco 2×1 Volta Redonda.

Buscando testar novas opções táticas na partida, o técnico Doriva promoveu mudanças importantes na equipe. Após um período fora se recuperando de lesão, Marcinho entrou no lugar de Julio dos Santos, e Jhon Cley saiu para a entrada de Rafael Silva. O meia Bernardo substituiu Yago.

As mexidas surtiram efeito e deram um novo ânimo a equipe de Doriva. Logo em seu primeiro toque na bola, Rafael Silva não decepcionou. Aos 29, Anderson Salles, que tem excelente qualidade na bola parada, cobra na área e o camisa 17 aparece bem e chuta para o fundo da rede, ampliando o placar: 3 a 1 para o time da Colina.

Sabendo administrar bem o resultado, o Vasco da Gama ainda marcou o quarto com Marcinho, em um belo chute da entrada da área, no final da partida.

FICHA TÉCNICA – VASCO DA GAMA 4X1 VOLTA REDONDA

Local: São Januário, Rio
Data: 08 de abril de 2015
Horário: 22h
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá
Assistentes: Dibert Pedrosa Moises e Michael Correia
Cartões amarelos: Bruno Barra (Volta Redonda)
Gols: Jhon Cley (9’/2ºT), Luan (13’/2ºT, Rafael Silva (29’/2ºT) e Marcinho (41’/2ºT) – Vasco / Higor Leite (20’/2ºT) – Volta Redonda
VASCO: Martín Silva, Madson, Luan, Anderson Salles e Christianno; Serginho, Guiñazu, Julio dos Santos (Marcinho) e Jhon Cley (Rafael Silva); Yago (Bernardo) e Gilberto. Técnico: Doriva.
Volta Redonda: Douglas Borges, Henrique, Luan, Márcio Luiz e Pedro Rosa; Bruno Barra, Higor leite, Magnum e Niltinho; Hugo e Tiago Amaral (Adeílson). Técnico Elson Roberto

Texto: Matheus Alves

Fonte: Site Oficial do Vasco

Reiterando

O Casaca! reitera que na partida Friburguense 5 x 4 Vasco, o fator de desequilíbrio do jogo foi a arbitragem e que esta favoreceu claramente o time da casa, uma vez que:

1 – O segundo gol marcado pelo Friburguense foi nitidamente irregular, oriundo de uma falta tão evidente, que mostra o atleta do Vasco, Lucas cabeceando torto e completamente desequilibrado pelo atleta adversário, Sérgio Gomes. Não é aceitável que nenhum órgão de imprensa em possuindo as imagens do jogo nem tenha comentado o lance, uma vez que quatro câmeras em diferentes ângulos foram utilizadas para dirimir qualquer dúvida e uma delas mostra cabalmente a infração cometida pelo atleta do Friburguense.

2 – O quarto gol do Friburguense foi marcado em lance de impedimento, embora o comentarista do jogo transmitido pela SporTV tenha declarado que não houvera impedimento no lance, antes do tira-teima (como dissera que os primeiros dois pênaltis cometidos pela equipe da casa em sua opinião não haviam ocorrido).

3 – O Casaca! não precisou do aval de Arnaldo Cesar Coelho para chegar à conclusão de que os três pênaltis favoráveis ao Vasco foram bem marcados.

4 – O vascaíno não deve se envergonhar de brigar por seu clube, contra a maré de manchetes do dia seguinte. O fato de o time ter jogado muito mal não justifica, não apaga, nem dá lastro para que a responsabilidade por uma derrota oriunda de dois gols irregulares do adversário se justifique pela má atuação do próprio time, pois o Vasco fez quatro gols legais e o adversário três.

5 – Lembrando que o virtual primeiro colocado desta fase do estadual não mostrou nenhuma vergonha por ter vencido o Volta Redonda por 2 x 1 com um gol em impedimento, o Bangu por 2 x 1, tendo sido mal anulado um gol da equipe banguense, o Fluminense (3 x 0), atuando 11 contra 10 por cerca de uma hora, fruto de uma expulsão injusta do mudo/eloquente Fred, e empatado com o Madureira em 1 x 1, beneficiado por um gol no qual a bola não entrou.

6 – Por outro lado, o Vasco, que teve sete pênaltis a seu favor na competição, sendo um contestável (que não é sinônimo de inexistente), marcado contra o Bonsucesso, não teve marcado a seu favor três outros, claros, contra o Fluminense (sobre Gilberto, ainda no primeiro tempo), contra o Bonsucesso (sobre Thales, no segundo tempo), contra o Botafogo (sobre Madson, no segundo tempo). Afora isso a equipe vascaína teve mal anulado um gol de Marcinho, marcado aos 46 minutos do segundo tempo na partida disputada contra o Barra Mansa em São Januário (1 x 1), na quinta rodada, sendo-lhe tirada a vitória por ação da arbitragem na ocasião.

7 – O vilão do Campeonato carioca de 2015 é o Flamengo, beneficiado sistematicamente pelas arbitragens, embora se ouça na mídia convencional, QUE FAZ QUESTÃO DE NÃO NOS OUVIR, o contrário. Sabe ela perfeitamente que o dito aqui corresponde à verdade, mas opta por turvar os fatos e impor ou induzir ao público suas “verdades”, a ponto de fazer o próprio vascaíno acreditar na fantasia criada por ela própria e alicerçada nos interesses do Flamengo, consciente ou inconscientemente.

Equipe Casaca!

Sobre punições

Por Paulo Cesar Guedes

AMIGOS,

DESCULPEM SE SEREI LONGO NO COMENTÁRIO, MAS NÃO PODE SER DIFERENTE.

Parabéns Presidente, essa é a postura que sempre desejamos de quem representa o Clube, ataques, manobras e manipulações, não podem ficar sem resposta.

Mas pelo visto, acredito que a Globo ainda quer mais.

Porém, dessa vez não somos nós que devemos nos manifestar.

Até para evitar desgastes na nossa exposição e em relação aos nossos patrocinadores, a FERJ TEM QUE SER ORIENTADA A SE COLOCAR E DAR UM PONTO FINAL NO ASSUNTO.

Ontem no programa BEM AMIGOS ou MAUS AMIGOS insistiram na questão convidando o Luxemburgo e associando a punição à LEI DA MORDAÇA, como fez questão dizer o defensor dos fracos e oprimidos, Galvão Bueno.

ELE DEVE RESPONDER DIRETAMENTE AOS PONTOS COLOCADOS NESTA DISCUSSÃO ABSURDA:

1- Luxemburgo: defensor da liberdade de expressão, mas tem no seu currículo, processos contra jornalistas que considerou o ter desonrado em suas criticas. Contraditório, né?

2- FLAMENGO: A FERJ colocou em votação as sugestões da própria Rede Globo, com relação a inscrição dos jogadores, motivo pelo qual ele se manifestou contrário, para valorização das escalações do campeonato e aprovado por unanimidade, INCLUSIVE PELO SEU PRESIDENTE.

3 – PUNIÇÃO: Puniu o Luxemburgo, não só por criticas as regras, mas por declarações de incitação contra a federação e que não são consideradas simplesmente criticas, OU DAR PORRADA em alguém parece uma atitude correta?

Já vimos diversas críticas do Eurico à Globo, porém, jamais o vimos mandar um vascaíno ir lá e dar porrada em alguém (apesar da vontade).

4 – LIBERDADE DE EXPRESSÃO: essa serve inclusive para a GLOBO. Em praticamente todos os campeonatos do mundo, existe uma determinação, para que não se desvalorize o produto, que envolve patrocinadores, investidores, resultados e valorização, regras que preveem punição para criticas infundadas, ofensas, incitação a discórdia, entre outras transgressões.

EXEMPLOS:

SHAQUILLE O’NEIL JÁ FOI PUNIDO PELA NBA POR ISSO, UM EX-TÉCNICO DO MANCHESTER CITY JÁ FOI PUNIDO PELA UEFA (O SUPRA SUMO DAS FEDERAÇÕES), só para citar alguns casos onde não houve tamanha indignação da mídia. Regras são regras, e devem ser cumpridas!

E O MAIOR EXEMPLO DESTAS REGRAS, ESTÁ NO CAMPEONATO DISPUTADO TODO ANO E ORGANIZADO PELA PRÓPRIA GLOBO, QUE SE CHAMA … BIG BROTHER BRASIL.

– NESTE CAMPEONATO (UM JOGO, COMO TODOS FAZEM QUESTÃO DE DIZER), É SABIDO POR TODOS E COMENTADO POR VÁRIOS EX-BBBs, QUE DENTRO DO PROGRAMA VOCÊ TEM QUE SEGUIR ALGUMAS REGRAS, SOB PUNIÇÃO E ATÉ ELIMINAÇÃO, COMO POR EXEMPLO:

NESTE ÚLTIMO BBB, A PARTICIPANTE TAMIRES, QUE PEDIU PARA SAIR, TOMOU UM SONORO ESPORRO, PRATICAMENTE ACABANDO COM UMA FUTURA CARREIRA DA MENINA, E PROIBIU-SE, AO VIVO, TODOS DENTRO DA CASA DE COMENTAR O ASSUNTO…. ISSO NÃO É CERCEAMENTO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO, DENTRO DO SEU CAMPEONATO, COM AMEAÇA DE PUNIÇÃO???

ISSO SÓ PRA CITAR UM, POIS SE PESQUISAR VEREMOS MUITO MAIS, ALIÁS VOCE VÊ ALGUM BBB FALANDO DE POLÍTICA NO PROGRAMA ???? ESTRANHO NÉ? MAS É O SEU CAMPEONATO E TODOS DEVE CUMPRIR AS REGRAS, CERTO?

PIOR? ASSINO MENSAGENS NOS COMENTÁRIOS EM SITES ESPORTIVOS, COMO PAULO VERDADE, E ESTOU BLOQUEADO NO GLOBO.COM E UOL (SÃO LIGADOS). ISSO NÃO É CENSURA???

SÓ MAIS UM DETALHE SOBRE A POLÊMICA DO RUBINHO ASSISTIR AO JOGO DO VASCO DENTRO DO GABINETE DO PRESIDENTE, PERGUNTO: O QUE FAZIA UM DIRETOR GERAL DA GLOBO DENTRO DO CAMAROTE DO SR. RICARDO TEIXEIRA NUM JOGO DA SELEÇÃO BRASILEIRA, NO MEIO DE UMA NEGOCIAÇÃO DE DIREITOS DE TRANSMISSÃO? ISSO EU ACHO MUITO MAIS ESTRANHO.

ME ORGULHO MUITO DA POSTURA DO NOSSO PRESIDENTE, MAS REPITO, A MELHOR MANEIRA DE FICARMOS LIVRES DESSA CORJA, É SERMOS INDEPENDENTES DELA, COMO SEMPRE DIGO…. O VASCO SÓ DEPENDE DOS VASCAÍNOS. O DIA QUE TODOS ABRAÇAREM O CLUBE E TORNÁ-LO INDEPENDENTE FINANCEIRAMENTE, O CÉU É O LIMITE, POIS TAMANHO PODER DE CONSUMO NÃO SE MENOSPREZA.

ESSA É A NOSSA GUERRA, ELES QUEREM NOSSOS TORCEDORES E USAM SEUS MEIOS DE COMUNICAÇÃO COMO MEIO DE MANOBRA PARA DIRECIONAR O CONSUMO DE SEUS PRODUTOS, ELIMINANDO AQUELES QUE POSSAM ATRAPALHAR SEUS OBJETIVOS. NÓS TEMOS A OBRIGAÇÃO DE REVERTER ISSO. O DIA EM QUE OS VASCAÍNOS, NA SUA GRANDE MAIORIA, ENTENDEREM QUE DEVEMOS CONSUMIR O QUE FOR MELHOR PARA O VASCO E NÃO PARA ELES, ESSA HISTÓRIA MUDA.

SAUDAÇÕES VASCAÍNAS!

PC GUEDES