O torcedor vascaíno, que carrega esse clube no peito mesmo em seus piores dias, merece mais. Não dá para aceitar um técnico que prega cautela em meio ao caos. Que fala em “controle de carga” após três semanas inteiras de treinos, sem jogos, e decide deixar os melhores no banco como se o Vasco pudesse se dar ao luxo de jogar pontos fora no Brasileirão.
A partida contra o Corinthians foi a materialização da covardia. Um time sem identidade, sem garra e sem comando. E ainda com a cereja podre no bolo: uma entrevista pós-jogo onde Carille diz que “a decisão é minha, mas tenho que respeitar todos”. Respeitar quem, exatamente? O torcedor? O clube? A tradição? Não parece.
Se é para poupar, que se poupe a torcida desse tipo de futebol covarde. Que se poupe o Vasco da omissão de sua diretoria e da incompetência de quem deveria liderar. Está mais do que na hora de parar de aceitar o “menos pior” e exigir o mínimo de dignidade.
O Vasco não é spa para recuperação de técnico sem pulso. Que se poupe, sim… mas que se poupe o Vasco do Carille e do vexame de continuar arrastando esse time ladeira abaixo.
O Vasco vive hoje, em 2025, um momento que escancara a diferença entre liderar com firmeza e aceitar passivamente imposições externas. A recente decisão do BEPE de vetar a realização do clássico contra o Flamengo em São Januário, marcada para o dia 19 de abril, expõe não apenas a já conhecida perseguição ao estádio do Vasco, mas também a fragilidade da atual presidência diante de questões cruciais para o clube.
Pedrinho, presidente do Vasco, simplesmente acatou a negativa do BEPE. Não houve contestação pública. Não houve enfrentamento político. Nenhuma coletiva, nenhuma nota forte, nenhum esforço visível para reverter uma decisão que, mais uma vez, retira do Vasco o direito de jogar em sua casa — um estádio com condições estruturais aprovadas, tradição reconhecida e importância histórica indiscutível.
Essa postura contrasta fortemente com o que vimos em 16 de julho de 2017. Naquela data, Eurico Miranda, então presidente do clube, enfrentou de frente o Comandante do GEPE. Não se calou, não recuou, e apontou com clareza o absurdo de se responsabilizar o clube por uma falha de segurança pública. Para Eurico, o Vasco era inegociável — e ele não aceitava ver o clube tratado como culpado por problemas que competem ao Estado.
Hoje, o que vemos é o oposto: um presidente calado, omisso e distante diante de um ataque direto ao direito do Vasco de exercer seu mando de campo. A diferença entre as duas posturas é gritante. Eurico, com todas as suas polêmicas, tinha coragem. Pedrinho, com toda sua imagem simpática, demonstrou fraqueza.
Não se trata apenas de um jogo. Trata-se de defender a dignidade de São Januário, a autonomia do clube e o respeito ao torcedor. Aceitar esse veto sem brigar é dar um passo para trás. É permitir que decisões unilaterais se tornem regra. É abrir precedente para que o Vasco seja tratado como clube de segunda classe em sua própria casa.
O torcedor vascaíno exige — e merece — um presidente que lute pelo clube com a mesma intensidade com que canta nas arquibancadas. Em 2017, Eurico Miranda enfrentou o sistema. Em 2025, Pedrinho se calou. E a história há de registrar essa diferença.
No contexto da sociedade brasileira do início do século XX, marcada por estruturas socioeconômicas excludentes e pelo racismo institucionalizado, o futebol refletia as desigualdades vigentes, sendo um espaço predominantemente elitista e reservado às camadas sociais mais abastadas. No entanto, em 1923, o Club de Regatas Vasco da Gama protagonizou um episódio de ruptura com esse paradigma, ao conquistar o Campeonato Carioca com uma equipe composta majoritariamente por atletas negros, mulatos e oriundos das classes trabalhadoras. Tal feito transcendeu o aspecto esportivo, gerando um impacto social significativo e consolidando o clube como agente de transformação no cenário esportivo nacional.
A repercussão da vitória vascaína gerou resistência por parte de clubes tradicionalmente ligados às elites cariocas, os quais buscaram impor restrições à participação de jogadores considerados “inadequados” em virtude de sua origem social ou racial. Diante dessa tentativa de exclusão, o Vasco posicionou-se de maneira firme por meio da célebre “Resposta Histórica”, um documento no qual rejeitava as imposições discriminatórias da liga esportiva e defendia os princípios da meritocracia e da igualdade de oportunidades. Tal posicionamento representou um marco na luta contra o preconceito no esporte brasileiro.
O resultado desse embate foi a gradual abertura do futebol aos setores populares, promovendo a inclusão de atletas antes marginalizados pelo sistema. O clube tornou-se, assim, um símbolo de resistência e de democratização do esporte, contribuindo para a consolidação do futebol como fenômeno cultural de massa no Brasil. Além disso, a atitude do Vasco da Gama serviu de referência para futuras mobilizações antirracistas no ambiente esportivo, evidenciando o potencial do futebol como instrumento de transformação social.
Dessa forma, a atuação do Club de Regatas Vasco da Gama em 1923 configura-se como um episódio emblemático na história do esporte brasileiro, cujas consequências extrapolaram o campo futebolístico e influenciaram positivamente o processo de inclusão social e racial no país. Seu legado permanece como referência ética e política, reafirmando a importância do esporte na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Na noite do dia 26/03, o CASACA promoveu a confraternização do seu aniversário de 25 anos no restaurante Na Brasa Columbia. Mais de 150 convidados lotaram o espaço, acompanharam os discursos em defesa do Vasco e participaram do sorteio de brindes. Entre associados e torcedores do Vasco, registramos a presença de Beneméritos e Grandes Beneméritos do clube, membros de outros grupos políticos e componentes de várias torcidas organizadas.
Confira a galeria de imagens do fotógrafo Gilson Almeida dos Santos, com exceção das últimas 3 imagens.
Você provavelmente conhece o CASACA como um grupo político do Vasco, porém nossa caminhada começou como um grupo de comunicação.
Neste exato dia, há 25 anos, vascaínos de arquibancada se organizavam pela internet e lançavam o site C@SACA!
O ano era 2000 e excelentes atletas representavam o Vasco, alguns dos melhores da nossa história, tanto no futebol, como em outras modalidades esportivas. Porém, a Fla-Press deixava transparecer uma enorme má vontade na cobertura do Gigante, um problema sistemático, como mostra o vídeo.
O descontentamento com a atuação da “grande mídia” foi a motivação para a criação de um espaço virtual segmentado, 100% vascaíno.
O objetivo inicial do site C@SACA! era publicar crônicas diárias do ponto de vista vascaíno, em contraponto ao olhar flamenguista dos grandes veículos de imprensa.
Sabíamos que nossos textos na internet jamais teriam o mesmo alcance de uma coluna do rubro-negro Renato Maurício Prado no jornal O Globo. Porém, o jornalismo alternativo do C@SACA! gerou uma comunidade de cronistas e outros vascaínos dispostos a ler, pensar e opinar.
Além disso, o C@SACA! mostrou que é pé quente. O Vasco fechou a temporada de 2000 com dois títulos memoráveis: a virada do século na Copa Mercosul e o tetra do Campeonato Brasileiro.
Este foi o primeiro episódio da série CASACA 25 ANOS. Acompanhe os próximos vídeos.
Ao término da participação no Campeonato Carioca, podemos fazer uma análise da situação do elenco profissional. A análise será sobre a situação atual do elenco baseado em dados estatísticos e comparações com outras equipes, sem entrar muito no mérito da qualidade dos jogadores.
Foram, até agora, um total de 15 jogos oficiais e 1.350 minutos jogados na temporada 2025, 2 jogos pela Copa do Brasil e 13 pelo Campeonato Estadual.
O elenco do Vasco neste momento da temporada possui 38 jogadores, uma média de idade de 26,9 anos, divididos em:
Os seguintes 9 jogadores também já foram usados em partidas oficiais, continuam no clube e foram reintegrados a equipe Sub 20:
No total, somente nesses 15 primeiros jogos da temporada foram usados 40 jogadores diferentes. Zé Gabriel já saiu, mas também foi utilizado.
O primeiro aspecto que se percebe é que o Vasco possui alta quantidade de jogadores e bastante rotação entre eles, retirando o goleiro Allan Vítor e o zagueiro Capasso, todos tiveram alguma participação. Obviamente, os lesionados, no caso o meia Estrella, e os pontas Adson e David, além do goleiro Alexander, que estava emprestado ao Bangu no Estadual, ainda não tiveram a possibilidade de atuar pelo Vasco esse ano. Mas essa quantidade alta de jogadores preocupa.
Atualmente, mesmo com calendários cheios, existe uma tendência mundial em se trabalhar com elencos reduzidos, com cerca de 25 jogadores.
Os profissionais de comissões técnicas afirmam que, com um elenco mais enxuto, conseguem fazer trabalhos mais individualizados e dar mais coesão e entendimento de jogo aos jogadores, auxiliando a sincronia, adaptação e assimilação tática. Por esse motivo, os clubes têm priorizado a contratação de jogadores que realizam múltiplas funções em campo e podem jogar em mais de uma posição.
Além do aspecto técnico, o aspecto financeiro também pesa, quanto mais reduzido o elenco menos gastos em folha salarial ou gastos distribuídos em menos jogadores, com maior assertividade.
Isso fica claro quando comparamos o elenco do Vasco com equipes de sucesso ou consideradas de boa gestão aqui no Brasil ou do exterior:
Times em momentos bem avançados na temporada possuem uso de quantidade significativamente menor de jogadores que o Vasco em início de temporada, ressalta-se ainda que haverá uma janela de transferência de meio de temporada pela frente, que gera um uso de novos jogadores que chegam. Mesmo comparando com times em início de temporada no Brasil como Palmeiras e Fortaleza, fica claro o tamanho do elenco excessivo.
Para um clube que passa por um momento com pouco poder financeiro como o Vasco, inchar o elenco com jogadores, além de prejudicar a preparação dos próprios, acaba inflando a folha salarial que precisa ser reduzida.
Outro aspecto que destoa de uma possível recuperação financeira são as poucas opções de jogadores jovens e formados na base no elenco principal, somente 3 (7,9%) de jogadores sub 20, onde o mercado oferece os maiores valores.
O Brasil ainda é um mercado exportador de jogadores, e hoje a venda desses ativos é essencial nos orçamentos e importantes para manter o fluxo de caixa. Mas sem a presença de jovens da base sendo trabalhados, aproveitados, valorizados e expostos ao mercado, as possibilidades de boas vendas desaparecem.
Vamos a uma análise rápida por posição:
Analisando o tamanho do elenco fica claro que a quantidade de jogadores é excessiva nas posições de goleiros, zagueiro direito, meia central, meia ofensivo, ponta direita e ponta esquerda. E deveria ser reduzida a quantidade de atletas nessas funções, aliviando a folha salarial e facilitando o trabalho de preparação.
Já para a posição de zagueiro esquerdo temos apenas um jogador natural, necessitando de reforços.
E as posições de lateral direito, lateral esquerdo, meia defensivo e centroavante possuem uma quantidade adequada de jogadores.
É importante lembrar que essa avaliação não leva em consideração a qualidade dos jogadores em questão, mas sim o tamanho do plantel e sua distribuição irregular.
Lamentamos informar o falecimento de D.Anna Luisa de Castro Cerqueira, sócia do CRVG, vascaína raiz e apaixonada pelo clube, ligada a nós do Casaca! por mais de duas décadas. À família, nossos mais profundos sentimentos e muita força nesse momento de dor.
Participação: Sérgio Frias e Eduardo Fernandes Configuração: Pedro Sampaio e Frederico Pimentel
Ações da Vasco SAF. De quem são, para onde vão? Live do CASACA 1340 em 22/07/2024
🕗 Ao vivo a partir de 22h. 🔔 Ative o lembrete para ser notificado quando a live começar. ▶️www.youtube.com/watch?v=uzzU9JFNYsU 👥 Compartilhe com seus amigos vascaínos.