Arquivo da categoria: História

Bela homenagem e lembrança à Grande Benemérita Edmea Lima Brandão, falecida em 23/02/2022

Hoje completam-se 4 anos que
DONA EDMEIA BRANDÃO
retornou à Pátria Espiritual.


Para muitos, ela foi Benemérita da FGERJ e Grande Benemérita do Club de Regatas Vasco da Gama.


Mas, para nós, ela foi muito mais do que títulos e honrarias. Foi dedicação incansável, amor verdadeiro e entrega absoluta ao Departamento Infantojuvenil e à Ginástica Artística, de Trampolim e Rítmica.


Sua vida confundia-se com o Vasco.


Seu coração batia no ritmo dos aparelhos, das séries, das competições e dos sonhos de cada criança que pisava no ginásio.


Graças ao seu empenho, o Estado do Rio de Janeiro conquistou inúmeros títulos estaduais e brasileiros. E não podemos esquecer: ela foi a mãe da nossa campeoníssima Dayse Brandão, que dispensa apresentações.


As Copas de Ginástica começaram no Vasco também por causa do seu apoio generoso. Quem viveu aquela época jamais esquecerá: ao final de cada Copa, as crianças recebiam um saquinho com frutas e sucos preparados com carinho por Dona Edmeia e sua equipe.


Era mais que alimento.
Era cuidado.
Era amor materializado.

Bons tempos… que permanecem vivos na memória e no coração.

Uma mensagem que sempre consola é a tradicional prece atribuída a Santo Agostinho. Inspirado nela, deixo outra reflexão:
“Não digam que parti.
Apenas segui adiante na jornada que todos percorremos.


O amor que nos uniu não se perdeu, apenas mudou de dimensão.
Continuem a viver com alegria,
como eu sempre quis ver vocês vivendo.
Se lembrarem de mim, que seja com gratidão, com um sorriso, com a certeza de que o bem que fizemos permanece.
A vida não se interrompe,
ela se transforma.
E onde houver dedicação, onde houver cuidado com uma criança, onde houver amor à Ginástica, ali estarei presente.”

Eu gostava muito dela…
Que saudade!
Hoje, mais do que tristeza, sentimos muita gratidão.


Que possamos rezar por sua alma, agradecer pelos ensinamentos e manter viva a chama do trabalho sério, do amor ao esporte e do cuidado com nossas crianças — valores que ela nos deixou como herança.

Vamos elevar nossos pensamentos pelo espírito de
DONA EDMEIA,
recordando os momentos felizes que vivemos juntos.

Beijos e abraços do coração,


Sergio Bastos

Entre a Xenofobia e o Racismo: A Origem Histórica da Resistência Vascaína

Muita gente tenta reescrever a história do Club de Regatas Vasco da Gama, mas os fatos continuam sendo claros: o Vasco foi, sim, pioneiro na luta contra o racismo e a exclusão social no Brasil. E isso tem tudo a ver com sua origem, e com o preconceito que seus próprios fundadores sofreram.

Fundado por imigrantes portugueses pobres no fim do século XIX, o Vasco nasceu de um grupo social marginalizado. Sim, os portugueses eram vítimas de xenofobia no Brasil. Não é “racismo reverso”, é perseguição histórica contra imigrantes, especialmente no Rio de Janeiro, onde os lusitanos eram alvos constantes de piadas, estereótipos e exclusão social. As elites locais viam com desconfiança e desprezo qualquer instituição popular com raízes portuguesas.

Na virada do século XIX para o XX, o Rio de Janeiro vivia um processo de “higienização” urbana e simbólica, influenciado por ideais eugenistas e racistas vindos da Europa. Nesse cenário, os portugueses, apesar da branquitude, eram vistos como “degenerados” pelas elites nacionais, acusados de serem sujos, rudes, atrasados e incapazes de contribuir para o “progresso” da nação. Intelectuais da época, como Nina Rodrigues e Oliveira Vianna, reforçavam essas ideias em textos pseudocientíficos que circulavam nos meios acadêmicos e políticos. Não por acaso, os portugueses eram retratados em charges como caricaturas grosseiras, chamados de “cascudos” ou “galinhas”, e associados à ignorância e ao atraso.

Nas zonas portuárias e nos bairros operários do Rio, brigas e episódios de violência envolvendo imigrantes portugueses não eram raros, muitas vezes provocados por brasileiros que os consideravam intrusos. O preconceito também se manifestava institucionalmente: havia resistência à participação de portugueses em associações, clubes e cargos de prestígio. Em jornais da época, eram comuns textos atacando a presença portuguesa em setores do comércio e da vida pública.

É nesse contexto que surge o Vasco: como espaço de acolhimento e resistência. Assim como outros clubes de imigrantes da época (espanhóis, judeus, italianos, alemães), o Vasco se construiu como um refúgio das classes populares, dos não aceitos pela elite. Só que ao contrário de outros, o Vasco ousou ir além: enfrentou de frente o racismo no futebol brasileiro.

O que começa como um grito contra a xenofobia rapidamente se transforma em uma causa ainda maior: uma luta humanitária por dignidade, inclusão e justiça social. A experiência de exclusão sofrida pelos fundadores portugueses moldou uma sensibilidade coletiva que enxergava os negros, os operários, os pobres, os nordestinos e todos os marginalizados não como rivais sociais, mas como aliados na mesma resistência. A Carta Histórica de 1924, que recusava ceder à pressão elitista para excluir jogadores negros e pobres, é só um dos frutos mais visíveis dessa ideologia nascida da dor e da solidariedade.

O episódio da Resposta Histórica de 1924 é simbólico: o clube foi pressionado a excluir jogadores negros, pobres e analfabetos. Recusou. Preferiu sair da liga do que trair seus princípios. Foi o único. Isso em uma época em que outros clubes simplesmente barravam atletas pela cor da pele ou pelo lugar de origem.

E não foi só isso. O Vasco tinha sócios negros no início do século XX, e um deles foi presidente do clube em 1904. Funcionários como Custódio Moura alfabetizavam jogadores, formando atletas-cidadãos. Isso era revolução social.

Esse histórico, no entanto, tem um preço. Desde o início, o Vasco foi vítima de preconceito institucional. Era o “clube dos portugueses”, “do povão”, o time dos negros, analfabetos, operários. Até hoje, a imagem do Vasco ainda é alvo de piadas, estigmas e desdém, tanto de torcedores rivais quanto de parte da mídia. O preconceito nunca sumiu: ele só se adaptou.

Na verdade, a perseguição que o Vasco sofreu, por ter negros, operários e pobres no time, e por manter suas raízes populares e portuguesas, não foi apenas fruto de intolerância racial ou social, mas também da incompreensão diante de um clube que já naquela época lutava por causas humanitárias, igualitárias e equitativas. O Vasco foi perseguido por ousar defender o óbvio: o direito de todos pertencerem. E essa luta, que começou como defesa contra a xenofobia, cresceu até se tornar um manifesto em nome da dignidade humana. Foi, e continua sendo, uma luta por causas lógicas, mas que, à época, pareciam revolucionárias demais para uma sociedade ainda presa ao elitismo e ao preconceito.

Assim, o Vasco não nasceu apenas como um clube esportivo, mas como um projeto de humanidade. Um símbolo de resistência que carrega, desde o início, a herança de lutar por quem nunca teve vez, porque seus fundadores também não tiveram. A luta do Vasco é, desde sempre, a luta dos de baixo. E por isso ela é eterna.

Tiago Scaffo.

A Contribuição do Club de Regatas Vasco da Gama para a Inclusão Social no Futebol Brasileiro a partir de 1923

No contexto da sociedade brasileira do início do século XX, marcada por estruturas socioeconômicas excludentes e pelo racismo institucionalizado, o futebol refletia as desigualdades vigentes, sendo um espaço predominantemente elitista e reservado às camadas sociais mais abastadas. No entanto, em 1923, o Club de Regatas Vasco da Gama protagonizou um episódio de ruptura com esse paradigma, ao conquistar o Campeonato Carioca com uma equipe composta majoritariamente por atletas negros, mulatos e oriundos das classes trabalhadoras. Tal feito transcendeu o aspecto esportivo, gerando um impacto social significativo e consolidando o clube como agente de transformação no cenário esportivo nacional.

A repercussão da vitória vascaína gerou resistência por parte de clubes tradicionalmente ligados às elites cariocas, os quais buscaram impor restrições à participação de jogadores considerados “inadequados” em virtude de sua origem social ou racial. Diante dessa tentativa de exclusão, o Vasco posicionou-se de maneira firme por meio da célebre “Resposta Histórica”, um documento no qual rejeitava as imposições discriminatórias da liga esportiva e defendia os princípios da meritocracia e da igualdade de oportunidades. Tal posicionamento representou um marco na luta contra o preconceito no esporte brasileiro.

O resultado desse embate foi a gradual abertura do futebol aos setores populares, promovendo a inclusão de atletas antes marginalizados pelo sistema. O clube tornou-se, assim, um símbolo de resistência e de democratização do esporte, contribuindo para a consolidação do futebol como fenômeno cultural de massa no Brasil. Além disso, a atitude do Vasco da Gama serviu de referência para futuras mobilizações antirracistas no ambiente esportivo, evidenciando o potencial do futebol como instrumento de transformação social.

Dessa forma, a atuação do Club de Regatas Vasco da Gama em 1923 configura-se como um episódio emblemático na história do esporte brasileiro, cujas consequências extrapolaram o campo futebolístico e influenciaram positivamente o processo de inclusão social e racial no país. Seu legado permanece como referência ética e política, reafirmando a importância do esporte na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Tiago Scaffo

Sérgio Frias participou de programa na Rádio Globo para falar sobre seu livro

Sergio Frias participou do programa Globo Esportivo, na rádio Globo na última semana para falar sobre seu livro “Vitorioso Todo dia”. Confira um trecho da entrevista:

Hugo Lago: Vai participar aqui com a gente o benemérito do clube de regatas Vasco da Gama Sérgio Frias, ele que está lançando um livro que reúne 366 crônicas sobre vitórias do Vasco, sem priorizar jogos de títulos, decisões que todo torcedor já conhece de cor. O único dia em que o clube nunca foi a campo é o dia 24/12. Sérgio Frias vai lançar nos próximos dias é o nome do livro é “Vitorioso Todo dia”.
Sérgio, obrigado pela participação com a gente aqui no Globo esportivo.  Boa noite! Tudo bem?

Sérgio Frias: Boa noite, Hugo Lago, boa noite a todos os ouvintes da rádio Globo, um prazer falar com vocês mais uma vez.

Hugo Lago: Bom, a satisfação é toda nossa! Claro, Sérgio e eu queria que você falasse um pouquinho mais sobre esse livro, sobre essa obra literária: “Vitorioso todo dia” que se refere a 366 partidas do Vasco. Antes de saber quais foram os critérios que você usou para poder reunir-se material, eu queria saber o que foi que te motivou a dar esse pontapé inicial nessa obra literária

Sérgio Frias: Havia um amigo nosso que no site do Casaca fazia dia a dia uma pesquisa sobre os jogos do Vasco mostrando ali que o Vasco tinha vitórias todo dia. Foi feito esse trabalho mais ou menos aí por volta de 2016 durante uns 2 ou 3 meses depois ele parou. Foi o Rodrigo Alonso que fez, ele era ligado a nós do Casaca, ele parou de fazer e aí então eu concebi a ideia, vendo que o Vasco de fato vencia todos os dias do ano praticamente, como eu falei no dia 24 de dezembro não jogou, eu achei uma boa ideia mostrar o gigantismo do Vasco a partir de uma vitória cada dia do ano então eu escolhi dos anos de 1921 até 2023 várias vitórias do Vasco ou jogos emblemáticos, que pode até o Vasco ter empatado valendo aquilo como uma vitória ou ter ganho na disputa de pênaltis, mas o fundamento é mostrar que o Vasco é vitorioso todo die e como você já falou também agora a pouco, sem a ideia de colocar jogos que valeram títulos, jogos decisivos de títulos e taças de torneios para ampliar ainda mais o conhecimento do torcedor do Vasco sobre a história do clube.

A entrevista completa você pode ouvir logo a baixo

O livro está disponível através do link: http://casaca.com.br/vitorioso-todo-dia

Especial CASACA: Relembre a participação do vascaíno Dicró no Casaca no Rádio em 2003

Relembre a participação do cantor, humorista e eterno malandro Dicró no Casaca no Rádio.

Programa gravado em 12/05/2003.
Editado por João Henrique Ataides Coimbra e Eduardo Maganha.

Participação de atletas do Remo Feminino, treinador do Remo, atletas do Basquete Feminino e ex-atleta integrando a comissão técnica do Basquete Feminino.

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Especial CASACA: Bastidores sobre o Vasco nos tempos de Casaca no Rádio

Hoje às 22h.

Eduardo Lopes e Eduardo Maganha, fundadores do CASACA, abrem o baú e relembram ótimas histórias de bastidores do Vasco nos tempos de Casaca no Rádio.

Programa gravado em 27/01/2021.

#Casaca1000
#Vasco
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1000 vezes Vasco!
1000 vezes CASACA!
Do programa Casaca no Rádio #1 em 04/11/2021 até a Live do CASACA #1000 em 03/05/2021.

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ESPECIAL CASACA: O Vasco e o Primeiro de Maio

ESPECIAL CASACA: O Vasco e o Primeiro de Maio

O CASACA convidou o historiador Daniel Tomazine para fazer um especial sobre o Primeiro de Maio, o Vasco e o estádio São Januário.

Há uma relação entre os acontecimentos históricos nesta data e o nosso clube? É o que vamos descobrir.

Fontes da pesquisa: Site Oficial do Vasco, Netvasco, Arquivo Nacional, Biblioteca da Presidência da República e Sportv.

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PDF para download: publicação sobre os 60 anos do Vasco (1898-1958)

A publicação lançada em Janeiro de 1959 fazia referência aos 60 anos do Club de Regatas Vasco da Gama (1898-1958).

Link para download do PDF no DropBox:
https://www.dropbox.com/s/5y6t0cb991ifrkt/Vasco%2060%20anos.pdf?dl=0

Obs: Não foram digitalizadas as páginas reservadas para propaganda.

Capa da publicação:

CASACA!