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Prefeitura homenageia Eurico Miranda com nome de praça em São Cristóvão

Parabenizamos a manifestação do Poder Público em homenagem ao maior dirigente da história do Club de Regatas Vasco da Gama.

Que o Vasco realize outras em seus espaços, sem jamais esquecer ou deixar que esqueçam a grande importância de Eurico para o crescimento, conquistas, protagonismo e respeito dados ao Vasco com ele representando nosso clube ao longo de décadas.

Casaca!

O dia que o Vasco vingou o Brasil

– Danilo perdeu para Julio Pérez, que entregou imediatamente na direção de Míguez. Míguez devolveu a Julio Pérez, que está lutando contra Jair, ainda dentro do campo uruguaio. Deu para Ghiggia. Devolveu a Julio Pérez, que dá em profundidade ao ponteiro direito. Corre Ghiggia! Aproxima-se do gol do Brasil e atira! Gol! Gol! Do Uruguai! Ghiggia! Segundo gol do Uruguai.

69 anos já se passaram, mas o tento que silenciou 200 mil pessoas ainda causa arrepios. O fantasma de 50 assombra gerações, mesmo aquelas que só o conhecem dos livros ou, as mais novas, de vídeos resgatados pela internet. É difícil imaginar o sentimento causado pelo gol que decretou a mais inesperada das derrotas menos de nove meses depois do Maracanazo. Especialmente entre os brasileiros mais próximos da história, aqueles que estavam em campo.

Mário Filho celebrou a primeira vitória do Vasco em artigo com imagem de lance do Maracanazo (Foto: Reprodução)

O desejo, porém, era de vingança. Coube ao Vasco, de Barbosa – sim, ele –, Augusto, Danilo, Friaça e Ademir, realizá-la. Em Montevidéu. Foi no dia 8 de abril de 1951, exatos 68 anos atrás, que os comandados do técnico Otto Glória recuperariam o prestígio do futebol brasileiro diante de seu algoz. O amistoso entre Peñarol e Vasco, no estádio Centenário, era o primeiro encontro entre brasileiros e uruguaios desde a final da Copa do Mundo de 1950, justamente entre as equipes que eram bases de suas seleções.

No gramado, 11 dos jogadores que duelaram no Maracanã. Barbosa de um lado, Ghiggia de outro. Friaça, que fez o primeiro gol em 16 de julho de 1950, assim como Schiaffino, que empatou aquela final, também se enfrentaram. O temido Obdúlio Varela, o homem que ergueu a taça que deveria ter ficado no Rio de Janeiro, esteve em campo.

– Quando o Brasil jogou contra o Uruguai na Copa de 1970 (semifinal, 3 a 1 para o Brasil), falaram em vingança de 50. Mas não vi assim. Honestamente: eu lavei minha alma um ano depois da nossa derrota na final da Copa, quando viajei para o Uruguai, pelo Vasco da Gama, para enfrentar o Peñarol – contou o goleiro Barbosa ao jornalista Geneton Moraes Neto em entrevista para o livro “Dossiê 50”.

– Eu disse ao Gigghia que eu também já calei o Uruguai, no estádio Centenário, em Montevidéu. Venci os uruguaios (do Peñarol) por 3 a 0 – completou o arqueiro brasileiro, que pelos anos que lhe restaram – ele morreu em 2000 – carregou a culpa do revés no primeiro Mundial disputado no Brasil.

Sabor do Maracanazo

Poucos uruguaios testemunharam a façanha de sua seleção no Maracanã – apenas aqueles que estavam no estádio, já que as transmissões televisivas era praticamente um sonho à época. O amistoso entre Vasco e Peñarol levava a Montevidéu uma amostra do que havia acontecido meses antes – com a promessa de um jogo de volta para a semana seguinte, novamente no estádio municipal do Rio.

Barbosa, Augusto, Danilo, Friaça e Ademir, titulares do Brasil na Copa do Mundo, titulares também do Vasco. No elenco cruz-maltino ainda estavam Alfredo, Eli e Maneca, reservas na equipe de Flávio Costa, vice-campeão do Mundo. Entre os celestes, Máspoli, Matías González, Obdúlio Varela, Ghiggia, Míguez e Schiaffino. Atração suficiente para encher o Centenário com 70 mil pessoas.

O Vasco chegou à capital uruguaia três dias antes do confronto. Os jogadores buscavam “a reabilitação do football brasileiro”, segundo o Jornal dos Sports, dirigido pelo jornalista Mário Filho, que anos depois emprestaria seu nome ao Maracanã.

– Vamos dispostos a uma grande vitória na certeza de que teremos pela frente uma das maiores expressões do football sul-americano – afirmou, diplomaticamente, o atacante Ademir.

– Acabou a era dos Ghiggias e dos outros. Estamos bem preparados e podemos ganhar do Peñarol em Montevidéu – disse o desafiador Barbosa.

O jogo

A véspera da partida ficou marcada por um episódio inusitado. Escolhido para apitar o amistoso, o árbitro Esteban Marino “adoeceu gravemente” e precisou ser substituído. Com a aprovação vascaína, Cataldi – de primeiro nome ignorado pelos jornais da época – seria o juiz.

Otto Glória escalou seu time com Barbosa; Augusto e Clarel; Danilo, Eli e Alfredo; Tesourinha, Ademir, Friança, Maneca e Djair. O Peñarol teve Máspoli; Matías Gonzalez e Romero; Juan Carlos Gonzalez, Obdúlio Varela e Ortuno; Ghiggia, Hobberg, Míguez, Schiaffino e Vidal.

Imagens dos três gols mostram o Vasco de camisas brancas no confronto em Montevidéu (Foto: Reprodução)

Foi um passeio. Friaça abriu o placar no primeiro tempo. Ademir, mesmo com 39 graus de febre, fez o segundo antes de sair para a entrada de Ipojucan, que fechou o placar. Maneca infernizou Varela, Ghiggia desapareceu em campo.

“A vitória que o Vasco precisava, e o Brasil também”, estampou o Jornal dos Sports, em letras garrafais, em artigo de Mário Filho.

– Eu sou capaz de apostar que os jogadores do Vasco pensaram mais no Brasil do que no Vasco. Em Montevidéu, o Vasco era Brasil – escreveu o jornalista.

Barbosa virou “colosso”; Alfredo “marcou Ghiggia como Bigode deveria tê-lo feito no Maracanã”, lembrando o lateral-esquerdo, outro que não teria dado conta do ponta que anotou o gol do bicampeonato mundial do Uruguai.

Técnico do Brasil na Copa, e comandante vascaíno até meses antes, Flávio Costa enviou um telegrama aos brasileiros para parabenizá-los da vitória. “Um feito glorioso”, disse. Até cartolas rivais se manifestaram. “Consagrou o football brasileiro”, afirmou Carlos Martins da Rocha, do Flamengo. Tanto foi o orgulho de Fábio Carneiro de Mendonça, do Fluminense, que a vitória “deixou a impressão de traduzir feito da própria bandeira tricolor”.

Consagração no Rio

A volta vascaína foi de festa. Houve recepção no aeroporto do Galeão. Barbosa desabafou:

– Nunca em minha vida pisei em campo com tanta disposição. Somente agora quero recordar das maldosas insinuações de após a Copa do Mundo. Fui humilhado.

O goleiro Barbosa havia sido provocado por jornal uruguaio; brasileiros responderam na mesma moeda (Foto: Reprodução)

Havia, ainda, a partida de volta. O jogo estava marcado para o domingo seguinte, dia 15 de abril, no Maracanã. Os uruguaios chegaram ao Rio no meio da semana. Matías Gonzalez, campeão mundial, provocou na chegada:

– No Maracanã vamos desforrar-nos da surra de domingo. Este estádio foi feito para nós.

O confronto, porém, precisou ser adiado ao próximo domingo. Um temporal impediu que ele fosse realizado e a revanche ainda demoraria uma semana. Na quarta-feira seguinte, o Peñarol foi a São Paulo, onde empatou em a 0 a 0 com o Palmeiras.

Em 22 de abril, brasileiros e uruguaios mais uma vez se enfrentaram no Maracanã. Mas Friaça e Ademir enterraram as chances de o Peñarol repetir a frustração de 1950. Outra vitória cruz-maltina, 2 a 0 – bicho de oito mil cruzeiros para cada atleta.

– Quando acabou tudo (a final de 1950), eu pedia muito a Deus que eu jogasse outra vez contra o Uruguai. Terminei jogando, e ganhando pelo Vasco: 3 a 1 (3 a 0, na verdade) em Montevidéu, 2 a 0 aqui. Eu queria ir à forra – declarou Friaça, também no livro “Dossiê 50”.

Mais contido, Mário Filho definiu o feito vascaíno, ainda antes da segunda vitória:

– Enfim, embora reconheçamos que a vitória do Vasco não pôde apagar a derrota sofrida pelo football brasileiro em 16 de julho (de 1950), mesmo porque nada a apagará jamais, o triunfo vascaíno teve grande expressão, em tudo e por tudo, aparecendo ante nossos olhos, como se fora um lenço a enxugar um pouco de nossas lágrimas que ficaram com a Copa do Mundo.

As duas vitórias do Vasco enterraram “o cartaz dos campeões do mundo” (Foto: Reprodução)

Fonte: Globo Esporte

95 anos da “Resposta Histórica”

O ano de 1924 seria de grande importância para a história vascaína e o futebol nacional, dada a atitude do clube diante do preconceito da elite contra os seus atletas.

Em fevereiro, após muitos entreveros com a LMDT por não terem a maioria qualitativa desejada e ainda por quererem adotar critérios em defesa da pequena elite formada por América, Botafogo, Flamengo e Fluminense, surge entre esses clubes a ideia de sair daquela entidade para fundar a AMEA (Associação Metropolitana dos Esportes Athleticos).

Inicialmente, o Vasco se associaria à nova entidade, mas ao sair o estatuto dela o clube percebe não ser bem-vindo àquela pequena oligarquia formada também pelo Bangu , além dos quatro grandes. O parágrafo único do artigo 5º já trazia um problema ao clube, pois nele era dito claramente que a praça de esportes do clube filiado à Liga não poderia ser arrendada de qualquer outra associação desportiva, vinculada ou não à AMEA. Deveria partir o Vasco para a compra do estádio da Rua Moraes e Silva, alugado até o ano de 1927, ou de algum outro que desejasse e pô-lo em condições de absorver sua torcida a mais popular do Rio de Janeiro à época.

Independentemente disso , no próprio documento formal que regeria a Liga havia uma clara tentativa de impossibilitar atletas menos abastados de participar dela, bem como era imposta uma responsabilização dos dirigentes por tais presenças em seus respectivos times. A questão mais uma vez era atingir os analfabetos, obrigados a passar por novos constrangimentos, e implicitamente impedir esmagadora maioria dos negros de atuar, pois era bastante reduzido na capital federal o número de atletas dessa cor alfabetizados.

Diante do impasse, o Vasco teria que fazer uma escolha. A opção se deu a favor dos seus jogadores e contrária à permanência da AMEA, que considerava os atletas vascaínos – embora campeões e superiores tanto física quanto tecnicamente, desde o ano anterior, aos adversários – inaptos a figurar naquela presunçosa oligarquia. Diante disso a mais famosa resposta dada pelo clube aos intolerantes e intoleráveis foi assinada pelo presidente vascaíno José Augusto Prestes, circulando para além da Liga e sendo, desde então, um marco na história do time, posto como um troféu emblemático (em meio à sala hoje repleta deles), pois retrato de defesa da igualdade social no esporte e do não preconceito. Ei-la:

Rio de Janeiro, 7 de Abril de 1924.

Officio No 261

Exmo. Snr. Dr. Arnaldo Guinle,

  1. D. Presidente da Associação Metropolitana de Esportes Athleticos.

As resoluções divulgadas hoje pela Imprensa, tomadas em reunião de hontem pelos altos poderes da Associação a que V. Exa. tão dignamente preside, collocam o Club de Regatas Vasco da Gama numa tal situação de inferioridade, que absolutamente não pode ser justificada, nem pelas defficiencias do nosso campo, nem pela simplicidade da nossa séde, nem pela condição modesta de grande numero dos nossos associados.

Os previlegios concedidos aos cinco clubs fundadores da A.M.E.A., e a forma porque será exercido o direito de discussão a voto, e feitas as futuras classificações, obrigam-nos a lavrar o nosso protesto contra as citadas resoluções.

Quanto á condição de eliminarmos doze dos nossos jogadores das nossas equipes, resolveu por unanimidade a Directoria do C.R. Vasco da Gama não a dever acceitar, por não se conformar com o processo porque foi feita a investigação das posições sociaes desses nossos consocios, investigação levada a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa.

Estamos certos que V. Exa. será o primeiro a reconhecer que seria um acto pouco digno da nossa parte, sacrificar ao desejo de fazer parte da A.M.E.A., alguns dos que luctaram para que tivessemos entre outras victorias, a do Campeonato de Foot-Ball da Cidade do Rio de Janeiro de 1923.

São esses doze jogadores, jovens, quasi todos brasileiros, no começo de sua carreira, e o acto publico que os pode macular, nunca será praticado com a solidariedade dos que dirigem a casa que os acolheu, nem sob o pavilhão que elles com tanta galhardia cobriram de glorias.

Nestes termos, sentimos ter que comunicar a V. Exa. que desistimos de fazer parte da A.M.E.A.

Queira V. Exa. acceitar os protestos da maior consideração estima de quem tem a honra de subscrever

De V. Exa. Atto   Vnr., Obrigado. 

(a) José Augusto Prestes

Presidente

Fonte: “Todos contra ele” (Autor: Sérgio Frias)


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Em noite de homenagens a Eurico Miranda, Vascão derrota o Avaí: 3×2

O Vasco largou na frente no duelo válido pela terceira fase da Copa do Brasil. O Gigante da Colina venceu o Avaí por 3 a 2 nesta quinta-feira (14/3), em São Januário. Os gols vascaínos foram marcados por Danilo Barcelos, Rossi e Thiago Galhardo. Com o resultado, o Cruzmaltino chegou ao 13º jogo invicto na temporada. São dez vitórias e três empates. O jogo foi marcado por homenagens ao ex-Presidente e Presidente do Conselho de Beneméritos, Eurico Miranda, falecido na última terça-feira.

A partida de volta pela Copa do Brasil será no dia 10/4, no Estádio da Ressacada, em Florianópolis, às 21h30. A equipe volta a campo neste domingo (17/3), diante da Cabofriense, no Estádio Kleber Andrade, em Cariacica, às 16h. Esta partida será válida pela Taça Rio.

O JOGO

O Vasco começou buscando o gol. A primeira chance foi logo com um minuto, após cobrança de escanteio de Pikachu, Danilo Barcelos pegou o rebote e mandou pra fora. O Avaí buscava o contra-ataque e abriu o placar aos 10, com Pedro Castro: 1 a 0. O Cruzmaltino respondeu aos 12, Danilo cobrou escanteio e Werley se antecipou, desviando para fora. A pressão seguiu e o empate quase veio aos 26, quando Galhardo achou Pikachu, que bateu com muita categoria no travessão.

O Avaí se defendia e o Vasco pressionava. Aos 31, Lucas Mineiro arriscou de fora da área e o goleiro fez boa defesa. Um minuto depois, Danilo pegou rebote após cruzamento e mandou para fora. A insistência valeu aos 34, quando Danilo Barcelos cobrou falta e ajudado pelo desvio empatou: 1 a 1. O gol animou o Gigante, que buscou a virada e quase chegou nela aos 45. Galhardo puxou contra-ataque e deu em Pikachu, foi derrubado na entrada da área. Desta vez, Danilo acertou a barreira.

A segunda etapa começou do jeito que terminou a primeira, com o Vasco buscando a virada no placar. O técnico Alberto Valentim promoveu as entradas de Bruno César e Rossi e o time ganhou volume no ataque. Aos 11, depois de muito insistir pelo alto, o Cruzmaltino finalmente virou. Danilo cruzou para Rossi, que se antecipou a zaga e conferiu: VASCO 2 a 1. Seis minutos depois, o terceiro quase veio. Bruno César cobrou falta e Lucas Mineiro desviou, mas parou no goleiro.

O terceiro veio aos 26. Bruno César cobrou com categoria e Thiago Galhardo desviou no primeiro pau. A bola tocou na trave e voltou para o camisa 8, que botou pra dentro: VASCO 3 a 1. Aos 39, o adversário diminuiu com André Moritz: 3 a 2.

Fonte: Site oficial CRVG

O Norte

O Casaca! segue seu caminho de coerência, afinado a princípios inegociáveis e indissolúvel respeito à sua grande base.

O grupo sempre viveu, vive e sobreviverá em nome e em razão de sua base de apoio e do Club de Regatas Vasco da Gama.

Esse é o norte.

Lideranças são construídas sob chancela dos apoiadores, e não se forjam em reuniões de gabinete e interesses transitórios.

Nesse sentido, segue o Casaca! seu rumo conhecido e há muito traçado, lamentando profundamente a saída dos dissidentes, que jamais poderão ter seus méritos relativizados, naquilo que tange ao grupo Casaca! e ao Vasco, em função de suas decisões políticas.

CASACA!

Política x Instituição

DA x CF

Absolutamente lamentáveis tem sido as últimas atitudes da direção do clube, quanto ao não uso de um princípio que supera o da transparência, da desculpa, da guerra interna (responsabilidade do próprio presidente do Vasco quando implodiu politicamente o clube), do impeachment, a justificar suas atitudes.

O princípio do bom senso corre longe das definições e decisões tomadas em alguns casos e o visto ontem foi mais um.

No momento em que o Conselho Fiscal do clube protocola pedidos de documentação e não há diálogo com o presidente do Vasco, cabe a este último ou sair do pedestal para buscá-lo, ou enviar os documentos, com os riscos inerentes de fazê-lo caso haja irregularidades vistas, mas com o apoio geral se tudo estiver em perfeita ordem e o órgão fiscalizador mentir a respeito.

A situação pessoal do presidente com membros de seu ex grupo não pode servir de desculpa para a cada solicitação de documentação enxergar-se algo político, e se for, a apresentação de tudo só trará ganhos políticos à sua própria gestão.

Claro que entendemos não ser o caminho institucional adequado o vazamento de pedidos pela imprensa, mas o institucional, com pedidos protocolados, discussões em Conselho Deliberativo sobre temas que se mostram inconclusivos. A não apresentação de tais documentos, entretanto, poderia levar o assunto à esfera judicial, o que é muito pior.

Por outro lado, a apresentação de uma outra conta ontem, omitida dos credores do clube, pode causar prejuízos maiores ao Vasco, o que o corpo jurídico, esperamos, deva ter avisado aos (ir)responsáveis, que tiveram a brilhante ideia de agir como agiram, sem medir consequências institucionais.

Como dissemos acima, isso não se trata de um fato isolado.


Demissões e Atrasos

A demissão de 250 funcionários, mais os últimos deste mês, com atraso nos pagamentos de acordos que já vão para três meses em relação aos primeiros, não inibiu nova contratação de inúmeros funcionários por valores adequados à nova visão administrativa, assim como terceirizados.

O atraso de salários, por sua vez, já visto e continuado, tem prejudicado àqueles funcionários mais humildes.

Aconselha-se a que se dê uma devida atenção sobre esses pontos.


Más Escolhas

A inoperância quanto a valores que deveriam servir de premissa para pagamento quando entrou no clube o dinheiro de Paulinho em maio de 2018 (acordos, salários de dezembro e gratificação natalina do ano de 2017) entra em total desacordo com a premissa básica usada pela gestão anterior, de acertar tudo para trás com seis meses de governança, sacrificando a si própria em seu primeiro ano de poder.


Mérito alheio

Por outro lado, os confetes jogados em si próprios inerentes a um empréstimo obtido na primeira semana de gestão a juros baixos é mérito não da direção que chegava, mas sim da que saía, pois o gestor anterior foi fundamental para o acerto ser firmado. A preocupação era a de que o clube fosse assumido com os salários de novembro pagos imediatamente, bem como outras questões prementes.


Transição

Ainda deve ser ressaltado que o departamento jurídico da administração anterior fez uma responsável transição, passando à atual, do respectivo setor, o caminho das pedras para lidar com os problemas existentes e outros que poderiam vir a surgir, além de ter ainda tocado alguns processos de forma gratuita até março do ano passado.


Patrocínio máster

A inoperância em 2018 para conseguir um patrocínio máster, embora nos anos de 2015, 2016 e 2017 o Vasco tenha obtido isso junto à CEF, é gritante. Para tal chance haver, naquela ocasião, foi necessária a obtenção de certidões positivas com efeito de negativas, conseguidas com 25 dias apenas de gestão e mantidas até quase o fim do ano retrasado (o Vasco estava há quase um ano sem elas quando o MUV saiu, em dezembro de 2014).

Sabemos, até porque confessado, que parte do grupo amarelo, vice nas eleições, não tinha nada a apresentar em termos de patrocínio, dito isso às vésperas da eleição do Conselho Deliberativo por seu candidato.

Sabemos que quando o possível patrocinador deixado para 2018 não cumpriu com as suas obrigações contratuais, ensejando cobrança pelo Vasco do valor da multa, judicialmente, que havia 11 meses para busca de um novo parceiro.

Sabemos todos que a direção anterior conseguiu fechar em 2015 seu patrocínio máster em maio, após comprovar à CEF a importância da marca – única relevante a expor o parceiro nas finais dos Estaduais daquele ano.

Sabemos também que o último contrato de patrocínio máster do Vasco, fechado com a empresa em 2017, teve como valor 11 milhões de reais por oito meses, o que proporcionalmente significa 16,5 milhões ano.


Valorização da marca

A marca Vasco teve sua valorização, com retorno de mídia mais que dobrada em 2015, comparando-se aos números apresentados em 2014, quantitativo quase similar em 2016, comparando-se a 2015 e o maior do triênio em 2017, com grandes possibilidades de crescimento para 2018, quando o Vasco vinha já classificado para a Taça Libertadores da América.


Certidões

Essa direção, pelo trabalho deixado pelo corpo jurídico da direção anterior, teve a oportunidade de receber mais de 30 milhões de reais no ano passado, na Justiça, para sanar a questão das certidões (que seriam resolvidas em outubro de 2017 caso não ocorressem fatos insólitos à época) e solta fogos para meses depois dizer que vai conseguir algo obtido, como dissemos mais acima, em 25 dias de governo da gestão anterior.


Receitas e empréstimos – 2018

Entraram no Vasco ano passado mais de 150 milhões de reais, grande percentual disso oriundo do que foi deixado para ser lucrado por quem chegava, e o grande movimento visto por parte dos novos gestores foi anunciar a obtenção de um empréstimo, que perfazia 38 milhões, embora nem metade disso tenha, na prática, sido conseguido até aqui.


Cotas antecipadas

A atual gestão reclamou em 2018 do alto comprometimento das cotas de TV em seu primeiro ano de gestão. A antecessora pegou o clube com 100% comprometido praticamente nos dois primeiros anos.


Informação deturpada

No ano passado, ao enviar uma carta, supostamente com preocupações institucionais, ao Conselho Deliberativo do clube os novos gestores afirmaram que a diferença nas cotas de TV aumentaria para o principal rival, mas esqueceram de dizer que poderia diminuir em TV aberta, dependendo da performance do Vasco (o Vasco poderia ganhar mais) e que vai sempre aumentar no pay-per-view, a cada contrato, se o percentual for mantido.

Poderia também ter sido ressaltado à época (hoje já se faz isso) que não havia qualquer diferença entre o Vasco e qualquer outro clube até 2011, em qualquer plataforma inerente às cotas de TV (aberta, fechada, pay-per-view, etc…).

Vale lembrar ter sido o contrato findo em 2011, assinado no primeiro semestre de 2008.


TV aberta – Nova realidade

Em 2019 o Vasco terá livres 29 milhões da TV aberta, mais pay-per-view, fora pequenos valores inerentes a outras plataformas.

Pela primeira vez, desde 2012, pode o Vasco superar Flamengo e Corinthians no valor de TV aberta para recebimento posterior. Basta para isso ficar na frente deles no campeonato e como consequência ter sua marca mais exposta nas transmissões esportivas (jogos passados em TV aberta).


Pay-per-view – Novos rumos

Atualmente, a realidade de o Flamengo receber 16% das cotas de pay-per-view em média contra cerca de 6% do Vasco poderá ter uma alteração de diferença, com novos métodos de pesquisa (ampliando para o interior dos estados e não apenas às capitais o público alcançado, conforme definido na última renovação).

É fundamental que haja um trabalho desenvolvido pelo marketing do clube em relação ao tema abordado acima, pois a cada 100 mil reais gastos nisso poderá se ter um retorno enormemente maior sobre o gasto. Nada é dito sobre isso, então falamos aqui. Está dada a dica.


Amarelos I

A atual gestão vive hoje uma curiosa situação. Dentro dela está um grupo, que tinha um representante seu admitindo sair no braço com o presidente do clube há um ano. A mesma turma afirmou que lançaria candidato caso houvesse eleições em dezembro do ano passado, ignorando o presidente a quem eram supostamente aliados.


Amarelos II

A suposta oposição à atual gestão, que a vomitou através de seus soldadinhos nas mídias sociais, é exatamente quem a consolida no poder, independentemente do que ocorra dentro do próprio clube.

A comprovação disso ocorreu em maio do ano passado, quando foram contra a instauração de uma sindicância para investigar supostos desvios praticados pelo presidente do clube, tendo sido a denúncia proveniente de um dos vice-presidentes indicados pelo próprio presidente.


Vocação Institucional

Quanto pior melhor não é a forma que vemos como adequada para o presente e futuro do Vasco, daí foi dada ajuda e caminhos para a direção rumar no início, vez por outra conselhos para que não se incorra em erros e até mesmo sugestões como dadas nesse texto, mas é certo que se não houver o pensamento institucional e sim pessoal por parte de quem tem o dever de administrar o clube, a miopia quanto às consequências crescerá.

Casaca!

Karatê vascaíno conquista várias medalhas no Campeonato Estadual

Nesse domingo (09/12/2018), foi disputado no Complexo Esportivo de São Januário, o Campeonato Estadual de Karatê 2018.

Foram 8 atletas inscritos pelo C.R. Vasco da Gama, conquistando 9 medalhas. Com 5 se sagrando campeões estaduais.

Resultado final:
– Luan Lessa: 2° kumite
– Lucas Lessa: 1° Kumite (CAMPEÃO) e 2° kata
– Kauã Dias: 2° kumite
– Pedro Mata: 1° kumite (CAMPEÃO)
– Eduardo Ken: 1° kumite (CAMPEÃO)
– Lucas Mateus: 2° kumite
– Letícia Telles: 1° kumite (CAMPEÃO)
– Leonardo Ken: 1° kumite (CAMPEÃO)

“Enquanto houver um coração infantil, o Vasco será imortal”

CASACA!
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