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Primeira regata do Campeonato Carioca 2015

Escrevo esta coluna uma semana após a estreia do Vasco no Campeonato Carioca de Remo, que contou com a participação do presidente Eurico Miranda ao evento e na qual se comemorou a primeira de muitas vitórias a serem obtidas por nossa principal atleta hoje, a campeoníssima Fabiana Beltrame.

Depois de longo tempo pudemos retornar a lagoa Rodrigues de Freitas para assistir a uma etapa da Campeonato de Remo do Rio de Janeiro e ver o Vasco novamente participando de todas as provas de uma regata, fato que não acontecia desde 2011.

Após dois anos de domínio do Botafogo, em duelos quase exclusivos com o Flamengo, o retorno do Vasco à briga pelo pódio em todas as provas da primeira regata mostra que o Campeonato Estadual deste ano vai ser bem mais disputado. Mesmo perdendo a prova disputada por Fabiana Beltrame o Flamengo mostrou a sua força no feminino, ganhado todas as outras que disputou, com exceção daquela vencida por Fabiana.

As zebras do dia ficaram por conta das provas “Dois sem Aberta” e “Oito com Junior A”, vencidas pelo Flamengo, embora o Botafogo fosse o franco favorito.

Isso só prova o acerto que foi a volta do técnico Marcos Amorim para a Gávea, treinador antes tetracampeão e que ficou afastado por dois anos da equipe de remo do Flamengo.

Em apenas dois meses e meio à frente da equipe, deu de ombros para o exíguo tempo hábil para trabalhar, foi à luta e deu outra cara a equipe rubro-negra, que provou vir forte este ano para a disputa do título.

As contratações feitas pelo presidente Eurico Miranda e por seu Vice-Presidente de Remo, Antônio Lopes, mostraram que o Vasco também voltou para a disputa e, independentemente das dificuldades a serem encontradas este ano vislumbra uma grande melhora, inimaginável, há seis, sete meses atrás, diante da forma como o clube foi deixado no seu esporte de origem.

Mesmo sendo testemunha de que os resultados voltaram a trazer esperança aos adeptos do Remo vascaíno, este permanece carecendo ainda de reestruturação interna.

Teremos agora a parada para a realização do Campeonato Mundial de Juniors a ser disputado em agosto, no Rio de Janeiro, e que servirá também como teste para os Jogos Olímpicos de 2016. Haverá assim tempo e uma ótima oportunidade de fazermos a reestruturação devida – tal qual a realizada por Flamengo e Botafogo em passado mais ou menos recente, com êxito expresso em resultados obtidos por ambos.

Como agora só teremos o retorno do Campeonato Carioca em setembro quero deixar aqui toda a minha torcida para os atletas que defenderão o Brasil na Copa do Mundo Junior, como também ao técnico da seleção Brasileira, Julio Soares, toda a sorte do mundo, pois competência lhe sobra.

Resultado do campeonato após a 1ª regata

1ª lugar Flamengo 142 pontos
2ª Lugar Botafogo 89 pontos
3ª lugar Vasco 85 pontos.

Um Casaca a Todos!

Saudações Vascaínas,

Gilberto Pinto

Vasco empata com Botafogo no Maracanã pelo Estadual

Em clássico disputado, Vasco e Botafogo empatam no Maracanã

Pela 13ª rodada do Campeonato Carioca, Vasco e Botafogo empataram em 1 a 1, no Maracanã. Gilberto abriu o placar na primeira etapa, e Roger Carvalho deixou tudo igual no segundo. O resultado fez com que o Gigante da Colina perdesse uma posição na tabela, mas se mantendo no G4, com 30 pontos. Flamengo (32), Botafogo (30) e Madureira (30) completam a lista dos primeiros na tabela.

O Jogo

O clássico valia muito para as duas equipes, já que o vencedor encostaria na liderança ao lado do Flamengo, com 32 pontos. Os primeiros minutos da partida foram todos do cruzmaltino, que apostou principalmente na velocidade de Yago e Madson.

Uma das jogadas mais utilizadas pelos vascaíno na primeira etapa foi a tabelinha entre Gilberto e Yago. Se pela esquerda, o camisa 11 deu trabalho para a zaga alvinegra, pela direita, Madson tentava a todo instante um lance de perigo.

Apesar do domínio no início, a primeira grande chance saiu dos pés do Botafogo. Aos 17, Thiago Carleto cobra falta muito perigosa pela direita e quase pega o goleiro Jordi no contrapé. O camisa 1 fez uma grande defesa e salvou o Gigante da Colina. O time de General Severiano ameaçou novamente aos 25. Giaretta sobe mais que a defesa e cabeceia com perigo no travessão. No rebote, Tomaz chuta cruzado e obriga Jordi a fazer uma defesa milagrosa.

Após pressão botafoguense, o Vasco voltou a atacar e chegar com perigo, principalmente pelas laterais. Aos 30, Yago arriscou de fora da área e quase marcou um golaço. Nove minutos depois, Madson aparece novamente e toca para Julio dos Santos, que arrisca de fora da área e Renan espalma para a lateral.

Apesar da pequena superioridade do Botafogo em jogadas paradas, quem abriu o placar foi o time de São Januário. Madson, incansável, coloca na medida para Gilberto, que protege a bola e chuta entre o goleiro alvinegro e a trave, marcando o primeiro dos vascaínos. Vasco 1×0 Botafogo.

Botafogo reage e clássico termina empatado

O Botafogo mostrou reação logo no início do segundo tempo. Após escanteio cobrado aos 7 minutos, Roger Carvalho aproveitou bem na segunda trave e empatou a partida de cabeça. Vasco 1×1 Botafogo.

O alvinegro melhorou o seu desempenho na partida e pressionou pela virada. Aos 19, o lateral direito Gilberto enfia bola para Jobson, que tenta driblar o goleiro Jordi. O camisa 1 corre até a fora da área, se estica com os pés e salva os vascaínos.

As duas equipes tentaram buscar o gol, mas não tiveram êxito. Apesar das mudanças, o panorama do duelo continuou o mesmo, com os times tentando se defender e apostando no contra-ataque.

No final do jogo, a pressao foi grande do Vasco, que tentou com Lucas aos 40 minutos, mas a zaga conseguiu desviar o chute perigoso. As bolas jogadas na área não surtiram efeito e a partida terminou empatada em 1 a 1.

Próximo jogo

Buscando a liderança do Campeonato Carioca, o Vasco volta a jogar pela competição no próximo domingo, contra o Friburguense (05/04). O horário e o local da partida ainda não foram definidos. Antes, na quarta-feira (01/04), o Gigante da Colina estreia pela Copa do Brasil contra o Rio Branco, às 19h30 (Horário de Brasília), na Arena da Floresta, no Acre.

FICHA TÉCNICA – VASCO DA GAMA 1X1 BOTAFOGO
Local: Maracanã, Rio
Data: 29 de março de 2015
Horário: 16h00
Árbitro: Grazianni Maciel Rocha
Assistentes: Michael Correia e Diogo Carvalho Silva
Público pagante: 21.655 / Presente: 25.047
Renda: R$694.520,00
Cartões amarelos: Gegê, Bill e Tássio (Botafogo) / Madson, Serginho e Guiñazu (Vasco)
Gols: Gilberto (43/1ºT) / Roger Carvalho (07/1ºT)
Botafogo: Renan; Gilberto, Renan Fonseca, Roger Carvalho (Alisson) e Carleto: Giaretta, Arão, Gegê (Elvis) e Tomas; Jobson e Bill (Tássio). Técnico: René Simões
VASCO: Jordi, Madson, Anderson Salles, Rodrigo, Christiano; Serginho (Lucas), Guiñazu, Julio dos Santos, Jhon Cley (Thalles); Yago (Lorran) e Gilberto. Técnico: Doriva.

Texto: Matheus Alves

Fonte: Site Oficial do Vasco

Fifa manda Fla pagar mais de R$ 100 mil ao Vasco, clube formador de Love

Vencedor dos dois clássicos no ano – uma num torneio amistoso em Manaus, outra no duelo da semana passada pelo Carioca -, o Flamengo sofreu uma pequena derrota no tribunal da Fifa para o rival. Três anos depois do clube rubro-negro comprar o atacante Vagner Love ao CSKA, da Rússia, a entidade máxima do futebol bateu martelo e condenou o Flamengo a pagar, em 30 dias, Vasco, Palmeiras e Campo Grande como clubes formadores do atual jogador do Corinthians.

Love passou dois anos na categoria de base do Vasco – jogando no mirim e no infantil. Pelo mecanismo de solidariedade, o Vasco tem direito a receber pouco mais de € 31 mil – na moeda brasileira, com juros de 5% anuais sobre este valor, a quantia chega a cerca de R$ 120 mil. O Campo Grande vai receber um pouco menos do que os vascaínos e o Palmeiras, clube onde Love completou sua formação e chegou aos profissionais, cerca de R$ 15 mil.

Em janeiro de 2012, sob condução do ex-vice de finanças Michel Levy, o Flamengo aceitou pagar em quatro parcelas € 10 milhões (quase R$ 30 milhões) pelos direitos econômicos do atacante. Os russos receberam € 4 milhões, e os € 6 milhões restantes terminaram perdoados na negociação de retorno do atacante para o CSKA.

Porém, no ato da compra, o Flamengo não repassou o valor obrigatório para clubes formadores. Vasco e Campo Grande entraram com processo na Fifa, por meio da advogada Luciana Lopes, que ainda representa o clube cruz-maltino em casos de mecanismo de solidariedade. Três anos depois, a decisão finalmente saiu e o Fla tem 30 dias para pagar aos clubes formadores.

O vice-presidente jurídico do Flamengo, Flavio Willeman, lembra que, ao menos, a Fifa aceitou os argumentos do clube, provando que o valor da compra terminou sendo “apenas” € 4 milhões, não os € 10 milhões acordados anteriormente. Ou seja, os 5% que devem ser destinados aos clubes formadores incidem sobre o menor valor.
Segundo o dirigente do Flamengo, o CSKA da Rússia será da mesma maneira obrigado a reembolsar o clube por esse valor recebido e que deveria ser destinado aos clubes formadores.

– Eles (clubes) queriam que fosse pelo percentual de € 10 milhões, no que não concordamos. Agora, não tem o que fazer. Entre pagar com base de cálculo de € 10 milhões ou € 4 milhões, pago com € 4 milhões. São € 6 milhões de diferença. A mesma decisão que condena o Flamengo a pagar os outros clubes, condena o CSKA a pagar o Flamengo – disse Willeman.

Entenda como funciona o mecanismo de solidariedade

A Fifa criou o mecanismo de solidariedade para repassar um percentual de transferência internacional para os clubes formadores de jogador. Estes clubes têm direito a 5% do valor da transação. Como no caso de Love, o percentual pode ser dividido por todos os clubes onde o jogador passou, dos 12 aos 23 anos de idade. No caso de o atleta ter ficado até menos que um ano, a equipe ainda assim tem direito ao valor proporcional ao período.

Fonte GloboEsporte.com – Exceto o título

Vasco vence Boavista em Bacaxá pelo Estadual

Com dois gols de Anderson Salles, Vasco vence o Boavista
Resultado coloca a equipe em terceiro lugar no Estadual

Com dez desfalques, o Vasco entrou em campo na tarde desta quinta-feira (26/03) para enfrentar o Boavista, em Bacaxá. Anderson Salles marcou duas vezes e sacramentou a vitória cruzmaltina por 2 a 1. Erick Flores descontou para o alviverde. Com o resultado, o time de São Januário alcança a terceira posição, com 29 pontos. O Botafogo é o atual líder e o Flamengo segundo colocado, com a mesma pontuação.

O JOGO

Apesar das mudanças no time, o Vasco iniciou a partida pressionando o Boavista. Logo no início, Lucas chegou duas vezes com perigo na meta adversária. Na primeira, aos 4 minutos, aproveitou sobra e chutou de fora da área assustando Marcelo Carné. Um minuto depois, nova chance do volante cruzmaltino. Dessa vez, Nei cruzou pela direita e Lucas cabeceou por cima do gol.

As principais oportunidades criadas pelo Vasco eram de bola aérea. Aos 31 minutos, o Boavista assustou a defesa cruzmaltina, com Thiago Paiva acertando a trave. Thalles, Anderson Salles, Lucas e Rodrigo ainda tiveram chances, mas a primeira etapa terminou em 0 a 0.

Na volta do intervalo, foi o Boavista quem conseguiu marcar primeiro. Aos 6 minutos, Erick Flores acertou chute da entrada da área e abriu o placar. Mas não demorou para o time de São Januário chegar ao empate. Três minutos depois, Anderson Salles, de falta, deixou tudo igual em Bacaxá.

O decorrer da partida foi disputado. Aos 31 minutos, por falta em Lorran, Yago recebeu cartão vermelho, deixando a equipe da Região dos Lagos com um jogador a menos. Aos 33, Montoya recebeu o segundo amarelo e também saiu do jogo, igualando também o número de atletas em campo.

A partida já estava nos acréscimos quando Thalles foi derrubado na área e o árbitro assinalou a penalidade. Aos 48 minutos, Anderson Salles cobrou e marcou seu segundo gol no jogo e garantiu a vitória vascaína. Vasco 2 a 1.

Na próxima rodada, o Vasco tem pela frente seu último clássico da Taça Guanabara. No domingo (29/03), enfrenta o Botafogo, às 16 horas, no Maracanã.

FICHA TÉCNICA – BOAVISTA 1 X 2 VASCO DA GAMA

Local: Estádio Eucyr Resende de Mendonça, Bacaxá
Data: 26 de março de 2015
Horário: 16 horas
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Assistentes: Silbert Faria Sisquim e João Luiz Coelho de Albuquerque
Cartões amarelos: Lucas, Montoya e Nei (Vasco); Yago, Erick Flores, Max Pardalzinho, Willian Maranhão e Gustavo (Boavista)
Cartão vermelho: Montoya (Vasco); Yago (Boavista)
Gols: Anderson Salles (Vasco – 9’/2ºT e 48’/2ºT); Erick Flores (Boavista – 6’/2ºT)
Boavista: Marcelo Carné, Yago, Gustavo, Bruno Costa e Jefferson Arroz; Vitor Faísca, Thiago Silva, Willian Maranhão e Francismar (Max Pardalzinho); Erick Flores (Marcelo Nicácio) e Anselmo (Juninho). Técnico: Rodrigo Beckham.
VASCO: Jordi, Nei, Rodrigo, Anderson Salles e Lorran; Lucas, Victor Bolt (Montoya), Julio dos Santos e Jhon Cley (Rafael Silva); Thalles e Mosquito (Yago). Técnico: Doriva

Fonte: Site Oficial do Vasco

Parabéns a todos os casaquistas pela data!

São 15 anos de luta!

São 15 anos de ação!

São 15 anos de doação!

São 15 anos sem abaixar a cabeça!

São 15 anos sem se curvar!

São 15 anos sem resignação!

São 15 anos de conquistas!

Conquistamos vascaínos,

Conquistamos amigos,

Conquistamos vitórias para o nosso Vasco!

Parabéns a todos do Casaca!, que fazem deste grupo eclético, mas vascaíno de corpo e alma, uma bandeira de luta em favor do nosso clube.

Neste dia 26 de março, em que o Casaca! completa 15 anos, o melhor presente para todos nós casaquistas foi a vitória de virada, com sete, oito reservas em campo, vinda nos descontos, legal e importante para o time neste momento da competição.

Comemoremos, pois, afinal, O VASCO É VENCEDOR!

Um forte Casaca! a todos!

Equipe Casaca!

Atletas de basquete do Golden State Wariors-EUA posam com camisas do Vasco

Ao mesmo tempo que ajuda na recuperação dos jogadores de São Januário, o trabalho do Centro Avançado de Prevenção, Reabilitação e Rendimento Esportivo (Caprres) do Vasco começa a ser utilizado também por atletas da NBA, a liga de basquete dos Estados Unidos. Por intermédio do ala-armador brasileiro Leandrinho, o coordenador científico do Cruz-Maltino, Alex Evangelista, passou alguns dias na Califórnia durante a semana passada.

Além de conhecer a estrutura da franquia e trabalhar com Leandrinho, Alex apresentou os métodos de prevenção do Caprres para pelo menos três atletas do Wariors: Wardell Curry, Andrew Bogut e Harrison Barnes. Eles receberam e posaram para fotos com camisas do Vasco.

Fonte: Globoesporte.com

De um outro tempo

Já deixei dito em outras colunas que meu caminho nesta terra é agora relativamente longo. Já passei por muita coisa, por muitos apertos e dificuldades, já estive em muitos lugares, já vi muita coisa. Igualmente, também deixei aqui minha indignação com a realidade nacional. Tudo se repete, praticamente quase sem modificações, não em círculos, mas numa espiral, voltada para baixo, num declínio constante de tudo, especialmente no que se refere aos valores fundamentais, como família, respeito ao próximo, etc.

Aqui se fala em “cidadania” como se fosse algo simples e corriqueiro; como se fosse algo que se conquistasse apenas porque se quer (querer é indispensável, mas não basta). Uma coisa é a palavra “cidadania”, que todo mundo pode e abre a boca para falar toda hora, o dia todo; outra coisa é o seu significado, sua abrangência. A toada, meus amigos, não é bem assim. A cidadania é como uma peça sinfônica de Beethoven. Todos os participantes têm de entender a partitura, têm de ter conhecimento do riscado, ou vira um samba do crioulo doido (perdão, não posso mais falar assim: então direi que vira um “samba do afrodescendente doido” – lógico que isto é uma brincadeira; amo as pessoas negras; embora branco, fui criado com elas, no meio delas, e sempre fui tratado com muito amor e carinho, jamais me senti diferenciado. Eu as amo com todo o meu coração, por isso me sinto à vontade para brincar com elas). Aliás, será que ainda posso dizer Neguinho da Beija-Flor? Ou terei de dizer Afrodescendentezinho da Beija-Flor…? Porra, é tanta babaquice, deixa isso pra lá!

Cidadania é uma condição a ser conquistada e mantida constantemente, adaptando-se continuamente às mudanças. E as mudanças sempre vêm. Sempre se muda tudo para manter a choldra sob o controle da elite. Quando a choldra começa a entender a regra, é hora de mudá-la (a regra): essa é a verdadeira regra. Para se alcançar a cidadania é preciso exigir-se isso dos governantes e das elites; e, e isto é imprescindível, é preciso que se esteja preparado para tal. E este não é o caso por aqui, lamentavelmente. Não é mesmo. Estamos muito longe do que se possa chamar de “cidadania”. É como falar sobre Deus, superficial e levianamente, como se faz todo o tempo. Quando não se tem a menor noção do que significa algo, fica muito difícil – quase impossível – chegar até ou mesmo ansiar por tal coisa. Há ainda um longo caminho, neste “patropi”, até que se atinja aqui tal condição, de cidadania. Aqueles que não quiserem enxergar tal situação estarão apenas enganando a si próprios.

Para se avaliar o grau de cidadania de qualquer povo ou comunidade (falo no termo universal, não no eufemismo utilizado para se referir ao antigo termo “favela”, como se faz aqui atualmente) deste planeta, há um modo relativamente fácil: basta que se veja a forma de atuar e o modelo de suas polícias, e a forma como a população lida com ela, e vice-versa. É fácil ou não? Outra forma de avaliação é ver o modo como funcionam a imprensa e o sistema judiciário: se ambos existirem tão somente para corroborar o poder econômico, em suma, para corroborar os interesses dos poderosos, no primeiro caso, para mentir, para inventar a realidade que lhe convenha, defender os interesses de seus anunciantes (privados ou públicos; estes últimos, apenas quando abrem bem os cofres) e atacar quem lhes atrapalha os interesses, e no segundo caso (o judiciário), se for lento demais e atingir com suas sentenças apenas os pobres, então isso significa que o nível de cidadania de tal povo ou comunidade é baixo. Que acham? Alguma semelhança?

Não é porque se conquistou um celular, internet, televisão a cabo (e geralmente, estes dois últimos, na base do “gato”), e outras maquininhas tais, que se consegue o respeito que o termo “cidadão” carrega consigo. Tanto isso é verdade que qualquer sujeito que possua algum poder transitório neste país faz e diz o que bem quer e entende.
Aqui temos de ouvir e ver, por conta da chamada “delação premiada”, um diretor de uma grande empresa monopolista da área de petróleo dizer que vai “devolver” (pasmem!) 100 milhões de dólares (fora o que ninguém nunca vai encontrar: imagine se um cara que se “dispõe” a devolver – repatriar é mais bonito, concordo – 100 milhões de dólares é alguém burrinho que coloca tudo em seu imaculado nome… Ah, tolinhos!), conseguidos por meio de propinas recebidas de empreiteiras cartelizadas (observem isto: entre um valor de licitação 15% abaixo ou – observem agora isto com muito mais atenção – 20% acima de um chamado “preço técnico”, calculado pela citada empresa, a mesma do diretor ladrão, talvez calculado por alguém tão ladrão quanto ele, ou talvez ainda mais). E vejam que o termo licitação tem a ver com “tornar lícito”. (Bem, não vou dar nenhuma dica quanto ao nome dessa empresa, pois não quero polêmica desta vez; só vou dizer que tal empresa processou, em corte internacional, um famoso jornalista em – que coincidência! – 100 milhões de dólares porque ele disse, sem provas, que os diretores dessa citada empresa recebiam propinas, de dezenas de milhões de dólares, de empreiteiras e afins, e as mantinham em contas no exterior, melhor dizendo, em paraísos fiscais). Prometo que não vou dizer nada, mas, ah, se eu fosse a viúva de tal jornalista… Processava de volta, a tal empresa, na hora! E pediria umas dez vezes mais! Afinal, uma vida não tem preço… E o tal jornalista morreu em decorrência do processo. Ops! Deixe-me ficar calado, que em boca calada não entra mosca.

E pensar que os renomados “famosos quem” e doutores em mercado e assuntos econômicos da mídia passaram os últimos anos dizendo que os preços dos combustíveis no Brasil estavam mantidos fantasiosamente baixos por conta de interesses eleitoreiros da presidente da república. Bem, como vimos, sua vontade foi atendida: os preços dos combustíveis subiram, não tanto quanto desejavam os doutores da mídia e os acionistas da dita empresa (fica claro que os interesses dos citados não estão em comunhão com os nossos, não é verdade? Parece mesmo que a mídia e eles estão de um mesmo lado, e nós, do outro, não é?). E o que foi dito pelo tal diretor, durante audiência na comissão, foi feito na maior cara de pau possível. E ainda houve quem elogiasse sua “coragem”. Meu Deus, contando isso lá fora, ninguém acredita!

Agora, além de tudo isso, vem um aumento de algo próximo de 50% (aguardem e verão!) nos valores de energia elétrica – que, logicamente, junto com o aumento do preço dos combustíveis, irá impactar todos os preços industriais e os demais preços na cadeia de distribuição. E o governo, em vez de fazer um ajuste nas contas públicas (nos gastos), em vez de diminuir de tamanho, faz ajustes fiscais e aumenta os preços que tem sob seu controle (outro absurdo em qualquer chamado sistema de mercado). Aqui se paga multa caso se consuma energia elétrica monopolizada acima de um determinado patamar! Parece piada, mas não é. Imaginem o dono da única quitanda do bairro cobrando multa caso você comprasse acima de dez quilos de batatas por mês! “Gente, vocês estão comendo batatas demais! Vocês têm de aprender a comer menos batatas! Por isso, já que tenho tal poder e prerrogativa, vou multar (cobrar mais de) vocês!”. É dose pra leão. Normalmente, em qualquer dita “economia de mercado”, não se cobra mais, mas, ao contrário, se dá um desconto para qualquer coisa comprada em maior quantidade, ou no atacado, não é verdade? Logo, vivemos um paradoxo capitalista infernal neste país maluco. Os dirigentes, em vez de proverem condições e produzirem conforto para o povo, exploram-no. Mas o que é isso! Onde estamos! Que país é esse?! E ainda querem dizer que vivemos num país capitalista! Deus meu! Eu disse que estávamos em areia movediça, não disse? Assim como aconteceu na gestão do MUV, aí está o pico do monte Everest de merda surgindo na economia do Brasil. E vem mais por aí. Aguardem.

Sou do tempo em que o Maracanã era do povo; não este estádio bonitinho, elitizado, feito para uma minoria de torcedores burgueses, que procuram se comportar como se fossem europeus (não o são nem nunca o serão, até porque isso aqui não é a Europa) e estivessem assistindo a partidas da Champions League.

Aqui todas as tendências e ideias que vêm de fora são rápida e completamente absorvidas. Primeiramente a imprensa, representante dos interesses das elites, tanto a nossa quanto as dos países do chamado “primeiro mundo”, especialmente dos Estados Unidos e Europa, prepara o terreno para as “mudanças necessárias” (aquelas a que, quem se contrapõe, é um retrógrado). Depois vêm os governantes e os dirigentes e as implantam. É sempre a mesma cantiga. Vai ser duro de mudar.

E isso tudo ocorre por conta do velho e incorrigível complexo de vira-lata que o Brasil insiste em não perder. Não que eu ache que o torcedor comum não mereça respeito, até porque eu sou um torcedor comum. Não é isso. Banheiros bem aparelhados e limpos, em bom número e com boa distribuição ao longo do perímetro do estádio; lanchonetes bem distribuídas – e com preços honestos – já seria mais do que suficiente; e não esta veadagem e exploração que ora se vê. E eu lá faço questão de me sentar que nem um babaca em uma cadeira acolchoada e ser servido com bebidas e quitutes, pagando uma baba por isso, para permanecer no estádio por apenas duas horas!? Vamos parar com essa conversa pra otário, cacetada, porque vascaíno que é vascaíno não é otário! Porra, eu quero é gramado bom (chovendo ou não!), boa arbitragem e bom futebol! E quero que o meu time possa jogar bem e vencer! Qual o problema de sentar a bunda no cimento por duas horas se o time está jogando bem e deitando e rolando em cima da mulambada!? Já viu algum torcedor do Vasco reclamar da bunda achatada quando o seu time vencia os jogos contra nossos antigos fregueses rubro-negros? Eu nunca vi. A boa, inseparável e velha almofadinha resolvia tudo. Que saudades do também bom e velho Maracanã!

Alegria dos empreiteiros amigos de sempre – e daqueles “outros” que também se beneficiaram com o superfaturamento da tal “modernização” -, este Maracanã atual é mesmo coisa de tricolores! Bonitinho, mas ordinário e caro! No fundo, todo tricolor é um rubro-negro criado pela avó! Não passam de um bando de traíras ingratos, não passam de um bando de frescos! E todo rubro-negro é um soberbo mal-acostumado: no fundo, todo rubro-negro é um vascaíno que perdeu o rumo e a noção das coisas!

Falando da rivalidade com a praga. Eu sempre digo aos rubro-negros que, como tudo nesta vida, essa rivalidade entre Vasco e flamengo tem seu lado bom e seu lado ruim. O lado bom que é o Vasco, e o lado ruim que é o flamengo! Deus do céu, será que alguns nunca vão entender o que busca o Presidente Eurico quando trabalha a (boa e não violenta) rivalidade acirrada com a praga da Gávea? Será difícil entender que a mídia (vide consórcio e outros benefícios históricos) sempre quis e quer colocar o clássico das duas prostitutas coloridas como sendo “o grande clássico carioca”, independente da genética que une as duas moçoilas? Será que não vão entender a genial cabeça do grande vascaíno que luta por um Vasco verdadeiramente gigante, que não aceita ser colocado em segundo plano relativamente ao flamengo e ao Corinthians? Não entendem que é isso o que a Vênus Platinada mais anseia: um pé no Rio, outro em São Paulo? Moçada, acorda! Este é o ponto central: rivalidade entre nós e a praga! Isso é o que acende a nossa torcida, que a fez e continua fazendo gigante por todo o Brasil! Por isso, o Vasco é o clube que a mídia bandida tenta derrubar desde sempre, todo o tempo – exceto quando a mídia tinha ao seu lado o MUV e o Dinamite, pois eles mesmos se encarregavam de tal “serviço”.

O Vasco não tem motivo algum por que temer a praga rubro-negra. Não mesmo! O contrário é que deveria ocorrer! Nossos jogadores têm de ter tal consciência, têm de entrar em campo imbuídos de tal confiança, e tudo passará a ser diferente. Temos fatos e estatísticas que jamais serão alcançadas por eles. Houve um período em que éramos o próprio inferno na vida deles! Daí o ódio instilado no coração dos nossos fregueses de outrora (Roberto Marinho sofreu muito durante esse período, daí seu ódio ao Vasco). Temos a maior goleada (7×0); temos a maior série invicta (foram 23 partidas seguidas, de 13/05/1945 a 25/03/1951, em que os mulambos rubro-negros ficaram sem uma única vitoria sobre nós, e vejam que foram 17 vitórias e 06 empates); e nesse período tivemos – nada mais, nada menos! – 10 vitórias seguidas (isso mesmo, dez vitórias seguidas!). Isso, eles nunca vão conseguir devolver! Por isso, eu sempre digo a eles: “Calados! Conheçam a história antes de vir falar comigo, que isso aqui é o Vasco!”.
Tomamos um gol no domingo que nada tem a ver com a prática do futebol! PQP, isso é futebol, não water polo! Tudo bem, nosso goleiro não se ligou o quanto deveria, mas a filha da puta da bola para na grama encharcada e sobra justamente para um ex-jogador vascaíno meter uma pancada pra dentro do nosso gol! Com damos azar contra essa praga, meu Deus! Durma-se com um barulho desses! Bem, se “roubado é mais gostoso”, “cagado” deve ser ainda melhor. Mas a moleza está acabando. Agora precisam de uma ajuda de São Pedro (involuntária, pois São Pedro é do lado do bem) e, principalmente, da ineficiência da drenagem para nos vencer! Queria ver se tivesse ocorrido o contrário, se o gol fosse contra o queridinho! Todos da imprensa iriam dizer que era uma vergonha jogar num campo naquelas condições! Que o queridinho tinha sido prejudicado pelos administradores do estádio e pela federação! Que tinha dedo do Eurico naquilo ali! Que ele e a federação se mancomunaram com São Pedro! Que a partida deveria ser interrompida e anulada! Que o torcedor merecia respeito e não poderia ficar à disposição pelo tempo que dirigentes, árbitros e cartolas da federação bem entendessem! Que isso jamais aconteceria numa país sério! Que o consórcio era o responsável por aquela vergonha que se via no campo!

Mas o prejudicado foi o Vasco. Aí, ninguém disse nada. (Repararam como os “imparciais” da imprensa foram buscar com as câmeras, no meio daquela multidão, uma pequena confusão nas cadeiras? Será que era porque o Eurico estava ali próximo, mesmo que apenas de braços cruzados, assistindo passivamente a tudo? Será que esperavam que ele se manifestasse ou se envolvesse de alguma forma? Ainda bem que o Eurico não se envolveu de forma alguma, nem se manifestou, ou teriam dito que era algo deliberadamente provocado por ele para tumultuar a partida e tentar interrompê-la ou até mesmo anulá-la). Parece piada, mas não é.

Porra, agora falando sério, como bem disse o Cosenza, cadê a drenagem de primeiro mundo? E se tivesse chovido assim na final da Copa? Numa final de Copa, a imprensa diria que o campo de domingo estava perfeito para a prática de futebol? Não? Ah, tá!

Por isso eu digo e repito:
Com Eurico Miranda e Casaca! Sempre! Por um Vasco novamente gigante!

Saudações Cruzmaltinas!!!
Dudi Carvalho

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Comando

O jogo de ontem no Maracanã nos deu uma certeza. O Martin Silva pode falhar ou não, a bola pode bater na trave ao invés de entrar, Guiñazu pode ser herói ou vilão, Bernardo pode brilhar ou ser expulso, mas fundamentalmente jogar contra o Flamengo sem comando de arquibancada no Maracanã não dá.

Era visível que o Vasco não aguentaria o ritmo frenético de marcação imposto sobre o adversário no primeiro tempo e que com a entrada de um jogador veloz na segunda etapa do outro lado, o avanço de Madson seria inibido. O jogo, então, caminharia, independentemente do pênalti, para um cenário no qual o Vasco daria mais espaço ao adversário e teria que encontrar maneiras para acelerar seu contra-ataque.

Pois bem, começa a segunda etapa e vem o gol do Flamengo com menos de 10 minutos. A torcida rubro-negra se inflama. Passam-se cinco, 10, 15, 20, 25 minutos, meia hora e onde está a torcida do Vasco? Não há um coro, um canto que realmente levante o time, reerguido por intermédio das corretas alterações feitas pelo treinador Doriva, responsáveis por fazê-lo chegar mais próximo do gol adversário, perdendo chances de igualar o marcador, próximo ao fim da partida.

Ora, o empate era um péssimo resultado para o adversário, pelo posicionamento na tabela. Mas no segundo tempo a torcida do Flamengo não viu adversário nas arquibancadas.

Adianta pouco, em termos de apoio durante o jogo, usar de artifícios visuais e não da voz para reverter os momentos de dificuldade. Creio eu que se organiza uma torcida, com grande número de adeptos, para isso. Caso contrário estamos apenas juntando um grupo que deseja se distinguir dos demais vascaínos presentes ao local. Ok, se o objetivo é esse, também deve ser louvado. Fica lúdico para mostrar um mosaico de performances, faixas, cores. Uma festa bonita, mas ineficiente para o confronto.

E não me venham falar de tamanho da torcida, se comparada a do oponente. Na final de 1982 vi o Cesar da TOV e a sua torcida esgoelarem-se desde que a bola rolou no segundo tempo até o último minuto, mesmo durante a maior pressão do Flamengo no jogo, chamando o torcedor comum a participar. O atleta ouve, sente que tem alguém a empurrá-lo, a jogá-lo para frente, a resistir ao avanço inimigo, a buscar o contra-ataque. Sente-se motivado e até mesmo cobrado para dar mais de si. E num Vasco x Flamengo, um jogo diferente para ambos os lados, tem que dar mais de si para vencer.

Ficar no dia seguinte dos jogos discutindo sorte, azar, competência, incompetência (quando a arbitragem não influencia no resultado) é minimizar a questão. O Vasco precisou da sua torcida no segundo tempo e ela nem empurrou o time nem enfrentou no gogó a do adversário. Omitiu-se. E isso não é responsabilidade do torcedor comum, pois por mais que uma voz faça eco, se há organização de vozes o coro contagia muito mais.

Fugindo da cronologia, vamos ao primeiro tempo do jogo. A torcida do Flamengo xingou a Força Jovem. Finalmente ouviu-se da do Vasco um palavrão: “Vaeeeee tomar no …. Flamengo, eu sou da Força o seu terror!” Isso veio do lado direito da arquibancada, exceto dos organizados, pois não responderiam à provocação entendendo que não foram atingidos, como também não foram atingidos quando os rubro-negros xingaram Eurico, presidente do clube, ocasião em que mais uma vez o torcedor do lado direito das arquibancadas, gritou seu nome enquanto os organizados aquietaram-se.

Houve até um coro, que tinha tudo para ser bem sucedido, entoado pelo espaço oriundo da organizada com bandeirinhas; “Ô,Ô,Ô, Ô, Ô, Ô, Ô estádio de m…”. Uma, duas, três quatro vezes. Houve boa aceitação mas…. parou?! Isso após já se saber ter o Consórcio Maracanã permitido a que o campo virasse uma piscina por economia na bomba responsável pela drenagem (operada à meia bomba) e responsável pela paralisação de quase uma hora do jogo, desrespeitando quem pagou ingresso caro para assistir a um espetáculo ser jogado fora das condições ideais por mais de 20 minutos.

E sobre o time do Vasco? Nenhuma palavra? De forma clara, objetiva e prática. Falta ao Vasco um meia esquerda, que faça jogadas com o lateral do setor a fim de motivá-lo a avançar e revezar nos avanços com o lateral da outra ponta. Cristiano vai sem confiança, porque não vê companhia, pois sabe ser difícil ir e voltar e está sem o devido respaldo em seu setor quando ataca. Por outro lado, carece o Vasco de um atleta com as características do Yago, mas mais confiante, com mais cancha de jogo para saber como se infiltrar pelas laterais e dar opção para o passe, sem medo de partir para cima, mas sabendo a hora, focado na sua importância como válvula de escape para o time. Pode vir a ser o Yago este jogador? Claro que sim. A evolução do atleta, bem treinado, no futebol, normalmente depende dele e de suas habilidades. Crer no seu potencial é fundamental. O apoio vem da comissão técnica, da direção e do torcedor.

Ué? Mas se falta isso então não vai dar para ser campeão, correto?

Todos os clubes grandes da cidade apresentaram defeitos iguais ou maiores que os do Vasco neste campeonato, mas neste momento parece mais prudente nos basearmos naquele adversário “amado amante” das arbitragens do estadual, que lhe auxiliam nos momentos de sufoco e são responsáveis pelo fato de não estarem – mesmo com a vitória de ontem – brigando com o papai Fluminense pela quarta colocação. Está o Flamengo longe de ser um grande time, embora bem organizado. O sistema defensivo possui falhas gritantes e é inferior ao do Vasco. Joga à base de velocidade nas duas pontas e possui um centroavante que já conhecemos de São Januário, banco do limitado Elton. Hoje seria do Gilberto, independentemente do pênalti batido que os diferenciou no quantitativo de gols ontem.

O Vasco, de fato, perdeu quando podia perder. Que a derrota traga lições para a estratégia no próximo jogo, dentro e fora de campo, afinal o grito de Vaaaasco é muito mais potente que Meeeengo, além de mais eufônico.

Sérgio Frias

Vasco perde invencibilidade no Estadual pro Flamengo em noite de Maracanã alagado

Em jogo marcado pela chuva, Vasco sofre sua primeira derrota no Carioca
Com gols de Alecsandro, Flamengo garante vitória em cima dos vascaínos por 2 a 1. Gilberto descontou para o time de São Januário

Em jogo com estádio lotado e parada por conta da chuva, Vasco perde para o Flamengo por 2 a 1, no Maracanã. O resultado deixa o Vasco na quarta colocação na tabela, com 26 pontos. Botafogo (28), Madureira (26) e Flamengo (26) completam o G4.

O Jogo

Com um clima de grande rivalidade, o clássico agitou o país na noite deste domingo. Nas arquibancadas, um duelo a parte entre as torcidas. Quando a bola começou a rolar, Vasco e Flamengo buscaram criar situações de gols. Até os 15 minutos, nenhum grande perigo para os dois lados.

Se com o campo seco, nada aconteceu, foi só a chuva começar a cair que o jogo tomou outros rumos. Após um grande temporal no Rio de Janeiro, o gramado começou a deixar o futebol impraticável. Mas antes do árbitro parar o duelo, Martín Silva sofreu a consequência do dilúvio e quando repôs a bola aos 17 minutos, uma poça d’água entregou o lance nos pés de Alecsandro, que aproveitou e abriu o marcador para o rubro. Flamengo 1×0 Vasco.

Após as condições do campo se reestabelecerem, cerca de 50 minutos, o técnico Doriva colocou Bernardo no lugar de Dagoberto. Logo na sua primeira chance, o meia chutou com perigo e colocou a bola à esquerda de Paulo Victor. Na sequência, aos 28 minutos, o jogador cobra escanteio, Julio dos Santos desvia e Gilberto cabeceia para o fundo da rede, empatando a partida. Flamengo 1×1 Vasco.

Segundo tempo de muito nervosismo

O segundo tempo começou agitado no Maracanã. O Flamengo mudou o seu esquema de jogo e partiu para cima dos cuzmaltinos. Logo aos 3 minutos, Alecsandro chuta forte de fora da área e obriga Martín Silva a fazer uma grande defesa, jogando a bola para a lateral. Na sequência, o camisa 9 flamenguista bateu à esquerda de Martín Silva e novamente colocou o rival na liderança. Flamengo 2×1 Vasco.

Com a entrada de Paulinho, o Flamengo apostou no contra-ataque, e o Vasco foi com tudo para o ataque. Com o clima elétrico fora e dentro de campo, o árbitro da partida expulsou quatro jogadores após confusão no meio de campo. Bernardo, Guiñazu, Paulinho e Anderson Pico.

Tentando empatar o jogo, o Vasco ainda tentou no tudo ou nada uma pressão no fim Anderson Salles tentou duas vezes no final da partida, mas na primeira oportunidade, Rodrigo cabeceou para fora, e na segunda, Christianno isolou, decretando a derrota no Maracanã.

Próximo jogo

O Gigante da Colina encara o Boavista, na próxima quinta-feira (26/03), às 16h, em Bacaxá. O técnico Doriva não contará com Gilberto, Christianno, Serginho, Guiñazu e Bernardo. Luan e Martín Silva estarão com as seleções nacionais.

FICHA TÉCNICA – FLAMENGO 2X1 VASCO DA GAMA
Local: Maracanã, Rio
Data: 22 de março de 2015
Horário: 18h30
Árbitro: João Batista de Arruda
Assistentes: Wagner de Almeida Santos e Jackson Lourenço Massara dos Santos
Público pagante: 51.085 / Presente: 56.020
Renda: R$2.543.220,00
Cartões amarelos: Marcelo Cirino, Canteros, Alecsandro, Cáceres, Wallace e Everton (Flamengo) / Serginho, Gilberto, Guiñazu, Christianno e Rodrigo (Vasco)
Cartões vermelhos: Paulinho e Anderson Pico (Flamengo) / Bernardo e Guiñazu (Vasco)
Gols: Alecsandro (17/1ºT e 07/2ºT) e Gilberto (28/1ºT)
Flamengo: Paulo Victor, Pará, Bressan, Wallace, Anderson Pico, Jonas (Cáceres), Marcio Araújo, Canteros, Gabriel (Everton), Marcelo Cirino e Alecsandro (Paulinho). Técnico: Vanderlei Luxemburgo
VASCO: Martín Silva, Madson, Rodrigo, Anderson Salles, Christianno, Serginho (Thalles), Guiñazu, Julio dos Santos, Jhon Cley (Yago), Dagoberto (Bernardo) e Gilberto. Técnico: Doriva.

Texto: Matheus Alves

Fonte: Site Oficial do Vasco