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Temores

Quem acompanha um pouquinho, mínimo que seja, da história do Vasco, sabe perfeitamente que nossa caminhada no futebol é atrelada a conquistas irretorquíveis, inquestionáveis, sob o ponto de vista da arbitragem.

Nenhum Campeonato Carioca, eu disse NENHUM, foi conquistado sem que o Vasco tenha feito a melhor campanha no certame. Por 22 vezes isto ocorreu.

Alguns tolos que se emprenham pelos ouvidos da mídia rubro-negra e suas fantasias com charutos insistem na falácia de que com Vasco e Federação juntos há um benefício para os cruzmaltinos e etc… Reverberar tal idiotice ajuda a quem? Ao Flamengo, obviamente. Senão vejamos:

Eurico Miranda assumiu a vice-presidência de futebol do clube em 1986 e segundo os doutos da imprensa, a parte supostamente mal informada, ou quem sabe mal intencionada, uniu-se a Eduardo Viana (o que é verdade) e com isso passou a ter benesses que lhe deram campeonatos e inúmeros benefícios de arbitragem a seu favor nas horas decisivas (o que é mentira).

O Flamengo só tem em seu currículo o título de 1986 por ordem e graça de uma arbitragem desastrosa de Julio Cesar Cosenza (nada a ver com o nosso craque Luiz Cosenza) na partida que os levou às finais, ocasião em que marcou um pênalti a 10 minutos do fim, do tipo que o Flamengo teme ser marcado contra si domingo, e expulsou Roberto Dinamite após a saída de bola, abrindo espaço para a virada rubro-negra.

Na terceira e última partida da decisão, quando o Vasco precisava ganhar para ser campeão, o árbitro Roberto Costa ignorou um pênalti claríssimo cometido sobre Romário aos 11 minutos da primeira etapa, destes que o Flamengo teme ser marcado contra si domingo.

Em 1987 o santinho rubro-negro só chegou ao triangular final, após derrotar o Fluminense de Assis (o próprio teve um gol mal anulado pelo árbitro Aloísio Felisberto da Silva, que além disso marcou falta inexistente no lance que deu origem ao gol do Flamengo no clássico). Na ocasião o comentarista Afonso Soares, da Rádio Globo, apelidou o árbitro de Aloísio Felizmengo da Silva. Tomaram fumo na decisão contra o Vasco, por fim, os rubro-negros.

No ano seguinte, com a Federação sob domínio de Eurico Miranda, o Flamengo conseguiu ganhar os pontos de um jogo no qual acabou a luz, sabedores todos que o regulamento ordenava o encerramento da partida após passados 30 minutos de breu. A luz voltou durante 10 minutos, já sem o Vasco em campo, e apagou cerca de 10 minutos depois, mas a imprensa, claro, ficou do lado vermelho e preto e fez questão de pressionar por todos os lados até a vitória vir no STJD, afinal na Federação o Eurico mandava…

No terceiro turno do mesmo ano a situação não estava muito boa para a dupla Fla/Flu. O Vasco ganhara o segundo turno contra o tricolor e no terceiro despontava como favorito. No jogo contra o papai do Flamengo o árbitro Wilson Carlos dos Santos deixou de dar dois pênaltis para o Vasco na primeira etapa (que terminou com a vantagem vascaína por 1 x 0) e no segundo tempo, além de validar um gol no qual Jandir, do Flu, teve ajuda do braço antes do arremate final, ainda marcou um pênalti supostamente cometido por Mazinho sobre Jorginho, meia tricolor. Felizmente Acácio defendeu e o Vasco pôde partir para ganhar o turno e depois o bicampeonato, derrotando por três vezes seguidas o mais queridinho da mídia.

Os isentos jornalistas rubro-negros gostam de falar do empurrãozinho do Mauricio no Leonardo em 1989, ano em que o Botafogo terminou com seu jejum de 21 sem títulos. Esquecem-se, entretanto, que o árbitro, falecido recentemente, Luiz Carlos Felix, terminou o jogo do turno entre as duas equipes no exato momento em que Paulinho Criciúma do Botafogo arrematava para o gol da vitória botafoguense (a peleja estava empatada em 1 x 1). O triunfo alvinegro no clássico daria, com a sequência dos jogos, o turno ao time de Marechal Hermes o que, em tese, nem levaria o Fla às finais da competição.

Em 1990, posicionado como quarto do Rio, a ação do Flamengo foi nos bastidores. Eurico era o dono da Federação, então pressionemos a mídia para reverberação do que é do nosso gosto. E o Vasco foi obrigado a jogar oito vezes, eu disse OITO, em 15 dias, cinco delas no Campeonato Carioca e três pela Libertadores, dando condições ao fujão Botafogo de ir às finais.

Aí a imprensa, useira e vezeira em falar do cumprimento das regras, etc… resolveu que o fato de o Botafogo não ir a campo para disputar a prorrogação prevista no regulamento e pelo árbitro do jogo, no jogo decisivo do campeonato, era o correto.

Uma taça oriunda de uma rádio de Nova Friburgo foi cedida ao Botafogo no gramado e uma caravela vascaína levada a campo, caravela esta que embora fizesse parte de várias conquistas vascaínas anteriores e posteriores àquela decisão, desta vez serviu para chacota da mídia imparcial rubro-negra, ora vestida de preto e branco.

O afável Flamengo, quarto do Rio, ficou do lado alvinegro e não por coincidência a mídia rubro-negra idem. Afinal era uma resposta ao Vasco que, não podemos esquecer, mandava na Federação.

Em 1992, no nosso campeonato invicto, fomos “roubados” duas vezes em São Januário contra os anjinhos da Gávea, que temiam Eurico, o dono da Federação.

No jogo que poderia decidir a Taça Guanabara a falta originária do gol dos visitantes não houve. Empatamos depois e levamos o caneco.

Na partida final do campeonato, quando brigávamos apenas pela invencibilidade, pois já éramos campeões antecipados, houve dois pênaltis (destes que o Flamengo teme ser marcado contra si domingo) cometidos por Junior Baiano. Além disso, o gol de empate rubro-negro adveio de uma falta cometida por Nélio sobre Luiz Carlos Winck, no início da jogada, que originou falta e posterior gol de empate rubro-negro a dois minutos do fim, mas o destaque acabou sendo a cabeçada de Junior sobre o árbitro Travassos, motivo pelo qual levou o veterano atleta a ser expulso e acabou por caracterizar uma atuação contrária ao Flamengo, aos olhos imparciais da mídia rubro-negra na ocasião.

No ano seguinte o nosso bi não veio mais cedo porque o conhecido José Roberto Wright (amigão da turma do Atlético Mineiro) resolveu na segunda partida decisiva contra seu time do coração, o Fluminense, deixar de marcar um pênalti claro sobre Valdir e anular um gol legal de Bismarck, compensando em parte seus erros (já quando o Fluminense vencia por 2 x 0), ao validar um gol ilegal de Pimentel após “paredinha” de Valdir sobre o goleiro Nei. Deve ter sido uma bronca de Eurico, dono da Federação, no intervalo, a razão do único erro a favor do Vasco ter ocorrido.

Em 1994 foi uma festa. A mídia em geral não queria o Vasco tricampeão, nem por decreto.

Na partida do turno, um pênalti dado a favor do Vasco, claro, (destes que o Flamengo teme ser marcado contra si domingo) foi contestado pela direção flamenga, que invadiu o campo (afinal Eurico mandava na Federação). Resultado? Houve outro pênalti, cometido sobre Dener (não marcado), num lance dois rubro-negros (Valdeir e Charles) cavaram a penalidade e o árbitro acertadamente não os assinalou – o que motivaria novas invasões rubro-negras no intervalo.

Já no final da primeira etapa, Dener, principal jogador do Vasco, foi agredido e mesmo sem revidar acabou expulso com o bravo Gelson. Na segunda etapa, porém, brilhou a estrela de Valdir e o Vasco consolidou a superioridade, vencendo por 3 x 1.

Mas tinha mais.

No quadrangular decisivo, o Vasco se mantinha invicto e só mesmo uma arbitragem para mudar o quadro.

No primeiro Clássico dos Milhões daquela fase decisiva as duas equipes empatavam em 1 x 1 quando Nélio se atirou na área (confessou aos risos depois do jogo) e o árbitro Walter Senra marcou o pênalti que daria a vitória ao rubro-negro e tiraria a invencibilidade do Vasco no campeonato.

Na rodada seguinte, aos 42 do segundo tempo, um gol de Pimentel foi anulado em lance que se discute até hoje se era ou não de mesma linha (engraçado como ninguém discutiu o lance do Alecsandro semana passada, mas esperamos com fé que a mídia rubro-negra fale dele). O árbitro Claudio Cerdeira, auxiliado pelo bandeira Guilherme Gomes, anulou e minutos depois inventou um tiro indireto quando Indio atingiu de raspão (felizmente) a cara de Valdir dentro da área, em pênalti destes que o Flamengo teme ser marcado contra si domingo. Como se sabe, mesmo com tudo contra, o tricampeonato veio e, claro, porque Eurico mandava na Federação.

No ano seguinte houve barrigada de Renato (o outro) e o centenário virou “cemternada”.

Em 1996 aquele time caríssimo do já falido Flamengo tinha que ganhar alguma coisa. No último jogo do segundo turno bastava um empate para o título vir de forma invicta, mas o adversário era o Vasco… Perigo à vista. Resultado: um pênalti claro sobre o ponta Alessandro, cometido pelo atabalhoado Ronaldão destes que o Flamengo teme ser marcado contra si domingo, não foi assinalado e o título invicto veio, apesar, é claro, de Eurico ser o dono da Federação.

Em 1997, o papelão rubro-negro no Campeonato começou com a perda para os reservas do Botafogo em jogo que poderia levá-lo à final da Taça Guanabara (bastava o empate), continuou com as derrotas consecutivas para o rebaixado Fluminense, dos famosíssimos Nildo e Dirceu, e terminou num W.O. constrangedor, que deu o título do terceiro turno ao Vasco.

E no ano do Centanário vascaíno? Não percamos tempo. Segue o link abaixo para mais detalhes.

http://www.casaca.com.br/home/2015/02/01/sobre-o-campeonato-carioca-de-1998/

Em 1999 estava feia a coisa pro timinho da Gávea. Vasco Campeão Brasileiro, Carioca (no ano de seu Centenário), da Taça Libertadores, do Torneio Rio-SP e recentemente, àquela altura, da Taça Rio vencendo o rubro-negro na decisão com dois gols de Edmundo.

Com a vantagem de dois empates a equipe derrotava o Flamengo no primeiro jogo da decisão por 1 x 0. O que poderia ser feito? Quem poderia salvar o mais queridinho da mídia? Ora, o árbitro. Um gol de Fabio Baiano irregular foi validado por falha de Léo Feldman, interferindo no nome do campeão daquele ano, pois na última partida o Vasco perdeu por 1 x 0 e com dois resultados iguais seria o campeão.

No ano seguinte, com Eurico Miranda firmemente comandando a Federação, o Vasco, campeão invicto do turno, foi vítima da arbitragem contra América, Fluminense e Botafogo, oportunizando a que o mais queridinho da mídia chegasse ao título da Taça Rio.

Com Athirson dopado sem querer (a mídia tentou colocar Eurico como algoz do doping, assim como tentou-se este ano, nela própria, insinuar que torcedores rubro-negros agrediram atletas do Macaé a mando de Eurico), viradas fantásticas rubro-negras foram vistas no returno com gols do herói da hora.

Já na decisão, antes de Athirson marcar o primeiro gol da vitória rubro-negra abrindo o caminho para os 3 x 0 finais, houve um daqueles pênaltis – destes que o Flamengo teme ser marcado contra si domingo – sofrido por Romário e, melhor ainda, com aval do Wright, enquanto comentarista de arbitragem da Globo, sobre sua não existência (assim como não entendeu como penalidade a escandalosa cometida sobre Bernardo no turno do Brasileiro de 2011).

Mas, calma, ainda teve mais. Reinaldo do Flamengo foi derrubado fora da área em lance ocorrido minutos depois, ainda no primeiro tempo, buscou a vantagem e depois se jogou na área tentando cavar uma penalidade. Wright comparou os dois lances como similares e elogiou o árbitro, como se tivesse acertado nas duas oportunidades e não apenas na segunda, embora as imagens mostrassem claramente isso.

No segundo jogo da decisão O Flamengo fez 62 faltas contra 28 do Vasco, mas foram expulsos um jogador de cada lado (Felipe e Maurinho por troca de gentilezas) e o segundo gol do Fla na vitória por 2 x 1 foi marcado em completo impedimento.

Na decisão de 2001 o Vasco teve expulso Viola na primeira partida, após marcar o gol de empate em cobrança de pênalti e tirar brevemente a camisa (com outra por baixo). Embora tenha sido amplamente divulgado pela imprensa no decorrer daquela semana a liberação por parte da FIFA de tal atitude, o árbitro Reinaldo Ribas alegou após o jogo que a norma ainda não entrara em vigor, portanto houve a punição. Mesmo assim, com 10, o Vasco virou o jogo e no lance do segundo gol o rubro-negro Juan, que era o último homem e impedira manifesta e clara situação de gol do atacante Euller, não foi expulso.

No segundo jogo decisivo Léo Feldman, que se aposentaria após aquela partida, marcou um pênalti para o Flamengo e ignorou um outro sobre Euller, minutos depois (destes que o Flamengo teme ser marcado contra si domingo). Para encerrar, a falta que originou o terceiro gol do Flamengo não houve.

Como o campeonato em 2002 foi quase que largado pelos clubes, vamos para 2003. No primeiro jogo decisivo contra o papai do Flamengo houve pênalti sobre o lateral vascaíno Russo (não marcado) e a falta que originou o único gol do Fluminense não existiu.

Já na segunda partida da decisão, o gol do Fluminense (único dele no jogo) foi irregular, Marcelinho Carioca, melhor jogador do Vasco, foi expulso injustamente com o tricolor Marcão, por não querer papo com o adversário enquanto estava no carreto, após sofrer entrada criminosa do lateral adversário Jadilson. Tudo isso na primeira etapa.

O jornal “O Globo” classificou a final como “da vergonha” e não se mostrou nem um pouco envergonhado com a manchete. O Vasco venceu os dois confrontos contra o Flu por 2 x 1 e o gol último do campeonato surgiu após um cruzamento de letra feito pelo meia Léo Lima.

Em 2004, após o Fla sair na frente no primeiro jogo da decisão com a vitória por 2 x 1 (primeiro gol marcado em posição de impedimento), Eurico – não esqueçamos, o dono da Federação – motivou a torcida cruzmaltina para evitar a avalanche rubro-negra nas arquibancadas ao prometer o título, afirmando que o chopp já estava encomendado.

Algo deveria ser feito. Através de uma câmera escondida no treino estilo “alemão” do Vasco foi vazado áudio no qual o técnico do Vasco Geninho dizia algo como “Não deixa, morde o tornozelo dele”, o que fez a mídia rubro-negra julgar e condenar o treinador, fazer pressão sobre a arbitragem e antever que o “mané Garrincha” (acreditem a imprensa rubro-negra comparou Felipe a Garrincha após o atleta ter passado quatro anos no Vasco sem qualquer alusão a isso) seria caçado em campo por Coutinho, seu marcador.

O jogo começou e o Vasco com dois minutos de luta abriu o marcador (em lance irregular), mas Galvão Bueno logo na primeira falta de Coutinho sobre Felipe afirmou, sem o replay, que o vascaíno fora no tornozelo do adversário. O árbitro imediatamente deu um cartão evidenciado como imerecido quando no repeteco do lance foi visto ter sido apenas um empurrão, valorizado pelo blindado Felipe na ocasião.

Em cinco oportunidades subsequentes Felipe tentou passar por Coutinho, mas não conseguiu. Tentando cavar faltas e sabendo que seu destino já estava traçado pela mídia rubro-negra como herói do jogo, o “mané” fez gestos, para todo o estádio ver, inclusive juiz e bandeirinha, sugestionando que o Flamengo estava sendo roubado, pois as faltas inexistentes forçadas por ele não estavam sendo marcadas.

A arbitragem, pressionada e omissa, nada fez para punir o atleta, que ficou ainda mais à vontade no segundo tempo, quando, em falta para amarelo, Coutinho foi expulso direto pelo árbitro Edilson Soares da Silva, ficando o Vasco com 10 em campo. Por fim o terceiro gol rubro-negro, duvidoso, foi validado e a vitória do mais queridinho da mídia se deu por 3 x 1.

Em 2005, inovação na partida que decidiria quem chegaria à final do returno ou sairia do campeonato.

Há anos um árbitro não mandava voltar uma penalidade máxima em decisão por pênaltis. Na Champions League de 2003, o herói do Milan, Dida, avançou como quis para dar o título contra o também italiano Juventus.

Pois bem, clássico empatado em 1 x 1, decisão por pênaltis, quinto tiro do Fluminense na primeira série de cobranças (4 x 4 no placar e o Vasco bateria depois). Gabriel chuta, Fabiano Borges se adianta e defende! Vasco com a mão na vaga? Não! Vamos cumprir a regra! E o árbitro Marcelo Venito Pacheco mandou voltar a batida.

Muitos pênaltis depois foi a vez de Jean, lateral esquerdo do Vasco desperdiçar sua cobrança. Nada disso! Cumpra-se a regra! O goleiro deu um passo à frente e isso não é permitido! Novamente Jean atira e outra defesa do goleiro, que se adianta como fizera antes. Agora valeu! A regra foi relativizada pelo árbitro que criou a de número 18 no futebol, específica para pênaltis. Quem perder duas vezes a penalidade absolve a irregularidade do goleiro. Relembrando (é sempre bom) que Eurico mandava na Federação.

No Campeonato de 2006 parte do time do Flamengo foi parar na delegacia após perder seu campeonato à parte contra o Vasco em jogo que não valia rigorosamente nada, mas tratado pelos rubro-negros da forma como Eurico (o dono da Federação) ordenara por anos.

Em 2007 o Botafogo deixou de ser campeão contra o Flamengo porque o árbitro anulou um gol legítimo de Dodô na última bola do jogo e a referência rubro-negra da época, Bruno, garantiu nos pênaltis o título torto.

Já em 2008 o rubro-negro não quis correr tantos riscos.

Uma vez perdendo a decisão da Taça Guanabara para o Botafogo por 1 x 0 e sem dar pinta de que conseguiria furar o bloqueio alvinegro, era a hora de um daqueles pênaltis (que o Flamengo teme ser marcado contra si domingo).

Em lance no qual rubro-negro faz falta em botafoguense e o inverso acontece, o olho de lince do árbitro Marcelo de Lima Henrique só viu a falta a favor do timinho da Gávea dentro da área. O gol deu gás ao Flamengo, que depois virou e tratou como “chororô” alvinegro mais uma dentre as muitas dezenas de coincidências a seu favor.

Antes, vale relembrar, na semifinal, um gol irregular de Fabio Luciano foi validado pela arbitragem de Luís Antônio Silva Santos, que ajudou na vitória de 2 x 1 contra o Vasco, classificando o beneficiado pelo apito (mais uma vez) para a final daquele turno, mesmo com Eurico comandando a Federação.

Após mais um título dado pelo herói Bruno em 2009 a favor do rubro-negro nos pênaltis, no ano seguinte parecia mesmo que o Botafogo não iria deixar escapar o caneco.

O Vasco, até então acobertado pela mídia em suas mazelas administrativas, jogaria a semifinal da Taça Rio contra o Flamengo e quem perdesse estaria eliminado do Estadual.

Em lance duvidoso o árbitro João Batista Arruda marca falta impedindo aquele que seria o primeiro gol do Náutico, quer dizer, do Vasco (lembrei da camisa templária) contra o rubro-negro, assinalado por Elton.

Mas no final do jogo não houve dúvida. Williams do Flamengo deu uma cortada, estilo vôlei, dentro da área (destes pênaltis que o Flamengo teme ser marcado contra si domingo) e Arruda nada marcou.

O Fla venceu por 2 x 1, foi para a final da Taça Rio contra o Botafogo, teve dois pênaltis corretamente marcados contra si e um mal marcado a seu favor na decisão contra o alvinegro (que foi desperdiçado pelo imperador Adriano). Com isso, o campeão, desta vez, foi o Botafogo.

Após o título rubro-negro em 2011, a participação de Vasco e Flamengo nos estaduais de 2012 e 2013 deixou a desejar (embora os cruzmaltinos tenham chegado a finais de turnos) e pouco de relevante ocorreu.

Em 2014, quando nada mais parecia ser possível para tirar o título do Vasco, eis que um gol em impedimento foi validado para o rubro-negro, aos 46 do segundo tempo. Nesta oportunidade, o grupo de oposição ao Vasco, ora no poder ou ajoelhado por migalhas, chegou à conclusão que o prejuízo ao Vasco se deu porque Eurico mandava na Federação e teria gosto em ver o clube prejudicado por questões políticas, estupidez que condiz com a verve deplorável de escribas oligofrênicos e ditos torcedores vascaínos.

O discurso rubro-negro sobre conluios de Federação e etc… para pressionar arbitragens, faz parte do jeito flamenguista de agir há décadas. Cínico, dissimulado, sonso e com o único objetivo, travestido de “n” adjetivos “moraloides”: ter mais uma vez, pela enésima vez, benefícios vindos do apito, pois sem eles essa mentira que é o Flamengo (da forma como pintam) não teria em sua galeria inúmeras conquistas advindas de coincidentes e contínuos erros de arbitragem, sabidos por todos, mas postos para debaixo do tapete sujo que sustenta as falácias proferidas anos a fio (autênticas estórias do boitatá) sobre um clube pronto a passar até mesmo por cima de decisão judicial transitada em julgado, quando ela não o agrada, vide o Campeonato Brasileiro de 1987, vencido pelo Sport e marginalmente dado ao mais queridinho da mídia, por ela própria.

Sérgio Frias

Nota Oficial do Vasco

O futebol brasileiro é muitas vezes terreno fértil para desagregadores e este, infelizmente, tem sido o papel do atual presidente do Fluminense. A forma desrespeitosa como ele se porta não ajuda em nada a relação entre os clubes. E eu preciso ressaltar que tenho mais anos de futebol do que ele tem de vida. Não dou direito a ele de se referir a mim como se estivesse falando com alguém de sua relação.

Eurico Miranda
Presidente do Clube de Regatas Vasco da Gama

Eurico: 'Jogo contra o Flamengo será sempre um campeonato à parte para o Vasco'

Roberto Dinamite, quando assumiu o Vasco, em 2008, pregou o fim dos ânimos acirrados com o Flamengo. Convidou Márcio Braga, então presidente do rival, para sua cerimônia de posse, como um sinal dos novos tempos. Atitude impensável para Eurico Miranda. De novo no poder, ele resgatou a máxima de “campeonato à parte” quando se trata de jogos contra o Rubro-negro. Domingo, terá mais uma chance de levantar seu troféu imaginário.

O estímulo à rivalidade age como uma faca de dois gumes. Aumenta a importância do clássico e, consequentemente, de seus protagonistas, mas em São Januário, já teve efeitos maléficos. A pressão sobre os jogadores para vencer a partida vem da presidência, como se não bastasse a cobrança dos torcedores e a deles mesmos. Quem não tem força psicológica, acaba sucumbindo à forte carga emocional.

Para o dirigente, a partida de domingo será mais uma em que se torna protagonista, mesmo sem entrar em campo. Da torcida rival, vem o xingamento muitas vezes mais forte do que o direcionado ao jogador. Eurico não se importa muito com isso.

– O jogo contra o Flamengo será sempre um campeonato à parte para o Vasco. É porque é. Sempre foi, e continuará sendo, até eu morrer – disse, em tom profético.

Como presidente, Eurico Miranda acumula dois vice-campeonatos contra o maior rival: o do Estadual de 2004 e o da Copa do Brasil de 2006. Em números absolutos, porém, é o principal vencedor da competição da qual é o maior estimulador: são 13 vitórias, sete empates e 12 derrotas, considerando apenas partidas oficiais.

O antagonismo que gosta de criar não fica restrito ao campo. Fora, o Vasco de Eurico se posiciona como a antítese do Flamengo dos gestores com amplos poderes:

– Cada um trabalha como quer. Eu não sei que estilo é o melhor. Mas como eles fazem não é o meu jeito.

Em tempo: quando esteve sob o comando de Roberto Dinamite, entre 2008 e 2014, o retrospecto vascaíno contra o Flamengo despencou. Foram apenas três vitórias, contra nove empates e dez derrotas.

Fonte: Extra Online

Primeira resposta aos rubro-negros (ou roubo-negros) da imprensa

A partida entre Vasco e Nova Iguaçu terminou e a imprensa roubo-negra pôs o seu bloco na rua. Primeiro, com uma matéria do UOL, daquelas plantadas em que se “esconde” o nome de quem deu a declaração (talvez até por ninguém ter declarado nada), na qual se citava que o Flamengo teme que no jogo do próximo domingo diante do Vasco se marque um pênalti contra ele. Velha prática roubo-negra e da mídia roubo-negra, que tem por intenção pautar a arbitragem antecipadamente. Assim, qualquer pênalti – ainda que existente – fará com que o juiz da partida redobre um procedimento corriqueiro em jogos em que está em campo o Flamengo e pense, em vez de duas, quatro vezes antes de qualquer marcação.

Hoje, o capitão do time de colunistas-torcedores-flamenguistas do jornal O Globo entra em cena com o mesmo objetivo. Volta a falar de aliança política entre os presidentes da Federação e do Vasco para pressionar a arbitragem da partida do próximo domingo. Esbraveja com a jogada que resultou em pênalti diante do Bonsucesso e vai além, dizendo que a partir de agora qualquer lance duvidoso a favor do Vasco será vista como “mais uma” manobra da Federação.

Sem ir muito longe. Não foi preciso haver aliança entre o presidente da Federação e o Flamengo para a arbitragem confirmar o gol de empate do Flamengo frente ao Madureira neste campeonato de 2015, em bola que não entrou. Hoje, o Flamengo seria quarto colocado e teria a sua classificação seriamente ameaçada. Não foi preciso haver aliança entre o presidente da Federação e o Flamengo para que a arbitragem não enxergasse, a 3 metros de distância do lance, uma bola que entrou no gol roubo-negro meio metro, na partida entre Vasco x Flamengo da fase classificatória do Estadual 2014. Não foi preciso haver aliança entre o presidente da Federação e o Flamengo para que a arbitragem não enxergasse um gol assinalado por um jogador roubo-negro impedido por um metro e meio, último minuto da final do mesmo campeonato disputado entre Vasco x Flamengo, quando o Vasco vencia por 1×0. Isso sem esquecermos do Brasileiro de 2013, quando o Flamengo deveria cair para a segunda divisão e uma mutreta, com suspeita de pagamento/recebimento de propina, fez com que a queda fosse a da Portuguesa-SP.

Assim sendo, pouco se precisa raciocinar para descobrir que os colunistas-torcedores de O Globo, a imprensa que simpatiza com o roubo-negro e evidentemente os dirigentes do clube acreditam piamente na teoria que entrou para a história em 2014, exposta pelo então goleiro Felipe ao término da partida em que o Flamengo levantou a taça com uma lafranhagem: “roubado é mais gostoso”. Mas só nos olhos dos outros.

Não obstante, tais declarações, matérias, colunas e afirmações devem encher de brios os jogadores do Vasco, pois têm por intenção, também, desvalorizar a bela campanha que o time faz, desmerecer os feitos do (também dito por eles) “time fraco” do Vasco e abrir caminho para mais um campeonato conquistado pelo Flamengo na mão grande, na tunga, no assalto. Assim, tapem a boca dessa gente que os desqualifica: aplicação, garra e demonstração de que o que incomoda este pessoal, na verdade, é o ressurgimento do Vasco como clube de primeira linha.

CASACA!

A retomada do rumo

Teremos no próximo dia 22, a realização da primeira regata do Campeonato Carioca de Remo do Rio de Janeiro. É hora de comparecermos e incentivarmos essa nova fase para o nosso esporte de origem.

Apesar de doloroso, é de bom tom lembrarmos que no Remo, ao sairmos em meados de 2008, éramos campeões (Brasileiro e Estadual) e nossos atletas formavam a base da seleção brasileira. Os salários estavam rigorosamente em dia, flotilha renovada, e estrutura de dar inveja aos rivais, situação diversa ao que existia até o final do ano passado.

De líder a mero coadjuvante nas regatas, sede completamente abandonada, flotilha formada por barcos avariados e atletas sem perspectiva alguma.

Após longo e tenebroso período, quando um tornado passou pelo clube destruindo tudo que lá existia, entramos numa nova era, a da reconstrução, principalmente no que diz respeito ao seu patrimônio e sua credibilidade.

O Remo, esporte fundador do nosso clube é uma das prioridades do Presidente Eurico Miranda. O compromisso está sendo cumprido. Mudanças já foram feitas com a nova política de salários em dia, contratação de remadores renomados, recuperação da flotilha existente (já muito antiga) e ao que tudo indica, em futuro próximo, a compra de uma nova flotilha.

O principal dentro de tudo até aqui narrado é o fato de todos esses investimentos estarem sendo feitos com os pés no chão, sem loucuras.

O Remo como qualquer outro esporte de alto rendimento tem que ser conduzido profissionalmente, com visão de resultados objetivos, de médio a longo prazo. Com um investimento mais forte na capacitação de novos valores, através da escolinha, somado à captação de recursos através dos incentivos governamentais e, quem sabe, a chegada de um patrocinador para a compra de novos equipamentos, podemos chegar muito longe a custos inferiores dos gastos despendidos por nossos adversários.

Mesmo que as notícias tragam esperança à torcida vascaína que acompanha o Remo do clube – sobretudo com a chegada de atletas de peso para a categoria sênior, destacando-se Fabiana Beltrame, Marcos Oscar Alves, Renato Cataldo , o espanhol Xavier Vela Magge e mais recentemente o Samuel Lucas – o déficit material de barcos, remos e ergômetros ainda é grande no Vasco, além do baixo número de atletas nas categorias de base. Tudo isto faz com que seja necessária uma profunda reestruturação, incluindo todos os setores do departamento náutico do clube

Este será um ano atípico para o Remo, pois só teremos quatro regatas no Campeonato estadual, devido à realização da Copa do Mundo de juniores no meio de ano. Sendo assim, temos tempo e uma ótima oportunidade de fazermos um trabalho de reestruturação que obrigatoriamente passará pelo choque de gestão, a fim de que os novos atletas entendam estarem num dos maiores clubes do mundo, notadamente na formação, vislumbrando a consolidação e a importância dessa identidade do atleta com o clube.

Fechando, certamente 2015 será ainda difícil para o Remo vascaíno, mas muito menos do que foram as últimas seis temporadas. Espera-se ver um bom trabalho que, diga-se de passagem, começou de forma brilhante, mas repito haver a necessidade de nos aprofundarmos para que em 2016 o título seja indubitavelmente nosso, proporcionando a que eu, como em tantas outras oportunidades passadas possa, novamente, ir às lágrimas, mas de alegria, pois as de tristeza fazem parte de um passado que os amantes do Remo vascaíno querem esquecer o mais rapidamente possível.

Segue abaixo o calendário com as datas em que serão realizadas as regatas pelo Campeonato Estadual de 2015.

Vascaínos, não deixem de comparecer!

1ª Regata do Campeonato Estadual de Remo no dia 22 de março de 2015,
2ª. Regata do Campeonato Estadual de Remo no dia 20 de setembro de 2015,
3ª. Regata do Campeonato Estadual de Remo no dia 25 de outubro de 2015,
4ª. Regata do Campeonato Estadual de Remo no dia 15 de novembro de 2015.

Saudações Vascaínas

Um grande Casaca a todos,

Gilberto Pinto

Vasco goleia Nova Iguaçu em São Januário pelo Estadual na estreia de Dagoberto

Show vascaíno: Trio ofensivo comanda goleada sobre Nova Iguaçu: 5 a 1
Regidos pela torcida, que lotou o Caldeirão, Dagoberto, Gilberto e Jhon Cley se destacaram em atuação de gala do Vasco

Em tarde inspirada e com grande apoio da torcida no Caldeirão de São Januário, o Vasco mantém a liderança do Campeonato Carioca com 26 pontos após goleada contra a equipe do Nova Iguaçu por 5 a 1. Gilberto, Luan, Dagoberto, Serginho e Thalles marcaram para os vascaínos. Marlon descontou para o time da Baixada Fluminense.

O Jogo

O Vasco começou a partida no ataque. As jogadas pelas laterais mais uma vez foram bastante utilizadas pelo cruzmaltino, que contava também com o seu trio de ataque inspirado: Dagoberto, Jhon Cley e Gilberto.

Não demorou para a pressão em campo começar a alterar o placar. Aos 10 minutos, a zaga do Nova Iguaçu se enrola e Anderson derruba o atacante Gilberto dentro da área. O camisa 9 não desperdiça o pênalti e faz o primeiro do Vasco e o terceiro dele no campeonato.

Jhon Cley, Dagoberto e Gilberto se entenderam muito bem, demonstrando entrosamento a cada jogada. Mas, se no setor ofensivo a fase é boa, na defesa, o Gigante da Colina possui Martín Silva. Aos 17 minutos, Marlon recebe sozinho no ataque, mas perde a oportunidade após defesa monumental do goleiro vascaíno, que manda a bola para escanteio.Inspirado, Gilberto quase marca o segundo na sequência, mas Jefferson faz boa defesa.

Aos 19, foi a vez do camisa 10, que ganhou a titularidade no jogo contra o Resende, mostrar o seu talento. Em cobrança de escanteio perfeita, Gilberto desvia, Jefferson defende, e no rebote, Luan marca o segundo gol do time vascaíno.

O estreante da tarde também deixou a sua marca. Novamente Jhon Cley na jogada! Meia cruza para a área, Gilberto desvia novamente e a bola sobra para Dagoberto, que com maestria, chuta no cantinho e guarda o terceiro gol vascaíno. Sem dar descanso para o adversário, o trio ataca novamente. Após passe de trivela do camisa 10 para Gilberto, o atleta faz jogada pela esquerda aos 37 minutos e na saída de Jefferson, toca para o meio e encontra Serginho, que sozinho, empurra para o fundo do barbante.

Após show da torcida e do Vasco em campo, o Nova Iguaçu conseguiu diminuir aos 40 minutos. Dudu faz boa jogada, toca para Gláuber, que chuta forte, mas Martín Silva defende. Na sequência, Marlon empurra para o gol.

Vasco mantém superioridade e amplia goleada

O segundo tempo foi todo do Vasco mais uma vez. Sabendo controlar os ânimos da equipe da Baixada Fluminense, os cruzmaltinos se mantiveram no ataque, com o apoio incondicional da torcida. Aos 8 minutos, o Nova Iguaçu tenta diminuir o placar, mas Martín Silva aparece novamente para salvar o Gigante da Colina.

O técnico Doriva promoveu mudanças importantes no time já visando preservar os jogadores para o clássico contra o Flamengo. Gilberto, que já tinha dois cartões amarelos, deu lugar a Thalles. Luan e Serginho também saíram para as entradas de Douglas Silva e Lucas.

Após a parada técnica na segunda etapa, o Gigante da Colina resolveu partir para cima da equipe adversária. Aos 22, Dagoberto cruza na segunda trave e quase engana o goleiro Jefferson, que manda para escanteio. Na sequência, Thalles conseguiu ampliar. Após escanteio cobrado na área do Nova Iguaçu, Thalles cabeceia sem jeito. Na sobra, Douglas Silva tenta, e Jorge Felipe tenta tirar da área, mas chuta a bola em Cleyton, que entra. O quarto árbitro deu o gol para o jovem atacante vascaíno. Final: Vasco 5×1 Nova Iguaçu.

E com um grande desempenho em campo ao lado de sua torcida, o time de São Januário mantém a liderança do Campeonato Carioca. No próximo domingo (22/03), o Vasco encara o Flamengo, às 18h30, no Maracanã.

FICHA TÉCNICA – VASCO DA GAMA 5X1 NOVA IGUAÇU
Local: São Januário, Rio
Data: 15 de março de 2015
Horário: 16h
Árbitro: Daniel de Souza Macedo
Assistentes: Dibert Pedrosa Moises e Carlos Henrique Alves de Lima Filho
Público: 11.863 pagantes / 13.098 presentes
Renda: R$231.220,00
Cartões amarelos: Anderson e Jorge Fellipe (Nova Iguçu)
Gol: Gilberto (11/1ºT), Luan (19/1ºT), Dagoberto (31/1ºT), Serginho (37/1ºT) e Thalles (25/2ºT) – Vasco / Marlon (40/1ºT) – Nova Iguaçu
VASCO: Martín Silva; Madson, Luan (Douglas Silva), Anderson Salles e Christianno; Serginho (Lucas) e Guiñazú; Julio dos Santos e Jhon Cley; Dagoberto e Gilberto (Thalles). Técnico: Doriva.
Nova Iguaçu: Jefferson; Yan (Cleyton), Jorge Fellipe, Anderson e Rodrigues; Filipe (Rodrigo César), Paulo Henrique e Dieguinho; Gláuber (André Mello), Marlon e Dudu.. Técnico: Renê Weber.

Texto: Matheus Alves

Fonte: Site Oficial do Vasco

Eurico critica recomendação do Gepe para colocação de stewards em frente às sociais

O presidente do Vasco, Eurico Miranda, decidiu expor em coletiva de imprensa o que chama de “clara tentativa de confronto” do Gepe contra o clube. O mandatário disse que recebeu nesta sexta-feira um ofício do Grupamento Especial de Patrulhamento de Estádios, órgão da Polícia Militar, pedindo que o clube coloque stuarts – seguranças particulares usados para controle de público na Copa do Mundo – nas cadeiras sociais de São Januário. Com provocações ao tenente-coronel João Fiorentini, comandante do grupamento, Eurico disse não saber a razão da tentativa de conflito com o clube Cruz-Matino – “talvez porque ele não consiga resolver o problema das torcidas organizadas” -, mas disse que o Gepe também tenta induzir a avaliação do Ministério Público com “relatórios falsos”.

Com papel do ofício na mão, a respeito do primeiro jogo sem proteção de grades ou vidros nas sociais, e também um relatório enviado ao Ministério Público, que o departamento jurídico do clube vai responder “item por item”, Eurico lembrou que se antecipou a qualquer pedido da Polícia Militar e já colocou seguranças particulares de cinco em cinco metros para impedir qualquer tentativa de invasão na social. O Gepe, através do documento, quer 20 homens dentro do campo. O que provocou a irritação do presidente.

– Decidi tirar os vidros porque prejudicava a visibilidade dos torcedores nas primeiras fileiras. E foi uma medida que foi muito elogiada por todos até. Não contratei stuarts, mas coloquei seguranças em toda a área, sentados ali. Se colocasse o que ele quer, os stuarts, dentro de campo, a reação é de correr atrás de um torcedor dentro do campo, não de impedir, como fizemos. Mas o que ele (Fiorentini) quer é criar um confronto. E se tem uma coisa que nunca admiti, no dia que admitir isso não fico mais um dia no Vasco, é essa tentativa de ingerência no Vasco, de controlar a social do Vasco. No meu entendimento ele está extrapolando as suas funções – disse Eurico, afirmando que a intenção é poder retirar os vidros em todo o estádio e se responsabilizando pela medida.

– O código de Justiça Desportiva brasileira prevê isso, que quem se responsabiliza pela segurança dentro do campo de jogo é o mandante – acrescentou o presidente.

De acordo com as informações do relatório, o Gepe relatou ao Ministério Público falta de controle da entrada na social do clube – 167 pessoas teriam entrado sem ingresso, o que Eurico contestou, lembrando que há atletas-residentes dentro do Vasco, que vêm com familiares e funcionários “devidamente identificados” -, torcedor portando bebida alcoólica – Eurico disse que o Gepe descreve que o vascaíno estava na arquibancada, mas justifica dizendo que os bares e o restaurante não vendem bebidas -, entre outros pontos que o departamento jurídico vai responder ao MP.

Fonte: GloboEsporte.com

Vasco vence Resende em São Januário e mantém liderança no Estadual

Vasco domina, vence Resende e mantém liderança do Carioca
Gilberto garante os três pontos para os vascaínos no duelo contra a equipe do Sul Fluminense

Pela nona rodada do Campeonato Carioca 2015, o Vasco venceu o Resende por 1 a 0, gol de Gilberto, aos 19 minutos do primeiro tempo e manteve a liderança da competição, com 23 pontos. O triunfo desta noite consolida mais uma vez a grande campanha do time cruzmaltino, que tem o melhor aproveitamento e também a melhor defesa do Estadual, com apenas dois gols sofridos.

O Jogo

Resende perigoso e Vasco eficiente. Esse foi o panorama da partida durante todo o primeiro tempo. Buscando furar o bloqueio defensivo dos adversários, o técnico Doriva apostou na velocidade de Jhon Cley no meio e obteve sucesso. O jovem correspondeu e deu maior mobilidade ao time.

Apesar da animação da torcida, o jogo demorou a engrenar. A equipe do Sul Fluminense foi quem assustou primeiro. Aos 15 minutos, o atacante Geovane Maranhão recebe boa bola na entrada da área e toca para Jhulliam, que limpa a jogada e chuta, mas é obstruído pelo zagueiro Luan.

Com os melhores lances pela direita, Madson foi a grande opção ofensiva do Vasco durante a etapa inicial. Aos 19, após roubada de bola de Guiñazu na defesa, Jhon Cley carrega até o meio e dá um excelente passe para o lateral direito, que com precisão passa para Gilberto abrir o placar em São Januário. Vasco 1×0 Resende.

O Resende tentou empatar logo aos 21, mas Martín Silva atrapalhou a vida dos adversários. Aos 33 minutos, foi a vez de Lorran tocar para Marcinho. O camisa 10 faz boa jogada e chuta com perigo para grande defesa do goleiro Arthur.

Aos 36, foi a vez de Geovane Maranhão novamente levar perigo ao gol do Vasco. O atacante recebe pela esquerda e chuta, mas novamente se destaca Martín Silva. No rebote, Luan salva e afasta a chance do clube do Vale do Paraíba, garantindo assim a vitória dos vascaínos nos primeiros 45 minutos.

Vasco domina no segundo tempo e garante vitória

No segundo tempo, o clima se manteve o mesmo. Vasco tem a posse de bola e se impõe contra o adversário, que tentou suas melhores oportunidades através de contra-ataques. Logo aos 10, Jhon Cley, que teve uma boa noite, cobra falta e coloca na cabeça de Rodrigo, que manda para o fundo da rede, mas a arbitragem anula o gol e assinala o impedimento.

O treinador Doriva promoveu mudanças importantes antes mesmo da parada técnica. Yago, Douglas Silva e Bernardo entraram nos lugares de Marcinho, Rodrigo e Jhon Cley, respectivamente. Trocas que deixaram o sistema tático com mais velocidade durante o segundo tempo.

Muito perigoso no contra-ataque, a equipe do Resende ousou aos 28 minutos. Em cruzamento na área, Luan não consegue cortar a bola, que sobra para Jefferson Silva. O jogador chuta e outra grande defesa de Martín Silva, salvando mais uma vez o Gigante da Colina!

A partida terminou sem grandes preocupações para os torcedores vascaínos. Com simplicidade e calma, o Vasco garante a sua vitória e a liderança do Carioca de 2015, com 23 pontos na tabela. Único invicto, o time de São Januário terá pouco tempo de preparação para o próximo confronto no domingo (15/03), às 16h, contra o Nova Iguaçu, também na Colina Histórica.

Nesta quinta-feira (12), o cruzmaltino fechou a sua lista de inscritos para o Campeonato Carioca. O último a ser adicionado foi Matheus Índio, que entrou no lugar de Marquinhos do Sul.

FICHA TÉCNICA – VASCO DA GAMA 1X0 RESENDE

Local: São Januário, Rio de Janeiro

Data: 12 de março de 2015

Horário: 19h30

Árbitro: Lenilton Rodrigues Gomes Júnior

Assistentes: Júnior Jackson Lourenço Massarra dos Santos e Márcio Moreira de Queiroz

Público pagante: 5.532 / Presente: 6.059

Renda: R$ 107.800,00

Cartões amarelos: Lorran, Rodrigo e Serginho (Vasco) / Marcel (Resende)

Gol: Gilberto (19/1ºT – Vasco)

VASCO: Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo (Douglas Silva) e Lorran; Serginho e Guiñazú; Julio dos Santos, Marcinho (Yago) e Jhon Cley (Bernardo); Gilberto. Técnico: Doriva.

Resende: Arthur; Gabriel, Rogério, Admilton e Kim; Iuri Pimentel, Capone e Marcel (Léo Silva); Gustavo, Jhulliam (Márcio Carioca) e Geovane Maranhão (Jefferson Silva). Técnico: Paulo Campos

Texto: Matheus Alves

Fonte: Site Oficial do Vasco

Advogado da viúva de Dener fala sobre acordo, critica Dinamite e elogia Eurico

O Vasco enfim chegou a um acordo com a família de Dener para finalizar o pagamento do espólio do jogador, falecido em um acidente de carro na Lagoa Rodrigo de Freitas, em 1994. Depois de entrar em contato com o clube no último mês de janeiro, o advogado da viúva Luciana Gabino foi recebido pelo presidente Eurico Miranda e pelo vice-presidente jurídico Paulo Reis em São Januário na última segunda-feira. Luciana assinou acordo, aceitou diminuir um pouco o valor integral da dívida e passa a receber nos próximos nove meses. O primeiro pagamento sai em março.

O acidente gerou indenização de R$ 5 milhões à viúva e aos três filhos, em acordo assinado em 2007 durante a última administração Eurico. Com multas por atraso de pagamento e juros de correção do valor original do espólio, a dívida ainda girava em torno de R$ 1 milhão. Pelo acordo assinado à época, o Vasco pagaria 85% do valor – R$ 3,2 milhões – através do ato trabalhista no Tribunal Regional do Trabalho do Rio, mais os 15% restantes – R$ 1,8 milhão – em 36 parcelas mensais de R$ 50 mil. O último pagamento deveria ter sido feito em setembro de 2010.

Segundo o advogado Renato Menezes, a negociação durou menos de uma hora. Ele não quis entrar em detalhe sobre os valores – a negociação diminuiria a dívida para metade do valor ao qual se somavam multas por atraso de pagamento, juros e correções -, mas elogiou Eurico e atacou o ex-presidente Roberto Dinamite, que prometeu em campanha para a presidência honrar o acordo em programa de televisão, mas depois deixou de pagar o espólio de Dener.

– O que o incompetente do Dinamite não fez em quatro ou cinco anos, em menos de uma hora nós resolvemos com a nova diretoria. Fomos muito bem recebidos pelo doutor Eurico. Ele disse que faz isso porque gosta do Vasco e porque sabe o que o Dener fez pelo clube. Disse ainda que o acordo começou com ele e que iria terminar com ele. Com essas palavras sacramentamos tudo. A família do Dener só tem a agradecer ao doutor Eurico e ao Paulo Reis – frisou.

Procurada para comentar o acordo, a viúva de Dener Luciana Gabino não quis falar neste momento. Depois de mais de 20 anos da morte do marido, o imbróglio jurídico está perto do fim.

Relembre o caso

O imbróglio jurídico que a morte de Dener gerou é dividido em duas histórias e tem o mesmo motivo: o Vasco, quando contratou o jogador em 1994, não fez seguro de vida para o jogador – fez apenas por acidente de trabalho. À época, Eurico Miranda, então vice de futebol, disse que o jogador não queria fazer seguro em nome da Portuguesa e também alegara que não poderia fazer seguro de pessoa física para pessoa jurídica – o Grêmio, porém, fizera no empréstimo anterior nesses moldes.

A morte de Dener, uma perda irreparável para a família e para o futebol brasileiro, representou também um gasto de quase R$ 10 milhões para os cofres vascaínos – o clube também pagou cerca de US$ 20 mil para a mãe quitar um dos apartamentos que o filho comprara. Dener era o mais alto investimento da equipe para o tricampeonato carioca de 1994. O clube pagou para a Portuguesa US$ 350, mais o empréstimo do zagueiro Tinho. Em longas batalhas judiciais, a Portuguesa recebeu em 1999 R$ 4,6 milhões. Para a viúva, que pedia indenização original de R$ 15 milhões, o acordo saiu por R$ 5 milhões somente em 2007.

Fonte: GloboEsporte.com