Todos os posts de Equipe CASACA!

Pela Taça Rio, Vasco é superado pela Portuguesa em Edson Passos

O Vasco da Gama foi até Edson Passos, na tarde deste domingo (25/02), para cumprir seu primeiro compromisso nesta edição da Taça Rio. No gramado do Estádio Giulite Coutinho, o Gigante da Colina foi superado pela Portuguesa, pelo placar de 1 a 0. O próximo duelo na competição será diante do Macaé, na próxima quinta-feira (01/03). O duelo será disputado Estádio de São Januário, às 19h30.

O JOGO
 
A primeira investida no duelo em Edson Passos foi do Vasco, logo aos dois minutos de bola rolando. Giovanni Augusto inverteu para Rildo, que acionou Fabricio na entrada da área. O lateral-esquerdo finalizou e mandou por cima do gol da Portuguesa. Na sequência, Rafael Galhardo cobrou falta com perigo pela direita. A redonda passou por todo mundo e o camisa 1 adversário precisou se esticar para efetuar a defesa. A chance da Lusa veio aos cinco minutos, quando Romarinho tentou de fora da área e viu Gabriel Félix afastar o perigo.
 
O Gigante da Colina seguia impondo seu ritmo na partida. Aos nove, Giovanni Augusto deu passe em profundidade para Riascos. O atacante girou para cima do marcador e bateu cruzado, mas Milton Raphael apareceu para ficar com a bola. Mais tarde, aos 18, Rafael Galhardo infiltrou na área após bom passe de Giovanni Augusto, ele levou para a linha de fundo e finalizou com perigo. Quando o cronômetro marcava 29 minutos, após cobrança de escanteio, Tiago Amaral cabeceou e abriu o placar para o time mandante do jogo: Portuguesa 1 a 0.


Andrey e Fabricio na marcação diante da Lusa – Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

O gol do adversário não abateu o Cruzmaltino, que seguia criando boas chances de igualar o placar. Aos 37 minutos, Rildo limpou a marcação e cruzou para Giovanni Augusto. O meio-campista tocou para o meio e Fabricio aproveitou para chutar com perigo de fora da área. Antes do apito final da primeira etapa, aos 45, Giovanni Augusto acionou Rildo, que ganhou da marcação e finalizou. A zaga da Portuguesa tirou a bola na linha e, no rebote, Giovanni deu para Riascos concluir de bicicleta e quase marcar o primeiro vascaíno.
 
Na volta para o segundo tempo, o panorama da partida não mudou e o Vasco seguiu criando boas chances. Aos dois minutos, Rafael Galhardo cruzou e a bola ficou com Rildo, pelo lado esquerdo do campo. Ele levou para a linha de fundo e mandou uma bomba em direção a meta de Milton Raphael, que colocou para fora. Aos sete, Fabricio cobrou falta perigosa na entrada da área, a redonda passou perto do gol da Lusa e saiu pela linha de fundo. Mais adiante, aos 16, Thiago Galhardo carregou a bola e finalizou com perigo de fora da área.
 
Aos 25 minutos, Caio Monteiro aproveitou passe errado da defesa da Portuguesa e tocou para Luiz Gustavo, que finalizou com perigo e viu a zaga adversária cortar. Quando o cronômetro marcava 31 minutos, a Portuguesa chegou com Tiago Amaral, que dominou e finalizou de fora da área. O goleiro Gabriel Félix apareceu para efetuar a defesa e mandar a redonda para escanteio. Aos 41, Paulo Vitor cruzou buscando Rildo na área, mas a defesa adversária afastou.
Thiago Galhardo em ação no gramado do Giulite Coutinho – Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

FICHA TÉCNICA 
PORTUGUESA 1 X 0 VASCO DA GAMA
Campeonato Carioca – Taça Rio – 1ª rodada
 
Local: Estádio Giulite Coutinho, Edson Passos (RJ)
Data:  25 de fevereiro de 2018
Horário:  17 horas (de Brasília) 
Árbitro: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
Auxiliares: Dilbert Pedrosa (RJ) e Gilberto Stina (RJ)
Gols: Tiago Amaral (29/1T – Portuguesa)
Cartões amarelos: Bruno Paulista, Thiago Galhardo e Erazo (Vasco) / Tiago Amaral e Luan(Portuguesa)
Cartão vermelho: 
 
VASCO DA GAMA: Gabriel Félix, Rafael Galhardo (Luiz Gustavo), Erazo, Werley e Fabricio; Andrey, Bruno Paulista (Caio Monteiro), Thiago Galhardo (Paulo Vitor) e Giovanni Augusto; Rildo e Riascos. Técnico: Zé Ricardo.
 
PORTUGUESA: Milton Raphael, Adriano, Luan, Marcão e Diego Maia; Muniz, Jhonnatan, Maicon Assis (Emerson) e Romarinho; Sassá (Ygor) e Tiago Amaral. Técnico: João Carlos Ângelo.
 
Fonte: Site oficial

Henrique prevê evolução após “batismo” na Conmebol Libertadores

Atuação de gala, vitória convicente em São Januário, altitude, pressão adversária, derrota doída fora de casa, decisão por pênaltis e volta por cima. Não faltou nada no roteiro do confronto entre Vasco da Gama e Jorge Wilstermann, válido pela terceira fase da Conmebol Libertadores. No fim, na base do coração e com três defesas espetaculares de Martín Silva, o Cruzmaltino levou a melhor e garantiu um lugar na fase de grupos.

Conquistada de forma suada e com uma enorme dose de emoção, a classificação veio para coroar todo o esforço do elenco nos últimos meses. Mesmo enfrentando a descrença e diversas dificuldades, o grupo não jogou a toalha, muito pelo contrário, se fechou e seguiu dando a vida para recolocar o nome do Gigante da Colina em evidência. O feito atingido foi exaltado por Henrique.

– Nós sabíamos que seria necessário fazer um placar legal em São Januário em virtude da força do Wilstermann atuando na Bolívia. Se tratava de um time que vinha de resultados expressivos dentro de casa, alguns deles contra equipes de tradição. Por tudo que a gente trabalhou nos últimos seis meses, pelo nosso esforço, pela nossa dedicação, foi justo e merecido a gente ter saído de campo com essa classificação – declarou o prata da casa.

Apesar de estar feliz com a continuidade vascaína na Conmebol Libertadores, o lateral-esquerdo reconheceu que a apresentação durante o tempo normal diante do Jorge Wilstermann não foi das melhores. Para Henrique, porém, a experiência vivida foi importante e fará o Vasco da Gama chegar ainda mais preparado na fase de grupos. O jovem acredita que o Cruzmaltino foi “batizado” no torneio continental.

– Quando chegamos no vestiário falamos muito sobre tudo que aconteceu. Temos consciência que não fizemos um bom jogo, mas se tratava de uma decisão de 180 minutos. Eles foram bem aqui e nós em São Januário. Nessa fase o importante é classificar e nós conseguimos. Essa partida foi o nosso batismo na Libertadores. Agora é pensar na fase de grupos e ver onde precisamos melhorar para crescer dentro da competição – disse Henrique.

Henrique atravessa bom momento em São Januário- Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

Garantido na fase de grupos da Conmebol Libertadores 2018, o Vasco retornou ao Brasil na noite da última quinta (22/02). A próxima partida pelo torneio continental será apenas no dia 13 de março, contra a Universidad de Chile, em São Januário. Antes desse compromisso, o Almirante voltará suas atenções para o Carioca. A estreia na Taça Rio será no domingo (25), às 17 horas, diante da Portuguesa, em Edson Passos.
 
Fonte: Site oficial

Wellington lembra esforço de 2017 e diz que Vasco merecia a vaga

Foi suado, sofrido, com uma enorme dose de emoção, mas o Vasco da Gama atingiu o objetivo traçado no começo da temporada. Nas cobranças de pênaltis, com inspirada atuação do goleiro Martín Silva, o Gigante da Colina bateu o Jorge Wilstermann e se garantiu no Grupo 5 da Conmebol Libertadores, onde medirá forças com Cruzeiro, Universidad de Chile e Racing (ARG).

Um dos pilares do elenco cruzmaltino, o volante Wellington era um dos mais eufóricos no gramado do Estádio Olímpico Patria após o apito final. O motivo da felicidade? O fato do Almirante ter superado todos os prognósticos e seguir vivo na luta pelo título da principal competição continente. O experiente jogador exaltou a bravura vascaína no momento de maior dificuldade na temporada.
 
– Acredito que eles fizeram uma partida muito boa taticamente. Sabíamos da dificuldade que íramos encontrar aqui, pela velocidade da bola, pela altitude. Isso não é desculpa, mas o importante é que conseguimos coroar o que fizemos no ano passado, quando com muita luta nos garantimos na Libertadores. Eu estou muito feliz por ter renovado com o Vasco, por estar aqui, estar na fase de grupos. Agora é bola para frente. É pensar no futuro – afirmou o volante.

Ao ser questionado sobre o resultado adverso no tempo normal, Wellington lembrou suas declarações na semana que antecedeu a partida e garantiu que em nenhum momento o Vasco da Gama menosprezou o Jorge Wilstermann. O camisa 7 elogiou o desempenho da equipe boliviana, que chegou até as quartas de final da edição de 2017 da Conmebol Libertadores.

– Eu fui um dos que falou antes do jogo que não estava nada ganho, que ainda restavam 90 minutos. Sabíamos da dificuldade que íriamos encontrar, que se tratava de um adversário difícil. Isso tudo foi provado nesse jogo. Um resultado amplo não quer dizer nada, não define nada. Nossa classificação só foi selada quando o Martín defendeu aquela última cobrança. Ele teve uma noite espetacular, inclusive – concluiu Wellington.

 
Fonte: Site oficial

Aprendizados, Arritmias, Angústias e Alívios em Sucre – O Vascaíno, Um Forte

Não foi definitivamente um jogo qualquer. Os analistas cada vez menos entendidos no bom e velho esporte bretão já teceram diversos comentários sobre desconcentração, erros mil, jogo aéreo, problemas táticos aqui e ali do time do Vasco na altitude de Sucre na última quarta, contra o Jorge Wilstermann, da Bolívia. Porém, como de costume, os “idiotas da objetividade” (à moda do imortal Nelson) não conseguem enxergar um palmo à frente do nariz e cismam em se cegar diante do óbvio ululante. Vimos não um 4×0, um placar elástico, algo do ramo das estatísticas para revistas futuras. Quem quase infartou durante aquelas pouco mais de duas horas contemplou o futebol em sua essência.

Arritmias, fibrilações atriais, indigestões, colapsos nervosos, pânicos, suores frios, desmaios, síncopes, as mais diversas estripulias sintomáticas e demasiadamente humanas se deram durante os mais de 100 minutos de angústia dilacerante para o torcedor cruzmaltino. Falar simplesmente de bola, jogadores, árbitro (um canalha, por sinal), seria botar antolhos cavalares. Foi um jogo de Libertadores da América com todos seus requisitos na bandeja: falta de técnica, desespero, escanteios aos borbotões para o time da casa (a cada um deles, o vascaíno envelhecia um ano tamanha a ansiedade), expulsão, penalidades sufocantes e um final feliz que nenhum roteirista de Hollywood seria capaz de escrever.

O cruzmaltino depois da saga épica das montanhas bolivianas se igualou ao sertanejo e pode dizer de fronte alta, “sou sobretudo um forte”. Se sobreviveu à noite de tantos contrastes, se não capitulou engolindo Frontais, Rivotris, cervejas, vodcas e cigarros aos montes e se aguentou com paciência tibetana e estômago de aço aos horrores campais até as penalidades máximas, não morrerá tão cedo. O Vasco aprendeu a cada gota de suor, a cada baforada de oxigênio raro e como isso será rico no percurso da competição continental.

Escrevi um pouco atrás que falar de jogadores seria simplório. Menti. Não mencionar San Martín Silva e suas três defesas diante da marca de cal é dar as costas para a arte desse esporte que aprendemos a amar. Foi colossal. A superação, os abraços, os berros do Ipiranga em cada casa à beira das janelas, os sorrisos e alívios espalhados da Bolívia ao Rio depois do último tiro defendido são singulares, de emoldurar e fazer parte da memória de cada vascaíno para todo o sempre.

E se tudo poderia ficar ainda mais perfeito para o cruzmaltino, o que dizer de uma madrugada que se iniciou com a frustração dos secadores de plantão, aqueles magnânimos que dizem não torcer contra? A cava depressão e insônia que vieram após o término da transmissão da tv após terem a nítida e deslavada certeza da eliminação do Club de Regatas Vasco da Gama foi daqueles fechos de ouro inebriantes.

Que venham Cruzeiro, Racing e La U! O Vasco calejado da batalha seguirá com sua camisa gigantesca e histórica a protagonizar instantes de antologia. O resto é paisagem.

Rafael Fabro

Herói em Sucre, Martín Silva avalia início da caminhada na Libertadores

Se um grande time começa por um grande goleiro, o Vasco da Gama não tem do que reclamar. Na noite da última quarta-feira (21/02), em Sucre, na Bolívia, Martín Silva foi o grande herói do Gigante da Colina diante do Jorge Wilstermann. Após a derrota por 4 a 0 no tempo normal, o uruguaio cresceu diante dos adversários nas penalidades, defendeu três cobranças e recolocou o Cruzmaltino na fase de grupos da Conmebol Libertadores 2018 após seis anos.

Bastante festejado pelos companheiros após o apito final, Martín Silva não escondeu a satisfação ao falar sobre o resultado obtido pelo Almirante em solo boliviano. O camisa 1 exaltou o fato da equipe de São Januário ter atingido o objetivo traçado no início da temporada. O capitão, entretanto, reconheceu que o time vascaíno fez um jogo abaixo das expectativas no Estádio Olímpico Patria.

– Sofremos demais e até mesmo por isso estamos muito bravos com nós mesmos. Tomar três gols no início era tudo que não podíamos permitir, até pela forma que aconteceu, em jogadas que trabalhamos. Sabíamos que o jeito de jogar deles era aquele. O importante é que nos classificamos. O objetivo é sempre passar de fase. Lógico que precisamos corrigir muita coisa, vamos fazer, mas acredito que estamos fazendo um campeonato muito bom – afirmou o arqueiro.

Dos 25 jogadores inscritos pela comissão técnica para as primeiras fases da Conmebol Libertadores, apenas 11 já haviam tido a oportunidade de atuar na altitude. Martín Silva acredita que essa falta de experiência atrapalhou o Gigante da Colina contra o Jorge Wilstermann, principalmente na etapa inicial, quando o adversário abriu uma diferença de 3 a 0 no placar.

– A altitude influencia muito na parte física, na velocidade da bola, e acho que por isso demoramos um pouco para nos arrumar dentro de campo. Os ânimos não eram bons no vestiário, mas tentamos acordar. Fizemos um segundo tempo muito melhor e tivemos mais atenção na bola parada. Nosso time conta com muitos jogadores novos e que estão jogando pela primeira vez a Libertadores. Faz parte da experiência – declarou o uruguaio.

Martín Silva é abraçado pelo grupo após o jogo- Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

Garantido na fase de grupos da Conmebol Libertadores 2018, o Vasco deixa a Bolívia com destino ao Brasil na tarde desta quinta (22). A próxima partida pelo torneio continental será apenas no dia 13 de março, contra a Universidad de Chile, em São Januário. Antes desse compromisso, porém, o Almirante voltará suas atenções para o Carioca. A estreia na Taça Rio será no domingo (25), às 17 horas, diante da Portuguesa, em Edson Passos.
 
Fonte: Site oficial

Zé Ricardo comemora classificação para a sequência da Libertadores

O técnico Zé Ricardo concedeu entrevista coletiva após a partida que confirmou o Vasco na fase de grupos da Conmebol Libertadores 2018. O duelo terminou com vitória do Gigante da Colina nos pênaltis. No tempo normal, o Cruzmaltino foi derrotado por 4 a 0 pelo Jorge Wilstermann (BOL), que devolveu o placar do primeiro jogo. O comandante vascaíno falou sobre a qualidade do adversário atuando em seus domínios e destacou a dificuldade da competição internacional.
 
– Sabíamos da força do Jorge Wilstermann jogando em casa, ano passado eles fizeram uma excelente Libertadores. Viemos para a Bolívia conscientes de que eles iriam atuar de uma forma bem vertical, como ocorreu. Utilizando bastante as bolas aéreas, já que é uma equipe que é mais alta que a nossa. Realmente, um gol cedo acabou tirando nosso equilíbrio e jogamos pouco no primeiro tempo. No segundo, equilibramos a partida, mas mesmo assim eles marcaram. Isto é Libertadores, são sempre dois jogos, e o importante foi que conseguimos entrar na fase de grupos – comentou o treinador.
 
O resultado nos 90 minutos não foi o esperado pela comissão técnica vascaína, mesmo sabendo das dificuldades de enfrentar o clube boliviano na altitude. Apesar da derrota no tempo regulamentar, o objetivo principal de passar para a fase de grupos foi alcançado. Elogiando a atuação de Martín Silva, que defendeu três pênaltis, Zé Ricardo comemorou a classificação para a próxima fase.
 
– Profissionalmente falando, hoje foi um dos dias mais difíceis de se trabalhar, porque três gols tiraram nosso equilíbrio e nossa equipe não conseguia se encontrar. O Jorge Wilstermann veio com um ritmo muito alto e desgastou nosso time, que já tinha a dificuldade da altitude. Eles mereceram o resultado e aí fomos para os pênaltis, onde o Martín Silva teve uma noite extremamente feliz e conseguimos classificar. Chegamos aqui com o objetivo de passarmos para a fase de grupos e alcançamos esta meta – ressaltou Zé Ricardo.
 
Fonte: Site oficial

Vasco supera o Wilstermann nos pênaltis e está na fase de grupos da Libertadores

Classificado! O Vasco da Gama foi até Sucre, na Bolívia, para enfrentar o Jorge Wilstermann, na noite desta quarta-feira (21/02). O time adversário devolveu o resultado de 4 a 0, construído pelo Gigante da Colina em São Januário, e levou a decisão da vaga na fase de grupos para os pênaltis. A estrela do goleiro Martín Silva brilhou e o uruguaio defendeu três das cobranças da equipe boliviana. Pelo Cruzmaltino, Andrés Ríos, Yago Pikachu e Wellington converteram e confirmaram a última vaga do Grupo 5 da competição, também formado por Cruzeiro, Racing e Universidad de Chile.
 
O primeiro compromisso pela fase de grupos da competição já está marcado. No dia 13 de março (terça-feira), o Vasco receberá o Universidad de Chile em São Januário, às 21h30 (de Brasília).
 
O JOGO
 
Utilizando a altitude como aliada, o Jorge Wilstermann saiu na frente do jogo de volta. Aos cinco minutos de bola rolando, Serginho cobrou escanteio e Zenteno cabeceou: J Wilstermann 1 a 0. Entretanto, o lance foi originado por um erro da arbitragem. Na jogada que originou o escanteio, Paulão efetuou o corte e a redonda bateu por último no atleta da equipe boliviana, caracterizando tiro de meta para o Gigante da Colina. Na sequência, após cruzamento, Pedriel ampliou: J Wilstermann 2 a 0.
 
Mais tarde, aos 16, os donos da casa voltaram a balançar as redes com Chávez: J Wilstermann 3 a 0.O Vasco respondeu com perigo, com uma bela finalização de Evander de fora da área. Nos minutos finais da primeira etapa, o Cruzmaltino voltou a construir uma boa oportunidade de marcar o seu gol fora de casa. O lateral-esquerdo Henrique tabelou com Evander e chutou com perigo, vendo a bola passar bem perto da meta de Arnaldo Giménez.

Henrique encara a marcação do time boliviano – Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br
 
Na volta para a segunda etapa, aos 25 minutos, o time do Jorge Wilstermann ampliou o placar. Serginho cruzou e Zenteno concluiu: J Wilstermann 4 a 0. Mais adiante, aos 34 minutos, Rildo foi derrubado por Zenteno na linha da entrada da área, caracterizando penalidade máxima. A arbitragem voltou a falhar na partida e não marcou pênalti para o Cruzmaltino. Com a repetição do resultado feito pelo Vasco na Colina, os bolivianos levaram a decisão da vaga para os pênaltis.
 
Nas penalidades, a estrela do goleiro Martín Silva brilhou. O Uruguaio defendeu três cobranças dos adversários. Entre os cobradores do Vasco, Andrés Ríos, Yago Pikachu e Wellington converteram.

Martín Silva comemora classificação ao lado dos companheiros de equipe – Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br
FICHA TÉCNICA 
JORGE WILSTERMANN 4 (2) X 0 (3) VASCO
Conmebol Libertadores 2018
 
Local: Olímpico Páteria, Sucre (BOL)
Data: 21 de fevereiro de 2018 
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Wilmar Roldán (COL)
Auxiliares: Alexander Guzman (COL) e Cristian de la Cruz (COL)
Gols: Zenteno (J Wilstermann – 5/1T e 25/2T), Pedriel (J Wilstermann – 10/1T) e Chávez (16/1T)
Cartões amarelos: Martín Silva, Ricardo Graça e Henrique (Vasco) / Alex Silva e Lucas Gaúcho (J Wilstermann)
Cartão vermelho: Thiago Galhardo (Vasco)
 
VASCO DA GAMA: Martín Silva, Yago Pikachu, Paulão, Ricardo e Henrique; Desábato, Wellington, Wagner (Rildo) e Evander (Thiago Galhardo); Andrés Ríos e Paulinho (Riascos). Técnico: Zé Ricardo.
 
JORGE WILSTERMANN:  Arnaldo Giménez, Meleán, Alex Silva, Zenteno, Aponte e Saucedo (Jorge Ortiz); Cristhian Machado, Pedriel (Lucas Gaúcho) e Cristian Chávez (Melgar); Serginho e Gilbert Álvarez. Técnico: Roberto Mosquera.
 
Fonte: Site oficial

Bom dia, cavalo!

O vascaíno está em festa. Quarta-feira, mais uma vez, após uma breve apreensão pré-jogo, se permitiu festejar mais uma atuação de gala do time, que o deixou viajar para a altitude com confiança cautelosa, com objetivo de confirmar a classificação para a fase de grupos da Libertadores da América.

Razões para festa e confiança não faltam. Além do resultado elástico – aquela goleada de 4×0 da confiança a qualquer um – a performance do time nos enche de esperança de que o tal grupo da morte represente a eliminação dos outros. Os diários argentinos já se preocupam, o técnico Mano Menezes prega um discurso de humildade além do habitual, e a Universidad de Chile… bem… a La U contratou o Rafael Vaz, que é nosso.

O que impressiona a imprensa é a qualidade de jogo do time do Vasco. Não só pelo entrosamento, encabeçado pela dupla Paulinho e Evander, mas também pela solução que este time tem em qualquer situação de jogo. Adversário retrancado, tem avanços de laterais e zagueiros que armam a jogada. Se o jogo fechar as pontas, temos nova mudança, e os principais armadores saem da triangulação pelas laterais e vão para a criação no meio. Mesmo sofrendo pressão, o Vasco sabe se armar de forma inteligente para o contra-ataque.

Porém, embora dê uma vontade danada de falar sobre como o time está jogando muita bola, o que nos interessa aqui é a forma com que essa performance foi criada e como ela pode estar sofrendo um grande risco, em virtude das ações que estão sendo tomadas pela nova diretoria.

Lembramos bem, antes do início da Libertadores, dos palpites pessimistas dos comentaristas esportivos. Aqueles que mais desdenham o Vasco apostavam na vitória da Universidad Concepción, por até 2 gols de diferença. Eles não sabiam nada do time, a não ser a performance de treino que a equipe tinha na Taça Guanabara.

O fato é que, em virtude da grande confusão eleitoral que chegou a preocupar a preparação do time para o certame continental, a antiga diretoria, que há muito já sabe dos malefícios que uma imprensa muito próxima e de boa vontade duvidosa pode causar, decidiu colocar o time em preparação num CT, melhorando-o para fornecer a melhor estrutura de preparação possível para os jogadores.

Dando condições de treinamento, tranquilidade para treinador e equipe, a comissão técnica teve totais condições de realizar a preparação da forma que quis, sabendo que se trata de uma comissão em que realmente confiamos.

Porém, com um atraso no facilities para a imprensa, ela acabou não tendo condições de acompanhar a pré-temporada e ainda se encontra distanciada do futebol. Isso resultou em algo sensacional para o Vasco. Lembro que após a estreia na Taça GB, os jogadores foram abordados sobre o provável incômodo que o imbróglio eleitoral estaria causando. Há de se enaltecer as declarações sinceras e comedidas dos atletas – com destaque para o Martin Silva – que concordou que a indefinição incomoda, mas que eles trabalham e treinam com todo o esforço e respeito que lhes cabem.

Agora, pensem bem. Já imaginaram uma imprensa próxima dos jogadores em todo o período de pré-temporada torrando a paciência dos jogadores com os assuntos eleitorais do Vasco? Imaginem um plantão dentro do CT tirando a concentração dos atletas falando sobre administradores, Conselho Deliberativo, salários ameaçados de não serem pagos? A internet e a TV já os informavam sobre o turbilhão que passou, mas ter isso em seu ambiente de trabalho afeta a produtividade de qualquer um.

Isso a antiga diretoria sempre soube. Sempre teve consciência do que a imprensa pode ocasionar maleficamente ao clube e ao time. Sejamos sinceros, esse vento que venta cá, venta lá também, ainda que de outra forma. Transformam a Gávea em inferno na Terra em tempos de crise, assim como a euforia megalômana que fazem nos propicia os sensacionais episódios históricos dos micos rubro negros.

Mais uma vez fica a lição. Se quer buscar uma aproximação com a imprensa, que seja feita com cautela e cuidado, sabendo que os jornalistas servem a uma empresa do ramo jornalístico, e assim como toda empresa, visa o lucro. Visando o lucro, vão apoiar e/ou prejudicar aquilo que eles acham que seja mais lucrativo para a empresa.

Eis que chegamos ao momento atual. Vemos a grande abertura anunciada como festa para “vomitadores” em redes sociais, algo que devia ser tratado com muito cuidado para não denegrir a imagem da instituição, mas também, com a aparição em todo local midiático possível, vemos a maior autoridade do nosso clube se expor e, por conseguinte, a nossa instituição.

Não que seja problema ir a vários canais esportivos. Isso é bom. Muito bom, até. O problema é dar satisfação a qualquer um que apareça pela internet ou WhatsApp da vida para criticar ou fazer sugestões fora do momento. Responder a todos pela internet, seja Facebook, WhatsApp ou qualquer outro canal digital, soa muito mais com um trabalho para a própria imagem do que para a imagem do Vasco. Como todo ditado, é velho: “quem fala demais da bom dia a cavalo”. Acaba por falar demais, responder a quem não merece resposta. Se tem tempo para isso, não há nada de mal em escutar. A partir do que ouve, pode decidir como agir. A ação, qualquer criança sabe, é a melhor resposta.

***

Fora isso, vale um comentário. Ter um cargo no Vasco, remunerado ou não, requer dedicação. Em cada instituição ou empresa, viver e aprender sua cultura é mandatório. Qualquer funcionário, diretor ou vice-presidente tem a obrigação de estar em São Januário dia e noite, como sua casa de trabalho, respirando o clube. Não se pode nunca, em uma instituição com personalidade fortíssima, pensar em guiá-la institucionalmente ou na divulgação de sua imagem, através do ar condicionado de sua casa, comunicando internamente por e-mail/celular e externamente por mídias sociais. Esse não é o caminho em empresas jovens com cultura “maleável”, imagine com instituições centenárias como o Vasco.