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Os desafinados

O último dia de janeiro de 2018 foi especial para o vascaíno. Fazia tempo, infelizmente, desde a nossa última participação na Libertadores. Após 2012, com o estopim da falta de gestão do clube, o Vasco viveu período de derrocada vertiginosa da instituição, levando a crise quase insustentável até 2014. Sua reconstrução, iniciada em 2015, com toda a dificuldade em meio a dívidas que batiam na porta do Vasco a cada semana, veio a dar frutos somente agora em 2017, recuperando o direito de participar da principal competição do continente.

Os mais ansiosos, como eu, já respiravam a partida desde muito antes, analisando onde fica Concepción no mapa, certificaram que dentre os adversários bolivianos da próxima fase, é o Oriente Petrolero que não joga na altitude, além de já se prepararem para o inevitável grupo da morte.

Por isso mesmo, dia 31, os vascaínos amanheceram num misto de alegria e guerra. Alegria por voltar para a Libertadores, ser estudado pelos jornalistas argentinos (“Atento, Racing”), matérias e mais matérias na imprensa cobrindo a equipe, ler sobre a recepção ao time no Chile, entre outras mais. A guerra vinha do próprio clima de Libertadores! Dia de dar chutão, de enfrentar torcida te xingando em espanhol e sacanear flamenguista com secador na mão.

Por isso mesmo, cada vascaíno, ao seu jeito, foi se preparando pra noite de estreia. Alguns abarrotaram a geladeira, outros marcavam aquele lugar cativo no bar com os amigos, outros fizeram figa o dia inteiro, com a mulher falando apenas o indispensável, já sabendo que o risco de uma resposta desaforada seria grande. No entanto, considerando que cada um tem sua maneira de se preparar para jogos importantes do Vasco, todos os vascaínos estavam focados e compenetrados em passar de fase na Libertadores, torcendo muito pelo time.

Bem… nem todos.

Alguns, certamente, nem ligaram pra isso. Realmente não pareciam nada preocupados com o desempenho da equipe, com um bom resultado no Chile, em chegar a fase de grupos, nada disso. Na véspera, se preocuparam em desrespeitar a vontade daqueles que mais devem ser reverenciados dentro do clube. Os Beneméritos e o Conselho da qual fazem parte. Aquele seleto grupo de pessoas que dedicaram décadas de suas vidas em benefício do Vasco. Para a eleição deste Conselho, vencida pelo Grande Benemérito Eurico Miranda, as palavras rancorosas destas pessoas foram: “parabéns ao Imperador”.

Uma infelicidade que traduz falta de respeito nem tanto com o presidente eleito, mas com os próprios Beneméritos, insinuando talvez uma subserviência destes senhores. Logo eles, que se dedicaram e se dedicam a servir ao Vasco, estariam, pasmem, intimidados a votar contra o que considerariam o melhor para o clube. É dever primário de alguém que vive e atua no âmbito político de uma instituição, respeitar seus poderes e as pessoas que as compõem.

Infelizmente, para o bom andamento do clube, não foi isso o que aconteceu. Felizmente, para nós vascaínos, a presidência do Vasco não foi para pessoas que pensam dessa forma, que tratariam de ignorar funções exercidas pelo Conselho de Beneméritos, como sugerir e acompanhar as iniciativas da Diretoria Administrativa.

Para essas pessoas, a avassaladora vitória por 4 a 0 não mereceu uma linha sequer de comemoração. É sério. A vitória não valeu nem um “tapinha nas costas”. O tal “time do Eurico” havia vencido, convencido, anunciado com autoridade sua volta à Libertadores. O comentarista da TV, veja você, elogiou a façanha de se contratar um jogador qualificado e experiente como o Desábato, em meio a conturbada situação política, mas teve logo que mudar de assunto para não dar nome aos bois. Sabe como é, elogiar quem contratou no “time do Eurico”, não é coisa que se faça em pleno horário nobre.

Eu poderia muito bem me dedicar a rir da imprensa em geral, seja pelas previsões da partida, que apontavam o Concepción como vitorioso na maioria das vezes, seja ao final do jogo, que trataram logo de diminuir o feito, dizendo que o adversário é fraco, que o goleiro falhou, que “deu tudo certo para o Vasco”, etc. Ganhar do Madureira na Copa do Brasil levando sufoco em campo neutro, não tem problema, mas a chuva de desculpas vem certeira quando se trata do Vasco. Porém, deixemos pra lá, vamos voltar aos desafinados de quem vínhamos conversando.

No dia seguinte, o vascaíno saiu de casa e parou diante do jornaleiro para ver as manchetes, procurou no celular os memes sobre a vitória, tratou de almoçar diante da televisão pra acompanhar os jornais esportivos. Conversou com os amigos sobre o jogo, riu da pedalada do Riascos com o jogo já ganho… enfim, aproveitou o dia seguinte como todo vascaíno deveria.

Bem… novamente, nem todos.

Alguns se preocuparam em retomar o discurso de ódio, em trazer de volta a novela das eleições que tanto nos prejudicou, em buscar não o melhor para o Vasco, mas para seus próprios interesses. Neste período em que o vascaíno quer paz para torcer pelo seu time, falar de futebol e deixar a política de lado, alguns desafinados teimam em tumultuar o andamento do clube, com ações que visam apenas perturbar a instituição no âmbito político. Por um lado, começam num descompassado abaixo assinado pedindo eleições diretas, agindo contra o clube quando incentiva o torcedor a virar sócio apenas em caso de mudança no processo eleitoral. Por outro lado, a disputa judicial pelo HD prejudica mais uma vez os vascaínos, colocando a instituição nas páginas policiais dos jornais.

Não é de hoje que o CASACA! avisa. Mas, passada a eleição, fica cada vez mais claro quem quer ajudar o Vasco e quem acha que o clube só pode caminhar se for sob seu controle. Caso contrário, vão tratar de inviabilizar toda e qualquer gestão que se apresentar, abdicando de uma oposição justa e propositiva em benefício ao Vasco, propagando o ódio, disseminando a discórdia entre os torcedores e levando ao caos em cada oportunidade. Sempre em sabotagem ao Vasco.

Em noite dos sonhos, Evander se torna o mais jovem vascaíno a marcar na Libertadores

A noite de estreia na Conmebol Libertadores 2018 ficará marcada na memória do jovem Evander. A estrela do camisa 10 do Vasco da Gama brilhou na maiúscula vitória da última quarta-feira (31/01), diante do Universidad Concepción. Foram dele os dois primeiros gols que colaboraram na construção da goleada por 4 a 0, em solo chileno. O feito tornou o atleta, revelado em São Januário, o mais jovem a balançar as redes nesta competição com a camisa cruzmaltina. Ainda tentando assimilar tudo o que viveu na noite dos sonhos, o meio-campista aproveitou para destacar a trajetória de muito trabalho para alcançar seus objetivos.
 
– É difícil de acreditar, mas fico feliz pelo que aconteceu. Agradeço muito a Deus e aos meus companheiros. Saiu um peso de estreia de Libertadores e foi uma bela partida para todos nós. Agora a ficha caiu. Só quem está aqui sabe o quanto eu trabalhei para chegar até esse ponto. Fazer dois gols em uma competição importante como essa, vestindo a camisa desse clube, é uma honra. Recebi algumas ligações e graças a Deus estou muito feliz com esse momento – afirmou.
Camisa 10 brilhou na vitória vascaína diante do Concepción – Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br
Para quem conhece a história de Evander, o sucesso dentro das quatro linhas não surpreende. Isso porque durante sua caminha nas categorias de base do Gigante da Colina, não faltaram atuações de gala por parte da prata da casa. Agora, enquanto vive a realização de ter o nome como destaque no profissional, o atleta faz planos ainda maiores para o futuro em São Januário.
 
– Algumas coisas demoram a acontecer. Algumas pessoas amadurecem mais rápido, outras demoram um pouco mais. Depois de tudo que eu passei, acho que já tinha passado da hora de viver esse momento. Estou apenas confirmando tudo o que fiz na base. Meu objetivo é permanecer nesse clube e conquistar grandes títulos, tenho muita coisa pela frente ainda – finalizou.
 
Ao lado dos companheiros vascaínos, Evander retorna ao Rio de Janeiro na tarde desta quinta-feira (01/02). O desembarque da delegação deve acontecer por volta das 23h30. O reencontro com o Universidad Concepción está marcado para a próxima quarta-feira (07/02), em São Januário, às 21h45. Confirmando a classificação para a próxima fase da Conmebol Libertadores, o Gigante da Colina enfrentará o vencedor do duelo entre Oriente Petrolero e Jorge Wilstermann.
 
Fonte: Site oficial

Feliz com primeiro gol, Rildo destaca força do grupo vascaíno

O esplêndido triunfo por 4 a 0 obtido diante da Universidad Concepción fez o Vasco igualar a maior goleada de sua história na Conmebol Libertadores. A partida ficará marcada também pelo primeiro gol de uma das apostas cruzmaltinas para a temporada 2018.  Contratado junto ao Coritiba no início do ano, o atacante Rildo aproveitou um passe preciso de Thiago Galhardo na reta final do segundo tempo e anotou o último tento do Gigante da Colina no Estádio Municipal de Concepción.
 
– Foi um grande jogo da nossa equipe. Tivemos uma exibição excelente e por isso conquistamos esse resultado tão importante. Não poderia deixar de agradecer ao senhor Jesus pela minha entrada em campo e por ter conseguido contribuir com um gol. Fiquei feliz, satisfeito, mas principalmente pela vitória. O importante é o Vasco sair vitorioso, independente de quem fizer os gols – afirmou o atacante.

Atacante comemorou o feito vascaíno em solo chileno – Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

Em solo chileno, assim como em todas as regiões do Brasil, a torcida vascaína se fez presente. Diversos torcedores deixaram suas cidades e enfrentaram uma verdadeira maratona para prestigiar a estreia do Almirante. O esforço dos seguidores da cruz de malta foi elogiado por Rildo, que destacou também a força do elenco comandado por Zé Ricardo.
 
– Queria destacar e agradecer aos torcedores que vieram ao estádio nos apoiar. Ficamos sabendo que eles fizeram uma viagem longa para estar aqui nos prestigiando. Essa vitória vai para eles e todos que torceram de casa. Eu, o Galhardo e o Riascos saímos do banco e conseguimos ajudar no resultado. O pessoal que não entrou estava preparado também. Isso mostra a força do nosso grupo – disse Rildo.
 
Com o radiante Rildo, o Vasco da Gama e deixa o Chile e retorna ao Rio de Janeiro na tarde desta quinta-feira (01/02). O Gigante da Colina desembarca na Cidade Maravilhosa por volta das 23h30. O foco Cruzmaltino agora está na partida contra o Volta Redonda, válida pela derradeira rodada da Taça Guanabara, o primeiro turno do Carioca. O jogo será no domingo (04), às 17 horas, em São Januário.
 
Fonte: Site oficial

Zé Ricardo exalta atuação vascaína e pede pés no chão

O Vasco da Gama iniciou a campanha a Conmebol Libertadores 2018 com o pé direito. Em solo chileno, o Gigante da Colina goleou o Universidad Concepción, pelo placar de 4 a 0, na noite desta quarta-feira (31/01). A atuação de gala agradou o técnico Zé Ricardo, que conversou com a imprensa logo após a partida. Apesar da importante vantagem construída fora de casa, o comandante do Gigante da Colina pede que a equipe mantenha o nível de concentração e os pés no chão para o jogo de volta, em São Januário.
 
– A tradição do Vasco é muito grande na Libertadores. Hoje, Tivemos muitos meninos jovens jogando e creio que o que definiu a partida foi que nós conseguimos aproveitar as oportunidades. Sabíamos que enfrentaríamos uma equipe em início de temporada, assim como a nossa, e que se conseguíssemos o resultado, fatalmente teríamos oportunidades de ampliar o marcador. Isso se concretizou. Já vi muita coisa acontecer no futebol. Lógico que é uma diferença considerável, vamos jogar em casa com o apoio de nossa torcida. Sabemos que tudo pode acontecer no futebol, por isso a concentração terá que ser maior do que a que tivemos aqui, porque o resultado é significativo mas não diria que está garantido – afirmou.
 
Zé Ricardo valorizou o desempenho da equipe neste início de temporada e projetou um caminho de constante evolução. Antes de pensar no reencontro com o Concepción, na próxima quarta-feira (07/02), o treinador mencionou a importância da partida pelo Campeonato Carioca, no domingo (04). Para ele, é indispensável que o Cruzmaltino mantenha-se empenhado em cumprir um grande papel em todos os seus compromissos. 
 
– Acredito que na hora certa dá tudo certo. É uma temporada que está apenas iniciando, o quinto jogo do Vasco, assim como do Universidad Concepción. Com isso, as  dificuldades para os dois acabam sendo parecidas. O que fizemos foi um planejamento para essa partida e agora esperamos para o segundo jogo também acertar. Ainda temos um duelo pelo Campeonato Carioca e alguns ajustes a fazer, para tentar avançar efetivamente para a próxima fase da Libertadores, na próxima quarta-feira – finalizou.
 
Fonte: Site oficial

Atuação de gala

Estreia com o pé direito! Com uma bela e segura atuação, o Vasco da Gama superou o Universidad Concepción, na noite desta quarta-feira (31/01), em seu primeiro compromisso na Conmebol Libertadores 2018. A vitória foi concretizada pelo elástico placar de 4 a 0, com dois gols do jovem Evander, revelado em São Januário, um de Yago Pikachu e um de Rildo. O resultado positivo colocou o Gigante da Colina em grande vantagem para duelo de volta, na próxima quarta-feira (07/02), na Colina Histórica, às 21h45.

Wellington e Evander comemoram gol vascaíno no Chile – Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

O JOGO
 
Atuando em solo chileno, o Vasco não tomou conhecimento do Universidad Concepción e começou a partida garantindo vantagem no placar. Isso porque, com apenas dois minutos de bola rolando, Wellington ajeitou para Paulinho na entrada da área e o jovem atacante acionou Evander. O camisa 10 não perdoou e mandou a redonda no fundo da rede, sem chances para o goleiro adversário: VASCO 1 a 0. Do outro lado, a equipe de Concepción tentou reagir com Morales tocando para Santiago Silva, mas Martín Silva saiu seguro para afastar o perigo.
 
O Gigante da Colina seguiu buscando ampliar a importante vantagem e, aos 15 minutos, a estrela de Evander voltou a brilhar. O goleiro Cristián Muñoz saiu jogando errado e o camisa 10 aproveitou a falha adversária para ficar com a bola, quase no meio do campo, e acertar um belo chute no canto direito do camisa 1: VASCO 2 a 0. Mais tarde, quando o cronômetro marcava os 38 minutos, Droguett encontrou Santiago Silva na área vascaína. O atacante finalizou e marcou o gol, mas a arbitragem anulou o tento de forma correta.

Yago Pikachu foi autor de um dos tentos da goleada cruzmaltina – Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

Aos 45 minutos, a dupla Paulinho e Evander preocupou a defesa do Concepción. O atacante puxou contra-ataque pela esquerda e mandou a bola em direção ao gol. Cristián Muñoz rebateu para o meio, o camisa 10 cruzmaltino finalizou e viu a redonda sair por cima da meta adversária. Sem tempo para mais oportunidades, a arbitragem assinalou o fim da primeira etapa e o Gigante da Colina foi para o vestiário com a vantagem no placar.
 
Na volta para a segunda etapa, o Universidad Concepción foi dono do primeiro lance de perigo. Aos 13 minutos, Huentelaf avançou pela direita e cruzou para a área. Santiago Silva, depois de desvio da zaga vascaína, falhou na finalização. Mas foi o Gigante da Colina quem mostrou efetividade para ficar com a vitória nas mãos. Aos 33 minutos, Rildo recebeu na esquerda e cruzou. O goleiro adversário soltou a bola nos pés de Pikachu, que não perdoou: VASCO 3 a 0. 

Não parou por aí e, aos 36, o Cruzmaltino puxou ótimo contra-ataque. Foi quando Thiago Galhardo acionou Rildo, que ficou de cara para o goleiro e deu conta do recado: VASCO 4 a 0.  O Vasco ainda chegou com Riascos, na sequência, que driblou o goleiro e acabou perdendo o ângulo para a finalização.
Festa vascaína em solo chileno – Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

FICHA TÉCNICA 
UNIVERSIDAD CONCEPCIÓN 0 X 4 VASCO DA GAMA
Conmebol Libertadores 2018
 
Local: Estádio Municipal de Concepción, Chile
Data: 21 de janeiro de 2018 (quarta-feira) 
Horário: 21h45 (de Brasília)  
Árbitro: Leodán González (URU)
Auxiliares: Carlos Patorino (URU) e Carlos Barreiro (URU)
Gols: Evander (02’/1T – Vasco), Evander (15’/1T – Vasco), Yago Pikachu (33’/2T – Vasco) e Rildo (36’/2T – Vasco)
Cartões amarelos: Ricardo, Wellington e Desábato (Vasco) / Portillo e Droguett (Universidad Concepción)
 
VASCO DA GAMA: Martín Silva, Yago Pikachu, Erazo, Ricardo Graça e Henrique; Desábato, Wellington, Wagner (Rildo) e Evander (Thiago Galhardo); Andrés Ríos e Paulinho. Técnico: Zé Ricardo.
 
UNIVERSIDAD CONCEPCIÓN: Cristián Muñoz, Berríos, Hans Martínes, Mencia e De la Fuente; Camargo (Meneses), Manríquez (Portillo), Pedro Morales e Droguett; Huentelaf (Pineda) e Santiago Silva. Técnico: Francisco Bozán.
 
Fonte: Site oficial

Juninho Paulista e a grande exibição em Concepción no ano de 2001

Em ascensão no futebol chileno, o Universidad Concepción é o rival do Vasco da Gama em sua estreia na Conmebol Libertadores 2018. O confronto desta quarta-feira (31/01) será o “número 1” entre as equipes, porém não significará a estreia do Gigante da Colina em Concepción. Há pouco menos de 17 anos, também pela competição continental, o Cruzmaltino atuou na cidade contra um outro adversário.

Em 09 de maio de 2001, em jogo válido pelas oitavas de final da Conmebol Libertadores, o Vasco da Gama desembarcou no sul do Chile para medir forças com o Deportes Concepción. Em virtude da espetacular campanha realizada na fase de grupos, com seis vitórias em seis jogos disputados, o time de São Januário entrou em campo como grande favorito para o duelo.

Dentro de campo, apesar do adversário inaugurar o marcador logo aos nove minutos, o Gigante da Colina não se desesperou e justificou o status adquirido. Atual campeão do Brasileiro e da Copa Mercosul naquela ocasião, o Almirante empatou ainda no primeiro tempo, com Juninho Paulista. A virada veio na etapa final, aos 20, com Romário. No derradeiro minuto, o Vasco marcou outra vez, novamente com Juninho Paulista, vencendo assim por 3 a 1.

– Lembro muito bem desse jogo. Fizemos uma ótima partida naquele ano. Até saímos perdendo lá em Concepción, mas tínhamos um timaço, com diversos jogadores experientes. Não nos abalávamos facilmente. Essa característica nos fez virar o jogo na sequência. Consegui contribuir com dois gols, um até de cabeça. Por incrível que pareça, eu tinha uma boa impulsão (risos) – afirmou Juninho Paulista, grande destaque da única exibição vascaína em Concepción.

Juninho Paulista em ação contra o Deportes Concepción em 2001- Foto: Octava Pasion

O palco desso histórico jogo foi o Estádio Municipal de Concepción, que também sediará o primeiro compromisso vascaíno na Conmebol Libertadores 2018. O “Collao” foi inaugurado em setembro de 1962 e passou por uma grande reforma entre os anos de 2013 e 2015 para receber partidas da Copa América, incluindo um jogo da Seleção Brasileira contra o Paraguai, válido pelas oitavas de final do citado torneio.
 
– Desejo sorte ao atual time do Vasco. Estarei aqui no Brasil na torcida por uma boa estreia na Libertadores. Que venha um ótimo resultado. O conselho que posso dar é ter paciência. Naquela época, e acredito que hoje também, não era fácil jogar fora de casa, principalmente em lugares como o Chile, a Argentina e o Uruguai. Que o Vasco tenha paciência, mesmo se as coisas não derem certo no início. É preciso ter controle para obter o resultado positivo – acrescentou o ídolo cruzmaltino, que também balançou as redes no jogo de volta, em São Januário, quando o Cruzmaltino venceu pelo placar de 1 a 0.
 
FICHA TÉCNICA
DEPORTES CONCEPCIÓN 1 x 3 VASCO DA GAMA
Conmebol Libertadores 2001- Oitavas de final- Jogo de ida
 
Local: Estádio Municipal de Concepción, Concepción (CHI)
Data: 09 de maio de 2001
Árbitro: Ubaldo Aquino Valenzano (Paraguai)
Gols: Verdugo (09/1T, Deportes Concepción), Juninho Paulista (20/1T, Vasco da Gama), Romário (20/2T, Vasco da Gama) e Juninho Paulista (45/2T, Vasco da Gama)
 
Deportes Concepción: Navarro Montoya, Bautista, López, Perez (Frank Lobos) e Torres; Almendra, Aravena, Canete (Ibáñez) e Garrido; Montecinos e Verdugo. Treinador: Fernando Cavalleri.
 
Vasco da Gama: Helton, Clébson, Alexandre Torres, Fabiano Eller e Géder; Paulo Miranda, Jorginho, Juninho Paulista e Pedrinho (Viola); Euller e Romário (Dedé). Treinador: Joel Santana.
 
Fonte: Site oficial

Com duplo-duplo de Giovannoni, Vasco vence a Liga Sorocabana na prorrogação

VITÓRIA EMOCIONANTE! Em partida marcada pelo equilíbrio, o Vasco superou a Liga Sorocabana na prorrogação e conquistou vitória importante fora de casa. Disputado nesta terça-feira (30/01), no Ginásio Gualberto Moreira, em Sorocaba, o confronto foi válido pela terceira rodada do returno do NBB 10. Foi o sexto triunfo do Gigante do Basquete na competição, permanecendo na 11ª colocação. Com 17 pontos, Renato foi o cestinha do jogo e, com 16 pontos e 10 rebotes, Giovannoni assinalou um duplo-duplo.

O JOGO

A partida começou com o Vasco forte no setor ofensivo. Contando mais uma vez com a categoria de Gustavo no ataque, o Cruzmaltino foi superior aos donos da casa e venceu o primeiro quarto com cinco pontos de vantagem sobre o adversário paulista: 20 x 15. No período seguinte, a equipe mandante buscou a diferença. Aproveitando o momento ruim do ataque vascaíno, a Liga Sorocabana passou à frente no marcador e foi para o intervalo vencendo por 30 a 28.

No terceiro quarto, o Vasco foi eficiente nas finalizações de jogadas ofensivas e criou mais possibilidades de pontuar. A pontaria calibrada foi fundamental para que o Almirante reergue-se e chegasse ao empate, deixando o confronto extremamente equilibrado. Com grande atuação de Giovannoni e Renato, o penúltimo período terminou em: 48 x 48. Os dois times retornaram para a etapa final de jogo focados, mantendo o placar empatado ou alternando em poucos pontos para cada lado.

A igualdade permaneceu até o fim, com as equipes empatando em 68 a 68 e levando o duelo para a prorrogação. No tempo extra, os clubes tinham cinco minutos para resolver quem sairia vencedor. O vai e vem do placar continuou sendo constante e nenhum dos times disparava na frente. Retornando após um período lesionado, Fúlvio apareceu bem nos lances finais, acertando praticamente todos os arremessos que tentou e ajudando o Vasco a fechar a vitória por 80 a 75.

Titulares:

Nezinho: 2 pontos, 2 rebotes e 3 assistências
Gustavo: 16 pontos, 3 rebotes e 2 assistências
David Jackson: 16 pontos, 3 rebotes e nenhuma assistência
Giovannoni: 16 pontos, 10 rebotes e nenhuma assistência
Renato: 17 pontos, 7 rebotes e 2 assistências

Entraram:

Fúlvio: 12 pontos, 1 rebote e 3 assistências
Dedé Stefanelli: Nenhum ponto, nenhum rebote e 1 assistência
Hayes: 1 ponto, 1 rebote e 1 assistência
Lucas Mariano: Nenhum ponto, 1 rebote e nenhuma assistência

Fonte: Site oficial

Eurico Miranda é eleito presidente do Conselho de Beneméritos

Em reunião do Conselho de Beneméritos realizada nesta terça-feira (30/01), o Grande Benemérito Eurico Angelo de Oliveira Miranda foi eleito como Presidente do referido Poder para o triênio 2018/2020. O Vice-Presidente eleito foi o Grande Benemérito Silvio Aquiles Hildebrando Godoi. A reunião do Conselho contou com a presença de todos os Poderes constituídos do clube.

Fonte: Site oficial

Estranhos tempos

Em tempos onde contratações estratégicas se fazem exclusivamente por indicação, o Vasco inicia de fato sua temporada com a Libertadores que se anuncia. Certame cujo ingresso é celebrado por muitos clubes, mas que quando chega ao Vasco, os fatos que fazem desmerecer o feito são cantados por comentaristas de todo tipo, e que infelizmente ecoam entre torcedores, muitos deles vascaínos.

São tempos estranhos, onde não se contrata mais analisando os últimos feitos de profissionais que ocupam cargos de extrema importância e confiança. O clube é desdenhado mesmo disputando as mais importantes competições do continente, campeonatos estes que não contarão com a participação de times com situação financeira muito saudável, casos e Atlético-MG e São Paulo. Estes clubes mostram poder de compra muito além das possibilidades atuais do Vasco. O último deles, inclusive, chegou a contratar os dois atletas de maior nome que tínhamos em 2017. No entanto, o que estes rivais fizeram no ano passado não os credenciaram a participar da Libertadores em 2018. Mas tudo bem, tudo certo, tudo em ordem com eles. Já conosco foi acidente de percurso, onde nos beneficiamos pela profusão de vagas distribuídas pelo inchaço da competição. Para eles, o perdão para a não classificação é garantido. Para nós, o desmerecimento e desdém do feito. Nem mais é lembrado os mandos de campo perdidos, fruto de ações pra lá de suspeitas, e apenas um pênalti marcado durante o longo Campeonato Brasileiro.

Nestes tempos em que para economizar recursos se dobra o número de executivos gerentes/diretores de futebol (vai entender), nós vascaínos devemos seguir caminhando (navegando talvez soe mais apropriado) cientes de que a má vontade com o Vasco é histórica, de todos os tempos, não é exclusiva contra uma pessoa, um dirigente, ou mesmo um charuto. A artilharia se voltará sempre contra aqueles que desafiarem a ordem futebolística traçada há aproximadamente cem anos, com uma mudança aqui ou ali. Vilanizaram alguns ao longo do tempo e trataram de exaltar outros. Mas esta exaltação só seguirá enquanto a subserviência se mantiver. Não se iludam. Se por acaso novos comandantes nossos ousarem desafiar o status quo esportivo brasileiro, sua própria luta o transformará em vilão. Primeiro perante os adversários. Depois, os próprios vascaínos.

Em tempos em que se contrata com extrema rapidez um executivo com grandes acusações em passagem por clube anterior, discursos de reconstrução do Vasco são feitos, sem que se diga de onde veio o processo de destruição. Pelo que se ouve nas últimas declarações, o clube viria de falta de gestão e apenas agora retoma seu curso administrativo. Sabemos que nem de longe é o caso, em virtude da reconstrução que começou em 2014 com a revitalização do patrimônio, recomposição de dívidas e aderência às certidões negativas de débito, que permitiram participar de programas de captação de recursos, o que fez renegociar/quitar dívidas passadas e, com muita responsabilidade, permitiu a formação de times competitivos, não só por nomes, mas também por estrutura e recursos materiais para preparação.

São tempos em que se fala com tranquilidade que o clube tem que ter 30% a 40% de jogadores da base sem mencionar que o processo de formação não muda de um ano para o outro. Vale lembrar, em todas as oportunidades, que após Phillipe Coutinho (que nos rende até hoje), fruto da gestão pré-Dinamite, nossa base desmoronou por completo, chegando ao cúmulo da vergonha que foi o período de Itaguaí. Essa reconstrução, trazendo de volta a base para São Januário, formando os atletas com os valores cruzmaltinos, veio de 2014 pra cá. Em que pese grande parte da base que jogou nos profissionais em 2017 ter ficado na reserva, ainda assim, o percentual chegou em níveis aceitáveis, ainda mais considerando o processo de reconstrução que foi iniciado em 2014.

Estes tempos que se iniciam agora, em que dizem iniciar um processo de reconstrução, tem que ser cuidadosamente explicados, pois reconstrução não se iniciou no último dia 22. A retomada da evolução do Vasco enquanto clube começou antes disso. Pode-se dizer que a reconstrução continua, pois há muito o que fazer, sem dúvida alguma. O que não consideramos correto é dizer que começa agora. Como exemplo final, podemos citar os recursos chegando através de patrocínio nunca antes visto no clube, obra do CASACA!, que trarão os ventos mais que necessários para nossa caravela navegar com êxito em 2018.

Se dizem isso que reconstrução começa apenas a partir de agora, certamente fecharam os olhos para 6 anos em que o Vasco foi abandonado. Estes sim, tempos em que chegamos a temer pela manutenção da existência do nosso clube.