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Curiosidades sobre a nota do grupo político que ficou em terceiro nas últimas eleições

 

Destacamos 3 citações da nota publicada pelo grupo que ficou em terceiro nas últimas eleições, a fim de elucidar questões:

1.“Belaciano representa, na ação, os interesses de Fernando Roscio de Ávila, conhecido como Fernandão, ex-atleta de vôlei, sócio do Vasco e que nas últimas eleições apoiou a chapa Identidade Vasco.”

Belaciano, o advogado de Julio Brant e de seu grupo, advoga também para o senhor Fernandão, bastião do MUV, conforme afirma a nota. O grupo terceiro colocado nas últimas eleições, contudo, tenta se afastar de Fernandão, afirmando que este apenas o apoiou.

Falso.

Fernandão pleiteia uma fortuna junto ao Vasco tomando por base ter sido intermediário entre a Eletrobras e a administração Dinamite para a celebração de um contrato de patrocínio. Ou seja, requer a legalidade da função que efetivamente exerceu: lobista. Foi apoiador daquela administração da primeira à penúltima hora. Sim, penúltima. Porque, assim como outros, quando viu a água invadir o barco, pulou.

Exatamente assim como fez Roberto Monteiro, candidato terceiro colocado nas últimas eleições. Atuou ombreado a Fernandão. Foi braço político importante no primeiro mandato de Dinamite e, no segundo, tornou-se vice-presidente do Conselho Deliberativo. É inegável seu vínculo com Dinamite. É inegável seu vínculo com Fernandão. E por vínculo inegável, provavelmente o terceiro lugar nas últimas eleições, mesmo concorrendo com o fantoche amarelo, se explique.

2. “(…) o Identidade Vasco surgiu em 2011 como oposição a Eurico e ao então presidente Roberto Dinamite e sempre fomos e continuamos sendo, de forma unitária, absolutamente coerentes em relação a isso”.

Estranho que o grupo terceiro colocado nas últimas eleições tenha surgido “em oposição a Eurico” quando Eurico não possuía cargo executivo no clube. Oposição a quem lá não estava?

Estranho que o grupo terceiro colocado nas últimas eleições tenha surgido em 2011 em oposição a Dinamite, sabendo-se que sua liderança apoiava Dinamite, inclusive integrando e vencendo a eleição daquele ano para a mesa diretora do Conselho Deliberativo como chapa de situação.

Portanto, nada pode ser mais incoerente.

3. “Só assim será possível derrotarmos não só a gestão incompetente e ultrapassada da família Miranda, mas também os aventureiros de toda a espécie que enxergam no Vasco apenas boas oportunidades de negócios”.

Roberto Monteiro, candidato terceiro colocado nas últimas eleições, seu grupo, terceiro colocado nas últimas eleições, Fernandão, o lobista do MUV amigado com o grupo terceiro colocado e representado por Belaciano, o advogado de Brant, candidato amarelo, fantoche escolhido por Olavo Monteiro de Carvalho, são farinha do mesmo saco. Apoiaram até a penúltima hora a gestão catastrófica de Dinamite, que subtraiu o Vasco em todas as frentes possíveis e imagináveis.

Portanto, nenhum deles tem condição moral para falar a respeito de quem quer que seja. Se merecem porque não só abusam da mentira, como abusam das tentativas de sabotar o clube. Monteiro, que é Dinamite; Fernandão, que é MUV; e Julio Brant, que é preposto de Olavo, NUNCA MAIS!

CASACA!

Há 67 anos, Vasco vencia o Botafogo de virada em São Januário pelo Rio-SP

 

No dia 05 de fevereiro de 1950, o Vasco derrotava o Botafogo de virada em São Januário, em partida válida pelo Torneio Rio-SP daquele ano, com gols de Ipojucan, Chico e Maneca.

“Impondo-se ontem ao Botafogo por 3×2, enquanto a Portuguesa perdera para o Corinthians, na véspera, o Vasco garantiu o segundo lugar no torneio Rio-São Paulo, e as suas aspirações ainda ao titulo máximo do certame. A vitória cruzmaltina teve características dramáticas, pois o team campeão da cidade ficou reduzido a dez homens quando perdia por 2×1, com a expulsão de Ademir, e perdeu a seguir um penalti, batido por Tesourinha, quando o placar era de 2×2. Mas aos 28 minutos da segunda fase, Maneca, numa arrancada sensacional, após passar por quatro adversários, marcou o tento da vitória.”(Jornal dos Sports – 06/02/1950)

“Um match empolgante realizaram Vasco e Botafogo, pelo Rio-São Paulo. Houve bom football em São Januário„ em que pese o desfalque sofrido pela equipe campeã nos últimos minutos da primeira fase. Mesmo com dez jogadores. os cruzmaltinos lutaram com entusiasmo no segundo período, conseguindo, inclusive, dominar na maior parte do tempo. A dança do placar, os gols sensacionais, as decisões do juiz que provocaram discussão, enfim não houve minuto na peleja que deixasse de interessar a assistência.

A performance de Tesourinha, por exemplo, constituiu um espetáculo à parte, embora tivesse mandado fora um pênalti. Também a entrada de Chico, revolucionando a defesa do Botafogo, foi outra expressiva contribuição para tornar a disputa emocionante. Num encontro que teve as mais variadas fases, é natural que as paixões tenham transbordado, chegando por vezes ao excesso, sempre visando a figura do juiz, que existe para ser o alvo de todas as mágoas.

No primeiro tempo os quadros trabalhavam dentro de excelente padrão técnico, com vantagem territorial para os cruzmaltinos. Na fase final, os vascaínos conseguiram manter a supremacia nas jogadas, agindo com entusiasmo incomum, indo ate a vitória graças ao espírito de luta demonstrado. O Botafogo, surpreendido pelo desejo de vitória dos adversários deixou escapar a vitória, que com a expulsão de Ademir parecia quase certa.

Dos dois a um da primeira fase os alvinegros cederam terreno, talvez ainda felizes por ter a contagem parado em 3 a 2 a favor do Vasco. E os, torcedores vascaínos, que tantos aborrecimentos tiveram durante os primeiros quarenta e cinco minutos, puderam vibrar desde o tento de empate, logo no inicio do período decisivo. Vibração que atingiu ao auge com o sensacional gol da vitória, feito por Maneca, depois de driblar quatro adversários.”

O Globo (06/02/1950)

O Globo (06/02/1950)

Ficha do jogo:

Torneio Rio-SP 1950
05/02/1950 – Vasco 3×2 Botafogo
Estádio de São Januário
Juiz: Gama Malcher
Público: 9.204
Renda: Cr$ 117.769,00

Vasco da Gama: Barbosa, Augusto e Wilson; Ely, Danilo e Alfredo; Tesourinha, Maneca (Álvaro), Ademir, Ipojucan (Lima) e Mario (Chico).

Botafogo: Oswaldo, Marinho e Santos; Rubinho, Ávila (Souza) e Juvenal; Paraguaio (Hamilton e depois Baiano), geninho, Zezinho, Otávio (Ávila) e Jayme.

Gols: Ipojucan (Vasco) , Hamilton e Zezinho (Botafogo), Chico e Maneca (Vasco)

Fonte: História Cruzmaltina

Dois gols similares, duas formas distintas de abordá-los

 

 

O GloboEsporte.com perguntou ontem em sua página no Facebook após o gol olímpico de Nenê: “Já viu gol olímpico feio?”

Veja abaixo:

 

Resposta: sim, já vimos, embora nem o GE e nem a emissora a ele agregada tenham comentado sobre a feiúra do tento. Veja que gol feio abaixo:

Nós já sabemos a resposta, mas seria interessante as Organizações explicarem o porquê da distinção.

CASACA!

Parceria MUV-Amarelos impede inscrição de atletas do Vasco

Um processo de 2013 que ainda se arrasta na Justiça afetou a inscrição de Wagner no Campeonato Carioca. Um novo recurso da parte de Fernandão, ex-jogador de vôlei que cobra cerca de R$ 6 milhões do clube, fez com que o Vasco ficasse impedido de registrar contratos de entrada ou saída na CBF. O setor jurídico cruz-maltino foi comunicado na terça-feira e conseguiu revogar a medida no fim da tarde de quarta.

Fernandão cobra este valor, que pode chegar a R$ 10 milhões com correção monetária e juros, por ter sido intermediário na negociação do contrato de patrocínio com a Eletrobrás. O caso ainda não foi decidido. Atualmente, 10% das receitas do Vasco com patrocínio, CBF, Ferj e direitos de transmissão estão bloqueadas.

Em contato com a reportagem, o diretor jurídico do Vasco, Leonardo Rodrigues, explicou a situação:

– O que aconteceu foi que, em virtude de um pedido do Alan Belaciano, advogado do Fernandão, a 7ª Vara Cível oficiou à CBF, determinando o bloqueio geral de transferências, entradas e saídas de contratos de atletas do Vasco, algo imediatamente resolvido pelo Jurídico do clube – disse Rodrigues.

Wagner tinha até quarta-feira para ser inscrito e, assim, ficar à disposição do técnico Cristóvão Borges para o jogo contra o Bangu, nesta quinta. Agora, sem bloqueios, a expectativa é de que seja regularizado até sexta e possa enfrentar o Resende no domingo, em São Januário.

Fonte: GloboEsporte.com

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Nota do CASACA!:

Belaciano (o advogado da turma de Julio Brant) e Fernandão (o agente do MUV remunerado por ser intermediário de um contrato com estatal!) ciscam o milho do mesmo saco.

CASACA!

Sub-20 empata com o Fluminense por 1 a 1 em São Januário

Moresche comemora primeiro gol marcado pelo Vasco- Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

Na prévia do duelo entre as equipes profissionais, Vasco e Fluminense se enfrentaram na manhã deste domingo (29/01) em São Januário pelo Campeonato Carioca sub-20. Com a estratégia de esperar o Gigante para encaixar contra-ataques, o Tricolor foi superior no primeiro tempo e saiu na frente, com Paulinho. Na etapa final, porém, o Cruzmaltino mandou na partida e empatou o clássico em 1 a 1. O gol vascaíno foi marcado pelo estreante Matheus Moresche.

O JOGO

Atuando em seus domínios, o Vasco partiu para cima do Fluminense nos primeiros minutos e não demorou muito para levar perigo. Logo aos seis minutos, Luan cobrou escanteio e Matheus Moresche cabeceou com perigo. A investida cruzmaltina serviu para acordar o Tricolor, que respondeu em grande estilo aos 14. Na ocasião, após rápido contra-ataque pelo flanco esquerdo, a bola sobrou para Paulinho e ele não desperdiçou: Fluminense 1 x 0.


Bruno Cosendey foi bem em sua reestreia pelo Vasco


O time das Laranjeiras continuou levando perigo e por pouco não ampliou a vantagem pouco tempo depois. Aos 20, Pedrinho cobrou falta com categoria e João Pedro fez uma grande defesa, salvando o Gigante da Colina. A equipe vascaína cresceu no clássico e voltou a assustar depois da parada técnica. Aos 25, João Victor arriscou da intermediária e obrigou o goleiro rival a realizar um grande intervenção. Cosendey, aos 30, assustou em cobrança de falta.

A principal oportunidade do Almirante no primeiro tempo foi criada no minuto final, quando Rodrigo fez um lindo lançamento para Paulo Vitor. O atacante se livrou dos marcadores e cruzou na direção de Bruno Cosendey. De volta ao Vasco após passagem pelo futebol português, o meio-campista se antecipou aos zagueiros e desviou na direção do gol. A bola, porém, acabou batendo na trave e indo para fora.


Vagner supera defensor do Fluminense na velocidade

Querendo o empate a todo custo, o Vasco retornou do intervalo com a mesma postura demonstrada nos derradeiros minutos da etapa inicial. Aos cinco minutos, Matheus Moresche arriscou de longe e goleiro adversário defendeu em dois tempos. Bem postado em campo, o Gigante continuou pressionando, em especial pelo lado direito, com Paulo Vitor e Rodrigo. Quis o destino, porém, que o gol de empate saísse do outro lado.

Aos 21 minutos, Vagner escapou pela esquerda e rolou para a entrada da grande área, onde estava Luan. O lateral-esquerdo não finalizou com firmeza, mas viu seu chute se transformar num passe e parar nos pés de Matheus Moresche. Demonstrando calma e categoria, o estreante empurrou a bola para o fundo do barbante: VASCO 1 x 1. Outras chances foram criadas pelo Vasco, mas o placar permaneceu o mesmo até o final.

Escalação do Vasco: João Pedro, Rodrigo Fernandes, Denílson, Arthur e Luan; Rafael França, João Victor, Bruno Cosendey (Luiz Henrique) e Matheus Moresche (Dudu); Vágner (Pedro Bezerra) e Paulo Vitor. Treinador: Marcus Alexandre.


Paulo Vitor sendo marcado de perto por dois tricolores- Fotos: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

Texto: Carlos Gregório Júnior

Fonte: Site CRVG

Há 82 anos, São Januário recebeu o primeiro Vasco x Boca Jrs da história

No dia 27 de janeiro de 1935, Vasco e Boca Jrs se enfrentaram em partida amistosa em São Januário, registrando o primeiro confronto da história entre as duas equipes.

Em tarde chuvosa, os argentinos chegaram a estar vencendo por 3 a 1, mas graças a grande atuação de Hugo Lamanna (autor dos 3 tentos cruzmaltinos), o Vasco conseguiu uma grande reação, empatando a peleja. Foi o confronto entre o bi-campeão argentino e o campeão carioca.

O jornal “A Noite” do seguinte dizia que: “a temporada do Boca Jrs ao Brasil está revivendo a época de ouro do futebol brasileiro. O match de ontem do campeão argentino com o Vasco, presenciado por uma das maiores assistências de football que temos visto, como soccer, pode ser classificado de primeira ordem.”

O “Jornal dos Sports” também exaltava o grande espetáculo futebolístico ocorrido naquela tarde no estádio do Vasco:

 

“O prélio que reuniu os quadros do Vasco e do Boca Juniors no Stadium São Januário constituiu , inegavelmente, um espetáculo soberbo que o numeroso público que lá esteve soube devidamente apreciar. Efetivamente, a competição foi fértil de atrativos magníficos e aspectos sugestivos que o nosso público de raro em raro tem a oportunidade de assistir”.

Os argentinos, que tinham o goleiraço Yustrich defendendo sua meta, abriram o placar logo aos 5 minutos de jogo, com Cherro. O Vasco empatou aos 27 com Lamanna, atacante argentino contratado em 1934 junto ao Racing Club. O Boca Jrs passou novamente a frente no placar aos 38 e aos 41 minutos com Varallo. E assim, terminou o 1º tempo: Boca 3 a 1.

Porém, na segunda etapa, o Vasco partiu com tudo para cima dos argentinos em busca da reação. O “Jornal dos Sports” descreveu assim os últimos 45 minutos de jogo:

 “O público estava vivamente impressionado com a excelente técnica dos argentinos e previa uma grande derrota para o Vasco. Ninguém poderia supor outra coisa diante da superioridade manifesta dos boquenses sobre os cruzmaltinos. Entretanto, as impressões do público foram rapidamente dissipadas no segundo tempo da sensacional partida.”

Logo aos 10 minutos da etapa final, Lamanna fez o 2º gol vascaíno, após belo passe de Orlando. Mas ainda era pouco, e o Vasco continuava pressionando. O tento de empate era questão de tempo. E veio faltando 5 minutos para o fim:

“A torcida delirava com os lances empolgantes oferecidos pelo sensacional prelo. Quando veio o terceiro gol de Lamanna, a gritaria recrusdeceu, infernal. Kuko, de posse da pelota, abriu o jogo estendendo um passe a Novamuel. O ponta vascaíno escapa, perseguido por Munt e consegue, oportunamente centrar alto. Lamanna corre, pula na frente de Moysés e alcança de cabeça a bola, desviando a sua trajetória para o fundo das redes. Foi um tento recebido com aplausos demorados. Garantido o empate!”

Após o jogo, o treinador do Boca Mario Fortunato se derreteu em elogios a equipe vascaína, em especial ao zagueiro Domingos:

“Reconheço no Vasco um grande team. O quadro carioca faria sucesso em Buenos Aires como conjunto. O que tem de notável, porém, é a classe de certos valores individuais. Domingos é um zagueiro excepcional, completo em recursos, comparável aos backs mais notáveis que já vi jogar. Desconcerta uma defesa com a sua calma, a precisão de suas entradas. É um zagueiro que nunca se precipita. Com uma condição admirável, apanha a chave dos lances com uma facilidade desconcertante. Para mim, Domingos é na atualidade o melhor back sul-americano.”

Até o árbitro da partida, o argentino D´Esposito, tinha elogios a equipe vascaína, dando destaque ao atacante Fausto:

“De todos os jogadores, guardo impressão raras vezes sentida sobre Fausto! Seria ídolo em Buenos Aires. É verdadeiramente maravilhoso!”

O jornal “A noite” também discorreu sobre a atuação do artilheiro vascaíno:

“Figura sobre a qual quaisquer dúvidas não podiam surgir, pelas qualidades de sua classe, um dos quatro maiores center-halves de mundo, Fausto dos Santos, na peleja continental de ontem, surgiu confirmando nossas previsões, exibindo-se como craque, incapaz de paralelos.”

Os times atuaram sob a seguinte organização:

Vasco: Rey, Domingos e Itália; Gringo, Fausto e Calocero; Novamuel, Kuko, Lamana, Nena e Orlando.

Boca Jrs: Yustrich, Moysés e Bibi (Valussi); Varnieres, Luzzati e Suarez (Munt); Zatelli, Benavides (Caceres), Varallo, Cherro e Cussati.

Há 25 anos, Vasco goleava o Corinthians em tarde de Bebeto e Edmundo

 

No dia 26 de janeiro de 1992, o Vasco estreava no Campeonato Brasileiro com goleada sobre o Corinthians em pleno Pacaembu. Bebeto teve grande atuação marcando duas vezes, com Sorato e Jorge Luís completando o placar. Esta partida marcou a estréia de Edmundo pelo time profissional do Gigante da Colina.

O “Jornal do Brasil” do dia seguinte descreveu assim a vitória vascaína:

 

“Um dia depois de encantar a torcida paulista com a bonita conquista dos garotos na Taça Cidade de São Paulo, o Vasco voltou a impressionar o público do Pacaembu ao exibir vistoso futebol na goleada de 4 a 1 sobre o Corinthians. Bebeto, que marcou os dois últimos gols do time, já é o artilheiro do Campeonato Brasileiro.

Torres mostrou muita categoria e parou o ataque do Corinthians

Todo o time atuou impecavelmente, sobretudo o estreante Edmundo, que não se deixou envolver pelo clima desfavorável e com apenas um minuto de jogo, comandou um ataque em que seu toque rápido e objetivo mostrou que tinha personalidade para se impor na equipe, repleta de bons jogadores.

O Corinthians sentiu a forte pressão e se retraiu. Mas não teve como impedir uma investida do ataque carioca e sua defesa apelou para a falta. Winck bateu alto, no segundo pau, e Jorge Luis subiu mais que Wilson Mano para cabecear com força, aos 7 minutos. A vantagem deu a Nelsinho a possibilidade de testar em situação de jogo o plano tático em que a rapidez de jogadores como Bebeto, Edmundo, William e Luisinho podia complementar a cadência de Geovani e de Torres, outro que sobrou no jogo.

Envolvente e sempre se insinuando pelos flancos, o Vasco confundiu completamente o adversário., que insistia em concentrar o jogo nos pés de Neto e desperdiçou os potenciais de Tupãzinho e Paulo Sérgio. Aos 30 minutos, dono das ações em campo, o Vasco só não aumentou porque Guinei salvou o gol certo de Eduardo, aproveitando bola recuada de Bebeto.

Veio o segundo tempo e Luisinho acabou expulso com 10 minutos de jogo. O desfalque, porém, deixou o time ainda mais veloz na distribuição das jogadas, a ponto de Nelsinho demorar em mexer para recompor a proteção á defesa. Afinal, o Corinthians chutara a seu gol apenas urna vez, e Sorato, subindo bonito num centro de Eduardo, fizera 2 a 0 no minuto seguinte.

Dai para a frente, o Vasco colocou o adversário na roda e passou a pressionar o gol do atônito Ronaldo. Aos 21, Bebeto aproveitou bola recuada por Torres e aumentou, depois de perder gol feito na jogada anterior. Aos 30, finalmente, o Corinthians, acordou para o jogo, mas a reação se restringiu a uma cobrança de falta feita por Neto, que Régis defendeu em cima da linha, e aos gols de Giba, aproveitando bons passes de Tupãzinho.

Mas o Vasco não se entregou e partiu de novo para a frente, com a forte disposição que caracterizou a atuação do time desde o inicio, e teve como prêmio o gol de Bebeto, aproveitando passe de cabeça de Júnior, que foi lançado por William e percebeu o companheiro livre.”

O jornal “O Globo” também exaltou a belíssima atuação daquela equipe que foi a melhor da 1ª fase do campeonato e, posteriormente , se sagraria campeã estadual:

“A coragem tática do técnico Nelsinho foi premiada com uma vitória brilhante do Vasco sobre o Corinthians, ontem, na sua estréia no Campeonato Brasileiro. Sem se preocupar em entupir a defesa de jogadores, Nelsinho armou um Vasco ofensivo e empolgante. O time carioca ganhou por 4 a 1, mesmo atuando praticamente todo o segundo tempo com dez jogadores, depois da expulsão do cabeça-de-área Luisinho. Nelsinho comprovou sua ousadia nesse momento, pois não retirou nenhum atacante para reforçar a defesa. Os prêmios: dois gols de Bebeto, um de Jorge Luís e um de Sorato — Giba descontou — e a sensação de que o Vasco poderá lutar pelo título.

O toque de bola e a velocidade do meio-campo do Vasco desnortearam desde o início os confusos defensores do Corinthians. E não demorou muito para o time do Rio marcar o primeiro gol, com o zagueiro Jorge Luis. Sentindo facilidade para avançar, o Vasco continuou absoluto. Na defesa, Torres e Jorge Luís paralisavam qualquer investida do inibido ataque do Corinthians. No meio, Geovani, William e o novato Edmundo ensinavam a Márcio, Ezequiel e Neto como organizar um time de futebol. No ataque, Bebeto e Sorato enlouqueciam seus marcadores com jogadas rápidas.

O Corinthians, ao contrário, era uma máquina de produção de erros. Com o ambiente totalmente perturbado pela saída do técnico Cilinho, derrubado pela influência de Neto, Márcio e Ronaldo, o time teve raros momentos de lucidez. Um exemplo da situação: a equipe treinou durante duas semanas com Wilson Mano no meio-campo e Marcelo na zaga. Como não renovou contrato, o zagueiro nem entrou, cabendo a Mano ir para a defesa, com Ezequiel no meio.

Ao mesmo tempo, Nelsinho mudou radicalmente a filosofia do Vasco. No lugar da “pegada” exigida por Antônio Lopes, seu antecessor, Nelsinho deu destaque ao toque rápido e à força do ataque. Os claros resultados dessa tática chegaram a ficar ameaçados depois da expulsão de Luisinho, logo no início do segundo tempo.

O treinador do Vasco, porém, não desviou seu time um milímetro da rota traçada desde o início e a equipe se manteve procurando o gol. Mesmo com um jogador a menos, Sorato fez o segundo gol, depois de um cruzamento de Eduardo. Bebeto marcou outro em seguida e nem mesmo o gol de Giba foi capaz de impedir o massacre do Vasco. No dia anterior, o time de juniores já fizera a festa no Pacaembu, ganhando pela primeira vez a Taça Cidade de São Paulo. Assim, os mais de 15 mil torcedores presentes puderam ver mais uma obra-prima do ataque do Vasco, com Bebeto fechando a goleada e encerrando a segunda festa do clube carioca em São Paulo.”

As atuações dos atletas vascaínos sob a ótica do jornal “O Globo”:

 

Melhores momentos e gols do jogo:

Ficha do jogo:

Vasco Da Gama 4 x 1 Corinthians (SP)
Data: 26/01/1992
Campeonato Brasileiro
Local : Estádio Do Pacaembu (São Paulo – SP)
Arbitro : Renato Marsíglia
Público : 15.145
Gols : Jorge Luís (Vasco 7/1ºT), Sorato (Vasco 12/2ºT), Bebeto (Vasco 21/2ºT), Giba (Corinthians 31/2ºT) e Bebeto (Vasco 41/2ºT)
Expulsão : Luisinho (Vasco)

Vasco – Régis, Luís Carlos Winck, Jorge Luís, Alexandre Torres, Eduardo, Luisinho, Geovani (Sídney), Edmundo, William, Bebeto e Sorato (Júnior) Técnico : Nelsinho Rosa

Corinthians – Ronaldo, Giba, Wilson Mano, Guinei, Jacenir, Márcio, Ezequiel, Neto, Marcelinho Paulista (Fabinho), Tupãzinho e Paulo Sérgio (Luciano) Técnico : Basílio

Fonte de pesquisa: Acervo O Globo, Acervo Jornal do Brasil e Youtube.

Há 64 anos, Vasco empatava com Boca Jrs no Maracanã após reação espetacular

 

No dia 25 de janeiro de 1953, o Vasco (convidado por ser o atual campeão carioca) fazia sua estréia no Quadrangular Internacional do Rio de Janeiro contra a equipe argentina do Boca Jrs. Os outros participantes do torneio foram o Racing Club (vice-campeão argentino de 1952) e o Flamengo (vice-campeão carioca de 1952). Após empatar com Boca (4 a 4) e Racing (3 a 3), o Vasco goleou os rubro-negros por 5 a 2, levando o título invicto. Esta seria a primeira de três conquistas internacionais do Gigante da Colina neste ano. As outras seriam o Torneio Internacional de Santiago, disputado em abril e o Octogonal Rivadavia Correa Mayer, entre junho e julho. Este último, com aval da FIFA e tendo peso de campeonato mundial de clubes. 

Assim descreveu a peleja o jornal “O Globo” do dia 26/01/1953:

“Depois do empate da noite de sábado entre Flamengo e Racing na abertura do Torneio Quadrangular, tivemos na tarde de ontem, no Maracanã, um novo empate, entre o campeão da cidade, o Vasco da Garna, e o Boca Juniors. Com a diferença apenas que o empate de ontem foi mais cheio de altos e baixo, mais acidentado, e no qual o team local mereceu elogios e fortes reprovações. Elogios porque realmente teve o mérito do espirito lutador, partindo duas vezes em busca do empate sensacional, depois de estar com o match praticamente perdido. Assim esteve o Vasco inferiorizado em 2 a 0 no primeiro tempo e logo no inicio do segundo tempo chegou ao empate de 2 a 2. Tornou o Boca Junior a colocar dois goals a frente, com o placar de 4×2, e voltou o campeão carioca a reagir, nessa altura já com dez homens apenas, pelo justíssima expulsão de Jorge, para chegar ao empate finai de 4 a 4.

Um empate que foi um prêmio ao grande estorço dos cruzmaltinos e deve ter servido corno uma lição ao quadro argentino, que depois dos 4 a 2, se descuidou, caindo muito de produção, confiado por certo não só nos dois gols de diferença, como na circunstância posterior de estar o adversado reduzido a dez homens.

A MARCHA DO PLACAR

O Score foi aberto pelo Boca aos oito minutos de jogo. Numa carga dos argentinos, em que a bola andou de pé em pé na área cruzmaltina, Haroldo falhou, dando um chutinho de infantil. A bola caiu nos pés de Rolando, que rápido atirou alto no centro do goal, vencendo Barbosa. Aos 35 minutos surgiu o segundo gol do Boca. Numa carga cerrada dos visitante, o center Rolando atirou forte em gol. Barbosa defendeu parcialmente, largando a bola e Montano, entrando, mandou o couro às redes, fixando o placar de 2 a 0, que foi o final do tempo.

No segundo período, o Vasco deu a saída e de pronto, com uns 15 ou 20 segundos de jogo, Vavá, entrando pelo centro da área, numa bola lançada por Ademir, atirou magnificamente com o pé esquerdo, de virada, no canto do gol de Carletti. Cresceu o Vasco e, pouco depois, aos seis minutos, Ademir, rodando com a bola na entrada da área, atirou alto e forte no gol, vencendo novamente Carletti. Com 2 a 2 no placar, parecia que o Vasco iria tomar o rumo da vitória, mas eis que aos nove minutos Chico, recuando em perseguição ao ponteiro Navarro, aplicou-lhe um foul de “carrinho”. O próprio Navarro cobrou alto sobre a área e Rolando, saltando, golpeou de cabeça no centro da meta de Barbosa, assinalando o 3º gol do Boca. E logo depois, aos 11 minutos, numa bola lançada dentro da área Navarro, entrando rapidamente, desviou o couro de Barbosa, que saíra ao seu encontro, e assinalou o quarto gol do Boca. O toque do ponteiro foi tão leve, tão de fininho, que a bola entrou na meta lentamente, preguiçosamente.

Com 4×2 o Boca tranquilizou-se e o Vasco desesperou-se. Dai o foul violento de Danilo em Montano aos 12 minutos, seguido da agressão de Jorge em Maurino. Expulso Jorge, com Ipojucan recuando para médio esquerdo, o jogo caiu de movimentação. Mas aos 33 minutos, num córner cobrado por Chico, Ademir saltou bem de cabeça e marcou o terceiro gol. Chico saiu logo depois desse gol e entrou Sarno de half, voltando Ipojucan ao ataque na ponta direita, com Sabará na ponta esquerda. E o Vasco passou o atacar mais, até que aos 41 minutos, conseguiu o tento do empate final, de pênalti. O lance nasceu de uma bola chutada por Vavá em gol e em que Ademir correu para entrar no keeper Carletti. O zagueiro Colman, precipitadamente, quando viu Ademir correr sobre o arqueiro tentou agarrar o avante vascaíno, puxando-o pelo braço. Não o conseguiu totalmente, mas desequilibrou Ademir, e o sr. Mário Vianna prontamente assinalou o pênalti. Ipojucan cobrou a falta máxima de maneira interessante, balançando o corpo mas atirando certeiro ao fundo das redes. E com 4 a 4 no marcador, terminou a peleja.

FICHA DO JOGO:
QUADRANGULAR INTERNACIONAL DO RIO DE JANEIRO (25/01/1953)
CR VASCO DA GAMA 4 x 4 BOCA JRS
LOCAL: Maracanã
ÁRBITRO: Mário Viana

CR VASCO DA GAMA:
Barbosa, Augusto e Haroldo; Eli, Danilo e Jorge (Ipojucan) (Sarno); Sabará, Ademir, Ipojucan, Vavá e Chico.

CA BOCA JRS:
Carleri,Olman e Otero (Bendasi); Lombardo, Mauricio e Péscia; Navarro, Montano, Rolando, Gil e Gonzalez.

GOLS: Rolando (8 do 1º tempo), Montano (11 do 1º tempo), Vavá (1 do 2º tempo), Ademir (6 do 2º tempo), Rolando (9 do 2º tempo), Navarro (11 do 2º tempo) e Ipojucan 45 do 2º tempo).

Fonte: História Cruzmaltina

Há 17 anos, Vasco estreava no Rio-SP com goleada de 5 sobre o Palmeiras

Guilherme comemora um dos seus três gols na partida

No dia 24 de janeiro de 1999, o Vasco fazia sua primeira partida oficial daquela temporada, após dois amistosos contra Olaria (5×1) e Friburguense (0x0). O jogo era válido pela 1ª rodada do Torneio Rio-SP, e a estrondosa goleada na casa dos paulistas, já mostrava aos adversários que o Vasco era um dos principais candidatos ao título, que acabou conquistando.

Assim descreveu o jogo o “Jornal do Brasil” do dia seguinte:

“O jogo era na casa do adversário. Logo, o Vasco era visita. Mas fez desfeita. Em sua estréia no Torneio Rio-São Paulo, o time carioca jogou como quis e goleou o Palmeiras em pleno Parque Antártica, por retumbantes 5 a 1. Tudo bem que a equipe palmeirense não correspondia exatamente à própria realidade – havia vários juniores e até um juvenil em campo – mas isso não diminui em nada o mérito da excelente estréia do Vasco no Torneio Rio-São Paulo. O sorriso que vai amanhecer em cada rosto cruzmaltino hoje é mais do que justo. 

Além dos gols, o Vasco começou a esboçar ontem uma equipe mais poderosa ainda que aquela que venceu o Campeonato Brasileiro, em 1997, e o Estadual e a Taça Libertadores, ano passado. E se o Vasco de 1998 carecia, às vezes, de mais força no ataque, o deste ano se apresentou muito mais, pode-se dizer, saidinho. Os novos contratados caíram como uma chuteira macia no esquema do técnico Antônio Lopes: a entrada de Paulo Miranda no lugar de Luisinho deu mais mobilidade ao meio-campo; Alex se entendeu às maravilhas com Felipe, saudoso de um companheiro canhoto desde que Pedrinho foi operado do joelho direito, em setembro passado; e Guilherme mostrou, por três vezes, que a camisa 9 do Vasco é dele e ninguém tasca.

Aos 10min, ele deu a primeira prova: Zé Maria cobrou falta da direita e, diante do vacilo da zaga palmeirense, Guilherme abriu o placar. Aplicado, o Vasco corria mais que o Palmeiras e chegou rápido aos 2 a 0, desta vez pela esquerda: Juninho bateu fone, Galeano pôs a cabeça na bola e terminou desviando do goleiro Marcos. Estava fácil e, três minutos depois, num contra-ataque fluido, Juninho cruzou carinhosamente da direita para Donizete completar de voleio: 3 a 0.

Na volta para o segundo tempo, o Palmeiras — que tinha Jackson, Galeano e, depois do intervalo, o ex-vascaíno Evair; logo, não era tão jovem assim — tentou equilibrar o jogo. Pressionou, sem sucesso, por 15 minutos. No décimo sexto, Juninho (outra vez ele) cobrou escanteio. Guilherme subiu com estilo, posando para a foto: 4 a 0. O técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, pediu clemência, mas não deu certo: aos 32min, Alex foi dominado na área. Guilherme chutou com força: 5 a 0. Jackson ainda descontou, mas não fazia mais diferença. Só uma coisa não ficou clara: por que a torcida do Palmeiras gritava olé enquanto seu time era humilhado? Eu, hein..”

Jornal do Brasil (25/01/1999)

O jornal “O Globo” também exaltava a belíssima atuação daquele timaço:

O Globo (25/01/1999)

“O Vasco deu um show no Parque Antártica e o Palmeiras, um vexame. A equipe carioca goleou a paulista por 5 a 1 e começou bem no Torneio Rio-São Paulo. O resultado refletiu exatamente a superioridade do Vasco, uma equipe mais consciente e que soube aproveitar o fato de o Palmeiras entrar em campo desfalcado da maioria dos titulares. Guilherme, autor de três gols, foi o destaque. Os outros foram de Juninho e Donizete.”

As atuações da equipe vascaína segundo o Jornal do Brasil

Ficha do jogo:

Vasco Da Gama 5 x 1 Palmeiras (SP)
Data: 24/01/1999
Torneio Rio – São Paulo
Local : Estádio Palestra Itália (São Paulo – SP)
Arbitro : Reinaldo Ribas
Público : 5.666
Gols : Guilherme (Vasco 11/1ºT), Juninho (Vasco 25/1ºT), Donizete (Vasco 28/1ºT), Guilherme (Vasco 16/2ºT), Guilherme (Vasco 32/2ºT) e Jackson (Palmeiras 45/2ºT)

Vasco – Carlos Germano, Zé Maria, Odvan, Mauro Galvão, Felipe, Nasa, Paulo Miranda, Alex Oliveira (Luisinho), Juninho, Donizete (Zezinho) e Guilherme (Luís Cláudio) Técnico : Antônio Lopes

Palmeiras – Marcos, Neném, Júnior Tuchê, Vágner, Jorginho (Evair), Galeano, Paulo Assunção, Jackson, Pedrinho, Juliano e Tiago Silva Técnico : Luís Felipe Scolari

Assista abaixo, esse jogo histórico na íntegra:

 

https://youtu.be/rbMbyezqkXc

Fonte: historiacruzmaltina.com

No apagar das luzes, o empate e a manutenção da liderança

 

No dia 22 de janeiro de 1956, Vasco e Flamengo se enfrentaram no Maracanã em jogo que valia a liderança do campeonato estadual do ano anterior. O Flamengo abriu o placar com Paulinho aos 16 do 1º tempo e Vává, nos acréscimos empatou, mantendo o cruzmaltino no topo da tabela.

Assim Mário Filho descreveu a partida no “Jornal do Brasil” do dia 24 de janeiro de 1956:

“Um match decisivo é assim. O torcedor na arquibancada. o jogador no campo, todos sentem a angústia da decisão. Enquanto houver jogo há perigo. O que vence não está seguro, o que perde ainda tem esperança. Lá estava o placard: Flamengo um a zero. Mas o Flamengo jogava com dez homens, o Vasco insistia. É verdade que o tempo se escoava. A qualquer momento o juiz podia levantar os braços.

A noitinha chegava e muita gente, gente do Vasco, já ia embora, desistindo de esperar. O Flamengo ia vencer, desde o primeiro tempo que era o líder. Foi quando houve o córner. Saberá bateu. A bola subiu, desceu em frente ao gol do Flamengo, todo mundo apinhado na pequena área. Pinga cabeceia, a bola bate em Pavão, volta. Vavá se estica, mete a testa, a bola foi estufar a rede. Era o empate.

O GOAL DO ÚLTIMO INSTANTE

Para o Vasco mais do que o empate. Aquele goal no escuro recolocava-o na ponta do campeonato. O Flamengo é que perdera a grande oportunidade. Por que? Naturalmente todo o placard se explica por si mesmo. Algumas vezes o Flamengo esteve à beira do segundo goal. O shoot de Dida bateu na trave e voltou às mãos de Hélio. O de Indio encontrou o peito de Hélio. O certo é que o Flamengo não fez o segundo gol, ficou no goal de Paulinho. E a distância de um goal é transponível a qualquer momento. E a prova está ai: quando o jogo estava ‘acaba não acaba’, quando nem se sabia se Sabará teria tempo de bater o córner, surgiu o goal do Vasco. “

O Globo – 23/01/1956

Ficha do jogo:

VASCO DA GAMA 1X1 FLAMENGO
Local: Maracanã
Juiz: Charles Williams
Renda: Cr$ 1.475.152,00
Gols: Paulinho 16′; Vavá 90′
FLAMENGO: Chamorro, Tomires e Pavão; Jadir, Dequinha e Jordan; Joel, Paulinho, Índio, Dida e Zagalo. Técnico: Fleitas Solich.
VASCO DA GAMA: Hélio, Paulinho e Bellini; Mirim, Orlando e Beto; Sabará, Maneca, Vavá, Pinga e Paulinho. Técnico: Flávio Costa.
Expulsão: Joel

Vitórias do Vasco em 22 de janeiro:

Vasco 2×0 Americano (Carioca 2012)

Fonte: historiacruzmaltina.com