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Pesos e Medidas Diferentes

 

Reincidentemente, há episódios de violência envolvendo as torcidas organizadas. Normalmente, há torcida organizada do Flamengo envolvida. Às vezes, não é necessária nem a presença de torcedores adversários: eles brigam entre si, como aconteceu no jogo do turno do estadual de basquete entre Vasco x Flamengo. Punição? Nenhuma.

Estranho que em um panorama destes, a Força Jovem do Vasco siga sofrendo punições sucessivas por ação do Ministério Público. Já as torcidas adversárias, especialmente as do Flamengo, são intocáveis. 

Seria algum tipo de perseguição? Há pesos e medidas diferentes? Com a palavra, o Ministério Público do Rio de Janeiro.

CASACA!

Ha 57 anos, Vasco atropelava o Atlético Nacional-COL: 7 a 0 na casa do adversário

 

No dia 11 de fevereiro de 1960, o Vasco disputava contra o Atlético Nacional o primeiro de uma série de amistosos em território colombiano. E já na primeira partida, apresentou todo seu arsenal de gols, massacrando a equipe local por 7 a 0. Marcaram Roberto Peniche (3), Roberto Pinto (2), Teotônio e Waldemar.

Os jornalistas da Colômbia ficaram maravilhados com o futebol apresentando pela equipe cruzmaltina:

“Em virtude de termos saído de Medelin às pressas, não podemos mandar os jornais nem mesmo transcrever os hinos que estão tecendo por aqui ao Vasco da Gama. Voltamos hoje ao assunto, iniciando esta reportagem retrospectiva com uma manchete em oito colunas de “El Colombiano”, que diz o seguinte: “Vasco da Gama: La perfection en futebol bailó ‘La Carioca’ y doblegó al Nacional per siete a cero”.

E, depois, em subtítulo: “Los Criollos (apelido da equipe do Atlético Nacional) foram humildes novamente frente à potencialidade dos visitantes”.

Diz o articulista do El Colombiano que “o Vasco da Gama só precisou de um primeiro tempo para assegurar uma vitória contundente sobre o Atlético Nacional , ao qual derrotou finalmente pelo marcador de sete a zero, o que por si só indica a potencialidade do quadro, o vigor de todas as suas linhas, com onze homens que sabem seu oficio: marcar gols e dar espetáculo.”

Quadro Perfeito

“Não se imaginava – diz o critico – ao começar o cotejo aquilo que iria ocorrer na cancha, onde se tinha urna remota esperança de que os ‘crioulos’ pelo menos oferecessem alguma resistência. Porém, aos três minutos já dois violentos tiros da linha atacante se haviam chocado contra os paus, culminando assim entradas espetaculares sobre o arco defendido por Lopera”.

Perfeição em Football

Depois de dar a seqüência dos gols, o articulista empolga-se e exalta a exibição dos brasileiros, dizendo assim: “Não havia necessidade de mais para justificar a presença do Vasco da Gama na cancha. Porém, pondo de lado os gols, temos de dizer que o quadro brasileiro é a perfeição do futebol. Ofereceu classe aos montões e um espetáculo que muito poucas vezes temos tido no Estádio Atanásio Girardot. Vale dizer, talvez sem nos equivocarmos, que este é o melhor conjunto que vimos nos últimos anos.”

“La Carioca en acion”
 
“Para o segundo tempo, já sem afanar-se, Vasco da Gama entrou a jogar como equipe. Foi quando entrou em ação ‘La Carioca’ por todos os cantos da cancha do Atanásio Girardot, para rematar seu bom desempenho com o último gol por intermédio de Peniche.

Podemos assegurar que o Vasco da Gama não perderá uma só partida na Colômbia, não obstante ter jogado praticamente sozinho. Porém, vendo-o em ação, entregando de primeira, tomando todas as bolas pelo alto e por baixo; ostentando um estado físico invejável e com um movimento como se os homens fossem de borracha, num espetáculo que merece ser presenciado em qualquer cancha do mundo. Sinceramente, todo o elogio para dizer o que é o Vasco da Gama resulta muito curto.

‘Maracanazzo del Vasco’

Referindo-se à mesma exibição e não encontrando uma expressão suficientemente forte para comunicar a sua admiração, “El Correo” deu a seguinte manchete, também em oito co-lunas: “Maracanazo” del Vasco: 7×0!”. Resta saber se o neologismo vai fazer carreira em Medelin.

Triunfo Límpido

Depois de fazer o retrospecto da contagem, o cronista entra no mérito da atuação vascaína dizendo: “O triunfo conquistado sobre o Atlético Nacional, pelo Vasco da Gama foi límpido e os torcedores tiveram ocasião de admirar a grande qualidade de seu jogo e o virtuosismo de todos os seus elementos especialmente do mundialmente famoso “marcador de punta” (!) Bellini que controlou eficientemente os dianteiros contrários. Pode-se notar que o citado elemento foi incomparável na extrema defesa, pois não deixou um só claro em sua zona, pela qual se poderiam “colar los contrários”.

“Não somente pelo resultado mas também, pela apresentação cumprida por seus integrantes, pode-se considerar o Vasco da Gama como um dos maiores conjuntos do Brasil, embora isso não queira dizer que seja imbatível.” (Jornal dos Sports – 18/02/1960)

 

O Globo (12/02/1960)
O Globo (15/02/1960)

PS: O jornal “O Globo” fez confusão com o nome da equipe colombiana, chamando o Atlético Nacional de “Independiente Nacional”. Na verdade são duas equipes diferentes: o Club Atlético Nacional de Meddellin e o Deportivo Independiente Medellín, adversário seguinte com o qual o Vasco empatou em 1 a 1, três dias após a goleada histórica relembrada nesta matéria.

Fonte: História Cruzmaltina

9 de fevereiro: Na mesma data, duas vitórias contra dois Estudiantes

Em um avanço do Estudiantes, Panello intervém, auxiliado por Zarzur que afasta o perigo. (A Noite – 10/02/1936)

O dia 9 de fevereiro registra duas vitórias do Vasco em amistosos contra dois Estudiantes de países diferentes: o de La Plata e o de Mérida.

O primeiro, em 1936, foi contra a equipe argentina, com vitória por 2 a 0 para os camisas negras, com dois gols de Orlando:

Jornal do Brasil (11/02/1936)

“Durante todo o primeiro half-time houve equilíbrio de forças, embora se registrasem mais ataques do Estudiantes.

Nessa fase do jogo, o Vasco marcou um ponto, feito por Orlando, tendo marcado dois outros acertadamente anulados pelo árbitro, pois os jogadores vascaínos que os conquistaram estavam, de fato, em off-side.

A equipe argentina muito se esforçou mas nada conseguiu de prático.

O primeiro half-time terminou assim com a vantagem de 1 x 0 para o C. R. Vasco da Gama. Recomeçada a peleja após o descanso regulamentar, o jogo prosseguiu com a mesma característica, até que Orlando apanha uma escapada e vai sózinho para o goal argentino, o keeper abandona o posto, mas Orlando desvia a pelota que vai ás redes, não obstante os esforços empregados pelo back contrário que correu afim de evitar o ponto.

Poucos minutos faltavam para  o fim da partida e o escore não mais foi alterado, vencendo o Vasco da Gama pela contagem de 2×0.” (Jornal do Brasil – 11/02/1936)

O Globo (10/02/1936)
Nena ao lado de Orlando (Jornal dos Sports 10/02/1936)
Estudiantes-ARG entrando no gramado de São Januário (O Globo – 10/02/1936)
O goleiro argentino defende um ataque vascaíno, observado pelos seus zagueiros. (O Globo – 10/02/1936)

As equipes que atuaram neste jogo:

Vasco da Gama: Panello, Osvaldo e Itália; Oscarino, Zarzur e Gringo; Orlando, Kuko, Luiz de Carvalho, Nena e Luna.

Estudiantes: Fazzioli, Rodriguez e Baradiram; Bloto, Roberto e Raul (Luscitti);Lauri, Sandi, Zozaya, Sabio (Telechéa) e Dela Villa.

A outra vitória num 9 de fevereiro contra um Estudiantes, foi em 1983, dessa vez contra o da Venezuela, na estréia do Torneio Feira do Sol, comemorativo do bicentenário de Simon Bolívar :

“Jogando fácil, sem precisar forçar o ritmo, o Vasco estreou ontem no Torneio Feira do Sol, derrotando por 3 x 0, o Estudiantes de Mérida. Roberto, com dois gols, foi o artilheiro do jogo e mostrou um bom futebol. Scarpezzio, contra, completou o marcador. No outro jogo, em San Cristobal, o Peñarol derrotou por 1 x 0 o Milionários de Bogotá. O Vasco volta a jogar amanhã, contra o Boca Juniors, na cidade de Barquisimeto.

O jogo foi sempre muito fácil. A equipe do Estudiantes é limitada, e aparecia apenas nas jogadas violentas. O jogo viril ficou tão evidente que até os próprios organizadores do torneio pediram calma aos jogadores venezuelanos. O Vasco inaugurou o marcador aos 14 minutos do primeiro tempo, numa falta muito bem batida por Roberto.

Como o técnico Antônio Lopes havia adiantado, e Vasco jogou com dois pontas bem abertos — Jussié e Almir — e Elói acabou mesmo tendo que se contentar com a reserva. Poucas, no entanto, foram as jogadas pelas extremas. Jussiê foi pouco acionado e Almir continua a prati-car um futebol muito limitado.

O tempo final começou com um Vasco bem mais veloz e Elói no lugar de Ernâni. O Estudiantes passou a jogar apenas futebol, sem a violência de antes, e as jogadas da equipe brasileira passaram a aparecer com mais constância. O segundo gol, curiosamente, foi feito pelo atacante do Estudiantes, mas contra seu próprio gol. Almir cobrou córner e Scarpezzio cabeceou fortemente,sem defesa para o goleiro Rodrigues, aos 22 minutos.

Com o domínio total da partida o Vasco ainda fez mais um gol, o terceiro, e novamente através de Roberto. O atacante recebeu excelente lançamento de Dudu, invadiu a área pela esquerda e chutou forte, aos 32 minutos, num bonito gol. Logo após o gol, Roberto deixou o campo aplaudido substituído por Paulo César. O Vasco jogou com Acácio; Galvão, Fumaça, Celso e Pedrinho; Oliveira, Dudu e Ernâni (Elói); Jussiê, Roberto (Paulo César) e Almir.” (Última Hora – 10/02/1983)

Última Hora (10/02/1983)
O Globo (10/02/1983)

O jornal “O Fluminense” narrava a boa atuação do Vasco e a insatisfação dos seus atletas pela mudança de data da grande final. Motivo: a partida cairia numa terça de Carnaval, e grande parte dos jogadores iriam desfilar pela Beija-Flor de Nilópolis.

“Esta final gerou muita insatisfação entre os vascaínos. Isso porque o empresário Fernando Torcal deu para o Vasco assinar um contrato segundo o qual a final seria dia 13, e ontem foi sabido que esta foi marcada para o dia 15, terça de Carnaval. Amadeu Pinto da Rocha reuniu-se no Hotel Terrasa com os jogadores para lhes explicar que o clube fora ludibriado e estes aceitaram jogar em nome do profissionalismo, embora muitos já estejam com suas fantasias prontas para desfilar na Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, o que se tornará impossível se vencer amanhã” (O Fluminense – 10/02/1983)

O Fluminense (10/02/1983)
Jornal do Brasil (10/02/1983)

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Curiosidades sobre a nota do grupo político que ficou em terceiro nas últimas eleições

 

Destacamos 3 citações da nota publicada pelo grupo que ficou em terceiro nas últimas eleições, a fim de elucidar questões:

1.“Belaciano representa, na ação, os interesses de Fernando Roscio de Ávila, conhecido como Fernandão, ex-atleta de vôlei, sócio do Vasco e que nas últimas eleições apoiou a chapa Identidade Vasco.”

Belaciano, o advogado de Julio Brant e de seu grupo, advoga também para o senhor Fernandão, bastião do MUV, conforme afirma a nota. O grupo terceiro colocado nas últimas eleições, contudo, tenta se afastar de Fernandão, afirmando que este apenas o apoiou.

Falso.

Fernandão pleiteia uma fortuna junto ao Vasco tomando por base ter sido intermediário entre a Eletrobras e a administração Dinamite para a celebração de um contrato de patrocínio. Ou seja, requer a legalidade da função que efetivamente exerceu: lobista. Foi apoiador daquela administração da primeira à penúltima hora. Sim, penúltima. Porque, assim como outros, quando viu a água invadir o barco, pulou.

Exatamente assim como fez Roberto Monteiro, candidato terceiro colocado nas últimas eleições. Atuou ombreado a Fernandão. Foi braço político importante no primeiro mandato de Dinamite e, no segundo, tornou-se vice-presidente do Conselho Deliberativo. É inegável seu vínculo com Dinamite. É inegável seu vínculo com Fernandão. E por vínculo inegável, provavelmente o terceiro lugar nas últimas eleições, mesmo concorrendo com o fantoche amarelo, se explique.

2. “(…) o Identidade Vasco surgiu em 2011 como oposição a Eurico e ao então presidente Roberto Dinamite e sempre fomos e continuamos sendo, de forma unitária, absolutamente coerentes em relação a isso”.

Estranho que o grupo terceiro colocado nas últimas eleições tenha surgido “em oposição a Eurico” quando Eurico não possuía cargo executivo no clube. Oposição a quem lá não estava?

Estranho que o grupo terceiro colocado nas últimas eleições tenha surgido em 2011 em oposição a Dinamite, sabendo-se que sua liderança apoiava Dinamite, inclusive integrando e vencendo a eleição daquele ano para a mesa diretora do Conselho Deliberativo como chapa de situação.

Portanto, nada pode ser mais incoerente.

3. “Só assim será possível derrotarmos não só a gestão incompetente e ultrapassada da família Miranda, mas também os aventureiros de toda a espécie que enxergam no Vasco apenas boas oportunidades de negócios”.

Roberto Monteiro, candidato terceiro colocado nas últimas eleições, seu grupo, terceiro colocado nas últimas eleições, Fernandão, o lobista do MUV amigado com o grupo terceiro colocado e representado por Belaciano, o advogado de Brant, candidato amarelo, fantoche escolhido por Olavo Monteiro de Carvalho, são farinha do mesmo saco. Apoiaram até a penúltima hora a gestão catastrófica de Dinamite, que subtraiu o Vasco em todas as frentes possíveis e imagináveis.

Portanto, nenhum deles tem condição moral para falar a respeito de quem quer que seja. Se merecem porque não só abusam da mentira, como abusam das tentativas de sabotar o clube. Monteiro, que é Dinamite; Fernandão, que é MUV; e Julio Brant, que é preposto de Olavo, NUNCA MAIS!

CASACA!

Há 67 anos, Vasco vencia o Botafogo de virada em São Januário pelo Rio-SP

 

No dia 05 de fevereiro de 1950, o Vasco derrotava o Botafogo de virada em São Januário, em partida válida pelo Torneio Rio-SP daquele ano, com gols de Ipojucan, Chico e Maneca.

“Impondo-se ontem ao Botafogo por 3×2, enquanto a Portuguesa perdera para o Corinthians, na véspera, o Vasco garantiu o segundo lugar no torneio Rio-São Paulo, e as suas aspirações ainda ao titulo máximo do certame. A vitória cruzmaltina teve características dramáticas, pois o team campeão da cidade ficou reduzido a dez homens quando perdia por 2×1, com a expulsão de Ademir, e perdeu a seguir um penalti, batido por Tesourinha, quando o placar era de 2×2. Mas aos 28 minutos da segunda fase, Maneca, numa arrancada sensacional, após passar por quatro adversários, marcou o tento da vitória.”(Jornal dos Sports – 06/02/1950)

“Um match empolgante realizaram Vasco e Botafogo, pelo Rio-São Paulo. Houve bom football em São Januário„ em que pese o desfalque sofrido pela equipe campeã nos últimos minutos da primeira fase. Mesmo com dez jogadores. os cruzmaltinos lutaram com entusiasmo no segundo período, conseguindo, inclusive, dominar na maior parte do tempo. A dança do placar, os gols sensacionais, as decisões do juiz que provocaram discussão, enfim não houve minuto na peleja que deixasse de interessar a assistência.

A performance de Tesourinha, por exemplo, constituiu um espetáculo à parte, embora tivesse mandado fora um pênalti. Também a entrada de Chico, revolucionando a defesa do Botafogo, foi outra expressiva contribuição para tornar a disputa emocionante. Num encontro que teve as mais variadas fases, é natural que as paixões tenham transbordado, chegando por vezes ao excesso, sempre visando a figura do juiz, que existe para ser o alvo de todas as mágoas.

No primeiro tempo os quadros trabalhavam dentro de excelente padrão técnico, com vantagem territorial para os cruzmaltinos. Na fase final, os vascaínos conseguiram manter a supremacia nas jogadas, agindo com entusiasmo incomum, indo ate a vitória graças ao espírito de luta demonstrado. O Botafogo, surpreendido pelo desejo de vitória dos adversários deixou escapar a vitória, que com a expulsão de Ademir parecia quase certa.

Dos dois a um da primeira fase os alvinegros cederam terreno, talvez ainda felizes por ter a contagem parado em 3 a 2 a favor do Vasco. E os, torcedores vascaínos, que tantos aborrecimentos tiveram durante os primeiros quarenta e cinco minutos, puderam vibrar desde o tento de empate, logo no inicio do período decisivo. Vibração que atingiu ao auge com o sensacional gol da vitória, feito por Maneca, depois de driblar quatro adversários.”

O Globo (06/02/1950)

O Globo (06/02/1950)

Ficha do jogo:

Torneio Rio-SP 1950
05/02/1950 – Vasco 3×2 Botafogo
Estádio de São Januário
Juiz: Gama Malcher
Público: 9.204
Renda: Cr$ 117.769,00

Vasco da Gama: Barbosa, Augusto e Wilson; Ely, Danilo e Alfredo; Tesourinha, Maneca (Álvaro), Ademir, Ipojucan (Lima) e Mario (Chico).

Botafogo: Oswaldo, Marinho e Santos; Rubinho, Ávila (Souza) e Juvenal; Paraguaio (Hamilton e depois Baiano), geninho, Zezinho, Otávio (Ávila) e Jayme.

Gols: Ipojucan (Vasco) , Hamilton e Zezinho (Botafogo), Chico e Maneca (Vasco)

Fonte: História Cruzmaltina

Dois gols similares, duas formas distintas de abordá-los

 

 

O GloboEsporte.com perguntou ontem em sua página no Facebook após o gol olímpico de Nenê: “Já viu gol olímpico feio?”

Veja abaixo:

 

Resposta: sim, já vimos, embora nem o GE e nem a emissora a ele agregada tenham comentado sobre a feiúra do tento. Veja que gol feio abaixo:

Nós já sabemos a resposta, mas seria interessante as Organizações explicarem o porquê da distinção.

CASACA!

Parceria MUV-Amarelos impede inscrição de atletas do Vasco

Um processo de 2013 que ainda se arrasta na Justiça afetou a inscrição de Wagner no Campeonato Carioca. Um novo recurso da parte de Fernandão, ex-jogador de vôlei que cobra cerca de R$ 6 milhões do clube, fez com que o Vasco ficasse impedido de registrar contratos de entrada ou saída na CBF. O setor jurídico cruz-maltino foi comunicado na terça-feira e conseguiu revogar a medida no fim da tarde de quarta.

Fernandão cobra este valor, que pode chegar a R$ 10 milhões com correção monetária e juros, por ter sido intermediário na negociação do contrato de patrocínio com a Eletrobrás. O caso ainda não foi decidido. Atualmente, 10% das receitas do Vasco com patrocínio, CBF, Ferj e direitos de transmissão estão bloqueadas.

Em contato com a reportagem, o diretor jurídico do Vasco, Leonardo Rodrigues, explicou a situação:

– O que aconteceu foi que, em virtude de um pedido do Alan Belaciano, advogado do Fernandão, a 7ª Vara Cível oficiou à CBF, determinando o bloqueio geral de transferências, entradas e saídas de contratos de atletas do Vasco, algo imediatamente resolvido pelo Jurídico do clube – disse Rodrigues.

Wagner tinha até quarta-feira para ser inscrito e, assim, ficar à disposição do técnico Cristóvão Borges para o jogo contra o Bangu, nesta quinta. Agora, sem bloqueios, a expectativa é de que seja regularizado até sexta e possa enfrentar o Resende no domingo, em São Januário.

Fonte: GloboEsporte.com

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Nota do CASACA!:

Belaciano (o advogado da turma de Julio Brant) e Fernandão (o agente do MUV remunerado por ser intermediário de um contrato com estatal!) ciscam o milho do mesmo saco.

CASACA!

Sub-20 empata com o Fluminense por 1 a 1 em São Januário

Moresche comemora primeiro gol marcado pelo Vasco- Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

Na prévia do duelo entre as equipes profissionais, Vasco e Fluminense se enfrentaram na manhã deste domingo (29/01) em São Januário pelo Campeonato Carioca sub-20. Com a estratégia de esperar o Gigante para encaixar contra-ataques, o Tricolor foi superior no primeiro tempo e saiu na frente, com Paulinho. Na etapa final, porém, o Cruzmaltino mandou na partida e empatou o clássico em 1 a 1. O gol vascaíno foi marcado pelo estreante Matheus Moresche.

O JOGO

Atuando em seus domínios, o Vasco partiu para cima do Fluminense nos primeiros minutos e não demorou muito para levar perigo. Logo aos seis minutos, Luan cobrou escanteio e Matheus Moresche cabeceou com perigo. A investida cruzmaltina serviu para acordar o Tricolor, que respondeu em grande estilo aos 14. Na ocasião, após rápido contra-ataque pelo flanco esquerdo, a bola sobrou para Paulinho e ele não desperdiçou: Fluminense 1 x 0.


Bruno Cosendey foi bem em sua reestreia pelo Vasco


O time das Laranjeiras continuou levando perigo e por pouco não ampliou a vantagem pouco tempo depois. Aos 20, Pedrinho cobrou falta com categoria e João Pedro fez uma grande defesa, salvando o Gigante da Colina. A equipe vascaína cresceu no clássico e voltou a assustar depois da parada técnica. Aos 25, João Victor arriscou da intermediária e obrigou o goleiro rival a realizar um grande intervenção. Cosendey, aos 30, assustou em cobrança de falta.

A principal oportunidade do Almirante no primeiro tempo foi criada no minuto final, quando Rodrigo fez um lindo lançamento para Paulo Vitor. O atacante se livrou dos marcadores e cruzou na direção de Bruno Cosendey. De volta ao Vasco após passagem pelo futebol português, o meio-campista se antecipou aos zagueiros e desviou na direção do gol. A bola, porém, acabou batendo na trave e indo para fora.


Vagner supera defensor do Fluminense na velocidade

Querendo o empate a todo custo, o Vasco retornou do intervalo com a mesma postura demonstrada nos derradeiros minutos da etapa inicial. Aos cinco minutos, Matheus Moresche arriscou de longe e goleiro adversário defendeu em dois tempos. Bem postado em campo, o Gigante continuou pressionando, em especial pelo lado direito, com Paulo Vitor e Rodrigo. Quis o destino, porém, que o gol de empate saísse do outro lado.

Aos 21 minutos, Vagner escapou pela esquerda e rolou para a entrada da grande área, onde estava Luan. O lateral-esquerdo não finalizou com firmeza, mas viu seu chute se transformar num passe e parar nos pés de Matheus Moresche. Demonstrando calma e categoria, o estreante empurrou a bola para o fundo do barbante: VASCO 1 x 1. Outras chances foram criadas pelo Vasco, mas o placar permaneceu o mesmo até o final.

Escalação do Vasco: João Pedro, Rodrigo Fernandes, Denílson, Arthur e Luan; Rafael França, João Victor, Bruno Cosendey (Luiz Henrique) e Matheus Moresche (Dudu); Vágner (Pedro Bezerra) e Paulo Vitor. Treinador: Marcus Alexandre.


Paulo Vitor sendo marcado de perto por dois tricolores- Fotos: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

Texto: Carlos Gregório Júnior

Fonte: Site CRVG

Há 82 anos, São Januário recebeu o primeiro Vasco x Boca Jrs da história

No dia 27 de janeiro de 1935, Vasco e Boca Jrs se enfrentaram em partida amistosa em São Januário, registrando o primeiro confronto da história entre as duas equipes.

Em tarde chuvosa, os argentinos chegaram a estar vencendo por 3 a 1, mas graças a grande atuação de Hugo Lamanna (autor dos 3 tentos cruzmaltinos), o Vasco conseguiu uma grande reação, empatando a peleja. Foi o confronto entre o bi-campeão argentino e o campeão carioca.

O jornal “A Noite” do seguinte dizia que: “a temporada do Boca Jrs ao Brasil está revivendo a época de ouro do futebol brasileiro. O match de ontem do campeão argentino com o Vasco, presenciado por uma das maiores assistências de football que temos visto, como soccer, pode ser classificado de primeira ordem.”

O “Jornal dos Sports” também exaltava o grande espetáculo futebolístico ocorrido naquela tarde no estádio do Vasco:

 

“O prélio que reuniu os quadros do Vasco e do Boca Juniors no Stadium São Januário constituiu , inegavelmente, um espetáculo soberbo que o numeroso público que lá esteve soube devidamente apreciar. Efetivamente, a competição foi fértil de atrativos magníficos e aspectos sugestivos que o nosso público de raro em raro tem a oportunidade de assistir”.

Os argentinos, que tinham o goleiraço Yustrich defendendo sua meta, abriram o placar logo aos 5 minutos de jogo, com Cherro. O Vasco empatou aos 27 com Lamanna, atacante argentino contratado em 1934 junto ao Racing Club. O Boca Jrs passou novamente a frente no placar aos 38 e aos 41 minutos com Varallo. E assim, terminou o 1º tempo: Boca 3 a 1.

Porém, na segunda etapa, o Vasco partiu com tudo para cima dos argentinos em busca da reação. O “Jornal dos Sports” descreveu assim os últimos 45 minutos de jogo:

 “O público estava vivamente impressionado com a excelente técnica dos argentinos e previa uma grande derrota para o Vasco. Ninguém poderia supor outra coisa diante da superioridade manifesta dos boquenses sobre os cruzmaltinos. Entretanto, as impressões do público foram rapidamente dissipadas no segundo tempo da sensacional partida.”

Logo aos 10 minutos da etapa final, Lamanna fez o 2º gol vascaíno, após belo passe de Orlando. Mas ainda era pouco, e o Vasco continuava pressionando. O tento de empate era questão de tempo. E veio faltando 5 minutos para o fim:

“A torcida delirava com os lances empolgantes oferecidos pelo sensacional prelo. Quando veio o terceiro gol de Lamanna, a gritaria recrusdeceu, infernal. Kuko, de posse da pelota, abriu o jogo estendendo um passe a Novamuel. O ponta vascaíno escapa, perseguido por Munt e consegue, oportunamente centrar alto. Lamanna corre, pula na frente de Moysés e alcança de cabeça a bola, desviando a sua trajetória para o fundo das redes. Foi um tento recebido com aplausos demorados. Garantido o empate!”

Após o jogo, o treinador do Boca Mario Fortunato se derreteu em elogios a equipe vascaína, em especial ao zagueiro Domingos:

“Reconheço no Vasco um grande team. O quadro carioca faria sucesso em Buenos Aires como conjunto. O que tem de notável, porém, é a classe de certos valores individuais. Domingos é um zagueiro excepcional, completo em recursos, comparável aos backs mais notáveis que já vi jogar. Desconcerta uma defesa com a sua calma, a precisão de suas entradas. É um zagueiro que nunca se precipita. Com uma condição admirável, apanha a chave dos lances com uma facilidade desconcertante. Para mim, Domingos é na atualidade o melhor back sul-americano.”

Até o árbitro da partida, o argentino D´Esposito, tinha elogios a equipe vascaína, dando destaque ao atacante Fausto:

“De todos os jogadores, guardo impressão raras vezes sentida sobre Fausto! Seria ídolo em Buenos Aires. É verdadeiramente maravilhoso!”

O jornal “A noite” também discorreu sobre a atuação do artilheiro vascaíno:

“Figura sobre a qual quaisquer dúvidas não podiam surgir, pelas qualidades de sua classe, um dos quatro maiores center-halves de mundo, Fausto dos Santos, na peleja continental de ontem, surgiu confirmando nossas previsões, exibindo-se como craque, incapaz de paralelos.”

Os times atuaram sob a seguinte organização:

Vasco: Rey, Domingos e Itália; Gringo, Fausto e Calocero; Novamuel, Kuko, Lamana, Nena e Orlando.

Boca Jrs: Yustrich, Moysés e Bibi (Valussi); Varnieres, Luzzati e Suarez (Munt); Zatelli, Benavides (Caceres), Varallo, Cherro e Cussati.

Há 25 anos, Vasco goleava o Corinthians em tarde de Bebeto e Edmundo

 

No dia 26 de janeiro de 1992, o Vasco estreava no Campeonato Brasileiro com goleada sobre o Corinthians em pleno Pacaembu. Bebeto teve grande atuação marcando duas vezes, com Sorato e Jorge Luís completando o placar. Esta partida marcou a estréia de Edmundo pelo time profissional do Gigante da Colina.

O “Jornal do Brasil” do dia seguinte descreveu assim a vitória vascaína:

 

“Um dia depois de encantar a torcida paulista com a bonita conquista dos garotos na Taça Cidade de São Paulo, o Vasco voltou a impressionar o público do Pacaembu ao exibir vistoso futebol na goleada de 4 a 1 sobre o Corinthians. Bebeto, que marcou os dois últimos gols do time, já é o artilheiro do Campeonato Brasileiro.

Torres mostrou muita categoria e parou o ataque do Corinthians

Todo o time atuou impecavelmente, sobretudo o estreante Edmundo, que não se deixou envolver pelo clima desfavorável e com apenas um minuto de jogo, comandou um ataque em que seu toque rápido e objetivo mostrou que tinha personalidade para se impor na equipe, repleta de bons jogadores.

O Corinthians sentiu a forte pressão e se retraiu. Mas não teve como impedir uma investida do ataque carioca e sua defesa apelou para a falta. Winck bateu alto, no segundo pau, e Jorge Luis subiu mais que Wilson Mano para cabecear com força, aos 7 minutos. A vantagem deu a Nelsinho a possibilidade de testar em situação de jogo o plano tático em que a rapidez de jogadores como Bebeto, Edmundo, William e Luisinho podia complementar a cadência de Geovani e de Torres, outro que sobrou no jogo.

Envolvente e sempre se insinuando pelos flancos, o Vasco confundiu completamente o adversário., que insistia em concentrar o jogo nos pés de Neto e desperdiçou os potenciais de Tupãzinho e Paulo Sérgio. Aos 30 minutos, dono das ações em campo, o Vasco só não aumentou porque Guinei salvou o gol certo de Eduardo, aproveitando bola recuada de Bebeto.

Veio o segundo tempo e Luisinho acabou expulso com 10 minutos de jogo. O desfalque, porém, deixou o time ainda mais veloz na distribuição das jogadas, a ponto de Nelsinho demorar em mexer para recompor a proteção á defesa. Afinal, o Corinthians chutara a seu gol apenas urna vez, e Sorato, subindo bonito num centro de Eduardo, fizera 2 a 0 no minuto seguinte.

Dai para a frente, o Vasco colocou o adversário na roda e passou a pressionar o gol do atônito Ronaldo. Aos 21, Bebeto aproveitou bola recuada por Torres e aumentou, depois de perder gol feito na jogada anterior. Aos 30, finalmente, o Corinthians, acordou para o jogo, mas a reação se restringiu a uma cobrança de falta feita por Neto, que Régis defendeu em cima da linha, e aos gols de Giba, aproveitando bons passes de Tupãzinho.

Mas o Vasco não se entregou e partiu de novo para a frente, com a forte disposição que caracterizou a atuação do time desde o inicio, e teve como prêmio o gol de Bebeto, aproveitando passe de cabeça de Júnior, que foi lançado por William e percebeu o companheiro livre.”

O jornal “O Globo” também exaltou a belíssima atuação daquela equipe que foi a melhor da 1ª fase do campeonato e, posteriormente , se sagraria campeã estadual:

“A coragem tática do técnico Nelsinho foi premiada com uma vitória brilhante do Vasco sobre o Corinthians, ontem, na sua estréia no Campeonato Brasileiro. Sem se preocupar em entupir a defesa de jogadores, Nelsinho armou um Vasco ofensivo e empolgante. O time carioca ganhou por 4 a 1, mesmo atuando praticamente todo o segundo tempo com dez jogadores, depois da expulsão do cabeça-de-área Luisinho. Nelsinho comprovou sua ousadia nesse momento, pois não retirou nenhum atacante para reforçar a defesa. Os prêmios: dois gols de Bebeto, um de Jorge Luís e um de Sorato — Giba descontou — e a sensação de que o Vasco poderá lutar pelo título.

O toque de bola e a velocidade do meio-campo do Vasco desnortearam desde o início os confusos defensores do Corinthians. E não demorou muito para o time do Rio marcar o primeiro gol, com o zagueiro Jorge Luis. Sentindo facilidade para avançar, o Vasco continuou absoluto. Na defesa, Torres e Jorge Luís paralisavam qualquer investida do inibido ataque do Corinthians. No meio, Geovani, William e o novato Edmundo ensinavam a Márcio, Ezequiel e Neto como organizar um time de futebol. No ataque, Bebeto e Sorato enlouqueciam seus marcadores com jogadas rápidas.

O Corinthians, ao contrário, era uma máquina de produção de erros. Com o ambiente totalmente perturbado pela saída do técnico Cilinho, derrubado pela influência de Neto, Márcio e Ronaldo, o time teve raros momentos de lucidez. Um exemplo da situação: a equipe treinou durante duas semanas com Wilson Mano no meio-campo e Marcelo na zaga. Como não renovou contrato, o zagueiro nem entrou, cabendo a Mano ir para a defesa, com Ezequiel no meio.

Ao mesmo tempo, Nelsinho mudou radicalmente a filosofia do Vasco. No lugar da “pegada” exigida por Antônio Lopes, seu antecessor, Nelsinho deu destaque ao toque rápido e à força do ataque. Os claros resultados dessa tática chegaram a ficar ameaçados depois da expulsão de Luisinho, logo no início do segundo tempo.

O treinador do Vasco, porém, não desviou seu time um milímetro da rota traçada desde o início e a equipe se manteve procurando o gol. Mesmo com um jogador a menos, Sorato fez o segundo gol, depois de um cruzamento de Eduardo. Bebeto marcou outro em seguida e nem mesmo o gol de Giba foi capaz de impedir o massacre do Vasco. No dia anterior, o time de juniores já fizera a festa no Pacaembu, ganhando pela primeira vez a Taça Cidade de São Paulo. Assim, os mais de 15 mil torcedores presentes puderam ver mais uma obra-prima do ataque do Vasco, com Bebeto fechando a goleada e encerrando a segunda festa do clube carioca em São Paulo.”

As atuações dos atletas vascaínos sob a ótica do jornal “O Globo”:

 

Melhores momentos e gols do jogo:

Ficha do jogo:

Vasco Da Gama 4 x 1 Corinthians (SP)
Data: 26/01/1992
Campeonato Brasileiro
Local : Estádio Do Pacaembu (São Paulo – SP)
Arbitro : Renato Marsíglia
Público : 15.145
Gols : Jorge Luís (Vasco 7/1ºT), Sorato (Vasco 12/2ºT), Bebeto (Vasco 21/2ºT), Giba (Corinthians 31/2ºT) e Bebeto (Vasco 41/2ºT)
Expulsão : Luisinho (Vasco)

Vasco – Régis, Luís Carlos Winck, Jorge Luís, Alexandre Torres, Eduardo, Luisinho, Geovani (Sídney), Edmundo, William, Bebeto e Sorato (Júnior) Técnico : Nelsinho Rosa

Corinthians – Ronaldo, Giba, Wilson Mano, Guinei, Jacenir, Márcio, Ezequiel, Neto, Marcelinho Paulista (Fabinho), Tupãzinho e Paulo Sérgio (Luciano) Técnico : Basílio

Fonte de pesquisa: Acervo O Globo, Acervo Jornal do Brasil e Youtube.