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O Magoado de Conveniência

Desconhecemos os motivos de Diego Souza, se é que existiram, para “rejeitar” jogar no Vasco, conforme afirma no post anexo o aposentado Edmundo. Desconhecemos até que alguma proposta tenha sido feita ao referido atleta.

Mas uma coisa é certa: se proposta foi feita pelo Vasco a Diego Souza, certamente ele não a recusou por estar preso na Polinter, em Bangu 1, 2 ou 8, no Carandiru ou no presídio da chacina de Manaus.

Diego Souza é livre. Já certos atletas do passado vascaíno, que precisaram ser resgatados da cadeia, não tiveram a mesma sorte: presos, não houve escolha, a não ser se apegar às mãos dos únicos que as ofereceram.

Traidores, mal agradecidos, alpinistas políticos de meia pataca, precisam ser banidos do Vasco.

CASACA!

Sub-20 faz treino tático antes do duelo com o Rio Branco/ES

Marcus Alexandre orienta jogadores durante treino- Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

Focado em dar a volta por cima na Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Vasco da Gama trabalhou forte na tarde desta quarta-feira (04/01) em São Carlos (SP). O treinador Marcus Alexandre comandou uma atividade tática no Estádio Zuzão e fez ajustes na equipe cruzmaltina, que entra em campo nesta quinta (05), às 18h45, para enfrentar o Rio Branco (ES). A partida terá transmissão do Sportv e será disputada no Estádio Municipal Luisão.

O treino durou uma hora e foi dividido em quatro momentos. Os jogadores suaram a camisa em atividades físicas promovidas pelo preparador Brandi Regato. Na sequência, Marcus Alexandre reuniu os atletas e passou informações sobre o próximo adversário. A bola rolou poucos minutos depois para um trabalho de posicionamento. Na ocasião, o comandante fez alguns testes no time. No fim, os vascaínos treinaram finalizações e bolas paradas.


Arthur teve uma boa atuação na estreia da Copinha- Fotos: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

Apesar do resultado adverso, alguns jogadores cruzmaltinos se destacaram na estreia. Um deles foi o zagueiro Arthur. O defensor levou a melhor em quase todos os lances de confronto com os atacantes do time adversário. Em entrevista ao Site Oficial após a movimentação desta tarde, o jogador comentou sua atuação e frisou a importância de um resultado positivo na próxima apresentação na Copinha.

– Fiquei feliz com minha atuação. Fui bem individualmente, mas não adianta eu ir bem se o time não corresponder coletivamente. Na verdade, não acho que a gente foi mal, mas faltaram algumas coisinhas para fazermos o gol e sairmos com a vitória. É um jogo de vida ou morte para nós, pois só se classificam os dois primeiros do grupo. Amanhã não podemos pensar em outra coisa que não seja ganhar. Vamos buscar entrar concentrados. Queremos sair de campo com os três pontos – declarou o zagueiro Arthur, de apenas 18 anos.

O trabalho cruzmaltino na tarde desta quarta-feira (04) foi acompanhado de perto pela EPTV, emissora afiliada da Rede Globo. A equipe de reportagem produziu uma matéria sobre o trabalho de formação desenvolvido pelo Vasco da Gama no futsal, tendo em vista que a maioria dos representantes do clube na Copinha iniciaram a trajetória no clube dentro das quadras. O personagem principal da reportagem foi o meia-atacante Robinho.

Texto: Carlos Gregório Júnior

Quase quarenta anos depois

Tinha lá uns sete, oito anos de idade. O jogo era contra o Bangu em São Januário, o Vasco venceu por 4 x 1 e me chamou a atenção o Dimas.

Era o meu debut em jogos do Vasco no estádio.

Meu tio, Manuel Teixeira Frias, era daqueles que vivia no Vasco, buscava ajudar no que fosse possível, chegou a chefiar a delegação vascaína em uma partida do Expresso da Vitória no ano de 1949 contra o Mogi-Mirim, no centenário da cidade paulista, e me levava vez por outra para ver os jogos do Vasco em vários campos do Rio de Janeiro. Tivera dois filhos, mas nenhum deles, incrivelmente, torcia pelo Vasco. Um era Flamengo e outro Fluminense. Nunca entendi aquilo. Com isso, o grande companheiro dele nos jogos era eu mesmo.

Meu pai, David, trabalhava muito e ligava bem menos que o irmão. Era Vasco, mas sem tanto entusiasmo. Meu tio, não, vibrava. Uma vez largou a minha tia no hospital, após breve melhora no quadro clínico para ir ver o Vasco jogar. Aquilo causou uma indignação na família forte, mas eu não me metia. Filho único, ficava na expectativa de que meu tio me levasse num outro jogo do Vasco em breve.

A final de 1950, no Maracanã, contra o América eu vi nas cadeiras especiais, um luxo que era raríssimo para quem viu Brasil x México de geral e Brasil x Espanha na Copa do Mundo com grande dificuldade de enxergar algo, diante de um Maracanã abarrotado de gente. O jogo, meu filho falou outro dia, não foi em 1950 e sim em 1951, no mês de janeiro. Não me lembrava disso, mas me recordo de um português, tradicionalíssimo, torcendo para o … América! Fiquei chocado. Todos os portugueses que conhecia, inclusive os da minha família, eram Vasco. E o Vasco ganhou com dois gols do Ademir, o segundo recebendo um passe de Ipojucan.

Mas os tempos próximos ao Vasco estavam por acabar. Desde os seis anos de idade eu, na condição de coroinha da Igreja do Sacramento, pagava a mensalidade do meu colégio, São Bento, ajudando em missas daquela igreja e de outras do centro da cidade (chegava a trabalhar em cinco missas num dia e também nos fins de semana), mas quando o curso primário acabou precisei tomar uma decisão que me permitisse concentrar mais nos estudos.

Em março de 1951, com 11 anos de idade, fui parar no seminário São José, ali no Rio Comprido, que era pago não por mim nem por minha família, mas sim pelas Obras Sacerdotais. Não sabia se queria ser padre, mas tinha certeza de que não queria ver meus pais apenas duas horas por mês no local onde estudava, como ocorreu por anos, com a benesse dada de estar também com eles entre os dias 26 e 31 de dezembro, antes da virada do Ano Novo, ou ainda numa comemoração em família como um casamento, bodas de prata ou bodas de ouro, quando por um dia inteiro poderia estar em casa, da manhã até a noite. Tornei-me um adolescente distante de meu clube, um adulto mais longe ainda, após sair do seminário e ter de ganhar a vida, tendo perdido meu pai pouco mais de cinco anos depois e com a obrigação de sustentar a minha mãe.

Casei-me e tive meu primeiro filho no ano em que o Vasco saiu da fila e voltou a ganhar um Campeonato Carioca. Parecia um sinal. Mas minha relação com o clube ainda era fria. Queria meu filho vascaíno, já minha esposa, flamenguista, pretendia o contrário, mas nunca teve chance, a começar por ele mesmo.

Quando o Vasco foi Campeão Brasileiro em 1974, um ano após o nascimento da Claudia, minha filha, dei uma bandeirinha do Vasco ao Sérgio. Já bebê ele recebera uma flâmula do clube, campeão de 1970. De uma hora para outra, entre 1976, 1977 o garoto se apaixonou de forma avassaladora por futebol e queria ir ver um jogo do Vasco.
Estive para levá-lo num Vasco x Botafogo, num dia em que a família toda, primos, tios foram ao Maracanã, mas ele ficou. Quando chegamos todos e ele soube do resultado (1 x 1), queria saber do primo Marco Aurélio detalhes do jogo, como fora o gol de Dé, parecia que não pararia nunca de falar ou perguntar.

Na semana seguinte o Vasco não jogaria no Maracanã. Era Fla-Flu. Como tínhamos duas cadeiras perpétuas no estádio – compradas por mim no ano do nascimento dele – deixei que o Juvenil, funcionário meu na época, esse que ele cumprimenta no programa das segundas-feiras, o levasse para o estádio.

Fiquei com um certo receio dessa ida dele ao jogo, afinal não era do Vasco. Ele chegou falando da cor das camisas dos goleiros (coloridas num mundo normalmente preto e branco para ele quando aparecia um jogo na TV), mas fui informado que se animara mesmo com cachorro quente, pipoca e matte leão em copo de papelão (só saía espuma naquilo!).

O Vasco entrou num período difícil e foi parar na repescagem do campeonato brasileiro da época, bem diferente desse de hoje, quando partidas contra Goiânias e Mixtos não eram sinal de fácil vitória. Estava em busca de um jogo sem risco, mas todos, naquela fase vivida pelo time, eram arriscados. Como aquele Fla-Flu de meses antes havia terminado empatado queria que a primeira vitória no estádio que ele visse fosse do Vasco.

Na casa de minha mãe, ouvindo o radinho de pilha disse a ele que se o Vasco passasse pelo Mixto em São Januário (jogo que classificaria o time para a fase seguinte, segundo ele me informou em consulta recente), eu o levaria ao Maracanã para ver o Vasco. Dito e feito. Na semana seguinte, um sábado à tarde (também segundo ele), estávamos lá. O adversário era o CRB, de Alagoas (disso eu me lembro) e o Vasco venceu por 1 x 0 com muita pipoca, matte no copinho de papelão e cachorro quente comprados antes do início do jogo, intervalo, saída.

Saímos felizes do estádio e ele animado com o Roberto, que fizera o gol único do jogo. Mas na chegada ao setor das cadeiras o fiz passar por uma prova de fogo. Dessas coisas que não tem explicação.

Ao descer para comprar o primeiro cachorro quente ou matte, encontramos com o Ademir Menezes, artilheiro do Expresso, que fazia comentários em uma rádio da época e estava próximo ao setor da imprensa. Falei: “Ademir! “, virei para o Sérgio e disse: “Esse aqui, meu filho, é o Ademir”, enquanto o Ademir abria um leve sorriso.
Meu filho me olhou meio espantado e aí eu voltei com mais ênfase, porém também com certo cuidado: “O Ademir, meu filho. Aquele do time que o papai fala com você”. Como é mesmo? “Barbosa, Augusto, Wilson…”. E o Sérgio emendou: “Barbosa, Augusto Wilson (parecia um nome só, Augusto Wilson), Eli, Danilo e Jorge, Friaça (não saiu assim mas algo parecido), Maneca, Ipojucan, Ademir e Chico”. O Ademir olhou, deu um novo sorriso e os olhos marejaram um pouco. Disse depois a ele apenas: “Tchau Ademir. Um abraço”. E fui comprar o cachorro quente com o Sérgio, realizado. Com uma sensação de dever cumprido.

Em 1977 foram vários jogos com ele, vimos o Vasco ganhar a Taça Guanabara com uma vitória sobre o Botafogo e comecei a resolver de forma simples um problema que ocorria a cada jogo ocorrido à noite. Ele acordava ansioso para me perguntar se o Vasco havia ganho e sentia tensão até que soubesse do resultado. Adotei então uma tática eficaz. Punha abaixo do quadro que ficava em cima da caminha dele o resultado do jogo e quem havia feito os gols. Junto a isso uma mensagem, sempre de otimismo, fosse qual fosse o resultado. Ele já me encontrava no café da manhã perguntando tudo sobre o jogo e queria porque queria que o levasse a São Januário.

Aí tomei uma das atitudes mais acertadas da minha vida. Comprei um título de sócio patrimonial do Vasco. Na época o Jorge Salgado, irmão do Pedro, companheiro de mercado de capitais, me sugeriu comprar também um camarote no estádio, que dava lugar a quatro pessoas. Não tive dúvidas. E já pus o restante da família como dependentes meus.
O primeiro jogo que vimos foi um Vasco e Remo (segundo ele me diz, porque disso não me lembrava mesmo). Outra vitória do Vasco por 1 x 0, gol de Paulinho (mérito para a memória dele). Passara um ano inteirinho e ele não havia visto o Vasco perder no estádio uma única vez.

A primeira decepção ocorreu depois do carnaval, em 1978. Com um público que eu jamais vi igual em São Januário perdemos para o Londrina, uma espécie de zebra da época, e fomos eliminados do Campeonato Brasileiro do ano anterior (é, do ano anterior). Ele é imenso hoje, mas na época deu pena vê-lo querendo assistir o jogo, com tanta gente na frente. Viu pouco, mas também não perdeu nada.

No mesmo ano, 1977, conheci, num desses jogos, o Sr. Rui Proença, que se sentava no Maracanã duas fileiras à nossa frente e era talvez o vascaíno mais entusiasmado do setor. Ao seu lado o saudoso Ferreira, que também não faltava a um jogo. A amizade foi sendo feita ao longo dos anos, havia uma coincidência de uma loja da Casa Cruz ter existido em frente ao local onde meu pai trabalhava e pela nossa diferença de idade havia uma possibilidade de os dois terem se encontrado por diversas vezes naquela região, perto do Parque Royale, que pegou fogo uma vez e deixou meu pai sem emprego (na época da guerra, se não me engano), para desespero da minha mãe e o consolo dele próprio a ela dizendo que não se abatesse porque havia sido feita a vontade de Deus. Mas isso é outra história. História de velho.

O Sérgio ria muito com as comemorações do Sr. Rui, que fazia coisas que lhe proporcionariam uma bronca se repetisse, como subir na cadeira após um gol, sair subindo e descendo a escada ao lado das cadeiras, abrir o guarda-chuva e rodá-lo (em dias de chuva, claro), entre outras que ele relembra até hoje.

Como sempre votei no Eurico e o Sr. Rui sabia disso, ele passou a me convidar para frequentar algumas reuniões organizadas pelo clube ou por grupos nos quais estava Eurico. O Sérgio se lembra de irmos juntos a várias a partir de 1988, ano no qual fomos bicampeões e ficamos na lateral do gramado esperando o jogo acabar, após o gol do Cocada.

Acostumado a ir aos jogos o Sérgio também se encantava com tais reuniões, afinal eram todos vascaínos e só se falava de Vasco. As pessoas mais velhas contavam passagens marcantes do clube, como o 7 x 0 de 1931, o Expresso da Vitória, a construção de São Januário, e numa daquelas vezes vi o Chico, melhor ponta-esquerda da história do Vasco, sentado numa das mesas. Não tive dúvida. Levei o Sérgio para lá e fui puxando uns assuntos de uns jogos dele do passado. Eu me recordo até hoje de um jogo contra o Corínthians, em que ele fez um gol faltando um minuto, que deu ao Vasco uma importante vitória na época (dia de bodas de prata do meu Tio Manuel com a minha tia Aurora, ocasião na qual demos uma escapulida e fomos juntos ao Maracanã).

Os olhos do Chico brilhavam com meu filho falando o que já tinha lido sobre aquele time (mérito meu de incentivá-lo também, é claro), do Campeonato Sul-Americano de 1948, da Copa de 1950, dos títulos invictos. À certa altura os dois não paravam mais de falar. Lembro até que o Eurico passou por perto e disse apontando para o Chico: ”Esse tem muita história pra contar”. E tinha mesmo. O Sérgio contava detalhes de jogos na conversa com o Chico naquele dia, que eu vi no estádio e nem me lembrava mais.

No dia da eleição de 1991, tive uma surpresa. Meu nome estava na chapa do Conselho Deliberativo. O Sr. Rui Proença havia me indicado e mais uma vez quem mais vibrou foi o Sérgio.

No primeiro mandato dei a sorte de ser Tricampeão Carioca como conselheiro do clube e assim fui seguindo nos outros anos, mas minha maior alegria foi quando surgiu o nome do Sérgio na chapa do Eurico (presidente) em 2000. Ele ficou entusiasmadíssimo. Já havia trabalhado na eleição de 1997, digladiando verbalmente com a turma do MUV durante todo o período pré-eleitoral, que naquele triênio, começou muito antes de 1997 e no dia da eleição fez questão de chegar no clube às oito e meia da manhã para ajudar, segundo disse (na época não morava conosco).

Ele ficou do lado de um senhor que depois descobriu ser o Álvaro, irmão do Eurico, fazendo boca de urna, e criou seu bordão contra a fala da oposição da época que argumentava ser a permanência de Calçada e Eurico um continuísmo inaceitável no Vasco. “Eurico e Calçada, Calçada e Eurico: continuísmo de vitórias”. Com a chapa azul na mão repetia aos que passavam até cansar, ou quem sabe cansá-los. Deve ter mudado o dia inteiro uma meia dúzia de votos, se muito, mas saiu todo feliz, após a apuração e a confirmação da vitória da chapa azul. Meses antes, comigo internado na Beneficência Portuguesa, após uma intervenção cirúrgica que sofri, falava como um suposto douto sobre o perigo que o Vasco corria caso a chapa azul perdesse. Caso Eurico saísse do Vasco.

Um ano antes Eurico me proporcionou uma grande alegria pessoal: o reconhecimento do título sul-americano de 1948. Sempre votei na chapa em que ele estava, desde 1980, vi brigar muito pelo Vasco, ajudar na conquista de títulos, mas jamais imaginaria que conseguiria aquilo. Ao lado do Sérgio, lendo a notícia do reconhecimento me emocionei e ele também. Como diz meu filho: “Se ele não tivesse feito absolutamente nada pelo Vasco, aquilo ali já seria muito”.

Em 2002 fui agraciado com um título de Benemérito. Havia sofrido uma fratura na rótula do joelho, a cirurgia não deu certo e permaneci de molho. No dia da entrega do diploma meu filho me representou. Fiquei extremamente feliz com isso, imaginando a cena.

Vimos muitos títulos, tivemos alegrias, tristezas, mas nada se compara em termos de decepção no clube, fora das quatro linhas, a aquele absurdo que foi a reunião do Conselho Deliberativo, na qual se pôs o despreparado Roberto Dinamite como presidente (imaginem!), presidente do Vasco.

Não pude votar porque ainda não era conselheiro nato, o Sérgio votou no nosso saudoso Amadeu, mas aquilo mais parecia um circo já armado. Vi a desolação do meu filho com a derrota e fiquei pacientemente ouvindo seus vaticínios, infelizmente confirmados com o tempo. De fato, era constrangedor imaginar um clube como o Vasco sendo conduzido por Roberto Dinamite, que foi um grande artilheiro, diga-se de passagem.

Mas dali por diante o Sérgio entrou para o grupo Casaca!, dileto grupo, e quando soube ele já escrevia texto, falava na Rádio Bandeirantes e parecia circunspecto e objetivo na missão de pôr o Eurico de volta no clube. Falava da sujeira que fora feita com ele, com razão, e tinha certeza de que ele voltaria, cedo ou tarde.

Fico com a sensação de que Eurico voltou tarde. Foi muito tempo de Dinamite no Vasco, de MUV, como o Sérgio diz, de muita tristeza com o clube abandonado e ainda uma reeleição do próprio Roberto Dinamite.

Mas, finalmente, em 2014 fomos todos votar no Eurico. O Sérgio botou como sócios a esposa, a tia, prima, irmã (a minha filha Claudia), a mãe (minha mulher) flamenguista, o nosso porteiro, alguns amigos, empolgado com o ressurgimento do nosso bom Eurico no Vasco novamente.

Passaram-se dois anos, o Sérgio permanece irrequieto e com o assunto Vasco permeando nossas conversas, meu neto nasceu e fiz questão de com meu filho irmos ao Maracanã (eu após 13 anos ausente) para vermos a decisão contra o Botafogo este ano. Acabou o jogo, abracei meu filho e gritei: “Meu neto é Bicampeão. Bicampeão invicto”. Eu que vi com 8 e 10 anos o Vasco ser campeão invicto, que fui com o meu filho no estádio de São Januário no dia do título invicto de 1992 contra o Flamengo, desta vez senti algo diferente. Era o primeiro título do meu neto, que meu filho pôs como sócio proprietário do Vasco no mesmo dia ou no dia seguinte que nasceu.

Quase no fim de 2016 me chegam duas notícias de uma só vez: a de que seria agraciado com o título de Grande Benemérito do Vasco era uma e agradeço pela lembrança e pelo carinho para comigo. Mas a Grande notícia mesmo foi a indicação de meu filho para Benemérito do Vasco. Ele que me fez voltar a frequentar estádios, a lembrar de minha infância neles, enquanto o levava aos jogos, que no café da manhã queria detalhes dos mais diversos do jogo disputado pelo Vasco na noite anterior, que viveu comigo tantos momentos felizes, que acreditou no que poucos acreditavam, que escreveu um livro falando de Vasco e de quem considera seu maior emblema vivo (no que concordo), que ouviu, acreditou e pesquisou sobre as histórias que eu lhe contava, para recontá-las a mim com mais detalhes ainda, e que, tenho certeza, pode ajudar mais e muito mais o Vasco.

No livro que escreveu (já está em tempo de acabar com tanta pesquisa e lançar o próximo), uma grande homenagem fez a mim e resume, realmente, o seu sentimento em relação ao clube. Diz mais ou menos assim: “Meu pai não me fez apenas ser Vasco, mas sim me fez ter orgulho de ser Vasco”.

Orgulho é o que sinto. Por meu filho.

Saudações Vascaínas a todos!

Casaca!

Raymundo Frias

OBS: Muitas das histórias meu filho as reavivou para mim. Se quiserem mais detalhes, aí é com ele mesmo.

Retrospectiva 2016: Temporada de títulos para o Vasco no Futsal

Meninos do Sub-13 comemoram o título do Estadual- Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

Os frutos do trabalho desenvolvido nas categorias de base não foram colhidos pelo Vasco da Gama apenas nos gramados. Após ter uma temporada passada marcada por reconstrução e títulos, o Gigante da Colina voltou a brilhar no futsal, onde iniciaram a trajetória alguns jogadores que marcaram época com a camisa do clube. Em 2016, o Cruzmaltino soltou o grito de campeão estadual em todas as categorias ativas.

No primeiro semestre, quando a Federação de Futebol de Salão do Estado do Rio de Janeiro promoveu o Campeonato Carioca, o Almirante chegou em cinco finais e conquistou três títulos. O sub-09 levou o time cruzmaltino ao topo na Série Ouro, enquanto o sub-11 e o sub-13 ao título na Série Prata. As últimas duas equipes obtiveram ainda o vice-campeonato na Série Ouro.

Encerrado há pouco mais de uma semana, o Campeonato Estadual foi disputado no segundo semestre e o Cruzmaltino repetiu o mesmo desempenho do início da temporada, levantando assim mais três canecos. O sub-07 goleou o Fluminense e recuperou a hegemonia do futebol carioca após três anos. As outras duas conquistas ficaram por conta do sub-09 e do sub-13, ambos na Série Ouro.


Sub-09 festejando um dos dois títulos da Série Ouro que conquistou – Foto: Otoni Dias/SportON
Desempenho da categoria Mamadeira (Sub-07) em 2016:

– Campeão da Liga Rio Copa
– Campeão do Campeonato Estadual

Desempenho da categoria Fraldinha (Sub-09) em 2016:

– Campeão da Série Ouro do Campeonato Carioca
– Eliminado nas oitavas de final da Série Prata do Campeonato Carioca
– Campeão da Série Ouro do Campeonato Estadual
– Vice-campeão da Série Prata do Campeonato Estadual

Desempenho da categoria Pré-Mirim (Sub-11) em 2016:

– Vice-campeão da Série Ouro do Campeonato Carioca
– Campeão da Série Prata do Campeonato Carioca
– Vice-campeão da Série Ouro do Campeonato Estadual
– Eliminado na semifinal da Série Prata do Campeonato Estadual

Leandrinho, um dos destaques do sub-11- Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

Desempenho da categoria Mirim (Sub-13) em 2016:

– Vice-campeão na Série Ouro do Campeonato Carioca
– Campeão da Série Prata do Campeonato Carioca
– Campeão da Série Ouro do Campeonato Estadual
– Vice-campeão da Série Prata do Campeonato Estadual

Texto: Carlos Gregório Júnior

Fonte: Site oficial

Vasco estreia na Copa São Paulo contra o Botafogo/PB

Paulo Vitor em ação na Copa São Paulo de 2016- Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

A Federação Paulista de Futebol divulgou há poucos dias, através de um comunicado em seu site oficial,  a tabela e o regulamento da 48ª Copa São Paulo de Futebol Júnior. Campeão na temporada de 1992, o Vasco da Gama está no “Grupo 9” e terá São Carlos (SP), Botafogo (PB) e Rio Branco (ES) como adversários na primeira fase da competição nacional. Além do Almirante e seus rivais, outros 116 times disputarão o torneio.

A novidade em relação aos anos anteriores é o fato de cada treinador ter direito a fazer até seis trocas durante os jogos. A mudança, entretanto, não causará impacto no andamento das partidas, pois as substituições deverão ser feitas em no máximo três paradas. Assim como na edição de 2016, duas equipes de cada grupo avançam para a segunda fase da Copa São Paulo. A próxima Copinha 2017 será disputada em 29 cidades.
Na importante competição, o sub-20 vascaíno terá à disposição jovens nascidos nos anos de 1997, 1998 e 1999. Ao lado de uma nova comissão técnica, liderada pelo treinador Marcus Alexandre, eles terão o desafio de superar o desempenho obtido nas participações anteriores, quando o Cruzmaltino não conseguiu ultrapassar a segunda fase. A última grande campanha ocorreu em 2003. Na ocasião, o Almirante chegou na semifinal e terminou na quarta colocação.
– A Copa São Paulo é um torneio muito forte e que contribui bastante para a evolução dos jovens jogadores. Nenhuma outra competição de base tem tanta evidência quanto essa e, até mesmo por isso, os meninos gostam muito de disputá-la. Nos últimos anos, infelizmente, não conseguimos fazer boas campanhas, até mesmo porque utilizamos o campeonato para dar rodagem aos garotos,  mas apesar disso o nosso principal objetivo foi atingido. Vários atletas que jogaram a Copinha conseguiram subir e ajudar o nosso time principal. Revelar jogadores é o que realmente nos interessa – afirmou Álvaro Miranda, diretor geral das categorias de base.

Evander arriscando chute de longe na Copinha de 2015- Foto: Rogério Marques/O Vale

Relacionados para partidas do profissional na temporada de 2016, o goleiro Gabriel Félix, os zagueiros Lucas Barboza e Kadu Fernandes, o lateral-esquerdo Alan Cardoso, os volantes Andrey e Douglas Luiz, os meias Mateus Vital e Evander e o atacante Caio Monteiro foram alguns dos jogadores que defendeream o Vasco da Gama nas últimas duas edições da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Confira as informações sobre os jogos do Vasco na 1ª fase da Copa São Paulo:
03/01/2017- 18h45- Vasco da Gama x Botafogo (PB)- Estádio Luisão, São Carlos (SP)
05/01/2017- 18h45- Vasco da Gama x Rio Branco (ES)- Estádio Luisão, São Carlos (SP)
07/01/2017- 19h45- Vasco da Gama x São Carlos (SP)- Estádio Luisão, São Carlos (SP)

Texto: Carlos Gregório Júnior

Fonte: Site oficial

Papai Noel trouxe o primeiro presente para a torcida vascaína visando 2017

 

O meia Escudero, ex-Seleção Argentina sub-20 e sub-23, Grêmio, Atlético-MG e Vitória, que atualmente estava no Puebla, do México, é o primeiro dos reforços que serão anunciados pelo presidente Eurico Miranda nesta fase de festas natalinas e virada do ano. Negociações muito avançadas com outros jogadores continuam e devemos concretizá-las na próxima semana.

Eurico Miranda
Presidente

Fonte: Site Oficial do Club de Regatas Vasco da Gama
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Comentário do Casaca!

Uma ótima aquisição para a temporada de 2017.

Casaca!

Retrospectiva 2016: Um ano de vitórias no atletismo

Emelly Nicole (ouro nos 1000m), a coordenadora técnica de atletismo Solange Chagas e Ester Figueira (prata nos 1000m) brilharam no Intercolegial – Foto: Ari Gomes/Abadai
O Club de Regatas Vasco da Gama possui um passado de glórias no atletismo. A tradição no esporte vem desde os tempos do primeiro bicampeão olímpico do Brasil, Adhemar Ferreira da Silva. Neste ano, o Gigante da Colina teve resultados expressivos tanto na pista, quanto nos arremessos, saltos e lançamentos. A nova geração cruzmaltina, que conta com excelentes atletas, vem fazendo bonito.
Última categoria a encerrar as atividades neste ano, o sub-14 foi campeão feminino do Estadual e ficou com o terceiro lugar do pódio no masculino. No Cross Country não foi diferente, os vascaínos ficaram com a primeira posição do ranking. Kaick Aragão e Ana Luiza da Silva vestiram a camisa do Vasco e se destacaram nas competições.
A equipe sub-16, que também faturou o Campeonato Carioca, levou a medalha de ouro do Intercolegial. Representando o Colégio Vasco da Gama, os cruzmaltinos sagraram-se a melhor escola na modalidade. Wesley de Oliveira do salto em distância e David Germano do salto com vara melhoraram suas marcas pessoais no Brasileiro. O Troféu Brasil infanto-juvenil também foi conquistado pelos vascaínos
O juvenil repetiu o feito das demais categorias e também foi campeão ficou com o posto de melhor do Rio de Janeiro. Grande destaque do sub-18, Emelly Nicole disputou o Mundial e o Sul-Almericano pelo Vasco da Gama. Outro troféu que a geração 98 trouxe para casa foi da Competição Aberta em Belo Horizonte.
Maria Vitória Quirino e Jonathan Azevedo são as jovens promessas do sub-20 cruzmaltino. Os atletas, que atuam na categoria acima de suas idades, fizeram um excelente Campeonato Brasileiro e ajudaram o Vasco a levar o título nacional do Interclubes. Outro feito da garotada de São Januário foi o primeiro lugar no pódio do Campeonato Estadual.
Aldemir Gomes em ação pelo Vasco – Foto: Divulgação
Pioneiro na modalidade, o Vasco é o único grande clube do estado do Rio de Janeiro a investir no atletismo. O ano de 2016 foi marcado pelos Jogos Olímpicos, maior evento esportivo do mundo, que teve a participação de Aldemir Gomes. Revelado pelo Gigante da Colina, o jovem, que retornou à São Januário há cerca de um ano, disputou as provas de 100m e 200m no evento internacional.
Além de Aldemir, outros destaques cruzmaltinos no Adulto foram Evelyz Oliveira, que representou o Almirante no Sul-Americano, juntamente com Mariana Ferreira. Já Marcelle de Souza fez a diferença no salto em altura do Campeonato Brasilerio. A equipe adulta ficou em oitavo lugar no Troféu Brasil, a principal competição da categoria.

Texto: Marcella Macedo

Fonte: Site CRVG

Sub-13 e sub-09 terminam na segunda colocação da Série Prata do Estadual

Sub-09 comemora conquista – Foto: Larissa Ramos/Vasco.com.br
Um dia após ser campeão do Campeonato Estadual de Futsal nas categorias sub-07, sub-09 e sub-13 da Série Ouro, o Vasco da Gama voltou a entrar em quadra na manhã deste domingo (18/12), no Grajaú Country Club. Dessa vez pela Série Prata, as equipes sub-09 e sub-13 acabaram sendo derrotadas pelo Fluminense pelo placar de 5 a 1 e 3 a 2, respectivamente.
O primeiro time a entrar em campo foi da categoria fraldinha. Os Meninos da Colina chegaram a sair na frente do marcador  com gol do camisa 9 José Roberto, mas acabaram sofrendo o revés na etapa complementar. Do lado do rival, os tentos foram marcados por Luís Miguel, duas vezes, e Caio, três.
A partida da equipe mirim do Vasco foi emocionante. O time vascaíno chegou a ficar em desvantagem de dois gols e conseguiu buscar o empate, levando o confronto para a prorrogação. Porém, em jogo bastante truncado, o sub-13 desperdiçou algumas oportunidades e acabou sofrendo o gol nos minutos finais. Andrey e Luis Gustavo marcaram para o Cruzmaltino.
Apesar dos dois resultados negativos, o trabalho nas categorias de base do Futsal vascaíno dará resultados a longo prazo, inclusive, nos gramados. Alguns destaques das equipes na modalidade também disputam as competições de campo.

Texto: Larissa Ramos

Fonte: site CRVG

Papo com o Leitor – Promessas

Claudio escreveu:

Só espero que em 2017 vocês não façam o Vasco passar vergonha como vem acontecendo desde 2008. Esse ano foi triste demais e só vejo Eurico fazendo cagada. O que credencia Euriquinho? Isso é um nepotismo vergonhoso. Falavam do Dinamite e fazem o mesmo. A política no Vasco é uma bosta como em Brasília.

P.s – Como é que se justifica a renovação de contrato dessa velharia?

PAREM DE FAZER VERGONHA PELO AMOR DE DEUS!!!
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Claro, prometemos.

Aqui no Flamengo, juramos que não vamos ser saco de pancadas do Vasco.

Eu também não aceitei aqueles 7 meses de invencibilidade do clube. Enquanto nós fazíamos o papelão de perder para o Confiança com 11 contra 10 por 80 minutos. Aquela eliminação diante do Fortaleza, da Série C, com duas derrotas, uma fora de casa e outra na casa do Volta Redonda.

E essa diretoria babaca e irresponsável. Brigou para jogar a Copa Sul-Minas, foi eliminada pelo Atlético-PR, o mesmo time montado pelo Cristóvão Borges e ainda pagou mico no Estadual.

Não vou esquecer aquela derrota para o Volta Redonda na casa que às vezes eles nos emprestam.

E nunca mais esqueceremos (fingiremos, mas não esqueceremos) a vergonhosa atitude de fincar a bandeira em Manaus, deixando nossas crianças pelo caminho para tentar intimidar quem na verdade nos intimida, o Vasco! Que papelão! Fomos obrigados a ouvir do Eurico Miranda, a quem DETESTAMOS, que quem demarca território e não cumpre é cachorro. Ou seja, por culpa da brilhante ideia de algum idiota da direção do clube, restou-nos latir apenas.

Fico eu imaginando o que seria de nós se as arbitragens não roubassem nosso rival em 14 pontos no Campeonato Brasileiro de 2015. Aqui na Gávea nós sabemos perfeitamente que com a metade dos garfos o rebaixado seríamos nós em 2015.

Mesmo com essa proteção absurda que recebemos ano a ano, como ocorreu no Campeonato Brasileiro de 2016 outra vez (enquanto vocês tomaram outro grafo na Copa do Brasil diante do Santos), mesmo com o valor de ganho que acumulamos após a passagem da oposição atual do Vasco no poder, quando o humilhamos com 10 vitórias contra três em 22 jogos, com cinco títulos oficiais contra um apenas do rival, com quatro turnos ganhos contra nenhum deles (9 x 1 no total), ainda não aprendemos que o Vasco com Eurico é outra coisa. Não é um ódio gratuito. Há motivo. E como há.

E no Basquete? Como é possível? O Basquete estava dominado! Vem esse porcaria do Eurico e acaba com nossa festa? Como assim? Agora para ganhar Campeonato Carioca tem que contar com Federação, polícia, impunidade, porque na quadra mesmo, mais derrotas do que vitórias na temporada. Onde nós estamos?

Ficamos preocupados quando o Eurico voltou a assumir o Vasco, mas não imaginávamos que o nosso calvário seria tão doloroso.

O cara conseguiu bater seu próprio recorde de invencibilidade nos jogos nossos contra o Vasco. Diferentemente de você não vimos como cagada do Eurico a primeira vitória do ano no estádio onde quando entramos, percebemos quem é, de fato, superior. Havíamos sido eliminados de duas competições no ano passado pelo Vasco e temíamos (é incrível, mas voltamos a temer o Vasco, após fazê-los de gato e sapato por mais de seis anos) o pior. Nosso enterro em Manaus com o Rodrigo nos sacaneando foi muito, mas muito humilhante.

E por falar em invencibilidade, é claro que a imprensa não se manifestou, é claro que ficamos quietinhos, fingindo não ter acontecido, mas o Vasco este ano bateu o recorde de invencibilidade da nossa história, com 34 jogos. Nós ficamos 33 em 1978/1979 (embora tivéssemos 19 amistosos junto, para dar volume). Isso aí eu achei que vocês jamais conseguiriam superar. Malditos!

Não ganhamos qualquer título nesses dois anos. Os caras ganharam dois estaduais em dois anos. E nós temos o Rodrigo Caetano, cheio de credenciais, dadas por vocês aí do Vasco mesmo.

Tivemos um trabalhão para empatar com eles em campeonatos invictos. Lembro-me da raiva que tive após ter de aturar um Campeonato Carioca, o de 1992, na torcida visitante em São Januário, onde com a perda de um turno e a invencibilidade garantida ao final do outro fui testemunha ocular de duas festas daqueles vascaínos.

E logo depois esse desgraçado do Eurico manda pôr na parte de fora das cabines de rádio “Pentacampeão Carioca Invicto” só para nos humilhar, afinal nós não éramos penta de nada. Mas sabe por que? Esse mesmo desgraçado falou que nós fôramos campeões brasileiros, antes da disputa do quadrangular previsto para 1988 (assinado por ele o cruzamento em nome do Clube dos 13), mas depois que a Justiça Comum deu o título ao Sport passou a defender isso, nos fazendo de otários.

Olha, eu tenho muita bronca desse Eurico. E digo mais. Tenho também desse tal de Cristóvão. No Vasco ele nos eliminou de dois turnos em 2012, mas no Flamengo perdeu duas vezes para eles, ano passado, nas duas partidas que dirigiu o nosso time. Esse cara, dirigindo o Atlético-PR, depois de sair da Gávea, aplicou 3 x 0 em nós. Em 2016, já no Corínthians, nos fez cair de quatro. Detesto também essa figura. Queríamos que vocês trouxessem o Luxemburgo, Ney Franco, Abel Braga, caras que como treinadores fizeram história na Gávea ou lá com o nosso papai, Fluminense.

Fiquei também envergonhado quando após cair de quatro nosso presidente reclamou da arbitragem contra o Corínthians. Mas essa pressão que fazemos todo ano por parte da nossa torcida é o que impulsiona o “roubado é mais gostoso”. Sabe como é, né? Nossa cara de pau é infinita. Nós dizemos que o Eurico isso, que o Eurico aquilo, mas quem arma mesmo somos nós. Desde as papeletas amarelas em 1986.

Se esse câncer para o Flamengo não aparece, nós continuaríamos fingindo que éramos a gestão exemplar. Mas o encosto começou a pagar salários de atletas e funcionários em dia, inclusive os atrasados da outra gestão, a fazer e cumprir acordos, pagar impostos após a turma amarelona passar pelo nosso rival e deixar 400 milhões a mais de dívidas em seis anos e meio quase. Aí não tivemos mais como sustentar o discurso, afinal atrasamos um mês de salário em 2015, um mês em 2016, chegamos a ficar devendo 10 meses de direito de imagem ao Mugni e nosso ex-técnico Dorival Júnior (outra que poderia ter vindo para vocês) cobra 12 milhões na Justiça porque o demitimos irresponsavelmente em 2013. Gostaríamos que esse gordo nos desse uma pequena chance de mostrar como é incompetente para podermos ter como argumentar por aqui, mas não adianta. O cara acabou com o nosso discurso. Valha-me imprensa! Nos resta ela e também a oposição do Vasco para fingir que isso não está acontecendo.

Não posso, entretanto, prometer a você que deixaremos de fazer mais fiascos no campo do adversário. Já temos a nossa vergonha particular de não ter campo próprio para atuar, mas nosso presidente teve ainda que engolir e seguir com o rabinho entre as pernas para o maior estádio particular do Rio de Janeiro no Estadual deste ano. Aliás, para nós, São Januário é estádio apenas para jogos contra pequenos no Campeonato Carioca, embora estejamos sendo menos que pequenos quando enfrentamos o Vasco.

Posso dizer que torci muito contra o Vasco na Série B, já no final. Aqueles últimos 11 jogos, quase dois meses, não apagaram todas as humilhações sofridas por nós ao longo dos anos, mas foram um sopro de esperança para 2017. Foi também um delírio para todo rubro-negro ver a torcida do Vasco, em coro, xingando seu presidente na partida contra o Ceará. Diante dos micos intermináveis que estamos pagando em 2016, inclusive o cheirinho de fedor, fruto dos nossos sonhos cândidos de conquista, aquilo foi um alento.

Mas essa realidade vista no final do ano também não foi boa para nós. Se o Vasco simplesmente se mantém por mais 10 rodadas em primeiro na Série B, que liderou por 28, os problemas de produção vistos em vários atletas seriam obscurecidos pelos resultados. Nós levamos bailes em sequência daquilo que aqui na Gávea ficou conhecido como “velharia predadora de urubus” e vibramos com a queda de rendimento de vários trintões do Vasco ao fim da temporada. Mas e agora? Ficou nítido o problema, diagnosticado, e quem está arriscado a pagar o pato novamente no ano que vem? Pois é. Nós. Outra vez.

Em 2017 contamos com vocês, vascaínos com cheirinho de intolerância ao presidente. Afinal fomos parceiros por mais de seis anos na gestão MUV/Amarela. Parceria que deu muitos frutos a nós, enquanto pintávamos e bordávamos com o Vasco e o ridicularizávamos, porque no enfrentamento vocês eram fichinha.

Resumindo, prometemos não fazer a mesma vergonha de 2016 em 2017. Teremos duas oportunidades para igualar o Vasco no ano que vem. Buscaremos o hexacampeonato invicto no Estadual, título que só o clube de vocês possui e o Bicampeonato Sul-Americano, que aqui no Rio também é privilégio só do Vasco. Mas vencer uma partida ao menos do nosso algoz é prioridade na Gávea. Nós disfarçamos, estamos em silêncio, mas não engolimos essa situação.

Gostaria de poder dizer saudações hexas, mas até na despedida o Eurico nos ferrou. Os hexas são vocês, sem discussão. Contamos com a oposição do Vasco para virar esse jogo a nosso favor.

Vicentino Eterno (mais conhecido como vicezinho)

Sub-13 goleia São Cristóvão e conquista o hexa da Copa Light

Vascaínos posam com a taça após apito final- Fotos: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

O Vasco da Gama conquistou na manhã deste sábado (10/12) mais uma taça para o seu vasto salão de troféus. No Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, o Cruzmaltino bateu o São Cristóvão por 4 a 0 e se sagrou hexacampeão da Copa Light, uma mais tradicionais competições de base no Rio de Janeiro. Os gols da vitória foram marcados por Gustavinho, Jorge e Alexandro (2).

Dirigido por Silvestre dos Anjos, que durante o Campeonato Metropolitano foi auxiliar de Vinícius Almeida, o Gigante da Colina não deu chances para o rival da Zona Imperial. Com boas jogadas de Ronaldo, Nícolas Capixaba e Guilherme Henrique, o mirim vascaíno assustou nos minutos iniciais da partida. O primeiro gol do jogo, entretanto, só saiu após a parada técnica, quando Gustavinho foi lançado e tocou por cima do goleiro.


Gustavinho puxa ataque: jovem fez um gol e deu uma assistência

O São Cristóvão ensaiou uma reação no começo da etapa final, mas as investidas não resultaram em gol. Bem postado em campo, o Vasco demonstrou eficiência e “matou” a partida com Jorge, aos 10 minutos. Com as duas mãos na taça, o Almirante passou a tocar a bola com tranquilidade e acabou sendo premiado. Os outros dois tentos foram anotados por Alexandro, com destaque para o terceiro. Nele, o atacante driblou o goleiro após espetacular passe de Gustavinho.

Campeão anteriormente nos anos de 1994, 1996, 1997, 1998 e 2008, o Vasco da Gama disputou a Copa Light 2016 em outras duas categorias. O sub-11 perdeu a decisão para o Trops no jogo preliminar pelo placar de 2 a 1. O infantil, por sua vez, joga o terceiro lugar nesta tarde. O Gigante da Colina, é bom frisar, relacionou para as partidas dessa competição atletas que não atuaram com frequência durante o Campeonato Carioca.

Escalação do Vasco: Patrick, Hugo Eduardo, Matheus, Rafael e Ronaldo; Dudu, Victor Gabriel, Sidnei Neto e Nícolas Capixaba; Gustavinho e Guilherme Henrique. Entraram: Allan, José Victor, Pablo, Ronald Faria, Marcinho, Patrick, Jorge, Matheus Arantes e Alexandro. Treinador: Silvestre dos Anjos.


Jorge sendo marcado de perto por jogador do São Cristóvão


Alexandro e Gustavinho festejam o terceiro gol- Fotos: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

Texto: Carlos Gregório Júnior

Fonte: Site oficial