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“Não há team igual em parte alguma do mundo”

 

Com esta frase, o treinador do Áustria Viena, uma das maiores equipes europeias da década de 50, resumiu o “Expresso da Vitória”, que acabara de enfiar uma sonora goleada de 5 a 1 sobre seus comandados:

“Herr Muller estava conformado com o insucesso. E fez o maior elogio que alguém já fez a um conjunto de atletas deste país — a um quadro de football nacional ou sul-americano.

— Em meus anos todos de football — e não são poucos —nunca, vi e jamais supus que pudesse ver “onze” assim tão perfeito, tão exato, tão extremamente certo, com tantos talentos, com tanta argucia, com essa rapidez, com essa noção do goal — com essa sede de goal !

Ainda perguntou abismado:

— O Vasco joga normalmente isso que jogou, essa imensidade de football que jogou contra nós?

— Normalmente joga, Herr Muller.

— Então — concluiu Herr Muller — não pode haver melhor, mais preciso, mais esfuziante.

Foi mais longe:

— Tínhamos na cabeça, na lembrança, na saudade, o nosso “wonderteam” daqueles tempos bons que não voltam mais. Hoje o Vasco devolveu-nos o nosso “wonderteam” no apogeu de sua forma.”

(O Globo – 06/07/1951)

A partida foi válida pela 2ª rodada da Copa Rio 1951, e o cruzmaltino já vinha de uma outra goleada pelo mesmo placar sobre o Sporting de Portugal.

Os mais de 90 mil torcedores que estiveram presentes ao Maracanã naquele dia,  tiveram o prazer de ver de perto aquele verdadeiro esquadrão vencer de virada, com 4 gols de Friaça e 1 de Tesourinha.

O Vasco atuou com Barbosa; Laerte e Clarel; Eli, Danilo Alvim e Alfredo; Tesourinha (Noca), Ipojucan, Friaça, Maneca (Tesourinha) e Dejair.

Recordar é viver !

(O Globo – 06/07/1951)

(O Globo – 06/07/1951)

(Jornal dos Sports – 06/07/1951)

A ficha do jogo:

VASCO DA GAMA (RJ) 5 x 1 ÁUSTRIA VIENA (AUT)

Data: 05/07/1951 (quinta-feira)

Local: Estádio do Maracanã

Público e renda: 93.833 pagantes – Renda: Cr$ 2.615.830,00

Juiz: Powers (Brasil).

Gols: Huber 13’/1º, Friaça 20’/1º, Friaça 25’/1º, Tesourinha 43’/1º, Friaça 20’/ 2º e Friaça/pênalti 40’/2º.

VASCO DA GAMA: Barbosa, Laerte, Clarel, Ely, Danilo, Alfredo II, Tesourinha, Ipojucan, Friaça, Maneca (Noca) e Dejayr.
Técnico: Oto Glória.

ÁUSTRIA VIENA: Schweder (Ploc), Melchior II, Kowanz, Fisher, Ocwirk, Joksch, Melchior I, Huber, Kuler (Tomineck), Stojaspal e Aurednik.
Técnico: Herr Muller

Outras vitórias do Vasco em 5 de julho:

Vasco 7 x 4 Brasil (Carioca 1925)
Vasco 3 x 1 Madureira (Carioca 1936)
Vasco 5 x 1 Austria Viena-AUT (Copa Rio 1951)
Vitória-BA 0 x 2 Vasco (Brasileiro 1978)
Vasco 3 x 2 Coritiba (Copa da Hora 2010)

Só dá liga se cumprir a lei

Embora dirigentes da Primeira Liga tentem evitar manifestações públicas de desagrado e alguns já tenham até um discurso pronto, e fictício, de conciliação, é certo que haja novos ‘rounds’ de polêmicas entre a CBF e 15 dos principais clubes do País. Isso porque a confederação não incluiu torneio organizado pela Primeira Liga no início de 2016 no calendário do futebol brasileiro de 2017, divulgado na noite de quarta-feira (6).

A CBF não reconhece oficialmente o movimento fundado por clubes de massa, como Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Cruzeiro e Atlético-MG, entre outros. Por isso, não formalizou a competição, vencida este ano pelo Flu, no novo calendário.

A Primeira Liga pretende reeditar o torneio em 2017 e defende que os clubes que a compõem sejam integrantes da disputa.

Já a CBF exige que sejam incluídos no torneio os clubes mais bem classificados em seus respectivos Estaduais – no caso, os campeonatos do Rio, Minas, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

CBF e Primeira Liga, inicialmente chamada de Liga Sul-Minas-Rio, travam há mais de um ano nos bastidores um embate que opõe 15 clubes à administração da confederação. Esta não aceita a possibilidade de uma nova ordem do futebol brasileiro e teme que a união de clubes represente o primeiro passo para a criação de uma Liga nacional.

Além dos seis já citados, integram a Primeira Liga o Atlético-PR, Coritiba, Paraná, Figueirense, Avaí, Criciúma, Joinville, Chapecoense e América-MG.

Fonte: Terra

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Comentário do Casaca!

A verdade nua é crua é que o Campeonato Estadual de 2016 teve expresso em seu regulamento, após reunião do arbitral da FFERJ, que participariam da Liga Sul/Minas/Rio 2017, o Campeão e o Vice-Campeão Carioca e isso está de acordo inclusive com aquilo que está previsto na lei. Se foi através dela que os clubes viram respaldo para a criação da Liga, não podem ignorar o previsto nela própria. Os critérios para classificação e disputa de uma competição da respectiva Liga devem atender a critérios técnicos.

Como a Liga é Interestadual, fica evidenciado que o critério técnico é a colocação das equipes na competição estadual. A FFERJ fez muito bem em clarificar isso no regulamento do Campeonato Carioca de 2016, que diferentemente dos 14 anteriores levou os clubes finalistas a outra competição, portanto foi classificatório.

Entre 1994 e 2015, portanto em 22 edições, apenas duas vezes o estadual classificou os campeões para outra competição (no caso em 2000 e 2001) e na edição de 2016 voltou a classificar novamente.

Diante disso, a dupla Fla/Flu fica chupando dedo, pois está barrada do próprio baile, por talvez desconhecer que para se fazer um baile não basta apenas contratar serviços e convidados. Há de se respeitar a hierarquia tanto das entidades que comandam o futebol, como de seus superiores no campo de jogo.

Ainda haverá outros desdobramentos. O Vasco poderá ou não querer jogar. Poderá ou não haver datas, mas o certo é que por direito apenas Vasco e Botafogo estão assegurados na competição.

Quanto à conversinha fiada da dupla Fla/Flu, liga não…

Casaca!

Sobre a Fala do Fantoche

As notícias da noite dão conta de que Leandro Damião seguirá para o Flamengo. Se for confirmado, que vá pela sombra.

Espantoso, contudo, foi a fala do oportunista fantoche do Olavo logo cedo. Segundo ele, “o Vasco perde mais um para o Flamengo”.

Não vimos este entusiasmo do líder amarelo ao comentar o fato do Vasco ter pago há duas semanas 12 milhões de reais a vista de uma obscura negociação envolvendo Eder Luis, conta deixada pelos seus padrinhos. Sob pena de, ao não pagar, ser rebaixado de divisão.

Parece lógico que armadilhas como esta é que impedem o clube de competir financeiramente com os adversários, sem falar no achado, também parido por seus padrinhos, de fazer com que o Vasco receba 1/3 do que recebe o Flamengo com cotas de TV, fato que acaba por se expandir por demais oportunidades de receitas.

Damião parece perder uma boa oportunidade de reencontrar seu futebol, enquanto o líder amarelo, empresário nos palanques e jornalista nas ações movidas contra o clube, de ficar quieto.

CASACA!

Expresso da Vitória 11 a 0. Nem parecia que eram onze contra onze…

 

Na estreia do Vasco pelo Carioca de 1949, uma sonora goleada por 11 a 0 contra o São Cristóvão já mostrava ao adversários que dificilmente aquele título não seria conquistado pelo Expresso da Vitória. Como acabou sendo.

Após esta, outras goleadas vieram: 6×0 Canto do Rio, 5×3 no Fluminense, 5×2 no Flamengo, 8×2 no América, 8×1 no Bonsucesso… Foram 18 vitórias, 2 empates e nenhuma derrota.

O Vasco atuou com Barbosa, Augusto e Sampaio; Ipojucan, Danilo e Jorge; Nestor, Maneca, Heleno, Ademir e Mario.

Os gols foram marcados por Maneca(4), Ademir(3), Heleno(2), Ipojucan e Nestor.

Este jogo entrou para a história como a 3ª maior goleada imposta pelo cruzmaltino sobre um adversário.

Recordar é viver !

“O Vasco arrasou o São Cristóvão impondo-lhe uma goleada de 11 x 0

O São Cristóvão caiu fragorosamente frente ao Vasco da Gama pela contagem de 11 x 0. O regular público que compareceu ontem à tarde ao estádio de São Januário deve ter ficado decepcionado com a equipe de Figueira de Mello Chegou a causar pena da maneira com que foi abatido pelo club vascaíno. Em nenhum momento chegou a ter um lance favorável. Sempre o Vasco foi superior na cancha, do primeiro ao último minuto. 

Quando finalizou o primeiro tempo, já o placard registrava a contagem de 7×0. Para o segundo tempo, parecendo ter recebido ordens, os players vascaínos não se empregaram a fundo,e, mesmo assim mais quatro tentos foram consignados. É interessante salientar que nada menos de cinco bolas bateram nas traves, além de seis excelentes oportunidades perdidas pelos atacantes do vice-campeão carioca de 48.”

A Noite (04/07/1949)

O Globo (04/07/1949)

“O Vasco da Gama teve na tarde de anteontem uma das vitórias mais comodas destes últimos tempos, marcando a espetacular contagem de 11 x 0, sobre o São Cristóvão, que se apresentou no estádio de São Januário, com um team incapaz de oferecer qualquer resistência ao onze cruzmaltino.”

Jornal do Brasil (04/07/1949)

 

Ficha do jogo:

Vasco da Gama 11 x 0 São Cristóvão
Local: São Januário
Juiz: Frederick James Lowe
Renda: Cr$ 64.750,00
Gols: Maneca (4), Ademir Menezes (3), Heleno de Freitas (2), Ipojucan e Nestor.
Vasco da Gama: Barbosa, Augusto e Sampaio; Ipojucan, Danilo e Jorge; Nestor, Maneca, Heleno de Freitas, Ademir Menezes e Mário.
São Cristóvão: Ramiro, Lino e Torbis; Rômulo, Geraldo e Olavo; Lino II, João Menta, Wilton, Nestor e Magalhães.

Outras vitórias do Vasco em 4 de julho:

Vasco 3 x 2 Vila Izabel (Carioca – 2ª Divisão – 1921)
América 0 x 2 Vasco (Carioca 1932)
Vasco 2 x 0 Bangu (Torneio Municipal 1938)
Vasco 3 x 2 Portuguesa de Desportos (Torneio Rio-SP 1954)
Vasco 3 x 0 Porto-POR (Pequena Taça do Mundo da Venezuela 1956)
Espanyol-ESP 1 x 3 Vasco (Amistoso 1957)
Americano 0 x 1 Vasco (Amistoso 1988)
Shimizu S-Pulse-JAP 1 x 3 Vasco (Amistoso 1994)

 

Mais coincidências contra o Vasco no estádio da Ressacada

Em tarde e noite de péssima arbitragem, o Vasco foi prejudicado no estádio da Ressacada e perdeu para o Avaí neste sábado, em partida válida pela décima quarta rodada da Série B.

O time vascaíno teve na partida inúmeras chances de gol, desperdiçadas principalmente no segundo tempo. Na primeira etapa oportunidades foram perdidas por Éder Luís aos 10, Nenê aos 34 e Éder Luís aos 37. O Avaí, por sua vez, teve chance de inaugurar, de forma lícita, o placar aos 35 minutos.

No período complementar, após sair atrás do marcador, o Vasco teve oportunidades de marcar aos 6 com Rodrigo (lance detalhado mais abaixo) aos 8 com Leandrão, aos 9 com Júlio César, aos 12 com Éder Luís (lance detalhado mais abaixo), aos 14 com Marcelo Mattos, aos 21 com Caio Monteiro, aos 23 com Aislan e Caio Monteiro, tendo a bola batido na trave por três vezes no mesmo lance, aos 27 com Caio Monteiro (lance detalhado mais abaixo), aos 29 com Nenê, aos 45 com Caio Monteiro e aos 48 com Rodrigo, em lance no qual a bola bateu involuntariamente no braço de um atleta avaiano, braço este preso junto ao corpo.

Já o Avaí, em lances lícitos, teve apenas duas conclusões com perigo à meta de Martin Silva, além dos dois gols marcados, ocorridas aos 33 e 47 minutos.

A seguir todas as lambanças da arbitragem durante a partida e os erros capitais contra o Vasco.

Aos 7 minutos do 1º Tempo houve falta em Júlio César e depois em Martin Silva não marcadas e William livre quase abriu o placar. Chutou para fora. Cartão amarelo dado injustamente para Martin Silva por reclamação. O terceiro do goleiro, que não enfrenta o Brasil-RS.

Aos 17 Rodrigo meteu a mão na bola na intermediária defensiva do Vasco, quando, absoluto na jogada, se atrapalhou no domínio.

Aos 19, falta fora da área de Marcelo Mattos, na esquerda de defesa do Vasco, não marcada a favor do Avaí.

Aos 30 Madson recebeu uma trombada faltosa próxima à entrada da área do Avaí, pelo lado direito, e o árbitro nada marcou.

A 1 minuto do 2º tempo, falta próxima à entrada da área mal marcada a favor do Avaí. Marcelo Mattos foi limpo na bola para fazer o desarme em William. Na cobrança, Martin Silva praticou defesa parcial e no rebote, houve a correta marcação de impedimento do ataque do Avaí.

Aos 6, impedimento mal marcado do ataque do Vasco. Rodrigo estava com o braço à frente da zaga e braço à frente não caracteriza impedimento. Lance de mesma linha. O pé do penúltimo defensor avaiano serve de referência para caracterizar a legalidade do lance. Rodrigo cabeceou para o meio da área, a bola passou por vários jogadores e saiu para fora.

Aos 12, falta em Éder Luís dentro da área, O atacante é deslocado pelo zagueiro, após desvencilhar-se da marcação e surgir sozinho para o cabeceio a gol, que é feito por Éder desequilibrado, diante do empurrão dado pelo jogador avaiano, embora não houvesse reclamação posterior do atleta, após a conclusão da jogada.

Aos 16, falta sobre Júlio Cesar não marcada pela arbitragem, próxima ao meio campo, no campo de ataque do Vasco.

Aos 22 foi dada uma saída de bola na linha lateral do ataque do Avaí, mas a pelota não havia ultrapassado totalmente a linha. Prejudicado o time da casa.

Aos 25, pênalti mal marcado pela arbitragem. Nem falta houve do zagueiro Rodrigo em Renato e o lance foi fora da área. Em consequência disso, Jorginho foi expulso por reclamação. Na cobrança Martin Silva fez a defesa e pegou firme no rebote.

Aos 27, pênalti não marcado a favor do Vasco. Toque de mão dentro da área de André Santos. O jogador do Avaí tenta chegar na marcação de Caio Monteiro, mas com o braço esquerdo aberto. No momento exato da cabeçada de Caio, o braço do adversário não está junto ao corpo. André Santos baixa o braço numa fração de segundo e a pelota toca nele, sendo amortecida para a defesa de Renan. Ressalte-se que não havia nenhuma chance de o zagueiro chegar na bola para evitar a conclusão de Caio. Embora não se possa afirmar que o cabeceio do atacante vascaíno chegaria ao gol, a pelota iria em direção à meta do Avaí. Em consequência da não marcação da penalidade, Marcelo Mattos e Leandrão levaram cartão amarelo por reclamação logo após o lance. O atleta do Avaí, talvez para justificar aos jogadores do Vasco a não marcação da penalidade, bateu algumas vezes no peito, como se fizesse menção de que a bola tocara ali e não em seu braço.

Aos 34, falta de Caio Monteiro, jogo perigoso, no campo de defesa do Vasco, próximo à entrada área.

Feito o resumo, ressaltamos o seguinte:

Não há nenhuma desculpa para a ridícula atuação do Vasco na última terça-feira diante do Paraná, perdendo para uma equipe com meio time reserva, marcando gol contra e proporcionando numa grande trapalhada o tento da vitória paranista, mas neste sábado o time fez por onde colher um resultado melhor e foi prejudicado pela arbitragem em lances capitais, tal qual ocorrera no ano passado.

Casaca!

Herança de Roberto Dinamite retira mais R$ 12 milhões dos caixas vascaínos

Não bastasse participar de desvio de dinheiro do Vasco da Gama para paraísos fiscais (que o blog comprovou), além de esfacelar o caixa cruzmaltino em diversas negociações suspeitas, sem contar as contas elevadas pela incompetência administrativa, Roberto Dinamite, mesmo distante do clube, continua a lhe ocasionar novos prejuízos.

Desta vez R$ 12 milhões, resultantes de ação do Benfica à FIFA, que poderia até resultar, além dos juros moratórios, em rebaixamento da equipe à Série C do Brasileirão.

Roberto comprou Eder Luis dos portugueses, por 3,5 milhões de Euros, pagou apenas 875 mil Euros, e, mesmo tendo emprestado o jogador ao futebol árabe por valores que poderiam quitar a operação, não o fez, jogando os problemas para gestão posterior.

Este novo prejuízo junta-se a outros deixados por Dinamite, entre os quais dívidas bancárias milionárias, R$ 14 milhões em impostos vencidos, 3 folhas salariais inadimplentes, além de R$ 100 milhões devidos a forencedores.

Um caos total.

A expulsão do ex-presidente dos quadros associativos vascaínos e instauração de inquérito sobre responsabilidades lesivas ao patrimônio do clube é o mínimo que se espera diante de um contexto deplorável de absoluta demonstração de desamor e falta de respeito à história do Vasco da Gama.

Fonte: Blog do Paulinho

Luan é o único atleta de clubes do Rio de Janeiro no futebol masculino convocado para os Jogos Olímpicos de 2016

O Casaca! parabeniza o zagueiro Luan pela convocação para a Seleção Brasileira Olímpica, que tentará em casa sua primeira medalha de ouro na história.

O Vasco, clube do Rio de Janeiro com maior número de medalhas olímpicas conquistadas em toda a história dos Jogos, terá a oportunidade de obter mais uma através do zagueiro vinculado ao Vasco.

Já tivemos Geovani, Romário e Rômulo levando a prata, já conquistamos 26 medalhas individuais nos Jogos de Sidnei em 2000, com atletas brasileiros e estrangeiros vinculados ao Vasco (5 medalhas de ouro, 11 de prata e 10 de bronze), além de outras obtidas desde a primeira metade do século passado.

Vale lembrar também que há chance de medalhas para atletas vinculados ao Vasco nos Jogos Paraolímpicos (o clube já obteve várias outras em edições passadas), que serão disputados logo em seguida aos Jogos Olímpicos.

Andrezinho abriu os Jogos Olímpicos com um gol espetacular há quatro dias e esperamos ter com Luan e outros atletas vinculados ao clube um grande fechamento dos Jogos, que se encerram no dia do aniversário de nosso clube.

Casaca!

Recordando como o projeto de reforma e ampliação de São Januário com a Lusoarenas virou pó

Sobre o narrado em colunas recentes pelo Benemérito do Club de Regatas Vasco da Gama João Carlos Nóbrega, a respeito de protocolo de intenções com a Lusoarenas firmado em 2008 e a atitude posterior da diretoria MUV/Dinamite/Amarela sobre o tema, o Casaca! relembra matéria publicada em junho de 2010, que ratifica o dito e faz rememorar um ou outro que tenha memória curta.

Segue abaixo:

O CASACA! teve acesso às gravações mencionadas pelo senhor Luso Soares da Costa na reunião do Conselho de Beneméritos de ontem. Passaremos, a partir de hoje, à transcrição dos pontos mais notáveis.

Nesta primeira parte, são 8 min. e 22 segundos de gravação. A parte que interessa tem pouco mais de 5 minutos. É abordado o assunto Lusoarenas.

Ao final de uma reunião no dia 17.08.2009, Luso diz a Roberto que precisa conversar com ele a respeito de questão muito séria de reforma do estádio.

Roberto, absolutamente desinformado, pergunta:

“Reforma do estádio séria, o que está faltando?”

Certamente, acreditando que São Januário estava caindo.

Então, Luso precisa explicar:

“Não, é a comissão de reforma do estádio que chegou ao fim do trabalho, e a Lusoarenas está aguardando uma posição.”

Roberto demonstra que não sabe nem qual é a comissão, e pergunta desajeitado:

“No que é que interessou isso para o Vasco? Qual…comissão?”

Luso explica que a comissão foi formada para analisar o protocolo de intenções sugerido pela Lusoarenas durante a administração anterior.

Roberto volta a interromper, mostrando profundo desconhecimento:

“Só uma pergunta, por curiosidade…essa relação, esse contato com a Lusoarenas, o Vasco, o ex-Presidente assinou algum contrato, algum compromisso?”

E Luso revela, então, apenas uma das vezes em que o Vasco foi SABOTADO durante a administração anterior:

“Eles fizeram contato com o Vasco, era naquele tempo, isso é extra, mas podemos falar francamente, Olavo interferiu, falou com o dono da Lusoarenas criticando, pra não fazer com esta administração (a administração anterior) porque ela é perigosa, e esperou…eles esperaram, e retomaram a conversação. Porque eles querem negócio é com o Vasco, não é com esta ou aquela administração. E retomaram, tudo bem. É um processo que recomeçou, batemos um papo longo com um diretor deles, que está aí no Brasil até amanhã, não quer dizer que tem que resolver até amanhã.”

Como sabemos, não foi resolvido até amanhã. Como sabemos, não foi resolvido até hoje. É bom que se diga também que a Lusoarenas não interrompeu negociações com a administração anterior por influência de Olavo. O dono da Lusoarenas, o senhor António Espírito Santo, chegou a almoçar, depois desta tentativa de sabotagem, com o então Presidente do Vasco, Eurico Miranda. Posteriormente, o principal executivo da empresa disse que jamais havia negociado com diretoria tão profissional como aquela liderada por Eurico.

Luso prossegiu, confirmando que o protocolo de intenções era bom:

“Mas o protocolo de intenções é interessante. A comissão geral aprovou, teremos que conversar sobre isso.”

Luso pede meia hora para prosseguir na conversa sobre o assunto extremamente relevante. E Roberto responde:

“Mas meia hora é muita coisa.”

E então, desconversa, apostando no efêmero, frente a algo concreto:

“Eu tenho outra proposta em relação a esta área do estádio, uma proposta que pode até ser analisada, que é uma proposta, foi feita na Holanda, hoje tem lá uma arena multiuso, quem trouxe isso foi o Carlos Alberto Torres e o (inaudível), e é uma situação interessante.”

Luso insiste:

“O pessoal da Lusoarenas, Roberto, é muito experiente…”

E Roberto segue desconversando, referindo-se aos “holandeses”:

“Os caras também são…vamos ouvir…”

Luso insiste na situação concreta:

“Eu estive no escritório deles já no ano passado, o engenheiro deles conhece quase todos os estádios do mundo praticamente. O Monteiro esteve lá comigo, nessa reunião, eles são muito bons. Então, eles querem desenvolver o projeto, inclusive o protocolo de intenções não tem o projeto, a engenharia do Vasco acompanharia o projeto com eles, deixando bem claro quais eram os interesses do Vasco, se multiarena ou não, o desenvolvimento do projeto seria de acordo com os interesses do Vasco.”

Luso, então, menciona um telefonema de Olavo sobre a questão da reforma do estádio:

“Luso – (liga) o Olavo Monteiro todo entusiasmado – (dizendo) o Sérgio Cabral conseguiu aí que se entrar o rugby, o rugby será no Vasco. Olavo, tudo bem, primeiro: esperar que o rugby seja aprovado. Que o Brasil ganhe a Olimpíada…”

E Roberto: “Em 2016…”

Luso completa: “Quer dizer, nós não vamos fazer nunca”.

Sábias palavras, doutor Luso. Como adivinhaste?

Luso prossegue, mais adiante:

“Eles estão há um ano e meio conversando com a instituição Vasco da Gama…”

Roberto interrompe de forma sábia, como lhe é peculiar:

“Vamos ver a parte técnica e a parte comercial.”

E foi assim que a Lusoarenas virou pó.

Abaixo, reproduzimos o protocolo de intenções, ACORDADO pela diretoria anterior e divulgado por este sítio em outubro de 2009:

Transcrição, comentários intermediários e protocolo de intenções: CASACA!

Irresponsabilidade x Responsabilidade

Palavra do Presidente

Mais uma vez fomos compelidos a pagar uma dívida herdada da administração anterior sob pena de sanção disciplinar com a perda de pontos e até rebaixamento de divisão.

O Vasco pagou cerca de 12 milhões de reais para encerrar o processo que corria contra o clube em função da dívida com o SL Benfica pela aquisição do atleta Éder Luis.

Publico abaixo a carta enviada pelo Presidente do SL Benfica exigindo o pagamento imediato e o comprovante do envio pelo Vasco de 2,6 milhões de euros. Além disso, houve a incidência dos impostos sobre a remessa, o que elevou o gasto aos 12 milhões de reais já referidos.

O pagamento representa para o Vasco o adiamento de investimentos tão necessários ao clube. Brevemente daremos outros detalhes da operação.

Detalhes do pagamento ao Benfica

O Club de Regatas Vasco da Gama comunica o pagamento ao SL Benfica de 2,625 milhões de euros para encerrar o processo de cobrança pela compra do atacante Éder Luis. Com os impostos incidentes sobre remessas, o valor supera 3 milhões de euros, cerca de 12 milhões de reais.

A antiga direção do clube comprou o atleta junto ao Benfica em 2012 por 3,5 milhões de euros, efetuando apenas o pagamento de uma parcela de 875 mil euros. O pior: emprestou o jogador para o futebol árabe por um valor próximo ao da dívida e não pagou um tostão ao clube português.

Com um processo na Fifa, o Vasco já tinha perdido em todas as instâncias. Agora, o Benfica daria entrada no Tribunal Arbitral do Esporte e isso implicaria na imediata perda de pontos e, mantida a inadimplência, no rebaixamento de divisão. O pagamento teria que ser integral acrescido de multas.

O montante enviado ao Benfica representa um duro baque no programa de investimentos do clube e se soma a série de dívidas que estão sendo pagas desde Dezembro de 2014, quando o Presidente Eurico Miranda assumiu a direção do Vasco: dívidas fiscais, bancárias, com fornecedores, jogadores e clubes. Isso sem falar na degradação patrimonial.

No período foram pagos quase 40 milhões de reais em dívidas bancárias, 14 milhões de reais em impostos vencidos, renegociação da dívida fiscal e mantido o pagamento dos impostos em dia, além de 3 folhas de salários vencidos e fornecedores diversos. Mais de 100 milhões de reais em atrasados em cerca de um ano e meio. Acordos que evitassem penhoras foram feitos e representam hoje cerca de 3 milhões de reais mensais.

Em relação à compra de direitos econômicos de jogadores, o Vasco já pagou por atletas como Sandro Silva (Málaga), Guiñazu (Libertad), Yotun (Sporting Cristal), além de mecanismos de solidariedade de jogadores como Rômulo, Benitez e Montoya.

O quadro social do Vasco e seus torcedores precisam conhecer o nível de irresponsabilidade com o qual o clube foi conduzido pela antiga administração. Não há paralelo na história do Vasco. E é necessário saber que é preciso devolver à Instituição a capacidade de investimento. Muito já foi feito com a recuperação de boa parte da estrutura de São Januário, o controle da base e o comando no futebol. Mas o Vasco ainda paga o preço da irresponsabilidade. Uma administração eventualmente erra, isso é natural em qualquer lugar, mas o que foi feito no Vasco tem outro nome.

Eurico Miranda
Presidente

Fonte: Site Oficial