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Luan é o único atleta de clubes do Rio de Janeiro no futebol masculino convocado para os Jogos Olímpicos de 2016

O Casaca! parabeniza o zagueiro Luan pela convocação para a Seleção Brasileira Olímpica, que tentará em casa sua primeira medalha de ouro na história.

O Vasco, clube do Rio de Janeiro com maior número de medalhas olímpicas conquistadas em toda a história dos Jogos, terá a oportunidade de obter mais uma através do zagueiro vinculado ao Vasco.

Já tivemos Geovani, Romário e Rômulo levando a prata, já conquistamos 26 medalhas individuais nos Jogos de Sidnei em 2000, com atletas brasileiros e estrangeiros vinculados ao Vasco (5 medalhas de ouro, 11 de prata e 10 de bronze), além de outras obtidas desde a primeira metade do século passado.

Vale lembrar também que há chance de medalhas para atletas vinculados ao Vasco nos Jogos Paraolímpicos (o clube já obteve várias outras em edições passadas), que serão disputados logo em seguida aos Jogos Olímpicos.

Andrezinho abriu os Jogos Olímpicos com um gol espetacular há quatro dias e esperamos ter com Luan e outros atletas vinculados ao clube um grande fechamento dos Jogos, que se encerram no dia do aniversário de nosso clube.

Casaca!

Recordando como o projeto de reforma e ampliação de São Januário com a Lusoarenas virou pó

Sobre o narrado em colunas recentes pelo Benemérito do Club de Regatas Vasco da Gama João Carlos Nóbrega, a respeito de protocolo de intenções com a Lusoarenas firmado em 2008 e a atitude posterior da diretoria MUV/Dinamite/Amarela sobre o tema, o Casaca! relembra matéria publicada em junho de 2010, que ratifica o dito e faz rememorar um ou outro que tenha memória curta.

Segue abaixo:

O CASACA! teve acesso às gravações mencionadas pelo senhor Luso Soares da Costa na reunião do Conselho de Beneméritos de ontem. Passaremos, a partir de hoje, à transcrição dos pontos mais notáveis.

Nesta primeira parte, são 8 min. e 22 segundos de gravação. A parte que interessa tem pouco mais de 5 minutos. É abordado o assunto Lusoarenas.

Ao final de uma reunião no dia 17.08.2009, Luso diz a Roberto que precisa conversar com ele a respeito de questão muito séria de reforma do estádio.

Roberto, absolutamente desinformado, pergunta:

“Reforma do estádio séria, o que está faltando?”

Certamente, acreditando que São Januário estava caindo.

Então, Luso precisa explicar:

“Não, é a comissão de reforma do estádio que chegou ao fim do trabalho, e a Lusoarenas está aguardando uma posição.”

Roberto demonstra que não sabe nem qual é a comissão, e pergunta desajeitado:

“No que é que interessou isso para o Vasco? Qual…comissão?”

Luso explica que a comissão foi formada para analisar o protocolo de intenções sugerido pela Lusoarenas durante a administração anterior.

Roberto volta a interromper, mostrando profundo desconhecimento:

“Só uma pergunta, por curiosidade…essa relação, esse contato com a Lusoarenas, o Vasco, o ex-Presidente assinou algum contrato, algum compromisso?”

E Luso revela, então, apenas uma das vezes em que o Vasco foi SABOTADO durante a administração anterior:

“Eles fizeram contato com o Vasco, era naquele tempo, isso é extra, mas podemos falar francamente, Olavo interferiu, falou com o dono da Lusoarenas criticando, pra não fazer com esta administração (a administração anterior) porque ela é perigosa, e esperou…eles esperaram, e retomaram a conversação. Porque eles querem negócio é com o Vasco, não é com esta ou aquela administração. E retomaram, tudo bem. É um processo que recomeçou, batemos um papo longo com um diretor deles, que está aí no Brasil até amanhã, não quer dizer que tem que resolver até amanhã.”

Como sabemos, não foi resolvido até amanhã. Como sabemos, não foi resolvido até hoje. É bom que se diga também que a Lusoarenas não interrompeu negociações com a administração anterior por influência de Olavo. O dono da Lusoarenas, o senhor António Espírito Santo, chegou a almoçar, depois desta tentativa de sabotagem, com o então Presidente do Vasco, Eurico Miranda. Posteriormente, o principal executivo da empresa disse que jamais havia negociado com diretoria tão profissional como aquela liderada por Eurico.

Luso prossegiu, confirmando que o protocolo de intenções era bom:

“Mas o protocolo de intenções é interessante. A comissão geral aprovou, teremos que conversar sobre isso.”

Luso pede meia hora para prosseguir na conversa sobre o assunto extremamente relevante. E Roberto responde:

“Mas meia hora é muita coisa.”

E então, desconversa, apostando no efêmero, frente a algo concreto:

“Eu tenho outra proposta em relação a esta área do estádio, uma proposta que pode até ser analisada, que é uma proposta, foi feita na Holanda, hoje tem lá uma arena multiuso, quem trouxe isso foi o Carlos Alberto Torres e o (inaudível), e é uma situação interessante.”

Luso insiste:

“O pessoal da Lusoarenas, Roberto, é muito experiente…”

E Roberto segue desconversando, referindo-se aos “holandeses”:

“Os caras também são…vamos ouvir…”

Luso insiste na situação concreta:

“Eu estive no escritório deles já no ano passado, o engenheiro deles conhece quase todos os estádios do mundo praticamente. O Monteiro esteve lá comigo, nessa reunião, eles são muito bons. Então, eles querem desenvolver o projeto, inclusive o protocolo de intenções não tem o projeto, a engenharia do Vasco acompanharia o projeto com eles, deixando bem claro quais eram os interesses do Vasco, se multiarena ou não, o desenvolvimento do projeto seria de acordo com os interesses do Vasco.”

Luso, então, menciona um telefonema de Olavo sobre a questão da reforma do estádio:

“Luso – (liga) o Olavo Monteiro todo entusiasmado – (dizendo) o Sérgio Cabral conseguiu aí que se entrar o rugby, o rugby será no Vasco. Olavo, tudo bem, primeiro: esperar que o rugby seja aprovado. Que o Brasil ganhe a Olimpíada…”

E Roberto: “Em 2016…”

Luso completa: “Quer dizer, nós não vamos fazer nunca”.

Sábias palavras, doutor Luso. Como adivinhaste?

Luso prossegue, mais adiante:

“Eles estão há um ano e meio conversando com a instituição Vasco da Gama…”

Roberto interrompe de forma sábia, como lhe é peculiar:

“Vamos ver a parte técnica e a parte comercial.”

E foi assim que a Lusoarenas virou pó.

Abaixo, reproduzimos o protocolo de intenções, ACORDADO pela diretoria anterior e divulgado por este sítio em outubro de 2009:

Transcrição, comentários intermediários e protocolo de intenções: CASACA!

Irresponsabilidade x Responsabilidade

Palavra do Presidente

Mais uma vez fomos compelidos a pagar uma dívida herdada da administração anterior sob pena de sanção disciplinar com a perda de pontos e até rebaixamento de divisão.

O Vasco pagou cerca de 12 milhões de reais para encerrar o processo que corria contra o clube em função da dívida com o SL Benfica pela aquisição do atleta Éder Luis.

Publico abaixo a carta enviada pelo Presidente do SL Benfica exigindo o pagamento imediato e o comprovante do envio pelo Vasco de 2,6 milhões de euros. Além disso, houve a incidência dos impostos sobre a remessa, o que elevou o gasto aos 12 milhões de reais já referidos.

O pagamento representa para o Vasco o adiamento de investimentos tão necessários ao clube. Brevemente daremos outros detalhes da operação.

Detalhes do pagamento ao Benfica

O Club de Regatas Vasco da Gama comunica o pagamento ao SL Benfica de 2,625 milhões de euros para encerrar o processo de cobrança pela compra do atacante Éder Luis. Com os impostos incidentes sobre remessas, o valor supera 3 milhões de euros, cerca de 12 milhões de reais.

A antiga direção do clube comprou o atleta junto ao Benfica em 2012 por 3,5 milhões de euros, efetuando apenas o pagamento de uma parcela de 875 mil euros. O pior: emprestou o jogador para o futebol árabe por um valor próximo ao da dívida e não pagou um tostão ao clube português.

Com um processo na Fifa, o Vasco já tinha perdido em todas as instâncias. Agora, o Benfica daria entrada no Tribunal Arbitral do Esporte e isso implicaria na imediata perda de pontos e, mantida a inadimplência, no rebaixamento de divisão. O pagamento teria que ser integral acrescido de multas.

O montante enviado ao Benfica representa um duro baque no programa de investimentos do clube e se soma a série de dívidas que estão sendo pagas desde Dezembro de 2014, quando o Presidente Eurico Miranda assumiu a direção do Vasco: dívidas fiscais, bancárias, com fornecedores, jogadores e clubes. Isso sem falar na degradação patrimonial.

No período foram pagos quase 40 milhões de reais em dívidas bancárias, 14 milhões de reais em impostos vencidos, renegociação da dívida fiscal e mantido o pagamento dos impostos em dia, além de 3 folhas de salários vencidos e fornecedores diversos. Mais de 100 milhões de reais em atrasados em cerca de um ano e meio. Acordos que evitassem penhoras foram feitos e representam hoje cerca de 3 milhões de reais mensais.

Em relação à compra de direitos econômicos de jogadores, o Vasco já pagou por atletas como Sandro Silva (Málaga), Guiñazu (Libertad), Yotun (Sporting Cristal), além de mecanismos de solidariedade de jogadores como Rômulo, Benitez e Montoya.

O quadro social do Vasco e seus torcedores precisam conhecer o nível de irresponsabilidade com o qual o clube foi conduzido pela antiga administração. Não há paralelo na história do Vasco. E é necessário saber que é preciso devolver à Instituição a capacidade de investimento. Muito já foi feito com a recuperação de boa parte da estrutura de São Januário, o controle da base e o comando no futebol. Mas o Vasco ainda paga o preço da irresponsabilidade. Uma administração eventualmente erra, isso é natural em qualquer lugar, mas o que foi feito no Vasco tem outro nome.

Eurico Miranda
Presidente

Fonte: Site Oficial

Vasco vence CRB de virada com direito a gol olímpico e pênalti defendido no fim

Pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, o Vasco venceu o CRB por 2 a 1, na tarde deste sábado (25/06), no Estádio Rei Pelé. Com um gol de Leandrão, outro olímpico de Andrezinho e uma defesa de pênalti de Martín Silva, o Gigante da Colina aumentou a sua vantagem na liderança do campeonato, agora com 28 pontos, contra os 23 do vice-líder Ceará.

O próximo adversário dos vascaínos será o Paraná, na próxima terça-feira (28/06), às 20h30, em São Januário.

Madson foi bastante acionado durante a partida – Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

O JOGO

Com Rodrigo suspenso, o Vasco teve uma baixa logo no aquecimento antes do início do jogo. O zagueiro Jomar sentiu dores no joelho e deu lugar a Aislan.

O primeiro tempo foi marcado pela agressividade ofensiva do CRB e pela eficiência do Gigante da Colina em seus ataques. Nos primeiros 15 minutos, o time da casa comandou as ações, principalmente pelo setor direito de ataque. O goleiro Martín Silva teve que trabalhar muito. Aos 12 minutos, em cobrança de falta, Jussani encheu o pé e obrigou o uruguaio a fazer uma ótima defesa em dois tempos. Momentos depois, Wellinton Júnior ficou cara a cara com o camisa 1, mas perdeu outra oportunidade, chutando para fora.

A superioridade do CRB virou gol aos 26 minutos. Júlio César recuou para Aislan, que não conseguiu alcançar a bola, e Lúcio Maranhão ficou livre na área para marcar o primeiro gol do jogo. Precisando dar uma resposta rapidamente, o atacante Leandrão recebeu uma boa bola na área aos 29 minutos. O camisa 9 tirou a zaga do CRB da jogada e conseguiu um chute no cantinho do goleiro Juliano, sem chance de defesa. Após o gol, o Gigante da Colina se abriu mais na partida e teve mais uma ótima oportunidade em chute de fora da área de Jorge Henrique aos 43 minutos. O primeiro terminou empatado em 1 a 1.

                 Leandrão finalizou bem para marcar o gol de empate do Vasco – Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br
Com mais organização e posse de bola, o Vasco voltou com tudo no segundo tempo. Antes do primeiro minuto de partida, o  meia Nenê encontrou Leandrão em boa posição na área. O atacante cabeceou, e Juliano fez grande defesa. Em lance de bola parada, o CRB respondeu aos 10 minutos. Diego cobrou falta, e Boaventura jogou para fora.
Sem muita chance de finalizar na primeira etapa, o talento de Andrezinho prevaleceu aos 14 minutos do segundo tempo. Em escanteio pela esquerda de ataque do Vasco, o armador cobrou direto e surpreendeu o goleiro Juliano. Golaço olímpico e virada vascaína!
Após ficar na frente o placar, a equipe da casa partiu para cima e o goleiro Martín Silva começou a aparecer mais na partida. Aos 25 minutos, Galdezani encheu o pé de longe e obrigou o uruguaio a fazer grande defesa. Poucos minutos depois, foi a vez de Gerson Magrão, de primeira, tentar o empate e esbarrar no camisa 1 do Vasco.
Mas o melhor ficou guardado para o final. Aos 43 minutos, Galdezani caiu na área, o árbitro mandou seguir, e depois da marcação do assistente, voltou atrás e assinalou o pênalti. Podendo empatar a partida, Diego foi para cobrança e chutou no canto esquerdo de Martín Silva, que pulou para fazer a defesa e garantir o triunfo vascaíno. Final: CRB 1×2 Vasco.

Martín Silva defendeu pênalti de Diego e garantiu a  vitória do Vasco – Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br
FICHA TÉCNICA – CRB 1X2 VASCO
Competição: 12ª rodada – Campeonato Brasileiro – Série B
Local: Estádio Rei Pelé, Maceió – AL
Data: 25 de junho de 2016
Horário: 16h30 (Horário de Brasília)
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho (SP)
Assistentes: Anderson José de Moraes Coelho (SP) e Oberto da Sivla Santos (PB)
Cartões amarelos: Olívio e Diego Jussani (CRB) / Marcelo Mattos, Luan e Nenê (Vasco)
Gols: Lúcio Maranhão (26’/1º Tempo) – CRB/ Leandrão (29’/1º Tempo) e Andrezinho (14’/2º Tempo) – Vasco
CRB: Juliano; Bocão, Diego Jussani, Flávio Boaventura e Diego; Matheus Galdezani, Olívio, Dakson (Gerson Magrão) e Luidy (Roger Gaúcho); Wellinton Junior (Assissinho) e Lúcio Maranhão.  Técnico: Mazola Júnior
VASCO: Martín Silva; Madson (Yago Pikachu), Luan, Aislan e Julio César (Henrique); Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique (Éder Luís) e Leandrão. Técnico: Jorginho
Texto: Matheus Alves
Fonte: Site Oficial

Chorão fala da volta do Vasco à Elite

– O Vasco só vai onde o Flamengo está. Quando o Flamengo faz alguma coisa, o Vasco vai atrás (risos) – encerrou.

Fonte: GloboEsporte.com

Nota do CASACA!:

O Basquete do Vasco conquistou todos os títulos possíveis antes do Flamengo sonhar em tê-los. Naquela época, Oscar ficou famoso por espernear e literalmente chorar em todas as derrotas.

Quando Oscar parou de jogar basquete e depois que, gradualmente, times de camisa deixaram o esporte, o Flamengo obteve alguns daqueles títulos já obtidos pelo Vasco.

Ou seja, o Flamengo foi atrás do Vasco, não o contrário. E é certo que neste retorno, sentiremos muita falta do Oscar. E de suas lágrimas.

CASACA!

Meia Souza, formado no Vasco, dá depoimento sobre sua história no clube

O bom filho à casa torna! Titular e destaque do Fenerbahçe na última temporada da Liga Turca, Souza voltou às origens nesta sexta-feira (17/06). De férias no Brasil, o jogador visitou o Estádio de São Januário e recordou momentos marcantes de sua passagem pelo Vasco da Gama, clube onde se profissionalizou. O volante chegou ao Gigante da Colina em 1998 e só saiu em 2010, quando foi negociado com o Porto.

– Vivi 12 anos da minha vida aqui em São Januário, morei na concentração. Eu tenho um carinho muito grande pelo Vasco e fico feliz por reencontrar aqui pessoas que participaram da minha formação. Estou contente por ver que o clube tem evoluído em muitos aspectos. Hoje, pelo que já vi, o Vasco tem a melhor estrutura do futebol carioca. É bem gratificante ver o lugar onde cresci melhorando – afirmou o atleta.

Com mais 60 jogos com a camisa cruzmaltina, Souza não esconde de ninguém sua paixão pelo clube de São Januário. Retornar para o Vasco no futuro é um dos objetivos do jogador. Enquanto a hora não chega, porém, ele torce de longe pelo sucesso vascaíno dentro das quatro linhas. O trabalho desenvolvido por Jorginho e sua comissão técnica foi exaltado pelo atleta do Fenerbahçe.

– Tenho acompanhado bastante o Vasco. No ano passado, torci muito pela recuperação do time dentro do Brasileiro. Infelizmente, ela acabou não acontecendo, mas o trabalho foi ótimo. O Jorginho renovou e segue muito bem no comando do clube. Espero que o Vasco retorne o mais rápido possível para a Série A e volte a ganhar títulos, que é um importante combustível para o torcedor – declarou o volante.

Para retornar ao Fenerbahçe em excelentes condições e brilhar em mais uma temporada, Souza utilizará nas próximas duas semanas as dependências do CAPRRES (Centro Avançado de Prevenção, Recuperação e Rendimento Esportivo), localizado em São Januário. O responsável pelo trabalho que será realizado com o atleta é o coordenador científico Alex Evangelista.

 

Fonte: Site Oficial do Vasco

Vasco hoje (08/06/1941) – Vitória contra a tormenta

A Noite (09/06/1941)

Inconvincente. Este adjetivo caía como uma luva para resumir o que se pensava do time vascaíno naquele campeonato carioca até ali, fruto de atuações confusas e alguns resultados, como a derrota de 6 x 2 diante do Fluminense, catastróficos.

A crise instalada em São Januário, após mais um revés na competição, desta feita contra o Flamengo na rodada anterior (1 x 3) levou à renúncia de Eduardo Pinto da Fonseca Filho do cargo maior da direção cruzmaltina no futebol. O presidente Antônio da Silva Campos não aceitou o pedido e Pinto da Fonseca permaneceu, abrandando momentaneamente a situação.

Já na estreia o time não passou de um empate contra o América, em partida na qual abriu 2 x 0, permitiu a igualdade e depois não soube aproveitar as vantagens surgidas quase ao acaso a seu favor. Além de os rubros terem terminado com nove homens em campo, ainda houve uma situação inusitada: o “half” Oscar atuou desde os 14 minutos do segundo tempo improvisado de goleiro, e aos 26 protagonizou a defesa de um pênalti, cobrado por Villadoniga.

As vitórias sobre o estreante Canto do Rio (5 x 0) e São Cristovão (5 x 2), respectivamente na terceira e quarta rodadas, além de não apagarem o vexame frente ao Fluminense, foram completamente esquecidas depois da perda do clássico contra o Flamengo.

O Botafogo também vinha mal. Duas derrotas, contra Bangu na estreia e Fluminense na rodada anterior, desacreditavam o time dirigido por Adhemar Pimenta.

A dupla Fla x Flu comandava a tabela. O rubro-negro havia perdido um ponto no certame e o tricolor dois. A situação obrigava Vasco e Botafogo a buscarem uma vitória a fim de não se afastarem de vez dos ponteiros da tabela.

Se pela manhã em São Januário, os infantis e juvenis vascaínos haviam derrotado o adversário por 6 x 0 e 3 x 1, respectivamente, na preliminar entre amadores bisou-se o feito por um “modesto” 3 x 2. Faltava ao Almirante fechar a jornada com chave de ouro nos profissionais.

Apesar da campanha irregular dos dois clubes, um bom público compareceu ao estádio naquela tarde de domingo.

Passados dois minutos de partida Orlando e Gonzalez já haviam feito o arqueiro gaúcho Brandão trabalhar em dose dupla.

Pouco depois Heleno atirou fora a primeira chance de sua equipe no clássico.

Aos 18 minutos, em manobra ofensiva pela esquerda, Argemiro entregou no centro ao estreante Carlos Leite (contratado junto ao São Paulo Railway), que passou a Orlando. O ponteiro avançou, fintou Zezé Procópio e na corrida disparou um forte tiro, à meia altura, inaugurando o escore.

A reação alvinegra foi quase instantânea. Patesko e Heleno, entretanto, erraram o alvo.

No contragolpe a eficiência do Vasco. Dacunto serviu Carlos Leite, que, por sua vez, deu lindo passe a Villadoniga. O uruguaio recolheu o balão de couro e arrematou de fora da área, assinalando o segundo tento da tarde, aos 29 minutos.

O Botafogo não desistiu e passados dois minutos teve um pênalti a seu favor, cometido por Jahu, que tocou a bola com a mão dentro da área, quando o chute de Heleno para o gol era iminente na jogada. Marcada a infração, Patesko bateu com perfeição e descontou.

Pouco depois Heleno recebeu de Geninho, mas perdeu o gol. O chute pelo alto bateu em Chiquinho.

Buscando a ampliação da vantagem o time dirigido por Harry Welfare manteve-se no ataque e aos 43 minutos aumentou, após investida de Villadoniga pela esquerda até a área e toque curto para Orlando bater rasteiro, sem chance para Brandão.

No último minuto Geninho chutou, raspando a trave. Não havia tempo para mais nada.

Começa a segunda etapa e após uma investida perigosa do Botafogo é o Vasco, no contragolpe que quase aumenta. Brandão sai do gol, Armandinho arremata e Caieira, num último esforço, evita ser o destino da bola as redes, já desguarnecidas na ocasião.

Aos 8 minutos, Pirica centra e Geraldino escora bem de pé esquerdo, diminuindo o marcador.

O Vasco busca o quarto e Carlos Leite manda um pelotaço em direção ao arco botafoguense, obrigando Brandão a uma magistral defesa. O goleiro ainda salvaria seu time em outras situações perigosas nos decorrer dos primeiros 20 minutos do período final.

Aos 23, entretanto, Zarcy entrega a Pirica, que cruza pelo alto. Chiquinho sai para intervir no lance, mas Heleno se antecipa e cabeceia para o lado direito da área onde, livre, Patesko, também de cabeça, envia a pelota para as redes. Tudo igual em São Januário.

Os cruzmaltinos, então, se enchem de brio e partem para o desempate. O Botafogo tem em Zezé Moreira na linha média, muito mal no prélio, seu ponto fraco, os “halfs” direito e esquerdo procuram auxiliar o centro e com isso os espaços para os ponteiros oponentes surgem. Armandinho e Orlando perdem em lances distintos boas oportunidades, mas aos 30 minutos caía pela quarta vez a cidadela alvinegra. Amandinho escapa pela direita e centra na direção de Orlando, que, colocado junto à área inimiga, cabeceia firme, indefensável para Brandão. Vasco 4 x 3.

A resposta botafoguense é imediata com um arremate de Heleno na trave.

Mas a peleja é definida aos 33, em jogada pessoal do baixinho Armandinho. O ponta carrega a bola desde o centro do campo, passa entre os zagueiros e já de dentro da área finaliza com sucesso, fechando a contagem. Os jornais “Correio da Manhã” e “Diário de Notícias” entenderam que Armandinho estava impedido naquele lance, mas outros oito diários pesquisados não citaram qualquer possível irregularidade na referida jogada.

Dois minutos depois Patesko é expulso de campo por Mário Vianna pelo fato de o atleta ter ofendido moralmente um dos auxiliares de linha. Com isso foram sepultadas de vez as chances de nova reação do quadro de General Severiano.

A equipe de São Januário ainda exigiu algumas intervenções do arqueiro Brandão no tempo restante, mas o placar não foi mais alterado até o apito final.

Os maiores destaques do Vasco foram Florindo, Figliola, Orlando, Gonzalez, Carlos Leite e Villadoniga. Já pelo Glorioso destacaram-se Brandão, Caieira, Zarcy, Pirica e Heleno.

A vitória cruzmaltina dava um alento à sua torcida, afinal era o primeiro clássico vencido pelos camisas negras naquele campeonato.

Jornal dos Sports (09/06/1941)

Jornal dos Sports (09/06/1941)

Jornal do Brasil (09/06/1941)

O Globo (09/06/1941)

Outros jogos do Vasco em 08 de junho:

08/06 – Rio Branco-AC 0 x 1 Vasco (Amistoso 1982)

08/06 – Coritiba 3 x 2 Vasco (Copa do Brasil 2011)

Uma sequência para sempre

 

Foram 34 jogos de invencibilidade em jogos oficiais, obtidos pelo Vasco entre 08 de novembro de 2015 e 07 de junho de 2016.

Ela, a invencibilidade, caiu numa partida em que nos faltou sorte, gols incomuns foram tomados, duas bolas estouraram nas traves do adversário e na qual não tivemos presente em campo nosso maior craque, Nenê.

Para o Atlético-GO, que nunca passou perto de uma invencibilidade próxima da nossa, fica como um “título” ter sido entre o período mencionado o único adversário apto a nos derrotar, algo tentado e não conseguido por Palmeiras, Campeão da Copa do Brasil de 2015, Corínthians, Campeão Brasileiro de 2015, Santos, Campeão Paulista de 2015, Botafogo (4 vezes), Flamengo (3 vezes) e Fluminense.

O que o Vasco conquistou ao longo dessa jornada já está na história e ninguém apagará.

Títulos:

O clube foi Campeão da Taça Guanabara invicto pela quinta vez (1990/1992/1994/2000/2016), após 12 anos sem vencê-la.

O clube foi Bicampeão Carioca após 23 anos.

O clube foi Campeão Carioca Invicto pela sexta vez (1924/45/47/49/92/2016). Com isso se tornou o único Hexacampeão Carioca Invicto da história do futebol deste estado.

Marcas:

O Expresso da Vitória, com suas 27 partidas oficiais invictas, realizadas no ano de 1945, já pusera o Vasco à frente de Fluminense, Ponte Preta, Vila Nova-GO, Avaí, Bangu, Guarani, Paraná Clube, Santos, Vitória, Portuguesa de Desportos, América-RJ, Atlético-PR, Figueirense e Paysandu.

Superando a marca de partidas oficiais invictas do Expresso da Vitória, o Vasco ultrapassou ainda as maiores sequências oficiais da história dos seguintes clubes:

– América-MG – 27 jogos (1920/21)

– Santa Cruz – 27 jogos (1978)

– Sport – 27 jogos (1999)

– Fortaleza – 28 jogos (2013/1014)

– Atlético-MG – 29 jogos (1976)

– Coritiba – 29 jogos (2011)

– Náutico – 29 jogos (1952/53)

– Palmeiras – 30 jogos (1973)

– Ceará – 31 jogos (1997)

– Internacional-RS – 32 jogos (1984)

– Remo – 32 jogos (1978/79)

– Flamengo – 33 jogos (1978/79)

Mesmo derrotado hoje, o clube ainda conseguiu igualar a maior sequência oficial invicta da história de mais dois grandes clubes brasileiros:

Corínthians – 34 jogos (1957)

Cruzeiro – 34 jogos (2002/2003)

Além disso, divide agora com o Cruzeiro a maior sequência oficial invicta do século XXI.

Em nenhuma das maiores sequências oficiais invictas de qualquer clube do país em todos os tempos, o número de jogos contra as 12 grandes equipes do futebol brasileiro superou ou igualou a marca do Vasco, afinal foram 11 partidas realizadas contra Palmeiras, Corínthians, Santos, Flamengo, Botafogo e Fluminense, com 7 vitórias.

Os que se aproximaram mais no quesito acima chegaram ao seguinte número de jogos de tal estirpe, disputados ao longo de suas invencibilidades oficiais:

– Botafogo (Vasco, Fluminense, Atlético-MG, Cruzeiro, Flamengo, Corínthians, Palmeiras) – 9 partidas (4 vitórias)

– Flamengo (Fluminense, Botafogo, Vasco) – 9 partidas (5 vitórias)

– Palmeiras (Corínthians, Santos, Grêmio, Atlético-MG, Flamengo, Vasco, Internacional-RS) – 9 partidas (5 vitórias)

 

Em termos de partidas oficiais invictas tínhamos a décima sexta marca e hoje temos a sétima, atrás tão somente de Goiás, Bahia, Grêmio, Desportiva-ES, Botafogo e São Paulo, porém apenas o Vasco construiu sua série em certames estaduais e nacionais e ainda atuando em quatro competições diferentes. Aos demais faltou uma coisa ou outra, ou ambas.

Tudo isso é motivo de orgulho para nós vascaínos, quando no dia de uma derrota, a única até aqui em 2016, olhamos para trás e vemos quantos recordes foram batidos na maior invencibilidade de jogos oficiais da história do clube.

Vale ressaltar ainda que em se tratando de Rio de Janeiro, só para repisar, superamos o Flamengo e dobramos a maior sequência do Fluminense. Por outro lado, se não batemos a marca de 44 jogos oficiais invictos do Botafogo, conquistamos nesse período algo não obtido pelo alvinegro durante a construção daquela série: títulos.

Casaca!

Vasco hoje (07/06/1947) – A um passo do tetra

 

Para o Vasco, vencer o Fluminense de Ademir era o último grande obstáculo a fim de conquistar o Tetracampeonato Municipal.

De pronto eliminaria o adversário daquela tarde de sábado no estádio da Gávea e ficaria no mínimo cinco pontos à frente do Botafogo e seis do Flamengo, com dois jogos a mais na tabela.

Na última rodada o Almirante enfrentaria a equipe do Madureira e poderia até mesmo já ser campeão antecipadamente dependendo do tropeço de seus perseguidores mais próximos.

O Expresso vinha invicto até a partida anterior, quando foi fragorosamente derrotado pelo Botafogo por 4 x 0. Uma goleada sofrida sem explicação para muitos e cobrada internamente no clube. Era hora de reagir.

Aos 25 minutos Chico cobrou córner da esquerda, Robertinho saiu da meta mas rebateu fraco e Maneca teve a chance de marcar, porém acertou a trave. No rebote Chico cruzou novamente e Djalma faturou o primeiro tento da tarde.

Dois minutos depois veio a resposta tricolor. Pedro Amorim centrou da direita e após confusão na área vascaína, Simões livrou-se de Rafanelli para em seguida atirar com violência, igualando o placar.

Aos 37 Djalma recebeu na direita e centrou para a área. Lelé, completamente desmarcado, teve tranquilidade para avançar e arrematar com sucesso. Desempatada a peleja.

Iniciada a segunda etapa, o Fluminense se apresentava mais ofensiva, embora não contasse com uma boa ação de sua linha média, envolvida pela do adversário em várias oportunidades.

Aos 15, após cobrança de escanteio, Ademir, deslocado pela esquerda, aparou e emendou com precisão, empatando novamente o clássico.

Aos 23 Maneca cruzou e Djalma recebeu livre. O ponta avançou e atirou firme, pondo o seu time pela terceira vez na frente do marcador.

No finzinho Rodrigues, em chute rasteiro, carimbou a trave de Barbosa, perdendo a chance de equilibrar em números, definitivamente, o embate.

Logo em seguida, Pedro Amorim foi expulso, após entrar de sola em Alfredo e posteriormente desrespeitar o árbitro Alberto Malcher, que estreava nos campos do Rio de Janeiro naquele dia.

No Fluminense o destaque defensivo, setor repleto de falhas no clássico, foi o jovem zagueiro Hélvio, na linha média a melhor atuação foi de Telesca, enquanto na frente estiveram bem Pedro Amorim e Ademir. Já no Vasco, Barbosa, Eli, Danilo, Djalma, Maneca, Lelé foram os principais nomes.

Embora para muitos da imprensa a partida não tenha agradado pelo aspecto técnico, o resultado final favorável ao Vasco o pôs em posição privilegiadíssima na tabela. O tetra poderia chegar até mesmo antes de o time dirigido por Flávio Costa voltar a campo na última rodada.

O Globo (08/06/1947)

Jornal do Brasil (08/06/1947)

Jornal dos Sports (08/06/1947)

Jornal dos Sports (08/06/1947)

Outros jogos do dia 07 de junho:

Vasco 1 x 0 América (Carioca 1925)

Vasco 1 x 0 Bangu (Carioca 1931)

Corínthians 1 x 2 Vasco (Amistoso 1940)

Vasco 3 x 1 Bonsucesso (Torneio Extra João Teixeira de Carvalho)

ABC 2 x 6 Vasco (Amistoso 1960)

Porto Alegre 0 x 1 Vasco (Carioca 1987)

Casaca!