O Vasco revolucionara o futebol carioca já há alguns anos, com a presença de um elenco eclético e sem preconceitos, representando suas cores.
O clube tinha em seus quadros atletas de todas as linhagens sociais e intelectuais. Um negro e um branco atuavam no mesmo plantel em harmonia, um analfabeto e um literato que fosse podiam jogar juntos. A linguagem do futebol vascaíno era a bola.
Reforçaram o time para aquela temporada quatro atletas:
– Leitão, zagueiro, oriundo do Bangu;
– Bráulio “half” esquerdo, com passagem pelo Andarahy;
– Paschoal, ponta-direita, destaque da Liga Suburbana, vindo do S.C. Rio de Janeiro;
– Claudionor Correia, o “Bolão”, centroavante, também vinculado ao Bangu até então.
Nos bastidores, todavia, o Vasco se via prejudicado em sua tentativa de ascensão desde 1920 e o maior rival para o acesso em 1922 era o Vila Izabel, campeão da Série B no ano anterior e que só não estava jogando na primeira divisão por ter perdido a disputa contra o lanterna da Série A, Fluminense, por 3 x 1 em partida única disputada no estádio de General Severiano.
A rivalidade entre os clubes de Santa Luzia e do Boulevard norteou inclusive após o jogo um entrevero próximo à sede do Vila entre adeptos das duas agremiações. A provocação dos vascaínos em passeata ao local foi recebida por pedras dos derrotados e até mesmo alguns feridos foram registrados após o embate nas ruas adjacentes.
A segunda divisão carioca era composta na época por sete clubes. Os adversários do Vasco eram o Americano (da capital), Carioca, do Jardim Botânico, Mackenzie, Mangueira, Palmeiras (do Rio, claro) e Vila Izabel.
No turno o Vasco perdeu uma única partida e foi justamente contra o adversário que enfrentaria a 04 de junho. Derrota por 1 x 0. Nos demais confrontos, quatro vitórias e um empate diante do Americano.
O Vila se mantinha com 100% de aproveitamento. Diante disso a vitória cruzmaltina era fundamental para as pretensões de acesso.
O Vasco tinha um campo alugado na Rua Moraes e Silva e a reforma custara muito a seus cofres, mas era hora de pô-lo funcionando na prática. Com a capacidade aumentada para 5.000 pessoas o clube exerceu seu mando diante do adversário daquela tarde de domingo.
Os cruzmaltinos lotariam o estádio, cientes de que as chances de o time dirigido por Ramon Platero poder obter o título da segunda divisão naquele ano passavam por um triunfo naquele confronto. Era vencer ou vencer.
O Vasco começa em cima do adversário. Bolão desfere violento tiro defendido pelo arqueiro Balthazar e no rebote Negrito chuta a gol, mas erra o alvo por muito pouco. Grande oportunidade desperdiçada.
O Jornal (06/06/1922)
Os visitantes respondem com Alô, mas Nelson Conceição pratica sua primeira grande defesa da partida.
Voltam os anfitriões a atacar e Bolão quase marca atirando próximo ao arco contrário, mas para fora.
O Vila responde. Alô centra da direita para Cid, que recebe no meio, cai pela meia esquerda e bate violento, enviesado, sem chances para Nelson. Silêncio no estádio. Vila 1 x 0.
Insiste outra vez o Vasco e Balthazar evita o gol em chute de Torterolli.
Mas o jogo é lá e cá. Cid obriga Nelson a praticar mais uma intervenção.
Logo em seguida, Bolão, após receber centro da esquerda, escora com estilo e marca para o Vasco, fazendo delirar a plateia.
Pouco depois, Bolão fatura mais um, em falha de Balthazar, virando o jogo. Vasco 2 x 1.
A partida permanece equilibrada e Nelson aparece bem novamente, segurando um chute de Alô e em seguida repete a performance após arremate de Henrique.
Encerrada a primeira etapa com o Vasco na frente do marcador em partida bastante equilibrada.
Na volta do intervalo o onze dirigido por Ramon Platero aparece mais disposto ainda e Braúlio, após falta cometida por Cid, quase amplia. Balthazar esteve seguro no lance.
A defesa cruzmaltina se vira para impedir que a meta de Nelson seja vazada, mas ao mesmo tempo os contra-ataques dos locais são cada vez mais perigosos. Num deles Bolão obriga Balthazar a defender com brilhantismo, merecendo aplausos do público presente.
De um lado Balthazar agarra um chute de Torterolli, de outro Nelson impede a igualdade no marcador, após catar tiro de Cyro.
O Vasco parece melhor em campo, mas cabe à equipe alvinegra mais uma boa oportunidade, já perto do final. É a vez de Nelson brilhar, após conclusão de Waldemar.
O árbitro Carlito Rocha encerra o jogo pouco depois para alegria de sócios e torcedores vascaínos.
Na estreia em seu campo o Vasco derrubara a invencibilidade do líder. Já cabia sonhar com o tão almejado acesso à elite do futebol carioca.
A partir de então, era ganhar os seus jogos e torcer por um revés do rival, afinal a diferença em pontos perdidos caíra para um ponto apenas.
O Imparcial (05/06/1922)
O Imparcial (05/06/1922)
Jornal do Brasil (05/06/1922)
Gazeta de Notícias (05/06/1922)
Outros jogos do Vasco em 04 de junho:
04/06 – Vasco 1 x 0 Bonsucesso (Carioca 1939)
04/06 – Combinado de Trondheim-NOR 0 x 10 Vasco (Amistoso 1961)
04/06 – Al-Mourada-SUD 1 x 4 Vasco (Amistoso 1963)
O árbitro do encontro desta terça-feira entre Joinville e Vasco apitou três jogos com polêmicas no ano passado, envolvendo clubes de Santa Catarina, das sete vezes em que atuou na competição apitando partidas das quatro equipes daquele estado, envolvidas no certame: Avaí (2 jogos), Chapecoense (2 jogos), Figueirense (2 jogos) e Joinville (1 jogo).
Jailson Macedo Freitas prejudicou de forma flagrante o Cruzeiro, no Mineirão, na oitava rodada da competição.
1º Turno – 8ª rodada
Cruzeiro 0 x 1 Chapecoense
Pênalti não marcado, após cruzamento de Willian e toque de Dener (CHA) na bola com o braço, dentro da área, aos 36 minutos do 1º tempo. O placar na ocasião era de 1 x 0 a favor da Chapecoense.
Pênalti não marcado após cruzamento de Alisson e toque de mão do atleta Neto (CHA) dentro da área, aos 46 minutos do 1º tempo.
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No jogo entre Avaí e São Paulo, disputado em Florianópolis, um erro grave foi cometido pelo árbitro contra o São Paulo, mas seu auxiliar o corrigiu.
2º Turno – 8ª rodada
Avaí 2 x 1 São Paulo
Com um minuto de partida, Romário invadiu a área e foi desarmado na bola por Lyanco (SP). O árbitro marcou a penalidade máxima, mas, alertado por um dos seus auxiliares, voltou atrás na marcação.
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No confronto entre Chapecoense e Palmeiras uma lambança sua foi corrigida, após intervenção de auxiliares da arbitragem. O erro inicial cometido prejudicaria o Palmeiras e favoreceria a Chapecoense.
Na segunda etapa um erro cometido contra a Chapecoense por seu auxiliar foi sanado pelo árbitro.
2º Turno – 10ª rodada
Chapecoense 5 x 1 Palmeiras
Aos 15 minutos do primeiro tempo, Egídio (PAL) fez desarme na bola em William Barbio, mas o árbitro viu falta e expulsou o lateral palmeirense. Minutos depois, o quarto árbitro avisou do erro cometido. O juiz da partida, então, voltou atrás. Egídio, que já estava no vestiário, foi chamado a voltar a campo. A Chapecoense vencia o jogo por 1 x 0 na ocasião.
Após córner cobrado da esquerda, Túlio de Melo subiu e cabeceou para marcar o terceiro gol da Chapecoense na partida, aos 9 minutos do 2º tempo. O árbitro, entretanto, atendeu a um aceno do bandeirinha. Este marcara impedimento de William Barbio no lance, que realmente estava em posição ilegal, mas não participara da jogada. Ato contínuo o árbitro foi até o bandeirinha Ivan Carlos Bohn e soube do motivo pelo qual seu auxiliar invalidara o lance, confirmando em seguida a validade do gol da Chapecoense, aumentando para 3 x 0 sua vantagem no placar.
Esperamos que no curto espaço de oito meses o árbitro tenha se reciclado e amadurecido, para que não repita os erros crassos cometidos nos três jogos citados acima. Por uma coincidência sua participação nos cinco lances capitais que beneficiaram ou beneficiariam os clubes de Santa Catarina foi favorável a eles e contra seus adversários.
Em 21 de julho de 1940 o Botafogo obteve uma das mais sensacionais vitórias de sua história.
Dentro de São Januário, perdia o alvinegro por 3 x 0 com apenas 12 minutos de jogo e conseguiu uma virada quase inacreditável por 4 x 3. A partida memorável do alvinegro faria seus torcedores sonharem com um desfecho igual em dado momento daquele clássico disputado quase cinco anos depois.
O Vasco mantinha, após cinco das nove rodadas previstas no Torneio Municipal, 100% de aproveitamento. Já havia goleado Flamengo, São Cristovão e Bonsucesso, por 5 x 1, 6 x 1 e 6 x 0 respectivamente, batido o Bangu por 3 x 0 e derrotado o Canto do Rio por “apenas” 2 x 1.
O Botafogo, por sua vez, perdera três pontos no certame, mas vinha de um retumbante 8 x 1, em cima do Bangu. À frente do alvinegro estava o Fluminense, ainda invicto, e com dois pontos perdidos até ali.
O estádio das Laranjeiras recebeu numeroso público para prestigiar o duelo e uma briga nas “gerais” durante a partida era um símbolo do clima de vibração e tensão proporcionado pelo espetáculo dado pelas duas equipes.
Otávio e Heleno de Freitas eram as grandes preocupações do treinador Ondino Vieira, que tinha em Rafanelli e Sampaio os encarregados por pará-los. Mais recuados, Ademir e Jair seriam os responsáveis por construir as manobras ofensivas cruzmaltinas e também por concluí-las em várias oportunidades.
No setor defensivo cruzmaltino, Rubens, teoricamente escalado com half direito, atuaria como beque, enquanto Sampaio se posicionaria quase como um centro médio, para conter os avanços de Heleno. Enquanto isso Berascochea seria o responsável por cobrir o lado direito da defesa na tentativa de barrar as ações pelo setor esquerdo de ataque alvinegro protagonizadas pelo infatigável Tim.
Aos 19 minutos Ademir passou por três adversários, escapou de faltas tentadas pelos driblados no lance e na frente de Oswaldo teve calma para colocar a pelota no arco botafoguense. Vasco 1 x 0.
Aos 28 Jair recebeu passe de Ademir e mesmo cercado por três marcadores conseguiu girar o corpo e de canhota chutar no único buraco possível entre o emaranhado de pernas dos defensores alvinegros e a meta defendida por Oswaldo Baliza, que nada pôde fazer para evitar o segundo gol vascaíno.
Aos 34 Chico passou a Jair, que chutou em direção à meta. Oswaldo rebateu como último recurso e Ademir, livre, completou para as redes.
O Botafogo ainda assim mostrava-se valente no gramado e não fosse duas belas intervenções de Barqueta, em conclusões de Heleno de Freitas e Renê, teria descontado pouco depois.
Aos 37, após falta de Jair em Lula na altura da linha média, cobrada por Ivan, Barqueta foi surpreendido com a confusão estabelecida dentro da área e a bola entrou direto em sua meta. Reduzia a diferença o Botafogo e pouco depois terminaria a etapa inicial. Para o jornal “Gazeta de Notícias” houvera a chamada “cama de gato” no arqueiro vascaíno na jogada do gol, mas nenhum outro diário se manifestou a respeito.
No segundo tempo, a queda de rendimento do médio Berascochea obrigou Argemiro a também recuar e o próprio Ademir andou tendo de auxiliar a retaguarda. O Botafogo acabou empurrando o Vasco para seu campo de defesa e com isso foi chegando cada vez mais perto do arco defendido por Barqueta.
Aos 4 minutos Octavio driblou três adversários e quando estava pronto para concluir foi derrubado por Rafanelli. O juiz mandou o jogo continuar, mas logo no lance seguinte, em cobrança de escanteio executada por Renê, o árbitro considerou um tranco normal de Rafanelli em Heleno como pênalti, errando novamente. Otávio bateu e diminuiu para o time de General Severiano.
Os atletas cruzmaltinos se mostraram um tanto descontrolados após a marcação do pênalti inexistente a favor do adversário e o empate já parecia iminente.
Quando eram decorridos 23 minutos, um empolgante “rush” de Heleno, após receber de Spinelli na meia direita, igualou tudo. O tiro do craque botafoguense, próximo à entrada da área, venceu Barqueta.
Muitos alvinegros devem ter se lembrado após o tento de empate na virada histórica de cinco anos antes, mas se o sonho foi acalentado por alguns, em dois minutos virou pesadelo para todos, quando Jair cobrou uma falta à quarenta metros do arco inimigo – cometida por Sarno sobre ele – com mais veneno que força. O quique da bola próximo a Oswaldo Baliza o atrapalhou na defesa. A pelota passou por debaixo de suas pernas e foi mansamente às redes. O Vasco desempatava: 4 x 3. O goleiro chorou ante à infelicidade no lance e o desânimo do time com o gol tomado era visível na feição dos próprios atletas.
Aos 34 minutos o Almirante aumentou com Chico, após cabecear sem chance de defesa para Oswaldo Baliza uma bola que iria para fora, não fosse a intervenção do ponteiro vascaíno.
Ainda em busca de uma reação o Botafogo teve outro pênalti a seu favor marcado, a um minuto e meio do fim, cometido por Sampaio, mas Otávio atirou na trave, encerrando de vez as chances alvinegras no clássico.
Com o placar definitivo de 5 x 3 seguia 100% o Expresso, rumo ao Bicampeonato Municipal.
Barqueta, Sampaio, Rubens e Berascochea, este último enquanto teve fôlego, se destacaram, mas Jair e Ademir foram de longe os melhores do Vasco. Pelo lado botafoguense Negrinhão, Laranjeira, Otávio e Spinelli fizeram um bom jogo, mas o grande nome do conjunto foi mesmo Heleno de Freitas, embora tivesse demorado a engrenar em campo.
A renda recorde do certame, mais de 91 mil cruzeiros, foi quebrada numa peleja digna da tradição dos dois clubes.
Felizes os que viram, saudosos os que relembram. Afinal ficou marcado na história do clássico aquele 5 x 3 de 1945.
Jornal dos Sports (04/06/1945)
O Globo (04/06/1945)
Outros jogos do Vasco em 03 de junho:
Vasco 3 x 2 Bangu (Carioca 1923)
Vasco 3 x 0 Flamengo (Carioca 1928)
Uberaba 0 x 1 Vasco (Amistoso 1951)
Espanyol-ESP 2 x 3 Vasco (Amistoso 1956)
Moto Club 0 x 2 Vasco (Amistoso 1960)
Vasco 5 x 1 Portuguesa (Carioca 1987)
Vasco 2 x 1 Bangu (Carioca 1989)
Boa Esporte-MG 0 x 2 Vasco (Brasileiro – 2ª Divisão 2014)
Passaram-se alguns jogos a mais de invencibilidade do Vasco e já é hora de expormos quais recordes foram batidos pelo clube até aqui.
Primeiramente vale ressaltar que a marca de jogos oficias invictos obtida pelo Vasco antes da atual, construída no ano de 1945 (27 jogos), já era superior a maior sequência invicta de jogos oficiais dos seguintes clubes:
Paraná Clube: 20 jogos (1993)
Santos: 21 jogos (1967/68)
Vitória-BA: 21 jogos (1979)
Portuguesa de Desportos: 23 jogos (1973)
América-RJ: 24 jogos (1960)
Atlético-PR: 26 jogos (1983)
Figueirense: 26 jogos (1975)
Paysandu: 26 jogos (2002)
Quando completou 28 jogos oficiais invictos o Vasco bateu os seguintes recordes:
Interno:
Maior sequência de jogos oficiais invictos de sua própria história.
Externos:
Maior sequência de jogos oficias invictos da história do América-MG (1920/21)
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história do Santa Cruz (1978)
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história do Sport (1999)
Quando completou 29 jogos oficiais invictos o Vasco bateu o seguinte recorde:
Externo:
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história do Fortaleza (2013/14)
Quando completou 30 jogos oficiais invictos o Vasco bateu os seguintes recordes:
Externos:
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história do Atlético Mineiro (1976)
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história do Coritiba (2011)
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história do Náutico (1952/53)
Quando completou 31 jogos oficiais invictos o Vasco bateu o seguinte recorde:
Externo:
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história do Palmeiras (1973)
Quando completou 32 jogos oficiais invictos o Vasco bateu o seguinte recorde:
Externo:
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história do Ceará (1997)
Se completar 33 jogos jogos oficiais invictos o Vasco baterá os seguintes recordes:
Interno
Terceira maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da sua própria história (1949/50 & 1992/93)
Externo
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história do Internacional-RS (1984)
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história do Remo (1978/79)
Se completar 34 jogos oficiais invictos o Vasco baterá o seguinte recorde:
Externo
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história do Flamengo (1978/79)
Se completar 35 jogos oficiais invictos o Vasco baterá os seguintes recordes:
Interno
Segunda maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da sua própria história (1952/53)
Externos
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história do Corínthians (1957)
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história do Cruzeiro (2002/2003)
Se completar 36 jogos oficiais invictos o Vasco baterá os seguintes recordes:
Internos
Maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da sua própria história (1945/46)
Terceiro maior período invicto de sua história (7 meses e 5 dias)
Externo
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história do Goiás (1975)
Se completar 37 jogos oficiais invictos o Vasco baterá o seguinte recorde:
Externo
Maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da história do Ceará (1984)
Se completar 38 jogos oficiais invictos o Vasco baterá os seguintes recordes:
Externos
Maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da história do Corínthians (1957)
Maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da história do Goiás (1975)
Se completar 39 jogos oficiais invictos o Vasco baterá os seguintes recordes:
Externos
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história do Bahia (1982)
Maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da história do Cruzeiro (1969)
Maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da história do Sport (1961)
Se completar 40 jogos oficiais invictos o Vasco baterá os seguintes recordes:
Interno:
Segundo maior período invicto de sua história (7 meses e 18 dias)
Externos
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história do Grêmio (1931/32/33)
Maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da história do Palmeiras (1971/72)
Maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da história do Remo (1988/89)
Se completar 41 jogos oficiais invictos o Vasco baterá o seguinte recorde:
Externo:
Maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da história do América-MG (1920/21)
Se completar 42 jogos oficiais invictos o Vasco baterá os seguintes recordes:
Interno:
Maior período invicto de sua história (7 meses e 26 dias)
Externo:
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história da Desportiva-ES (1967/68)
Se completar 43 jogos oficiais invictos o Vasco baterá o seguinte recorde:
Externo:
Maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da história do Atlético-MG (1931/32/33)
Se completar 45 jogos oficiais invictos o Vasco baterá os seguintes recordes:
Externos:
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história do Botafogo (1977/78)
Maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da história do Internacional-RS (1934/35)
Se completar 46 jogos oficiais invictos o Vasco baterá o seguinte recorde:
Externo:
Maior sequência de jogos oficiais invictos da história do São Paulo (1974/75)
Se completar 47 jogos oficiais invictos o Vasco baterá o seguinte recorde:
Externo:
Maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da história do Bahia (1982)
Se completar 48 jogos oficiais invictos o Vasco baterá o seguinte recorde:
Externo:
Maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da história do São Paulo (1974/75)
Se completar 49 jogos oficiais invictos o Vasco baterá o seguinte recorde:
Externo:
Maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da história do Santa Cruz (1978/79)
Se completar 52 jogos oficiais invictos o Vasco baterá o seguinte recorde:
Externo:
Maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da história da Desportiva-ES (1967/68)
Se completar 53 jogos oficiais invictos o Vasco baterá os seguintes recordes:
Externos:
Maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da história do Botafogo (1977/78)
Maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da história do Flamengo (1978/79)
Se completar 54 jogos oficiais invictos o Vasco baterá o seguinte recorde:
Externo:
Maior sequência geral (incluindo amistosos) de jogos invictos da história do Grêmio (1931/32/33)
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*Não foram pesquisados os principais clubes do Distrito Federal e também dos seguintes estados: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.
**Ficaram fora da lista clubes pesquisados que não obtiveram ao menos 20 jogos oficiais invictos em sua história, casos de Fluminense e Ponte Preta, entre outros.
*** Para todos os clubes do país consideramos como parte da sequência dita oficial, torneios e taças disputadas por eles ao longo da trajetória invicta obtida.
****Só foi considerada uma sequência de jogos oficiais dos clubes se durante o decorrer dela o time não tenha perdido qualquer partida, inclusive amistosa.
*****Não fizeram parte da contagem jogos válidos por “Torneio Início”, pois o tempo de disputa das partidas não se adequava aos padrões universais.
Naquela que seria a mais importante partida do Campeonato Carioca até ali, Vasco e América se defrontariam em São Januário, num clássico imprevisível.
A equipe de São Januário fora derrotada dentro de casa pelo Fluminense e computava com este revés inesperado (o tricolor até aquele jogo já havia perdido três vezes no campeonato), mais um empate diante do São Cristovão em 2 x 2, a perda de três pontos. Somara até ali 11, em 14 disputados.
Já os rubros, em busca do bicampeonato, vinham atropelando seus adversários e mantinham 100% de aproveitamento. A equipe de Campos Sales goleara o SC Brasil, da Urca, por 5 x 1; o Andarahy (6 x 0); o Bonsucesso, fora de casa (7 x 0), vencera dois clássicos, contra Botafogo (3 x 2) e Flamengo (3 x 1) e vinha ainda de uma vitória frente ao Syrio e Libanez, no campo do adversário, pelo placar de 3 x 2.
Adversários esmagados pelo América deram mais trabalho ao Vasco. O Andarahy tomou de 2 x 0 e o Bonsucesso caiu por um escore apertado: 2 x 1. Ambas as partidas realizadas longe de São Januário. Já o Syrio e Libanez dera trabalho aos dois clubes, tendo sucumbido diante do Vasco por 4 x 3.
Mas os camisas negras haviam aplicado também duas retumbantes goleadas. O SC Brasil, espécie de saco de pancadas da época, apanhou de 5 x 0. Já contra o Bangu um escore abusado. O Vasco meteu 9 x 1 no adversário.
Pela distância em termos de pontos perdidos caberia ao Vasco embrenhar-se ao máximo para vencer, reduzindo o prejuízo, ainda mais por atuar em casa na ocasião.
A diretoria cruzmaltina fez circular antes do início da partida um boletim aconselhando moderação nas manifestações, o que na prática não adiantou nada, pois vaias foram ouvidas de quando em quando durante o espetáculo. O estádio estava repleto de torcedores.
A partida começa com o América em cima e o arqueiro vascaíno Valdemar é obrigado a praticar duas defesas quase consecutivas. Primeiro num chute de Sobral, e após nova carga do adversário novamente teve de trabalhar num tiro mais próximo ainda de sua meta, desferido por Oswaldinho.
O Vasco se refaz do susto e logo em seguida ameaça. Primeiro numa conclusão fraca, defendida por Joel e depois com Russinho, que atirou por cima da trave uma oportunidade para marcar.
Pouco depois a meta americana quase caiu pela primeira vez. Em potente petardo desferido por Mário Matos a bola explodiu na trave, para sorte dos rubros.
Aos 11 minutos surge o primeiro tento da tarde. Numa blitz cruzmaltina à área adversária Fausto pegou o rebote e bateu em gol. A bola chegou ainda a tocar em Hildegardo antes de entrar. Vasco 1 x 0.
Jornal do Brasil (03/06/1929)
A partida se torna mais renhida, porém é mesmo o Vasco quem volta ao ataque. Desta vez Mário Matos acerta o alvo, mas Joel mergulha para defender e evitar mais um.
Outra vez os camisas negras no ataque. Santana centrou, Joel fez defesa parcial, mas o gol ficou aberto. Pepico aproveitou o rebote e mandou na direção certa, mas no meio do caminho a pelota encontrou a cabeça de Hildegardo. Quase o segundo
Aos 30 minutos bela combinação do ataque vascaíno. Pepico avançou, passou a Santana que balançou as redes num arremate preciso. Vasco 2 x 0.
A primeira etapa termina com total domínio da equipe anfitriã em campo. Parecia ter sido escolhido a dedo o dia de uma grande atuação do onze comandado por Harry Welfare.
O segundo tempo começa mais equilibrado. Os dois times chegam à frente, trazendo perigo às respectivas metas.
Substituição no plantel americano. Sai Gilberto e entra Mário Pinto no meio, trocando de posição no campo com Sobral, que cai para a extrema.
O Vasco volta a ameaçar o arco de Joel. Santana escapa e serve a Russinho, que dispara para a meta, mas Joel executa linda defesa. O guarda metas rubro faria outra logo em seguida.
Mas o América está vivo. Em cobrança de falta Valdemar é chamado a intervir a fim de impedir a mexida no marcador.
Nos últimos 10 minutos o time visitante parte com tudo para descontar. Após um tento bem anulado, consignado por Oswaldinho, surge a oportunidade de os rubros marcarem quando Fausto põe a mão na bola dentro da área e comete pênalti. Oswaldinho bate bem e diminui, aos 33 minutos.
O Vasco promove uma alteração. Entra João Mello no lugar de Santana.
As duas equipes não conseguem criar novas chances cristalinas de gol até o fim do espetáculo, que termina com um merecido triunfo do quadro cruzmaltino.
A vitória alcançada pelo Vasco reduzia a distância entre ele e o líder, que acabara de derrotar. O São Cristovão, com quatro pontos perdidos mostrava-se também disposto a chegar ao topo da tabela, mas conforme o campeonato foi seguindo era nítido para o público carioca quem de fato poderia se sagrar campeão: América ou Vasco.
O Coritiba havia sido Campeão Brasileiro uma única vez, no ano de 1985. Lela, um dos destaques do time na ocasião, fez gols importantes, entre eles o da classificação alviverde para as oitavas-de-final da competição, no último minuto da partida disputada no Couto Pereira diante do já eliminado Santos.
A equipe praiana sucumbiu no fim, mas triste mesmo ficou a galera do Fluminense, esperançosa ainda pelo Bicampeonato Brasileiro, caso o Coxa tropeçasse em casa naquela rodada derradeira da fase de classificação. Um sonho que seu ex-atleta Lela, mal aproveitado pelo Flu em 1982, fez virar pesadelo, com direito à tradicional careta, marca característica de suas comemorações a cada gol marcado.
Naquela quarta-feira à noite em São Januário, quase 26 anos depois, seria realizada a primeira partida decisiva da Copa do Brasil. Vasco e Coritiba jamais haviam ganho aquele troféu e o Vasco não conquistava um campeonato há 8 anos, diferentemente do Coxa, Bicampeão Paranaense, invicto inclusive naquele ano e tendo construído um recorde de jogos sem perder difícil de ser batido na década: 29 partidas oficiais, entre elas uma goleada em casa diante do Palmeiras por sonoros 6 x 0.
Camisa por camisa a do Vasco tinha mais peso, mas tratava-se de uma decisão inédita e a finalíssima seria em Curitiba. Era recomendável ao Gigante da Colina, portanto, vencer em casa a fim de ter mais tranquilidade para jogar no sul.
Tinha o Vasco um bom elenco, no qual destacavam-se Fernando Prass, Dedé, Felipe e Diego Souza, embora coadjuvassem bem a equipe outros nomes, entre os quais o filho de Lela, Alecsandro.
Já a equipe paranaense, dirigida por Marcelo Oliveira possuía alguns nomes de destaque como Rafinha e Anderson Aquino, mas sua força vinha mesmo do conjunto. Um time bem distribuído em campo e com um contra-ataque muito veloz.
A partida começa truncada, com o Vasco buscando brechas para penetrar na área inimiga e o Coritiba apostando nos contragolpes para surpreender o adversário.
Aos 17 minutos Jonas investe pela direita do ataque, entrega a Bill, que gira o corpo e bate de esquerda, próximo à área. Fernando Prass defende parcialmente e no rebote Allan alivia o perigo.
Aos 20 chega pela primeira vez o Vasco, após passe magistral de Felipe para Diego Souza, nas costas da defesa paranaense. O meia recebe na área, o goleiro Edson Bastos dá combate, enquanto Lucas Mendes, esperto na jogada, chega na cobertura. Apertado no lance Diego Souza ainda consegue girar para em seguida arrematar rasteiro, porém sem muita força. Bastos estica o braço e manda à córner.
O jogo chega ao intervalo sem outra chance clara de gol para quaisquer dos lados. O time comandado pelo treinador Ricardo Gomes precisaria ser mais enfático no segundo tempo para conseguir a vitória.
Iniciada a etapa derradeira o panorama pouco mudou. O Vasco tomava a iniciativa, o Coritiba aguardava a chance de contra-atacar.
Aos 5 minutos tudo muda. Bernardo gira pelo meio e entrega a Diego Souza, que abre na direita a Allan. O centro na primeira trave encontra a cabeça de Alecsandro, que se antecipa à zaga para marcar o gol vascaíno fazendo estremecer o estádio de São Januário. O centroavante cruzmaltino comemora tal qual o pai fazia, com uma careta até mais dócil. Vasco 1 x 0.
A equipe coxa branca, em desvantagem, arrisca mais nas manobras ofensivas. Aos 16 minutos Léo Gago faz lançamento para a área e Bill ganha de Anderson Martins e Dedé para em seguida bater de esquerda à queima roupa, mas Fernando Prass pratica ótima defesa, rebatendo a pelota, afastada da área em seguida por Anderson Martins.
A partida é pegada, movimentada. As faltas começam a se suceder e numa delas, com a barreira postada no centro da meia lua, Bernardo bate de curva e quase acerta o alvo. A bola chega a tocar na rede, mas pelo lado de fora. Eram decorridos 39 minutos na ocasião.
Já no período de acréscimos o Coritiba constrói seu ataque mais perigoso no jogo. O goleiro Edson Bastos da intermediária de seu campo estica na direita e encontra Leonardo (que substituíra Bill). Ele recolhe e toca no meio para Rafinha fazer grande jogada. O meia-atacante consegue se desvencilhar de dois adversários e cruza da direita, por baixo, na primeira trave. Anderson Aquino tem a chance, mas atira fora, ante à chegada da defensiva vascaína no lance.
Pouco depois o árbitro encerra o espetáculo e o Vasco põe uma das mãos na taça. Para conquistá-la na semana seguinte precisaria novamente da ajuda de Alecsandro, que com gols e caretas estava próximo de escrever seu nome na história de uma conquista inédita para o clube.
O Globo (02/06/2011)
Outros jogos do Vasco em 01 de junho:
Carioca 2 x 4 Vasco (Carioca 1924)
Goytacaz 1 x 2 Vasco (Amistoso 1952)
Santos 2 x 3 Vasco (Torneio Rio-SP 1957)
Combinado de Trondheim-NOR 0 x 11 Vasco (Amistoso 1961)
Seleção da Austrália 0 x 1 Vasco (Torneio Internacional da Austrália 1985)
Na noite desta terça-feira novamente o Vasco sofreu prejuízos capitais de arbitragem, que lhe tiraram mais uma vitória.
No lance do gol marcado pelo Audax aos 28 minutos do 1º tempo, quando o Vasco já vencia por 1 x 0, Léo Artur estava em posição de impedimento e mesmo assim concluiu para gol. Pikachu rebateu e na sobra saiu o tento da equipe anfitriã.
Na segunda etapa, aos 19 minutos, em córner a favor do Vasco, cobrado da direita, o zagueiro Velicka puxou a camisa de Rodrigo dentro da área, deslocando-o e impedindo que o beque cruzmaltino pudesse chegar na bola. Rodrigo inclusive foi ao solo na oportunidade. O lance ocorreu na frente do árbitro, que tinha a visão limpa da jogada. Diego Almeida Real, entretanto, nada marcou, prejudicando o Vasco mais uma vez.
Finalmente, aos 47 minutos e 50 segundos, na última bola do jogo, esta foi levantada na área do Oeste/Audax, Rodrigo cabeceou para o lado esquerdo e Caio Monteiro recebeu em condições de marcar, próximo à pequena área, mas o lance foi paralisado pela marcação de impedimento inexistente. O mesmo bandeirinha errou duas vezes contra o Vasco, portanto. No primeiro e no segundo tempo.
Entra jogo, sai jogo e a arbitragem (juiz, auxiliar) permanece prejudicando o Vasco em lances capitais e por vezes conseguindo que tais erros nos tirem vitórias como a do jogo diante do Oeste/Audax.
Ainda assim o Vasco fechou a rodada líder invicto da competição e já somando 32 jogos oficiais sem perder. Pelo visto a sequência deve estar desagradando muita gente…
Na luta pela liderança do Torneio Municipal em 1948, o Vasco, Campeão Sul-Americano Invicto, enfrentaria o Flamengo no campo das Laranjeiras.
O Tetracampeão da cidade, entretanto, preferiu atuar com seu time titular no Quadrangular de Belo Horizonte. A competição, da qual participavam os mineiros América e Atlético tinha também a participação da equipe do São Paulo. Mesmo tendo sido derrotado pelo América-MG por 4 x 2 na rodada inicial três dias antes (ocasião na qual foi inaugurado o estádio do adversário), o Vasco não abriu mão de manter a equipe principal naquele certame e a reserva na competição municipal.
Com isso, no mesmo dia o Almirante atuaria em dois clássicos brasileiros tradicionais. Contra o Bicampeão Mineiro jogariam os titulares e frente ao líder invicto do Municipal, há 14 jogos sem perder na temporada, atuariam os reservas.
Em Belo Horizonte a partida foi definida a favor do Vasco com um gol no início de cada tempo.
Com apenas cinco minutos de jogo o “half” direito Mexicano jogou contra o patrimônio, desviando a bola para as redes atleticanas num auto gol.
Apesar da tentativa de reação do onze carijó na primeira etapa, Barbosa e as traves salvaram a equipe de São Januário do empate.
Logo aos três minutos do período final, Dimas marcou o segundo, escorando um centro de Djalma.
Mesmo após ter levado mais um gol o time mineiro permaneceu valente no gramado e esteve várias vezes por descontar a vantagem adversária, mas a defensiva vascaína e particularmente Barbosa bloquearam as intenções contrárias e mantiveram o resultado, enquanto o quinteto ofensivo treinado por Flávio Costa levava à loucura a defesa mineira, com boa movimentação e troca de posições. Placar final, 2 x 0.
Os melhores do Vasco foram Barbosa, Rafanelli, Danilo e Ademir, destacando-se pelo galo mineiro o clássico zagueiro Murilo e o meia Lauro.
No Torneio Municipal, cerca de uma hora e meia após o início de Atlético-MG e Vasco em Belo Horizonte, o Almirante entrava em campo com o seu já famoso “Expressinho”, time reserva. O Fla havia perdido apenas um ponto no certame, contra dois do time de São Januário, mas ambos permaneciam invictos no torneio.
A equipe rubro-negra atuaria desfalcada de Jair Rosa Pinto e Zizinho, mas mesmo assim era considerada levemente favorita, diante de um Vasco sem qualquer das estrelas que despontaram no Sul-Americano meses antes.
Jogando contra o vento na primeira etapa, o Vasco não comprometia em campo, mas aos 16 minutos foi surpreendido com um gol até certo ponto inesperado.
Interrompendo manobra ofensiva do rubro-negro Vevé, Laerte foi obrigado a cortar para escanteio. Na cobrança efetuada pelo próprio Vevé a bola chegou à cabeça de Durval e foi às redes. Fla 1 x 0.
O empate do Vasco surgiu dois minutos depois, após uma jogada armada por Nestor na direita, aproveitando-se da falha do lateral Miguel, que lhe deu espaço para o lançamento, executado de forma precisa na direção de Ipojucan. O ponta de lança vascaíno teve tranquilidade para igualar o marcador.
Aproveitando-se da desorganização defensiva do adversário, Pacheco, e depois Nestor, perderam chances preciosas para virar o placar ainda antes do intervalo.
Encerrado o primeiro tempo, a atuação do Vasco fazia crer ao público que lotava as dependências do estádio das Laranjeiras ser uma questão de tempo a construção da vitória cruzmaltina, pois se contra o vento fora superior ao rival, com a natureza a seu favor a tendência era o Expressinho exercer um domínio ainda maior.
Ocorre que o time da Gávea voltou para a segunda etapa melhor estruturado e consciente em campo. Não se aventurava em bolas longas, alçadas, mas sim procurava manter a pelota no chão.
Depois de reequilibrar a partida nos primeiros 15 minutos, o Flamengo passou a dominar as ações e no tempo restante, principalmente nos últimos 20 minutos, foi grande a pressão, a ponto de um novo tento rubro-negro não ter saído por puro capricho (ou falta dele). Na melhor oportunidade Gringo cabeceou e Durval emendou livre, mas por cima da meta defendida por Barqueta.
O tempo foi passando e a sensação dos presentes era de um empate definitivo no clássico.
A 20 segundos do fim, entretanto, a cidadela rubro-negra cairia pela segunda vez. Gringo tentou um passe no meio de campo, a bola bateu no árbitro e sobrou para Tuta. O ponta atraiu Vaguinho e centrou na direção de Pacheco. O centroavante avançou e deu a Ipojucan, que entre dois zagueiros adversários controlou a bola, ameaçou chutar de um lado e com o pé direito arremessou no outro, enganando Luís Borracha e fechando o marcador. Vasco 2 x 1. Delírio da galera cruzmaltina. Dupla alegria dela naquela tarde de domingo.
Era a quarta vitória seguida do Vasco sobre o rival. E mais viriam na sequência. Questão de tempo.
O Globo (31/05/1948)
A Noite (31/05/1948)
Jornal do Brasil (31/05/1948)
Jornal dos Sports (01/06/1948)
Outros jogos do Vasco em 30 de maio:
30/05 – Vasco 5 x 4 Bangu (Carioca 1926)
30/05 – Vasco 1 x 0 Carioca (Carioca FMD 1937)
30/05 – Vasco 1 x 0 São Paulo (Torneio Rio-São Paulo 1954)
30/05 – Alemannia Aachen-ALE 2 x 3 Vasco (Amistoso 1961)
30/05 – Comerciário-SC 0 x 2 Vasco (Amistoso 1965)
30/05 – Tupi-MG 1 x 4 Vasco (Taça Cidade Juiz de Fora 1986)
30/05 – Universidade Autônoma Guadalajara-MEX 0 x 1 Vasco (Amistoso 1990)
O dia 29 de maio marca muitas vitórias do Vasco ao longo de sua jornada futebolística, mas dois títulos inesquecíveis, no espaço de 11 anos entre um e outro, merecem destaque hoje.
Primeiramente vamos falar do título conquistado de Bicampeão da Taça Guanabara em 1977.
A campanha do Vasco fora quase irrepreensível. Na quarta rodada uma inesperada derrota frente ao América por 1 x 0 (fruto de uma falta inexistente marcada a favor do diabo) seria o único dia de tristeza dos vascaínos naquele turno do Campeonato Carioca de 1977.
Nas outras 12 partidas disputadas a equipe de São Januário conquistou 12 vitórias. Derrotou nos clássicos o Flamengo por 3 x 0 e o Fluminense pela contagem mínima, goleou o Madureira por 7 x 1, o Bangu pelo placar de 6 x 0 e acumulou mais oito triunfos diante de Goytacaz, Campo Grande, Olaria, São Cristovão, Volta Redonda, Portuguesa, Bonsucesso e Americano. Trinta e oito gols marcados e quatro sofridos nos referidos jogos.
O Globo (30/05/1977)
O Botafogo também mantinha uma performance exemplar no turno até tropeçar na quinta rodada diante do Flamengo (derrota por 2 x 1). Em seguida empates contra o Americano, em Campos, e Bangu no Maracanã. Nos outros 10 jogos, porém, nenhum ponto perdido.
Na estreia contra o bicampeão Fluminense, vitória por 2 x 0. A equipe despacharia também o América pelo mesmo placar, aplicaria impressionantes 8 x 0 no Campo Grande, 6 x 0 no Olaria, além de passar por Volta Redonda, Portuguesa, São Cristovão, Madureira, Bonsucesso e Goytacaz. Apenas naqueles 10 compromissos havia marcado 33 gols, sem sofrer um sequer.
Vasco, 38 gols marcados e 5 sofridos, contra Botafogo, 36 gols marcados e 4 sofridos. Ambos haviam perdido uma vez, ambos definiram partidas com gols no final. O Botafogo na Ilha, frente à Portuguesa, através de Dé, na terceira rodada (1 x 0), o Vasco com Roberto, diante do Bonsucesso, em São Januário, na 12ª rodada (2 x 1).
Além disso, uma dupla que brilhara nos últimos dois estaduais, Roberto e Dé, estava agora separada. Dé marcara até ali 11 gols pelo Botafogo, Roberto 14, pelo Vasco.
O goleiro alvinegro Zé Carlos não era vazado há 557 minutos e o alvinegro tinha naquele momento a melhor defesa da competição.
Junto a Zé Carlos, o Botafogo poderia contar também com Perivaldo na lateral direita e Rodrigues Neto na esquerda. Um meio campo de respeito no qual Carbone, Paulo César Caju e Mário Sérgio alimentavam o ponta de lança Manfrini, o extrema direita Gil e finalmente o oportunista Dé. A zaga, formada por Osmar e Odélio – que substituía desde o meio do turno o ex vascaíno Renê – não poderia ser muito contestada pela performance das seis últimas partidas, embora individualmente o quarto zagueiro fosse considerado o mais frágil do onze alvinegro.
Já o Vasco tinha no gol Mazaropi, herói da conquista da mesma taça no ano anterior e que tentava fazer a torcida esquecer de Andrada, apesar de já ser titular do gol vascaíno há quase um ano e meio. Nas duas laterais a tenacidade de Orlando Lelé e a classe de Marco Antônio. Na zaga pouco virtuosismo, mas muita disposição. Abel e Geraldo impunham respeito aos adversários. No meio campo um trio que se encaixara com Zé Mário, Zanata e o motor da equipe, Dirceu. Na frente, cheio de ginga e dribles, Wilsinho levava à loucura os laterais adversários, Ramon, oriundo do futebol pernambucano, vivia grande fase, marcando gols (nove ao todo) e caindo no gosto da galera. Mas a figura de destaque permanecia mesmo sendo Roberto, decisivo como artilheiro ou mesmo garçom, tal qual foi na partida diante do Fluminense, quando pôs o companheiro Ramon na cara gol com um passe preciso. A fé da torcida cruzmaltina residia principalmente nele.
O Botafogo entrava em campo para impedir o título do Vasco. Uma vitória por qualquer placar levaria as duas equipes a decidir a Taça Guanabara numa partida extra. Já o Gigante da Colina, atuava pelo empate e mesmo derrotado ainda teria outra oportunidade para ser campeão.
O primeiro tempo foi do Botafogo, que apesar do jogo truncado conseguiu chegar perto de marcar por três vezes.
Na primeira delas, aos 10 minutos, Mário Sérgio cobrou falta e Marco Antônio ao tentar cortar por pouco não marcou contra. A bola passou rente à trave de Mazaropi.
Aos 26 uma excelente oportunidade perdida por Dé. O centroavante recebeu ótimo lançamento de Paulo César e frente a frente com Mazaropi chutou em cima do goleiro vascaíno, para desespero da galera alvinegra, presente ao Maracanã.
Aos 31 foi a vez de Mário Sérgio errar um chute de esquerda, quando tinha condições de marcar.
Se na primeira etapa o Vasco foi ineficaz ofensivamente, logo no início do segundo tempo foi mortal.
Aos 2 minutos Orlando Lelé desceu pela direita, chegou próximo à linha de fundo e cruzou de curva para Roberto que com uma cabeçada fulminante vazou Zé Carlos, após 604 minutos de invencibilidade do arqueiro botafoguense. Vasco 1 x 0.
No minuto seguinte, quase o Vasco aumenta. Zanata avança até a intermediária adversária e entrega a Roberto, que devolve ao companheiro e se desloca para a direita. Zanata percebe o movimento do artilheiro e entrega limpa. Dinamite avança, mas na hora do arremate chuta fraco, para boa defesa de Zé Carlos.
Refeito do gol tomado o Botafogo volta à carga e Dé desperdiça mais uma oportunidade, após receber bom passe de Rodrigues Neto e invadir a área pela direita. Mazaropi, com muito arrojo, mergulha a seus pés, evitando o tento de empate alvinegro.
Jornal do Brasil (30/05/1977)
O técnico Sebastião Leônidas dá sua última cartada. Tira Carbone, um volante mais recuado e põe outro meia, mais avançado e veloz, na sua vaga. Luisinho Rangel entra, acelera o jogo, e quase marca aos 26, não fosse boa intervenção de Mazaropi.
Mas se o Botafogo ganha força nas manobras ofensivas com a substituição, por outro lado sua defesa está cada vez mais exposta e aos 27 minutos tem o Vasco a chance de ampliar o marcador, após boa jogada de Roberto na esquerda, que tabela com Dirceu, invade, fica sem ângulo para o arremate e serve Wilsinho na direita. O ponteiro conclui fraco e permite a defesa segura de Zé Carlos.
Aos 29 nova carga cruzmaltina. Numa cobrança de falta mal executada por Mário Sérgio, no campo de ataque, próximo à área, a bola sobra nos pés de Zanata. Daí parte um lançamento na direita para Fumanchu, que substituíra Wilsinho um pouco antes. O ponta avança e cruza para Roberto. O centroavante toca mais atrás, na direção de Dirceu, livre, bem próximo à área. O meia chuta fraco, a pelota desvia em Osmar e quase engana Zé Carlos. Foi por pouco.
Aos 31 não houve jeito. Mário Sérgio perde a bola para Zé Mário, que faz excelente lançamento em profundidade para Roberto, deslocado pela esquerda. A defesa do Botafogo pára, pedindo impedimento (inexistente). Dinamite avança, corta para o meio, passa por Odélio e atira por baixo, sem defesa para Zé Carlos. Liquidada a fatura. Vasco 2 x 0.
Torcida saúda a equipe vencedora com faixas e muita festa. O Globo (30/05/1977)
Os 14 minutos finais foram de festa da torcida cruzmaltina nas arquibancadas – maioria evidente entre os mais de 131 mil torcedores pagantes – e de aguardo do time dirigido por Orlando Fantoni pelo apito final.
Consumada a vitória o Vasco fazia a mais impressionante campanha de toda a história da Taça Guanabara até ali e vislumbrava até mesmo vencer o Campeonato Carioca direto, o que seria possível se viesse a conquistar também o segundo turno da competição. Seu vice na classificação final do turno, Flamengo, viria a ser o grande adversário no returno daquele certame.
………
O Globo (30/05/1988)
Onze anos depois o time cruzmaltino se via diante de um incômodo tabu. Iria para a sua oitava decisão de taça contra o Fluminense, mas perdera as últimas sete. A única vitória ocorrera no distante ano de 1946, quando numa melhor de três o Expresso foi vitorioso e campeão, dentro de São Januário, vencendo por 1 x 0 o time de Ademir Menezes na ocasião, com um gol do ponteiro esquerdo Chico e se sagrando Tricampeão Municipal.
O Fluminense estava muito próximo de alcançar o título da Taça Rio, mas a perda de dois pontos nas duas rodadas anteriores contra a Cabofriense, fora de casa, e no clássico diante do Flamengo, ambos sem abertura da contagem, pôs o time das Laranjeiras em igualdade de condições com o Vasco, que perdera três pontos nas quatro primeiras rodadas, mas vencera posteriormente seis partidas seguidas.
O Vasco contava com Acácio, Paulo Roberto, Donato, Fernando e Mazinho na defesa, o brilho de Geovani no meio, a imprevisibilidade de Vivinho na direita do ataque e a impetuosidade do artilheiro Romário na frente.
Já o Fluminense, do experiente goleiro Paulo Victor, tinha do lado esquerdo da defesa seus maiores nomes no setor, Ricardo Gomes e Eduardo, trouxera Jorginho Putinacci, meia de destaque no Palmeiras por oito anos, mas trazido do Corínthians, após uma temporada na equipe do Parque São Jorge, além de dois remanescentes, na parte ofensiva, do time Tricampeão Carioca e Campeão Brasileiro, entre os anos de 1983 e 1985: Washington e Tato.
O tricolor começa melhor a partida.
Logo aos 3 minutos, Jorginho toca a Edinho na direita. O lateral cruza, João Santos briga com a zaga vascaína e a bola sobra para Jorginho, que dentro da área tenta o toque por cobertura, mas erra o alvo.
Aos 4 Washington é lançado na esquerda. Tal qual um ponta ele dribla Donato e cruza na área. Jorginho chuta forte de esquerda, mas Acácio faz grande defesa. No rebote Mazinho sofre falta e o Vasco escapa de levar o primeiro.
Aos 8 a primeira estocada cruzmaltina. Henrique dá curto para Romário na intermediária. O baixinho encara a marcação de dois adversários e no bate rebate a pelota sobra na frente entre Vica e o insistente Romário, que na tentativa da passagem pelo beque tricolor vê a bola repicar e se apresentar a William. O meia avança e bate de esquerda. Paulo Victor rebate e a sobra fica para Vivinho na direita. O cruzamento sai, mas Eduardo desvia à escanteio.
Aos 10 Jorginho cobra córner da esquerda por baixo e no primeiro pau. Tato desvia para o meio da área e Leomir complementa sem muita força, possibilitando a defesa de Acácio para córner.
Jornal do Brasil (30/05/1988)
A proposta das duas equipes é clara. O Flu toma a iniciativa do jogo e busca o lado esquerdo de seu ataque para as manobras ofensivas, enquanto o Vasco usa a velocidade de Vivinho nos contragolpes, contando também com a explosão de Romário nas arrancadas.
Aos 26 Fernando parte do meio campo, mais pelo lado esquerdo, cheio de disposição, tabela com Romário e recebe na área para marcar, mas o bandeira marca impedimento no lance, frustrando a comemoração da galera vascaína e do próprio zagueiro, após o juiz já ter dado o gol como válido. A marcação do auxiliar, entretanto, fora correta.
Aos 38 Jorginho toca para João Santos na direita, se desloca, recebe de volta e tenta novamente um passe ao companheiro, já posicionado no meio da área. João Santos divide com a zaga e a bola sobra para Tato. O chute, próximo à marca do pênalti, é desviado por Mazinho de leve e impede a defesa de Acácio. Flu 1 x 0.
Aos 49 minutos o primeiro tempo é encerrado com muito mais catimba que futebol após o gol tricolor.
A partida recomeça com o Vasco mais avançado e o Fluminense optando pela cadência em campo.
Aos 8 minutos, Paulo Roberto cobra falta com violência próximo ao bico direito da área, Paulo Vitor rebate e a bola sobra na esquerda para Mazinho, que tenta o cruzamento, mas é travado por Washington, ganhando apenas o escanteio.
O Vasco é só pressão e aos 15 minutos Paulo Roberto, muito acionado na segunda etapa, cruza para William, que faz o giro de corpo sobre o zagueiro Ricardo Gomes e bate de direita. Paulo Victor estica os braços e faz a defesa, mandando à córner.
Aos 20 minutos o técnico Sebastião Lazaroni promove uma alteração no time que mudaria a história da decisão. Bismarck, de 18 anos, entraria no lugar de William, apenas 11 meses mais velho e também bom de bola. Parecia uma troca de seis por meia dúzia.
A partida seguia indefinida. Tato, várias vezes lançado nas costas de Paulo Roberto, parava na cobertura ao lateral, enquanto o vascaíno alçava bolas na área, mas sem resultado. O Flu parecia mais cansado, o Vasco mais tenso. E o relógio andava cada vez mais rápido para um e lento para outro.
Aos 31, em mais um avanço de Paulo Roberto pela direita – marcado por Tato – o cruzamento sai à meia altura. Henrique tenta a cabeçada, mas a bola passa por ele, que acaba involuntariamente fazendo um corta luz no lance. A pelota chega ao peito de Romário. O baixinho mata a bola e toca curto a Bismarck. Sem possibilidade de chute o meia devolve ao artilheiro, que bate desequilibrado pela linha de fundo.
Aos 34 um resumo do fôlego das duas equipes em campo. Paulo Roberto avança desde o meio campo, recebe, chega ao fundo sem marcação e centra na área. A bola é cortada pela zaga tricolor e Vica estica a Tato na esquerda. Ele avança e tenta o drible ainda no seu campo. Donato rebate e Paulo Roberto se esforça num carrinho para evitar a saída da bola pela linha lateral.
Aos 35 Bismarck faz jogada individual na direita, é tocado por Jandir e cava a falta. Na cobrança Paulo Roberto levanta na área, Bismarck cabeceia entre os beques, Paulo Victor defende parcialmente e Vivinho surge no rebote para marcar, empatando o jogo.
A igualdade no marcador levaria à disputa de um jogo extra, três dias depois, mas se Paulo Roberto não se conformava com a derrota, Romário não aceitava o empate. Na primeira retomada de bola do Vasco, após uma blitz do ataque tricolor de quase dois minutos, iniciada a partir da nova saída dada, o baixinho recebeu de Geovani antes da intermediária do campo defensivo cruzmaltino e como se não houvesse marcação à sua frente foi avançando. Passou por Jandir, que tentou agarrá-lo, sem sucesso, dividiu com Vica e a bola sobrou para Vivinho na direita. O ponta avançou e deu de esquerda para o companheiro próximo à entrada da área. O artilheiro furou na primeira tentativa, mas mesmo assim recolheu a pelota e passou com um drible entre Leomir e Tato, tocando em seguida na saída de Paulo Victor. O goleiro fez milagre, esticando as mãos para evitar o tento, mas no rebote Bismarck empurrou para o gol vazio, virando o placar. Vasco 2 x 1.
Dali por diante o Fluminense, atordoado, não teve mais forças para reagir. O Vasco passou a tocar a bola e esperar o fim do jogo, da escrita e da Taça Rio.
O apito final do árbitro seria o início de um novo tabu. O Vasco ficaria sem perder uma decisão direta de taça para o Fluminense por mais de duas décadas.
Quanto aos maiores personagens da partida, Paulo Roberto teria coroado seu esforço com o título carioca menos de um mês depois, Bismarck se tornaria uma realidade para o futebol brasileiro ainda em 1988, Romário teria de esperar 12 anos para fazer um gol contra o Fluminense com a camisa do Vasco, mas marcaria muitos contra o adversário até o fim da carreira. E o tricolor Tato? Ele trocaria de lado na temporada seguinte, sagrando-se no Vasco Campeão Brasileiro pela segunda vez em sua carreira.
Jornal do Brasil (30/05/1988)
O Globo (30/05/1988)
Outros jogos do Vasco em 29 de maio:
29/05 – Vasco 6 x 1 Andarahy (Carioca 1927)
29/05 – Uberlândia 3 x 7 Vasco (Amistoso 1949)
29/05 – Deportivo La Coruña-ESP 1 x 6 Vasco (Amistoso 1955)
29/05 – Vasco 4 x 2 São Paulo (Amistoso 1960)
29/05 – Seleção da Nigéria 1 x 2 Vasco (Amistoso 1963)
29/05 – Vasco 1 x 0 Avaí (Brasileiro 1974)
29/05 – Nacional-AM 1 x 3 Vasco (Amistoso 1980)
29/05 – Vasco 3 x 1 Santos (Torneio dos Campeões 1982)
29/05 – Cruzeiro 1 x 2 Vasco (Taça Cidade Juiz de Fora 1987)