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Um Dia Memorável

Fazia algum tempo que eu não comemorava um título como o de ontem. Quem pensa que o jogo durou apenas 90 minutos está enganado. A partida começou na sexta-feira à tarde, com a notícia de que o clubeco das Laranjeiras tinha ido ao Judiciário pedir penico por ter perdido o sorteio que deu ao Vasco o mando de campo.

A partir dali o Casaca se fez presente e mesmo sendo oposição à atual diretoria, se pôs à disposição para iniciar a luta institucional pelo sagrado direito do Vasco.

E aqui vai um elogio a sua atual direção: soube humildemente aceitar a mão de quem conhece o atuar da turma da zona sul, pois esteve lá nos últimos três anos e tomou frente nesta guerra.

Pela primeira vez, após a ascensão à presidência do Sr. Alexandre Campello, o clube se fez gigante, numa união entre vascaínos na defesa única e exclusiva da Instituição, independentemente de ganhos políticos ou rasteiros.

Na minha última coluna ,neste honroso espaço, critiquei o Sr. Campello pela falta de combatividade quando os tricolores travestidos de vascaínos tentaram mais uma vez, via interferência externa, tomar o Vasco de assalto. Creio eu que depois do fato ocorrido ontem, ele tenha compreendido que estar na direção do Clube lhe traz muito mais ônus do que bônus na maioria das vezes, mas quando as atitudes são em prol da defesa e da grandeza do clube, principalmente contra arbitrariedades, o bônus é certo.

Veja, não se confunde bônus com mídia de olhinhos brilhantes por conta do vexatório ato praticado na última quarta-feira, o bônus está no orgulho do vascaíno em se sentir representado diante da covardia perpetrada pelos de sempre, incluindo-se aí grande parte da mídia.

Não posso deixar de elogiar, ainda, a torcida do Vasco que pôde comparecer no Maracanã, dando mais uma demonstração de que quando os vascaínos se unem para defendê-lo, não há deficiência cognitiva, má vontade ou torcida amarela contra ou de quem quer que seja que nos impedirá de fazer valer o nosso direito.

O que se viu ontem foi uma torcida pacífica, convivendo com os pouquíssimos tricolores envergonhados sem que ocorresse qualquer ato de hostilidade ou violência que, já no horário da partida, acabaram iniciando e tendo como protagonista quem deveria estar lá para garantir a segurança do torcedor, ao contrário de distribuir bombas, balas de borracha e espadadas em torcedores.

O título do Vasco ontem não se deu com o levantar da taça após o jogo, se deu no momento em que o Sr. Claudio apareceu na arquibancada, no setor sul, conquistado em 1950, fazendo gestos como quem diz “aqui é Vasco, porra”!

Definitivamente ontem fomos campeões com o carimbo de quem nos ensinou o caminho das vitórias e do engrandecimento desse gigante.

Deixo aqui a frase do mestre que nos ensinou essa lição.

“A inquietude é a nossa propulsão” – Eurico Miranda

Abços,
SV

Márcio Magalhães

A Torcida que Faz Gol

A resiliência da torcida do Vasco ontem foi incrível. Me fez lembrar daqueles suburbanos e pretos pobres que foram agredidos nos arredores das Laranjeiras em 1923 por torcedores do Flu (e Fla!) depois do título. E que, no ano seguinte, voltaram lá e levaram mais um caneco pra Colina. E que, depois, quando seu clube, vitorioso, foi impedido de disputar o campeonato por conta de seus jogadores pobres e negros, seguiu o apoiando incondicionalmente. E que, quando o requisito exigido pelos rivais da Zona Sul para a presença na competição foi a propriedade, um estádio, ajudou a construir o maior deles até então, São Januário. E que, nos anos 1970, quase que como uma necessidade de autodefesa, apoiou o nascimento da Força Jovem. E que, nos anos 1980 e 1990, não se curvou à imprensa rubro negra com seu menosprezo aos títulos vascaínos e suas insistentes propostas de criação de ligas alternativas – sem o Vasco, claro. E que, no fim do século passado, empurrou o time nas conquistas nacionais e internacionais. E que, com o troféu da Libertadores em mãos, a caminho de São Januário, decidiu dar uma passada na Gávea para exibi-lo. E que, ontem, foi para um estádio no qual não se sabia se poderia entrar. Foi assistir a um jogo que não saberia se poderia assistir.

Mas foi mesmo assim, e de lá não arredou pé. Uma torcida que enfrentou a polícia com seus cavalos, gás, bombas e covardia, e que se dispersou apenas para se reagrupar novamente. E que colocou de joelhos a desembargadora dondoca, o MP, a imprensa, a polícia e o bispo de olhos vermelhos. E que, uma vez no seu lugar de direito, clamou por uma marcação pressão que resultou numa roubada de bola e em uma falta próxima à área tricolor.

As imagens ficaram sendo observadas por diferentes ângulos pra saber se a bola havia tocado em alguém antes de ganhar as redes. A autoria do gol ficou em suspenso. Ela foi tocada sim, mas quem o fez não foi o garoto Marrone. Quem a desviou para o gol foram os resistentes torcedores vascaínos, os de ontem e os de 1923.

Felipe Demier

Nota do Grande Benemérito Luís Fernandes

Apresento minha solidariedade e meus sentimentos aos familiares e amigos dos funcionários e meninos que foram vítimas do terrível episódio ocorrido nas instalações do Clube de Regatas Flamengo. Uma verdadeira tragédia, com perdas de vidas de adolescentes, carreiras promissoras e caminhos inteiros pela frente. 

Tenho minha vida pública ligada ao esporte de uma maneira geral, e, em especial, ao Club de Regatas Vasco da Gama. Conheço as dificuldades, responsabilidades e cuidados que o trabalho de base exige. 

Que não se confunda, neste momento, rivalidade esportiva com ódio. Estendo minhas mãos ao clube rival em dor e luto. 

Luís Fernandes

Grande-Benemérito do Club de Regatas Vasco da Gama

Nota de Pesar

A maior parte de minha vida foi dedicada ao Vasco. De forma muito especial, trabalhei diretamente com a formação de jovens, aos quais ofereci destacada atenção, inclusive com a criação do Colégio Vasco da Gama. 

Assim, por conhecer de perto as responsabilidades que cercam tal compromisso, gostaria de lamentar o ocorrido com os jovens atletas do Flamengo e me solidarizar com os parentes das vítimas. 

Desejo a todos muita força e fé.

Eurico Miranda

Presidente do Conselho de Beneméritos

Política x Instituição

DA x CF

Absolutamente lamentáveis tem sido as últimas atitudes da direção do clube, quanto ao não uso de um princípio que supera o da transparência, da desculpa, da guerra interna (responsabilidade do próprio presidente do Vasco quando implodiu politicamente o clube), do impeachment, a justificar suas atitudes.

O princípio do bom senso corre longe das definições e decisões tomadas em alguns casos e o visto ontem foi mais um.

No momento em que o Conselho Fiscal do clube protocola pedidos de documentação e não há diálogo com o presidente do Vasco, cabe a este último ou sair do pedestal para buscá-lo, ou enviar os documentos, com os riscos inerentes de fazê-lo caso haja irregularidades vistas, mas com o apoio geral se tudo estiver em perfeita ordem e o órgão fiscalizador mentir a respeito.

A situação pessoal do presidente com membros de seu ex grupo não pode servir de desculpa para a cada solicitação de documentação enxergar-se algo político, e se for, a apresentação de tudo só trará ganhos políticos à sua própria gestão.

Claro que entendemos não ser o caminho institucional adequado o vazamento de pedidos pela imprensa, mas o institucional, com pedidos protocolados, discussões em Conselho Deliberativo sobre temas que se mostram inconclusivos. A não apresentação de tais documentos, entretanto, poderia levar o assunto à esfera judicial, o que é muito pior.

Por outro lado, a apresentação de uma outra conta ontem, omitida dos credores do clube, pode causar prejuízos maiores ao Vasco, o que o corpo jurídico, esperamos, deva ter avisado aos (ir)responsáveis, que tiveram a brilhante ideia de agir como agiram, sem medir consequências institucionais.

Como dissemos acima, isso não se trata de um fato isolado.


Demissões e Atrasos

A demissão de 250 funcionários, mais os últimos deste mês, com atraso nos pagamentos de acordos que já vão para três meses em relação aos primeiros, não inibiu nova contratação de inúmeros funcionários por valores adequados à nova visão administrativa, assim como terceirizados.

O atraso de salários, por sua vez, já visto e continuado, tem prejudicado àqueles funcionários mais humildes.

Aconselha-se a que se dê uma devida atenção sobre esses pontos.


Más Escolhas

A inoperância quanto a valores que deveriam servir de premissa para pagamento quando entrou no clube o dinheiro de Paulinho em maio de 2018 (acordos, salários de dezembro e gratificação natalina do ano de 2017) entra em total desacordo com a premissa básica usada pela gestão anterior, de acertar tudo para trás com seis meses de governança, sacrificando a si própria em seu primeiro ano de poder.


Mérito alheio

Por outro lado, os confetes jogados em si próprios inerentes a um empréstimo obtido na primeira semana de gestão a juros baixos é mérito não da direção que chegava, mas sim da que saía, pois o gestor anterior foi fundamental para o acerto ser firmado. A preocupação era a de que o clube fosse assumido com os salários de novembro pagos imediatamente, bem como outras questões prementes.


Transição

Ainda deve ser ressaltado que o departamento jurídico da administração anterior fez uma responsável transição, passando à atual, do respectivo setor, o caminho das pedras para lidar com os problemas existentes e outros que poderiam vir a surgir, além de ter ainda tocado alguns processos de forma gratuita até março do ano passado.


Patrocínio máster

A inoperância em 2018 para conseguir um patrocínio máster, embora nos anos de 2015, 2016 e 2017 o Vasco tenha obtido isso junto à CEF, é gritante. Para tal chance haver, naquela ocasião, foi necessária a obtenção de certidões positivas com efeito de negativas, conseguidas com 25 dias apenas de gestão e mantidas até quase o fim do ano retrasado (o Vasco estava há quase um ano sem elas quando o MUV saiu, em dezembro de 2014).

Sabemos, até porque confessado, que parte do grupo amarelo, vice nas eleições, não tinha nada a apresentar em termos de patrocínio, dito isso às vésperas da eleição do Conselho Deliberativo por seu candidato.

Sabemos que quando o possível patrocinador deixado para 2018 não cumpriu com as suas obrigações contratuais, ensejando cobrança pelo Vasco do valor da multa, judicialmente, que havia 11 meses para busca de um novo parceiro.

Sabemos todos que a direção anterior conseguiu fechar em 2015 seu patrocínio máster em maio, após comprovar à CEF a importância da marca – única relevante a expor o parceiro nas finais dos Estaduais daquele ano.

Sabemos também que o último contrato de patrocínio máster do Vasco, fechado com a empresa em 2017, teve como valor 11 milhões de reais por oito meses, o que proporcionalmente significa 16,5 milhões ano.


Valorização da marca

A marca Vasco teve sua valorização, com retorno de mídia mais que dobrada em 2015, comparando-se aos números apresentados em 2014, quantitativo quase similar em 2016, comparando-se a 2015 e o maior do triênio em 2017, com grandes possibilidades de crescimento para 2018, quando o Vasco vinha já classificado para a Taça Libertadores da América.


Certidões

Essa direção, pelo trabalho deixado pelo corpo jurídico da direção anterior, teve a oportunidade de receber mais de 30 milhões de reais no ano passado, na Justiça, para sanar a questão das certidões (que seriam resolvidas em outubro de 2017 caso não ocorressem fatos insólitos à época) e solta fogos para meses depois dizer que vai conseguir algo obtido, como dissemos mais acima, em 25 dias de governo da gestão anterior.


Receitas e empréstimos – 2018

Entraram no Vasco ano passado mais de 150 milhões de reais, grande percentual disso oriundo do que foi deixado para ser lucrado por quem chegava, e o grande movimento visto por parte dos novos gestores foi anunciar a obtenção de um empréstimo, que perfazia 38 milhões, embora nem metade disso tenha, na prática, sido conseguido até aqui.


Cotas antecipadas

A atual gestão reclamou em 2018 do alto comprometimento das cotas de TV em seu primeiro ano de gestão. A antecessora pegou o clube com 100% comprometido praticamente nos dois primeiros anos.


Informação deturpada

No ano passado, ao enviar uma carta, supostamente com preocupações institucionais, ao Conselho Deliberativo do clube os novos gestores afirmaram que a diferença nas cotas de TV aumentaria para o principal rival, mas esqueceram de dizer que poderia diminuir em TV aberta, dependendo da performance do Vasco (o Vasco poderia ganhar mais) e que vai sempre aumentar no pay-per-view, a cada contrato, se o percentual for mantido.

Poderia também ter sido ressaltado à época (hoje já se faz isso) que não havia qualquer diferença entre o Vasco e qualquer outro clube até 2011, em qualquer plataforma inerente às cotas de TV (aberta, fechada, pay-per-view, etc…).

Vale lembrar ter sido o contrato findo em 2011, assinado no primeiro semestre de 2008.


TV aberta – Nova realidade

Em 2019 o Vasco terá livres 29 milhões da TV aberta, mais pay-per-view, fora pequenos valores inerentes a outras plataformas.

Pela primeira vez, desde 2012, pode o Vasco superar Flamengo e Corinthians no valor de TV aberta para recebimento posterior. Basta para isso ficar na frente deles no campeonato e como consequência ter sua marca mais exposta nas transmissões esportivas (jogos passados em TV aberta).


Pay-per-view – Novos rumos

Atualmente, a realidade de o Flamengo receber 16% das cotas de pay-per-view em média contra cerca de 6% do Vasco poderá ter uma alteração de diferença, com novos métodos de pesquisa (ampliando para o interior dos estados e não apenas às capitais o público alcançado, conforme definido na última renovação).

É fundamental que haja um trabalho desenvolvido pelo marketing do clube em relação ao tema abordado acima, pois a cada 100 mil reais gastos nisso poderá se ter um retorno enormemente maior sobre o gasto. Nada é dito sobre isso, então falamos aqui. Está dada a dica.


Amarelos I

A atual gestão vive hoje uma curiosa situação. Dentro dela está um grupo, que tinha um representante seu admitindo sair no braço com o presidente do clube há um ano. A mesma turma afirmou que lançaria candidato caso houvesse eleições em dezembro do ano passado, ignorando o presidente a quem eram supostamente aliados.


Amarelos II

A suposta oposição à atual gestão, que a vomitou através de seus soldadinhos nas mídias sociais, é exatamente quem a consolida no poder, independentemente do que ocorra dentro do próprio clube.

A comprovação disso ocorreu em maio do ano passado, quando foram contra a instauração de uma sindicância para investigar supostos desvios praticados pelo presidente do clube, tendo sido a denúncia proveniente de um dos vice-presidentes indicados pelo próprio presidente.


Vocação Institucional

Quanto pior melhor não é a forma que vemos como adequada para o presente e futuro do Vasco, daí foi dada ajuda e caminhos para a direção rumar no início, vez por outra conselhos para que não se incorra em erros e até mesmo sugestões como dadas nesse texto, mas é certo que se não houver o pensamento institucional e sim pessoal por parte de quem tem o dever de administrar o clube, a miopia quanto às consequências crescerá.

Casaca!

A década começa quando à mídia interessa

Matéria ridícula, supostamente publicada pelo Globo on line e reproduzida pelo Netvasco, sem verificar a veracidade do ali descrito, pôs o Vasco como maior vencedor de Campeonatos Cariocas em apenas duas décadas em toda a história da competição.

Em primeiro lugar, recapitule-se que um veículo global se esmerou, no final de 2010, por fazer uma matéria ridicularizando o Vasco, afirmando que naquela primeira década do século o clube conquistara apenas um título estadual, quando na verdade o século não começou no dia 19 de janeiro (um dia após a conquista do Campeonato Brasileiro de 2000 por parte do Vasco), mas sim no dia 01/01/2001.

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2010/12/vasco-termina-decada-com-o-pior-desempenho-de-sua-historia.html

Na época valia a tese de que a primeira década do século começava em ano terminado em “1”. Isso fazia com que não se contasse o Campeonato Brasileiro de 2000 (decidido em janeiro 2001), nem a Copa Mercosul de 2000.

Agora surge uma nova tese, começando a década no ano terminado em “0”.

Vamos ver como estaria o Vasco com essa leitura anterior de outro veículo global, ou seja, com a década iniciada no ano “1”:

Século XX

Década de 20:

Vasco – 3 (1923, 24, 29)

Flamengo – 3 (1921, 25, 27)

*Lembrando que o Vasco ainda estava na segunda divisão do futebol carioca em 1921 e 1922.

——

Década de 30:

Botafogo – 4 (1932, 33 , 34, 35)

——

Década de 40:

Vasco – 4 (1945, 47, 49, 50)

——

Década de 50:

Vasco – 3 (1952, 56, 58)

Flamengo – 3 (1953, 54, 55)

——

Década de 60:

Botafogo – 4 (1961, 1962, 1967, 1968)

——

Década de 70

Flamengo – 5 (1972, 74, 78, 79*, 79)

Fluminense – 5 (1971, 73, 75, 76, 80)

*Incrivelmente, houve dois Campeonatos Carioca no mesmo ano, quando o primeiro deveria ser na realidade o complemento do de 1978

——

Década de 80

Vasco – 3 (1982, 87, 88)

Fluminense – 3 (1983, 84, 85)

Década de 90

Vasco – 4 (1992, 93, 94, 98)

Flamengo – 4 (1991, 96, 99, 00)

—-

Século XXI

1ª Década:

Flamengo – 5 (2001, 04, 07, 08, 09)

—–

2ª Década

Flamengo – 3 (2011, 14, 17)

Vasco – 2 (2015, 16)

Botafogo – 2 (2013, 18)

Fluminense – 1 (2012)

Ou seja, o Vasco foi, na realidade, o maior conquistador de títulos cariocas, sozinho ou junto com algum outro clube, nas décadas de 20, 40, 50, 80 e 90 do século passado e neste século só não é da atual década em função do polêmico campeonato vencido pelo Flamengo em 2014.

Casaca!

O palpiteiro

O ex atleta Edmundo declarou para o Esporte Interativo em entrevista recente, vestindo a camisa de seu clube paulista por adoção, que imagina o Vasco brigando para não cair no Campeonato Brasileiro em 2019, lá por novembro, dezembro, presume-se, entre outros palpites, achismos e paradigmas próprios do que é bom, ruim, mais ou menos em termos de performance no futebol profissional cruzmaltino para este ano.

Há vários problemas na declaração do Edmundo, o mais grave deles é se passar por um torcedor comum do Vasco, quando na verdade é um profissional da crônica esportiva em mídia convencional.

Outro é tecer seus comentários desanimadores à torcida, enquanto ator político do clube, como a maioria dos que acompanham o Vasco – e minimamente os meandros do clube – sabem.

O terceiro erro é tratar o Campeonato Estadual, um título de campeão nele, como simples de ser vencido para justificar uma possível conquista do Vasco como desimportante e – pior – uma não conquista do título como algo aquém do normal.

Vencer o Campeonato Carioca para o Vasco é, em média, uma conquista que ocorre de quatro em quatro anos e não ano sim, ano não.

Ele, por exemplo, disputou pelo Vasco cinco Estaduais e ganhou apenas um.

Uma boa Copa do Brasil significa o que? Chegar às quartas, às semifinais, chegar à final?

Em 2017 Edmundo disse que o Vasco poderia até ser Tricampeão Carioca, mas que ia ter problemas no Campeonato Brasileiro.

O discurso em relação à expectativa por resultados era, portanto, o mesmo, com a agravante de considerar um Tri Estadual algo banal.

Outro erro é falar em janeiro do que ocorrerá numa competição que termina em dezembro, como se o clube não pudesse contratar durante a temporada e sem haver nenhuma das 20 equipes pronta para dezembro deste ano.

Jogadores sairão e virão de todos os clubes e qualquer afirmação de adivinhação é chute, considerando os elencos atuais dos clubes e nenhuma partida oficial disputada na temporada por quaisquer deles.

Em suma: Edmundo mostra-se um errante, em termos de palpites, que fala, anda, pensa – às vezes antes de falar – e, lamentavelmente, para alguns, representa a voz do vascaíno na imprensa, como há poucos anos representava, teoricamente, o Juninho Pernambucano.

Sérgio Frias
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Abaixo um outro Edmundo, em junho de 2008, com outras perspectivas, características. Um otimista. Bons tempos.

Edmundo rechaça pessimismo no Vasco contra o Sport

Cariocas precisam ganhar por três gols de diferença para garantir vaga na final

A situação do Vasco na Copa do Brasil não é das mais confortáveis. Para eliminar o Sport e garantir vaga na grande final, o time carioca precisa derrotar o adversário por três gols de diferença no jogo desta quarta-feira. Se vencer por 2 a 0, a decisão da vaga será nos pênaltis. Mesmo assim, o atacante Edmundo trata de afastar qualquer pensamento pessimista no grupo vascaíno.

– Não podemos começar com pessimismo, achando que é uma grande desvantagem. Eles jogaram melhor no primeiro jogo, conseguiram marcar dois gols. Eles tiveram toda uma atmosfera a seu favor, e é isso que a gente espera que aconteça com o Vasco aqui no Rio de Janeiro. O Vasco, em São Januário, costuma ser muito forte e a gente acredita que, pelo menos o placar mínimo de 2 a 0 a gente vai conseguir, para levar a decisão para os pênaltis – comentou o Animal.

Edmundo foi poupado do clássico do último final de semana contra o Botafogo pelo Brasileirão, mas está confirmado para enfrentar o Sport. O atacante confia na boa preparação da equipe e espera que o Vasco possa mostrar sua competência dentro das quatro linhas.

– Estamos bem treinados, temos um bom entrosamento e temos tudo a nosso favor. O futebol tem muitos detalhes, um deles a sorte, mas a gente tem que ter competência para ter sorte também – ressaltou o atacante.

Gazeta Press – 27/05/2008

A Hipocrisia tem que Parar!

 

A atual gestão do Club de Regatas Vasco da Gama lançou recentemente em seus canais oficiais a denominada “série Vasco Transparente”, pela qual “apresenta resultados” desse primeiro ano de mandato.

A publicação mais recente aborda o trabalho do departamento jurídico que, segundo seu atual Vice-Presidente, não seria um agente político do Clube, mas sim institucional. A hipocrisia do discurso salta aos olhos a partir do próprio contexto da entrevista na qual o atual Vice-Presidente jurídico busca autopromover seu trabalho maculando a antiga gestão do Departamento, que apresentou resultados reconhecidos por todos, inclusive pela própria administração atual, como se vê na peça de ficção (balanço patrimonial) publicada em abril de 2018.

A propaganda política em questão é exemplo bem acabado das contradições e esquizofrenia política – conveniente, claro – da atual gestão. O vídeo que tenta macular o antigo departamento contempla a presença do ex Vice-Presidente Jurídico, que continua no clube como prestador de serviço remunerado. Ou seja, um dos que “empresta socorro” à atual administração tem sua gestão frente ao departamento maculada, num fiel exemplo da marca registrada da covardia daqueles que buscam amparo internamente, mas “para fora” não hesitam em macular as pessoas, seja como desculpa prévia da inoperância e mal desempenho, seja para jogar pra galera e autopromover um discurso de transparência opaco e rasteiro.

Ora, se o senhor Vice-Presidente Jurídico quer ser transparente como afirma, porque não explica qual o papel do Departamento nas demissões em massa de funcionários sem o pagamento das indenizações? Por que até hoje o Senhor Vice-Presidente Jurídico não explicou a intempestividade da atuação do departamento no aproveitamento dos depósitos judiciais perante a Justiça Federal para regularização fiscal do Clube, algo bem encaminhado pelo antigo departamento? A desídia, atestada expressamente na decisão judicial, fez com que cerca de 30 milhões deixassem de ser usados na regularização fiscal do Clube, que passado 1 ano ainda segue sem as certidões negativas, a despeito dos mais de 120 milhões recebidos.

Poderia o senhor Vice-Presidente Jurídico, também, explicar a feitura de alguns acordos judiciais com funcionários demitidos em que o Clube reconhece e compromete-se a pagar a pedida integral, principalmente quando há notícias que acordo em cifras infinitamente inferiores havia sido apesentado no âmbito extrajudicial por aqueles que, em nome da “preservação” da imagem, eles insistem em macular.

Ao falar de escritórios prestadores de serviço como se fosse uma grande novidade no Clube, poderia o Vice-Presidente Jurídico esclarecer porque que, a despeito do discurso de austeridade, o departamento jurídico teve seu custo operacional elevado, assim como o porquê de ter optado por simplesmente empurrar com a barriga acordos judiciais firmados na gestão anterior, dando ensejo às multas e retomada de execuções que tem penhorado receitas do Clube.  

Discursos opacos e de autopromoção às custas da mácula daqueles que já demonstraram que o Clube está acima de qualquer divergência política nada mais são do que política rasteira e covarde, principalmente quando alguns resultados apresentados pelo VP jurídico decorrem da continuidade de processos iniciados pela antiga administração, como o caso de recuperação da propriedade “Gigante da Colina” junto à SPR.

Vale lembrar que os antigos diretores foram muito além de uma singela transição departamental, apontando, com franqueza e lealdade, as dificuldades e os caminhos que seriam necessários para otimização do Departamento, agindo de forma ativa por um bom período além do início de seus mandatos e se colocando sempre à disposição para ajudar.

Não é de hoje que o departamento jurídico tem fugido ao discurso de seu Vice-Presidente, chegando às raias de ter firmado um acordo em detrimento de beneméritos reconhecidos pela própria gestão, numa desesperada tentativa de salvar o mandatário de ter que prestar contas sobre denúncias feitas contra ele, acordo esse que, ironicamente, está sendo utilizado pela trupe amarela para tentar reverter a acachapante derrota experimentada no Conselho.

Portanto, senhor Vice-Presidente Jurídico, menos hipocrisia política, mais transparência e, principalmente, mais trabalho, porque a imagem pessoal não pode se sobrepor aos interesses do Club de Regatas Vasco da Gama.

CASACA!
Márcio Magalhães Fernandes – ex diretor jurídico
Leonardo Jorge Rodrigues – ex diretor jurídico
Denis Antonio Carrega Dias – Grande Benemérito *
Rafael Landa Montenegro Nuno – Benemérito *
Daniel Giglio Cerqueira – Benemérito *
José Carlos De Araujo L. Carvalho – Benemérito *
Gracilia Herminia Amorim Portela – ex diretora de remo *

* Obs: Auxiliaram o Departamento Jurídico do Vasco em questões específicas