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Indevidas Intervenções

 

Não canso de me surpreender com notícias que reportam movimentações na banda suíça da administração pública, aquela que vive num universo de bonança, sedes suntuosas, salários polpudos e que, talvez por excesso de zelo – ou absoluta falta de assunto premente – tem por hábito meter seu bedelho nas eleições do Vasco.

Estranhamente, somente na do Vasco.

Enquanto membro inconteste do respeitável público, com a devida vênia aos bambambans do cantão suíço da Justiça, pretendo tão somente compreender a atuação do tal Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (Gaedest) do MP do Estado do Rio de Janeiro. Soube que os luminares-que-sabem-o que-é-melhor-para-a-sociedade solicitaram ao tal Juizado do Torcedor a suspensão das eleições do Club de Regatas Vasco da Gama. Note-se, uma entidade privada regida por um estatuto próprio, devidamente registrado nos cafundós da burocracia tupiniquim. Enfim, eles sabem o que é melhor para arraia-miúda. Ademais, a guilda dos doutores da lei também lá estará para proteger, magnanimamente, os interesses da plebe mais do que rude…

Assim sendo, creio que devamos ser muito agradecidos aos brâmanes alpinos de terra brasilis. Afinal, eles se dedicam ao Vasco, deixando de lado deveres de ofício cuja importância é, sobremaneira, inquestionável. Não há como não se sentir lisonjeado… Porquanto o grupo de atuação especializada, esquecendo-se de questões tais e quais o mau uso do chamado equipamento esportivo olímpico, do ex-Maracanã, do ex-Célio de Barros, dedica precioso tempo a questões de âmbito e interesse privados.

Certamente uma honraria dedicada ao nosso Vasco. Uma exclusividade. Claro, não se deve aqui faltar com a justiça, já que o texto aborda tão magnânimo conceito e faz loas a seus bastiões. Neste diapasão, cabe reservar à chamada oposição do Vasco a importante tarefa de motivar, dar azo àqueles que ora adentram o picadeiro, oferecendo verdadeiro espetáculo ao público incauto. Formam um conjunto e tanto!

No mais, resta-nos aguardar a manifestação do Juízo do Torcedor, outro braço de excelência na porção suíça da administração pública. Aguardemos, pois, o resultado da benevolente tutela que se impõe a uma instituição privada, instituição esta regulada mediante dispositivos estabelecidos em seu estatuto social, na forma da lei.

Aguardemos, pois, ansiosamente e com os olhos marejados de emoção – considerando-se que interrompem trabalhos de extrema relevância com o único intuito de engrandecer o nosso Vasco da Gama – o resultado da prestação jurisdicional que nos é concedida por aqueles-que-sabem-o que-é-melhor-para-a-sociedade. Descasos e desvios olímpicos podem esperar. O abandonado complexo do ex-Maracanã pode esperar. Punições a torcedores que não sejam os vascaínos também podem esperar.

Face ao acima exposto, temo que venhamos a ser acusados de receber tratamento privilegiado da casta indo-suiça dos brâmanes dos cantões da administração da justiça. Seria uma lástima para um clube que sempre representou o contraponto ao status quo, ao sistema e aos preconceitos. Temo que, no fim das contas, a culpa seja d’Ôrico…

Rafael Furtado, sócio proprietário.

O Medo do Banho

 

Conforme adiantamos no último sábado, movimentos de desespero seriam revelados pelos grupos de oposição junto à Justiça, única forma de evitarem uma derrota acachapante nas eleições do próximo dia 7. Tanto o grupo de Brant, sob as asas de quem Campello, Fred Lopes, Nelson Rocha e Roberto Monteiro foram se abrigar, quanto o grupo de Horta, que vomita ódio babado pelo seu marqueteiro, deram entrada em ações com o intuito único de criar um clima de insegurança legal.

O grupo do frete, Mudança com Segurança, conseguiu, até aqui, uma decisão de primeiro grau que pouco nos atinge, mas que é absolutamente açodada e arbitrária: a votação em urna separada de 691 sócios do clube, sob a alegação de que se tratam de sócios irregulares. Pela decisão, em caso de vitória da chapa Reconstruindo o Vasco por margem superior a 691 votos, estes devem ser descartados. Caso a margem seja inferior, a urna fica acautelada junto ao Judiciário, até decisão posterior. Não há definição alguma do que será feito com a urna caso ela contenha, por exemplo, 400 votos, hipótese possível. Só falta se concluir que votos a menos na urna também será sinal de fraude. Como se vê, a sentença é um primor do desrespeito aos direitos individuais quando considera, sem apresentação de prova alguma, que 691 sócios são suspeitos, discriminando-os, adotando o pré-conceito como parâmetro decisório.

A confirmação do medo que todos eles têm do banho que fatalmente levarão veio através da petição feita pela chapa de Brant, cria de Olavo Monteiro de Carvalho, em jogada ensaiada com o Ministério Público, tabelinha que busca eficiência desde o jogo Vasco x Flamengo do turno. A princípio, estranha-se que tal petição tenha ido à decisão de primeiro grau antes mesmo da abertura do Forum neste dia 1/11/2017. Brant e o MP requerem o adiamento da eleição, sob a alegação de que a lista de sócios votantes do clube é, em síntese, fraudada. Ou seja, pantomima similar que deveria ser prontamente repudiada pelo Judiciário.

A chapa Reconstruindo o Vasco está certa de que vencerá com tranquilidade as eleições do dia 7, ainda que com qualquer urna separada. Por um simples motivo: o quadro social do clube não deseja o retorno de quem o destruiu. Ocorre que não se pode cruzar os braços frente a estas tentativas de manipulação dos tribunais sob um único pano de fundo: a derrota gigantesca que se avizinha para estes grupos. Portanto, recorrerá da decisão estapafúrdia, discriminatória e sustentada em pré-conceitos que busca separar 691 sócios em urna específica, desconsiderando qualquer direito individual e promovendo uma regra pouco ortodoxa quanto ao destino dos votos ali depositados. E aguardará com atenção a decisão de primeiro grau a respeito do pedido de adiamento da eleição, também sustentado por nada. Caso haja concessão, novo recurso será apresentado.

Solicitamos, por fim, que nossos adeptos sigam fortemente mobilizados. Dentre todas as intenções levianas destes movimentos, esta é apenas mais uma: enfraquecer os firmes elos da candidatura Reconstruindo o Vasco. Mantenhamo-nos unidos e cientes de que denunciar as manobras dessa gente é obrigação de quem deseja que o Vasco siga seu rumo, apesar daqueles que querem o poder para colocar em prática meros projetos pessoais. Eles não terão sucesso e nós imporemos a eles a maior derrota que já se teve notícia em eleições vascaínas.

CASACA!

O ridículo da extravagância à humildade

 

O novo-MUV não nos deixa esquecer seu passado “glorioso” quando enganava os incautos e alguns vascaínos de boa-fé. Como esquecer da tal fila de investidores prometida pelo alto empresário Olavo Monteiro de Carvalho com grande influência na diretoria da era trágica de nossa história recente? Como não lembrar, com misto de raiva e riso, do patrocínio com valores acima da lógica oferecido e assinado com a fornecedora de materiais Champs e que nos rendeu um calote, um processo e muita vergonha nacional?

Atenção: esse pessoal muda de nome, mas não o seu modus operandi. Eles usam a capa engomadinha e o ar de modernidade como uma forma de turvar o óbvio fato de que são absolutamente aventureiros e inexperientes tentando presidir o clube. O terrível período de 2008 a 2013 é um doloroso ensinamento que mostra no que dá cair nessa esparrela.

E para não nos deixar esquecer de sua genética neomuviana, uma candidatura chegou a prometer em 2014, o aporte de R$124 milhões vindos do fundo de um Sheik árabe caso fosse eleita para presidir o clube. Recentemente o nome da Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, foi usado (depois desmentido pela própria empresa) para prometer um patrocínio ao nosso clube na hipótese de um certo candidato vencer a eleição do Vasco. Sim, estamos falando do “fantástico mundo das mirabolâncias almofadinhas de Julio Brant”, aquele que não sabe onde fica São Januário. 

 

 

A mais recente delas e certamente a mais realista, revela o tipo de seriedade com que essa gente usa para falar de Vasco. Resgatando seu passado de executivo de uma construtora, a Andrade Gutierrez (acho que não precisamos entrar nos detalhes de qual empresa se trata), deste mesmo ramo surge como trunfo da tal candidatura uma carta de intenções da pujante “TMC telhas e materiais de construção” prometendo patrocinar o Clube caso: 1) Julio Brant ganhe as eleições e 2) a situação financeira da empresa permita.

Sem desmerecer o referido grupo do setor de construções, a carta mais parece uma piada e, por que não dizer, uma peça de marketing a favor do candidato contra quem Julio Brant concorre.
Da extravagância à humildade conseguem passar a impressão de que não levam à sério nem a própria candidatura. Ou, a melhor hipótese, falta o mínimo de bom senso e um bocado de noção do ridículo!

SV

Leonardo Miranda

 

E tem gente que acredita em muita coincidência, né?

 

Por Bruno de Luna

O futebol caminhando bem, clube sendo reestruturado e uma misteriosa e obscura revolta da torcida, em São Januário, após o clássico contra a mulambada em conjunto com uma atuação pra lá de desastrosa da PM, que teve como consequência uma punição em tempo recorde contra o Vasco, com interdição de São Januário e perda de mandos de campo.

Resultado, Vasco sente a perda de seu estádio e acumula resultados negativos dentro de campo.

A diretoria trabalha, troca de técnico, mostra aos torcedores e à mídia que o desespero contra o rebaixamento era exagerado e, com apenas duas vitórias (Flu e Grêmio), retorna à parte de cima da tabela, chegando a ficar momentaneamente em sexto lugar.

Aí o que acontece? O MP resolve desengavetar o problema do clássico contra o Flamengo, numa clara tentativa de desequilibrar novamente o andamento do futebol na colina.

E se fizer um levantamento histórico, com certeza aparecerão dezenas de coincidências do tipo!

“Todos contra ele”

Verdade seja dita

 

Por Peter Arez

 

O #ForaEurico virou moda!

Tem gente que levanta a bunda da cadeira, vai pro estádio, grita #ForaEurico e nem sabe porquê!

Grita porque o amigo do lado tá gritando, grita pra ver se consegue agradar a mulher bonita que tá perto e tentar alguma coisa com ela, grita porque é a moda do momento e a pessoa não quer ficar pra trás! Pode confirmar: de cada 10 pessoas que são contra o Eurico, no mínimo 8 não sabem explicar porquê!

As páginas do Vasco, até as páginas de humor e de zoeira, lançam a hashtag #ForaEurico no intuito de ganhar curtidas! Criam eventos dos mais pitorescos pra ganhar seguidores! Não vejo outro motivo, a não ser esse!

O #ForaEurico virou moda!

Experimenta chegar perto de 10 cabeças e dizer que gosta do Eurico e apoia a atual gestão do Vasco. Veja o que vai acontecer com você! No mínimo, vão te olhar torto, te rotular de euriquete, dizer que você é flamenguista… Isso se não chegarem ao ponto de te ameaçar de morte e, porque não, concretizar a ameaça e te matar!

Mas, se você chegar nessas mesmas 10 cabeças e dizer #ForaEurico, o mundo se abre pra você! Você fica bem no meio dos amigos, as “minas mais gostosas” vão te olhar diferente e você vai conseguir ficar com elas, você estará dentro do grupo!

O #ForaEurico virou moda! E quem discordar, é bovino!

Saudações Vascaínas! /+/

Pergunta ao Grupo Globo (Extra, GloboEsporte, etc)*

 

Caros editores, vocês acham mesmo que em pleno ano 2017, com fotos e vídeos circulando aos montes em WhatsApp, Facebook, Twitter, Youtube e o escambau de mídias sociais, os torcedores e sócios do Vasco vão acreditar que na Convenção de Lançamento da Chapa do Eurico havia “mais de 300 pessoas”, segundo o Extra, ou “cerca de 500 pessoas”, segundo o GloboEsporte?

Em que parte do Jurássico vocês estão vivendo? Vocês acham mesmo que não serão bombardeados por não levar a informação correta ao leitor? Vocês acham mesmo que diante dos lançamentos anteriores de chapas adversárias do Eurico não reunirem 200 pessoas todas elas somadas, a única notícia possível hoje não seria que milhares de pessoas compareceram à convenção do Eurico? Com direito a fotos em destaque mostrando o salão tomado por 450 pessoas sentadas, mais de 1.000 em pé se revezando do lado de dentro e incontáveis que ficaram na rua do lado de fora ou foram embora por não conseguir entrar?

O fato jornalístico era esse, Globo. Qualquer leitor leigo em jornalismo sabe isso. Vocês exageraram na dose de dissimulação na cobertura do Vasco mais uma vez!

Eduardo Maganha

O que a Globo diz


Extra Online


GloboEsporte.com

O que todos os presentes viram


Salão completamente lotado


Lado de fora (durante a convenção)

Ouça na íntegra a participação do presidente Eurico Miranda no programa “Vasco Gigante”

 

Foi ao ar na última terça-feira o primeiro programa “Vasco Gigante”, na Rádio Metropolitana AM do Rio de Janeiro, 1090 KHz.

O programa será transmitido toda terça-feira das 20 as 22h.

Nesta primeira edição, com apresentação do vice-presidente de marketing Marco Antônio Monteiro, o entrevistado foi o Presidente Eurico Miranda. 

O programa também contou com a participação do assessor especial da presidência Ricardo Vasconcelos e Henrique Serra, diretor de marketing. 

Ouça a íntegra no link abaixo:

https://casaca.com.br/site/wp-content/uploads/2017/09/programa-vasco-gigante-05-09-17-online-audio-converter.com_.mp3?_=1

 

CASACA!

Blog do DETRAN ou Fofocas Veiculares

 

O Blog Extracampo da jornalista Marluci Martins e publicado no forro de gaiola chamado “Extra”, veiculou nesta quinta-feira uma matéria sobre multas aplicadas no veículo de Luis Fabiano por excesso de velocidade. Quem sabe, tentando deixar subentendido, que este tenha sido o culpado pelo acidente em que o atleta do Vasco se envolveu há dois dias. Anteriormente fez uma “belíssima” matéria investigativa sobre multas do ônibus do clube. 

O tal blog parece que se tornou uma espécie de veículo não-oficial do DETRAN na cobertura “esportiva” do Vasco. 

Enquanto isso o Flamengo, que tem 3 dirigentes investigados na Lava-Jato, que é favorecido irregularmente pelo uso do recurso eletrônico e que tem sua torcida promovendo atos violentos em estádios e ginásios sem punição, permanece blindado pela imprensa, que se mantém silente sobre estes e outros assuntos muito mais relevantes.

Entram no modo “mute”, como fizeram em 2013, quando o rubro-negro foi salvo do rebaixamento pela suspeita escalação do jogador Everton, da Portuguesa.

A pupila de Renato Mauricio Prado segue o mesmo caminho decadente que fez com que seu mestre e inspirador decidisse se aposentar após levar um esporro de Galvão Bueno ao vivo na TV.

Naquela ocasião, o rubro-negro jornalista (nesta ordem) quis fazer gracinhas expondo uma conversa particular em off com o narrador da TV Globo.

Fez aquilo que é popularmente conhecido como “fofoca”.

Talvez seja este o caminho escolhido pela jornalista: ter um blog de fofocas.

Leo Dias que se cuide.

Casaca!

O árbitro oficialesco e o narrador sincero

 

Em 2016, Flamengo e Fluminense se enfrentavam pela 30ª rodada do campeonato brasileiro. Aos 39 do 2º tempo, o zagueiro Henrique faz de cabeça aquele que seria o gol de empate. O bandeira marca impedimento. O árbitro Sandro Meira Ricci chama a responsabilidade pra si e valida o gol. A TV reprisa o lance 5 vezes de 3 ângulos diferentes. Narrador e comentarista do Premiere batem o martelo: gol irregular. A informação chega no banco do Flamengo. Reservas, titulares e comissão técnica partem pra cima do juiz. Ele recebe diversas informações pelo ponto eletrônico e de agentes externos. Um verdadeiro colegiado foi criado para analisar o lance. Oito minutos depois, Sandro Meira Ricci anula o gol.

https://youtu.be/2rDbobalTCA

2017, sexta rodada do campeonato brasileiro, Avai 1×1 Flamengo.  Aos 34 minutos do 2º tempo, pênalti para o time catarinense assinalado pelo árbitro. Novamente replays exaustivos são exibidos de todos os ângulos possíveis e imagináveis. O comentarista de arbitragem Paulo Cesar Oliveira da TV Globo, diz que não houve a infração.

Cabe interpretação. Uns podem achar que sim (como o juiz da partida achou) e outros não.

Nova reunião de um colegiado especial apenas para analisar o lance. Dois minutos se passam. Eis que, num ataque de sinceridade, o narrador Luis Roberto, após ver o árbitro se dirigir ao auxiliar, solta a seguinte frase:

“Ih, vai consultar a gente de novo! Vai consultar a gente de novo!”

https://youtu.be/AHCOiDd2alo

Resultado: o árbitro oficial, auxiliado pelo árbitro oficialesco, anula a marcação da penalidade.

Alguém pode perguntar: “O que o Vasco tem com isso?”.

Apesar da resposta ser óbvia, pois tratam-se de adversários diretos numa competição extremamente equilibrada, iremos expor porque isso tem a ver com o Vasco e é simples:

Também queremos replays exaustivos nos lances polêmicos. Também queremos que as arbitragens consultem o vídeo e após uma reunião do colegiado de homens de amarelo (e que amarelam), decida-se pela anulação de pênaltis mal marcados (dos seis contra nós, pelo menos dois não foram e 1 cabe interpretação), pela retificação dos não marcados (já foram três, sendo um contra o Palmeiras, um contra o Fluminense e outro contra o Corinthians) e que gols oriundos de jogadas de impedimento sejam anulados (no gol do Bahia contra o Vasco, Allione, que participou ativamente da jogada, estava impedido).

Mas é claro: tudo isso só terá validade, se for referendado pelos árbitros oficialescos. E pra isso, é preciso ser amigo do Rei. Ou da Rainha. A tal Vênus Platinada.

Em um país em que “excesso de provas” de um crime se transforma em prova de inocência, pode se esperar de tudo.

E o futebol nada mais é do que um reflexo da bagunça institucionalizada.

Rodrigo Alonso