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O árbitro oficialesco e o narrador sincero

 

Em 2016, Flamengo e Fluminense se enfrentavam pela 30ª rodada do campeonato brasileiro. Aos 39 do 2º tempo, o zagueiro Henrique faz de cabeça aquele que seria o gol de empate. O bandeira marca impedimento. O árbitro Sandro Meira Ricci chama a responsabilidade pra si e valida o gol. A TV reprisa o lance 5 vezes de 3 ângulos diferentes. Narrador e comentarista do Premiere batem o martelo: gol irregular. A informação chega no banco do Flamengo. Reservas, titulares e comissão técnica partem pra cima do juiz. Ele recebe diversas informações pelo ponto eletrônico e de agentes externos. Um verdadeiro colegiado foi criado para analisar o lance. Oito minutos depois, Sandro Meira Ricci anula o gol.

https://youtu.be/2rDbobalTCA

2017, sexta rodada do campeonato brasileiro, Avai 1×1 Flamengo.  Aos 34 minutos do 2º tempo, pênalti para o time catarinense assinalado pelo árbitro. Novamente replays exaustivos são exibidos de todos os ângulos possíveis e imagináveis. O comentarista de arbitragem Paulo Cesar Oliveira da TV Globo, diz que não houve a infração.

Cabe interpretação. Uns podem achar que sim (como o juiz da partida achou) e outros não.

Nova reunião de um colegiado especial apenas para analisar o lance. Dois minutos se passam. Eis que, num ataque de sinceridade, o narrador Luis Roberto, após ver o árbitro se dirigir ao auxiliar, solta a seguinte frase:

“Ih, vai consultar a gente de novo! Vai consultar a gente de novo!”

https://youtu.be/AHCOiDd2alo

Resultado: o árbitro oficial, auxiliado pelo árbitro oficialesco, anula a marcação da penalidade.

Alguém pode perguntar: “O que o Vasco tem com isso?”.

Apesar da resposta ser óbvia, pois tratam-se de adversários diretos numa competição extremamente equilibrada, iremos expor porque isso tem a ver com o Vasco e é simples:

Também queremos replays exaustivos nos lances polêmicos. Também queremos que as arbitragens consultem o vídeo e após uma reunião do colegiado de homens de amarelo (e que amarelam), decida-se pela anulação de pênaltis mal marcados (dos seis contra nós, pelo menos dois não foram e 1 cabe interpretação), pela retificação dos não marcados (já foram três, sendo um contra o Palmeiras, um contra o Fluminense e outro contra o Corinthians) e que gols oriundos de jogadas de impedimento sejam anulados (no gol do Bahia contra o Vasco, Allione, que participou ativamente da jogada, estava impedido).

Mas é claro: tudo isso só terá validade, se for referendado pelos árbitros oficialescos. E pra isso, é preciso ser amigo do Rei. Ou da Rainha. A tal Vênus Platinada.

Em um país em que “excesso de provas” de um crime se transforma em prova de inocência, pode se esperar de tudo.

E o futebol nada mais é do que um reflexo da bagunça institucionalizada.

Rodrigo Alonso

Fogo Amigo

 

Todos nós já sabemos de cor e salteado a forma como o Vasco é tratado pela mídia.

Sabemos que a perseguição ao clube por parte da imprensa é antiga, desde o tempo de Ary Barroso e Armando Nogueira, passando por Renato Maurício Prado, Juca Kfouri, Márcio Guedes e afins.

Dito isso, nenhuma novidade que essa gente, antes mesmo do campeonato começar, tenha nos colocado como favoritos ao Z4, junto a Avaí, Atlético-GO e outros clubes de menor expressão. Não nos surpreende a tentativa quase diária de colocar o Vasco em um patamar abaixo. Tudo parte do roteiro histórico.

O que não deveria fazer parte deste tal roteiro, é um site dito “vascaíno” , no dia de uma vitória com direito a casa cheia e festa da torcida, colocar seguidamente matérias com títulos que fariam inveja a ESPN, Fox Sports e Globo Esporte.

As 21:15, o site NetVasco publicou a seguinte matéria, com título e conteúdo textual produzidos por eles mesmos:

Vasco terminará rodada fora da zona do rebaixamento

http://www.netvasco.com.br/n/193794/vasco-terminara-rodada-fora-da-zona-do-rebaixamento

Ora, por que ao invés deste título, o referido site não usou o seguinte: “Vasco termina rodada a 1 ponto do G6” ? Por que a abordagem tem que ser negativa ? 

Pois bem: às 22:16, ou seja, 61 minutos após, publicam outra matéria com o mesmo teor e abordagem negativa, usando como fonte o twitter do “famoso quem” Jorge Luiz Rodrigues:

Vasco deixa a zona do rebaixamento do Brasileiro da Série A após 36 rodadas

http://www.netvasco.com.br/n/193799/vasco-deixa-a-zona-do-rebaixamento-do-brasileiro-da-serie-a-apos-36-rodadas

Em ambas matérias, a reação do nosso torcedor foi obviamente de repúdio e revolta:

 

 

O Casaca!, em reunião aberta recente, convocou os sócios e torcedores do Vasco a apoiarem e brigarem pelo clube, tanto dentro dos estádios, marcando presença maciça (como aconteceu hoje em SJ) como nas mídias sociais, defendendo a instituição dos ataques recorrentes dessa gente. Sabemos que isso não é fácil.  Ficarão rodada após rodada tentando colar no Vasco a imagem de uma equipe que irá brigar, única e exclusivamente, para não cair.

Mas quando vemos que o site que é referência em se tratando de notícias sobre o cruzmaltino, que é o mais visitado, e portanto de grande influência na postura e opinião da nossa torcida, que lucra com a imagem do clube com dezenas de propagandas, presta esse desserviço a instituição, vemos que a luta será árdua, pois além de enfrentarmos os inimigos históricos, teremos também que enfrentar o fogo amigo.

Esse tipo de atitude me deixa a seguinte certeza: de que o “contra tudo e contra todos”, um dos nosso lemas históricos, tenha que incluir também no rol de adversários, aqueles que deveriam nos apoiar e defender. 

Rodrigo Alonso

Nota Oficial – Contas de 2016

Nota Oficial

RECEITAS DO VASCO CRESCEM, DÍVIDAS DIMINUEM MAS AINDA PRESSIONAM BALANÇO DO CLUBE

Pelo segundo ano consecutivo, as receitas do Vasco cresceram e o balanço do clube mostra que o trabalho para a diminuição da dívida ainda exige um grande esforço para alcançar um equilíbrio necessário.

Alguns pontos merecem ser destacados:

1 – As receitas chegaram a 213 milhões de reais em 2016 contra 189 milhões de reais em 2015 e 129 milhões de reais em 2014.

2 – O superavit do exercício alcançou 11,9 milhões de reais, o que contribuiu novamente para a melhora do patrimônio líquido do clube.

3 – Os direitos de transmissão de TV chegaram a 165 milhões de reais em 2016 contra 104 milhões de reais em 2015. Vale ressaltar que foram lançados exclusivamente recursos que entraram no caixa do clube e não pagamentos futuros por contratos já assinados.

4 – O passivo do Vasco também voltou a diminuir fechando no ano passado em 559 milhões de reais contra 579 milhões de reais em 2015 e 688 milhões de reais em 2014, último ano da administração anterior.

5 – O patrimônio líquido também melhorou ficando negativo em 289 milhões de reais em 2016 contra um negativo de 301 milhões de reais em 2015 e 366 milhões de reais em 2014.

Em resumo, em meio a um quadro de crise econômica no Brasil, a administração do Vasco conseguiu em 2016 combinar o aumento de receita com a redução da dívida. Mesmo assim, o quadro social deve saber que a situação ainda exige sacrifícios para devolver ao clube a tranquilidade de planejamento.

O clube recebido no fim de 2014 estava a beira da insolvência e, hoje, pode apresentar um resultado que mostra efetivamente um processo de recuperação que ainda terá etapas pela frente.

Eurico Miranda
Presidente

Fonte: Site oficial do Vasco

Reverência a São Januário

Nasci em resposta à elite preconceituosa. Sou, portanto, símbolo da demonstração de força da luta contra o preconceito. Aliás, os que me desafiaram, não tiveram a capacidade, nesses 90 anos, de ousar em algo como eu.

Nasci como o maior das Américas. Fui o primeiro a sediar jogos noturnos no novo continente. Sediei final de Libertadores, aquela que o Gigante venceu em seu centenário, feito exclusivo de um clube Brasileiro. Mas não sou só futebol.

Fui atletismo, natação e tenho um lugar reservado à fé, além da educação e responsabilidade social, cuja natureza do meu Gigante vem dos primórdios. Aliás, sediei memoráveis discursos presidenciais, como, por exemplo, os de Getúlio Vargas, JK, Eurico Gaspar Dutra e Jango.

Falando em Getúlio, como não destacar a promulgação de minha Tribuna de Honra da CLT e a instituição da Justiça do Trabalho aos trabalhadores do Brasil, independentemente da sua preferência clubística. Servi, também, como concentração às forças armadas em difíceis momentos da história. Minha história, aliás, é diretamente entrelaçada com a do Brasil.

Mas não sou só esporte e história. Sou, também, cultura. Sediei, inclusive, desfiles de escola de samba. Minha arquitetura, revolucionária para época em que nasci, é tombada pela magnitude que representa à história e cultura brasileira. Sou, segundo a BBC Londres, a 7a maravilha em termos de Estádio. Sou indubitavelmente um monumento histórico-cultural Brasileiro. E, no auge dos meus 90 anos, completados hoje, sou, sem duvidas, motivo de orgulho.

Muito Prazer, sou o Estádio Vasco da Gama, mais conhecido como São Januário e agradeço por me reverenciarem!

90 Anos – A Alma de São Januário

Estádios com belas histórias há por aí aos montes. Denominados de Monumentais, Gigantes, Olímpicos, Centenários ou terminados em aumentativos grandiloqüentes, eles procuram simbolizar a imponência de um determinado clube ou de uma cidade. Só que não há nome grandioso nem lendas bem contadas lá dos confins do mundo que se comparem ao que o vascaíno sente diante da sua casa consolidada no subúrbio carioca, feito medalha no peito da cidade.

O Estádio Vasco da Gama começou sua caminhada ganhando um nome adotivo, o honroso “São Januário”, santa denominação para a paixão vascaína. Templo, Catedral, Arena, Campo de Batalha, Prado, metáforas todos já ouviram e repetiram. O espaço em que a bola se relaciona com a humanidade ganha palavras mil que tentam decifrar o que se passa ali. Contudo, a Colina Sagrada ultrapassa, para nós vascaínos, as imagens mais usadas para caracterizar uma praça esportiva. Casa, lar, ancoradouro e porto seguro seriam apostas mais próximas do estilo navegante e desbravador do Almirante. Porém, palavra nenhuma no mundo conseguiria se aproximar da essência que corre por aquelas arquibancadas.

Como conseguir dimensionar o quilate de São Januário, um lugar em que cada centímetro da imensa arquitetura carrega um pouco dos vascaínos do Brasil e do mundo que um dia ali pisaram ou quiseram estar em fantasia? Quantos vivos e mortos passaram por São Januário? Não é de se banalizar ter uma casa que viu passar milhões e milhões de vascaínos diferentes em tempos tão opostos. O mesmo espaço, a mesma terra, a mesma geografia vendo a humanidade crescer e crescer. Um bebê nascido em 21/04/1927 hoje pode ter chegado aos 90 anos, mas beira a nossa corriqueira mortalidade. O estádio que ali sempre esteve segue impávido em direção às lonjuras do tempo, até o instante em que todos os vascaínos hoje vivos já não mais estejam. Os vascaínos passaram, passam e passarão pelas pedras de São Januário. O nosso estádio está em cada um de nós e para sempre estará.

Seria “eterno”, então, a palavra mágica para compreender a essência daquele chão?

Dou uma pausa na tentativa de compreender com vãs palavras o nosso estádio nonagenário e me lembro agora de um episódio curioso. Outro dia, numa esquina tijucana, passei por um sujeito vendendo laranjas. Nada mais banal não fosse o cheiro característico que pôs minha memória olfativa a funcionar, me levando a décadas atrás numa fração de segundo. Para minha surpresa, me vi diante dos portões de São Januário lá no início dos anos 80. As frutas descascadas estavam lá com seus vendedores de canivetes em punho. A nitidez da recordação era impressionante. Trazia consigo, de roldão, imagens aos montes do que era para um guri o estádio cruzmaltino. Saudadeei a Capela de Nossa Senhora das Vitórias apontada pelo pai. A sala de troféus vazia, vazia, apenas com um espelho a tornar infinito o panteão de conquistas vascaínas. A pista negra de atletismo em volta do campo. O placar trocado manualmente por um garoto lá longe. As camisas vascaínas de algodão ali tão perto, ao alcance da mão. A dona Dulce Rosalina sentada perto de mim. “Olha o Pai Santana ali ó!”. Em segundos, tinha um São Janu todo pra mim evocado por laranjas.

Todos fomos crianças um dia em São Januário. Como esquecer aquela infância de olhos escancarados para desbravar os segredos da nossa segunda casa? Quantas pequenas coisas descobrimos. O gosto do cafezinho tomado pelo tio angustiado com o resultado do jogo. Ficar olhando lá pra cima e tentar ver os locutores de rádio e televisão nas cabines. Xingar o juiz com palavrões muito maduros para um moleque de sete anos. Vibrar com um gol decisivo. Abraçar aquele grandão desconhecido e ser levantado nos ombros como um troféu. Chegar em casa e imitar as jogadas em peladas intermináveis. Perguntar pro pai sobre o jogo do domingo seguinte. Sonhar com voos sobre as arquibancadas vazias.

A límpida e cristalina verdade é que só os pequeninos cruzmaltinos entendem realmente o lar vascaíno, pois o captam com o encantamento do primeiro olhar. Compreender a história, a arquitetura, os fatos políticos que marcaram o estádio, recordar os grandes jogos, saber quais foram os craques nascidos naquele berço é mais que importante. Entretanto, a alma de São Januário vaga nos desvãos, nos corredores desconhecidos. É o inexplicável que o Homem cisma em tentar entender. A alma de São Januário brincará com cada um que tentar investigar, pesquisar, escarafunchar seus alicerces de tantas epopéias. Nenhuma lógica racional conseguirá um dia dar conta inteiramente do que é tamanha edificação. Para tanto só voltando a ser menino, mesmo que em puro devaneio, entrando no gramado sacrossanto de mãos dadas com craques de camisas vascaínas.

Para todo o sempre, respira em São Januário a alma cruzmaltina de milhões e milhões. E basta ser criança para entender a eternidade.

Rafael Fabro

Vale ou não vale?

Nas últimas horas, com incentivo de grande parte da mídia, torcedores entraram num debate se o Vasco x Flamengo, semifinal da Taça Rio, valia ou não.

Debate fora de questão se tivermos um mínimo de conhecimento:

1 – Erro do regulamente à parte (os campeões de turno deveriam ter vantagem nas semifinais do estadual), Vasco e Flamengo decidiam uma vaga para disputar a final da Taça Rio, que dá um prêmio de 1 milhão de reais (150 mil pela semi e mais 850 mil pelo título)

2 – Um Vasco e Flamengo envolve torcedores de todo o País. A Globo optou pelo Pay Per View porque quer mais vendas do pacote futebol, importante receita para os clubes (só o Vasco receberá este ano pouco mais de 35 milhões de reais de PPV).

3 – O vencedor (no caso o Vasco com o empate) garante vaga na final no próximo domingo, que terá transmissão da TV Globo para o Rio e mais 14 ou 15 estados. Isso significa retorno ao patrocinador do clube na medição que é feita pelo Ibope-Repucom. Quanto mais retorno o clube dá mais pode cobrar no ano seguinte. O Vasco está entre os 5 de maior visibilidade. Os jogos na TV aberta também são importantes.

4 – Os jogos do campeonato carioca em TV aberta são vistos em mais estados brasileiros, o que garante visibilidade aos clubes do Rio.

5 – Vasco e Flamengo têm uma rivalidade centenária, que vem do remo, passa pelo crescimento do Vasco na década de 20 e muito mais. Essa rivalidade se espalha pelo Nordeste, Norte, Distrito Federal, Espírito Santo e Santa Catarina, principalmente.

6 – Tirando os meninos brancos de classe média que comentam atualmente na televisão, o povão quer muito brincar com o adversário no bar, na padaria, no trabalho. É a essência do futebol. Isso vale para os dois lados.

7 – Um time tem uma folha salarial no futebol de 4 milhões/mês. O outro de 12 milhões/mês. E o que gasta menos só perdeu 1 jogo dos últimos 12 eliminando o rival em 4 competições desde 2015. Essa é a magia do futebol. Há fases assim, o que não significa que durem para sempre.

8 – Por último, contra o Vasco (e Eurico em particular) prevalece o jornalismo de guerra. O clube recupera patrimônio, paga dívidas, está em dia com impostos e salários, mas tudo é retratado como ruim. Não pode investir hoje no futebol o que gostaria, mas vai aumentar um pouco a cada ano.

Em resumo Vasco e Flamengo sempre vale. O resto é bola de gude no carpete.

Marco Antônio de Amorim Monteiro
Grande Benemérito
Vice-Presidente de Marketing do Club de Regatas Vasco da Gama

 

 

Tudo Friamente Calculado

 

O engenheiro Horácio Nelson Wendel se dedica a encontrar erros e virtudes nas tabelas de campeonatos. Já fez várias sugestões de melhorias para diversos torneios. Foi um dos mentores das primeiras configurações do Brasileirão por pontos corridos, em 2003. Tentou como pôde alertar a turma da Primeira Liga para os equívocos deste ano. Já infernizou a Federação Paranaense de Futebol para ajustar falhas grostescas…

Mas desta vez, o catarinense Wendel ficou espantado. “A tabela do Brasileirão 2017 é toda feita para o Flamengo ser campeão. Um absurdo”, avisa ele. O engenheiro não se conforma com a falta de critérios da CBF para confeccionar a ordem dos jogos. “A tabela da Serie A 2017 tem parcialidade clubística flagrante, tem todos os ingredientes para um desinteresse técnico e comercial da competição”, avisa, indicando 73 erros no total.

Veja os erros achados por ele

1) Na parcialidade clubística, o Flamengo joga cinco vezes seguidas na cidade do Rio de Janeiro nas rodadas 21-22-23-24-25, proteção recorde “Onde estará o Flamengo em transmissão para o Rio em TV aberta durante 32 dias?”, questiona.

2) O Flamengo jogará três vezes seguidas no Rio nas rodadas 7-8-9 e mais três vezes seguidas no Rio nas rodadas 11-12-13. “Dá para acreditar que o Flamengo receberá um embalo de 6 jogos em casa e somente um jogo fora de casa, no início da competição, entre as rodadas 7 e 13?

3) O Flamengo fará 11 jogos em casa e 1 jogo fora de casa, em 2 períodos seguidos, de 12 rodadas. “Não há duvida nenhuma que a tabela foi feita, direcionada para o Flamengo ser campeão”, acusa.

Questões comerciais, claro, atormentam Horácio Nelson Wendel, pois ele oferece suas tabelas para os torneios. Diz inclusive que passou estes dados para Mario Celso Petraglia, do Atlético, e outros cartolas. Neste ponto, Wendel vê aberrações envolvendo o Corinthians, também com alguns benefícios.

1) O Corintians joga 4 vezes seguidas em São Paulo nas rodadas 11-12-13-14

2) No returno, o Corintians joga quatro vezes em São Paulo e uma vez fora de casa contra o Santos, entre as rodadas 21 e 25, o segundo clube mais beneficiado na tabela. “Onde estará o Corintians em transmissão para São Paulo em TV aberta, que não sai do estado de São Paulo durante 34 dias?”, reforça.

Também acha que a CBF desprezou princípios elementares, como critérios técnicos. “Nas 10 primeiras rodadas, os 10 melhores clubes de 2016 jogam contra os seis piores e os quatro vindos da Série B. Nas nove últimas rodadas, os 10 melhores jogam entre si, e os 10 piores jogam entre si”, levanta.

Veja outros apontamentos

  • O Fluminense joga 3 vezes seguidas no Rio de Janeiro nas rodadas 3-4-5
  • O Fluminense joga 3 vezes seguidas no Rio De Janeiro nas rodadas 27-28-29
  • O Atlético joga 3 vezes seguidas em Curitiba nas rodadas 2-3-4
  • O Bahia joga 3 vezes seguidas em Salvador nas rodadas 10-11-12
  • O Vasco joga 3 vezes seguidas no Rio de Janeiro nas rodadas 8-9-10
  • O Vasco joga 3 vezes seguidas no Rio de Janeiro nas rodadas 30-31-32
  • O Botafogo joga 3 vezes seguidas no Rio de Janeiro nas rodadas 12-13-14
  • O Botafogo joga 3 vezes seguidas no Rio de Janeiro nas rodadas 26-27-28
  • O Cruzeiro joga 3 vezes seguidas em Belo Horizonte nas rodadas 10-11-12
  • O Coritiba joga 3 vezes seguidas em Curitiba nas rodadas 21-22-23
  • O Atlético-MG joga 3 vezes seguidas em Belo horizonte nas rodadas 29-30-31
  • O Vitória joga 3 vezes seguidas em Salvador, nas rodadas 29-30-31

Fonte: Gazeta do Povo


As sequencias do Flamengo:

Da 7ª a 13ª rodada , das 7 partidas, 6 são no Rio.

Da 21ª a 25ª rodada , são 5 jogos seguidos no Rio.

Entre a 7ª e a 25ª rodada, de 19 jogos, o Flamengo joga 14 no Rio.

Em nenhuma momento eles jogam mais que 2 vezes seguidas fora de casa.

Isso acontece apenas 4 vezes (rodadas 2 e 3, 5 e 6,  17 e 18, 34 e 35)

O segundo mais beneficiado é o Corinthians, o outro queridinho da mídia, com duas sequências de jogos seguidos em São Paulo: 4  no 1º turno e 5  no 2º turno.

Em apenas três oportunidades a equipe paulista joga duas rodadas seguidas fora de casa ( 2ª e 3ª, 15ª e 16ª e 30ª e 31ª )

Nenhum outro clube teve tabela tão favorável quanto ambos, que com estas sequências jogando em seus respectivos estados, tem a possibilidade de conseguir uma arrancada no campeonato, se distanciando dos seus adversários.

O projeto de espanholização do futebol brasileiro, tão denunciado pelo presidente Eurico Miranda e pelo Casaca! desde a assinatura do pior contrato de TV pelo MUV,  continua a pleno vapor.

Tudo friamente calculado.

Rodrigo Alonso  

Meiões Listrados

    Vascaínos, 

 Muitas coisas mudaram, quer queiram, quer não, na condução administrativa do Vasco desde que Eurico voltou a ocupar a cadeira de presidente  do nosso clube.

Acertou os impostos, colocou os salários em dia, melhorou nítida e claramente as condições de todo o departamento de futebol, desde as categorias de base até os profissionais, criou o Caprees, fez um campo de treino anexo, recuperou as instalações da Pousada do Almirante saqueada na administração anterior, melhorou em muito o Colégio Vasco da Gama, voltou a fornecer refeições dignas aos atletas e funcionários (sem essa de salsicha com arroz), recuperou  o ginásio, voltou a ter um excelente time de basquete, e, agora, parte para a recuperação do parque aquático que é, sem dúvida, um dos orgulhos de qualquer Vascaíno.

Dentre tantos e elogiáveis feitos, pode parecer que não, aos meus olhos Eurico tomou outra grande iniciativa. Mandou retirar do uniforme de jogo aquele horroroso e sem nenhum nexo debrum branco que contornava a nossa tradicional Cruz de Malta. Parabéns, atitude nota 1.000.

 Agora, na minha modesta opinião, só falta para completar esse serviço dos uniformes mandar que se use o velho e tradicional meião listrado em preto e branco, símbolo das mais importantes conquistas do nosso Vasco que nos remete aos anos de 1940/50/60/70,…….. A Umbro haverá de compreender.

 Voltar a ver os times do meu querido Vasco usando os meiões listrados seria, pelo menos para mim, o retorno a gloriosos tempos do nosso clube. 

Fica sugerida a modesta ideia. Quem gostar que a apoie. Quem não gostar,que continue a apoiar sempre essa administração, que é, sem dúvida, a administração da recuperação financeira,política e institucional do meu,do seu,do nosso C.R. Vasco da Gama.

     Saudações Vascaínas.

     Paulo Pereira / Grande Benemérito 

FABULOSO VASCO

 

A recepção entusiasmada no Aeroporto Santos Dumont ao artilheiro Luis Fabiano teve requintes de festa de título: cânticos, bandeirões, povo transbordando praça, rua, saguão, laje, telhado e levando nos ombros não um mero jogador, mas um símbolo, um troféu. Os vascaínos que ali estavam não gritavam sangrando gargantas por um nome, mas sim pela grandeza do clube. Havia ali um silencioso contrato: estamos aqui em comunhão pelo Vasco, caro Fabuloso, e você é convidado de gala para ver de camarote o que representa a gigantesca torcida cruzmaltina. Faça simplesmente o que bem sabe dentro de campo e terá em retorno o mesmo carinho de hoje multiplicado.

Os sites de imprensa tentaram dar conta do que viam, atarantados que estavam com a presença maciça de cruzmaltinos saindo de todos os cantos da cidade. Numa hora jogaram 300 pessoas, aumentaram para 1.000, depois para 2.000, passearam bêbados para 3.000 e muitos presentes dizem que mais de 4.000 vozes foram ouvidas numa quente manhã de verão carioca.

Brados que sufocam quem ainda crê por má-fé ou estupidez que o clube se apequenou, isso ou aquilo. Balelas velhas já conhecidas de outros tempos escritas e reescritas pela imprensa rançosa de pele rubro-negra e ecoadas, infelizmente, por alguns envergonhados que se dizem vascaínos. Um gigante do porte do Club de Regatas Vasco da Gama continuará eternamente como sua essência desde a fundação o definiu: pioneiro, que supera adversidades impostas por elites, campeoníssimo no que desejar ser e verdadeiramente popular sem benesses governamentais para crescer. E sempre a pedra no sapato, o bico na porta da festa, a mosca na sopa do desejo de unanimidade.

Irão dizer os lógicos e racionais de antolhos: “Oras, mas vocês estão comemorando que feito? Por que essa pompa e circunstância para um veterano atacante? Deviam se envergonhar, abaixar a cabeça”.

Eles não sabem o que dizem, ou pior, sabem muito bem do alto das penas cafajestes. Há quase um século é tarefa diuturna dessa turma, seus pais, avôs e bisavôs, propalar a pequenez do clube do subúrbio, que não está no patamar dos grandes do Rio, que não pode jogar campeonato x ou y por contar com jogadores negros e operários, que não pode participar de certames sem possuir estádio próprio, que tudo que vem vestido com faixa diagonal no peito e sangrado de Cruz de Malta é menor, feio e mal gerido. Luis Fabiano representa o feito vascaíno da vez a ser menosprezado. Por isso e por outras razões, o AeroFabuloso de hoje (como a torcida bem apelidou o evento nas redes sociais) significa mais do que aparenta.

Trazer o bom centroavante da Seleção Brasileira da Copa de 2010 e de tantos momentos em grandes clubes não foi negociação das mais fáceis, costurada pacientemente por algumas mãos e olhares que insistiram por semanas a fio na resolução de conflitos burocráticos. Entraves ultrapassados, juntou-se às demais contratações do time para uma temporada que promete bons ventos, mesmo que os rabugentos contumazes de sempre murmurem entre dentes raivosos que não dará certo. O artilheiro com cerca de 400 gols na carreira é de longe o maior de todos goleadores na Série A do Brasileirão e junto à nau comandada pelo almirante Nenê deve seguir sua toada de marcar gols como quem bebe água. Se as chances criadas aos montes pelo time em campo já eram referendadas pelos sites especializados em estatísticas, o arremate final chegou.

O Fabuloso adentra a família cruzmaltina numa semana em que a imprensa bate no tema Vasco x Flamengo à sua moda antiga: propagando belezas táticas e técnicas do lado de lá, entrevistando um centroavante baratinado rubro-negro que crê ser sempre favorito mesmo sem ter vencido sequer um dos clássicos que disputou e apimentando polêmicas onde não há quando fala sobre jogo com torcida única (nessas horas, ler o óbvio regulamento é secundário para os digníssimos). Por sorte e evolução dos tempos, as redes sociais e seus múltiplos ecos acabam com essas fumaças mais rapidamente do que décadas atrás quando uma “verdade impressa” se fosse negada apenas virava uma nota de rodapé de centímetros ou nem isso. E voam belos gracejos e piadas de volta relembrando os nove jogos de freguesia que, por algum tipo de amnésia, foram apagados das edições dos jornalões.

Porém, infelizmente, há uma nova espécie de vascaíno a ser estudada, que vem crescendo sutilmente na última década e meia: aquele que faz da insatisfação seu mote, sua assinatura. Um vascaíno com melancolia botafoguense, arrogância tricolor e desfaçatez flamengueira. Muitos apenas exalam a reles politicagem travestida de fetiche contra suspensórios e charuto, nem sequer escondem como mal embaralham uma instituição centenária com a ira bíblica a um cidadão. Outros por tolice descomunal se empoleiram feito papagaios na facilidade do discurso midiático de sempre por vergonha, paúra ou tibieza do que os outros vão dizer. Para o azar deles, não poderão dizer ao fim de 2017 os lemas apopléticos e apocalípticos “Eu avisei! Eu disse!”. Que o tempo faça o favor de incendiar as línguas ferinas de hoje. 

O que fica para a História é que o Vasco e Luis Fabiano hoje desfilaram triunfais sob olhares assustados e ressentidos dos mesmos de sempre, mas, sobretudo, se irmanaram a milhões de vascaínos que professam a mesma fé nesta comunidade de sentimento Gigante de Norte a Sul do Brasil.

O resto é paisagem.

Curiosidades sobre a nota do grupo político que ficou em terceiro nas últimas eleições

 

Destacamos 3 citações da nota publicada pelo grupo que ficou em terceiro nas últimas eleições, a fim de elucidar questões:

1.“Belaciano representa, na ação, os interesses de Fernando Roscio de Ávila, conhecido como Fernandão, ex-atleta de vôlei, sócio do Vasco e que nas últimas eleições apoiou a chapa Identidade Vasco.”

Belaciano, o advogado de Julio Brant e de seu grupo, advoga também para o senhor Fernandão, bastião do MUV, conforme afirma a nota. O grupo terceiro colocado nas últimas eleições, contudo, tenta se afastar de Fernandão, afirmando que este apenas o apoiou.

Falso.

Fernandão pleiteia uma fortuna junto ao Vasco tomando por base ter sido intermediário entre a Eletrobras e a administração Dinamite para a celebração de um contrato de patrocínio. Ou seja, requer a legalidade da função que efetivamente exerceu: lobista. Foi apoiador daquela administração da primeira à penúltima hora. Sim, penúltima. Porque, assim como outros, quando viu a água invadir o barco, pulou.

Exatamente assim como fez Roberto Monteiro, candidato terceiro colocado nas últimas eleições. Atuou ombreado a Fernandão. Foi braço político importante no primeiro mandato de Dinamite e, no segundo, tornou-se vice-presidente do Conselho Deliberativo. É inegável seu vínculo com Dinamite. É inegável seu vínculo com Fernandão. E por vínculo inegável, provavelmente o terceiro lugar nas últimas eleições, mesmo concorrendo com o fantoche amarelo, se explique.

2. “(…) o Identidade Vasco surgiu em 2011 como oposição a Eurico e ao então presidente Roberto Dinamite e sempre fomos e continuamos sendo, de forma unitária, absolutamente coerentes em relação a isso”.

Estranho que o grupo terceiro colocado nas últimas eleições tenha surgido “em oposição a Eurico” quando Eurico não possuía cargo executivo no clube. Oposição a quem lá não estava?

Estranho que o grupo terceiro colocado nas últimas eleições tenha surgido em 2011 em oposição a Dinamite, sabendo-se que sua liderança apoiava Dinamite, inclusive integrando e vencendo a eleição daquele ano para a mesa diretora do Conselho Deliberativo como chapa de situação.

Portanto, nada pode ser mais incoerente.

3. “Só assim será possível derrotarmos não só a gestão incompetente e ultrapassada da família Miranda, mas também os aventureiros de toda a espécie que enxergam no Vasco apenas boas oportunidades de negócios”.

Roberto Monteiro, candidato terceiro colocado nas últimas eleições, seu grupo, terceiro colocado nas últimas eleições, Fernandão, o lobista do MUV amigado com o grupo terceiro colocado e representado por Belaciano, o advogado de Brant, candidato amarelo, fantoche escolhido por Olavo Monteiro de Carvalho, são farinha do mesmo saco. Apoiaram até a penúltima hora a gestão catastrófica de Dinamite, que subtraiu o Vasco em todas as frentes possíveis e imagináveis.

Portanto, nenhum deles tem condição moral para falar a respeito de quem quer que seja. Se merecem porque não só abusam da mentira, como abusam das tentativas de sabotar o clube. Monteiro, que é Dinamite; Fernandão, que é MUV; e Julio Brant, que é preposto de Olavo, NUNCA MAIS!

CASACA!