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Há 64 anos, no Dia Mundial da Paz, o Clássico da Paz

No dia 01/01/1954, Vasco e América se enfrentaram no Maracanã em partida válida pelo 3º turno do campeonato estadual de 1953. É, até então, a única vez na história que o Gigante da Colina atuou no 1º dia do ano.

Correio da Manhã (02/01/1954)

O “Clássico da Paz” é o único disputado por dois clubes da zona norte carioca. Ganhou este apelido pois este foi o primeiro clássico disputado após a pacificação das duas ligas até então existentes no Rio de Janeiro, por divergências políticas entre os clubes cariocas. Tal pacificação se deu por iniciativa dos então presidentes do Vasco, Pedro Pereira Novaes, e do America, Pedro Magalhães Correia, também conhecidos como “Os Pacificadores”.

Com a vitória do Vasco, por 3 a 2 em 31 de julho de 1937 no Estádio de São Januário perante um público de cerca de 25.000 torcedores, o Vasco conquistou os troféus Taça Pinto Bastos e Bronze da Vitória, este último concedida pela revista “O Cruzeiro”.

Havia um terceiro troféu em jogo, mais importante, pois foi definido em melhor de três jogos, o Troféu da Paz “O Camiseiro”. Segundo o Jornal do Brasil, edição de 24 de março de 1942, este terceiro jogo para decidir a posse definitiva do Troféu da Paz só foi disputado em 22 de março de 1942. O Vasco venceu por 2 a 1 e essa partida marcou, inclusive, a estreia de Ademir no Vasco. A partir desse momento, o jogo entre os dois clubes ganhou o apelido de Clássico da Paz. 

Diário de Notícia (03/01/1954)

Data: 01/01/1954
Jogo: Vasco 1 x 1 América
Motivo: Campeonato Carioca. 3º Turno.
Local: Maracanã. Rio de Janeiro (RJ).
Público:
Renda: Cr$ 554.368,60
Árbitro: Cross.
Vasco: Osvaldo Baliza, Beto, Haroldo, Ely, Amaury, Jorge, Sabará, Maneca, Alvinho, Pinga e Ademir. Técnico: Flávio Costa.
América: Osni, Cacá, Osmar, Ivan, Osvaldinho, Hélio, Ramos, Vassil, Guilherme, João Carlos e Olício. Técnico: Oto Glória.
Gol do Vasco: Pinga (1ºT). Gol do América: Ramos (2ºT).

Há 67 anos, a primeira e única vez que o Vasco jogou no último dia do ano

No dia 31 de dezembro de 1950, o Vasco derrotou o Bangu por 2 a 1 em partida válida pela 7ª rodada do returno do Campeonato Carioca. O Vasco conquistaria o título no dia 28 de janeiro de 1951, em uma vitória contra o América pelo mesmo resultado.

Esta foi a primeira e única vez que a equipe profissional do Vasco disputou um jogo oficial no dia 31 de dezembro. 

Ficha do jogo:

Domingo, 31/12/1950
BANGU 1 x 2 VASCO
Local: Maracanã (RJ)
Renda: Cr$ 582,560,00
Árbitro: Mário Gonçalves Vianna
Gols: Ipojucan, Maneca e Ismael.

Bangu: Luiz Borracha, Sula e Rafanelli; Djalma, Mirim e Pinguela; Menezes, Zizinho, Simões, Ismael e Teixeirinha. Técnico: Ondino Vieira.

Vasco: Barbosa, Augusto e Laerte; Eli,Danilo e Jorge; Alfredo, Maneca, Ademir, Ipojucam e Djair. Técnico: Flávio Costa

Relembre o título do Vasco na Copa São Paulo de Futebol Júnior

Comandado por Valdir Bigode, o Gigante da Colina venceu o São Paulo nas cobranças de pênalti na decisão em 1992

O Vasco da Gama inicia em 02 de janeiro, contra o Juventus (SP), sua participação em mais uma edição da Copa São Paulo, a competição sub-20 mais tradicional do país. Com uma equipe reformulada, contando apenas com quatro titulares do time que teve uma temporada de 2017 vitoriosa, o Cruzmaltino tentará chegar ao lugar mais alto do pódio pela segunda vez no importante torneio nacional. 

A primeira e única conquista vascaína foi obtida na temporada de 1992. Na oportunidade, o sub-20 era dirigido por Gaúcho e contava no elenco com atletas nascidos em 71, 72, 73 e 74. Por ter feito um espetacular ano de 1991, que foi coroado pelos títulos do Campeonato Carioca, da Taça Belo Horizonte e da Taça Carlinhos Maracanã, o Vasco embarcou para São Paulo acreditando que poderia fazer história. 

Na primeira fase, o Almirante duelou com São Paulo, Bahia, Nacional (SP), Portuguesa (SP) e Atlético (MG). Apesar de ter sido superado pelo tricolor baiano, os vascaínos não se abateram e fecharam o grupo na segunda colocação. Foram duas vitórias, dois empates e uma derrota. O Gigante da Colina só não terminou na primeira colocação da chave por ter somado um ponto a menos que o São Paulo.


Valdir Bigode foi o artilheiro da Copa São Paulo de 1992- Foto: Sérgio Berezovsky

Com a classificação, o Vasco passou a ser o único representante carioca vivo na disputa do título. Campeão da Copinha diversas vezes entre as décadas de 70 e 80, o Fluminense caiu na fase de grupos. Botafogo e Flamengo não participaram dessa edição. O Cruzmaltino enfrentou a Ponte Preta nas quartas de final e não tomou conhecimento da equipe de Campinas. Vitória por 3 a 1 e vaga na semifinal garantida. 

O rival não possuía tanta tradição como os adversários anteriores, porém vinha fazendo uma campanha espetacular. Após superar Corinthians e Fluminense na fase de grupos, o Santa Tereza (MG) eliminou nada mais, nada menos que o Santos nas quartas de final. A equipe mineira, todavia, não teve forças para superar o time liderado pelo matador Valdir Bigode. O triunfo do clube de São Januário foi pelo placar de 2 a 0. 

A tão esperada finalíssima aconteceu em 25 de janeiro, data do aniversário da cidade de São Paulo, no Pacaembu. Apesar de duelar contra o São Paulo e sua grande torcida na capital paulista, o Vasco não se intimidou e saiu na frente com Valdir Bigode. Andrei empatou para o Tricolor no segundo tempo e levou o jogo para a prorrogação. O empate persistiu e o título acabou sendo decidido nos pênaltis. Melhor para o Gigante, mais competente nas cobranças: 5 a 3.

Além de ter levado o clube de São Januário a inédita conquista, a equipe campeã da Copa São Paulo cedeu inúmeros jogadores para a equipe de profissionais. Nomes como Caetano, Pimentel, Tinho, Alex Pinho, Leandro Ávila e Valdir Bigode participaram de títulos importantes, em especial do Tricampeonato Estadual (1992, 1993 e 1994), o único da história do clube até o presente momento.

Escalação do Vasco: Caetano; Pimentel, Alex Pinho, Tinho e Josenilson (Fábio); Viana, Leandro Ávila, Vítor e Denilson (Pedro Renato); Valdir Bigode e Hernande. Treinador: Gaúcho.

 
Vídeo: Reprodução Youtube
 
Fonte: Site oficial

Há 90 anos, Vasco promovia festa de Natal para as crianças pobres no gramado de São Januário

No ano da inauguração de seu estádio, clube realizou festa de natal no gramado

“Resultou verdadeiro acontecimento o primeiro Natal das crianças pobres promovido pelo C. R. Vasco da Gama, no estádio de S. Januario.
 
O campo apresentava aspecto surpreendente, pois cerca de seis mil crianças ali se concentraram.
 
A distribuição, que foi feita na melhor ordem, esteve a cargo das seguintes senhoras e senhoritas: Maria Luiza Bessa, Edith Bessa, Pinto Soares, Alfredo Ozorio, Iza Cortes, Marilda Pinto Alves, Celia Pinto da Silva, Marianna Pinto da Silva, Helena de Souza, Avelina Portella, Ophellia Pinto da Silva, Nery Stelling, Honorina Bessa, Rosa Stelling, Correa de Carvalho, Aurora Alonso, Arlindo Mello, Francisco Reis, Braga Monteiro, Palmyra Ramos, Clementina Rocha, Esmeralda de Oliveira e outras.
 
A commissão de festa, tendo a frente o Sr. Jayme Souto Maior, auxiliado pelos Srs. Raul da Silva Campos, Ribeiro de Paiva, Annibal Peixoto, José da Silva Rocha, Alberto Portella, Manoel Fernandes, Nery Stelling e Raul Ferreira, também muito trabalhou para o bom desempenho da distribuição.
 
Foi armada, no vão das archibancadas, uma grande arvore de Natal, com milhares de brinquedos.
 
  Houve tambem lutas de box, entre “garotos”, sendo este o resultado:
  1.ª luta (gallos cégos) – Antonio Amorim x Joaquim Costa (ambos de 10 annos) – Combate em 3 rounds, que terminou num empate.
  2.ª luta (gallos cégos) – Panthena X Paulista, em 5 rounds – venceu Paulista por pontos.
  
  Emfim, um successo completo a festa do Vasco ás crianças pobres.” (O Imparcial – terça-feira, 27 de dezembro de 1927)*
 
*Grafia da época – Como se pode verificar da foto do ringue, a citada luta de boxe entre crianças era orientada por palhaços, não passando tudo de uma grande brincadeira de entretenimento.
 
Fotos – Revista Careta
 
Fonte: Site Memória Vascaína

Solange Chagas: trajetória de amor e dedicação ao Vasco

Uma história de amor de dedicação ao Vasco da Gama: assim pode ser resumida a trajetória de Solange Chagas do Valle, que começou sua vida no Cruzmaltino como atleta e hoje ocupa o cargo de coordenadora da Divisão de Atletismo. Todo esse período no Gigante da Colina, marcado por momentos inesquecíveis, soma exatos 52 anos. Para coroar uma relação tão especial, Solange recebeu o escudo de ouro, durante a sessão solene em comemoração aos 119 anos do Vasco, no dia 21 de agosto, em homenagem aos seus 50 anos de contribuição social.
 
– Foi uma linda homenagem, poder receber o escudo de ouro. Me orgulho muito por estar durante todo esse tempo vivendo o Vasco todos os dias, estou aqui há 52 anos. Fui descoberta em uma competição escolar. Assim como eu faço hoje, quando acompanho competições para descobrir talentos, fizeram comigo. Sempre gostei muito de correr e me destacava por disputar diversas modalidades. Foi assim que cheguei ao Vasco – disse Solange, que completou exaltando sua trajetória como atleta do Cruzmaltino.
 
– Logo no meu primeiro ano aqui, fui representar o Vasco no Brasileiro, disputando uma categoria acima da minha. Conquistamos muitas competições importantes, fazendo valer o peso dessa camisa gigante. Fui crescendo e disputando diversas categorias, trilhando meu caminho de atleta. Em seguida, comecei a cursar psicologia. Com seis meses de faculdade, surgiu a primeira turma de educação física da UERJ, eu fiz a prova e passei. Eu já tinha muito desejo de ser treinadora do Vasco. Assim foi, me formei em 1978 e comecei a atuar como treinadora na Divisão de Atletismo – contou.

1- Solange exibe medalhas conquistas com a camisa do Vasco em seu período como atleta do clube; 2 e 3- Realização da cerimônia do casamento de Solange na Igreja de Nossa Senhora das Vitórias; 4- Solange comemora título nas pistas em competição estudantil; 5- Solange durante torneio no Complexo Esportivo de São Januário
Vestir a camisa do Vasco foi só o começo de uma íntima relação. Em São Januário, Solange Chagas deu passos importantes no atletismo e também iniciou a formação de sua família. Isso porque foi a Colina Histórica o local escolhido por ela e pelo marido, José Carlos do Valle, para a realização da cerimônia de casamento, na Igreja Nossa Senhora das Vitórias.
 
– A minha vida é assim, eu levanto pensando no Vasco e vou dormir pensando no Vasco. Aqui construí uma história muito bonita. Casei aqui na Igreja Nossa Senhora das Vitórias, em 1977. Minha festa foi aqui no Parque Aquático. Eu não digo que o Vasco é minha segunda casa, mas é uma extensão do meu lar. Aqui formamos uma família. O amor aqui é tão grande que eu não sei viver sem esse clube – relembrou Solange, bastante emocionada.

Solange orienta atletas durante atividade na Colina Histórica
Com grande carinho, muitos momentos foram relembrados por Solange. Entre as diversas lembranças especiais, ela destaca o amor diariamente depositado em todas as suas atividades no Complexo Esportivo de São Januário.
 
– Eu me doo totalmente no que eu faço. Acordo todos os dias com a felicidade do primeiro dia de trabalho. Me sinto muito feliz aqui – concluiu.

Solange recebe escudo de ouro do presidente Eurico Miranda- Fotos: Paulo Fernandes/Vasco.com.br
 
Fonte: Site oficial

Zé Ricardo é o vigésimo sexto treinador da história a dirigir Vasco e Flamengo no time principal

Não é incomum na história de Vasco e Flamengo, treinadores dirigirem o elenco principal de um dos clubes e posteriormente o maior rival. Ao longo de décadas isso foi lugar comum, desde o início dos anos 20 do século passado. Zé Ricardo é o vigésimo sexto da lista. Tricolor de infância já foi profissional do Vasco no Futsal de base nos anos noventa e trabalhou no Flamengo por mais de 10 anos. Boa sorte a ele nessa nova empreitada.
Abaixo a lista de treinadores que dirigiram os dois arquirrivais ao longo da história,

Técnicos que já dirigiram Vasco e Flamengo:

Ramon Platero
Flamengo – 1921
Vasco – 1922/23; 1938

Flávio Costa
Flamengo – 1934/37; 1938/45; 1946; 1951/52; 1962/65
Vasco – 1947/50; 1953/56

Gentil Cardoso
Vasco – 1938/39; 1952; 1967
Flamengo – 1949/50

Ernesto Santos
Vasco – 1946
Flamengo – 1947

Yustrich
Vasco – 1959/1960
Flamengo – 1970/71

Tim
Flamengo – 1969
Vasco – 1970

Evaristo de Macedo
Vasco – 1969; 2002
Flamengo – 1993, 1998/99; 2002/03

Zagallo
Flamengo – 1972/73; 1984/85, 2000/01
Vasco – 1980/81; 1990/91

Carlos Froner
Flamengo – 1975/76
Vasco – 1979

Antônio Lopes
Vasco – 1981/83; 1985/86; 1991; 1996/2000; 2002/2003; 2008
Flamengo – 1987

Julio César Leal
Vasco – 1983
Flamengo – 2005

Claudio Garcia
Flamengo – 1983/84
Vasco – 1986

Sebastião Lazaroni
Flamengo – 1985/87
Vasco – 1987/88; 1994

Joel Santana
Vasco – 1986/87; 1992/93; 2000/2001; 2004/2005; 2014
Flamengo – 1996; 1998; 2005; 2007/2008; 2012

Valdir Espinoza
Flamengo – 1989/90; 2006
Vasco – 2007

Jair Pereira
Flamengo – 1990; 1993
Vasco – 1994; 1995

Abel Braga
Vasco – 1995; 2000
Flamengo – 2004

Paulo Autuori
Flamengo – 1997/98
Vasco – 2013

Oswaldo de Oliveira
Vasco – 2000
Flamengo – 2003; 2015

Paulo César Gusmão
Vasco – 2001; 2010/11
Flamengo – 2004

Ricardo Gomes
Flamengo – 2004
Vasco – 2011

Celso Roth
Flamengo – 2005
Vasco – 2007; 2010; 2015

Dorival Júnior
Vasco – 2009; 2013
Flamengo – 2012/13

Jorginho
Flamengo – 2013
Vasco – 2015/16

Cristóvão Borges
Flamengo – 2015
Vasco – 2017

Zé Ricardo
Flamengo – 2016/17
Vasco – 2017

Casaca!

Conquista da Copa Myrurgia completa 86 anos

No dia de 29 de junho de 1931, o Club de Regatas Vasco da Gama entrava em campo mais uma vez para enfrentar o Futbol Club Barcelona. Os clubes estavam disputando, no total de dois encontros amistosos, a posse da Copa Myrurgia, uma bela peça de prata que fora doada pela Perfumería Myrurgia, tradicional empresa catalã do ramo da perfumaria.



Mundo Deportivo
, 21 de junho de 1931

O Vasco fazia uma excursão internacional, a primeira das 71 viagens para fora do país que já fez em sua história. O Clube visitava o continente europeu, especificamente, Portugal e Espanha. Após uma cansativa viagem transcontinental abordo do S.S. Arlanza, o Vasco mediu forças pela primeira vez com a equipe do Barcelona no dia 28 de junho de 1931, no estádio Les Corts. Apesar do excelente desempenho, acabou sendo vencido a três minutos do fim, pelo placar de 3 a 2. Entretanto, a imprensa espanhola elogiou o estilo de jogo dos vascaínos, especialmente, do médio-volante Fausto, que acabaria sendo contratado pelo clube catalão junto com o goleiro Jaguaré.


Delegação vascaína a bordo do transatlântico S.S. Arlanza

Na partida que “valia a taça”, no mesmo estádio barcelonista, a equipe vascaína deu o troco, conseguindo sobrepujar o Barcelona pelo placar de 2 a 1. Com o resultado, o Gigante da Colina venceu pela primeira vez um clube europeu e, no Velho Continente, obteve a sua primeira vitória fora do Brasil. 


Lance da partida Vasco 2×1 Barcelona – Campeão da Copa Myrurgia



Outro lance da partida Vasco 2×1 Barcelona – Campeão da Copa Myrurgia

O equilíbrio total entre as equipes, com empate em número vitórias (uma para cada lado) e a igualdade no número de gols marcados e sofridos (4 a 4), fez com que a Copa Myrurgia fosse entregue ao Vasco. Naquele período, era comum o troféu em disputa ser entregue ao clube visitante, quando ocorriam empates desse gênero.


Troca de gentilezas entre Samitier e Russinho, respectivamente, o capitão do Barcelona e o capitão do Vasco
 
Vê-se a Copa Myrurgia, no lado esquerdo da imagem


Primeiro gol do Vasco no segundo jogo entre as equipes, marcado por Carvalho Leite aos cinco minutos do 2º tempo

FICHA TÉCNICA (PRIMEIRA PARTIDA)
Partida: Club de Regatas Vasco da Gama 2×3 Futbol Club Barcelona
Data: 28 de junho de 1931 – (Domingo)
Local: Les Cort – (Barcelona/ESP)
CR VASCO DA GAMA:
Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Baianinho, Nilo, Leito, Russinho e Mário Mattos. 
FC BARCELONA:
Uriach (Montserrat), Zabalo e Más; Martí, Guzmán e Arnau, Piera, Goiburu, Samitier, Sastre e Sagi.
Gols: Russinho, Carvalho Leite, Samitier (BAR), Goiburu (BAR), Piera (BAR).  
Árbitro: Llovera.

 

FICHA TÉCNICA (SEGUNDA PARTIDA)

Club de Regatas Vasco da Gama 2×1 Futbol Club Barcelona
Data: 29 de junho de 1931 – (Segunda-feira)
Local: Les Corts – (Barcelona/ESP)
CR VASCO DA GAMA:
Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Baianinho, Benedicto, Santana, Russinho e Carvalho Leite.
FC BARCELONA:
Zamora, Zobalo e Más; Marti, Gusmán e Castillo; Piera, Goiburu, Samitier, Sastre e Pedrol.
Gols:
2º Tempo – Carvalho Leite (5’), Russinho e Samitier (BAR).
Árbitro: Guillermo Comorera.

Súmula oficial do jogo produzida pelo FC Barcelona

  

O troféu Copa Myrurgia

Foto: Paulo Fernandes

Fonte: Site Oficial

Há 60 anos, Vasco era campeão do Troféu Teresa Herrera na Espanha

 

No dia 16 de junho, somente dois dias após vencer o Real Madrid na final do Torneio de Paris e depois de terem viajado de ônibus por cerca de 11 horas, a equipe vascaína conquistou, na Espanha, o famoso Troféu Teresa Herrera.

O evento e o troféu possuem esse nome em homenagem a Teresa Margarita Herrera y Posada, que nasceu na cidade de La Coruña, em 10 de novembro de 1712. Em decorrência da sua história de vida, Teresa Herrera tornou-se um símbolo corunhês de dedicação aos menos favorecidos. Em 1789, doou todos os seus bens no intuito de que se pudesse fundar na sua cidade natal um hospital em prol da caridade.

No ano de 1946, com a ajuda da Junta Local de Beneficencia, criou-se um evento futebolístico em La Coruña com o objetivo de arrecadar fundos para a caridade. Nascia o “Trofeo Teresa Herrera”, cuja primeira partida se celebrou em 31 de julho daquele mesmo ano, com uma vitória do Sevilla/ESP por 3 a 2 sobre o Athletic Bilbao/ESP. Para maiores informações sobre a história do Troféu, acesse: Trofeo Teresa Herrera.

Na sua décima segunda edição (XII Trofeo Teresa Herrera), o convidado foi o Vasco, que já tinha participado em 1947. Na época, o Expresso da Vitória foi derrotado pelo Athletic Bilbao por 3 a 2. Dessa forma, a disputa de 1957 seria a possibilidade de uma revanche, pois, 10 anos após o primeiro encontro, o Vasco teria pela frente o mesmo adversário.

O Vasco era o atual Campeão Carioca (1956), havia derrotado o afamado Real Madrid e era um dos principais representantes do futebol brasileiro. O Athletic Bilbao tinha conquistado o título espanhol na temporada 1956/1957, obteve um quarto lugar na temporada 1956/1957 e era uma das principais equipes espanholas.

Os vascaínos chegaram a La Coruña duas horas antes da partida. Superando todas as dificuldades da viagem, tendo pouco tempo de descanso, o Vasco venceu a equipe do Athletic Bilbao por 4 a 2, com dois gols de Vavá e outros dois de Válter. Assim, tornou-se o primeiro clube brasileiro a conquistar o Troféu Teresa Herrera, que na época possuía bastante prestígio, sendo um dos principais eventos do calendário anual de futebol de clubes. Confira a lista de campeões.

FICHA TÉCNICA DA PARTIDA

Partida: Club de Regatas Vasco da Gama 4×2 Athletic Club Bilbao
Evento: Troféu Teresa Herrera (12º Edição)
Data: 16 de junho de 1957
Local: Estádio Municipal de Riazor – La Coruña/ESP
Público: 40.000 presentes

CR Vasco da Gama:
Carlos Alberto; Dario, Viana, Orlando e Ortunho; Laerte e Válter; Sabará, Livinho, Vavá e Pinga.
Técnico: Martim Francisco

Athletic Club Bilbao:
Carmelo; Orúe, Canito, Mauri, Garay, Maguregui, Arteche (Bilbao), Marcaida (Echániz), Uribe, Aguirre (Arteche) e Gainza.

Gols:
1º Tempo – Vavá 23′, Válter 24′;
2º Tempo – Bilbao (A.B.) 9′, Válter 28′, Vavá 34′, Echániz(A.B.) 35′.

Árbitro: Joaquín Fernandez 

Há 60 anos, Vasco derrotava o Real Madrid de Di Stéfano e se sagrava campeão Intercontinental

 

Por Cláudio Nogueira

O cenário, o Estádio Parque dos Príncipes, na capital francesa. O adversário, o Real Madrid, então bicampeão europeu 1955/1956 e 1956/1957, e já naquele tempo dono de um elenco milionário, com Puskas, Di Stéfano, Kopa, Gento e outros. Mas nada disso intimidou o Vasco que, em plena Cidade Luz, ofuscou as estrelas do adversário e fez brilhar o futebol brasileiro, antes mesmo da conquista da primeira Copa do Mundo, a de 1958, na Suécia. Ao fim do duelo, os vascaínos superaram o time merengue por 4 a 3 e ergueram o primeiro Troféu de Paris, a 14 de junho de 1957.

Disputado pela primeira vez há 60 anos, o troféu deveria ter tido sua edição inicial em 1956, para marcar os 50 anos do feito do brasileiro Santos Dumont, que havia sobrevoado a capital francesa a bordo de seu 14 Bis. Entretanto, a versão inaugural do torneio só iria ocorrer em 1957, reunindo também o Racing Paris, representando a cidade, e o Rot-Weiss Essen, campeão da Alemanha em 1955. 

Como ainda não havia Campeonato Brasileiro nem Libertadores da América, o Vasco foi convidado porque havia sido o campeão do primeiro e único (até então) Sul-Americano de clubes, em 1948, no Chile, e como campeão carioca de 1956. Na primeira rodada, a 12 de junho, o Real Madrid arrasara o Rot Weiss Essen por 5 a 0; enquanto o time de São Januário eliminara os donos da casa: 3 a 1, gols de Livinho, Pinga e Vavá.

No dia 14, depois dos 7 a 5 do anfitrião Racing sobre o visitante Rot Weiss Essen, os cerca de 40 mil torcedores presentes ao Parque dos Príncipes assistiram a um espetáculo emocionante e cheio de alternativas, digno do confronto entre “o melhor time da Europa” e o “melhor da América do Sul”, como os jornais o anunciaram na época.

Na foto: O capitão vascaíno Pinga com o troféu do Torneio de Paris

Com força máxima, a equipe madridista abriu o placar aos 4 minutos, com Di Stéfano, que curiosamente, se defrontara com o Vasco atuando pelo River Plate da Argentina, na final do Sul-Americano de 1948. Era uma competição por pontos corridos, e os vascaínos ergueram a taça, graças ao empate sem gols.

Ainda no primeiro tempo, o Vasco igualou o marcador com Valter Marciano, aos 20, e virou aos 32 com Vavá – que em 1958 se tornaria o Leão da Copa na Suécia. Após o intervalo, aos 8 minutos, Mateos empatou. A partida seguiu equilibrada até Livinho fazer Vasco 3 a 2, aos 21 da segunda etapa. A vitória e o título foram praticamente assegurados aos 39, com outro gol de Valter Marciano – que acabaria posteriormente indo jogar no futebol espanhol. O francês Kopa diminuiu a um minuto do fim, mas a taça já estava endereçada ao Rio. E a decisão teve direito a confusão generalizada entre os times no segundo tempo.

Naquele distante junho de 1957, o lateral Paulinho e o zagueiro Bellini desfalcaram a equipe carioca, pois estavam com a seleção na Copa Roca, contra a Argentina. Orlando Peçanha era o único titular da zaga. Na mesma excursão à Europa, a 16 do mesmo mês, a equipe iria conquistar outro importante troféu internacional, o Teresa Herrera, em La Coruña, com 4 a 2 sobre o Athletic Bilbao, da Espanha, com dois gols de Vavá e dois de Valter.

À época, o jornal francês “L’Équipe”, destacou: “E então, bruscamente o Real desapareceu literalmente. Seriam as camisas de um vermelho pálido ou os calções de um azul triste que enfraqueciam a soberba equipe espanhola? Não. É que, antes, apareceram subitamente do outro lado os corpos maravilhosos, apertados nas camisas brancas com a faixa preta, de 11 atletas de futebol, de 11 diabos negros que tomaram conta da bola e não a largaram mais. Durante a meia hora seguinte a impressão incrível, prodigiosa, que se teve é que o grande Real Madrid campeão da Europa, o intocável Real vencedor de todas as constelações européias estava aprendendo a jogar futebol”. (…)”

A edição inaugural do Torneio de Paris foi considerada uma precursora das futuras Copas Intercontinentais e Mundiais de Clubes. Apesar do torneio ter sido organizado como amistoso, ao menos um veículo da imprensa brasileira da época, o “Jornal dos Sports”, chegou a citá-lo uma vez como a conquista de um título mundial de clubes pelo Vasco. De qualquer forma, aquela havia sido a primeira ocasião em que o  Real Madrid havia sido derrotado por uma equipe não-europeia, depois de ter sido bicampeão continental.

Aquele resultado causou um impacto perante a imprensa europeia, levando-a a afirmar que a vitória vascaína elevava o nome do futebol brasileiro, demonstrava que o time madridista não era invencível e que com  “com brasileiros em campo, nada mais existia, nem mesmo o Real Madrid”. Por mais que o Real pudesse se sentir cansado ao fim da temporada europeia, o futuro do futebol não era a Europa, mas sim a América do Sul. Sábia previsão, já que a seleção brasileira ganharia as Copas de 1958, 1962 e 1970.

O torneio na capital francesa motivou a criação da Copa Intercontinental, anunciada em 1958 pelo brasileiro João Havelange como convidado em reunião da UEFA e disputada a partir de 1960.
 
Vasco 4 x 3 Real Madrid

Real Madrid: J. Alonso; Torres, Marquitos (Santamaría), Lesmes; Muñoz e A. Ruiz; Kopa, Mateos, Di Stéfano, Rial (Marsal) e Gento.

Vasco: Carlos Alberto; Dario, Viana, Orlando e Ortunho; Laerte e Valter; Sabará, Livinho, Vavá e Pinga.

* Cláudio Nogueira é jornalista do SporTV e autor dos livros “Futebol Brasil Memória – De Oscar Cox a Leônidas da Silva”, “Os dez mais do Vasco da Gama” e “Vamos todos cantar de coração: os 100 anos do futebol no Vasco da Gama” (e-book)

Fonte: Memória EC

Pela manhã, 50 anos depois

No dia 17 de dezembro do longínquo ano de 1967, o time profissional do Vasco fez sua última partida oficial, em São Januário, atuando pela manhã, mas com uma pequena diferença de horário em relação ao jogo deste domingo. O chamado “Clássico da Paz” começou às 10 horas.

Naquela oportunidade, em confronto válido pela última rodada do Campeonato Carioca, para cumprir tabela apenas, a equipe cruzmaltina empatou com o América pelo placar de 0 x 0.

O jogo foi até bem disputado. Cada equipe acertou a trave adversária uma vez. Eduardo pelo América e Valfrido pelo Vasco.

O árbitro José Gomes Sobrinho deixou de marcar um pênalti para a equipe da casa, cometido sobre Nei Oliveira, e na sequência do lance Valfrido perdeu gol feito, cara a cara com Rosan.

Mesmo com lances de emoção e razoável movimentação dos atletas, ao fim da peleja houve vaia geral para as duas equipes, muito mais pela performance decepcionante delas no campeonato como um todo, do que pela qualidade do espetáculo matinal.

O melhor jogador do chamado “Clássico da Paz” foi Ica, meia da equipe americana e para um público de 1.702 pagantes os dois times se apresentaram com as seguintes formações:

Vasco – Pedro Paulo; Jorge Luís, Sérgio, Major, Oldair; Paulo Dias, Danilo Menezes; Nado, Valfrido, Nei, Averaldo Silva.
Técnico: Ademir Menezes

América – Rosan; Sérgio, Alex, Aldeci, Dejair; Tadeu, Ica; Gilson, Antunes, Edu, Eduardo.
Técnico: Evaristo de Macedo

Que venha, quase 50 anos depois, uma grande vitória vascaína contra o Bahia para deixar o almoço de domingo muito mais saboroso.

Casaca!