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Há 67 anos, Vasco se sagrava o 1º Campeão Carioca do Maracanã

A história do Maracanã é bem conhecida pela maioria dos brasileiros. O Brasil teve o privilégio de sediar a primeira Copa do Mundo do pós-guerra e o ponto alto dessa organização foi a construção de um estádio novo, gigantesco, pois o Pacaembu e o estádio de São Januário já não acomodavam a massa cada vez maior de apaixonados pelo futebol.

O Maracanã foi inaugurado em 16 de junho de 1950, com capacidade para 200 mil espectadores. Foi palco de cinco dos seis jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, incluindo a final do dia 16 de julho. Precisando apenas do empate, o Brasil perdeu por 2 a 1 para o Uruguai e terminou como vice-campeão, gerando uma onda de frustração por todo o país.

Passado o choque inicial, era chegada a hora de utilizar o Maracanã para o Campeonato Carioca. O Vasco era o atual campeão da competição e, ainda por cima, invicto. O Expresso da Vitória esteve no auge de sua forma em 1949 e havia conquistado 18 vitórias e 84 gols em 20 jogos, numa campanha que até hoje detém o recorde de ter sido a melhor de toda a história do profissionalismo carioca.

Mas em 1950 os jogadores vascaínos estavam abatidos. Também, pudera: nada menos do que oito jogadores (Barbosa, Augusto, Danilo, Eli, Ademir, Chico, Maneca e Alfredo II) e mais o treinador (Flávio Costa) haviam tomado parte na delegação brasileira derrotada em casa pelo Uruguai na Copa do Mundo.

Grande parte da imprensa, que já naquela época não gostava muito do Vasco, aproveitou para explorar ao máximo o trauma da perda da Copa a fim de prejudicar a equipe cruzmaltima. E quase conseguiu seu objetivo. O Vasco realmente teve um começo irregular e, só no primeiro turno, sofreu 3 derrotas (América, Fluminense e Botafogo), fato raro para um time reconhecidamente superior a todos os outros.

À medida que a tristeza pela perda da Copa foi passando, o Vasco foi ganhando mais e mais confiança e voltou a ser o velho “Expresso” de outros tempos, goleando, no segundo turno, o Flamengo por 4 a 1 (e mantendo um tabu de 6 anos sem derrotas para o rival) e o Fluminense por 4 a 0.

Só que, mesmo tendo vencido todos os jogos do segundo turno, o Vasco só conseguiu alcançar a liderança na penúltima rodada, após derrotar o Botafogo por 2 a 0. O Vasco ficou então um ponto à frente do América: 32 a 31. E, como a tabela marcava para a última rodada o jogo Vasco x América, uma vitória rubra poderia pôr a perder a brilhante recuperação da equipe vascaína.

E foi nesta situação que pisaram o gramado do Maracanã no dia 28 de janeiro de 1951 (por causa da Copa do Mundo, o Campeonato Carioca começou atrasado e só pôde ser concluído no ano seguinte) C.R. Vasco da Gama e América F.C.: ao América, só a vitória interessava para que conquistasse o seu sétimo título carioca; e o Vasco, com um simples empate conquistaria o nono título carioca de sua história, o quarto em seis anos.

Mais de 100 mil pessoas foram ao Maracanã (na época, chamado apenas de “Estádio Municipal”) naquele domingo, para acompanhar esta verdadeira decisão. O América tinha um ataque perigoso, conhecido como “tico-tico no fubá”. Outro ingrediente da decisão era um confronto entre dois irmãos: Eli do Amparo, do Vasco, e Osni do Amparo, do América.

O Vasco começou melhor e saiu na frente logo aos 4 minutos, com um gol de Ademir Menezes. O América empatou aos 40 minutos, por intermédio de Maneco. O primeiro tempo terminou com um empate em 1 a 1.

Foi no vestiário do Vasco, durante o intervalo, que ocorreu o fato que decidiu o campeonato. Ipojucan, atacante do Vasco, não se sabe por que motivo, estava reclamando de falta de ar e não queria de maneira alguma voltar para a etapa final. O técnico Flávio Costa, que conhecia muito bem seus jogadores, achou que o vascaíno estava fazendo corpo mole e mandou-o de volta a campo debaixo de tapas.

Anos depois, Flávio Costa explicou em uma entrevista como tudo aconteceu: “Eu levantei o Ipojucan no peito e dei-lhe duas bofetadas. Mas não foram bofetadas de agressão, não. Foram terapêuticas. E ele se apavorou e saiu correndo. Eu atrás dele: “Você vai entrar de qualquer maneira!”.”

A tática do comandante do Expresso da Vitória funcionou parcialmente. Se, por um lado, Ipojucan não jogou nada no segundo tempo, limitando-se a fazer número na ponta-direita, por outro lado foi dele o passe que resultou no gol da vitória do Vasco, de Ademir Menezes, aos 29 minutos.

Ainda aconteceu, no campo, uma briga que resultou com a expulsão de dois jogadores de cada time pelo árbitro Carlos de Oliveira Monteiro (conhecido como “Tijolo”), aos 43 minutos: Eli, Laerte (Vasco), Osmar e Godofredo (América).

A torcida do Vasco, no entanto, pouco ligou para a briga, pois já estava comemorando o título e homenageando Ademir Menezes (artilheiro do Carioca com 25 gols) com uma paródia de uma música do Carnaval de 1951:

“Oi zum-zum-zum zum-zum-zum-zum/ Vasco dois a um/ Ademir pegou a bola/ e desapareceu/ foi mais um campeonato/ que o Vasco venceu…”

Domingo, 28/1/1951
VASCO DA GAMA 2 X 1 AMÉRICA
Local: Maracanã (RJ)
Árbitro: Carlos Monteiro
Renda: Cr$ 1.577.0144,00
Público: 104.067
Gols: Ademir 4′, Manec0 40′, Ademir 74′
Expulsões: Godofredo, Laerte, Osmar e Eli
VASCO: Barbosa; Augusto e Laerte; Eli, Danilo e Jorge; Alfredo, Ademir, Ipojucan, Maneca e Dejair. Técnico: Flávio Costa
AMÉRICA: Osni; Joel e Osmar; Rubens, Osvaldinho e Godofredo; Natalino, Maneco, Dimas, Ranulfo e Jorginho. Técnico:Délio Neves

Jornal dos Sports (29/01/1951)
Jornal dos Sports (29/01/1951)
Jornal dos Sports (29/01/1951)
A Noite (29/01/1951)

Campanha vascaína no Campeonato Carioca de 1950:

20/08/1950- São Januário- Vasco 6 x 0 São Cristóvão- Maneca (2), Ipojucan (2), Ademir e Lima
27/08/1950- Maracanã- Vasco 3 x 2 Bangu- Ademir (2) e Tesourinha
03/09/1950- São Januário- Vasco 2 x 3 América- Maneca e Ademir
10/09/1950- Leônidas da Silva- Vasco 4 x 0 Bonsucesso- Ademir (3) e Maneca
17/09/1950- Rua Bariri- Vasco 3 x 1 Olaria- Ipojucan (2) e Lima
24/09/1950- Maracanã- Vasco 2 x 1 Flamengo- Ademir e Alfredo II
01/10/1950- Maracanã- Vasco 1 x 2 Fluminense- Ipojucan
08/10/1950- Maracanã- Vasco 0 x 1 Botafogo
15/10/1950- São Januário- Vasco 9 x 1 Madureira- Dejair (4), Ademir (2), Álvaro (2) e Maneca
22/10/1950- São Januário- Vasco 7 x 0 Canto do Rio- Ademir (2), Dejair (2), Jansen, Maneca e Tesourinha
29/10/1950- Figueira de Melo- Vasco 5 x 1 São Cristóvão- Dejair (3), Ademir e Tesourinha
05/11/1950- Conselheiro Galvão- Vasco 3 x 2 Madureira- Ademir (2) e Dejair
19/11/1950- São Januário- Vasco 4 x 0 Olaria- Ademir (3) e Alfredo II
26/11/1950- Maracanã- Vasco 4 x 1 Flamengo- Ipojucan (3) e Alfredo II
10/12/1950- São Januário Vasco 7 x 2 Bonsucesso- Ademir (3), Dejair (3) e Maneca
17/12/1950- Caio Martins- Vasco 4 x 2 Canto do Rio- Maneca (4)
31/12/1950- Maracanã- Vasco 2 x 1 Bangu- Ipojuca e Maneca
06/01/1951- Maracanã- Vasco 4 x 0 Fluminense- Ipojucan (3) e Ademir
14/01/1951- Maracanã- Vasco 2 x 0 Botafogo- Maneca e Ademir
28/01/1951- Maracanã- Vasco 2 x 1 América- Ademir (2)

Fonte: NetVasco (Texto) Blog do Marcão (Ficha Técnica) Jornal dos Sports e A Noite (Imagens)

Há 24 anos, Dener dava show em amistoso contra o Newell´s de Maradona

No dia 26 de janeiro de 1994, o Vasco fazia o segundo amistoso seguido contra a equipe argentina do Newell´s Old Boys, que na época tinha Maradona como seu principal jogador. Porém a presença do craque argentino foi ofuscada por uma jovem promessa recém chegada a São Januário: Dener.

O jogador, que vinha emprestado pela Portuguesa de Desportos, fazia apenas suas segunda partida com a camisa cruzmaltina, mas já ganhava a admiração dos torcedores vascaínos. E não só destes, pois, neste dia, foi efusivamente aplaudido pela torcida adversária devido ao golaço que marcou, dando uma ginga de corpo no goleiro e por uma bela jogada de linha de fundo em que driblou três adversários e quase marcou um golaço (veja aqui).

Apesar dos dois empates (1×1 na primeira partida e 2×2 nesta segunda) o Vasco ficou com o troféu “Copa Diário La Capital”, pela condição de visitante.

Jornal dos Sports (27/01/1994)

 

Quem disse essa frase?

Para a surpresa de muitos, a frase foi dita ao “Jornal do Brasil” há cerca de 23 anos, mais precisamente a 11 de novembro de 1994, pelo ex-presidente Antônio Soares Calçada, mesmo após ter a chapa capitaneada por ele e Eurico Miranda vencido o primeiro turno das eleições em São Januário.

Casaca!

Basquete: Há 41 anos, Vasco quebrava jejum de 6 temporadas e conquistava o título estadual

No dia 22 de janeiro de 1977, a equipe de basquete do Vasco derrotava o Municipal por 83 a 78 e acabava com um jejum incômodo de 6 anos. O último título havia sido em 1969, e após 4 vice-campeonatos (1971/72/74/75), o cruzmaltino levantava o troféu de campeão estadual de 1976.

O grande nome do jogo foi Boleta, que marcou 26 pontos, dos 83 conquistados pelo Gigante da Colina.

“Depois de uma campanha das mais difíceis, e de uma partida final que empolgou o enorme público que compareceu ao Maracanãzinho, na grande festa de encerramento do Campeonato Estadual de Basquete, categoria principal, o Vasco viu premiados todos os seus esforços com a conquista do título da temporada.” (Jornal dos Sports – 23/01/1977)

Jornal do Brasil (23/01/1976)

A tentativa do treinador do Municipal, Waldir Bocardo, em anular a velocidade e o esquema tático do Vasco colocando Maguila em permanente vigília a Luisinho, permitiu que Boleta jogasse mais solto e se tornasse a peça principal da vitória do Vasco e da conquista do titulo de campeão carioca de basquete adulto de 1976, sexta-feira no Maracanãzinho.

Boleta foi o jogador mais regular nas três vitórias finais do Vasco. Contra o Flamengo ele fez 24 pontos dos 91, contra o Mackenzie 22 dos 74, e contra o Municipal, 26 dos 83. Esta regularidade foi vista pelo treinador da Seleção Brasileira, Ari Vidal, que o elogiou muito — junto com Luisinho e Sérgio Macarrão, este do Flamengo — e pode lhe dar uma oportunidade.

Esforço

Ao Municipal coube apenas o esforço desesperado de acompanhar o marcador de perto, na tentativa de ganhar a partida por mais de 11 pontos para ser o campeão. E conseguiu manter a esperança até o fim do primeiro tempo. perdendo por 48 a 39. Outra tentativa de Bocardo foi reagir à velocidade com a velocidade de Lello. Também não deu certo.

O Vasco, muito mais tranquilo e podendo perder até por quatro pontos, foi-se impondo, com Márveo desarmando quase todas jogadas de Zezé, e colocou 11 pontos de vantagem. O próprio Zezé reagiu — Sapatão não existiu tecnicamente – e à media distancia conseguiu empatar o jogo nas 12 minutos do segundo tempo, em 55 pontos. Mas logo Luisinho se soltou de Maguila e levou seu time a frente.

O treinador do Vasco, José Pereira, lançou Luis Brasilia e desordenou mais ainda a defensiva do Municipal, porque o jogador armava pelos dois lados da quadra e entrava no garrafão com muita velocidade, concluindo todas as jogadas em pontos. O Municipal se desesperou, e Marcão, que substituiu Fioravante, só olhou o jogo, sem participar dele. O Vasco venceu por 83 a 78.” (Jornal do Brasil – 23/01/1977)

Jornal dos Sports – 23/01/1977
Jornal dos Sports – 23/01/1977
Jornal dos Sports – 23/01/1977

No ano da conquista da Libertadores, Vasco estreava no Carioca com vitória sobre o Bangu

Há 20 anos o Vasco estreava no campeonato estadual com um vitória sobre o Bangu em São Januário, no dia da entrega das faixas do tri-campeonato brasileiro.

O autor do gol foi o “Pantera” Donizete, que fazia sua primeira partida oficial com a camisa cruzmaltina. O Gigante da Colina se sagraria campeão carioca exatamente contra o mesmo adversário, também com uma vitória por 1×0.

Neste mesmo ano, o Vasco também conquistaria a Taça Libertadores da América, o seu Bi-Campeonato Sul-Americano.

Que as coincidências e os títulos se repitam.

A Marca do Pantera

Donizete faz o gol da vitória sobre o Bangu em sua estréia no Vasco

Foi um domingo de campeão – mais pela festa da entrega das faixas de campeão brasileiro, é verdade, do que pelo futebol. Um domingo de encontros e reencontros, com direito a um intenso foguetório e samba-enredo (o Vasco, que comemora este ano seu primeiro centenário, será homenageado pela Escola de Samba Unidos da Tijuca).

Nas arquibancadas, sociais e no campo de São Januário – é isso mesmo, dentro do campo -, pouco mais de três mil torcedores ainda eufóricos reencontraram o campeão brasileiro, o time de Edmundo, que estreou na Itália (“jogou apenas três minutos”, lamentava a torcida, repetindo frase que as emissoras de rádio espalhavam).

Esses mesmos torcedores encontraram um novo ídolo, Donizete, autor do gol que deu a primeira vitória ao Vasco no primeiro jogo do ano do centenário, contra um apenas esforçado Bangu, em partida antecipada da segunda fase do Campeonato Estadual.

A torcida, embalada pela bateria da Unidos da Tijuca, comemorou muito o gol de Donizete, que concluiu boa jogada começada por Mauricinho e trabalhada por Pedrinho, coincidentemente os destaques do Vasco, ao lado de Luisinho (um chute forte, da entrada da área, no canto esquerdo do goleiro do Bangu, Alex, que jogou mais ontem do que em todo o tempo em que esteve no Fluminense, seu ex-clube).

O Vasco teve ainda mais duas ou três chances reais de fazer gol no primeiro tempo, todas circunscritas aos quinze primeiros minutos de jogo, quando o time todo corria, ganhava as divididas e conseguia chegar à linha de fundo. Começou bem o segundo tempo, parou e só foi ressurgir já no final, quando Sorato acertou a trave, numa cobrança de falta. Foi uma vitória mais do que merecida, mas…

Ficou claro que o ritmo do time andou atravessando. “Só deu para iniciar a preparação”, justificou-se o técnico Antônio Lopes, que não foi muito fundo na avaliação da falta que o contundido Juninho e o afastado Ramon fizeram à equipe.

A defesa, com o estreante Vítor, não teve muito trabalho e mostrou que está afinada. Destaque para Mauro Galvão, sempre sóbrio e absolutamente eficiente. É bem verdade que o Bangu pouco andou na área do Vasco no primeiro tempo, embora tenha arriscado alguma coisa na segunda fase, mas muito timidamente.

O meio-campo, sem três titulares (Nasa, Juninho e Ramon), foi muito mais luta do que criação. E aí apareceu Luisinho, responsável pela maior parte dos desarmes e pelos melhores lançamentos. Mauricinho, embora deslocado, procurou fechar os avanços do bom lateral Flavinho. Pedrinho esteve bem, especialmente nos chutes de fora da área: bateu duas faltas com muito perigo.

O ataque sentiu claramente falta de preparo físico – Luizão só falava no mormaço – e de entrosamento. Mas deu para antever alguma coisa. Donizete conseguiu criar algumas jogadas muito boas, em arrancadas e dribles largos. Luizão arriscou alguns dribles de quem sabe jogar. Mas, na hora de decidir, faltou a explosão. Valeu como aperitivo num ano em que o Vasco vai disputar todas as copas e campeonatos que existem por aqui. Quarta-feira tem mais, contra o Palmeiras, o adversário das finais do ano passado.

Fonte: Jornal do Brasil

Tribuna da Imprensa (18/01/1998)

FICHA TÉCNICA
18/01/1998 – VASCO 1 x 0 BANGU

Competição: Campeonato Carioca
Local: São Januário
Público: 3.307 pagantes
Árbitro: Jorge Travassos, auxiliado por Élsson Passos e Manuel do Couto Pires

Vasco: Carlos Germano (Márcio), Vítor, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luisinho (Fabrício), Nélson, Pedrinho e Mauricinho; Donizete e Luizão (Sorato)
Técnico: Antônio Lopes

Bangu: Alex, Marcelo Cardoso, Paulo Campos, Naílton e Flavinho; André Biquinho, Humberto, Marcão e Edílson (Renatinho); Marcelo Cruz (Paulo Andrade) e Bianor (Wellington)
Técnico: Alfredo Sampaio

Gol: Donizete (1 min. do 1º tempo)

Cartões amarelos: Luisinho, Odvan e Nélson (Vasco); Paulo Campos, Naílton e Marcão (Bangu)

 

Há 60 anos, Vasco derrotava o Nacional-URU em pleno Estádio Centenário

No dia 11 de janeiro de 1958, o Vasco iniciava uma série de amistosos em terras uruguaias e argentinas enfrentando o então tri campeão uruguaio, o Nacional.

Diante de um Estádio Centenário lotado, o Gigante da Colina conquistou a vitória no segundo tempo, com gols de Rubens (4´) e Vavá (15´). A partida foi marcada por jogadas ríspidas, grandes atuações de Bellini, Paulinho e Sabará e confusão no fim.

Depois desse jogo, a equipe cruzmaltina enfrentou o Peñarol-URU (3×1), Boca Jrs-ARG (2×2), Quilmes-ARG (4×2), Boca Jrs-ARG mais uma vez (1×1) e finalizou atuando novamente contra o Nacional-URU (3×2), com saldo de quatro vitórias e dois empates.

No total, Vasco e Nacional se enfrentaram em 19 oportunidades, com onze vitórias vascaínas, dois empates e seis triunfos uruguaios. São 28 gols marcados e 23 sofridos.

O Vasco atuou com Carlos Alberto; Paulinho e Belini; Écio (Laerte), Orlando, Coronel; Sabará (Roberto), Almir, Vavá (Valdemar), Rubens e Pinga.

Jornal dos Sports (12/01/1958)

“Intensa expectativa reina por parte dos torcedores locais pela estréia do Vasco da Gama, coisa que verifica-se na noite de hoje, tendo os cruzmaltinos como adversário o forte conjunto local do Nacional. Este prélio fez o esporte uruguaio viver momentos de intensa vibração e ansiedade. Platéia numerosa lota quase que totalmente as dependências do Estádio Nacional que engalana-se para servir de palco a este espetáculo que se antecipa como dos mais sensacionais e eletrizantes.” (Jornal dos Sports – 12/01/1958)

Jornal dos Sports (12/01/1958)

“Belini foi, a nosso ver, a figura marcante da equipe vascaína. Lutou com alma e esteve sempre presente onde se tornava necessária a sua presença. Depois de Belini vem Paulinho com uma atuação segura. E no ataque consideramos Sabará e Vavá, os elementos que mais colaboraram para o sensacional triunfo.” (Jornal dos Sports – 12/01/1958)

Jornal dos Sports – 12/01/1958

O “Jornal dos Sports” descreve como foi a confusão no fim do jogo:

Jornal dos Sports (12/01/1958)

 

Em 1961, vitória e quebra de invencibilidade do rival no Octogonal Sul-Americano

Há 57 anos, o Vasco derrotava o urubu no Maracanã por 1 a 0 em partida válida pelo Octogonal Sul-Americano de 1961, que contava ainda com Corinthians, São Paulo, Boca Jrs-ARG, River Plate-ARG, Nacional-URU e Cerro Porteño-URU. O gol da vitória vascaína foi marcado por Azumir aos 39 do primeiro tempo. O atacante fazia sua estréia com a camisa cruzmaltina, recém contratado por empréstimo junto ao Fluminense.

Seria a segunda vez que o Gigante da Colina enfrentava o grande rival em um torneio internacional. A primeira havia sido pelo Quadrangular Internacional do Rio de Janeiro de 1953, quando o Vasco também obteve uma vitória, goleando por 5 a 2.

Jornal dos Sports (11/01/1961)
Jornal dos Sports (11/01/1961)

Ficha do jogo:
Torneio Octogonal Sul-Americano
10/01/1961
Estádio do Maracanã
Vasco da Gama 1 x 0 Flamengo
Gol: Azumir 40
Vasco da Gama: Ita; Paulinho, Bellini; Ecio, Orlando, Coronel; Sabará, Azumir, Delem, Valdemar, Pinga (Joãozinho).
Téc: Martim Francisco.
Flamengo: Ari; Bolero, Joubert (Santana); Nelinho, Carlinhos, Jordan; Luis Carlos (Moacir), Henrique, Gerson (Germano), Dida, Babá.
Téc: Fleitas Solich.

 

Há 69 anos, festa vascaína no México

No dia 09 de janeiro de 1949, o Vasco iniciava uma série de dez partidas amistosas em terras mexicanas com uma bela vitória de virada sobre o América. Os gols cruzmaltinos foram marcados por Ademir (2), Ipojucan e Dimas.

O Gigante da Colina saiu invicto do México, com saldo de oito vitórias e dois empates.

Jornal dos Sports – 09/01/1949

“As duas equipes se apresentaram com as seguintes escalas:

VASCO DA GAMA –  Barbosa, Augusto e Wilson; Eli, Danilo e Jorge; Friaça, Ademir, Pacheco, Ipojucan e Chico.

AMÉRICA – Landeros, La Bruja e Ayla; Ortiz, Ochoa e Hernandéz; Quesada, Cruz, Casarin, Iturralde e Arnaude.

A partida foi iniciada pelo América às 3:20 (hora do Rio) tendo imediatamente feito o goal. Os visitantes, porém, contra-atacaram. 

Aos seis minutos, um tiro brasileiro ameaçou a trave mexicana, porém passou muito alto. Aos oito minutos, o América exerceu nova pressão sobre o goal brasileiro, mas uma rápida e eficiente intervenção de Barbosa, arqueiro do Vasco, frustrou a ofensiva mexicana, arrancando aplausos da assistência. Barbosa entusiasmou os espectadores com seus tiros longos e certeiros, que quase atingiam a área de penalty adversária.

Aos nove minutos de jogo, Casarin, centro do América, marcou o primeiro tento, com um shoot de longe, de um passe de Quesada.O Vasco reagiu e, aos 16 minutos, empatou a partida, quando um tiro de Ademir foi batido erradamente por Ochoa, indo alcançar a rede mexicana, que mandou a bola às redes antes que a defesa local pudesse intervir.

Os brasileiros intensificaram então seu esforço para manter a vantagem, apesar da elevada altitude dessa cidade – mais de 2.000 metros – à qual não estão habituados. O América dominou a parte restante do primeiro tempo, porém não conseguiu romper a sólida defesa vascaína. O primeiro tempo terminou com a seguinte contagem: Vasco 2×1 América.

Os mexicanos atacaram constantemente desde o início do segundo tempo e conseguiram empatar aos 11 minutos, quando Iturralde aproveitou um passe alto e certeiro de Arnaude, que havia batido um córner. Quatro minutos depois, aos 13 minutos do segundo tempo, os mexicanos passaram a vencer por 3 a 2, com um goal feito de cabeça por Casarin.

Os brasileiros contra-atacaram então com grande ímpeto, a fim de modificar a situação. Aos 20 minutos, Ademir irrompeu sozinho no centro e mandou a bola a redes mexicanas.

Trinta segundos depois, Dimas, que havia substituído Pacheco, repetiu a proeza de Ademir. O Vasco manteve a sua pressão até o apito final, enquanto os mexicanos se mostravam lentos e desorganizados. Os brasileiros retardaram as substituições até o segundo período. Dimas substituiu Pacheco aos 18 minutos do segundo tempo. Maneca entrou no lugar de Ipojucan aos 23 minutos, Nestor no lugar de Friaça aos 32 e Moacir no lugar de Ademir aos 39 minutos. O América realizou uma substituição no segundo tempo, quando Vera entrou no lugar de Ayla.

O score final foi Vasco da Gama 4×3 América.”

(Jornal dos Sports – 11/01/1949)

Jornal dos Sports – 11/01/1949
Jornal dos Sports – 11/01/1949
Jornal dos Sports – 11/01/1949

 

Fausto e Jaguaré: os primeiros brasileiros do Barça

Conheça Fausto do Santos e Jaguaré Bezerra, os primeiros jogadores brasileiros da história do FC Barcelona

Dois jogadores tiveram o privilégio de serem os responsáveis por abrir as portas do FC Barcelona ao Brasil. Uma relação histórica que teve seu pontapé inicial há 87 anos e que começou de uma forma curiosa. O fato que sejam dois atletas e não apenas um, já é um exemplo. Mas as curiosidades não param por aí. Ambos chegaram ao Barça procedentes da mesma equipe, o Vasco da Gama, do Rio de janeiro.

Além disso, fizeram a sua estreia na mesma partida e vestiram a camisa do clube catalão no mesmo período, durante a temporada 1931/32. Outra semelhança entre ambos é que nenhum deles chegou a disputar uma partida oficial pelo Barça, por culpa do regulamento da época, que não permitia jogadores estrangeiros.

São eles: Jaguaré Bezerra de Vasconcellos e Fausto Dos Santos. Dois grandes craques brasileiros do início do século XX, que impressionaram os catalães durante uma excursão do clube carioca pela Europa. Desse modo, acabaram contratados pelo Barça e se tornaram os primeiros brasileiros da história do clube catalão. 

Ambos fizeram a sua estreia no dia 29 de agosto de 1931, no antigo estádio de Les Corts, em um amistoso contra o Athletic Club que o Barça venceu por 5 a 1. Na foto abaixo, a equipe do Barça que entrou em campo naquele dia, com as presenças do goleiro Jaguaré (agachado) e do meia Fausto dos Santos. 

Fausto dos Santos

Nascido em Codó (Maranhão) no dia 28 de janeiro de 1905, o meia Fausto dos Santos foi considerado o melhor jogador brasileiro na sua posição durante as décadas de 20 e 30. Foi eleito o melhor jogador do Brasil na primeira Copa do Mundo (Uruguai 1930), na qual foi apelidado de ‘Maravilha Negra’ pelos jornalistas locais.

No FC Barcelona jogou apenas partidas amistosas. Um total de 46, nas quais marcou sete gols. Também jogou em clubes como Bangu, Flamengo, Young Fellows (Suíça) e Nacional (Uruguai). Faleceu de forma precoce no dia 29 de março de 1939 – aos 34 anos – em razão de uma tuberculose.

Jaguaré Bezerra

Jaguaré Bezerra de Vasconcelos nasceu no dia 14 de maio de 1905, no Rio de Janeiro. Foi estivador no cais do porto da cidade até ter uma oportunidade de ser o goleiro do Vasco da Gama. Ali, virou ídolo da torcida graças as suas defesas extraordinárias e molecagens no gramado, que irritava os adversários.

Chegou ao Barça em 1931, mas também foi prejudicado pela regras da época e só teve a oportunidade de disputar jogos amistosos – 18 no total. Alguns anos depois, voltaria ao Brasil e se tornaria o primeiro goleiro a usar luvas, novidade trazida da sua passagem pelo futebol europeu. Jogou também no Corinthians, Sporting de Lisboa, Olympique de Marsella, Acadêmicos do Porto e São Cristóvão. Faleceu no dia 27 de agosto de 1946, aos 41 anos.

Fonte: Site oficial do Barcelona FC