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Nosso dia

Naquele 26/03/2000, quando Eduardo Lopes escreveu sua coluna pós Vasco 6 x 0 Americano, válido pela Taça Guanabara, antevendo o problema de relacionamento que explodiria quatro dias depois entre Edmundo e Romário, o Casaca! abria as portas para construir sua história.

Fundado pelo próprio Lopes, por Eduardo Maganha e Roberto Cavalcanti, em pouco tempo muitos outros se incorporariam ao grupo, cada um com sua importante contribuição, independentemente do tempo ou da labuta em nome do Vasco e de uma concepção de Vasco.

Os nossos registros post mortem se manifestaram em inúmeros discursos ano após ano e nesse momento é importante relembrar dos nomes de Ana Maria, Ubiratan Solino (Bira), Jarbas Filho, Osmar Aloíse Galart, que estiveram até o fim, até o último momento, ligados a nós e tantos outros casaquistas que partiram dessa vida, doando-se à causa.

Foram anos em defesa do Vasco, como permanecem sendo hoje. Ligados sim à figura emblemática de Eurico Miranda, por conceito e entendimento de sua filosofia, independentemente de raras discordâncias pontuais e com a mão sempre estendida para ajudar, em troca de muito, ou seja, em troca de Vasco. Mais nada.

O Casaca! não apenas viu o Vasco passar por um torniquete financeiro implementado pela Rede Globo, como se opôs a ele, foi esteio para que o presidente do clube, também, brigasse e tivesse voz para isso, elucidou o público nos momentos de delírio do MUV e seus quase 95% de aceitação, manifestou-se, fosse em São Januário ou nas imediações do clube, em ampla minoria ou maioria.

O grupo é responsável pela maior campanha não oficial de sócios estatutários da história do clube, ocorrida em 2013, seguida, apesar de oposição inicial, por todos os grupos políticos e apolíticos do clube.

O Casaca! voltou a usar sua rede, como os vascaínos casaquistas usaram as suas próprias, para fomentar a extraordinária campanha #AssociaVasco pelo crescimento de sócios torcedores do clube no ano passado, sugerindo, inclusive, na véspera do fim estabelecido, que se prorrogasse até o Natal a promoção, estando todos nós certos de que se atingiria a marca 200.000 novos sócios torcedores com isso.

O grupo foi crítico e elogioso dentro de preceitos seus, mas atuou em defesa do clube e sem busca alguma pecuniária em troca disso, daí porque ter envergadura moral para propor à Comissão de Reforma do Estatuto o recebimento geral de remuneração no Vasco para cargos administrativos (opcional e com teto), dando fim à fofoca barata e visando um clube mais coeso, tanto quanto harmônico (claro que com todos os envolvidos votando no CD, afinal não faríamos uma proposta que visasse o contrário, com membros da direção impedidos de votar no conselho de sua própria gestão).

Houve outras iniciativas do grupo, como a Copa Casaca!, com participação de torcedores vascaínos, associados e ex atletas profissionais, nas quadras das sedes do Calabouço e Vasco Barra, e no campo de grama sintética de São Januário. Apresentamos o programa Casaca no Rádio desde novembro de 2002, inicialmente como órgão de divulgação do clube na Rádio Bandeirantes AM 1360 KHz, e no período de julho de 2008 a dezembro de 2014 pagos pelo próprio grupo, com ajudas de outros vascaínos casaquistas. Por alguns anos a partir de 2003, produzimos o Jornal do Casaca e distribuímos gratuitamente nas arquibancadas de São Januário e Maracanã. Promovemos campanha de arrecadação para ajuda ao clube na compra de itens da concentração que se construía em 2003, participação e divulgação em crowfundings, trabalho feito através do nosso site e de outras mídias do Casaca, antes mesmo do surgimento das mídias sociais, contando sempre com o numeroso grupo de associados que nos acompanham ao longo dos anos e que permanecem conosco.

Nesses 20 anos, vimos o Vasco conseguir a maior virada de um clube, em todo o mundo, em todos os tempos, numa decisão oficial de campeonato, na casa do adversário, saindo de um 0 x 3 no primeiro tempo, para 4 x 3 ao fim do jogo.

Nesse período vimos um Campeonato Brasileiro ser conquistado em ritmo de festa, com uma resposta àquilo que se tentou covardemente fazer contra o Vasco e que só se conseguiu quando na metade de 2008 assumiu o clube outra gestão, com um ídolo de tantos de nós a servir àquilo que interessava aos outros e não ao Vasco.

Em 2003 vimos uma letra ser a resposta ao ódio midiático (de parte da mídia) e o dizer de um jornal “Vasco Campeão na final da vergonha”, trazer para todo e qualquer vascaíno de bom senso, vergonha alheia pelo exemplo de péssimo jornalismo. Capas díspares de jornais, comparando-se feitos similares obtidos por Vasco e seu tradicional rival, queridinho de órgãos, hoje tão discutidas nas mídias sociais e por alguns corajosos jornalistas, só nos dão razão, quase 20 anos depois.

Em 2011 tivemos a oportunidade de ver o Vasco conquistar a Copa do Brasil, com muita gente nossa presente ao Couto Pereira e outra parte celebrando com Eurico Miranda, em uma casa portuguesa, a conquista, com direito ao Casaca! tradicional após o fim do jogo.

Em 2015 vimos o que ninguém jamais havia testemunhado: uma vitória sobre o Botafogo em decisão de Campeonato Carioca. Depois de quatro fracassos consecutivos (1948, 1968, 1990, 1997) finalmente derrotamos o freguês de caderno do dia a dia (com raros períodos de exceção {anos 60, MUV, gestão Campello}), mas até ali algoz do Vasco nas decisões citadas.

No ano seguinte, o Bicampeonato Carioca, que não conquistávamos desde 1993, foi obtido de maneira invicta, algo que não víamos desde 1992 e, novamente, sobre o Botafogo.

No mesmo período, entre 2015 e 2016, três confrontos diretos seguidos que eliminaram o principal rival de três competições, algo inédito para o Vasco no confronto.

Nesse período o Vasco igualou o recorde de vitórias consecutivas na história da Taça Libertadores, junto ao Cruzeiro, aplicou a maior goleada da história nos confrontos contra Botafogo e São Paulo, bateu seu próprio recorde de invencibilidade em jogos oficiais, deixando para trás no quesito o maior rival e superando ainda clubes paulistas, gaúchos e mineiros dos 12 grandes, além de registrar junto a Corinthians e Cruzeiro a maior marca do século XXI de invencibilidade, 34 jogos, entre 08/11/2015 a 07/06/2016.

Um período em que vimos o verdadeiro fenômeno do futebol brasileiro ser artilheiro de uma Campeonato Brasileiro com 39 anos de idade (após ter sido o maior goleador de um Mundial, dois outros Brasileiros, um Torneio Rio-São Paulo e um Estadual antes, desde 2000) e ainda marcar o seu milésimo gol (por escolha própria), com a camisa do Vasco e em São Januário, nossa casa.

Por falar em São Januário, nossa casa, ela que fora considerada incapaz de absorver uma decisão, segundo escribas e intelectuais da época na imprensa escrita (falamos de 2000/2001), foi palco em 2005 e 2011 de duas finais de Copa do Brasil, como já havia sido antes e com o Maracanã em funcionamento ou não, nas finais das Libertadores (1998) e Copa Mercosul (2000), simplesmente as maiores competições continentais da época.

O chocolate de 5 x 1 da Páscoa se deu nesse período, deliciando-nos a todos, com a conquista da Taça Guanabara, sem choro nem vela (no ano seguinte teríamos cinco de novo no Brasileiro). Três anos depois, em pleno sábado de carnaval nova decisão e taça ganha contra o principal rival, após empate em 1 x 1.

Passaram-se 13 anos e coube aos manauaras presenciarem ao vivo outro título, vencendo o Vasco a equipe do Fluminense, que precisava apenas de um empate na partida decisiva.

Mais três anos se passaram e outra Taça Guanabara foi vencida, desta vez com 100% de aproveitamento, apesar da exposição de vascaínos ao risco, por parte da direção, que chegou a afirmar que descumpriria medida judicial cerca de 4 horas antes do jogo, depois, com milhares de torcedores à porta do estádio, afirmou que não a descumpriria, 15 minutos antes do início da partida, revoltando os que acreditaram nela, daí ocorrendo confrontos com a polícia e imagens de risco, inclusive a crianças, para em estado de calamidade serem abertos os portões aos 35 do 1º tempo e os torcedores ocuparem seu lado de destino, que para a própria direção só o foi daquela vez, pois jamais peitou a escolha do lado dado ao adversário Fluminense nos jogos seguintes.

Mais uma herança, por sinal, do MUV, apesar dos esforços de Eurico Miranda em 2013 (como oposição) para que o Vasco não permitisse a troca pretendida pelo Fluminense, o que o levou a sugerir aos torcedores vascaínos que fossem peitar a decisão, modificando seu ponto de vista, a nosso pedido, e num programa especial “Casaca! no Rádio”, encomendado para isso na véspera da partida.

No dia do jogo estava lá o Casaca! e membros da Força Jovem protestando pela manhã, na porta do estádio, e vibrando com a derrota destinada ao Fluminense à tarde, a maioria de nós em casa, mas satisfeita, ao menos, com o enredo da partida.

O Vasco, nesse período, obteve mais quatro Taças Rio, duas por antecipação (2001 e 2003) e duas em decisões diretas, contra Fluminense (2004) e Botafogo (2017).

Objetivos e títulos não foram obtidos pelo Vasco em função das já famosas arbitragens. O que teríamos conquistado ou brigado para conquistar se o VAR datasse de 2000 e não 2019 é algo a ser destacado.

Em 2000, no Campeonato Carioca, haveria um pênalti para o Vasco no primeiro jogo da decisão, quando o placar era de 0 x 0 e nos pés de Romário para bater, isso no 1º jogo da decisão, enquanto no 2º o gol número 2 do adversário seria anulado por impedimento. No fim do ano, antes de o alambrado cair, haveria, também, a chance de em São Januário o Vasco cobrar um pênalti, com Romário (vejam o teipe) e talvez o lance não suscitasse o incidente ocorrido por discussões menores a respeito do Baixinho e do craque Edmundo minutos depois, que levou o alambrado a ceder.

Em 2001, certamente o pênalti sobre Euller no 2º jogo da decisão do Campeonato Carioca seria marcado. No Campeonato Brasileiro, prejudicado em 10 pontos, o Vasco, com arbitragens justas, teria não só chegado aos play-offs (modelo que deverá ser adotado este ano por consequência do corona vírus e o futebol parado por longo tempo, se tudo se encaminhar bem, assim esperamos), como, também, entre os quatro primeiros. Novamente entre os quatro terminaria o Vasco em 2006 e 2017, entre os oito (e classificado para os play-offs) em 2002, entre os oito, também, em 2005 e 2015 e seria ainda Campeão Brasileiro no ano de 2011.

Insólitos critérios de arbitragens, cegueira inacreditável e erros crassos eliminaram o Vasco dos Campeonatos Estaduais de 2005 e 2010, facilitaram a conquista do adversário em 2004 (apesar de um erro capital favorável ao Vasco, mas três em favor do oponente) e nos tiraram o título em 2014, já nos acréscimos, além de serem decisivos para que não chegássemos na final da Taça Guanabara de 2008.

Pela Copa do Brasil foi um festival de erros contrários ao clube, imperiosos para as eliminações do clube nos anos de 2003, 2008 e 2016, desconsiderando-se aí outros cometidos em 2009 e 2013, porque também favoráveis ao Vasco na mesma disputa, contra seus adversários nas respectivas ocasiões.

Mas se as arbitragens não conseguiram transformar os 20 últimos anos do Vasco parecidos com os de Corinthians (22 sem títulos), Botafogo (20 sem títulos), Palmeiras (16 sem títulos) e Santos (17 sem título nacional ou estadual, ganhando no período Rio-São Paulo e Copa Conmebol), entre parte dos anos 50 até o início do século, dependendo do clube, sem dúvida atrapalharam outras que trariam uma média superior a que tivemos nesses 20 anos (um título a cada 3 anos e 4 meses e uma taça oficial a cada 1 ano e cinco meses).

Como se sabe, nesse período, o Vasco também foi Bicampeão Brasileiro e Bi da Liga Sul-Americana de Basquete no masculino, Campeão Brasileiro e da Liga Sul-Americana no Basquete feminino, fora outras conquistas no esporte, chegou ao Tri, Tetra e Penta no Remo, repetindo as conquistas em 2005 e 2008, teve ícones do esporte olímpico mundial levando a marca do Vasco no corpo, mesmo sem qualquer patrocínio, em inúmeras conquistas nacionais e internacionais (falamos de Adriana Behar e Shelda do vôlei de praia), levou a maior delegação de um clube praticante de futebol às Olimpíadas no ano 2000, em projeto no qual a marca Vasco foi exposta, com emblemas, conquistas e alto retorno de mídia, a ponto de mostrar, mesmo com o futebol em baixa, numa pesquisa realizada por Lance/Ibope, em outubro de 2004, aumento da torcida vascaína na ordem de 14%, em relação à anterior, realizada em 2001. Em Jogos Olímpicos e Pan-Americanos posteriores medalhas foram invariavelmente conquistadas por atletas que representavam o Vasco por contrato ou gratidão.

Foram títulos nacionais no Futsal, Natação, Atletismo, Karatê, entre diversos outros esportes, individuais e coletivos e depois a aposta, também, nos esportes Paraolímpicos. No adulto e na base.

Em termos de patrimônio, após o massacre sofrido entre o final de 2000 e o início de 2001, São Januário foi palco de clássicos, de reformas, deixado com a capacidade de público na ordem de 24.500 pagantes em 2008, diminuída nos tempos do MUV, aumentada novamente (do número deixado), a partir de 2016, com mais obras realizadas.

O Vasco comprou, em imóveis, praticamente uma rua inteira, uma ação iniciada em 1998 e encerrada no ano de 2002, uma escola de ensino médio e fundamemntal foi criada no clube, com profissionais às expensas do Vasco, criou-se o CAPRRES há 5 anos, que teve seu espaço depois, também, criado para a base e esportes olímpicos.

O clube construiu uma concentração para os profissionais em 2003, abandonada pelo próprio Vasco no 2º semestre de 2008 e depois descuidada ao longo do tempo pela gestão sucessora, assim como a atual destruiu o CAPRRES.

Foi construído, ainda, um campo anexo, em 2016, e realizadas várias obras, objetivando satisfazer o poder público e dar mais segurança a seus torcedores e, bem como aos torcedores visitantes.

Após o tsunami do MUV, o ginásio (com ajuda da torcida) foi reformado, o parque aquático reaberto e todo remodelado (importante para isso a verba vinda da CBC, só permitida pelo fato de o clube ter certidões à época), a concentração dos atletas da base em São Januário novamente utilizada, espaço criado nos anos 90 e reavivado em 2015.

A Sede Náutica e do Calabouço se mantiveram, com obras e melhoramentos, a sede alugada do Vasco-Barra foi local para treinamentos, jogos e preparação de várias categorias de atletas amadores, até a troca de gestão em 2008 (e as consequências disso), o Vasco brigou por sua sede na Rodovia Washington Luiz para que fosse seu centro de treinamento por anos, chegando a construir campos lá e utilizar o local.

Hoje, com notória participação de sua torcida, mantém o Vasco esforços para que obras no seu futuro CT sejam finalizadas e uma nova opção de espaços para treinamentos aberta e

Infelizmente o clube perdeu o bonde da história para reformar seu estádio, a partir de 2008/2009, quando o MUV pegou o clube com um protocolo de intenções posto já no papel entre Vasco e a empresa portuguesa Luso Arenas para reforma e ampliação de seu estádio, o que em função da crise econômica mundial que se avizinha poderá ser até possível, mas não de forma tão simples como o clube pretendeu convencer seus conselhos e sócios que seria no ano passado.

Sobre a base, fora conquistas em diversas categorias, o Vasco, a partir de 2000, apresentou nomes como Hélton, Morais, Alan Kardec, Souza, Alex Teixeira, Phillippe Coutinho, Allan, Douglas Luís, Paulinho, Talles Magno, entre outros, além dos que podem vir a brilhar pelo clube ao longo dos próximos anos.

Contratações foram sim realizadas, nesses 20 anos, como apostas mais arriscadas ou não, de nomes importantes em campanhas e trajetórias do clube. Assim vieram em 2000, já no 2º semestre, Euller e Juninho Paulista; em 2002 voltaram Ramon e Valdir e chegou Petkovic; em 2003 foram trazidos Marcelinho Carioca e Edmundo; em 2004 retornou Petkovic; em 2005 (contra 57% dos vascaínos, segundo pesquisa do site Netvasco à época) veio Romário e no mesmo ano, também, Alex Dias; em 2006 o Vasco ressuscitou Leandro Amaral; em 2007 trouxe Romário para o milésimo e contratou, também, Conca; em 2008 Edmundo foi trazido de volta e, também, Pedrinho, embora no momento errado; em 2009 Prass, Carlos Alberto e a boa surpresa da temporada, Ramon; em 2010 apostou-se, com sucesso, em Dedé e veio, também, Felipe, além de outro atleta que superaria expectativas (Éder Luís); em 2011 chegaram Diego Souza, Anderson Martins, que superou expectativas, e retornou Juninho, que voltaria a atuar no clube em 2013; em 2014 Martin Silva, Douglas e Kléber foram trazidos, os dois últimos menos comprometidos em virtude dos salários sistematicamente atrasados; em 2015 Nenê e Andrezinho; em 2016 outra aposta que viria a dar certo com o tempo (Yago Pikachu); em 2017, Wagner, Luis Fabiano (importante até contundir-se) e Anderson Martins, retornado; em 2018 Leandro Castan e Maxi Lopez e para a temporada de 2020 German Cano como principal nome, até aqui convencendo. É fácil falar do que não deu certo, de apostas ruins ou péssimas, difícil é enaltecer os acertos do clube, que quando contrata, dependendo de suas condições, busca o acerto e não o erro.

O Casaca! se tornou um grupo político, conforme foi amdurecendo, chegou a fazer parte, com o espaço que teve, da administração no triênio 2015/2017 (02/12 de 2014 a 15/01 de 2018 para ser mais exato), mas jamais saiu de sua linha de pensamento. É oposição clara a gestão atual, desde maio de 2018, tendo mostrado um espírito a partir de janeiro afeito a esquecer o passado de brigas e de busca pela unificação do clube à época com a chegada ao poder de outro grupo político, com apoio do Conselho de Beneméritos do clube, de Eurico Miranda e nosso.

Nossa posição alicerçou-se na indecente carta apresentada pela atual gestão do clube e seus “planilheiros”, que jogou no ralo todo o trabalho feito por três anos (inclusive com diminuição da dívida global do clube em dezenas de milhões de reais) para chorar pitangas, embora soubesse que recebera em menos de 90 dias praticamente 60 milhões limpos, de herança deixada por uma gestão, que pagou em dia e obteve certidões, durante 2 anos e 8 meses de sua gestão. O nome disso é claro: SACANAGEM! Que o discurso valesse para fazer campanha, porque em campanha muitos prometem e dizem qualquer coisa para iludir o público, tudo bem. Mas não reconhecer o trabalho de reestruturação do Vasco em três anos, após rebaixamento institucional e abandono evidente do clube entre julho de 2008 e novembro de 2014 não tem cabimento algum e não abrimos mão desse reconhecimento, daí nossa atitude, que não nos custou nada, porque nossa posição é ideológica, acima de tudo.

Não há como desmerecer, sendo justo, o trabalho de equacionamento financeiro feito no Vasco, entre 2004 e 2008 e entre 2015 e 2017, com problemas nos derradeiros quatro meses da gestão última de Eurico Miranda, que poderiam ter sido resolvidos com a simples venda de Paulinho, entre julho/agosto de 2017, o que não foi feito pelo clube, visando um bem maior para o próprio Vasco em 2018 (de fato o valor de venda seria o dobro 7 meses depois).

Não há como deixar de criticar o péssimo trabalho institucional feito pelo Vasco entre julho de 2008 e novembro de 2014, não há como questionar a terrível administração atual, que se desmantelou em maio de 2018 e dali por diante só fez decrescer o clube, como vimos e vemos. Não há como negar o dobrar de dívida do Vasco no período do MUV, o trabalho de manutenção do Vasco como partícipe do grupo de elite quanto aos recebimentos das cotas de TV (maior receita entre os clubes), deixado pronto até 2011 por Eurico Miranda e o decréscimo proporcionado pelos gestores da administração sucessora.

Não se pode negar que num cenário de extrema dificuldade dos clubes brasileiros na primeira década do século, o Vasco obteve certidões em 2005, as manteve, com discussões e razão até 2008 e voltou a tê-las sequencialmente, a partir do retorno de Eurico Miranda à presidência do clube (cerca de 25 dias após assumir), até o final de setembro de 2017, para não mais obtê-las desde então.

É inequívoco que a média de patrocínio master obtida pelo clube nos três anos da última administração de Eurico Miranda foi de 11,5 milhões ano, contra menos de 1/3 disso na média da gestão atual. Vale lembrar que quando Eurico Miranda apresentou, no início de 2008, um patrocínio máster de 3,6 milhões de reais (valores de hoje mais que o dobro) houve uma revolta não vista quando descobriu-se que o Vasco fechara por 2 anos um patrocínio master de 4 milhões ano pela atual gestão.

É altamente questionável o critério do MUV de dobrar na canetada a dívida do Vasco em 2009, passando-a de 220 milhões (menor que os outros três clubes grandes da cidade, o que se evidenciava pelas condições de acordos feitos pelo clube, em relação aos demais, certidões, gastos mensais, salários em dia, etc…) para mais de 350.

Por outro lado é inequívoco que o clube foi assumido em 2001 com salários atrasados por meses (direitos de imagem mais ainda), com 18 meses de antecipação de cotas de TV e, dito pela CPI com os documentos que teve em seu poder, cerca de 150 milhões de dívida global, e que foi deixado em junho de 2008 com salários em dia, certidões, partícipe de ato trabalhista (assinado nas mesmas condições pela gestão sucessora em agosto do mesmo ano), da Timemania, com patrimônio cuidado, sem penhoras em rendas de bilheteria, sem títulos protestados, com base forte, cerca de 10 modalidades olímpicas em disputa no clube, 10 milhões a serem recebidos pela gestão sucessora, divididos em três parcelas, após 30, 180 e 365 dias, com custo de 3,5 milhões mês para satisfazer seus pagamentos, há 108 rodadas sem frequentar a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro e, ainda, em nono lugar na competição, após oito rodadas, numa delas colocado na zona da Libertadores. O que veio depois e o que foi feito com o Vasco depois, até 02/12/2014 é algo quase insano.

Sabemos perfeitamente que as cobranças a Eurico Miranda foram muito maiores, interna e externamente, que a feita a outros, normalmente confortáveis em suas gestões, embora infinitamente mais limitados em gerir. Sabemos, também, que com sua morte o parâmetro passou a inexistir para o futuro, portanto, a cobrança deve ser maior a todos, sem acobertamento ou mão na cabeça de quem gere, porque isso é danoso ao próprio clube e às exigências de um mercado competitivo dos mais duros em todos os setores.

A gestão em questão, e, também, não há como questionar isso, foi fruto de uma junção em chapa para derrotar a nossa na eleição última, sem qualquer sentido ou razoabilidade, que não fosse vencer o pleito. Com menos de um mês já estava rachada a chapa, que na eleição do Conselho Deliberativo apresentou dois candidatos, o que levou à escolha de um deles para presidir o clube. É mentira que o grupo, que se fez conhecer por “amarelo” respeita, por princípio, a vontade da maioria do quadro social, pois lançou candidato na eleição do Conselho Deliberativo em 2014 e nela 26 conselheiros votaram em Julio Brant (que tivera sua chapa derrotada na eleição de São Januário) contra 190 votos para Eurico Miranda na ocasião.

O momento, no entanto, não é o de lamuriar-nos pelo passado ou simplesmente comprovarmos razão ao longo desses 20 anos, deblaterando, mas sim pensarmos norteados no futuro.

O Vasco precisa de união e paz, precisa de coesão interna, precisa talvez de dois ou três grupos, no máximo, com 20 anos de serviços prestados ao clube, conceito claro de Vasco e não dessa multiplicidade de pequenos grupos, cada um com sua solução mágica, pulverizando mais ainda os polos de discussão para não se chegar à conclusão alguma, a ponto de termos visto vários deles anteporem-se à reforma do estatuto do clube, que trouxe em seu bojo importantes mudanças para o Vasco, seus gestores e quadro social. Reforma essa que o Casaca! brigou para que fosse popular, visando sócios futuros para o clube, como visou, também, proteger sócios mais antigos e laureados, que deram muito de si para o Vasco e terão de nós, apesar da discordância atual política em relação a maioria, nosso respeito e nossa defesa, quando houver a tentativa de ataque ou constrangimento a eles.

Por fim, o Casaca! celebra hoje 20 anos, agradecendo imensamente a todos os que nos ajudaram nessa caminhada ao longo do tempo, sabendo que a junção de tanta gente a nosso favor se dá pelo respeito a elas, primordialmente, e à visão de Vasco que nos unifica e está próxima, cremos, de unificar o clube, num mesmo propósito de crescimento e valorização de si, ignorando cada vez mais os que querem jogar o Vasco para baixo, sejam opositores externos ou até mesmo internos.

Equipe Casaca!

Imagem polêmica e omissão mais polêmica ainda

O site UOL teve a ideia de ilustrar sua temática sobre “virada de mesa”, parte de outra mais abrangente “futebol bandido”, usando a foto de Eurico Miranda como um exemplo simbólico disso.

A mesa vira no futebol brasileiro quando se descumprem regras, preceitos, ou simplesmente quando se define qual lado da mesa está certo por terceiros, que a viram para um lado ou outro quando convém? Inúmeras discussões sobre caminhos, rumos do futebol brasileiro devem ser esmiuçadas, debatidas e expostas com ponto e contraponto.

Um dos pontos, que tem em imagens, câmeras, replays e incríveis sequências, coincidências, um prejuízo para algum clube, sem que haja possibilidade de contraponto, deveria caber em matérias fáticas deste tipo. No caso, falamos de arbitragem.

Lendo a matéria, que trata de inúmeras situações controversas da história do futebol brasileiro, nada se fala, por exemplo (e fica como sugestão) do motivo pelo qual no Campeonato Brasileiro de 2015 o Vasco foi fragorosamente prejudicado por arbitragens, a ponto de perder 14 pontos, usando-se como parâmetro dessa conta um sucesso de mídia, com divulgação da imprensa em várias oportunidades, que perdurou por anos, chamado “Placar Real”, para onde escrevemos contestando os “apenas” 11 pontos que insistiam em divulgar terem sido de prejuízos oriundos de arbitragem contra o clube e não 14, conforme comprovamos com imagens e vídeos.

Ora, o caso aconteceu há menos de 5 anos, árbitros deram depoimentos a respeito do comportamento de Delfim Peixoto, à época figura de destaque na CBF, Eurico Miranda foi ao STJD após denúncias, manteve questionamentos e ninguém o peitou de verdade, diante daquilo que narrou, embora a imprensa em geral tenha feito questão de desdenhar os “míseros” 20 erros de arbitragem contra o Vasco na competição, em lances capitais (que serão aqui relembrados).

Passados 5 anos já pode haver o reconhecimento tardio de jornalistas honestos sobre o absurdo que aquilo foi e direcionado contra o clube que se rebaixado permitiria, provavelmente, a um clube de Santa Catarina qualquer permanecer na primeira divisão.

Na mesma competição, o clube que obteve maior benefício em pontos, dentre todos os 20 participantes, foi a Chapecoense, com 7 a mais na balança de erros e acertos em lances capitais, Figueirense e Avaí tiveram a seu favor na balança, em função de arbitragens, 4 pontos, brigando contra o rebaixamento até a última rodada. Até o lanterna Joinville teve um pontinho a mais na balança, em seu favor. E para lembrar de outros na mesma situação de briga contra o descenso, o Goiás foi favorecido em 3 pontos e o Coritiba prejudicado em 1 ponto apenas nas respectivas balanças de erros e acertos dos árbitros.

Como o ocorrido é recente, mereceria investigações maiores, relatos de árbitros, ratificando conversas de vestiário do ex presidente da Federação Catarinense (desejando bom jogo, boa atuação) e as justificativas para prejuízos de arbitragem em sequência, principalmente no 2º turno da competição, quando incríveis pênaltis a favor do Vasco não foram marcados diante de Cruzeiro (cortada de vôlei do volante Willians), Avaí (pênalti claríssimo de Nino Paraíba em Jorge Henrique), Chapecoense (toque escandaloso de Tiago Luís com o braço aberto, dentro da área) e Coritiba (pênalti insofismável sobre Nenê), gols irregulares assinalados contra o Vasco, frente a Atlético Mineiro (de uma falta perigosa em favor do Vasco, não marcada saiu o contragolpe para o gol mineiro), Chapecoense (pênalti inexistente marcado, que redundou em gol) e São Paulo (falta clara de Ganso em Bruno Gallo, na frente do árbitro, impedindo-o de chegar na bola e evitar o complemento às redes de Rodrigo Caio), além de uma inacreditável penalidade máxima (desperdiçada), dada em favor do Avaí, no estádio da Ressacada (mão de Madson fora da grande área).

Lembrando, ainda, que, no turno, dentro de São Januário, houve dois pênaltis no espaço de um minuto, contra o Internacional-RS, não marcados pela arbitragem (um sobre Guinazu e no ataque seguinte outro sobre Gilberto), além de nova penalidade máxima ignorada em Recife, contra o Sport, em cotovelada dada dentro da área por Dutra sobre Gilberto, que buscava alcançar a bola para o complemento da jogada e teve de sair de campo para ser atendido em função da agressão sofrida.

Houve, também, a incrível não expulsão de Bruno Rodrigo, zagueiro do Cruzeiro, que, já com cartão amarelo, cometeu falta sobre Herrera, por trás, com este indo em direção à área adversária no 1º tempo da partida realizada no Mineirão (mesmo jogo da cortada de Willians).

Não se computa aqui, em termo de contabilização de pontos perdidos, a operação contra o Vasco em Goiás, num pênalti inexistente marcado pela arbitragem (suposta mão de Rodrigo) e a expulsão de Jorge Henrique sem o adversário junto dele, deixando o Vasco com 10 em campo, com menos de 1/4 do jogo disputado, pela diferença de gols daquela derrota, como, também, outro gol ilegal sofrido diante do Internacional-RS, em Porto Alegre, pelo mesmo fator.

Da mesma forma, o gol anulado contra o Avaí no turno, o pênalti não marcado para o Vasco contra o Atlético-PR e o gol mal anulado do Vasco diante do Sport no returno não contam pelo fato de o Vasco ter vencidos 3 jogos.

Relembramos, por fim, dois outros pênaltis em favor do Vasco, contra o São Paulo, no Morumbi, ignorado pelo fato, provavelmente, de ter sido marcado um no 1º tempo (que existiu) e diante do Coritiba na última rodada, sobre Rafael Silva, com o campo encharcado, já no finalzinho da partida.

Ah, sim. O Vasco foi beneficiado pela arbitragem com a não marcação de um pênalti contra si na goleada sofrida diante do São Paulo, no turno, por 4 x 0 e de outro não assinalado na derrota sofrida diante do Figueirense no Maracanã, única situação em que nossa opinião divergiu em relação a do comentarista de arbitragem do órgão ESPN à época, Salvio Spínola, que entendeu não ter ocorrido a falta de Luan sobre Dudu.

O time, francamente prejudicado pela arbitragem, ficaria 34 jogos oficiais invicto, entre 08 de novembro de 2015 e 07 de junho de 2016, sendo 11 clássicos nessa conta, entre estaduais e interestaduais, batendo seu próprio recorde nesse quesito (jogos oficiais) e se igualando às invencibilidades obtidas por Cruzeiro e Corinthians, portanto, as 3 maiores de equipes brasileiras neste século (em jogos oficiais). Além disso, com a mesma base, o Vasco foi Campeão Carioca Invicto, seu 6º título invicto em 94 disputas da competição.

No ano seguinte, em partida válida pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil, além de dois lances interpretativos de pênalti não marcados, um outro claro, também não foi assinalado diante do Santos, em São Januário, no primeiro tempo, enquanto na segunda etapa, o gol de empate da equipe paulista foi marcado em lance com três irregularidades diferentes. Um escárnio contra o clube em seu estádio.

Para completar, no Campeonato Brasileiro de 2017, o Vasco teve 8 pênaltis marcados contra si (1 inexistente, o 1º diante do Palmeiras na estreia do campeonato), 5 gols irregulares contra si validados (Bahia, 2º do Botafogo e Atlético-MG no turno, Corinthians e Avaí no returno) e 8 pênaltis existentes não marcados em seu favor (Palmeiras, Corinthians, Chapecoense, Atlético-GO {2}, Flamengo e Santos no turno, Coritiba no returno).

No Campeonato Brasileiro daquele ano, em função das arbitragens, tomaram do Vasco “apenas” 7 pontos.

Para se ter uma ideia comparativa, no ano seguinte, 2018, o Vasco teve 12 pênaltis marcados em seu favor e 3 contra. Deixaram de ser marcados em favor do Vasco 6 penalidades máximas (Atlético-MG no turno, Bahia, Sport-PE, Internacional-RS, Corinthians {2} no returno) e contra 3 outros (Cruzeiro no turno, Botafogo, Fluminense no returno).

Fora isso, o Vasco teve a seu favor um gol ilegal contra o Sport no returno e um gol legal do Palmeiras não validado contra si no turno, além de um dos 12 pênaltis assinalados em seu favor não ter ocorrido, contra o Internacional-RS no returno. Por outro lado, sofreu um gol ilegal, marcado pelo Flamengo, no turno.

Como se vê, houve um equilíbrio quase total entre erros e acertos em 2018, último Campeonato Brasileiro disputado sem VAR. O Vasco teve 4 pontos a seu favor em função das arbitragens e 5 contra.

Vale ressaltar que o Vasco, diferentemente de 2017, quando se classificou para a Libertadores, terminou o Campeonato Brasileiro de 2018 na 16ª posição.

Os campeonatos por pontos corridos tendem a trazer um equilíbrio entre ganhos e perdidos, em função da arbitragem. Três, quatro pontos, a favor ou contra, em função de erros de arbitragem, polêmicas, é aceitável.

Observem agora (e pesquisem) o ocorrido com o Vasco ao longo dos Campeonatos Brasileiros de pontos corridos, na balança de pontos oriundos de lucros e prejuízos de arbitragem:
2003 (- 6 pontos)
2004 (- 6 pontos)
2005 (- 5 pontos)
2006 (- 7 pontos)
2010 (+ 5 pontos)
2011 (- 8 pontos)
2015 (- 14 pontos)
2017 (- 7 pontos)

Como se vê, apenas 2010 foi um ponto fora da curva, em favor do clube, na 1ª divisão.

Em 7 oportunidades, curiosamente com Eurico Miranda gerindo o clube, o Vasco teve prejuízo de 5 ou mais pontos. Apenas uma vez, em 2007, isso não ocorreu.

Em compensação, o clube, que não sofrera qualquer prejuízo de arbitragem que lhe tomasse ponto nas 30 últimas rodadas do Campeonato Brasileiro de 2008, que havia sido amplamente beneficiado (sem qualquer necessidade disso), na Série B de 2009, que ganhara 5 pontos a mais na balança do Campeonato Brasileiro de 2010 e que terminara o turno do Campeonato Brasileiro de 2011 com apenas um ponto perdido na balança, entre erros e acertos, exatamente no 2º turno, quando pôs as manguinhas de fora para ser Campeão Brasileiro, teve 1 ponto em seu benefício e 8 contra, sendo (olhem que coincidência!) 6 deles nas últimas 7 rodadas da competição.

Nessa ocasião, em 2011, enquanto no turno 3 pontos foram ganhos com ajuda de arbitragem, diante de Atlético-MG e Fluminense, 4 foram perdidos contra Bahia (mesmo considerando que o gol de empate do Vasco tenha sido marcado aos 50 do 2º tempo) e Flamengo.

Mas no 2º turno houve 1 ponto ganho no clássico contra o Corinthians (que seria o campeão) e 8 perdidos, sendo 2 contra o Figueirense e 6 nas últimas 7 rodadas do campeonato, contra São Paulo, Palmeiras e Flamengo.

Que não se pense haver um ignorar sobre o ocorrido com o Vasco, em momentos decisivos, nos Campeonatos Brasileiros dos séculos XX e XXI, antes dos pontos corridos, situações que trouxeram prejuízo ao clube em mata matas ou fases decisivas, ou, ainda que impediram o Vasco de se classificar para play-offs, como em 1992 (Santos duas vezes), 1998 (São Paulo, Paraná, Internacional-RS), 2001 (Coritiba, São Caetano, Fluminense, Portuguesa-SP, Atlético-MG), 2002 (Juventude, Atlético-MG, Santos, Corinthians).

Especificamente sobre aquilo que traz a matéria sobre Eurico Miranda e o conseguido para que Edmundo pudesse jogar a partida decisiva do Campeonato Brasileiro de 1997 (ocasião na qual o Vasco foi prejudicado pela arbitragem com o cometimento de um pênalti sobre Ramon, ignorado pelo árbitro Sidrack Marinho no segundo tempo), diferentemente do que fizera o Palmeiras em 1994 – obtenção de efeito suspensivo para o próprio Edmundo e ainda o zagueiro Antônio Carlos jogarem a final contra o Corinthians – o conseguido por Eurico três anos depois foi um julgamento do atleta, que, absolvido, pôde jogar diante da equipe paulista a partida decisiva.

Devemos nos lembrar que Eurico Miranda não foi mocinho para a imprensa, mas agiu como tal em situações nas quais o certo e o errado são subjetivos.

Temos como exemplo clássico a classificação do Brasil para a Copa do Mundo de 1990, após, como diretor da CBF, reverter uma situação desfavorável ao Brasil com sinalizador de fumaça atirado da arquibancada do Maracanã, contra a meta defendida pelo chileno Rojas (independentemente de seu teatro).

Na ocasião, apesar de se saber que a atitude era passível de punição ao Brasil, pela letra fria da legislação esportiva, a ação de Eurico, que conhecia o regulamento (lia a bula) reverteu o processo.

Soube ele como caminhar para mudar o enredo e usar os meios necessários para garantir o início de um procedimento que levaria não só o Chile a tomar um W.O. como, também, a ser excluído de competições internacionais por anos.

A imprensa na época colocou Rojas, pelo teatro, como bandido, a mocinha, que disparou o sinalizador de fumaça foi posar na Playboy, enquanto o dirigente pareceu servir, naquele episódio, para o fim que todos queriam (Brasil na Copa).

Sérgio Frias

Outro patamar em relação aos rivais

Um ano após o falecimento de Eurico Miranda a melhor homenagem a ser feita a ele é a de relembrar sua importância singular para o Vasco, demonstrada, aliás, no carinho, respeito, agradecimento e profunda tristeza de milhares de vascaínos presentes aos atos tradicionais post-mortem, nos dias subsequentes ao ocorrido.

Façamos aqui um breve resumo do que significou em termos de resultados práticos sua passagem no Vasco.

Diferentemente daquilo que é arrotado por muitos, ter supremacia no estado (contra seus três outros grandes adversários no limite da cidade e dividindo mercado) é exatamente o que possibilita crescimento para fora, independentemente de uma performance estadual que não se retrate num bom rendimento interestadual ou nacional, como, por exemplo nas competições seguintes aos títulos conquistados nos Campeonatos Cariocas de 1929, 1934, 1945, 1947, 1950, 1956, 1970, 1987, 1993, 1994, 2003, 2015, 2016. Tais títulos estão registrados na história vascaína, que não possui apenas 13 a serem considerados e sim próximo do triplo, contando exatamente os Campeonatos Cariocas. Dito isto, vamos aos itens mais emblemáticos:

Performance do Vasco:

Janeiro de 1986 a Junho de 2008/Janeiro de 2015 a Dezembro de 2017:

Confrontos diretos:
Vasco 41 x 23 Botafogo *
OBS: Uma vez o clube de General Severiano preferiu não ir a campo e tomar de W.O. (1998)
OBS 2: Maior goleada da história do confronto (diferença de gols da história do clássico) em 2001 – 7 x 0
OBS 3: Maior sequência de vitórias contra o adversário – 1992 a 1993
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Vasco 45 x 41 Flamengo*
OBS: Duas vezes o clube da Gávea preferiu não ir a campo e tomar de W.O. (1997 e 1998)
OBS 2: Recorde vascaíno de eliminações consecutivas em confrontos diretos contra o adversário (2015, 2015, 2016)
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Vasco 43 x 23 Fluminense
OBS: Maior sequência de vitórias contra o adversário – 1999 a 2000
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Disputa de taças:
Vasco 3 x 3 Botafogo (1990*, 1997 (2), 2015, 2016, 2017)
*Na disputa de 1990 o Botafogo não foi a campo disputar a prorrogação, após ter vencido no tempo normal, o árbitro da partida registrou o abandono, mas o Botafogo venceu no tapetão.
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Vasco 9 x 8 Flamengo (1986 (2), 1987, 1988 (2), 1993, 1996, 1998, 1999 (3), 2000 (2), 2001, 2003, 2004, 2006)*
*Desconsidera-se aí a Taça GB conquistada pelo Vasco em 1992 diante do Flamengo e a Taça Rio de 1996, vencida pelo Flamengo sobre o Vasco, porque a vitória de Flamengo em 1992 e de Vasco em 1996, num único jogo previsto na tabela, por qualquer placar, não daria a taça para nenhum dos dois e sim, apenas, a chance de disputar o título, aí sim, contra o adversário, numa partida extra.
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Vasco 8 x 0 Fluminense (1988, 1992, 1993, 1994 (2), 2003*, 2004, 2016)
*Desconsidera-se aí a Taça Rio, conquistada pelo Vasco em 2003, porque no certame quadrangular que valeria a taça, disputado por Vasco, Americano, Flamengo e Fluminense, o Vasco marcou 6 pontos nos 2 primeiros confrontos, contra 4 do adversário em seus 2 primeiros confrontos. Com isso, apenas o Vasco poderia ser Campeão da Taça Rio em vencendo a primeira partida decisiva do campeonato, o que, de fato, ocorreu com uma vitória de 2 x 1 frente ao tricolor, que, naquela oportunidade não tinha como conquistar a Taça Rio, mesmo se vencesse por qualquer margem de diferença.
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Número de títulos Oficiais levantados pelos quatro clubes no período:
Vasco – 37 títulos
Libertadores – 1998
Copa Mercosul – 2000
Brasileiro – 1989, 1997, 2000
Torneio Rio-São Paulo – 1999
Torneio Interestadual João Havelange – 1993
Carioca – 1987, 1988, 1992, 1993, 1994, 1998, 2003, 2015, 2016
Copa Rio – 1992, 1993
Taça Guanabara – 1986, 1987, 1990, 1992, 1994, 1998, 2003, 2016
Taça Rio – 1988, 1992, 1993, 1998, 1999, 2001, 2003, 2004, 2017
Terceiro Turno do Campeonato Carioca – 1988, 1997
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Flamengo – 30 títulos
Copa Mercosul – 1999
Copa Ouro – 1996
Brasileiro – 1992
Copa do Brasil – 1990, 2006
Copa dos Campeões do Brasil – 2001
Carioca – 1986, 1991, 1996, 1999, 2000, 2001, 2004, 2007, 2008, 2017
Copa Rio – 1991
Taça Guanabara – 1988, 1989, 1995, 1996, 1999, 2001, 2004, 2007, 2008
Taça Rio – 1986, 1991, 1996, 2000
Terceiro Turno do Campeonato Carioca – 1987
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Botafogo – 14 títulos
Copa Conmebol – 1993
Brasileiro – 1995
Torneio Rio-São Paulo – 1998
Campeão Carioca – 1989, 1990, 1997, 2006
Taça Guanabara – 1997, 2006, 2015
Taça Rio – 1989, 1997, 2007, 2008
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Fluminense – 8 títulos
Copa do Brasil – 2007
Carioca – 1995, 2002, 2005
Taça Guanabara – 1991, 1993, 2017
Taça Rio – 2005
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Nos próximos dias registraremos a diferença nos 25 anos e meio anteriores à chegada de Eurico Miranda na Vice-Presidência de Futebol do Vasco (entre o período como Vice-Presidente de Futebol e Presidente do clube foram 25 anos e meio), com a participação na Vice-Presidência de Futebol e presidência de outros atores e, também, a diferença do período do Vasco sem Eurico Miranda no século XXI, em relação aos principais rivais.

Registramos, independentemente disso, que o maior período da história do Vasco no futebol, ocorreu entre 1944 e 1953, com à época 15 títulos oficiais conquistados, relembrando que o 16º deles e mais emblemático, foi reconhecido, com status de Taça Libertadores, exatamente por ação nos bastidores de Eurico Miranda junto à Conmebol, 48 anos depois, contando ainda com a ajuda de seu filho Mario Angelo, hoje Professor Doutor em História.

Casaca!

Um ano de luto e de descaso

Há um ano, exatamente a 09 de fevereiro, o texto “Tragédia Secular” saiu em coluna. Hoje sai como nota do Casaca!, apenas com o título modificado.

Mais uma vez o registro, válido para que ninguém se esqueça.

De lá para cá o que se viu por parte do rubro-negro da Gávea é autoexplicativo, no que concerne ao caso.
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O ocorrido há cerca de 36 horas é estarrecedor, inimaginável, inclassificável e uma tragédia, fruto de completa e total irresponsabilidade do Clube de Regatas do Flamengo.

O local onde havia dormitório poderia funcionar como estacionamento, tratava-se de um contêiner, com uma só saída e sem outra de emergência, o clube havia sido multado quase 30 vezes, por estar sem o devido alvará, a prefeitura determinou a interdição do CT em 20/10/2017, mas o clube resolveu manter o funcionamento e transformou em alojamento um espaço, sem ter pedido licença para tal e sem anuência do corpo de bombeiros.

Força Flamengo???

Força aos parentes das vítimas, amigos, colegas, admiradores, funcionários próximos.

Por completa irresponsabilidade, desídia, negligência, prepotência, arrogância do rubro-negro, houve uma tragédia inaceitável (e jamais vista), em clubes da quarta divisão do futebol brasileiro ou em outros sem divisão alguma.

Não é a maior tragédia do Flamengo em sua história. É a maior tragédia entre clubes brasileiros, na história do futebol brasileiro, por responsabilidade própria.

Força Flamengo???

Força aos parentes da vítimas, amigos, colegas, admiradores, funcionários próximos.

Não fosse a Folha de São Paulo soltar uma matéria ontem devastadora, quanto a todas as irregularidades cometidas pelo Clube de Regatas do Flamengo, teríamos vivido um dia no qual o responsável pela morte de 10 crianças carbonizadas parecia tão vítima como as crianças que morreram.

Os prejuízos que a instituição “Flamengo” sofreu foram de imagem e financeiros. Isso se compara ao que foi perdido pelas famílias daquelas crianças?

Força Flamengo???

Força aos parentes das vítimas, amigos, colegas, admiradores, funcionários próximos.

A consternação foi geral. De qualquer atleta mirim que pretende ser um profissional, dos profissionais veteranos ou já fora dos campos que um dia foram mirins. Todos tem história para contar, de dificuldades pelas quais passaram ou passam, das condições precárias em dado clube ou oportunidade, mas nenhum tem história similar ao ocorrido, porque nunca aconteceu e ocorreu com um clube que é tido e havido como modelo pelos irresponsáveis da imprensa convencional que investigam o que lhes interessa e incensam também o que lhes interessa.

Ora, ninguém, absolutamente ninguém da imprensa convencional que cobre o Flamengo buscou saber quais as condições daquele espaço? Por que (se sabiam) não se buscou divulgar o fato até que interditassem (caso permanecesse a desídia, irresponsabilidade, negligência, arrogância e prepotência do Flamengo), por meio de uma campanha global em cima da irregularidade?

Ontem mesmo se viu gente falando na mídia convencional da estrutura do Vasco em 2012 (sim, 2012), em Itaguaí para incensar o Flamengo, afirmando que era o clube com menos problemas na época e que depois melhorou mais ainda… Melhorou muito! Está se vendo como melhorou! É a referência do Rio! Aliás o Flamengo hoje é uma referência nacional! É uma referência de desídia, negligência, irresponsabilidade, prepotência e arrogância, que levou ao ocorrido.

Força aos parentes das vítimas, amigos, colegas, admiradores, funcionários próximos.

Sérgio Frias

Da lua para o céu

A situação era por demais dramática para o Vasco.

Faltavam duas rodadas para terminar o turno do Campeonato Carioca de 1967 e o risco real de o clube não estar classificado para o returno da competição e ser obrigado a passar os últimos meses da temporada sem competição oficial alguma para disputar, maior.

Talvez alguns amistosos, talvez uma excursão pelo interior do Brasil. Mas, como viver aquele final de temporada sem condições financeiras ideais? Buscar-se-ia o “livro de ouro” para sócios abastados cobrirem o custo? O presidente João Silva teria de se virar para pagar as contas e uma grande crise política se avizinhava.

O torcedor, insatisfeito com tudo o que via, já sem esperança de sair da fila, que aumentaria para nove anos sem a conquista de um título carioca, era só cobrança.

Na tabela o Vasco figurava na nona colocação, junto ao Madureira, ambos com sete pontos. À frente dele o Olaria aparecia com oito, América, Campo Grande e Bonsucesso tinham nove. A vitória valia dois pontos e o Gigante da Colina só dependia de si porque Olaria e Campo Grande ainda se enfrentariam. Para garantir a classificação, bastaria vencer seus últimos dois jogos.

O problema era contra quem seriam disputadas as partidas: Botafogo, líder, e Flamengo, terceiro colocado, além de ser o maior rival do clube.

Primeiro viria o Botafogo, de Manga, Leônidas, Nei Conceição, Afonsinho, Jairzinho, Gerson, Roberto Miranda e, também, do garoto PC Caju (na época Paulo César Lima apenas).

Embora notório freguês do Vasco, naqueles anos 60 o alvinegro mostrava-se como um algoz dos cruzmaltinos. Quatorze vitórias do Botafogo contra nove do Vasco. Na temporada de 1967, duas vitórias vascaínas (1 x 0 e 3 x 2), mas com pouca expectativa de uma terceira seguida, o que não ocorria desde 1954.

Depois seria a vez do Flamengo, tradicional rival, e talvez a vitória, dependendo de outros resultados dos seus concorrentes, pudesse ser fundamental.

Naquele campeonato a equipe cruzmaltina já havia sido derrotada pelo forte Bangu (que seria o vice-campeão ao fim da competição), Fluminense, Olaria, Campo Grande e Bonsucesso, deixara a vitória escapar diante do América, após ter aberto 2 x 0 no placar e passara por três equipes pequenas (Portuguesa, Madureira e São Cristóvão), mas a realidade era de cinco jogos sem vitórias e quatro derrotas consecutivas.

O paraibano Erandy, trazido entre a segunda e a terceira rodada da competição junto ao Santa Cruz-PE, havia estreado na equipe, prometendo ser um ótimo fazedor de gols, mas após a estreia auspiciosa contra o Madureira e gols marcados diante de São Cristóvão e América, mostrara-se praticamente nulo, tanto quanto inconvincente nas partidas seguintes e ainda se contundira.

Ademir Menezes, treinador da equipe, tentou mais uma vez a dupla Nei Oliveira e Adilson (irmão de Almir Pernambuquinho), mas diante do Bonsucesso definitivamente não havia dado certo. Um problema aparentemente sem solução e com o Vasco precisando de gols.

Ademir, o famoso “Queixada”, vinha observando um jovem com faro de gol e muita vontade de acertar.

Walfrido treinava e jogava entre os reservas, atuava nas preliminares e participara com Garrincha de um amistoso contra a Seleção de Cordeiro, única partida do emblemático ponteiro direito com a camisa do Vasco, deixando inclusive sua marca de artilheiro naquele 20/07. Mas agora teria a sua grande chance. Era hora de agarrá-la.

O jovem centroavante, nascido em 17/12/1947, iniciara sua carreira no Sport-PE e ainda juvenil foi para o Santa Cruz-PE. Em 1966 chegava ao Vasco, com 18 anos de idade, buscando seu espaço.

No domingo, dia 05/11/1967, Walfrido viveria o maior teste de sua incipiente carreira, atuando contra o líder Botafogo, sem Jairzinho e Gérson, mas com os demais cobras da equipe inteiros.

Aos 27 minutos da etapa inicial ele mostraria seu cartão de visitas para o público presente ao estádio.

Lançado por Averaldo, o centroavante deu um lençol no zagueiro Zé Carlos e encobriu o goleiro Manga para abrir o placar. Delírio da galera cruzmaltina.

Veio o segundo tempo e com ele o tento número dois cruzmaltino. Danilo Menezes manobrou pela meia, girou o corpo e entregou a Walfrido, que avançou em direção à área e atirou forte, certeiro, fechando a conta.

A vitória improvável tinha um herói surpreendente e o Vasco uma nova opção de centroavante.

Na semana seguinte, a primeira vez de Walfrido contra o Flamengo e uma goleada de 4 x 0 dos cruzmaltinos, com ele próprio fechando o placar aos 39 do 2º tempo.

Em 1968 o atleta não figurou entre os titulares no início da temporada, marcou apenas um gol no Campeonato Carioca, em três partidas e mais dois tentos na Taça Guanabara.

A 23 de junho assinalou pela primeira e única vez, com a camisa do Vasco, entre os profissionais, três gols numa única partida. O hat-trick ocorreu frente ao Rio Negro-AM. Por sinal, somando essa e outras pelejas amistosas naquela temporada, foram sete gols ao todo marcados pelo artilheiro.

Naquele mesmo ano, no Torneio Roberto Gomes Pedrosa, competição nacional oficial da época, Walfrido fez 11 gols, marcando dois deles na vitória cruzmaltina sobre o Botafogo por 2 x 1, outros dois frente ao Santos, de Pelé (triunfo vascaíno por 3 x 2) e um diante do Flamengo, na estreia de Garrincha com a camisa rubro-negra (2 x 0 Vasco o placar final). Duas vezes marcou ainda o artilheiro contra o Internacional-RS, na primeira fase (Inter 2 x 1) e no quadrangular final (Vasco 3 x 2), fora tentos assinalados diante dos seguintes clubes: Atlético-PR (3 x 2), Corinthians (1 x 2), Palmeiras (1 x 3) e Portuguesa de Desportos (2 x 0).

Diante da bela performance na principal competição nacional da época, Walfrido foi convocado para a Seleção Brasileira no final da temporada, há poucos dias de completar 21 anos de idade, embora não tenha chegado a atuar com a amarelinha.

O centroavante viveu um ano de 1969 com mais gols, apesar das fracas campanhas do Vasco nas competições das quais o clube participou.

No Campeonato Carioca o “Espanador da Lua”, carinhoso apelido dado a ele pelo locutor de rádio Waldir Amaral, marcou cinco vezes; na Taça Guanabara, disputada em seguida, balançou as redes uma vez, diante do Botafogo (vitória cruzmaltina por 3 x 0) e no Torneio Roberto Gomes Pedrosa faturou três vezes, duas delas no empate diante do Fluminense (2 x 2). Fora isso, assinalou gols em cinco oportunidades (jogos amistosos), somando, ao final da temporada 14 tentos.

O ano de 1970, entretanto, seria o de glória para o atleta, vestindo a camisa do Vasco.

O atacante iniciou a temporada na reserva, quando da disputa da Taça Guanabara, competição prévia à Copa do Mundo daquele ano. Foi ganhando espaço com o novo treinador cruzmaltino Tim aos poucos, mas sem ainda garantir a condição de titular.

O Campeonato Carioca viria a ser a primeira disputa oficial do clube, após a conquista definitiva da Taça Jules Rimet, obtida pela Seleção Brasileira no México. E naquele certame Walfrido apareceu em momentos importantíssimos.

Após marcar contra Madureira, Bangu e Olaria (vitórias vascaínas por 2 x 1, 4 x 2 e 3 x 1), uma partida chave na competição estava por vir. Pelo sorteio, Vasco x Flamengo seria o primeiro clássico do returno, a ser realizado logo na segunda rodada.

O jogo do turno fora duríssimo, definido pelo cruzmaltino Silva marcado aos 41 minutos da etapa final, após grande jogada individual do parceiro Walfrido, que driblara dois contrários antes de servir ao companheiro. Um a zero foi o placar final.

Foi no dia 30 de agosto, contra o rubro-negro da Gávea, que o “Espanador da Lua” começaria a construir de vez seu nome na história do clube.

Numa partida debaixo de chuva, o centroavante aproveitou uma bola que parara na poça d`água, após disputa com o zagueiro rubro-negro Washington, e marcou o gol único do jogo, aos 17 minutos do segundo tempo. Delírio total dos vascaínos no Maracanã.

Algumas rodadas depois, mais um gol, frente ao Campo Grande (goleada vascaína por 4 x 0), e quis o destino que fosse dele o tento que garantiria o título carioca por antecipação, após 11 anos de jejum.

Com a ajuda de Moisés, zagueiro alvinegro, o chute do centroavante foi encontrar as redes alvinegras no segundo gol cruzmaltino da vitória conquistada por 2 x 1 (o Botafogo descontaria próximo ao fim do jogo, enquanto Gilson Nunes abrira o placar em cobrança de falta).

Curiosamente foi a última vez que Walfrido balançou as redes adversárias com a camisa do Vasco. A chegada do centroavante Dé, oriundo do Bangu, fez o artilheiro perder espaço na equipe, mas sua participação naqueles dois clássicos em 1970, contra os mesmos adversários diante dos quais brilhara em 1967 (Botafogo e Flamengo), permaneceram por anos nas mentes e histórias do torcedor vascaíno sobre o jogador.

Após quase um ano sem balançar as redes, o “Espanador da Lua” desembarcou em Recife para retornar ao Santa Cruz, vestindo a camisa “cobra coral” no Campeonato Brasileiro de 1971, emprestado que foi pelo Vasco na ocasião para a disputa daquela competição. Entre agosto e dezembro Walfrido marcou cinco gols pelo Santa, três no Torneio Roberto Gomes Pedrosa e dois numa partida amistosa, frente ao CSA-AL.

Em 19/02/1972, após alguns treinos pelo Vasco dos quais participara, o atleta foi negociado em definitivo com o América, vindo o lateral Paulo César Puruca dos rubros para São Januário na troca.

Na equipe americana jogou o Campeonato Carioca e marcou três gols, todos no primeiro turno, um deles contra a conhecida vítima Botafogo, em vitória de sua equipe por 3 x 0 (partida realizada no Estádio Vasco da Gama). Em 20 de outubro, após vários meses sem marcar, recebeu passe livre do América.

Dali por diante atuou no Toluca-MEX, Vera Cruz-MEX, Ypiranga-BA, Paysandu-PA, Noroeste-SP, Volta Redonda, Estrela do Norte-ES, Fluminense de Nova Friburgo, Portuguesa de Acarigua-VEN, terminando sua carreira pouco depois. Tempos mais tarde trabalharia nas divisões de base do Vasco (futebol/futsal masculino e futebol feminino).

Em sua passagem pelo Paysandu, sagrou-se Campeão Paraense de 1976 e vice artilheiro do campeonato. Já na Venezuela terminaria o campeonato nacional de 1980 como artilheiro da competição e vice campeão, defendendo as cores da Portuguesa de Acarigua.

Pelo Vasco, seu principal clube, no qual conquistou, também seu mais importante título, Walfrido marcou 45 gols, curiosamente apenas 8 de cabeça, embora exatamente sua impulsão nas bolas altas tenha lhe trazido o apelido de “Espanador da Lua”.

De qualquer forma, a impulsão e coragem para enfrentar obstáculos e desafios, impulsionado pela crença em si próprio e na sua capacidade de superação, certamente o põem mais próximo do céu, onde chegará misturando português com castelhano, em ritmo de samba, para os que acreditam em céu, samba, alegria e, também, na paz eterna.

Valeu, guerreiro.

Sérgio Frias

O fio da meada

Passou despercebido por muitos o ocorrido em relação às verbas da CEF, referentes ao final de 2017, que servirão agora para pagar salários vencidos.

Na prática, valor de patrocínio obtido na gestão de Eurico Miranda, que não teve a verba recebida para pagar os salários do fim de 2017, porque travadas em função de não possuir as certidões positivas com efeito de negativas, após 30/09/2017, possibilitará, agora, que os salários atrasados mais recentes sejam pagos.

Observe-se que o valor a ser pago está atrelado ao pagamento do débito atual e não do valor concernente ao débito antigo, de 2017 (dezembro e décimo terceiro), que, esperamos já tenha sido sanado, pois muitos funcionários já não estão mais no clube e acionaram o Vasco na Justiça pelo não recebimento.

O que restou (após 300 demissões e a rotatividade normal de atletas e membros remunerados do futebol e outros esportes do clube) diminui em muito o valor a ser pago.
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2001/2002

Uma recapitulação rápida, que é a expressão da verdade e incomoda a muitos, principalmente aos que massificam distorções, é necessária ser feita.

A CPI do futebol, em 2001, com seus inúmeros relatórios, entendeu que o valor da dívida do clube girava, naquele início de ano, em torno de 150 milhões de reais. Note-se aí que era uma conta baseada em documentos obtidos e não necessariamente consideradas reservas de contingência, entre outros fatores.

De fato, em janeiro de 2001, o Vasco contava vários meses de salários atrasados e sofria com o calote dado pelo banco parceiro, que devia (e não pagou), durante a administração do presidente à época e no início da que se aproximava, 12 milhões de dólares.

Além disso, o clube trabalhava com recebíveis, assim como os demais grandes faziam, independentemente do valor recebido pelo parceiro, e iniciava o ano de 2001 com 18 meses de cotas de TV adiantadas.

A competitividade do mercado fazia com que todos os clubes grandes se adequassem à realidade da época e assim todos eles procediam.

O clube vivia em meio à uma ameaça de vir a perder o título brasileiro para o São Caetano na canetada, o que só não foi possível pela ação de Eurico Miranda, considerado presidente do clube para uns neste episódio ou presidente em outros episódios (queda do alambrado, camisa posta do SBT na partida final, vencida em “ritmo de festa”) para outros.

No início de 2001 a mudança da lei do passe, modificando completamente o cenário, atrapalharia a vida do Vasco e de outros grandes clubes, com grandes jogadores, pois todos estariam livres ao fim de seus contratos.

O torniquete financeiro aplicado contra o Vasco pela Rede Globo – a mesma que não pôs no fim de 2019 entre os fatos relevantes do ano o incêndio no Ninho do Urubu (diferentemente da forma como procedeu em relação à queda do alambrado de São Januário, que não matou ninguém) e após não acertar com o Flamengo valores para transmissão dos jogos do clube, começa a elaborar e divulgar matérias com as famílias das vítimas, após silêncio constrangedor durante um ano quase, em meio às atitudes das mais desarrazoadas dos dirigentes rubro-negros ao longo de 2019, consideradas pela opinião pública gélidas e pragmáticas, mas sustentadas pela forma como a própria Rede Globo tratou o episódio, desde o dia que aconteceu e no decorrer do ano, informando, mas não crítica voraz do ocorrido, com a exceção de Paulo César Caju, colunista de “O Globo”, curiosamente demitido no início do ano vigente pelo rubro-negro que desfilou com a camisa do Flamengo pela redação do jornal, numa atitude que fala por si só – levou o clube a não poder mais receber adiantamento das cotas de TV por 18 meses.

Após o prazo, o Vasco retomou as relações comerciais com a emissora, questionando inicialmente o não pagamento por parte dela da verba inerente à Copa dos Campeões do Brasil de 2002, trazendo à empresa o desejo de voltar a conversar com o clube, tornando o acordo firmado no final daquele ano possível e feito.

Vamos esquecer a falta de mobilização dos vascaínos à época em defesa da instituição e a junção de uma grande parcela ao que dizia a Rede Globo e outras mídias massacrando o clube, alicerçados pelo movimento de oposição, chamado MUV. Mas não vamos esquecer que o Casaca!, existente desde 26/03/2000, se opôs de forma clara ao massacre, desde o princípio, por entender que a defesa do clube era precípua, fundamental, naquela situação.
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2003

No ano de 2003 o Vasco foi Campeão Estadual, chegou a trazer Edmundo, houve eleições, Eurico Miranda foi reeleito, mas a realidade vista em todos os clubes grandes do Brasil era de trabalho no vermelho e aumento das dívidas.
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2004/junho de 2008
A partir de 2004, o gestor à época, Eurico Miranda, por iniciativa própria, resolveu partir para um equacionamento financeiro do clube, algo tornado prioritário.

Era uma escolha difícil, mas o que era mais correto? Deixar a dívida aumentar e viver correndo de penhoras, esperar tudo explodir? Ou frear investimentos, manter a base forte, investir numa ou duas referências e manter o Vasco disputando, ainda com chances de conquistas (venceu uma Taça Rio e chegou à final do Campeonato Carioca {2004}, à final e semifinal da Copa do Brasil {2006 e 2008} naquele período e, ainda, não figurou em nenhuma rodada no returno de quaisquer campeonatos brasileiros dos pontos corridos na zona de rebaixamento, além de ter frequentado a zona da Libertadores em 29 rodadas {9 rodadas em 2006, 19 em 2007 e uma em 2008}, fora o fato de que não frequentava o Z4, até a troca de gestão, ocorrida em 01/07/2008, há 108 rodadas, além de jamais ter caído de divisão em sua história)?

O equacionamento das dívidas do clube não foi para inglês ver. O Vasco pensou em fazer e fez aquilo que nove anos depois (com um derramamento de dinheiro na Gávea), o Flamengo executou.

O clube diminuiu sua folha salarial, fez acordos e os cumpriu (só o de Romário foram 47 parcelas pagas), entrou no Ato Trabalhista, evitando penhoras, obteve certidões em 2005, enquanto Flamengo e Botafogo iam à imprensa chorar que seus clubes (sem certidões, evidentemente e entupidos de problemas fiscais) estavam à beira da falência e diziam que só a Timemania os salvaria.

O Vasco inaugurou e absorveu os custos do Colégio Vasco da Gama, desde 2004, fez amplas reformas em São Januário, manteve uma capacidade de público pagante de 24.500 pessoas, fora gratuidade, conseguiu em 2007 um novo Ato Trabalhista, em melhores condições do que o anterior, homologado em 17 de dezembro daquele ano (seria ratificado nas mesmas condições pela gestão seguinte em agosto de 2008), manteve durante mais de quatro anos salários em dia (compromisso de pagamento no dia 20 do mês subsequente), com alguns poucos atrasos ao longo do período, não tinha títulos protestados, fez acordo com o dono do Vasco Barra para se manter como locatário do local (e cumpria o acordo, discutindo na Justiça uma questão inerente ao IPTU e seu aumento brutal durante o período de locação), investiu na sua base, possuía esportes olímpicos e paraolímpicos, pagava suas contas e tinha um custo mensal, entre despesas fixas e variáveis na ordem de 3,5 milhões de reais mensais.
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Jun/Jul – 2008

Quando houve a troca de gestão, as falácias do MUV se tornaram verdade, pois já vinham expostas dessa maneira pela própria imprensa, e isso cegava (pela massificação) os vascaínos.

A dívida deixada na ordem de 220 milhões de reais, com 3,8 milhões de euros para entrar em três parcelas, em favor da gestão que chegava, joias da base surgindo no time profissional, cerca de nove meses de receita adiantada da TV, já absorvida e sem que o Vasco tivesse que passar pela Rede Globo para obter mais adiantamentos, com o Clube dos Treze, responsável por negociar coletivamente com a emissora detentora dos direitos e distribuir as verbas, mantendo-se o Vasco no grupo que mais recebia cotas em nível nacional (junto a Corinthians, Flamengo, Palmeiras e São Paulo) e estadual, referente à Campeonatos Cariocas (junto ao Flamengo), em todas as plataformas e com um contrato assinado até 2011.
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Jul 2008/DEZ 2014

O MUV ficou seis anos e cinco meses no Vasco e nesse período primeiramente aumentou na caneta, baseado em reservas de contingências (fundamentalmente) a dívida do Vasco para mais de 350 milhões de reais, claro que diferentemente do procedimento do que todos os outros grandes faziam e, pasmem, anunciou, através de um de seus próceres, que, em 2012, a dívida havia diminuído para 250 milhões de reais. No balanço seguinte, apresentado pelo próprio MUV, após algumas trocas de cadeira na direção, o balanço do mesmo ano marcou 410 milhões de reais de dívida e dois anos depois constatou-se ter chegado a 688 milhões.

Todo o tipo de irresponsabilidade se viu naquele período, desde rebaixamento das cotas de TV, até carro pipa se negando a fornecer água porque o clube não tinha mais crédito.

Os acordos que eram pagos pela gestão anterior, passaram a ser descumpridos aos borbotões pelos novos administradores, de uma questão fiscal controlada o clube ficou encalacrado, com verbas retidas, também pelo não cumprimento de acordos pretéritos, primordialmente, e caiu outra vez para a segunda divisão, sem qualquer perspectiva, a ponto de no ano seguinte ter disputado a Série B sem liderá-la em rodada alguma e com Eurico Miranda, o possível sucessor, obtendo empréstimos junto à FERJ (fez isso duas vezes), para que ao menos a gestão MUV pagasse salários (na grande maioria do tempo atrasados), impedindo a debandada de atletas em meio à competição.
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DEZ 2014/JAN 2018

O Vasco foi recebido em 2014 com salários atrasados, direitos de imagem idem, centenas de títulos protestados, sem crédito junto às empresas que forneciam os serviços mais comezinhos, com várias ações de cobrança na FIFA, dívida com entidades esportivas (FERJ e CBF) superiores a 20 milhões de reais, sem certidões, com as verbas de TV de 2015 e 2016 de praticamente zero (já postado o Vasco no quinto lugar nas cotas), com 30 toneladas de lixo a céu aberto em sua sede principal, há 11 anos sem ganhar um título Estadual, com 3 vitórias em 22 jogos dos tempos do MUV diante do Flamengo, freguês do Botafogo no mesmo período, perdendo todas as decisões de taça disputadas contra equipes cariocas ao longo daquele tempo, valendo-se de uma Copa do Brasil conquistada, na qual não enfrentou uma única equipe grande do futebol brasileiro, para não sair zerado em termos de títulos, com uma divisão de base alocada em Itaguaí, nas condições mais precárias, ginásio abandonado, parque aquático fechado, e pousada do almirante (para a base), resumida a praticamente nada, fora a estrutura edificada.

Houve recuperação patrimonial inquestionável, houve melhora esportiva inquestionável (títulos, títulos invictos, vaga para a Libertadores, campeão Sub 20, Sub 17), novas revelações, maior venda de um atleta no século, 11,5 milhões anuais em média de patrocínios, patrocínio de manga num dos anos por 7 milhões de reais, certidões com 25 dias de gestão, mantidas por 2 anos e 9 meses, verbas da CBC, fruto disso, volta de outros esportes, aumento da capacidade de São Januário, senhor absoluto dos clássicos estaduais, voltando a realizá-los em São Januário após uma década, baseado isso em várias obras feitas, também, no estádio, criação do CAPRRES, CAPRRES da base, CAPRRES olímpico, campo anexo, salários sendo pagos regularmente, com a exceção dos meses finais de gestão, mas uma preocupação fundamental e é aí que muito do ocorrido atualmente se explica:

A gestão de Eurico Miranda viu o clube como estava e se preocupou em pagar o que ficara para trás primeiro (salários, direitos de imagem, por exemplo) e ao invés de choramingar buscou novamente crédito, iniciou novo processo de acordos, usou do princípio da continuidade administrativa para gerir. Deu, portanto, exemplo. Não havia um Paulinho ou Talles Magno para negociar, não havia crédito, não havia certidões, não havia time, não havia perspectiva e passou a haver isso tudo.
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JAN 2018/FEV 2020

Teoria e prática 1

Antes de a chapa amarela rachar, o candidato que seria derrotado no Conselho Deliberativo disse, entendendo-se já presidente do Vasco, que aquele grupo não tinha nada, a não ser uma expectativa que o clube obtivesse 250.000 novos sócios, tal qual o Benfica e que seria feito um trabalho para isso. Esse é o primeiro problema. Assim como o MUV fizera antes de entrar em 2008, prometendo filas de investidores, muito dinheiro entrando, também fora essa a proposta do grupo que se autointitulava amarelo na indumentária.

Mas, com o racha da chapa, surgiu a alternativa de Alexandre Campello como opção. Consideremos que se um não tinha nada, o outro idem, afora ideias.

Logo, Campello assume o clube e tem em uma semana de gestão, 10 dias, um empréstimo de 11 milhões de reais, que fora costurado pelo gestor anterior junto a um empresário, em benefício do gestor que chegava e que seria facilmente abatido de um grande valor a ser recebido menos de 90 dias depois, referente ao garoto Paulinho. Com isso foi pago o salário de novembro do ano de 2017.

Em meados de abril a venda de Paulinho traz líquido para o Vasco, descontando o empréstimo, 45 milhões de reais.

O que faz a gestão? Não paga o que faltava em termos de salários e gratificação aos funcionários do clube, ignora execuções, não cumpre acordos (enquanto demitia já mais de 200 funcionários) e mantém o dinheiro parado num banco para pagar os meses seguintes, enquanto nada capta praticamente.

Para completar, apresenta um balanço (que insistiu em fazer), no qual não tem como desmentir a queda da dívida do Vasco, mas é usado como choramingo, porque o valor de débito (dito como premente) deixado era maior do que o referente à venda do Paulinho, sabendo-se perfeitamente que o fundamento era pagar acordos, salários, direitos de imagem daquele final de gestão, porque já se sabia que os impostos para trás não iriam ser pagos e outros valores postos como débitos eram negociáveis (uns mais outros menos, mas eram).

Ou seja, o administrador atual, agiu exatamente como o MUV fizera. Terá a desculpa que não pegou tudo em dia como o MUV pegou, mas também teve a vantagem de uma entrada de capital considerável com pouco tempo de gestão e mais de 100 milhões recebidos ao longo de 2018 (o hoje na moda chamado de “dinheiro novo”), fruto daquilo que fora pavimentaodo pela gestão antecessora, sendo 38 milhões via uma ação judicial deixada de bandeja para trazer ao Vasco (em outubro de 2018) verba relevante e fazer com que o clube obtivesse certidões, o que não ocorreu por um insucesso do próprio clube quanto ao destino da verba.

E de lá para cá?

Empréstimos conseguidos e “pendurados” no clube, 18 meses com salários atrasados, 10 meses sem pagar o Profut, descumprimento de inúmeros acordos, mais de 100 execuções em função das demissões ocorridas no decorrer da gestão e, claro, valores que ficou devendo o Vasco, a maioria referente ao ano de 2017, sendo grande parte disso nos últimos meses de gestão.
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JAN 2018/FEV 2020

Teoria e prática 2

Mas e o administrador anterior? O que fez? Ele assumiu o clube em 2001 com todos os problemas inerentes ao alto custo mensal absorvido pelo Vasco no final do século XX e vários contratos que se venceriam entre 2001 e 2002, assinados (a esmagadora maioria) até 2000 e se virou para gerir, dentro de numa nova realidade, na qual estava inserida a Lei Pelé, calote continuado do parceiro principal e torniquete financeiro global por 18 meses.

Teve ele uma visão mais ampla dos problemas que todos os clubes passariam a viver no final da década e foi equacionando o clube, procurando manter o Vasco no primeiro plano da principal receita entre os clubes, investindo mais na base e cumprindo compromissos, mantendo crédito.

Mas, poderiam questionar que ele fazia parte da administração anterior e que era natural a continuidade administrativa.

E em 2014? Após seis anos e cinco meses de ferrenhos adversários no poder? Por que tomou a mesma iniciativa? Por que fez prevalecer o princípio da continuidade administrativa, mesmo tendo recebido o clube sem qualquer perspectiva?

Se ele fez isso, todos os que se dizem de boa fé tem de seguir os passos dele. E tem de seguir os passos dele porque os outros exemplos são péssimos, são a antítese de um princípio caro ao Vasco, que pode afundar o clube em problemas financeiros maiores, políticos, administrativos, de credibilidade e, por conseguinte, institucionais.
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JAN 2018/FEV 2020

Teoria e prática 3

O balanço assinado por Alexandre Campello em abril de 2018, rechaçado pelo Conselho Deliberativo, foi, em novembro de 2018, posto para a apreciação daquele poder, como opção a outro, apresentado por Eurico Miranda e sua equipe de trabalho do triênio 2015/2017.

Na reunião foi aprovada a prestação de contas/balanço de Eurico Miranda e dito para que fosse considerasse como norte, a partir dali.

O que fizeram os responsáveis pelo balanço de 2018? Simplesmente ignoraram decisão do Conselho Deliberativo e iniciaram os números do balanço de 2018, ignorando, também, tais retificações necessárias.

Qual era o caminho natural do Conselho Deliberativo? Reprovar.

Qual era o caminho natural da situação a ser percorrido antes? Não insistir no erro.

O resultado disso, considerando ainda relatório da BDO, com vários pontos obscuros, parecer em maioria do Conselho Fiscal queixando-se das mais diversas negações de apresentação de documentos, entre outros erros técnicos (exemplo, o superávit apresentado) levaram à reprovação.

Na atual gestão, outras deliberações do Conselho Deliberativo não estão sendo respeitadas (vide falta de cumprimento de ofícios e falta de documentos requisitados pelo Conselho Fiscal), mas se não houver freio o clube desce na banguela e cada vez a situação institucional fica mais difícil.

Conclusão:

A lição que fica a qualquer gestor futuro (e foi dada, na prática, em dois momentos distintos de gestão, por Eurico Miranda) é que o princípio da continuidade administrativa deve ser respeitado e as decisões do Conselho Deliberativo idem.

Se o gestor tem o mérito (que o tempo e experiência no clube dão) de conseguir exercer um poder de coesão interna entre os poderes, como Cyro Aranha conseguiu, Eurico Miranda conseguiu e outros ex presidentes conseguiram, isto se dá quando se adquire confiança em quem gere.

Não é só de fora para dentro, com discurso, que se consegue isso e sim com perfil agregador enxergado de dentro, a partir de serviços prestados ao clube e respeito à institucionalidade, seus poderes e seu homens, na teoria e na prática.

Sérgio Frias

O desprezo dos visionários

O Vasco desprezou a Taça GB como se tivesse ganho umas oito vezes nas dez últimas.

Ocorre que das dez ultimas ganhou apenas duas e buscava pela terceira vez na história um Bicampeonato nela.

Mas se nada disso é relevante para muitos, neste ano o erguimento da Taça GB leva o clube, no mínimo, à final da competição, garante dinheiro pela própria conquista e, ainda, com o segundo lugar já seguro, pode-se faturar com algum patrocínio pontual nos dois jogos finais, bilheteira, tudo isso sacramentado com a conquista do turno.

Além disso tudo, a conquista põe o clube com 50% de chances de conquistar seu vigésimo quinto título Estadual na história.

Para um clube que pretende vender atletas de sua base no primeiro semestre para sanear contas, a presença deles em finais, conquistando taças, títulos, lhes dá moral e força visando chamar a atenção do mercado.

Para o clube, este desfruta de um ótimo retorno de mídia, traz-se alegria aos torcedores, que, por certo, vibram mais com um título de campeão do que com um nono lugar no Campeonato Brasileiro (cremos).

Não é demais lembrar que há inúmeras crianças vascaínas em nossa torcida e que infelizmente elas ainda não chegaram ao grau de intelectualidade dos torcedores mais velhos, os quais imaginam ganhar um campeonato, levantar uma taça, poder sacanear o rival, contar mais um título para a galeria e expor mais um troféu na nossa sala em São Januário, ser muito menos relevante do que passar pelas fases iniciais da Copa Sul-americana contra bolivianos, venezuelanos, ou outros de segunda linha em seus respectivos países.

Quando as crianças vascaínas crescerem vão entender que o nono lugar no Brasileiro compensa isso tudo, ou ser eliminado nas quartas da Copa do Brasil (motivo de aplausos pelo que se diz ser a nova meta do Vasco) idem.

Talvez, em se expondo mais isso, alguém, supostamente gerindo, entenda que tem importância a Taça GB, Taça Rio, Estadual, enfim, taças, títulos.

Sérgio Frias

Tragicômico

Os que estão se posicionando contra a reforma do estatuto atual agem de forma, no mínimo, retrógrada e nós do Casaca! estamos muito à vontade a respeito disso, pois fomos a favor dela desde o princípio deste mandato quando ela se reuniu pela primeira vez, como já éramos antes e fomos a favor de todas as alterações estatutárias feitas em Conselho Deliberativo nessa gestão.

Os críticos de outros grupos, seis, sete, nove, mandaram emendas das mais variadas (10 anos para alguém presidir o clube, 3 anos para votar, fechando mais ainda o quadro eleitoral), achando que numa lógica de reforma o grande obstáculo seria a aprovação de eleições diretas.

A lição dada a esses seis, sete, nove grupos, que levam, juntos, ao Conselho Deliberativo dezenas de votos, foi dada pelo todo do próprio Conselho Deliberativo, o qual aprovou por unanimidade as eleições diretas, mas, claro, sabendo que tal mudança deveria acolher medidas preventivas em defesa do Vasco, como, por exemplo, fazer com que candidatos à direção do clube tenham, ao menos um mandato de Conselho Deliberativo para poderem vir a geri-lo e isso valendo não para agora, mas sim apenas em 2023.

Houve uma reunião no Conselho Deliberativo há cerca de um mês, com vários grupos falando que eram favoráveis a 80% do estatuto ou mais, todos favoráveis à reforma como um todo, com alguns ajustes a serem feitos apenas.

Diferentemente da maioria, o Casaca! fez uma reunião aberta anterior, da qual participaram pessoas do grupo e fora do grupo para tecerem e ouvirem de nós as críticas inerentes ao que não estava de acordo com o sentido popular do Vasco, entre outros aspectos.

Fomos, por princípio, contrários à extinção do sócio geral, ao prazo de três anos para dar direito a voto (o que fecha aos poucos o quadro social) e entendemos como uma possibilidade de flexibilização do tempo para elegível, que passou, no último texto, oito para sete anos.

Também nos preocupamos com a facilitação para a migração de sócio geral para proprietário ser aplicada na prática, fomos contra medidas que poriam o sócio à mercê da administração, podendo serem eles eventualmente punidos por “atentar contra a boa imagem do clube”, tal era a subjetividade disso. Isso, também, foi retirado do texto final.

Surgiu emenda de última hora, de um desses seis, sete, nove, dezoito grupos dizendo que os sócios não poderiam ser punidos por atitudes racistas fora do clube!!! Até isso. E estamos falando de Vasco!

Claro que essa emenda deve ter vindo sem que as pessoas tivessem dimensão do que estavam propondo emendar, mas é uma forma de se perceber a falta de cuidado, de medição das consequências.

Também entendemos que a atitude tomada pelos seis, sete, nove grupos é de total desrespeito ao trabalho de quase uma dezena de homens, de várias correntes políticas no clube, que se esmeraram em fazer com que a reforma saísse e contemplasse tudo que fosse possível, com discussões sobre o tema e inúmeras reuniões.

Não abrimos mão de todas as responsabilidades cabidas aos gestores, bem como dos itens relativos à aprovação das contas, a fim de que isso não proporcione segunda época a quem preside, como aconteceu nos tempos do MUV, quando se buscava politicamente a aprovação das contas, não se conseguia e aí elas eram reformadas (para inglês ver).

Tivemos como resultado disso uma declaração de um dos vice-presidentes do clube à época dizendo que o Vasco devia 250 milhões de reais em janeiro de 2012, quando se viu no ano seguinte que o valor era mais que o dobro e em 2014 chegou a quase o triplo daquele numerário supostamente real dito anos antes.

Mas isso não foi discurso para a internet, ou conversa fiada não posta em prática. Nós registramos nossas discordâncias em ata com emendas no próprio dia marcado para a votação. Todas elas tinham, como tem, o condão de não elitizar o clube.

Contra o fim da categoria sócio geral – que naquele plenário já foi posto no ano passado por gente da situação (deve ser parte de um desses seis, sete, nove dezoito grupos que são contra a reforma do estatuto) como o antigo sócio torcedor dos anos 70, o que é um absurdo, pois uma coisa nada tem a ver com a outra e o sócio geral no Vasco existe desde 1900 – buscamos uma medida conciliatória caso houvesse seu encerramento.

Nossa proposta, então, foi a de que se reduzisse a um salário mínimo o teto para cobrança da joia de sócio proprietário, o que inibiria a diminuição do quadro social do clube e, pelo contrário, fomentaria um título, transmissível a terceiros, inter vivos ou causa mortis, por um valor, de fato, popular, visto que o título de sócio proprietário é um bem e a condição de sócio geral um direito. Ninguém transmite sua condição de sócio geral para outrem.

Da mesma forma, brigamos para a manutenção do período atual de carência para voto, primeiro entendendo que o direito em relação a 2020 não poderia ser modificado de jeito algum e segundo considerando que o prazo para que o associado tenha direito a voto como está no atual estatuto é suficiente, mas, mais uma vez buscamos uma forma de acordar um período maior de carência, desde que no decorrer do segundo ano de gestão, o que pode ser, evidentemente, debatido e resolvido ainda em plenário. Maio, junho, por exemplo, ou até um pouco antes, mas do segundo ano de gestão.

O grupo Sempre Vasco apresentou na última reunião da comissão de reforma do estatuto sobre o tema, irredutibilidade, no que diz respeito ao prazo, considerando o atual como correto. Temos a mesma opinião, mas se esse prazo aumentar dois, três meses, algo assim, é uma catástrofe? Claro que não.

Buscamos e permaneceremos nessa busca, para que o clube cumpra seu atual estatuto e que os sócios gerais que somaram mais de três meses de atraso possam pagar seu débito, conforme prevê o estatuto atual no artigo 42, de forma clara e concisa. Tentamos e continuaremos tentando isso através de uma disposição transitória em plenário.

Por sinal, sobre essa situação, tivemos dezenas de pessoas dois tais 6, 8, 9 grupos, concordando com a gestão em não permitir que pessoas pertencentes a essa modalidade de sócio paguem o seu débito e sejam reincorporadas ao clube.

Esses mesmos grupos que abrem a boca em defesa do sócio geral, contrariam seu discurso pelo voto proferido contra os próprios, mesmo sabedores, e isso foi elucidado em reunião do Conselho Deliberativo, o que está previsto no artigo 42 do estatuto hoje em vigor.

À época o sócio geral era algo menor para os tais 6, 8, 9 grupos (pelo menos na prática do voto), tinham, para gente desses grupos, que ser até considerados eliminados (o que o estatuto proíbe) pela inadimplência superior a três meses (três meses contados pela administração em 71 dias até, conforme conviesse a quem está lá).

E a cara de pau do dia é uma suposta preocupação dos conselheiros dos 6, 8, 9 grupos com o Sócio Geral? O mesmo que diminuíram em falas e discursos, inclusive contrariando o estatuto do Vasco? Pera lá.

Há, também, interesse do atual presidente do clube que esse estatuto não saia e os motivos devem ser perguntados a ele próprio. A justificativa oficial é a de que não é o momento. E a real? Deve ser porque também está preocupado com os sócios gerais.

Uma outra questão que vimos levantada nos discursos de alguns dos 6, 8, 9 grupos políticos do Vasco é a de que haja urna eletrônica para o associado de fora do Rio poder votar.

Em primeiro lugar haver votação dos associados de fora do Rio não presencial é, também, pleito nosso e há formas de se fazer isso sem urna eletrônica. Tem de se discutir o modus operandi disso para que seja acertado o meio pelo qual isso se torne algo prático.

Um pleito do grupo Sempre Vasco foi levantado na última reunião de reforma do estatuto, sobre a remuneração dos dirigentes. Não é novidade alguma. Foi apresentado isso pelo Casaca! lá no início da discussão pela reforma do estatuto.

E sabem por que o Casaca! pode apresentar isso? Porque o Casaca! esteve três anos junto à direção do Vasco e seus membros não ganharam um centavo nela. Trabalhamos de GRAÇA, pura e simplesmente.

Entendendo ser isso passível de remodelação foi posta a emenda e publicado isso no próprio Casaca!, mas não foi proposto numa gestão em que éramos situação e sim o contrário, ou seja, para benefício até mesmo de quem atualmente gere o clube.

Finalmente sobre o Conselho de Beneméritos. É nítido que se pretende acabar com tal conselho no clube.

O motivo de haver Conselho de Beneméritos no Vasco é exatamente para trazer equilíbrio ao Conselho Deliberativo.

Pouco importa se alguém acha A desequilibrado, B atabalhoado, C causador de tumultos, D bom ou ruim.

O fato é que como não há comprometimento com busca por cadeiras a cada eleição entre essas pessoas, elas podem tomar as medidas que acharem adequadas por livre e espontânea vontade, sabedores todos que mesmo numa eleição indireta esse poder não teria condição alguma de sozinho virar o resultado de um pleito, tanto é que o corpo se viu em janeiro de 2018 obrigado a votar entre dois candidatos da chapa vencedora, quando nenhum deles era de preferência da grande maioria.

A eleição direta, portanto, só é questão se não há anteparos para evitar qualquer um de querer gerir o clube sem jamais ter participado de qualquer poder dele (nem mesmo como conselheiro).

A tentativa, portanto, de acabar com o Conselho de Beneméritos, no caso fazendo com que ele vá diminuindo até não poder mais influenciar nas votações de Conselho Deliberativo, traria como resultado apenas e tão somente a que a situação mantivesse uma proporção de 4/5 com número superior a 150 pessoas e, com isso, usasse a máquina para passar por cima de tudo, aprovasse tudo que quisesse, gerisse como quisesse e fizesse do Vasco o que bem lhe conviesse. Porque a prática seria essa.

Até mesmo uma questão levantada com relação a um poder demasiado do presidente do Conselho Deliberativo, também foi excluída do texto final, embora tal retirada, em nossa opinião, possa fazer com que 60 assinaturas sejam utilizadas o tempo inteiro para impedir o clube de andar, com solicitações e mais solicitações de reuniões do próprio conselho. De qualquer forma não está mais lá.

A questão primordial disso tudo não é os 10%, 15% que o Casaca! não concorda, como outros grupos diziam em plenário não concordar, a questão reside no fato de que se quer reformar estatuto estando no poder, nos moldes que convenham a quem estiver e, para isso, joga-se de forma desavergonhada para a galera.

Essa história de compromisso com o Vasco, discursos, palavras ao vento, precisam ser comprovadas na prática.

O Casaca! comprovou como oposição ou situação que age dentro de preceitos claros e não desviou deles, não desviou de rumo, muito menos de conceito. Concordar ou discordar é de cada um.

Agora, jogar para a galera, em conluio, por interesses menores, como se fosse uma grande preocupação com o Vasco manter tudo como está, após tantos discursos em plenário de ótimo estatuto em 80, 90%, aí é conversa para boi dormir.

Sérgio Frias

Contra o ódio a leveza

O Casaca! vislumbra, de fato, um futuro para o Vasco em 2021 fora da lógica atual de se tentar limpar uma administração sujando a outra.

O cenário do Vasco hoje tem origem numa tentativa pouco institucional de união para ganhar uma eleição da situação sem que a oposição tivesse nada de concreto para mostrar, como aliás foi dito pelo rapaz que se candidatou e perdeu na Lagoa, afirmando ao público que nada tinham para apresentar a não ser uma solução para que o clube chegasse a 250.000 sócios, tal qual era a realidade do Benfica na época.

A torcida cruzmaltina, todos nós na mesma campanha e remando para o mesmo lado, obtivemos quase isso em duas semanas, numa mera promoção (no caso sócio torcedor), que foi primordialmente uma resposta dada por parte dos vascaínos ao momento e incensar do maior rival, que sem Eurico no poder pintou e bordou com o clube nos últimos 25 anos e meio, o que não conseguiu nos 25 anos e meio com ele com poder, como é sabido por todos e os números mostram.

Na véspera da partida contra a Chapecoense o Casaca! fez uma sugestão à gestão (mesmo como oposição) de que aproveitasse o momento e estendesse a campanha até o Natal.

Usamos a frase no twitter “Não há limite para o Vasco” e, de fato, não haveria se o presidente do clube com o Maracanã lotado anunciasse a manutenção da promoção até 25 de dezembro.

A direção deixou um espaço de três dias para fazer o que deveria ter feito no domingo e a campanha perdeu o embalo.

A gestão de Alexandre Campello foi mais do que ajudada, mas infelizmente mostrou-se inapta para gerir.

Nos primeiros dois anos de gestão da administração anterior chega a ser piada querer comparar o produzido por aquela e esta, mas com uma diferença: a gestão comandada por Eurico Miranda não teve apoio de ninguém a não ser dos que se aproximaram para ajudar.

A oposição torceu contra, trabalhou contra, atuou contra, mentiu, distorceu e entendeu que esse caminho era o correto para chegar ao poder. Não é, e a prova disso é a gestão torta atual.

Mas, voltemos ao enredo dos dois primeiros anos de gestão da administração anterior e dos resultados esportivos e patrimoniais obtidos até o fim dela.

Primeiramente vale recordar que o Vasco:

1 – Foi recebido com o futebol ostentando o 3º lugar na segunda divisão, sem ter naquela competição liderado a tábua de classificação em rodada alguma.

2 – Durante seis anos e meio o clube havia vencido uma competição, a Copa do Brasil, ocasião na qual o Vasco não enfrentou nenhum grande clube do futebol brasileiro.

3 – Em 22 confrontos diante do Flamengo o Vasco havia vencido três e o clube também se mostrara nesse período freguês do Botafogo…

4 – O Vasco disputara seis decisões, de turno e campeonato, contra Botafogo (2010, 2012, 2013), Flamengo (2011, 2014) e Fluminense (2012) e havia perdido todas.

5 – A base do Vasco estava instalada em Itaguaí e os destaques dela do SUB 20 e profissionais eram: Jordi, Gabriel Félix, Luan, Henrique, Lorran, Jhon Cley, Marquinhos do Sul, Iago, Thales.

6 – O clube não tinha crédito para nada, seu parque aquático e ginásio estavam desativados, o estádio de São Januário tinha capacidade de público reduzida para 15.000 pagantes e faltava (acreditem) papel higiênico e desinfetante para os banheiros do clube.

Mais de 30 toneladas de lixo estavam esparramados a céu aberto e o Vasco não tinha crédito com empresas prestadoras de serviços mais comezinhos, desde postos de gasolina até desentupidoras de sanitários, devia 10,8 milhões a CEDAE, estava o clube com dois meses de salários atrasados (embora tivesse sido recebido com salários em dia quando o MUV assumiu) e o décimo terceiro salário daquele ano venceria no mês que a nova gestão assumia.

7 – A dívida do Vasco havia mais que dobrado em seis anos e cinco meses, chegando a 688 milhões de reais.

8 – O Vasco do primeiro grupo nas cotas de TV passou para 5º lugar.

9 – O Vasco devia à CBF e FERJ um total de R$22.959.000,00.

10 – O Vasco, que havia sido deixado sem nenhum título protestado, foi encontrado com mais de 200 (duzentos) em dezembro de 2014.

Havia grupos da estirpe de Cruzada, que brigou na Justiça para prorrogar o mandato de Roberto Dinamite e expor o Vasco ao ridículo mais alguns meses, período no qual vivemos mais estripulias daquela trupe, com direito a um 0 x 5 diante do Avaí, em São Januário, confissões de dívida e acordos feitos até 02/12, com parceiros daquela gestão.

Detalhe: a tal Cruzada era oposição ao presidente Roberto Dinamite e no início de 2014 fizera discurso exigindo sua renúncia.

Vale lembrar que ela própria, Cruzada, foi quem garantiu Dinamite no poder após a eleição de 2011 ter sido anulada (alguma urna 7 da gestão MUV que levou a juíza de primeira instância naquela oportunidade a anular o pleito).

Os mais curiosos façam pesquisa com dados da época.

Mas a brava Cruzada, ela que dizia haver sérios indícios de problemas na lista de eleitores apresentada pelo MUV, se mostrou como terceira interessada para garantir Dinamite gerindo, por liminar.

Não podemos esquecer, também, o ato de seus membros, que votaram com a situação pelo não reconhecimento da dívida do clube para com Romário, isso em dezembro de 2011, o que levou o ex atleta a processar o clube.

Ele, que recebera todas as parcelas do Vasco entre agosto de 2004 até junho de 2008, teve freado o pagamento quando o MUV chegou ao poder em julho de 2008.

A dívida passou a não constar no balanço (não cremos que no balanço de 2018 dívidas do clube tenham tomado o mesmo caminho) e em 2011 o Conselho Deliberativo, com os votos e defesa ferrenha da tal Cruzada deixou de reconhecer de vez a dívida.

O resultado disso foi uma ação de execução de Romário contra o Vasco e a apresentação de provas no processo.

Mas durante o processo a tal Cruzada andava pela internet para dizer que não existia dívida alguma, que aquilo era uma armação de Eurico Miranda e Romário, fazendo eco a declarações de alguns que quando processados desmentiram o que vinham dizendo.

O fato é que Romário teria direito a cerca de 40 milhões de reais. A dívida inicial era de 22 milhões e foi paga dela, em praticamente 4 anos, pouco mais de 8 milhões. De um saldo na ordem de 13,9 milhões, Romário poderia ganhar o triplo, por descumprimento contratual do clube.

Eurico Miranda conversou com Romário que pediu apenas a correção da dívida e acabou o valor chegando a 21 milhões.

Observem que foi um erro consciente tanto da situação quanto da pseudo “oposição” (Cruzada).

Sabedores que havia o direito por parte do atleta, por razões de ordem mui republicanas, por certo, resolveram votar a favor do calote.

Mas, curiosamente, os que advogaram em favor do Vasco, após um dizer ou outro de que o clube poderia ganhar a ação, ganharam (do clube), por êxito. Sabem qual foi o êxito?

Como Romário deixou a dívida de 40 milhões por aproximadamente 20 (a pedido de Eurico Miranda para que não metesse a faca no Vasco), tiveram como ganho um percentual dessa redução.

Um dos advogados teve o acordo celebrado com o clube às 18 horas do dia 02/12/2014 sobre seus créditos com o Vasco (4 milhões de reais), horas antes da posse de Eurico Miranda na sede Náutica da Lagoa, segundo ele, Eurico, denunciaria no dia seguinte.

Ah, um detalhe. A posse de Eurico Miranda foi no dia 02/12/2014, mas vale ressaltar que houve eleição na Lagoa 13 dias antes e – por incrível que pareça – a chapa segunda colocada (com membros da Cruzada nela que certamente se abstiveram de votar) lançou candidato, desrespeitando a vontade do quadro social, que havia escolhido a outra chapa, no caso a de Eurico Miranda, por módicos 1.300 (MIL E TREZENTOS) votos de diferença. O placar da votação foi 190 x 26.

Três anos depois a própria chapa segunda colocada em 2014 venceu o pleito, mas rachou, lançando dois candidatos para a disputa do 2º turno.

O mesmo grupo (Cruzada) só faltou querer bater em Alexandre Campello no dia da eleição que o elegeu na Lagoa, mas quando viu que o objetivo da gestão atual era sujar a anterior, logo se pôs à disposição para ser linha auxiliar disso.

Quando, porém, surgiu uma decisão de anulação da eleição (quem ganhou reclamava da própria vitória e queria nova eleição, o que em Portugal é motivo para piada) o grupo “Cruzada” no dia seguinte mandava nota dizendo que iria para a eleição, largando seu “comandante” sem pestanejar.

O grupo, tão preocupado com minúcias sobre Eurico Miranda, não achou relevante que houvesse uma comissão de sindicância sobre o presidente do clube em junho de 2018 por supostos desvios e vota atualmente a favor de que Campello não mostre o que o Conselho Deliberativo solicitou por 150 a 1, recentemente.

Se tiveram vergonha de votar contra o absurdo que era não se permitir a entrada de sócios novos no clube pelo número de assinaturas de cada proponente, não se furtaram em ficar a favor de uma mudança da ata da reunião, mas não porque a ata continha erros e sim porque não agradava à gestão, que com o beneplácito da tal “Cruzada” até hoje não apresentou o que é sua obrigação à comissão de sindicância criada.

Fizemos esse breve relato sobre o grupo de apoio da atual gestão para mostrar que o Vasco precisa se unir, de fato, para evitar que esse modelo de agir, inicialmente contra uma pessoa e depois contra o clube na ânsia de atingi-la, depois a favor de uma pessoa e, também, contra o clube e seu estatuto para se manter com ela (até que ela se fragilize) não leva o Vasco a lugar algum.
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Agora vamos fazer uma singela comparação com os pontos levantados e numerados acima:

1 – O clube foi recebido por Alexandre Campello, classificado para a Taça Libertadores e com o seguinte elenco:
Martin Silva (Jordi, Gabriel Félix); Yago Pikachu (Rafael Galhardo), Breno – que jogava quando havia CAPRRES no clube – (Luiz Gustavo, com quem o Vasco renovaria no decorrer do ano), Erazo (Ricardo Graça), Ramon – que não teria ficado praticamente os últimos dois anos parado se houvesse CAPRRES – (Fabricio, Henrique); Desabato (Andrei, Bruno Paulista), Wellington (Evander), Wagner (Escudero, Guilherme Costa), Nenê (Thiago Galhardo); Paulinho (Rildo, Kelvin), Andrés Rios (Riascos). TOTAL: 27 atletas.

Importante ressaltar que Werley e Paulão foram trazidos já na gestão Campello.

Além disso, havia outros garotos como João Pedro, Rafael França, Miranda, Alan Cardoso, Bruno Ritter, Bruno Cosendey, Lucas Santos, Moresche, Dudu, Caio Monteiro, Marrony, Paulo Vitor, Hugo Borges. TOTAL: 13 atletas.

Importante pontuar que dos 13 citados, seis deles atuaram na primeira partida do Vasco com Campello presidindo o clube (Rafael França, Alan Cardoso, Lucas Santos, Paulo Vitor, Marrony e Caio Monteiro).

Importante ainda relembrar que o Vasco perdeu a partida por 2 x 1 para a Cabofriense naquele dia, marcando para o Vasco Nenê, de pênalti (sofrido por ele próprio), que também chutou uma bola na trave e dias depois foi negociado com o São Paulo.

No tricolor paulista, em 2018, Nenê marcou 12 gols e deu 8 assistências para gol. Foi substituído no Vasco por Giovanni Augusto, que, ao longo da temporada, marcou 1 gol e deu duas assistências para gol.

Fora esses, também à disposição para um futuro breve, o clube contava com: Alexander, Lucão, Fintelman, Cayo Tenório, Ulisses, Nathan, Coutinho, Riquelme, Alexandre Melo, Bruno Gomes, Caio Lopes, Rodrigo, Linnick, Laranjeira, Juninho, Arthur Sales, João Pedro, Talles Magno, Vinícius, Róger. – TOTAL: 20 atletas. Isso para ficarmos por aqui apenas.
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2 – Em três anos o Vasco venceu:
a) Um Campeonato Carioca após 11 anos de jejum
b) Uma Taça Guanabara após 11 anos (invicta após 16 anos)
c) Um Bicampeonato Carioca após 23 anos (invicto após 24 anos)
d) Uma Taça Rio após 9 edições (invicto após 10 edições)
e) O clube bateu seu próprio recorde de partidas oficiais invictas em toda a sua história (34 jogos)
f) O clube se classificou à Taça Libertadores da América após 6 anos

Curioso ainda ressaltar que:
I – Em 2015 o Vasco desceu de divisão prejudicado em 14 pontos, outro recorde na história do clube, infelizmente só admitido pela oposição do clube um ano depois (Turno: Internacional-RS (2 pontos), Sport-PE (1 ponto)/Returno: Atlético-MG (1 ponto), Cruzeiro-MG (2 pontos), Avaí-SC (2 pontos), Chapecoense-SC (2 pontos), São Paulo-SP (2 pontos), Coritiba-PR (2 pontos). O critério foi o mesmo utilizado pelo site especializado Placar Real.
Com os 14 pontos a mais na tabela o Vasco terminaria a competição em oitavo lugar e com apenas 3 dos 14 pontos garfados o Vasco não cairia de divisão.

Houve outros erros contra o Vasco na balança do Campeonato Estadual, mas que não prejudicaram a conquista do título.

II – Em 2016 o Vasco foi eliminado nas oitavas-de-final da Copa do Brasil pelo Santos, em São Januário.
Na partida em que o clube precisava vencer por dois gols de diferença (3 x 1 para levar a disputa para as penalidades máximas) houve um pênalti claro não marcado a favor do Vasco na primeira etapa (e dois duvidosos), enquanto no segundo tempo o gol de empate do Santos (o Vasco vencia por 2 x 1) foi marcado em lance com três irregularidades (falta a favor do Vasco próxima à área do Santos não marcada, impedimento {duas vezes} no contragolpe santista, que resultaria em seu segundo gol).

III – Em 2017 o Vasco foi eliminado na 3ª fase da Copa do Brasil pelo Vitória-BA. Na partida de ida houve falta não marcada sobre o colombiano Manga Escobar, que achando ter havido a marcação pôs a mão na bola dentro da área, resultando no pênalti, que convertido acabaria sendo o gol decisivo para o Vitória-BA se classificar (jogo de ida 1 x 1 e jogo de volta 1 x 0 para o Vitória).

IV – No Campeonato Brasileiro de 2017 o Vasco teve apenas um pênalti marcado a seu favor e oito contra. O time sofreu cinco gols irregulares (Palmeiras-SP {1ºgol}, Bahia e Botafogo {2º gol} no turno, Corinthians {gol de mão} e Avaí no returno) e, além disso, houve oito pênaltis não marcados a favor do clube (Palmeiras-SP, Corinthians-SP, Chapecoense-SC, Atlético-GO (2), Flamengo, Santos-SP no turno e Coritiba-PR no returno).

V – No próprio Campeonato Brasileiro de 2017 o Vasco perdeu a oportunidade de jogar com sua torcida em São Januário por seis jogos, somando neles 6 pontos em 18 possíveis. Nas outras 12 vezes que jogou em casa, com torcida na cidade do Rio de Janeiro – dez vezes em São Januário e duas no Maracanã – o clube somou 22 pontos em 36 possíveis.
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3 – Todos os clubes grandes cariocas foram fregueses do Vasco no período entre 2015 e 2017.
Vasco 6 x 1 Botafogo
Vasco 6 x 4 Flamengo
Vasco 5 x 3 Fluminense
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4 – Em todas as vezes que o Vasco disputou taças venceu as disputas:
Campeonato Carioca 2015: Vasco Campeão, Botafogo Vice
Taça Guanabara 2016: Vasco Campeão, Fluminense Vice
Campeonato Carioca 2016: Vasco Campeão, Botafogo Vice
Taça Rio 2017: Vasco Campeão, Botafogo Vice

O Vasco, pela primeira vez em sua história, eliminou o Flamengo de uma competição em três disputas diretas consecutivas (Campeonato Carioca 2015, Copa do Brasil 2015, Campeonato Carioca 2016).
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5 – A base do Vasco deixada para a administração sucessora já foi descrita acima.
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6 – O Vasco teve crédito por 2 anos e 8 meses e deixou de tê-lo pela preocupação dos parceiros de que a gestão sucessora não honrasse tais compromissos.

Ressalte-se que em 2014 por duas vezes Eurico Miranda buscou junto à FFERJ empréstimos para Dinamite e cia. pagarem salários, impedindo que atletas debandassem no meio da disputa da segunda divisão. Pequeníssima diferença.

O Parque Aquático foi totalmente reformado, pouco importando os que não gostam dele e querem transformá-lo em estacionamento ou coisa que o valha. É patrimônio do Vasco e foi ressuscitado.

A Pousada do Almirante (não confundir com containers do Urubu), também foi reconstruída, onde havia apenas um depósito com lixos e praticamente nada no local.

Foi construído o Campo Anexo dentro de São Januário.

O clube ainda utilizava os campos do terreno de Caxias e ainda brigava pelo espaço para dar continuidade a seu CT, que sem ingerência do MUV e seus contatos poderia já ter sido finalizado na década passada, antes de 2008.

Foi reformado o ginásio com participação de parte da verba vinda da torcida do Vasco.

O Vasco ergueu, com parceria da Brahma, o CAPRRES.

Posteriormente o clube ergueu o CAPRRES da base.

Em 2017 o CAPRRES olímpico.

Após um ano inteiro sem poder realizar um programa de Sócio Torcedor, em virtude de contrato assinado pela gestão anterior, em março de 2016 foi criado o plano, que vinha num crescente em 2017 até a perda dos seis mandos de campo já citada.

Nos três anos daquela administração o Vasco teve patrocínio master num total de 35 milhões de reais, ou seja, média anual de 11,66 milhões de reais.

Pelo patrocínio de manga em 2015 (Viton 44) o Vasco recebeu 7 milhões de reais.

Em 2016 o patrocínio de manga não permaneceu por crise na empresa, mas, mesmo assim, o Vasco recebeu o valor da multa contratual (entre 1 e 2 milhões de reais).

No início de 2018 o patrocínio master, que seria fechado para aquele ano com a empresa LASA não foi cumprido pelo parceiro e o clube busca o pagamento da multa contratual por parte da empresa devedora.

O fato de a empresa não ter honrado o contrato manteve o Vasco, que jamais veiculou a marca em seu uniforme, livre para negociar um patrocínio para 2018 (lembrando que o Vasco estava disputando a Taça Libertadores da América).

Antes de ter sido fechado o contrato com a LASA foi perguntado ao grupo que poderia assumir o poder (a eleição estava sub judice) se havia alguma marca em vista, mas nenhum retorno foi dado e próximo ao pleito da Lagoa dito, de fato, que não havia nada por parte do grupo auto proclamado, pelas cores usadas em campanha, “amarelo” quanto a patrocínios.

Na Justiça ação foi deixada pronta para ser recebida verba de 38 milhões de reais, que foi, de fato, recebida pela gestão Campello em outubro de 2018.

O Vasco obteve certidões positivas com efeito de negativas com 25 dias de gestão apenas, ainda em 2014. Em função disso pôde receber verbas públicas através da CBC na ordem de 6 milhões de reais.

O clube fez um reparcelamento de suas dívidas fiscais entrando no Profut e até o final de 2016 havia pago R$3.549.061,00.

O estádio de São Januário teve aumentada sua capacidade de 15.000 para 21.900 lugares, vislumbrando o departamento de patrimônio do clube ter liberação para 30.000 lugares em 2018.

Por terem sido feitas obras em São Januário para o setor de visitantes o Vasco pôde mandar em seu estádio clássicos estaduais a serem disputados nos Campeonatos Carioca e Brasileiro.

O Colégio Vasco da Gama foi reformado e o clube permaneceu com professores e diretores como funcionários seus.

As sedes do Calabouço e da Lagoa receberam obras e melhorias.

A sede de São Januário também recebeu obras e melhorias em vários setores e as 30 toneladas de lixo a céu aberto ficaram como uma lembrança ruim do passado apenas.

O clube fechou contrato com a Diadora, mas, antes disso, foi perguntado ao grupo que poderia vir a ganhar as eleições (que estavam sub judice) se havia alguma tratativa para alguma marca de material esportivo ser anunciada e a resposta foi “NÃO”!

Em 05/12/2016, portanto com dois anos de mandato, o Vasco já havia pago R$162.701.817,00 em dívidas, mas mantinha salários em dia, certidões, possuía seu patrocínio master e cuidava com zelo de seu patrimônio.

Somente de salários atrasados, encargos e tributos referentes ao que havia sido deixado de pagar pela gestão anterior foram R$18.548.164,00.

Entre direitos econômicos, mecanismo de solidariedade e multas deixadas pelo MUV, até aquela data, foram pagos R$24.500.000,00 (Éder Luís, Sandro Silva, Fellipe Bastos, Guinazu, Montoya, Yotun, Rômulo, Benitez, Diogo Silva, Jonas).

Entre atletas credores do clube estavam: Jonas, Felipe, Edmundo, Nei, Auremir, Fernando Prass, Montoya, Nilton, Fágner, Elton, Elder Granja, Sandro Silva, Caíque, entre outros, além do gerente de futebol Rodrigo Caetano. Todos sendo pagos.

À CEDAE o Vasco (que não tinha dívida alguma em junho de 2008) devia 10,8 milhões, a escritórios de advocacia mais de 20 milhões, mas também havia dívidas com posto de gasolina, empresa de comunicação, Pedrinho Vicençote (Itaguaí), empresa de vigilância, Tovar gramado, empresa de informática, entre outras.

Em relação às cotas de TV o Vasco tinha zero a receber em 2015 e praticamente zero a receber em 2016.

Quando o MUV entrou no Vasco, em julho de 2008 havia, num contrato por três anos, sido antecipado cerca de 8 meses dele apenas.

Para que se faça uma comparação, em 2001, quando o clube foi assumido, além dos mais de 150 milhões de dívidas calculados pela CPI e a perda de 75 milhões em ativos de atletas (acabara a lei do passe), as cotas já haviam sido, até o fim de 2000, antecipadas em 18 meses.
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7 – A dívida do Vasco diminuiu em três anos da gestão antecessora à atual, chegando a 645 milhões de reais (segundo a direção do clube) e a 582 milhões segundo votado pelo Conselho Deliberativo do clube (112 votos a 47)
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8 – O Vasco conseguiu modificar a lógica da TV aberta, dependendo de seus próprios resultados esportivos para superar qualquer um neste quesito, mas a distância do pay-per-view continuou grande pelo percentual já garantido a Flamengo e Corinthians.

A distância já em 2016 era mais que o dobro entre Flamengo e Vasco e isso só mudará quando o número de pacotes de pay-per-view for comprado em massa pela torcida do Vasco, a fim de que ultrapasse o patamar atual, entre 6 e 8% do total, contra 18% mínimo do Flamengo.

Claro está que com o aumento do valor global a lonjura do Vasco para o principal rival também proporcionalmente aumenta.

Vale ressaltar que quando Eurico Miranda saiu do Vasco em 2008 o clube era partícipe do recebimento da maior cota de TV em todas as plataformas, inclusive pay-per-view, junto a Corinthians, Flamengo, Palmeiras e São Paulo.
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9 – O Vasco foi deixado para a administração seguinte com dívida menor junto às duas entidades (CBF e FERJ). No total 18,7 milhões contra 22,959 milhões que havia recebido.
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10 – Grande parte dos títulos protestados foram pagos durante a gestão.
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A falta do princípio da continuidade administrativa, opção da gestão de Alexandre Campelo, levou o clube a agir diferente da forma como agiu a administração sucessora do MUV, que pagou salários atrasados, buscou certidões e acordos, cuidou do patrimônio, obteve resultados esportivos, patrocínios, valorizou a marca e captou de várias formas verbas para tocar o clube.

Seu principal parceiro recebeu tudo que era devido e com menos de 10 dias da gestão seguinte o antigo gestor, Eurico Miranda, encaminhou acordo para que Alexandre Campello recebesse 11 milhões de reais imediatos a fim de pagar o mês de novembro de 2017 e despesas prementes.

O próprio Alexandre Campello recebeu mais 45 milhões de reais limpos com menos de 90 dias de gestão, mas feriu o princípio que deveria nortear o clube.

O atual gestor fez um cálculo de dívidas que chegariam a 82 milhões de reais deixados pela gestão antecessora (a de Eurico Miranda), vitimizando-se quanto às possibilidades de pagamento, mesmo sabendo que não pagaria (por ferir de forma irresponsável e consciente o princípio da continuidade administrativa) os salários de dezembro de 2017, o décimo terceiro do mesmo ano, vários acordos que estavam atrasados (deixando que o Vasco fosse executado, embora na transição fosse dado o caminho para conversas com os advogados dos respectivos credores), impostos devidos do período da gestão anterior (que manteve certidão federal até 30/09/2017 e outras até dezembro do mesmo ano) e pôs a gestão devedora de FERJ e CBF como se ela tivesse chegado no clube em dezembro de 2014 sem qualquer débito com tais entidades.

Além disso, demitiria cerca de 300 funcionários sem pagar as verbas rescisórias de praticamente ninguém, posteriormente via sindicato foi acordado um valor, que, também, o clube deixou de pagar, sendo executado o Vasco em 50%, 60% e até 100% do principal. No fim, o número de funcionários pouco diminuiu e ainda houve a contratação de terceirizados, sendo o gasto geral da mesma ordem.

O mau exemplo, aliás péssimo exemplo dado por Alexandre Campello e seus pares financistas, não tem respaldo nas ações de seu antecessor, que deixou uma situação para o MUV muitíssimo melhor do que a que encontraria seis anos e cinco meses depois, melhor operacionalmente do que a que encarou a partir de 2001, e, diante daquela situação terrível encontrada em dezembro de 2014, deu sua vida, seu trabalho diuturno, sua saúde e seu amor ao clube para entregar um Vasco mais viável a quem chegava e com uma joia rara para trazer dinheiro à novel gestão (a multa rescisória assinada em relação ao atleta Paulinho triplicou de 10 para 30 milhões de euros em janeiro de 2018), quando, na verdade, poderia ter ele feito a venda por um valor próximo da multa em agosto de 2017 e deixado o clube com certidões, salários em dia, acordos em dia, contas prementes, mas perdendo a oportunidade de o Vasco lucrar o triplo daquilo (que viria a ser quase o dobro quando da venda em abril).

A forma como rosnam fakes, incautos e mal intencionados que circundam as mídias sociais não apaga os fatos, que ficam aqui registrados não em defesa simplória de Eurico Miranda, mas de sua visão de Vasco, sua forma de ver e trabalhar pelo Vasco.

Quando se quer candidato único e paz no clube, se quer, na essência, que se pare com este jogo sujo de não pagar fulano, porque é do tempo X, beltrano porque pode afetar o tempo de Y, cicrano para que se tenha ganho político em cima de Z. Essa lógica perversa, infelizmente usada por quem assumiu o Vasco em 2018 – que tinha em seu adversário de chapa mais sede e maior vontade ainda de assim proceder – é exatamente o que machuca o Vasco, que fere o Vasco, que faz o Vasco agonizar, que faz o Vasco sangrar.

A torcida do Vasco, como dissemos, com apoio de todos nós, deu uma demonstração de grandeza, ultrapassando qualquer barreira lógica de associação em tão pouco tempo, mas tal grandeza falta a dirigentes que buscam sair bem na fita, buscam usar da política para fazer o Vasco sofrer e perpetuar uma lógica que quando é freada por algum gestor, novamente é retomada pelo subsequente.

O Casaca! jamais esteve no Vasco para ter ganhos pessoais. Quaisquer grupos tem de fazer reverência ou ter respeito quando dos encontros conosco, mas de longe, com fakes e afins tornou-se hábito falar mal, talvez porque na verdade nos vejam como algo que atrapalhe uma lógica que se perpetuada trará muitos ganhos pessoais, de quaisquer ordens, em detrimento do Vasco.

Eurico Miranda morreu há cerca de 10 meses e seus detratores não o esquecem, virou moda ultimamente jogar as coisas na conta do morto, mas a atitude deletéria é proposital, numa mistura de ódio e prazer, uma mistura que não pode mais caber no futuro do Vasco.

Que haja convergência e se unam as correntes que pretendem suceder a direção que aí está com um nome capaz de agregar e que não seja ele o único protagonista, que hajam outros e que o Vasco cresça com mais gente disposta a se doar ao clube para superar as dificuldades de quem não é o sistema, não é o queridinho do sistema, mas é, sem dúvida, o maior dentre os que pretendem ou podem mudar a lógica do sistema.

Sérgio Frias

Caso Thiago Galhardo: Campello & Cia tropeçam nas próprias mentiras

Thiago Galhardo assinou contrato com o Vasco em 19/01/2018.

Em 07/08/2018 o Vasco renovou com o atleta até o fim de 2019.

Em 23/04/2019 o atleta rescindiu com o Vasco.

No ano passado mesmo, o atleta entrou na Justiça cobrando R$ 1,9 milhões.

Segundo noticiado ontem, o clube firmou acordo de R$ 1 milhão para pagar o atleta via Ato Trabalhista.

Mas vejam o pronunciamento oficial de Campello & Cia no dia em que Thiago Galhardo obteve a rescisão.

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Nota oficial na íntegra:

O Club de Regatas Vasco da Gama informa que tomou conhecimento nesta terça-feira (23/04) da decisão liminar decorrente da ação ajuizada pelo atleta Thiago Galhardo. O Clube esclarece já ter depositado o salário de fevereiro e o 13o referente a 2018 de todos os seus funcionários (incluindo Thiago Galhardo), não havendo, portanto, o atraso alegado pela defesa do atleta. O Vasco reitera que vinha negociando amigavelmente a rescisão do vínculo com o jogador. O Clube entrará com um mandado de segurança para cassar a liminar e, assim, seguir negociando o distrato com o atleta sem a necessidade de mediação da Justiça.

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A nota oficial foi publicada em vários sites da mídia esportiva: GloboEsporte, O Dia, Terra, Lance, Uol e Rádio Tupi

Eis uma gestão com doutorado em incompetência!

Ora mente para limpar suas lambanças tentando sujar o gestor anterior, ora tropeça nas próprias mentiras.

CASACA!