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Feliz 2020/21

Seguindo o trabalho que o Casaca! realiza há 19 anos, 9 meses e 10 dias, estaremos juntos não só para a comemoração dos 20 anos desta marca histórica e inquebrantável – que é exemplo de como agir, conforme preceitos previamente estipulados, na prática, dentro do clube – como, também, nas eleições de 2020, seguindo os moldes já estipulados pelo nosso grupo em fevereiro do ano passado.

O histórico do Casaca! se fez tomando atitudes fortes, bem definidas, sem curvas que o oportunismo pudesse oferecer.

Hoje, como já dissemos há pouco tempo em nossas reuniões e eventos, temos público para montar uma chapa, segundo os preceitos estatutários para isso, caso nos fosse de interesse fazê-lo e isso só vem a demonstrar o crescimento ocorrido de uma ideia, que surgiu em março de 2000 e se desenvolveu a ponto de este grupo chegar próximo aos 20 anos, maduro e solidificado.

Em recente campanha para a aquisição de novos sócios estatutários, adentraram no quadro social mais de 130 pessoas vinculadas a nós, que ouviram nosso chamamento para se associarem e contam conosco e nossas indicações para o próximo pleito do clube, a se realizar em novembro deste ano.

Nossa posição política, já externada em outras ocasiões, é de oposição à gestão, determinada desde o início do mês de maio de 2018, quando vimos sua estratégia de tentar se limpar, sujando a anterior, até porque participamos daquela e aquilo era uma afronta a todos nós.

Dali por diante nossa posição foi clara, sem senões, sem curvas, resiliente.

Em todas as oportunidades em que foi votado no Conselho Deliberativo a abertura de uma comissão de sindicância para investigar denúncias inerentes à gestão do atual presidente, ou suspensão do próprio, em virtude de males causado ao clube, votamos, sem exceção, a favor disso.

Respeitamos todas as posições políticas tomadas por vascaínos históricos no clube, com décadas de serviços prestados, quanto ao caminho que quiseram percorrer, entendendo, também, que a própria política do clube e situações inerentes à ela leva a escolhas.

Há um respeito mútuo entre o Casaca! e tais pessoas, que respeitam nossa posição, concordando ou não, enquanto nós respeitamos a posição de outros, dentro do espírito democrático.

O momento no clube é de união, mas união de propósitos.

O ideal seria que o Vasco tivesse um candidato único, entre os que pretendem gerir o clube, a partir de 2021, sucedendo o atual presidente Alexandre Campello, claramente inapto para o cargo, por mais que se tente soprar o barquinho de papel de sua gestão, bem como dos envolvidos em planilhas, conversa fiada, enquanto funcionários do clube passam fome, necessidades (há 15 meses o Vasco se mantém com salários atrasados) e se viram escanteados fosse no plano prático do dia a dia, ou na prática desenvolvida pelo Vasco no que tange a acordos judiciais e extrajudiciais, com prejuízos visíveis até a execução contra o clube.

São mais de 200 execuções sofridas pelo Vasco, a esmagadora maioria delas proveniente de pagamentos não realizados por essa gestão. Basta fazer um comparativo com a antecessora e o que ela sofreu de execuções, por conta dela própria (não pagamento daquele presente ou do que fora deixado para pagar pela administração anterior), e isso depois de uma gestão protagonizada pelo MUV, responsável por mais que dobrar a dívida do clube em seis anos e cinco meses no poder.

Temos nosso candidato para o próximo pleito, entendemos que ele agrega, conhece o clube, unifica e tem propósitos para o Vasco de crescimento institucional, esportivo, patrimonial e visa, ainda, um equacionamento financeiro que não fere as outras três metas.

Esperamos que 2020 seja um ano de transição para o Vasco, com manutenção do quantitativo exemplar visto hoje de sócios torcedores, importante para a instituição e não para gestão A ou B, afinal isso veio de um movimento apaixonado, descentralizado e exemplar dos vascaínos, acima de qualquer coisa.

O associado do clube busca paz e união e, por ela, o candidato mais preparado para gerir o clube deve vencer o pleito deste ano. Nós e a maioria esmagadora dos torcedores vascaínos pensamos da mesma forma, portanto, convergimos.

Que o Vasco tenha um grande ano, que a reforma estatutária seja aprovada em janeiro, que em março tenhamos a grande celebração do Casaca! por suas duas décadas de existência, que se conflua para o melhor nome ser, de fato, o vencedor do pleito em novembro próximo, que a obra da torcida (CT do Vasco) progrida e se inaugure completa, que as vitórias e conquistas esportivas permeiem o nosso clube e que daqui a um ano possamos escrever com a certeza de que novos tempos, na prática, viverá o clube, a partir da entrada de um gestor e de uma equipe com ele, competentes para tal e com lastro para isso.

CASACA segue firme e forte!

Signatários da mesma opinião (Lista Exemplificativa):

  1. Adolfo Ferreira Sampaio
  2. Adriana Romeiro Macariello
  3. Agenor Figueiredo Junior
  4. Alcir da Silva Valença
  5. Alexandre de Jesus Teixeira
  6. Alexandre Pereira Machado
  7. Alexandro de Andrade Lemos
  8. Allan Muller Schroeder
  9. Ana Cândida da Silva Gomes
  10. Ana Carolina T. B. Macariello
  11. Anderson Antônio Batista
  12. Anderson dos Santos Samuel
  13. Anderson Monteiro Dutra
  14. Anderson Nascimento de Souza
  15. André Fausto de Souza Martins Nicolacci
  16. André Luiz Fernandes Oliveira
  17. André Luís Viola Bona
  18. André Pimentel
  19. André Porto Frias de Oliveira
  20. André Vinicius Dias Senra
  21. Andrea Gil Viegas Fernandes
  22. Andrey Bruno de Miranda
  23. Ana Carolina P. B. Viana Peixoto
  24. Anique Dalsgaard de Niemeyer
  25. Anna Luisa de Castro Cerqueira
  26. Anselmo Brandão Couto Dias
  27. Antônio Mendes
  28. Arielson Alves Maia
  29. Augusto Cesar de Sá
  30. Augusto Soares
  31. Bernardo Santos da Silveira
  32. Blaino Rogério da Silva
  33. Brunno Blender de Souto Ribeiro Lopes
  34. Bruno de Oliveira Silva
  35. Bruno Ferreira Moraes
  36. Camila Cristina Ribeiro
  37. Carlos André
  38. Carlos Eduardo da Silva Oliveira
  39. Carlos Odilon de Oliveira Barros
  40. Carlos Roberto Marques Borges Abdalla
  41. Celso de Moraes Martins
  42. Celso Dias Coelho
  43. Cesar David Azevedo
  44. Christiano Coelho Ferreira
  45. Claudia Cunha de Souza
  46. Claudia Helena Martins Frias
  47. Cláudio de Lima Nunes
  48. Claudio Luiz da Silva
  49. Claudio Marcio Fernandes
  50. Claudionor Bila Pontes
  51. Cristina Simplício Alves
  52. Dagmar de Carvalho Dias Senra
  53. Daislan Montenario de Aguiar
  54. Daniel Delgado Furtado da Silva
  55. Daniel Martins Ferreira
  56. Daniela Torres de Araújo
  57. Danilo Henriques de Almeida
  58. David Abreu Pereira
  59. Dayse Brandão Mazzei
  60. Décio Ribeiro Caldas
  61. Diego Magalhães Gonçalves
  62. Dinair Assunção de Moura
  63. Dinoel Sant`Anna
  64. Douglas Rodrigues de Sousa
  65. Edmea Lima Brandão
  66. Edson Flávio M. da Silva
  67. Edson Luiz de Melo Júnior
  68. Eduardo Coutinho
  69. Eduardo de Carvalho Mello
  70. Eduardo Maganha
  71. Eduardo Quedinho
  72. Elaine Cristine Belchior Souza Lima Leite
  73. Elaine Braga Duarte Ribeiro
  74. Elvis Cabral da Silva
  75. Emanuella Braga Duarte Ribeiro
  76. Ernane Calado de Souza Melo Júnior
  77. Evaldo Valladão Pereira
  78. Evandro Jean Ruthes
  79. Fabiano da Cunha Moraes Silva
  80. Fabio Alves Magalhães
  81. Fabio Mário Iório
  82. Fabio Rodrigues da Silva
  83. Felipe Abranches Demier
  84. Felipe Jorge João
  85. Felipe Lee Molinaro Rodrigues
  86. Felippe de Almeida Serra
  87. Fernanda Caldeira de Oliveira Frias
  88. Fernando Carlos Duprez Fernandes
  89. Fernando de Jesus Ferreira
  90. Fernando Ghizi de Moraes Velho
  91. Fernando Oliveira Pires
  92. Fernando Sant`Anna Gonçalves
  93. Flavia Maria da Silva Veiga
  94. Flavia Natario Coimbra Lemos
  95. Francisco de Oliveira Senra
  96. Francisco Tavares Costa Filho
  97. Gabriel Cavalcanti
  98. Gabriel Gomes de Asumpção
  99. Geraldo Querne Lemos
  100. Germaine Araújo Porto
  101. Gerson Moreira da Fonseca
  102. Gerson Moreira da Fonseca Junior
  103. Gilberto Borges Nogueira da Silva
  104. Gilson Fernandes Clemente
  105. Glenan dos Santos
  106. Gleyson dos Santos Fernandes
  107. Guilherme Loureiro Nobre Baptista
  108. Henrique de Luca Neri Ferreira Dias
  109. Hugo Fernandes Quadros
  110. Hugo Leonardo Cabral
  111. Iaci Blanco Nunes Mendonça
  112. Igor de Barros Faria
  113. Iury Gaspar Antunes
  114. Ivan Ferraz Braga Guimaráes
  115. Jader Aquiles Noveletto
  116. Jadilson Rodrigues de Queirós Lima
  117. Jandimeire Lopes de Andrade
  118. Jaqueline Andrade
  119. Jaqueline Dias Senra
  120. Jesse Bruno Lustosa da Silva
  121. João de Campos Gomes
  122. João Luiz Gonçalves Vieira
  123. João Paulo de Oliveira
  124. João Pedro Gomes
  125. João Rubens Simão de Andrade
  126. João José Moura Simões
  127. João Victor Botelho Teixeira
  128. João Vinícius Brito Gomes
  129. Joel de Campos Gomes
  130. Jonas Pereira Gonçalves Filho
  131. Jorge Alves dos Santos Junior
  132. Jorge Cláudio Rodrigues
  133. Jorge Manuel Gonçalves
  134. Jorge Romero Ferreira da Silva
  135. Jonas Tiago Magalhães Coelho
  136. José Angelo Morais de Azevedo
  137. José Carlos Rosa Cardoso
  138. José Eliano Vital Rangel
  139. José Felipe Braga da Silva
  140. José Henrique dos Santos Ferreira Dias
  141. José Luiz Robaina Vieira
  142. José Paz Oliveira
  143. Juan Carlos Rodrigues
  144. Juarez Bastos Mendes
  145. Juca Nunes Neto
  146. Juliana Carolina Bezerra de Mello
  147. Juliano Coelho Ferreira
  148. Julio Cesar Cezário Belmiro
  149. Julio Cesar Cruz Dantas
  150. Julio César Perrenyi Gonçalves
  151. Kamylla Alves
  152. Lauro Cesar Pereira Gonçalves
  153. Leonardo Affonso dos Reis
  154. Leandro Brandão de Carvalho
  155. Leandro Francisco Trotta
  156. Leandro Lulianelli
  157. Leonardo Boderone de Azevedo
  158. Leonardo Jezus de Almeida
  159. Leonardo Madeira
  160. Leonardo Silva Bettamio Malafaia
  161. Leonardo Silva Campos
  162. Lícia Gomes
  163. Lilian Peixoto Pimentel Campos
  164. Lívia Brito Gomes
  165. Lívia de Freitas Leal
  166. Lucas Thomaz Palhavã
  167. Luciana Santos de Oliveia
  168. Luciano Loureiro Vartuli
  169. Luís Antônio Alves
  170. Luis Edmundo Nascimento Araújo
  171. Luiz Baptista Lemos
  172. Luiz Carlos Camera
  173. Luiz Carlos Simões Vieira
  174. Luiz Claudio Costa Ferreira
  175. Luiz Claudio Pereira
  176. Luiz Daniel Wilcox de Souza
  177. Luiz de Campos França Júnior
  178. Luiz Eduardo Frias de Oliveira
  179. Luiz Fernando Giancristófaro
  180. Luiz Saulo M. Pessanha Júnior
  181. Luiza Aparecida Tonus Proença de Souza
  182. Marcello Figueira Galhões
  183. Marcello Santoro de Carvalho
  184. Marcelo Alves Morais
  185. Marcelo Gomes dos Santos
  186. Marcelo Magalhães Morgado
  187. Marcelo Mosqueira Taveiros
  188. Marcellus Fillard
  189. Marcia de Fátima Melo Matta
  190. Marcio Adriano Brandão Leal
  191. Marcio Braga do Patrocínio
  192. Marcio de Abreu Pereira
  193. Márcio Jardim de Rezende
  194. Marcio Pereira Lima
  195. Marco Aurélio Peres
  196. Marco Tulio Ferreira Alves
  197. Marcos Cosendey Rodrigues Junior
  198. Marcos do Nascimento Junior
  199. Marcos Vinicius Borges Utrini
  200. Maria Auxiliadora Santoro de Carvalho
  201. Maria Isabel de Sousa Magalhães
  202. Maria Luiza de Almeida Santos
  203. Maria Santos Galvão Vaz
  204. Mariana de Andrade Brito
  205. Marilene de Souza Santoro
  206. Mário César Ferreira Picorelli Xavier
  207. Mariza Regina Braga Ribeiro
  208. Marli dos Santos Brito
  209. Marta de Castro Cerqueira
  210. Mauricio Canedo
  211. Miguel Antonio Vaz
  212. Nelson Luiz da Costa
  213. Neyde Maria Gaspar Fonseca
  214. Nilton Machado Júnior
  215. Orlando Francisco Gomes Martinez Cuntin
  216. Oseth Lopes de Andrade
  217. Otácio Bispo Ferreira de Andrade
  218. Pasqual José Macariello
  219. Patricia Robaina Vieira
  220. Paulo Eduardo de Carvalho Albuquerque
  221. Paulo Fernandes de Castro
  222. Paulo Frias Barbosa
  223. Paulo Renato Brandão de Carvalho Filho
  224. Paulo Roberto Martins Coelho
  225. Paulo Silva Vieira
  226. Paulo Teixeira Campos
  227. Pedro de Souza Vieira Neto
  228. Pedro Henrique de Matta Sampaio
  229. Pedro Paulo Vieira Soares Junior
  230. Pedro Paulo Vital Nascimento
  231. Pedro Loureiro Vartuli
  232. Rafael Furtado da Silva
  233. Rafael Gomes Balbino
  234. Rafael Henriques Joaquim de Farias
  235. Rafael Mendes Gonçalves
  236. Rayane Alves de Lima Gomes
  237. Renaldo Alves de Lima
  238. Renan da Silva Lima
  239. Renata Furtado da Silva
  240. Roberto Amado Barzellay
  241. Roberto Elias Rodrigues Salim Filho
  242. Roberto Miguel de Oliveira
  243. Roberto Rodrigues de Queiroz Lima
  244. Rodrigo Alonso Louriçal Martins
  245. Rodrigo Bastos Palomo
  246. Rodrigo Octavio Costa Silva
  247. Romário Galvão
  248. Ronaldo Mendes Lima
  249. Ronan de Azeredo Araújo Madureira Tavares
  250. Rosana Furtado da Silva
  251. Rui Alexandre Christianis
  252. Sérgio da Costa Neves Sobrinho
  253. Sergio de Souza Cardoso
  254. Sérgio Eduardo Martins Frias
  255. Sérgio Luis Durço Maciel
  256. Sergio Valongo Bastos
  257. Sidney Fernando Paes
  258. Stefano de Sousa
  259. Talique Fagundes da Costa
  260. Tatiana Brandão Mazzei
  261. Tatiana Schuwartz Lavoreto de Abreu
  262. Telma da Silva Barbosa
  263. Thiago de Oliveira Gomes
  264. Thiago Magalhães de Azevedo
  265. Thiago Pereira Coelho
  266. Tiago da Conceição Sobreira
  267. Túlio Campos
  268. Valter Duarte Ferreira Filho
  269. Vanderson José Martins Guimarães
  270. Vasco Ernesto de Oliva Quadros
  271. Veri Nice Perez Sant`Anna
  272. Vicente Mayrink Paes
  273. Vinícius Souza Machado
  274. Virgílio Monteiro Gonçalves
  275. Vítor da Cunha Silveira
  276. Viviane Garcia Costa
  277. Wagner Tavares Maciel
  278. Wallace Reis Mendonça
  279. Washington Fazolatto
  280. William Frota
  281. Yhonas Ricardo Peyerl
  282. Yuri Menezes

Vergonha histórica

Há 95 anos e seis meses quase, o Vasco dava um exemplo de democracia, inclusão, respeito às diferenças, recusando-se a excluir negros e analfabetos de seu quadro social (todos eram sócios) e, também, do seu time de futebol.

Ao longo do tempo não houve clube no qual as diferenças fossem mais respeitadas.

Em 2014 foi à tribuna do Conselho Deliberativo um desvairado para dizer que o Vasco não poderia ter gente da favela no quadro social, no que foi refutado por todos nós.

Roberto Dinamite, mesmo com sua danosa gestão e fraquíssima cúpula, não ousou desrespeitar centenas ou milhares de associados, apesar da pressão promovida pelo grupo de situação que foi às urnas naquele ano.

Daquela vez, como agora, todos os grupos políticos e apolíticos do Vasco entraram numa campanha de associação, após o Casaca! abrir na marra o quadro social, fechado por interesses políticos menores.

O grupo ao qual pertencia Alexandre Campello foi um dos que aderiram e teve dele, lógico, apoio na conduta, pois é legal e estatutária.

Em 2019 a direção do clube sugeriu que a taxa de adesão tivesse uma diminuição e, diante disso, houve convocação do Conselho Deliberativo em junho para que isso fosse definido.

Na reunião, percebendo claramente que o risco de perder uma eleição “controlada” – segundo era dito nos corredores de São Januário – seria imenso, pois inúmeras adesões eram probabilíssimas, a direção votou a favor da nova taxa só valer a partir de outubro, com o claro intuito de impedir novas associações que dessem direito de voto na Assembleia do ano que vem.

A proposta foi fragorosamente derrotada com menos de 20 votos a favor da direção e cerca de 150 contra a manobra.

A nova taxa de adesão passaria a valer em 01/07/2019.

Começava aí a saga do vascaíno para associar-se ao clube se este não estivesse de acordo com a corte.

Dependendo do proponente, dependendo do grupo político dele, dependendo de estar ligado à direção, dependendo do que possa ser considerado de pouco risco para uma derrota fragorosa da atual gestão (que se avizinha), houve liberação. Umas 400 pessoas apenas. Estima-se que tenham ficado pré-barradas com o status “proposta em análise” outras 800 pessoas.

Não houve critério algum equânime ou uniforme e sim uma “higienização do quadro social” nas palavras da deletéria missiva, assinada pelo presidente do clube e elaborada por um dos gênios que o acompanha, dada em resposta ao Conselho de Beneméritos do clube quando este questionou as não homologações e ameaças.

O descumprimento do estatuto por parte da secretaria do clube é erro contumaz e insofismável, desde a não aceitação de pagamento em dinheiro na própria secretaria (que é ilegal e dá cadeia), até a obrigatoriedade feita a alguns de abrir mão de um título de sócio para poder adquirir outro.

No meio disso tudo, regras criadas fora do estatuto para dificultar associações, descumprimento inicial daquilo que fora definido no Conselho Deliberativo, filigranas e mais filigranas, resumindo-se num espírito de não inclusão das pessoas, que buscavam aquele espaço duas ou mais vezes para poderem ter sua entrada lá homologada pela secretaria.

Isso tudo visando o quê? Tão somente reeleição. Do grupo que lá está.

Mas nada parece ter limite quando se trata de busca pela manutenção do poder, num clube dito pelos que lá estão “muito difícil de administrar”, “cheio de problemas” e que deve há 12 meses salários em dia aos seus funcionários, ora há quatro meses sem receber.

Sob argumentos de quem pagou a quem, quem foi proponente ou proponente de quantos, quem transportou quem, quem juntou quem para se associar e se agrupar num movimento e finalmente com o espírito de “higienização do quadro social” já descrito acima, típico de um rubro-negro de raiz, o ato sórdido de recusa assim se justifica, embora se diga ainda, inacreditavelmente, que não é necessário dar o motivo da recusa, quando se escolhem 400 pessoas para homologar e centenas para travar.

Mas o mais incrível é o fato de que o presidente do clube pretende mesmo que a discussão vá à Justiça, pois afronta inúmeras pessoas com seu critério “higiênico”.

O problema maior reside no fato de que esse completo irresponsável usa o Vasco visando seus interesses pessoais e se escora no cargo que ocupa para isso.

E as proposições que surgem de doutos a falarem sobre Vasco, sobre o nosso Vasco, tangenciam mais discriminações ainda.

Na reunião ocorrida no Conselho de Beneméritos ontem (04/10), quando foi mostrada indignação quanto a sócios que entraram no quadro nesse período, dizendo-se que se tratavam de pessoas, várias delas, com peso na sociedade e estavam sendo expulsas por critérios tortos, houve quem sugerisse ao atual presidente que deixasse aqueles passarem, no que simplesmente repetiríamos as medidas discriminatórias históricas dos nossos clubes rivais.

Uma vez que não há critério, qualquer um serve e depois passa-se ao associado que ele está expulso por critério nenhum, porque o indeferimento na prática é uma exclusão do clube ao seu desejo e pós pagamento, como fariam em agremiações de menor importância que o Vasco (Flamengo, Fluminense, Botafogo, América) por questões abomináveis (racismo, analfabetismo) há quase 100 anos.

Quatro de outubro de 2019, o dia em que o Vasco manchou sua história de inclusão, propositalmente, conscientemente e criou seu primeiro capítulo de exclusão IMOTIVADA, ou melhor, motivada por política rasteira e uma veia purificadora, que parte de quem está chafurdando na lama do preconceito insidioso.

CASACA!

Entre planilhas e aberrações

Em primeiro lugar deve-se dizer que o Vasco não pode cair de jeito nenhum, embora o financeiro do clube faça a conta de que a perda nas cotas de TV não será de 100 milhões para 6 milhões e sim de 100 milhões para 40 milhões, porque parte da verba a ser recebida não teria a interferência do descenso.

Em segundo lugar o clube deveria ter contratado porque o elenco que o Vasco possui tem óbvias limitações, embora não possua uma folha condizente com a qualidade apresentada, fruto tudo isso da incompetência da gestão no quesito “contratações”.

Em terceiro lugar, o Vasco se tornou novamente um contumaz caloteiro e isso se deu em uma gestão que recebeu cerca de 120 milhões de “dinheiro novo” (expressão da moda) em 2018, fruto do trabalho sedimentado pela gestão anterior. Apesar disso pagou muito pouco daquilo que prometia pagar, após apresentar sua carta insidiosa, com o fim de atacar a gestão que a antecedeu, enviada ao público em maio do ano passado.

Salários atrasados levam à insatisfação, acordos descumpridos – e a perder de vista suas soluções – ocasionam execuções e mais execuções ocorrem no clube. O estilo MUV de trabalhar quanto a valores devidos a credores, mas não reconhecidos (repetição do feito no “caso Romário” pelo próprio MUV) leva a mais prejuízos para o clube.

As quase 300 demissões, a terceirização do Colégio Vasco da Gama, consequências disso e a postura do clube posteriormente ao ocorrido, o posicionamento da direção quanto à entrada de novos sócios e suas interpretações estatutárias esdrúxulas, valendo-se delas para cobrar aquilo que não pode e deixar de receber aquilo que deveria receber, tudo isso é a mistura de incompetência, conveniência e inconsequência até, em alguns casos.

Falta um ano e quatro meses para tudo isso acabar (agradeçamos aos amarelos por não ter, quem sabe, terminado há 15 ou 3 meses) e até lá o custo para o Vasco só aumentará, considerando os prejuízos institucionais crescentes e o conformismo de agora pela busca da simples permanência na Série A como objetivo firmado em menos de 10 rodadas disputadas na competição.

Considerando que o Vasco foi recebido pela gestão anterior em terceiro lugar na segunda divisão, deixado classificado para a Libertadores de 2018 e com dois títulos conquistados em um triênio (4 taças oficiais, três delas invictas), fazendo de gato e sapato o rubro-negro sem estádio, nada justifica a posição em que se encontra hoje e o objetivo firmado pelo clube para este ano, após as ridículas atuações na final do Estadual de 2019.

O adversário de sábado venceu o Vasco por três gols de diferença pela primeira vez no século, embora já tivesse experimentado apanhar pela mesma diferença de gols em 2007 e ouvido a torcida vascaína gritar em coro um “cinco de novo” em 2001.

CASACA!

Números e fatos indiscutíveis

Entre o período do MUV e a gestão atual o Vasco atuou 30 vezes contra o Flamengo (julho de 2008 a 2014, janeiro de 2018 até o presente momento). Foram 13 vitórias rubro-negras, 14 empates e apenas três vitórias do Vasco, a última delas em 2012. Isso mesmo. A cada 10 jogos contra o adversário o Vasco venceu um.

Entre 2015 e 2017, o Vasco derrotou o Flamengo seis vezes e perdeu três (em jogos oficiais), mais um amistoso. Total: 6 x 4. Isso em 16 jogos (contando aí o amistoso).

Entre 2001 e junho de 2008 o Vasco derrotou o Flamengo 13 vezes, perdeu 12 e houve ainda 8 empates.

Entre janeiro de 1986 até 2000 o Vasco derrotou o adversário 26 vezes (duas vezes por W.O. porque o Flamengo correu para não nos enfrentar, justifique o que quiser justificar), perdeu 25 jogos e houve 19 empates.

O total de tempo em que Eurico Miranda esteve no comando do futebol do Vasco ou como presidente do clube chega a 25 anos e meio.

Considerando os 26 anos anteriores à sua nomeação para Vice-Presidente de Futebol, o Vasco no referido período enfrentou o Flamengo 128 vezes (de 10/04/1960 a 30/11/1985). Foram 39 vitórias, 55 derrotas e 34 empates.

Aos que criticaram a gestão do clube entre dezembro de 2014 a janeiro de 2018, clamando por mudanças, neste período o Vasco obteve, além da performance contra o Flamengo, o dobro de títulos do próprio rival e o quádruplo de taças oficiais conquistadas.

Aliás, na gestão antecessora à atual Flamengo, Fluminense e Botafogo conquistaram (TODOS JUNTOS) o mesmo número de taças que o Vasco e a metade dos títulos, ou seja, o Vasco foi o rei do Rio no triênio.

Ainda há de se ressaltar ter o Vasco batido seu próprio recorde e o recorde do seu principal rival em partidas oficiais invictas, que somara 33 entre os anos de 1978 e 1979 (apenas partidas do Campeonato Carioca).

Foram 34 jogos ao todo e sete meses de invencibilidade (08/11/2015 a 07/06/2016).

Disputou o clube nessa sequência 11 clássicos, contra Palmeiras, Corinthians, Santos, Flamengo, Botafogo e Fluminense. Nesses clássicos o Vasco obteve 7 vitórias e 4 empates.

Como sabemos, no Basquete adulto o Vasco também conquistou mais títulos, entre 2016 – quando voltou a disputar a categoria – e janeiro de 2018, que seu maior rival no período citado.

No Remo o Vasco voltou a vencer regata, passou a disputar todas as provas da competição (um luxo se comparado ao que ocorria nos últimos anos da gestão MUV) e jogou o rival para terceiro, o que não ocorria com o rubro-negro da Gávea desde os anos 60 do século passado.

Como sabemos a dívida do Vasco foi reduzida em cerca de 100 milhões de reais, segundo balanço patrimonial aprovado pelo Conselho Deliberativo em novembro último e as próprias demonstrações da atual gestão sobre a situação financeira do clube, apresentadas no final do ano passado, demonstram a sensível melhora do Vasco no período.

Como todos também temos ciência a base do Vasco mudou da água para o vinho em virtude do grande trabalho feito no setor, oportunizando ao clube fazer a maior venda de um atleta da casa no século XXI em 2016 (12 milhões de euros, mais 2 milhões de euros de bônus, referentes ao volante Douglas Luiz) e também foram deixados outros atletas de ponta como Paulinho (não vendido na gestão de Eurico Miranda, com multa rescisória triplicada para o recebimento integral do valor cabido ao Vasco pela gestão subsequente).

Vale destacar também que o Vasco foi Campeão Carioca Sub 17 após 15 anos, em 2015, Campeão Carioca Sub 20, vencendo também a Taça Guanabara e Taça Rio em 2017, o que ocorrera na história do clube uma única vez, em 1991.

O patrimônio do Vasco foi claramente recuperado (ginásio com a ajuda da torcida, parque aquático, área social, colégio Vasco da Gama, obras para possibilitar a realização de clássicos estaduais no estádio com aumento da capacidade recebida no início da gestão em quase 50%).

Fora isso obras e reformas em outras sedes, instalação do Campo Anexo, do CAPRRES, CAPRRES da base, CAPRRES olímpico, além da retirada das 30 toneladas de lixo a céu aberto que o MUV deixou de presente à nova gestão, representando o que fora a sua gestão, infestada de amarelos, que na época vestiam outra cor, mas com o mesmo estilo de empáfia e ignorância nos assuntos concernentes ao clube.

Finalmente sabemos todos ter o Vasco obtido certidões positivas com efeito de negativas com 25 dias de gestão ainda em 2014, sendo elas mantidas até 30/09/2017, portanto durante 2 anos e oito meses de uma gestão de 3 anos e em nenhum momento da atual gestão isso foi conseguido, inibindo recebimento de inúmeras verbas desde o ano passado (CEF, CBC, entre outras possíveis).

Ah, sim. E teve o rebaixamento em 2015, oriundo da perda de 14 (CATORZE) pontos via apito, com a própria oposição um ano depois reconhecendo o ocorrido em nota, após outro assalto na partida decisiva das oitavas-de-final da Copa do Brasil de 2016 contra o Santos, que nos eliminou da competição.

A troca de gestão no Vasco não fazia sentido algum, mas a busca pelo poder a qualquer preço, independentemente daquilo que vier a sofrer o clube, é mais importante para muitos.

CASACA!

Está custando caro

Em primeiro lugar vamos enterrar o discurso de respeito à vontade dos sócios dito e repetido pelo grupo amarelo, entre 2018 e 2019.

O próprio grupo, em novembro de 2014, ignorou a vontade dos sócios, após acachapante derrota sofrida por sua chapa para a chapa primeira colocada (quase 1.200 votos de diferença).

Sim, Julio Brant lançou sua candidatura à presidência do clube na eleição ocorrida na Lagoa (o chamado segundo turno), realizada no fim de novembro daquele mesmo ano.

Quase 90% dos conselheiros eleitos pela chapa amarela na ocasião votaram em Julio Brant no Conselho Deliberativo, desrespeitando, de fato, sem qualquer questionamento, a vontade dos sócios, pois a chapa dele havia perdido a eleição ocorrida em São Januário semanas antes.

O grupo amarelo desrespeitou CLARAMENTE a vontade dos sócios, pois na condição de chapa perdedora lançou a candidatura de um nome presente nela, portanto algo muitíssimo diferente do ocorrido nas eleições seguintes.

Em 2018 a chapa amarela rachou, após uma aliança que tinha como único objetivo derrotar a chapa de situação. O racha levou a uma dupla candidatura da própria chapa e os conselheiros eleitos e natos deram maioria ao atual presidente.

Menos de quatro meses depois houve uma possibilidade de abertura de sindicância, por acusações internas ao presidente do clube de supostos desvios de três rendas de jogos do time profissional de futebol e pelo valor excessivo pago a médicos, que supostamente teriam vínculo, para além da área escolhida de atuação, com o próprio presidente.

O grupo amarelo se manifestou contra a investigação, derrubando todo o discurso cínico de transparência dito e repetido por seis anos. O Casaca! e Eurico Miranda posicionaram-se a favor da abertura da sindicância.

Há três meses o Casaca! manifestou-se novamente a favor da abertura de comissão de sindicância, em virtude de prejuízos causados ao clube por centenas de demissões, não pagamentos de acordos com dinheiro ainda em caixa, fruto da venda de Paulinho, e posteriores execuções, que seguiram em curso pelos inadimplementos de acordos feitos e não cumpridos pela direção, ocasionando mais e mais prejuízos ao clube.

Parte do grupo amarelo, a do racha que optara por Brant na eleição de janeiro de 2018, votou pela comissão de sindicância, parte significativa votou contra, sendo esses os votos decisivos para que não houvesse abertura de investigação.

Em relação ao CASACA!, a postura foi reta.

1 – Não houve lançamento de candidatura da chapa perdedora e o voto dado foi em favor de um dos nomes lançados pela chapa vencedora;

2 – O CASACA! votou pela abertura da sindicância em maio de 2018;

3 – O CASACA! votou pela abertura da sindicância em junho de 2019.

O resto é conversa fiada.

O custo institucional disso tudo não se resume ao desastroso resultado de sábado, mas ao desastre administrativo continuado e à carta branca (amarela) dada para a sua sequência.

CASACA!

História e lições

O Casaca! vem a público pontuar algo para além do anúncio de falecimento do Grande Benemérito e Presidente de Honra do clube, Antônio Soares Calçada, ocorrido ontem e reverberado por vários meios de comunicação.

Calçada oportunizou, com humildade e reconhecimento, a Eurico Miranda mudar a história do Vasco a partir de 1986, sendo esta inequivocamente sua grande ação pelo clube, pois foi desprovida da vaidade, mal que tanto assola nossa instituição há mais de 100 anos e, também, serve de lição.

A união de vascaínos históricos com quem busca internamente ajudar e participar da história deve ser fomentada e incentivada, com respeito e reconhecimento aos que agiram em prol do clube e não distorções ou edições convenientes praticadas de má fé.

Na gestão última de Cyro Aranha (1952/53), Calçada exerceu a função de Assistente da Presidência e naquele posto militou dentro do futebol vascaíno, agindo inclusive na contratação de reforços e renovação de contratos, junto ao Vice-Presidente de Futebol João da Silva. Seu cargo não era estatutário, mas, mesmo assim, houve destaque por sua participação no clube naquele período.

Antes disso ele havia sido diretor da divisão de tênis de mesa e, posteriormente, diretor de compras do clube.

Calçada foi Vice-Presidente de Futebol do Vasco durante parte da primeira gestão do presidente Artur Pires e em todo o decorrer da segunda. Assumiu a pasta em 21/07/1955 e permaneceu no cargo até 17/03/1958.

Posteriormente, nos anos 60 do século passado, assumiu novamente a Vice-Presidência de Futebol, a 07/08/1964, em meio à gestão de Manuel Joaquim Lopes e permaneceu no cargo até o final dela.

Com a renúncia de Lopes, após ter este obtido sua reeleição, assumiu a presidência João da Silva, mas Calçada foi mantido como Vice-Presidente de Futebol, exercendo o cargo até 18/12/1966.

Cerca de 13 anos depois, com a vitória da União Vascaína nas eleições de 1979/80, Calçada foi escolhido mais uma vez Vice-Presidente de Futebol do clube para conduzir a pasta na gestão de Alberto Pires Ribeiro e ali se iniciava uma ligação com Eurico Miranda, Assessor Especial da Presidência na oportunidade, que se envolveu com o futebol cruzmaltino naquele período, tratando de contratações e renovação de contratos, assim como o Vice-Presidente da pasta, embora seu cargo não fosse estatutário.

Vez por outra surgiam discordâncias entre ambos nos mais variados assuntos envolvendo o tema futebol. Não era tão harmoniosa a relação.

Após desentendimento interno ocorrido pouco antes do pleito seguinte, houve racha na situação e em novembro de 1982 a chapa de Calçada venceu no primeiro turno das eleições do clube a de Eurico Miranda – que surpreendentemente tomou o segundo posto da ala que apoiou o ex-presidente Agathyrno da Silva Gomes, oposição daquela gestão à época.

Naquela disputa o ex presidente Cyro Aranha, criador e desenvolvedor do Expresso da Vitória, ficou ao lado de Eurico Miranda, mesmo tendo ele próprio, Cyro, dado o primeiro espaço de relevo à Calçada, em meados de 1952.

Calçada foi confirmado como novo presidente do clube em janeiro de 1983.

Depois do fracasso de sua primeira gestão, Calçada venceu o primeiro turno das eleições 1985/86 contra Eurico Miranda, com inúmeras denúncias de irregularidades de sócios que votaram no pleito, além de vários problemas vistos no dia da assembleia.

O triunfo situacionista criou definitivamente um clima de beligerância entre as duas correntes, com inúmeros problemas à vista, em função disso.

Foi aí que Calçada trouxe Eurico Miranda e vários do grupo de seu rival para dentro do Vasco, oferecendo a ele o cargo de Vice-Presidente de Futebol.

A atitude em si representava, simbolicamente, muito naquele instante, mas pouco se na prática Calçada tentasse medir forças com Eurico. Não mediu. Uma ou outra vez até tentou, mas na maioria esmagadora das vezes recuou. Agindo assim foi sendo reeleito para vários mandatos.

No último triênio como presidente do Vasco o inevitável aconteceria.

Eurico Miranda aos poucos foi tomando conta do clube. Se em 1996 já conseguira a oficialização do título Sul-Americano de 1948 por mérito próprio, ainda na penúltima gestão de Calçada, em 1998 trouxe o Nations Bank para derramar dinheiro no Vasco e aí passou a praticamente comandar todas as ações.

Sem ter um bom clima para outra reeleição, Calçada queria fazer emplacar o nome de Amadeu Pinto da Rocha como seu sucessor, mas sucumbiu à hábil manobra de Eurico em criar a figura do “Presidente de Honra” para homenagear Calçada e, também, simbolicamente, clarificar que ele, Eurico, seria o próximo nome da situação para presidir o clube.

Logo no início da primeira gestão do novo presidente, em 2001, já se via um distanciamento de ambos. Eurico Miranda preservou Calçada, assumindo os ônus da CPI contra o Vasco, na prática, embora teoricamente Calçada fosse responsável pelos atos administrativos tomados.

Calçada chegou a dar seu depoimento na CPI, mas Eurico, deputado federal à época, não. Nem precisava. Na dúvida a culpa por qualquer mazela do clube caía na conta dele e no fim a CPI virou pó, mas tendo sido exposto o Vasco por um longo período.

Denúncias e falsas certezas abriram caminho para a oposição, capitaneada pelo MUV, buscar espaço político para vislumbrar chegar ao poder, algo inimaginável pouco tempo antes com o massacre imposto por Eurico no primeiro turno das eleições, em 2000, quando fez, inclusive as duas chapas, tal qual fizera Calçada em 1988, quando candidato à segunda reeleição sua.

O famoso episódio da Tribuna de Honra (20/01/2002), que deu gás político a Roberto Dinamite pleitear o cargo de presidente do clube, se iniciou por uma ação de Calçada, interpretada por muitos como provocação a Eurico, uma vez que Dinamite já havia meses antes se arvorado em dizer ser sua vontade presidir o Vasco, como solução simples para o futuro.

Na primeira tentativa de Eurico reeleger-se, Calçada, sem fazer alarde, apoiou a chapa de Roberto Dinamite durante a eleição da Assembleia em 2003.

Curiosamente, enquanto Roberto Dinamite foi atleta do Vasco os embates entre Eurico e Calçada eram protagonizados com o primeiro defendendo o atleta e sua idolatria junto à torcida, enquanto o segundo via no jogador um ativo para venda, não só mostrando-se claramente contra seu retorno da Espanha em 1980, como considerando nova venda do artilheiro no seu primeiro mandato como presidente do clube.

Quando Roberto Dinamite assumiu o poder, anos depois, Calçada voltou ao cenário apoiando a gestão do ex atleta e teve seu penúltimo embate direto com Eurico na eleição do Conselho de Beneméritos em 2010, quando foi candidato à Vice-Presidência contra o adversário, candidato à presidência da outra chapa.

A derrota fragorosa, contando com um grande número de Beneméritos indicados por ele próprio Calçada (que votaram contra ele), mostrou o que o tempo ensinou a todos quanto a quem foi o real protagonista daquele período no qual a dupla seguiu junta no clube.

Finalmente, já próximo dos 94 anos, Calçada foi exposto desnecessariamente pelo candidato derrotado nas últimas eleições, Julio Brant, que tentou usar o veteraníssimo vascaíno para angariar simpatia e votos dos conselheiros natos (Beneméritos e Grandes Beneméritos) em seu favor.

A estratégia, das mais infelizes, pareceu manobra de desespero mais do que a dita “homenagem” que teria justificado a atitude do candidato.

A maioria esmagadora dos conselheiros natos votou com a indicação feita por Eurico Miranda (como era óbvio que fizesse, vide o ocorrido já em 2010), neste que foi o último confronto (forçado por terceiros) entre duas das grandes forças políticas históricas do clube através dos tempos.

Eurico e Calçada faleceram este ano. Quando juntos o Vasco só cresceu e venceu.

Antes de Eurico surgir no Vasco, comandando o futebol, Calçada conquistou na qualidade de Vice-Presidente de Futebol dois Campeonatos Cariocas, um Torneio Rio-São Paulo (empatado com outros três clubes), uma Taça Guanabara e dois títulos de turno, considerando títulos oficiais.

Na presidência do Vasco, sem Eurico, obteve no futebol profissional a conquista da Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca de 1984.

Portanto, em 10 anos no total, sem Eurico Miranda ao seu lado, Calçada obteve sete títulos, sendo um deles no triênio em que presidiu o clube, considerando suas participações como Vice-Presidente de Futebol e Presidente do Vasco.

Já Eurico Miranda, em 10 anos e meio sem Calçada (todos como Presidente do clube), obteve três Campeonatos Cariocas, duas Taças Guanabara e quatro Taças Rio, num total de 9 títulos oficiais.

Juntos e em harmonia, porém, obtiveram uma Taça Libertadores, uma Copa Mercosul, três Campeonatos Brasileiros, um Torneio Rio-São Paulo, seis Estaduais, sete Taças Guanabara, cinco Taças Rio, dois outros turnos e duas Copas Rio, num total de 28 títulos oficiais.

Foram, portanto, 28 títulos oficiais em 15 anos de parceria, de janeiro de 1986 a janeiro de 2001, contra 16 em 20 anos e meio nos quais um não tinha o outro.

Na política do Vasco hoje fala-se de união, mas se vê ódio como sentimento maior em cada canto, o desrespeito a pessoas e grupos são corriqueiros e cada um acha ter a melhor solução para a resolução de todos (ou quase todos) os problemas.

A união institucional começa quando a maioria percebe quem é o melhor candidato para exercer o cargo principal do clube, com segurança, e se sustenta quando o escolhido opta por cercar-se dos mais voluntariosos, capacitados e comprometidos com uma causa, na qual a agenda positiva do Vasco esteja em primeiro plano e questões outras sejam menores.

Que a história ensine aos mais novos e se repita para que todos possamos amadurecer ao longo do tempo e não meramente envelhecer descrentes ou resignados.

Casaca!

Conselho Deliberativo em ampla maioria contrariou vontade da direção do clube

Na reunião da última sexta-feira foi aprovada redução da joia para a entrada de sócios gerais, que ainda se encontram com direito a voto, caso adentrem no quadro social do clube entre os meses de julho e agosto.

O pedido de redução da joia foi feito pela direção do Vasco, mas ela própria – na figura de seu presidente administrativo – mostrou-se contra o direito de os associados integrarem o quadro social a tempo de votarem nas próximas eleições.

Ou seja, a direção do clube foi a favor da redução da joia, mas com início de validade disso a partir de outubro deste ano, impedindo o direito a voto de qualquer um que entrasse no quadro social pagando 750 reais.

A proposta vencedora, felizmente, foi a de abertura do quadro a partir de 01/07, ou seja, nesta segunda-feira.
Ficou claro também que a entrada de associados no clube se dará respeitando-se o estatuto, portanto, considerando o previsto no artigo 14 do Estatuto Social.

Além do aqui descrito, é grave o fato de que a direção não tem respeitado o estatuto do próprio Vasco quando impossibilita pagamentos de associados da categoria “Sócio Geral” no decorrer do terceiro mês de inadimplência consecutiva, entendendo ser possível agir de tal forma.

É hora de associação, mas também de alerta por parte dos integrantes do quadro social, para que não sejam tolhidos no exercer de direitos estatutários seus daqui para frente.

Casaca!

O Vasco não é várzea

Ontem à noite houve mais uma prova da debilidade, fragilidade e descrédito da atual gestão do clube, mais propriamente do presidente Alexandre Campello.

O desastre administrativo da direção começa com a implosão política do clube, protagonizada por seu presidente , que acolhendo a vontade dos magos do BNDES aceitou assinar em 30/04/2018 uma carta de apresentação esdrúxula junto a um balanço desarrazoado, conforme definido pelo Conselho Deliberativo do clube em novembro último, quando as contas corretas de 2018 foram aprovadas pelo referido conselho.

A atitude acima trouxe para ele a oposição clara do Casaca!, que se mantém até hoje, sem qualquer conversinha, como oposição à sua terrível administração.

Posteriormente, brigou com seu próprio grupo de apoio (base de apoio eleitoral) e trouxe mais oposição para si, assim como já a tinha por parte do grupo amarelo, que ora o protegeu por conveniência política, ora não.

A posição do Casaca! mais uma vez é clara e será evidenciada ao longo do texto.

Em agosto do ano passado, sem ter entregue qualquer documento ao Conselho Fiscal, a gestão queria um empréstimo de 38 milhões de reais, contando uma história na qual era dito ter o dinheiro acabado, faltando já para o dia seguinte.

O Casaca!, na figura do Benemérito Sérgio Frias, visando a que se pudesse resolver a questão sem traumas, sem votação e com harmonia, sugeriu a discussão do empréstimo no mesmo local 10 dias depois, já com a apresentação de documentos para o Conselho Fiscal.

Houve tentativas de acordo neste sentido ao longo da reunião por parte do Benemérito, mas a vontade de votar prevaleceu. Resultado: em nome da institucionalidade, que passa longe das prioridades de Alexandre Campello, votamos contra e soltamos nota no dia seguinte dizendo que em sendo cumprido pela direção do clube o compromisso da institucionalidade, com apresentação dos documentos ao Conselho Fiscal, obrigação, por sinal, da gestão, votaríamos a favor.

Dito e feito. Na reunião seguinte houve voto unânime pelo empréstimo de 38 milhões de reais no mesmo Conselho e a garantia da direção de que a questão com o Conselho Fiscal estaria resolvida, desde então, algo não verificado ao longo do tempo.

De lá para cá, cortes de serviços comezinhos ocorreram no Vasco desde o final de dezembro e outros ao longo de 2019. Além disso, situações bizarras vividas pelo clube são seguidamente publicadas na mídia convencional.

Em 12/04 o presidente do clube foi ao Twitter afirmar que a gratificação natalina, referente a 2018 estava paga, assim como o salário de fevereiro. Ou seja, o salário de março ainda não havia sido depositado.

Daquela postagem para cá nem uma folha foi paga direito. Passou o restante de abril, maio e chegamos a junho com o clube devendo a um mundaréu de gente, com salários atrasados, acordos não cumpridos e, pasmem, apresentando no final de abril um balanço que sugeria ao grande público ter o Vasco um superávit na ordem de 60 milhões de reais, relativo a 2018.

Era justamente no término de abril que a direção do Vasco deveria ter buscado o Conselho Deliberativo, afinal partiria para dois meses de salários atrasados cinco dias depois.

Mas não. Era a hora da conversa fiada nas mídias digitais, afirmações de quanto se mostravam capazes a gestão e o BNDES dela, como o Vasco estava magnificamente sendo gerido.

A vergonha que é o balanço do Vasco, iniciado a partir de números não aprovados pelo Conselho Deliberativo, entre outras questões, não é tema de agora. Fica apenas o registro.

Mas, como dizíamos, o momento era aquele, pensando-se na instituição, nos funcionários do clube, no time de futebol, em quem foi demitido saindo do Vasco com uma mão na frente e outra atrás (centenas de casos), porém tudo isso significou para a gestão porcaria nenhuma.

Sem documentos entregues ao Conselho Fiscal e contando uma história falsa sobre a situação do Vasco talvez holofotes favoráveis fossem endereçados à ela e este era o objetivo da estratégia, em grego strateegia, em latim strategi, em francês stratégie, em inglês strategy… tomada em detrimento do clube.

Com o Vasco com quase três meses de salários atrasados, devedor do FGTS há mais de seis (pelo menos ao Bruno Silva) o presidente do clube se reúne na sala Eurico Miranda do Conselho de Beneméritos com alguns conselheiros natos e pede para que se interceda, objetivando a obtenção de um empréstimo na ordem de R$8.000.000,00, no que é interrompido por seu consultor para assuntos financeiros, dizendo este último algo como “8 não, melhor 10”. Como se fossem 8 caixas de cerveja e depois 10.

Na reunião ocorrida no Conselho de Beneméritos, onde infantilmente Campello desdisse sobre o que acordara, não houve definição sobre empréstimo e sim papelão do presidente, que ainda não pediu desculpas pelo que fez perante uma turma que não está certamente no mesmo nível dele. Em tempo, o outro envolvido na confusão, mesmo com razão na questão, desculpou-se perante o Conselho Deliberativo do clube, por sua ação reativa dura no caso.

Na assembleia da semana passada, ocasião em que o presidente do clube só faltou sair aos pulos por não ser aberta uma investigação contra si e com rumores de que havia ido para lá com carta de renúncia no bolso, o Conselho Deliberativo do Vasco, através de proposta do Grande Benemérito Luis Manuel Fernandes, aquiesceu por UNANIMIDADE que a diretoria pudesse captar 10 milhões de reais a título de empréstimo, segundo ela já no forno para sair.
Oito dias depois nada havia sido resolvido.

Mas ontem a direção queria mais 20 milhões, já estourando até mesmo a projeção orçamentária feita pelos magos das finanças, que transformam o Vasco num “pardieiro planilhado”. Os 20 milhões estariam atrelados aos outros 10 milhões, somando-se 30 e aí sim tudo estaria resolvido no Vasco, até o fim de 2019.

Ignorando que não tem consigo nem 50 conselheiros fiéis, a situação, sem explicar nada a ninguém, solicita ao Conselho Deliberativo que ponha na pauta votação de mais 20 milhões de reais no espaço de oito dias e não procura rigorosamente ninguém para explicar o que será feito com o dinheiro, qual o plano de ação, etc… Isso seria mostrado na hora para quem quisesse engolir. Quem não quisesse que votasse contra e tudo bem.

Logo após livrar-se de uma comissão de sindicância, por apenas oito votos, Campello e seu séquito, de fato, se sentiam fortes para atropelar algo, ainda mais num quórum qualificado?

Afirmar que houve boicote de A ou B vai fazer A ou B votar a favor num próximo pedido? É a forma política de se postar, sabendo-se que não tem, de fato, o número necessário para aprovação de nada se não sentar e conversar?

“Ah, mas não adianta conversar porque são oposição a mim”. Tente, gênio. Pegue seus consultores políticos e elaborem todos uma forma de não perder todas as votações com quórum qualificado, porque a soma dos dois grupos citados por vossa excelência, em termos de votos, se forem lá e votarem contra impedirão que qualquer empréstimo saia.

Para agir, visando o bem do Vasco, essa administração teria de se sujar perante o público, mostrar seus erros de análise, seus desacertos, suas atitudes irresponsáveis, seus ralos e o cheiro deles.

Não parece ser esse o caminho escolhido, até porque sustentar uma mentira já vista por todos que é mentira (a qualidade da própria gestão) para alguns dali é o único caminho para não sucumbir. Se o Vasco sucumbir, então, desde que não se sujem, que se dane.

Na nossa visão, independentemente do que aí está, alguns compromissos deveriam ser firmados pela direção em 2019:

1 – Apresentação de plano para obtenção das certidões positivas com efeito de negativas ainda este ano.
2 – Fim das demissões persecutórias no clube (ocorreram mais algumas recentemente) e manutenção dos esportes encontrados no Vasco por essa gestão, olhando, também, para a base e dando mínimas condições para que atletas possam se desenvolver e despontar com a camisa do Vasco.
3 – Colocação do Vasco no Campeonato Brasileiro deste ano (compromisso) no mínimo no lugar em que sua folha salarial recomenda, comparando-a com a dos demais adversários.
4 – Cuidado com o patrimônio do clube (compromisso), seu estádio, suas sedes e atenção especial ao Colégio Vasco da Gama, considerando-o com a importância que ele tem e baseado nos preceitos de sua inauguração, ocorrida há 15 anos.

Sobre a posição do Casaca!.

Queremos que sejam garantidos os seguintes pagamentos com o valor que se requer seja emprestado e mais aquilo que o Vasco terá a receber neste ano:

1 – Pagamento imediato dos salários atrasados de atletas (incluindo direitos de imagem), demais funcionários, FGTS inclusive, mantendo-os em dia até o fim do ano.
2 – Pagamento imediato dos inúmeros acordos em atraso firmados por essa gestão com ex funcionários do clube, tanto quanto celebração e cumprimento das parcelas dos que faltam, até o fim de 2019.
3 – Pagamentos do que estiver faltando quanto a salários e gratificações concernentes ao fim de 2017, que já deveriam ter sido pagos em abril do ano passado, quando do recebimento da verba inerente à venda do atleta Paulinho, portanto há 14 meses.
4 – Demais acordos e obrigações para que não se inviabilize o clube no decorrer deste ano.

E se o valor a pedir emprestado for maior que este, discutido agora para este ano? Joguem limpo e digam que vão estourar mais e mais o orçamento, mas não joguem para a galera, pura e simplesmente.

Na nossa visão os itens expostos logo acima devem ser respeitados e realizados e os compromissos mais acima firmados, de fato, pelo bem do Vasco, em respeito a todos os seus torcedores, como nós também somos (DE RAIZ).

Casaca!

Consciência limpa

O Casaca! novamente se manteve a favor da investigação daquilo que seria alvo de sindicância.

Pela segunda vez consecutiva votamos pela abertura da sindicância. Mais uma vez o Conselho Deliberativo, em maioria, entendeu dar carta branca ao presidente do clube.

Lamentamos mais uma vez tal atitude pois de um ano para cá a carta branca dada resultou no que estamos vendo.

Na nossa opinião quem perde com isso é apenas o Vasco, pois está absolutamente evidenciada a incapacidade administrativa da atual gestão e quanto mais ela ficar solta para fazer o que bem entender a tendência é a de que mais erros graves sejam cometidos, com suposto aval do Conselho Deliberativo clube.

Sigamos em frente.

Casaca!