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Diversidade

Quatro dias depois de abraçar uma causa de inclusão, o Vasco, na figura de seu presidente e usando como esteio o Conselho Deliberativo, entendido por ele como dominado, sugere a linha do patrulhamento. As pautas em si são claramente antagônicas. Enquanto uma defende a liberdade de escolha, do modus vivendi, muito além de preferência sexual A, B ou Z, a outra quer conduzir centenas de vascaínos, quanto àquilo que devem falar, como lhes cabe agir, se portar, ao opinar sobre sua paixão, baseado na ridícula justificativa de que o nome do Vasco é falado em vão, como parte dos mandamentos/orientações de normas de conduta, para ficar mais bonitinho, previstos na ditadura imposta no clube, a partir de um golpe perpetrado contra o Vasco, seu estatuto, quadro social e sua soberania.

Mas, falando de soberania, há um ar soberano nos atuais mandatários, que cortam do quadro social quem discorda, interpretam o estatuto como querem e bem entendem, após fumá-lo, segundo apoiadores “sincerocidas” e pretendem mexer com quem não podem, talvez buscando alguma decisão judicial que contrarie um preceito constitucional, ou distorcendo seu condão perante a sociedade. É ousado isso, claro, mas a utilização de subterfúgios é uma especialidade daquela casa, que se mostra como da “Mãe Joana” diante do acontecimento outro de ontem, referente ao fornecedor de alimentos do clube.

Pondo os pingos nos “is” não reabilita fazer qualquer tipo de campanha visando inclusão, enquanto a consequência da irresponsabilidade/covardia com 186 funcionários demitidos leva tantos ao desespero, por vidas dedicadas ao Vasco e muito provavelmente tem lastro no óbito verificado na última quarta-feira de um dedicado e humilde funcionário do clube, que os alienígenas e planilheiros, ora supostos senhores da razão, desconheciam e cuspiram simbolicamente na cara, sem ao menos saber das características e capacidade de trabalho de cada um.

O Vasco brigou por negros, analfabetos, operários sim, não precisa provar nada para fora, historicamente, sobre ser um clube de inclusão, mas se mostra o oposto para dentro nessa gestão, vide exclusões completamente absurdas de Beneméritos, embora tenham apresentado a mesma interpretação estatutária do presidente atual Jorge Salgado, conforme expresso em documento oficial do clube, recentemente, sobre o tema anistia a sócios desligados.

Do plano mais alto para o mais baixo, se você atinge os de cima (falando pragmaticamente) e não sente da torcida revolta, cabe pensar que pode atingir a base da pirâmide e ela vem sendo tratada no Vasco com o desprezo que pensam alguns ela merecer, dentro da lógica administrativa de uma gestão que pensa, agora, em nove anos de poder e já garante uma eleição on line, fora do estatuto, para daqui a três anos, como se a aprovação da reforma estatutária pelo quadro social fosse favas contadas, como imagina essa quase realeza lá presente, embora ausente perante o público a cada revés do futebol.

As figurinhas trocadas com o grupo que foi parceiro de golpe, uma espécie de bem me quer, mal me quer, dependendo de interesses postos na mesa, também denota ser a oposição virtual do clube (na prática a oposição é composta por quem foi contra o golpe institucional dado contra o estatuto e a soberania do Vasco) farinha do mesmo saco, vide a clara omissão de seu suposto líder em não se manifestar rapidamente nas mídias sociais sobre a censura clara e evidente, que tem como partícipe na controladoria uma rubro-negra, por sinal.

Tal omissão no descrito acima, pode ter como contexto o fato de que os Youtubers, em esmagadara maioria – embora um dia tenham acreditado nele, no discurso dele ou em suas boas intenções – o tem como mero golpista, desprezam o herói criado por ele em 2020, bem como suas falas cínicas sobre o golpe perpetrado contra o clube, uma delas em pleno ginásio do Vasco, na eleição estatutária, direta e reveladora da face de cada um, a 07/11/2020.

A diversidade de opiniões no clube é preceito do Vasco, a luta por fazer prevalecer opiniões em detrimento de outras contextualiza a briga, mas a soberania vascaína maculada em 2020 (simbolizada no descumprimento frontal de seu estatuto e por extensão da CF, interpretando-se em juízo autorização de Lei Federal, como imposição) só poderia trazer, como traz, inúmeros prejuízos institucionais, que parecem pouco importar, por não haver, ainda, a devida pressão legal do quadro social quanto ao atual estado de coisas visto no clube.

Fica aqui, por parte do Casaca!, o grupo que soube ser situação e oposição mantendo sua linha de conduta, dentro e fora do Vasco, para desespero de detratores e afins, todo apoio aos Youtubers, desde aqueles que fumam o estatuto, tragam, passando pelos não-fumantes, mas primordialmente, em defesa dos que ousam falar de Vasco, conhecendo ou não as entranhas do clube, ávidos por conhecimento ou simplesmente mantendo o próprio Vasco vivo para si em suas críticas, urros e até “exageros”, em nome de sua paixão.

Enquanto isso a nossa gloriosa imprensa esportiva convencional, seus influenciadores e editorias, fundamentalmente, permanecem quietos, respeitando preceitos ditatoriais, exclusões injustas, mentiras repetidas (hoje Jorge Salgado contou pela enésima vez uma sobre a contagem de votos e com vários canais de imprensa presentes ao local, sem qualquer contestação do veículo que publicou a matéria). Um silêncio ensurdecedor, pois conveniente. Uma minoria nasceu para ser Glenn Greenwald, a maioria cresceu passando ao largo disso, por mais que nas cadeiras de faculdade tenham aprendido que passar ao largo significa desprezar conceitos jornalísticos formais e sua própria essência.

Sérgio Frias

Hoje às 21h30: Live Especial – CASACA 21 anos

Hoje (26/03), o CASACA completa 21 anos lutando em defesa do Vasco.

Convidamos você a celebrar esse momento conosco em uma live especial às 21h30 nas nossas redes sociais (Youtube, Facebook e Twitter). Logo após a live da Velha Guarda do Vasco.

CASACA! #Casaca21

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Todos pela anulação

Os áudios veiculados sobre a decisão tomada pelo VAR de validar o probabilíssimo gol ilegal marcado pelo Internacional-RS, em partida diante do Vasco, ocorrida há 12 dias, tornam claro o cometimento de um erro de direito.

Cabe ao árbitro da partida validar ou não um gol, ou o contrário, mas convencionou-se, com a chegada do VAR, que em casos de lances objetivos, referentes a haver ou não impedimento, ficasse o árbitro impedido de dar seu veredito.

Vale a opinião da equipe que opera e analisa o lance, a chamada equipe do VAR.

Ora, se a máquina não está funcionando de forma adequada e não dá para saber sem os recursos dela, com 100% de certeza, se há ou não impedimento em algum lance, a equipe do VAR deve dar ao árbitro a decisão sobre existência ou não de uma irregularidade nesse quesito, ou ao menos dizer que não pôde concluir a validade ou não da jogada, afinal abre-se mão da opinião do árbitro, exatamente por haver um material que se mostrará inquestionável, a ponto de prescindir qualquer contestação da arbitragem de campo.

Não se trata, pois, de um erro humano, cometido por parte de quem operou a máquina, induzindo a equipe da cabine do VAR a cometer um erro. Não havia, isso sim, condição alguma para que da cabine se desse um veredito, e foi dado sem qualquer garantia de exatidão do lance, maculando a partida.

A olho nu ainda existe uma quase certeza de impedimento no lance, desculpas de todos os cantos já foram dadas, evidenciou-se irresponsável a manifestação de um dos árbitros presentes na sala do VAR, dizendo que era gol legal sem que nada comprovasse isso e com colegas questionando linhas e buscando prudência.

O Vasco foi prejudicado por um tipo de erro que o regulamento da competição não prevê, pois previsto está, na falta do VAR, que se dê continuidade à partida, mas, JAMAIS, neste caso, poderá haver uma definição de cabine sem que o próprio árbitro possa se manifestar contrário à ela, considerando uma opinião empírica e não objetiva, clara, com 100% de precisão.

O correto, na ocasião, era que a cabine dissesse ser inconclusivo o lance, em função de não haver recursos técnicos que pudessem garantir a legalidade da jogada ou não, cabendo, então, ao árbitro, que este decidisse junto ao auxiliar de campo, se validaria ou não o gol. E pouco importa se ele hoje ou amanhã disser que validaria, pois ele FOI OBRIGADO A VALIDAR O GOL, em função da decisão tomada via cabine.

Neste momento deve haver uma concentração geral para que o clube vá às últimas consequências, objetivando a anulação da partida. E que, a partir dela, o Vasco alcance o resultado, num outro jogo contra o mesmo adversário, que o manterá na primeira divisão do Campeonato Brasileiro para a edição de 2021.

Sérgio Frias

Tudo era evitável

Estamos em junho de 2008. Enquanto o Vasco disputa uma vaga para a final da Copa do Brasil contra o Sport-PE, em São Januário, que tinha lotação de 25.000 lugares fora gratuidades, na época, o candidato a presidente do clube, Roberto Dinamite, comenta a outra semifinal, Corinthians x Botafogo, pela TV Bandeirantes.

Em São Januário, com 10 em campo, fruto de uma expulsão injusta – quando o verdadeiro faltoso no lance não teve contra si marcada a infração e sim a do zagueiro vascaíno logo em seguida – com um gol mal anulado, legal, marcado por Leandro Amaral no ínício do 2º tempo, o Vasco “caía” de pé, nos pênaltis, após o tiro por cima de Edmundo, que fora herói pouco antes, ao marcar o 2 x 0, placar idêntico ao obtido pelo Sport, em Recife.

Mas, no Campeonato Brasileiro, o Vasco, que ficara a um ponto da Libertadores em 2006 e 19 das 38 rodadas na zona da Libertadores em 2007, já atuara com 10 reservas frente ao Botafogo no Engenhão (2ª rodada, 1 x 1), sofrendo o gol de empate num pênalti duvidoso e chegava ao final de junho na nona colocação, oitavo, empatado em número de pontos, quando o MUV adentrou no clube para criar, segundo os próprios “um Novo Vasco”.

Há 108 rodadas o Vasco não frequentava o Z4, até 30/06/2008, em 29 delas ficara na zona da Libertadores, em 40 delas terminara em sexto, em 57 delas entre os 8 primeiros, 67 delas entre os 10 primeiros.

Nos Campeonatos Brasileiros de 2006, 2007 e 2008 (até a 8ª rodada), em 84 rodadas o Vasco ficou fora da primeira página da tabela (10 primeiros) 17 vezes, na posição limite (último clube antes do Z4), apenas 4 vezes, todas em 2006.

Após a 11ª rodada do turno do Campeonato Brasileiro de 2006, o Vasco ficou abaixo da 12ª colocação apenas duas vezes (36ª rodada de 2007 – Décimo Terceiro; 1ª rodada de 2008 – Décimo Quarto).

O rebaixamento virara uma fábula, na prática, em São Januário. Jamais no returno o clube havia ficado uma única rodada na zona de rebaixamento. Foram cinco ao todo, entre 2004 e 2005 (todas no turno e contando os jogos anulados, depois novamente jogados em 2005, considerando suas respectivas rodadas). Caso contrário, seriam 11 em 2005 e três em 2004.

O Fluminense esteve 14 rodadas na zona de rebaixamento, cinco delas exatamente nas oito primeiras rodadas de 2008.

Quanto aos demais cariocas, o Botafogo, que não disputou o Campeonato Brasileiro na Série A em 2003, passou 40 rodadas no Z4 e o Flamengo, entre 2004 e 2007 ficou 46 rodadas no Z4.

Como se percebe, em termos de Campeonato Brasileiro a situação de risco concreto para rebaixamento esteve, ao longo da década, próxima de Flamengo e Botafogo.

O rubro-negro escapara, ainda, do descenso, na última rodada de 2001 e disputara com o Botafogo, que caiu em 2002, as últimas posições daquele certame. Embora o Vasco não tenha estado em rodada alguma na zona de rebaixamento em 2001 e 2002, poupamos aqui mais outras rodadas para a conta da dupla Flamengo e Botafogo nesses dois anos.

Lembremo-nos, também, que o Fluminense, além do sufoco passado em 2003, de forma isolada entre os cariocas (só caíam duas equipes), já havia caído para as Séries B e C quase no final da década anterior.

Fora de campo, o Vasco mantinha salários em dia, estava na Timemania, assinara novo Ato Trabalhista (o primeiro fora em 2004), em dezembro de 2007 (em condições de pagamento muito melhores que outros cariocas inclusos no ato), cumpria acordos extrajudiciais e gastava, por mês, entre despesas fixas e variáveis, cerca de 3 a 3,5 milhões de reais (após o período de 6 anos e 5 meses do MUV o gasto passou a girar entre 10 e 12 milhões mês).

O Vasco permanecia no primeiro grupo entre os recebedores de cotas de TV em nível estadual e nacional. No Clube dos Treze, que recebia diretamente as verbas da Globo, seu vice-presidente era o mesmo que presidia o Vasco. O clube não dependia da Globo para pegar qualquer antecipação de cota e sim do próprio Clube dos Treze. Um contrato, no primeiro semestre de 2008, foi assinado até 2011. Nele o Vasco se mantinha no primeiro grupo entre os que mais recebiam cotas (em todas as plataformas). Em junho de 2008 as antecipações do contrato não chegavam a nove meses.

O Vasco possuía uma empresa de material esportivo, considerada de primeira linha (Reebok), que vestia o clube, do futebol ao remo, um patrocínio fora obtido em fevereiro de 2008, em números atualizados superior ao dobro daquele que foi apresentado pela gestão atual em 2019, por um de seus visionários, que trabalhou com Campello e trabalha agora com os usurpadores da hora.

E, como poderíamos esquecer? Havia um contrato com o Habib`s, de prestação de serviços, que traria ao Vasco em obras 1,1 milhão de reais (ou em dinheiro, caso não fossem feitas), 6% de faturamento bruto e pouco mais de 25 mil reais mês. Acharam pouco? Agora perguntem quanto os escritórios de advocacia cobraram para defender o clube em rescisão unilateral (com quase 100% de probabilidade de o Vasco perder a causa) proposta pelo Vasco para rescindir o contrato na gestão seguinte.

Perguntem se o valor foi pago até hoje. Perguntem por qual razão se deu a rescisão à época, com tanta sofreguidão se o parceiro disse aceitar que sua logomarca saísse da manga e fosse para qualquer outro lugar do uniforme (calção, por exemplo). Aliás, qual foi o outro patrocínio que o Vasco teve no calção até hoje mesmo?

De la´para cá jamais o clube celebrou outro contrato de prestação de serviços com qualquer loja de fast food para atender torcedores e associados, para além do concessionário que lá está, ao qual o Vasco deve muito, desde a gestão Dinamite.

A base do Vasco trazia para aproveitamento, já em 2008, Alex Teixeira, Souza e Alan Kardec, com atletas entre 80 e 100% do Vasco, em termos de direitos econômicos.

O clube recusara propostas por Morais (5,5 milhões de euros em janeiro de 2008 – Dínamo Zagreb-CRO), Alan Kardec (3,7 milhões de euros por 80% dos direitos econômicos, oferecidos em fevereiro de 2008, proposta do PSG-FRA), Alex Teixeira (4 milhões de euros por 50 % em dezembro de 2007 – proposta do Chelsea-ING).

Sob o risco de perder, de graça, Phillippe Coutinho para o Real Madrid-ESP, que o aliciou, ofereceu emprego para seu pai e pretendia levá-lo para a Espanha sem qualquer compensação ao Vasco, quando o jogador ainda tinha 15 anos de idade.

O Vasco convenceu a família e o atleta a assinar seu primeiro contrato profissional com o clube, acordando em negociá-lo, logo em seguida, com a Internazionale-ITA, por 3,8 milhões de euros, mantendo-se Coutinho no Vasco até junho de 2010, com salários pagos pelo clube italiano.

Phillippe Coutinho daria ao Vasco os maiores ganhos por anos no quesito mecanismo de solidariedade e o dinheiro da venda ficou na íntegra para a gestão sucessora.

Além de pontear no Remo e ser o maior Campeão Carioca da história no esporte (primazia que o Vasco perdeu para o Flamengo na era MUV, que não acaba), o clube ainda disputava vários outros esportes olímpicos/panamericanos, tinha atletas paralímpícos vinculados a ele, mantinha sob suas expensas o Colégio Vasco da Gama, criado em 2004, possuía três sedes próprias, utilizava uma alugada (na Barra) e brigava na Justiça para continuar construindo no CT de Caxias, onde as obras começaram em 2005 e tiveram que parar por ações de políticos e afins.

E as penhoras? Essas que inviabilizam o clube? Pegando os borderôs dos jogos nos meses de maio e junho de 2008 é visto que não aparecia nenhuma neles.

Salários em dia? Entre meados de 2004 até junho de 2008 quase que 100% do período o Vasco pagou em dia, no acordo feito de que os pagamentos seriam realizados até o dia 20 do mês subsequente (acordo, que, por sinal, o MUV manteve, em tese, mas não cumpriu na prática, desde que assumiu, embora o criticasse quando oposição).

As críticas gerais eram: o Vasco não ganha um título há cinco anos (chegara à final do Estadual de 2004 e da Copa do Brasil de 2006, mas perdera as duas decisões), o Vasco é uma ditadura, os elencos são medíocres, a imprensa não gosta do Vasco por causa do Eurico Miranda, os balanços são obras de ficção, a estátua do Romário não deveria estar lá, o Vasco precisa se profissionalizar, o Eurico é truculento, chato, feio e mauzão.

Essa turma, que usa chats e mídias sociais para massificar o discursinho de ódio, de distorção, de falsa moralidade, os cínicos, os hipócritas, os desonestos, os despeitados, os invejosos, a escória que motivou a que se fizesse o que foi feito contra o Vasco, por 9 dos útimos 12 anos – rebaixado três vezes, rebaixado nas cotas de TV, dívida triplicada, 4º em títulos no Rio, entre os quatro grandes, nesse período, freguês de caderno de Flamengo e Botafogo, derrotado em quase 100% das decisões contra os outros três clubes do Rio, longe de disputar outros esportes, antes vitoriosos – é, por extensão, protagonista disso tudo.

Golpes em cima de golpes institucionais contra o Vasco foram dados, culminando com este último, inominável, por sinal, desde a busca na Justiça para melar um pleito que perdiam, até fugas e manobras das mais vexatórias para fazer valer uma eleição antiestatutária e refutada tanto pelo quadro social, quanto pela torcida vascaína, excluindo a ínfima parte dela, comprometida com o estado de coisas atual, sabe-se lá por que motivo.

Entre 2015 e 2017 o Vasco foi o clube que mais obteve títulos no futebol profissional, entre os grandes do Rio, o que mais obteve taças.

Botafogo, Flamengo e Fluminense foram fregueses, o Vasco foi deixado na Taça Libertadores da América de 2018, bateu seu recorde pessoal quanto ao número de jogos oficiais invictos, ganhou um Campeonato Carioca, que não conquistava há 11 anos, venceu o Botafogo numa decisão, o que não ocorria há 50 anos, eliminou, de forma inédita, três vezes seguidas o Flamengo de campeonatos nos quais os clubes se enfrentaram em mata-mata (vencendo dois deles), faturou um Bicampeonato, que não conquistava há 23 anos, um Campeonato Carioca Invicto que não obtinha há 24 anos, igualou no Campeonato Carioca de 2016 a campanha feita pelo Expresso da Vitória no Campeonato Carioca de 1945 e dentre todos os títulos invictos cariocas que obteve foi em 2016 o ano em que o Vasco mais disputou clássicos numa mesma competição.

O recorde pessoal de jogos oficiais invictos bateu no quesito os recordes pessoais, também, de Atlético-MG, Flamengo, Internacional-RS e Palmeiras, além de igualar as marcas de Corinthians-SP e Cruzeiro-MG.

O Vasco foi Campeão na base (Sub 17, Sub 20), Campeão no Basquete (Liga Ouro, Copa Avianca, Torneio Quadrangular do Ceará, derrotando o Flamengo), voltou a vencer regata no Remo, teve o único atleta de um clube do Rio medalhista de ouro no futebol, construiu CAPRRES, reconstruiu seu ginásio (com parte da verba vinda da torcida), seu Parque Aquático, a Pousada do Almirante para atletas de base, Campo anexo, criou o programa Sócio-Torcedor Gigante, manteve certidões positivas com efeito de negativas federais, entre dezembro de 2014 a 30/09/2017, fez a maior venda de um atleta no século (Douglas Luiz) e deixou outra transação (maior ainda) para a direção seguinte fazê-la menos de três meses após assumir (falamos de Paulinho), pagou salários em dia de janeiro de 2015 até agosto de 2017, além de acertar os que o MUV deixou, bem como inúmeras dívidas, totalizando mais de 200 milhões de pagamentos concernentes a ela. E caiu de divisão em 2015 porque foi vergonhosamente roubado na competição, com 14 pontos tomados por arbitragens, várias delas com mais de um erro capital que prejudicaram o clube em jogos nos quais o Vasco não perdeu, mas foi impedido de ganhar, o que, alías, a oposição da época confessaria que ocorrera, um ano depois, indagando como o Vasco teria sido roubado se o respeito havia voltado.

O roubo, que indignava vascaínos de outrora, naquele período, em tempos idos, trazia gáudio à oposição entre 2015 a 2017 (ou ao menos não revoltava), a mesma oposição que votou contra uma moção de louvor pela classificação do Vasco à Taça Libertadores em 2017, afinal era bom ver o Vasco cair, profundamente roubado, porque já o haviam arremessado na segunda divisão duas vezes (terceira agora), por completa incompetência, desdém, desamor ao clube, negligência, omissão, ou pouco caso.

Os torcedores vascaínos de boa fé, os que sabem estarmos vivendo mais um golpe contra o estatuto no clube, os que sentem realmente algo pelo Vasco, estão enojados de vocês, golpistas, irresponsáveis, fracos, frouxos na defesa do clube, estelionatários eleitorais, pusilânimes. O que vocês fizeram com o Vasco é inaceitável e voltam por vias tortas para – com transição, conluio, falsas promessas – rebaixarem o Vasco novamente, contando com quem fingiram regurgitar, mas atrelaram ao golpe sórdido, dado contra a instituição e contra os vascaínos, que, independentemente de vitórias obtidas até aqui na Justiça, os tem como ilegítimos, como fujões, como maus perdedores, por mais cambalhotas que queiram dar.

Casaca!

Resposta a uma das milhares de distorções expostas na rede sobre o Vasco deste século

Comentário feito por um internauta, Odilon Silva, no site Netvasco, matéria “Sérgio Frias participou de live do Canal Alexandre Laureano Melo Xandymenor; veja vídeo”

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FORA EURIQUISMO.. FORA CASACA….. QUATRO MANDATOS DO EURIQUISMO COMO PRESIDENTE ,JAMAIS BRILHAMOS NUMA COMPETIÇÃO NACIONAL OU INTERNACIONAL….QUATRO MANDATOS DO EURIQUISMO COMO PRESIDENTE, JAMAIS TIVEMOS UM JOGADOR CONVOCADO PRA SELEÇÃO BRASILEIRA…. QUATRO MANDATOS DO EURIQUISMO COMO PRESIDENTE,JAMAIS TIVEMOS UM GRANDE PATROCINADOR…. QUATRO MANDATOS DO EURIQUISMO COMO PRESIDENTE,UM SEXTO LUGAR FOI MELHOR COLOCAÇÃO DO VASCO EM CAMPEONATO BRASILEIRO….. QUATRO MANDATOS DO EURIQUISMO COMO PRESIDENTE,SÓ GANHAMOS TRES ESTADUAIS….. QUATRO MANDATOS DO EURIQUISMO COMO PRESIDENTE,JAMAIS FIZEMOS UM CLÁSSICO INTERESTADUAL NO MARACANÃ PRA UM GRANDE PÚBLICO…. QUATRO MANDATOS DO EURIQUISMO COMO PRESIDENTE,O VASCO CAIU NOS RANKING DA CBF,CAIU NO RANKING DA CONMEBOL,CAIU NO RANKING DOS MAIORES PÚBLICOS DA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILEIRO….. QUATRO MANDATOS DO EURIQUISMO COMO PRESIDENTE,O VASCO SE APEQUENOU,DEIXOU DE FIGURAR NA PRIMEIRA GRANDEZA DO FUTEBOL BRASILEIRO…. FORA CASACA…. FORA EURIQUISMO…..FORA TURMA DA CASCATA……. S.O.S. VASCO……….TAMOJUNTOVASCAO.
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Resposta:

1 – Eurico morreu e “euriquismo”, se é para caracterizá-lo, significa 52 títulos (37 oficiais) em 25 anos e meio do próprio na condição de Vice-Presidente de Futebol e/ou Presidente de fato e/ou de direito do clube, mais freguesia imposta a todos os grandes clubes do Rio de Janeiro (Botafogo, Flamengo e Fluminense), 28 taças de campeão, oficiais, conquistadas em 44 disputas diretas (decisões), mais títulos oficiais que qualquer outro clube carioca no respectivo período, apenas para falar de futebol profissional.

2 – O Casaca! defendeu e defende a concepção de Vasco, que levou ao descrito acima e que não era a realidade do Vasco durante 25 anos antes da chegada de Eurico Miranda ao clube na função preponderante exercida por ele, como, também, não foi nos 9 anos e meio que o clube esteve sem ele neste século.

Os resultados falam por si só. Neste século, sem ele, por exemplo, o Vasco é freguês de Flamengo e Botafogo e o quarto em conquistas entre os quatro, no período anterior citado (1960 a 1985), o Vasco foi freguês de Flamengo e Fluminense e o quarto em conquistas entre os quatro.

3 – O que se chama de euriquismo comandando o Vasco neste século trouxe ao clube, no período de 10 anos e meio, freguesia imposta aos três grandes clubes do Rio (Flamengo, Fluminense e Botafogo), o Vasco foi o 2º clube, entre os quatro, com mais conquistas, igualou o maior recorde de vitórias consecutivas na Taça Libertadores, junto ao Cruzeiro de 1976 (isso em 2001), bateu seu recorde de invencibilidade em jogos oficiais, 34 jogos, entre 2015 e 2016, superando as marcas de Atlético-MG, Flamengo, Internacional-RS e Palmeiras nesse quesito e tem igualado o recorde de Corinthians e Cruzeiro neste século, também no mesmo quesito.

O clube aplicou as maiores goleadas de sua história contra Botafogo e São Paulo, conquistou 9 títulos oficiais, nas decisões diretas de taça, ganhou 8 e perdeu 4 (ganhou, portanto, o dobro), pela 1ª vez em sua história, eliminou o Flamengo em mata-mata de 3 competições seguidas, sendo campeão em duas delas, pela 1ª vez conquistou um título carioca em decisão contra o Botafogo em toda a história, com direito a bis no ano seguinte.

O título Brasileiro e da Copa Mercosul de 2000 foram obtidos com ele, Eurico Miranda, já presidente eleito (fez na época as duas chapas vencedoras) e só houve o jogo, já em 2001 contra o São Caetano, porque ele se mexeu para tal e enfrentou o verdadeiro sistema, este abraçado pelo MUV e seus penduricalhos ao longo do século, por covardia e subserviência da sigla a ele.

4 – Além do título conquistado em janeiro de 2001, o Vasco chegou à final e semifinal da Copa do Brasil de 2006 e 2008, em 2006 foi o 6º colocado, a uma trave da Libertadores, e em 2017 o clube foi deixado na Taça Libertadores.

Vale destacar que em competição longa, no caso o Campeonato Brasileiro, curiosamente, houve em 2001 a perda de 10 pontos na balança dos erros de arbitragem, o que impediu ao Vasco se classificar para a fase de play-offs naquele ano, como ocorreu na temporada seguinte, em função de 5 pontos tomados (o Vasco ficaria com a vaga do Santos, Campeão Brasileiro naquele ano).

Desde o início dos pontos corridos, em 2003, os prejuízos na balança de arbitragem, ano a ano, demonstram que o sistema é pesado.

Em 2003 e 2004 foram 6 pontos tomados, em campanhas ruins feitas pelo Vasco, em 2005 foram 5, teria o Vasco ficado em 8º com o mesmo número de pontos do 6º (5 pontos tomados), em 2006 teria ficado em 4º, 1 ponto atrás do 3º (7 pontos tomados), em 2007 teria ficado em 9º, com a mesma pontuação do 8º (1 ponto apenas tomado), em 2008 o clube teria sido deixado em 6º, não em 9º, para o MUV assumir (3 pontos tomados), ocasião na qual o Vasco era dos cariocas o que menos havia frequentado a zona de rebaixamento na era dos pontos corridos e estava há 108 rodadas sem figurar no Z4.

No retorno de Eurico Miranda ao poder, o sistema pesado foi ainda mais pesado e tirou do Vasco, em 2015, 14 pontos. O clube ao invés de chegar em 8º acabaria a competição em 18º.

Caso o mesmo critério fosse aplicado ao Vasco ao longo dos outros anos, o clube teria caído 9 vezes em 17 oportunidades e naquele mesmo ano (2015), Flamengo, Fluminense (que somou apenas 14 pontos no returno e estava livre do rebaixamento na última rodada do campeonato), Cruzeiro e Palmeiras (Campeão da Copa do Brasil naquele ano) teriam caído caso sofressem o mesmo prejuízo de arbitragem experimentado pelo Vasco.

Finalmente, em 2017, com “apenas” a metade dos pontos tomados do Vasco, o clube terminaria o Campeonato Brasileiro em 3º lugar, empatado com o 2º colocado e não em 7º, classificado à Libertadores, como ficou.

Na Copa do Brasil não custa lembrar os garfos sofridos em 2003, contra o Cruzeiro (4ª de final), em São Januário, em 2008, contra o Sport (semifinal), em São Januário, e em 2016, contra o Santos (8ª de final), em São Januário.

5 – Como sabemos o Vasco teve convocados para a Seleção Brasileira Romário, Juninho Paulista, Euller, Fábio e Morais neste século, com Eurico Miranda no poder.

6 – Tivemos um grande patrocinador master, a CEF, obtido porque o Vasco teve certidões ao longo do período em que firmou os contratos (2015 a 2017), que trouxe ao clube, em 3 anos, uma média de 11,5 milhões de reais ano em patrocínio, valor três vezes maior que o da última gestão no clube, e, em 2017, proporcionalmente maior que o da Eletrobrás no contrato assinado entre maio e dezembro daquele ano.

Destaque-se, também, que o contrato com o Nations Bank, a maior parceria do Vasco no século passado, foi conseguido por ele e não por mais ninguém, quando era, então, Deputado Federal.

Não podemos nos esquecer que em 2015 o clube fechou pelo triplo do valor conseguido em 2020, as mangas da camisa com a Viton 44 e devemos salientar, ainda, que mesmo com o calote da LASA no início de 2018, ainda ficou por descumprimento contratual e espaço livre na camisa desde fevereiro daquele ano e 2,6 milhões a serem buscados via Justiça.

Mas devemos lembrar, fundamentalmente, das cotas de TV, já que o assunto é receita. Até 2011, contrato assinado por Eurico Miranda em 2008, o clube era partícipe do 1º grupo entre os recebedores de cotas de TV, sem ganhar um centavo a menos que qualquer um, em nível estadual e nacional, considerando todas as plataformas.

A grande distância vista em relação ao Flamengo, inclusive para quem critica a média de patrocínio obtida via CEF pelo Vasco, começa no ano de 2011, ocasião na qual um time foi montado sem ter como pagá-lo (salários sistematicamente atrasados) num momento de exceção, quanto à performance (duradoura até o meio de 2012, cerca de 15 meses no total) daquilo que foi a gestão MUV, com consequências vistas dois, três anos depois.

7 – Em 11 Campeonatos Estaduais o Vasco venceu três nesse período. Em 98 Campeonatos Cariocas ao longo de sua história o clube venceu 24. Basta fazer as contas para ver qual percentual é mais favorável.

Se formos comparar os últimos 50 anos do Vasco sem Eurico Miranda presente, desde Vice-Presidente de Futebol, foram 9 títulos obtidos.

Ou seja, a média obtida em 11 anos com ele Presidente do clube é superior à média histórica do Vasco na competição, como, também, é superior à média dos últimos 50 anos, nos quais tivemos 7 anos de Expresso da Vitória (dos 9 vividos pelo Vasco nesta condição) no meio da conta.

Evidencia-se que o torcedor em questão despreza uma média de conquistas superior à média do próprio clube.

Além disso, vale ressaltar que em 11 disputas o Vasco obteve um título carioca invicto, enquanto nos outros 87 anos obteve 5. Faça-se novamente as contas e teremos qual média é a melhor.

8 – O Vasco não jogou os grandes clássicos interestaduais no Maracanã neste século e sim em São Januário por opção, a mesma que fez em relação às conquistas da Taça Libertadores de 1998, da Copa Mercosul e do Campeonato Brasileiro entre 1998 e 2000 (exceto o jogo remarcado contra o São Caetano) e outro com o São Paulo, em 1999, com derrota e pequeno público, como por obrigação a Copa do Brasil de 2011.

Os grandes clássicos interestaduais deste século disputados no Maracanã trouxeram para o Vasco, normalmente, empates ou derrotas, perdendo o clube, por exemplo, a chance de uma classificação para a final da Copa do Brasil em 2009 (o próprio treinador do Corinthians à época afirmou que preferia o jogo no Maracanã a que ele fosse disputado em SJ).

9 – Quando Eurico Miranda saiu do Vasco, em junho de 2008, o Vasco era o líder do ranking em pontos ganhos da CBF, era o último Campeão Sul-Americano e da Libertadores do Rio de Janeiro e apenas o São Paulo possuía, entre os clubes brasileiros, mais títulos da principal competição da América interclubes entre os clubes brasileiros. A dura realidade para quem quis sua saída foi ver o decréscimo do clube, a partir de julho daquele ano.

10 – O Vasco não esteve interessado em obter os maiores públicos da história do futebol brasileiro, quando disputou o Campeonato Brasileiro de 2000. A opção por São Januário foi ignorando tal questão.

Se houve diminuição da capacidade de São Januário de 25.000 pagantes para 15.000 em um ano, apenas, de MUV, se não houve a reforma de São Januário em 2008/2009, já com um protocolo de intenções assinado junto à empresa LusoArenas para que isso ocorresse, deixado pela gestão de Eurico Miranda para o MUV, se o Vasco ficou a gestão toda do MUV sem disputar clássicos estaduais em São Januário, enganando a torcida quanto à sua intenção no Campeonato Brasileiro de 2011 (e isso sem Maracanã, por anos e ate mesmo o Engenhão em dado ano), aí se demonstra o que fez o Vasco decrescer.

O Vasco não decresceu de público, decresceu de valorização do que é seu, alegrando o sistema, enquanto praticamente triplicava a dívida real do clube em 6 anos e 5 meses de gestão MUV.

11 – Um clube que estapeia no período todos os seus principais adversários, com os quais divide mercado e preferência dos torcedores, batendo de mão aberta no Flamengo (cinco de novo), eliminando-o por três vezes consecutivas de competições das quais ganha duas, que pela 1ª vez derrota em decisão de Campeonato Carioca o Botafogo, repetindo o feito no ano seguinte, que não perde uma única decisão de taça para o Fluminense e que é deixado na 1ª saída do dirigente, em 2008, na nona colocação no Campeonato Brasileiro, há 108 rodadas sem frequentar a zona de rebaixamento, sendo o que menos vezes frequentou tal zona entre os quatro grandes do Rio, ainda classificado para a Copa Sul-Americana do mesmo ano, e que é deixado na Taça Libertadores da América no período último da gestão do próprio Eurico Miranda, esteve longe de apequenar-se a não ser que consideremos Flamengo, Fluminense e Botafogo apequenados no respectivo período.

12 – Você disse tudo. É hora de dar um basta nas cascatas, repetidas milhares de vezes, que denigrem a imagem do Vasco para atingir uma pessoa, editando aquilo que ela obteve no próprio Vasco, como se nada representasse, alimentando ódio diário e distorcendo diariamente a história do clube.

Chega de cascata! Fora as distorções! Deixem o Vasco andar e parem de desvalorizar aquilo que o Vasco conquistou, porque seu político ou grupo político não ganhou, ou porque seu adversário histórico político conquistou.

Sérgio Frias

Ao pé frio, Alexandre Campello

Ao pé frio, Alexandre Campello,

O fundamento da reunião convocada, em noite de jogo de um time que nunca foi o meu, porque jamais me entendi rubro-negro, foi mostrar aquilo que ficaria evidenciado no mês seguinte: uma tentativa sórdida do presidente do clube de impedir a entrada de centenas de sócios, por conta do proponente, algo fora do estatuto, evidentemente.

Quis eu cortar o mal pela raiz, porque sabia que a raiz das intenções de tentar de todas as formas impedir a entrada de novos sócios estatutários no clube era podre.

SÉRGIO FRIAS

Reconhecimento de inúmeros erros – Um bom caminho para resoluções de problemas

Ficamos particularmente muito satisfeitos com o aceno de bandeira da paz vinda do presidente da diretoria administrativa do Club de Regatas Vasco da Gama.

Isso nos sugere o reconhecimento de todas as infrações estatutárias cometidas pelo próprio, desde o momento em que foi instaurada uma comissão de sindicância contra si no ano passado, passando pelo acordo feito por ele próprio junto ao atual presidente da Assembleia Geral, com a promessa de entrega da lista àquele, que, na verdade, era vista por outros indivíduos que o assessoravam, não necessariamente membros do Conselho Deliberativo do clube.

Posteriormente a isso, a dificuldade criada pelo presidente da diretoria administrativa em apresentar o que a maioria da Junta Deliberativa solicitava e que só foi obtido na Justiça, ou seja, a lista com as fichas financeiras dos associados para que a higidez do processo não fosse atingida.

A apresentação das listas, conforme o devido, foi tão procrastinada pelo presidente da diretoria administrativa, que nos parecia até ser uma estratégia para que estatutariamente não houvesse tempo suficiente para que houvesse uma Assembleia Geral Extraordinária, valendo a reforma do estatuto (matéria em voga nas discussões da Junta Deliberativa, muito mais que qualquer outro tema) com validade ainda para este ano. Talvez fosse uma tentativa torpe de prorrogar seu mandato ou alterar o calendário eleitoral do clube, diriam alguns, a fim de que tivesse mais tempo no poder antes do pleito. Mas, no fim das contas, não é nada disso. Alexandre Campello pretende apenas que o estatuto do Vasco seja respeitado (sem senões). Como a maioria da Junta Deliberativa já vinha na mesma toada, agora é convencer o presidente da Assembleia Geral a não agir contrário a isso, como, em tese, é o seu dever.

Sobre o presidente da Assembleia Geral, aliás, não é necessário aqui repetir todas as infrações estatutárias cometidas por ele e se houver alguma dúvida ainda a respeito, basta ler a convocação da reunião do Conselho Deliberativo marcado para se reunir hoje. Quaisquer elucidações a respeito do teor das infrações estão, também, esmiuçadas na postagem feita via twitter pelo único dentre os que pleiteiam gerir o clube, que se mostrou sensível a tantas infrações, elucidando as inúmeras irregularidades ao público.

Diante disso, esse chamamento do presidente do clube, uma espécie de mea culpa por tudo o que fez, desde a derrota de 150 x 01, que ensejou uma comissão de sindicância contra si no ano passado, passando pela demora na entrega do que era necessário para a Junta Deliberativa trabalhar, pelo visto agora será resolvido com o cumprimento do estatuto do clube, proposta que certamente sairá nessa reunião harmônica.

Seria bom que o pedido do presidente da Diretoria Administrativa fizesse amolecer, também, o coração do presidente da Assembleia Geral, a fim de que entendesse que aquele negócio que chamam de estatuto do Club de Regatas Vasco da Gama é para ser cumprido e não usado quando é adequado, que o regimento interno da Assembleia Geral deve ser respeitado.
Por outro lado, tal ato republicano talvez inibisse a apresentação de ações na Justiça contra o clube visando algum golpe contra o estatuto ou sua evolução, dando impressão para alguns até mesmo de lide simulada (uma injustiça, claro).

Temos visto ultimamente lides propostas contra o cumprimento do estatuto do clube, pinçando aqui ou ali um artigo conveniente ou a junção de alguns que ignorem o todo, querendo fazer o Poder Judiciário de bobo e, convenhamos, em nada isso ajuda no processo de harmonia e higidez do processo, pelo contrário.

Além disso, tais procedimentos causam desnecessárias tensões entre os membros da Junta Deliberativa, que estão ali, temos certeza, buscando o cumprimento do estatuto, dos prazos necessários às Assembleias e, também, claro, respeito às datas da AGO e, também, do fim de mandato do atual presidente do clube no tempo estatutário previsto.

Por ora, lamentamos mais uma vez a atitude destrambelhada do presidente da Assembleia Geral, que com mais de 1.000 (hum mil) impugnações sem julgamento resolveu simplesmente produzir uma ata da Junta recursal, ignorando tal fato e encerrando a análise sobre o tema, o que impede, evidentemente, que haja lista confiável para uma Assembleia Geral futura.

Casaca!

Compreensão é o primeiro passo para a solução

Anteontem, com o anúncio de que a Junta Eleitoral deliberou pelo afastamento de sócios, participantes do processo de anistia, ocorrido em 2018, um questionamento ganhou ainda mais pertinência entre vascaínos e vascaínas, qual seja: quem são os sócios abarcados por tal decisão ?

Pois bem, antes de respondermos a questão, é preciso ressaltar que, conforme disposto no artigo 42 do estatuto vigente, uma vez desligado do clube o associado que estiver em débito por mais de três meses, este não será readmitido ao quadro social, sem a prévia liquidação da importância devida.

Ou seja, em resposta à indagação realizada inicialmente, não há, no estatuto social, a previsão de concessão do perdão da dívida ao associado geral, quando esta inadimplência superar o mencionado período de tempo, não restando dúvidas, nesses casos, quanto à exigência do pagamento integral das prestações vencidas.

Além disso, mesmo considerando o artigo 99, inciso XXIII, que versa sobre a anistia, esta norma não pode, em respeito aos princípios e regras de hermenêutica jurídica estabelecidos pela doutrina, ser interpretada isoladamente, fora do contexto estatutário e tão pouco o intérprete dela atuar como um legislador.

Deve-se, assim, rechaçar qualquer interpretação contra legem, leia-se, em contradição com os objetivos pretendidos pela legislação, seja no sentido literal ou material.

A anistia pode ser dada a sócios, mas não aos desligados, porque o artigo 42 exige deles a integralização do débito para poderem ser reintegrados ao quadro social. Ou seja, há uma condição no próprio estatuto que limita a questão.

Ora, representaria um nítido contrassenso, nessa situação (obrigatoriedade de quitação), se a anistia fosse admitida.

Portanto, a aplicação do aludido artigo como fundamento para conceder anistia aos Sócios Gerais conferindo-lhe finalidade completamente adversa daquilo que se pretende expressar, está em desconformidade com o mandamento estatutário.

Inclusive, o próprio regulamento disciplinador do procedimento de anistia de 2018, predispôs, mais precisamente no artigo sexto, que aos Sócios Proprietários era facultado, alternativamente ao perdão, o pagamento da quantia devida por inteiro.

Todavia, este mesmo regulamento, contrariando o que estatui o artigo 42 do estatuto, ao invés de exigir o adimplemento das obrigações pelos Sócios Gerais devedores por mais de três meses, manteve-se silente em relação a isto, distorcendo o referido dispositivo estatutário.

Fica claro que o artigo 42 do estatuto não delimita à administração do clube o poder discricionário de receber ou não o pagamento integral do débito. Tal pagamento é condição sine qua non para que o associado seja reintegrado ao quadro social e é opção DELE, ASSOCIADO, pagar o montante do débito e ser reintegrado ou simplesmente voltar ao quadro social com outro pagamento de taxa de adesão (caso dos Sócios Gerais), ou joia (casos dos Sócios Proprietários), ou ainda aquisição de título de outrem (caso de Sócios Patrimoniais e Proprietários, e não de Sócios Gerais, pois estes últimos não possuem título). É possível a ele, associado desligado, voltar a qualquer tempo ao quadro social do clube com nova inscrição e matrícula, no caso de assim preferir, cumprindo os requisitos formais previstos no artigo 14 do estatuto, porque em hipótese alguma se viu ELIMINADO do quadro social por mera inadimplência.

No caso de eliminação do quadro social, vale ressaltar, o ex associado só pode voltar a constituir-se como sócio novamente, após dois anos da aplicação da pena e com perdão expresso do Conselho de Beneméritos do clube, o que não é o caso de qualquer associado inadimplente com o clube por 4 meses ou 20 anos.

Importante ressaltar com relação aos Sócios Proprietários, que diferem dos Sócios Gerais por possuírem um vínculo, materializado num título, para com o clube.

Aliás, como demonstrativo dessa diferenciação abordada acima, citamos o artigo oitavo da legislação estatutária, o qual preleciona o seguinte: na hipótese de dissolução ou extinção do clube, haverá a partilha, justamente entre os Sócios Proprietários, do patrimônio clubístico.

Soma-se a isso, as possibilidades de alienação, transmissão e até mesmo penhorabilidade do título de propriedade do clube, deixando evidente tratar-se de um bem.

Assim sendo, contrapondo-se ao entendimento errôneo referente ao artigo 42, por parte dos organizadores do procedimento perdoador (administração do clube) realizado há cerca de dois anos, não há que se falar em desligamento para aqueles que compõem essa categoria de sócios, vez que o título de propriedade não se perde com a inadimplência, ficando suspensos os direitos associativos daqueles que o possuem.

Com isso, revela-se um erro crasso da direção, tanto a concessão de anistia para o associado geral desligado, como também o é entender que se pode desligar um Sócio Proprietário do clube, pondo-os no mesmo artigo, no caso o 42, para justificar a anistia ao Sócio Geral e ainda usando-o de forma totalmente contrária à sua exigência que é a do pagamento integral, o qual obstaculiza um perdão de dívida, por ser uma imposição para a reintegração o pagamento total do débito.

Seria, portanto, uma aberração jurídica dispensar um tratamento isonômico a duas modalidades associativas distintas quanto à natureza jurídica (umas delas consiste na aquisição de um bem e a outra de um direito apenas) e seus efeitos (uma delas dá direito a um quinhão do clube no momento de uma dissolução do próprio, já a outra de forma alguma).

Afinal, a Carta Magna de 1988, lei maior da qual o estatuto social do Club de Regatas Vasco da Gama tem por dever harmonizar-se, veda o tratamento igualitário aos desiguais.

Ratificamos que cabe respeito ao sagrado direito previsto no próprio estatuto de que quaisquer Sócios Gerais possam satisfazer o pagamento integral de seus débitos para com o clube, reintegrando-se de pronto ao quadro social, a partir disso, sem qualquer tipo de impedimento, concernente a isso, por parte da gestão, incluindo aí os que foram irregularmente anistiados, mas que ficaram com débito único a satisfazer ao clube tão somente do valor em aberto da dívida pretérita ao reinício de seus pagamentos em 2018.

Explicações didáticas, pormenorizadas e que façam associados e torcedores do Vasco entenderem tudo o que aconteceu desde o processo de anistia até aqui, incluindo manifestações do Casaca! em seu espaço de mídia, em reuniões do Conselho Deliberativo e em oportunidades nas quais o tema foi tratado por outras mídias, serão novamente abordadas em nossa live desta segunda-feira às 21:30. Soluções práticas futuras, à luz do estatuto, que visem uma adequação da situação para que o erro cometido pela administração do clube no caso de todos os Sócios Gerais (anistiados ou não) seja consertado, com a devida fiscalização para tal, também serão discutidas na live.

Por fim, o Casaca! defende não apenas os associados partícipes da anistia, mas todos os Sócios Gerais do clube, deixando claro que o artigo 42 do estatuto lhes dá a oportunidade de pagar todos os seus débitos para reintegrar-se ao clube com a mesma matrícula. Aduzimos a isso a clara diferenciação da condição de eliminado ou desligado presentes no artigo 35 do estatuto, evidenciada com a consequência de um (eliminado) e de outro (desligado) serem totalmente diferentes no que diz respeito à condição de vínculo posterior ao clube (como já explicado parágrafos mais acima).

Casaca!

Máscaras ao chão

Muitos discursam sobre a importância da reforma do estatuto do Club de Regatas Vasco da Gama e de sua necessária reorganização para retomar os lugares mais altos do esporte brasileiro, principalmente no futebol, mas finalmente as máscaras de alguns caíram.

Entre anúncios fantasiosos, promessas irrealizáveis e pirotecnia eleitorais para iludir a torcida vascaína, cinco grupos, que contém no Conselho Deliberativo menos de 20 votos e com histórico de fracassos no clube – desde o MUV, como defensores ou partícipes daquele monstrengo de administração, entre 01/07/2008 a 02/12/2014, que dobrou a dívida do Vasco, passando pelos que desembarcaram no Vasco em 2018 para tomar atitudes heterodoxas, entre elas não cumprir o princípio da continuidade administrativa, deixar dinheiro parado em banco, enquanto demitia-se sem pagar a ninguém, não pagar salários pretéritos, com dinheiro em caixa para isso, por politicagem barata e insensibilidade para com os referidos funcionários, do futebol e fora dele e que, ainda, após o planejamento financeiro ter falhado desembarcaram da gestão – publicaram uma nota sobre o conteúdo da reforma do estatuto e sobre os prazos estatutários para realização da Assembleia Geral Extraordinária.

Seremos didáticos, utilizando a mesma metodologia adotada pelo grupo signatário, para falarmos de verdade, distorção e consequência:

A PRIMEIRA ETAPA.

VERDADE – Diz respeito à Reunião Extraordinária do Conselho Deliberativo do CRVG, realizada no dia 04/12/2019.

DISTORÇÃO – Na ocasião, os conselheiros destacaram como tema fundamental a aprovação das eleições diretas para a diretoria administrativa, em linha com os anseios dos sócios e torcedores do clube.

VERDADE: Na ocasião, os conselheiros destacaram a reforma do estatuto com eleição direta como tema fundamental.

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DISTORÇÃO: Este assunto é o único sob o qual não pesa qualquer dúvida quanto à sua forma ou ao seu conteúdo, o que fica claro pela sua aprovação por UNANIMIDADE no Conselho Deliberativo do clube, de acordo com suas regras estatutárias e regimentais. A aprovação por 192 votos favoráveis é eloquente acerca de sua legitimidade e sepulta qualquer possibilidade de atribuição de vício.

VERDADE: A introdução da eleição direta obrigatoriamente requer reformar o estatuto. Ao aprovar a IDÉIA, por unanimidade, todos os conselheiros presentes eram cientes e conscientes que obrigatoriamente teria que ser convocada uma Assembleia Geral Extraordinária para reformar o estatuto. Alegar vicio em todo o processo só serve para criar clima de hostilização e revela incapacidade cognitiva, ou princípio distante de boa-fé.

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A SEGUNDA ETAPA.

DISTORÇÃO: Após a primeira e exitosa reunião, de 04/12/2019, o Conselho Deliberativo do CRVG foi novamente convocado, agora para uma Reunião Extraordinária visando debater a Reforma do Estatuto.

VERDADE: Após a primeira e exitosa reunião, de 04/12/2019, que iniciou o processo de reforma do estatuto, o Conselho Deliberativo do CRVG foi novamente convocado para dar continuidade no debate da Reforma do Estatuto.

VERDADE: A convocação foi realizada a 29/01/2020, oportunidade, inclusive, em que a ata da reunião de 04/12/2019 foi apresentada e aprovada.

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DISTORÇÃO: Ocorre que essa reunião extraordinária acabou sendo dividida em três reuniões decorrentes da suspensão da sessão. Assim, a primeira reunião ocorreu em 29/01/2020, a segunda em 11/02/2020 e a última em 02/03/20. Essa última, objeto de análise da Terceira Etapa.

VERDADE: Ocorre que o processo foi iniciado na primeira reunião e declarado em reunião permanente ocorrendo em 29/01/2020, em 11/02/2020 e a última em 02/03/20.

DISTORÇÃO: Ocorre que esse confuso processo causou máculas em virtude de inúmeros vícios procedimentais que impedem a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para referendar tal proposta, sob a pena de estar-se referendando uma proposta que não cumpriu os requisitos estatutários e regimentais previstos no ordenamento interno do CRVG. Nesse sentido, é importante destacar o que se segue:

VERDADE: O que impediu a convocação da Assembleia Geral Extraordinária foi a permanente recusa do presidente do clube de enviar a listagem dos sócios para análise da JUNTA DELIBERATIVA. O presidente do Vasco a apresentou apenas, e com restrições, ao presidente da Assembleia Geral, que deu um parecer oral, como se isso bastasse.

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A TERCEIRA ETAPA.

VERDADE: Chega-se, então, a última fase da análise da Reforma do Estatuto na reunião convocada para 02/03/2020, com a finalidade de debater os artigos retirados de votação na sessão anterior por ausência de consenso pela ampla maioria dos presentes. Dentro dessa lógica, o que foi consenso para a ampla maioria dos presentes foi para o texto final, o que não foi ficou de fora.

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A questão da metodologia ou do “vício” esconde e quer criar uma cortina de fumaça sobre os verdadeiros interesses subterrâneos contrariados pelos temas incluídos no texto base, uma vez aprovados pela Assembleia Geral Extraordinária, pois impõem na nova carta magna vascaína responsabilidades e consequências a gestores que façam o que fez o MUV no Vasco, sem consequências, o que faz Alexandre Campello no Vasco, sem consequências e com votos favoráveis sistemáticos dos signatários dessas notas em favor do atual presidente, com ou em raríssimas exceções, fundamentalmente quando os atos do gestor foram levados ao Conselho Deliberativo, passíveis de punição ou sindicância.

Duas gestões (as citadas acima) aumentaram a dívida do clube de forma insofismável, entremeada por uma que a diminuiu, para tristeza de muitos.

Esses, que são Vasco “acima de tudo”, desde que, que querem reforma no estatuto, desde que, que querem Vasco passado a limpo, desde que, que assumem responsabilidades e as abandonam no meio do caminho, entrando pelo cano, que se dizem orgulhosos da gestão que deixou o Vasco com 30 toneladas de lixo a céu aberto, sem crédito e sem vergonha na cara, que quando no poder, com a possibilidade de tomar resoluções optaram por diversas vezes pelas políticas em detrimento das institucionais, pondo o Vasco, CLARAMENTE, em segundo lugar, deixando em primeiro suas pequenezas de ocasião, são responsáveis diretos pela manutenção do status quo vigente no período de Alexandre Campello no Vasco.

Enquanto usaram de um discurso de “golpe no Conselho Deliberativo”, após a chapa para derrotar a de Eurico Miranda ter rachado (em menos de 30 dias), durante a gestão sistematicamente a defenderam na hora crucial, a do voto, mostrando que até mesmo o regurgitar de ocasião era fake, como foram fakes as promessas do mundo encantado do faz de conta.

Dentro do Vasco foram mais do mesmo: incompetentes, irresponsáveis e incapazes de cumprir seus planos teóricos, por culpa sempre do outro, nunca de si próprios. Dentro do Conselho Deliberativo são hipócritas, cínicos em seus votos, mas no mundo virtual se postam como vestais.

A situação se agrava, pois conhecedores do rito estatutário para aprovar qualquer mudança no próprio estatuto, sabem que ficaria muito estranho posicionarem-se contra questões inerentes à responsabilidade do gestor, deixado exatamente por esses signatários, por exemplo, livre, leve e solto para fazer o que fez com o clube nessa gestão, com carta branca dada, sistemática e consciente, mesmo após o desembarque vergonhoso.

Sobre tal desembarque, ao que parece, ficou a vã ilusão de que bastou isso e uma confissão patética sobre problemas na lista de sócios para justificar o injustificável. Agora se escondem atrás da eleição direta, tentando manipular os torcedores e sócios do Vasco numa ação inequívoca contra a evolução do próprio clube, exposta num texto de estatuto que abordou todas as questões polêmicas e que teve por consenso geral do Conselho Deliberativo, com a exceção de 5% aproximadamente dele, a redação final.

A eleição direta está sendo empurrada com a barriga em função de o presidente do clube não ter enviado a lista de sócios para a Junta Deliberativa, apesar de medidas tomadas pelos interessados, de fato, nela terem ocorrido, e pela ação do presidente da Assembleia Geral e de seus assessores, que comandam o processo em nome dele, com gente estranha ao Conselho Deliberativo do Vasco metida no meio.

Todos são sabedores que tanto a comissão de sindicância, como agora a Junta Deliberativa, deveriam ter recebido e analisado a lista há meses, que os mais de 10 ofícios enviados pela comissão de sindicância à secretaria do clube, com aval do Conselho Deliberativo para tal, deveriam ter sido atendidos. Mas isso, pelo visto, interessou a alguns não ser verificado, questionado, analisado por membros do Conselho Deliberativo, com legitimidade para tal, após deliberação do próprio Conselho Deliberativo a respeito disso.

Os omissos e os que protegem a administração, envolvidos no processo e agora questionando seus pares de outrora, fazem recair à gestão séria desconfiança, baseando-nos no depoimento recentemente dado por um de seus elementos.

Os procedimentos referentes à anistia, supostamente irregular, dada sua justificativa de premissa para execução em relação aos sócios gerais (registrada em ata no Conselho Deliberativo), não coadunada com o procedimento irregular estatutário cometido contra eles próprios, denota um erro continuado e consciente por parte de quem gere.

O descumprimento estatutário quanto à aceitação de novos sócios em 2019 e sobre a deliberação do próprio Conselho Deliberativo, em relação aos ofícios ignorados pela gestão, com aceite ou silêncio de supostos “opositores” à ela, também chamam a atenção.

Há muito a ser visto, analisado e pormenorizado no que diz respeito à lista de sócios do clube, principalmente após depoimento de quem esteve dentro e viu indícios, movimentos e ações suspeitas, supostamente de responsabilidade dos seus pares.

Casaca!

Retificações necessárias

Roberto foi ídolo de inúmeros torcedores vascaínos, da maioria das crianças de várias épocas e tem registrado seu nome na história do Vasco por seus feitos como atleta. Não tanto pelos títulos, que não foram muitos em quase 20 anos (atuando à vera três Cariocas e um Brasileiro, mais outro Carioca jogando pouco), mas pelos inúmeros gols marcados e tantas vezes que atuou em times sem a devida qualificação, com ele próprio despontando para levar o Vasco a vitórias.

Tempos em que a Federação do Rio era dominada pela dupla Fla/Flu e o futebol carioca também dominado pelos dois clubes até aparecer um tal de Eurico Miranda e acabar com a festa.

Para que se tenha uma ideia, mais da metade dos títulos estaduais ganhos por Roberto foram no período a partir do qual Eurico Miranda passou a comandar o futebol do clube e mesmo não havendo espaço para Dinamite no Campeonato Brasileiro de 1989, o dirigente fez questão de pôr nele a faixa de campeão no dia da entrega delas em São Januário, afirmando Dinamite aos microfones recebê-la com satisfação porque sabia que para Eurico ele, Roberto, jamais havia saído do Vasco.

De fato, Eurico fora garantidor de várias renovações de seus contratos ao final de carreira com oposições internas a isso, inclusive em 1990, quando voltou do empréstimo da Portuguesa, ocasião na qual Roberto afirmou que se o Flamengo lhe fizesse boa proposta atuaria no rubro-negro, sem o menor problema, 10 anos, praticamente, após o ocorrido em 1980.

O próprio Eurico, como todo o Vasco sabe e a história registra, foi o responsável pela vinda dele Roberto, da Espanha, quando o Vice-Presidente de Futebol, Antônio Soares Calçada, queria apenas receber o valor restante da venda do atleta ao Barcelona-ESP e não o jogador de volta, que, por sua vez, na qualidade de profissional, só não fechou com o Flamengo e foi atuar na Gávea exatamente porque Eurico interveio e se virou na Espanha, deblaterando com empresários e convencendo Roberto a voltar para o Vasco.

Mas Roberto, como dizíamos, teve vários registros emblemáticos na história do clube. Seus mais de 600 gols como profissional o fizeram ser, entre várias outras coisas, o maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro e o maior artilheiro do confronto diante do maior rival.

Roberto tornou-se político e, através dos vascaínos, obteve inúmeras reeleições para cargos eletivos da política geral, sem a esmagadora maioria se preocupar se fazia bons ou maus mandatos como Vereador ou Deputado Estadual. Votava-se no ídolo, como numa espécie de reconhecimento por tudo o que fizera nos gramados.

A grande bobagem de Roberto foi se meter na política do Vasco e pela via não adequada. Primeiro falando em ser presidente do Vasco num ato que fora promovido pelo clube em 2001 para dar força exatamente a quem estava administrando, evento para o qual foi convidado com um fim e deu entrevistas visando outro.

Dali por diante, o desentendimento ocorreu e Roberto aceitou ser um veículo do MUV para assumir o clube.

Tivesse ele gerido o Vasco de forma menos que catastrófica teria aceitação da torcida, que lhe pegou no colo inúmeras vezes e o reelegeu com 93% dos votos, após ter ele rebaixado o clube pela primeira vez na história do futebol vascaíno e depois ter rebaixado o Vasco nas cotas de TV, o que traria ao Flamengo, ao longo dos anos, o vislumbre de supremacia visto hoje, pela progressão geométrica de ganhos, a partir daquele, supremacia, diga-se de passagem, freada entre 2015 e 2017, quando virou saco de pancadas do Vasco, apesar de duas vitórias no último ano, a ponto de obter metade dos títulos do rival no período e apenas 1/4 de taças oficiais no futebol profissional.

Roberto andou dando entrevistas não com versões, mas com mentiras, a respeito da situação em que pegou o Vasco. Isso não se faz. Não é correto, não é justo, não é digno da idolatria que trouxe vascaínos a acreditarem nele em campo.

Não se diz que pegou o Vasco com o clube podendo fechar. Antes de tudo é risível o dizer, mas, além disso, agressivo à história do próprio Vasco à época.

O Vasco, assim como Flamengo, Botafogo, Fluminense, São Paulo, Corinthians, Grêmio, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Internacional, Palmeiras, Santos, ou seja, todos os grandes, possuía dívidas, mas não estavam equacionadas da boca para fora e sim na prática, com recursos a serem utilizados, dinheiro novo a ser feito e com a garantia de quem assumia de que a partir dali surgiria uma fila de investidores.

O Vasco foi assumido em julho de 2008 com salários em dia e assim se mantinha por quatro anos consecutivos, com problemas nesse período em duas, três ocasiões. No 2º semestre de 2008 já havia atraso de salários e durante 6 anos e 5 meses isso foi recorrente no clube, tal qual é agora, diferentemente do que foi a gestão última de Eurico Miranda durante 2 anos e 8 meses, que pagou, também, os meses em atraso deixados pela gestão do próprio MUV/Dinamite, o que, por sinal, a gestão atual não fez em relação a duas folhas da gestão antecessora no decorrer do ano seguinte (uma de salário e, também, a gratificação natalina).

A falta do respeito ao princípio da continuidade administrativa, desdenhada por Roberto à época e por Campello em 2018, difere daquilo que fora feito por Eurico Miranda em 2001 (assumiu o clube com 18 meses de cotas adiantadas, meses de salários atrasados e muitos meses de direitos de imagem atrasados, fora pendências outras, oriundas do calote do banco ao clube desde julho de 2000) e quando reassumiu o clube no final de 2014, ocasião na qual não falou em Vasco fechando, mas sim fechou os pagamentos necessários em 25 dias para obter certidões positivas com efeito de negativas e começou a acertar salários, recuperar o patrimônio, destruído ou abandonado pela gestão anterior, recuperar a base e ainda reconquistar o Campeonato Carioca, após 11 anos.

Aliás, sobre Campeonato Carioca, é importante ressaltar que essa “mole” competição de ganhar, teve Roberto como atleta nela por 15 edições, antes de Eurico assumir o futebol do clube, e mais 6 outras oportunidades com ele, Roberto, na presidência. No total o Vasco venceu duas. Duas em 21 oportunidades.

Com Eurico Miranda, Vice-Presidente de Futebol do clube, segundo, primeiro vice ou presidente, o Vasco conquistou 9 títulos em 26 oportunidades. Nesse período Roberto Dinamite, como atleta, conquistou 3 títulos em 6 oportunidades.

O Vasco, deixado por Eurico Miranda em junho de 2008, tinha um custo mensal, total, próximo a 3,5 milhões de reais, mas foi reassumido no final de 2014 tendo que girar com valores entre 10 e 12 milhões mensais.

O MUV, junto a Dinamite, assumiu o Vasco em julho de 2008, sabendo que teria disponível 3 milhões de reais no dia 30 (primeira parcela da venda de Phillippe Coutinho), com rendas de bilheteria até o fim de junho liberadas (sem penhoras) e com o caminho (ensinado e seguido) para obter antecipação de cotas de TV (a direção sucessora pegou o clube com 9 meses de cotas adiantadas, metade do que Eurico Miranda pegara o Vasco em janeiro de 2001 e deixou o Vasco com praticamente nada a receber entre 2015 e 2016), sem ter que passar pela Globo, via Clube dos 13, que o Vasco inacreditavelmente implodiria 3 anos depois, sob as orientações do Flamengo e pelo bem do futebol carioca.

O MUV assumiu o Vasco sem nenhum título protestado e o deixou com mais de 100 em 2014, assumiu o Vasco com atletas de sua base 100% ou praticamente isso vinculados ao clube (percentuais de direitos econômicos) e saiu com ela fatiada em percentuais consideráveis, em vários e vários casos. Souza, Alex Teixeira e Alan Kardec eram ativos do clube (Alex Teixeira com multa de 100 milhões de reais), atletas preparados para jogar e serem negociados, como foram, a partir de 2009, Pablo e Jean, titulares da equipe, no meio do Campeonato Brasileiro de 2008, assim como Morais, emprestado e no ano seguinte vendido ao Corinthians, entre outros.

O Vasco tinha, além de sua base, atletas no elenco que o mantinham em oito rodadas no Campeonato Brasileiro de 2008 na nona posição (oitavo lugar em pontos, uma posição atrás pelo saldo de gols), seu ataque era o sétimo da competição e sua defesa tinha nove outras atrás dela, o clube já estivera na zona da Libertadores em uma das 8 rodadas iniciais, se dera ao luxo de atuar com 10 reservas frente ao Botafogo, no Engenhão, por disputar concomitantemente a semifinal da Copa do Brasil, competição na qual foi eliminado nos pênaltis, em São Januário, para o futuro campeão, enquanto seu futuro presidente comentava por uma emissora de TV a outra semifinal entre Corinthians x Botafogo, e há 108 rodadas não frequentava a zona de rebaixamento, sendo dos clubes cariocas nos pontos corridos quem menos vezes havia estado no Z4, ao longo do período e em nenhuma oportunidade no 2º turno da competição.

O Vasco tinha contratos para além do fim da temporada com praticamente toda a sua base, atuante no time de cima, e apostava a cada ano em outros na maioria curtos, um ou outro mais longo e assim fazia desde o surgimento da Lei Pelé, que trazia riscos de contratos longos assinados quando uma aposta não dava certo. Esse caminho que fez o Vasco ter elenco, ser campeão, chegar à final estadual e nacional, ganhar turnos, brigar por Libertadores e chegar na Sul-Americana (onde fora deixado em 2008), manter-se sem ninguém à sua frente no confronto direto estadual e pagar em dia seus compromissos, inclusive acordos quebrados tão logo a administração sucessora assumiu o clube.

Roberto, a solução não é mentir e distorcer, fazendo mais do mesmo do que se vê por aí na internet, em mídias sociais, por gente interessada nisso, por motivos inconfessáveis, fora alguma ingenuidade aqui e ali. A distorção politiqueira da história do clube serve a um propósito, mas certamente o propósito não é o bem do Vasco e exatamente por isso é necessário refutar com fatos o dito, para que não fique pelo não dito.

Eurico está morto, mas morreu com muitas homenagens, com reconhecimento daquilo que fez para o clube e, em sua função, para o futebol brasileiro. Ele saiu por cima, com o Vasco classificado à Libertadores, tendo diminuído a dívida do Vasco, apesar de quase triplicada pela gestão antecessora (a sua) em 6 anos e 5 meses, consagrou-se como o dirigente com maior número de taças oficiais ganhas na história do Vasco, tornou ao largo de 26 anos o Vasco superior no confronto e em títulos oficiais a todos os seus adversários desse estado, tem no seu currículo a maior invencibilidade da história do clube em jogos oficiais e a maior do século (junto a Corinthians e Cruzeiro), o reconhecimento de um Campeonato Sul-Americano com status de Libertadores, recorde de vitórias consecutivas na Taça Libertadores (junto ao Cruzeiro), vitórias em todas as decisões de taça contra o Fluminense (9), antigo algoz, além de ter batido de mão cheia no Flamengo, uma vez na Páscoa e outra a uma semana do Dia das Crianças.

Nesses 26 anos, o Flamengo não ganhou nenhuma Libertadores e apenas um título brasileiro e o conquistou quando o Vasco permitiu, após ter sido o clube roubado em São Paulo (um gol seu mal anulado) e, contra as previsões midiáticas, jogado de forma digna contra o São Paulo na última rodada da fase semifinal, com orientação do próprio Eurico Miranda para tal.

Eurico Miranda e você poderiam ter sido os amigos que foram durante anos, pois ele, contra muitos no Vasco, só buscou fazer o bem a você, tratou-o de forma diferenciada, nos bons e maus momentos, se indispôs com dirigentes, em especial Calçada, por sua causa e mesmo com toda a oposição interna proporcionou a que você tivesse um final de carreira digno e um início de vida pública alvissareiro.

Cá para nós, ir à mídia se lamuriar de algo que “implodiu” (no caso o Vasco), por total incapacidade administrativa e até desídia, comprovada pela forma como foi transformando o clube até deixá-lo no estado em que foi visto no final de 2014, aproveitando-se do fato de que não há contraponto de quem critica, porque está morto, não é uma atitude de artilheiro, mas um gol contra, primeiro porque está distorcendo os fatos, portanto, repetimos, a história do Vasco, e segundo porque está, mais uma vez, traindo, desta vez post mortem, a quem te deu a mão e você pagou com traição.

Mude, Roberto. Para melhor.

Sérgio Frias