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Corrigindo a Flapress

Ao site do Yahoo:

1. Flamengo não ganhou, empatou.

2. Vasco não perdeu, empatou.

Ao jornal O Globo e seu decadente colunista Fernando Calazans:

1. Você está certo, senhor Calazans. Temos torcida em qualquer lugar do Brasil e do mundo, mas o jogo foi em Florianópolis, e não em São Januário.

Equipe Casaca!

Vasco empata sem gols com Figueirense em Florianópolis pelo Brasileirão

Goleiros se destacam, e Vasco e Figueirense empatam em 0 a 0
Gigante da Colina conquista o seu segundo ponto na competição

Em horário atípico, Vasco e Figueirense se enfrentaram na manhã deste domingo (17), no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. O Gigante da Colina teve boa atuação, mas foi parado pelo goleiro alvinegro. O time da casa também tentou, mas Martín Silva não deixou o placar sair do 0 a 0. Com o resultado, os vascaínos alcançam o segundo ponto na tabela e sobem para a nona posição parcial no Campeonato Brasileiro.

O Jogo

O confronto entre Vasco e Figueirense foi de muitos lances perigosos na primeira etapa. Com bom domínio da bola, o time carioca conseguiu se impor e teve as melhores chances. Com a proposta de assustar no contra-ataque, o clube da casa também obrigou o goleiro Martín Silva a fazer grandes defesas.

Logo no primeiro minuto, Alex Muralha mostrou que não seria facil para os vascaínos marcarem. Madson faz boa jogada pela lateral direita e cruza para Rafael Silva, que cabeceia para defesa do goleiro do Figueira. O alvinegro logo respondeu e aos 5, Clayton desequilibra e toca para Everaldo, que finaliza de letra e obriga Martín Silva a salvar os cruzmaltinos.

As duas laterais vascaínas incomodavam. Tanto Madson, quanto Christiano, tiveram boas chances. Aos 29, o lateral-esquerdo aparece bem e cruza para Rafael Siilva que consegue boa finalização, mas a bola bate na marcação e sobe demais.

Aos 35 foi a vez do artilheiro Gilberto aparecer. Christianno em lance pela esquerda coloca nos pés do camisa 9, que chuta forte, mas Alex Muralha salva o Figueirense novamente. Na sequência, Dagoberto e Rafael Silva chegaram com perigo também, mas pararam no goleiro adversário, que estava inspirado.

O panorama do segundo tempo se manteve favorável ao Vasco. Sem mexidas no intervalo, as equipes mantiveram o mesmo nível de rendimento até os 15 minutos. Com ótima atuação, o lateral-esquerdo Christianno quase marca um belo gol aos 9 minutos em um grande chute de fora da área.

Com as mudanças do técnico Argel Fucks, o Figueirense começou a assustar. Aos 23, Leandro Silva faz ótimo lançamento para a área, Mazona escorrega e perde a melhor chance do time da casa na partida. Apoiado por sua torcida, o Figueirense colocou pressão, mas escorregou no passe final em várias jogadas.

O técnico Doriva colocou Bernardo, Jhon Cley e Lucas, mas o time não conseguiu abrir o placar. O Figueira também até que tentou, mas nada mudou. Final: Figueirense 0x0 Vasco.

FICHA TÉCNICA – FIGUEIRENSE 0X0 VASCO

Local: Orlando Scarpelli – Florianópolis, SC
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Rogério Pablos Zanardo
Renda: R$301.650
Público: Presente: 11.352 / Pagante: 11.004
Cartões amarelos: Thiago Heleno e Leandro Silva (Figueirense) / Serginho, Rafael Silva, Gilberto, Dagoberto, Martín Silva e Guiñazu (Vasco).
Figueirense: Alex Muralha; Leandro Silva, Marquinhos, Thiago Heleno e Cereceda; Paulo Roberto, Fabinho, Marquinhos Pedroso e Yago (Mazola); Everaldo (Marcão) e Clayton (Dudu). Técnico: Argel Fucks
VASCO: Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Christiano; Guiñazu, Serginho (Lucas) e Julio dos Santos (Jhon Cley); Dagoberto, Rafael Silva (Bernardo) e Gilberto. Técnico: Doriva

Texto: Matheus Alves

Dose dupla

ACABOU! Vascão venceu o Flamengo por 3 a 2. Gols de Victor César, Lucas Henrique e Paulinho. #CariocaSub15.

SÓ DEU VASCÃO! Na Gávea, Sub-17 também derrotou o Flamengo. Vitória de virada por 2 a 1. Hugo marcou os dois.

Fonte: Twitter oficial do Vasco – Exceto o título

Conselho Deliberativo do Vasco se reuniu na última terça-feira, 19 de maio

Clique na imagem acima para melhor Visualizá-la
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Nesta terça-feira o Conselho Deliberativo do Club de Regatas Vasco da Gama se reunirá para ratificar decisão tomada há cerca de 10 anos sobre ação movida por três desembargadores em face do segundo vice-presidente administrativo do clube à época, Eurico Miranda.

Sem nenhuma contestação entre conselheiros eleitos ou natos o clube absorveu o ônus de qualquer futura condenação pecuniária contra quem o representou e defendeu seus interesses, de forma firme, mas sem ofender quem quer que fosse no caso citado.

Passados vários anos daquela decisão do colegiado, o presidente do clube, inimigo político de Eurico Miranda, alicerçado por outros históricos inimigos do à época Presidente do Conselho de Beneméritos, acharam por bem entrar com uma ação (sem consultar o Conselho Deliberativo a respeito) de regresso contra Eurico Miranda em nome do Vasco.

Cabe ao Conselho Deliberativo do clube pôr as coisas nos seus devidos lugares e motivar ao invés de inibir que seus dirigentes defendam o Vasco, independentemente de qualquer decisão injusta ou exagerada que possa recair sobre quem se proponha a isso, independentemente de qualquer tentativa política rasteira pretérita motivada por ódio, inveja e uma falsa e cínica preocupação com o clube, abandonado, sugado, desfigurado, e esbofeteado pelos adversários, envolto em iniquidades e sorrisos amarelos, enquanto internamente perseguia, até quando foi possível, o que era a antítese daquele Vasco inaceitável e felizmente enterrado com luto amarelo banana.

Equipe Casaca!
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Conselheiros a favor da desistência da ação de regresso, ainda em trâmite, do clube, contra Eurico Miranda, foram ampla maioria na reunião (um apenas votou contra).

A oposição propositiva faltou…

Casaca!

Do descrédito ao orgulho

O Diário Oficial da União publicou nesta sexta-feira a autorização para a renovação de contrato entre a Caixa Econômica Federal e o Club de Regatas Vasco da Gama

O clube receberá até o fim do ano o valor de 15 milhões de reais.

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Iniciamos nosso comentário relembrando que o contrato com a CEF se expirou em agosto de 2014, período no qual deveria ter ocorrido o pleito eleitoral no Vasco. Ou seja, ao final do contrato o Vasco já teria novo presidente.

Como se sabe, os atuais opositores de Eurico Miranda buscaram na Justiça a manutenção de Roberto Dinamite no poder, período no qual houve total inércia quanto a questões envolvendo a CEF, funcionários, patrimônio, etc…, a ponto de o Vasco ter sido deixado em dezembro com dois meses de salários atrasados, sem certidões, sem possibilidade de receber valores residuais da CEF, sem rumo.

As críticas iniciais dos insatisfeitos com a vitória da chapa “Volta Vasco! Volta Eurico!” versava sobre o fato de que a gestão vascaína não conseguiria patrocínios “pela falta de credibilidade de Eurico Miranda”.

Inicialmente, antes de qualquer patrocínio, Eurico Miranda teve crédito suficiente para conseguir 14 milhões de reais e acertar a questão fiscal do clube, além disso conseguiu pagar grande parte dos atrasados da era MUV no Vasco e manteve em dia atletas e funcionários desde janeiro até aqui.

Falemos agora especificamente sobre patrocínios:

As previsões para 2015 oriundas da mídia previam 20 milhões de reais pela renovação com a CEF, mais 7 milhões referentes ao acordo com a Viton 44. Matéria publicada pelo jornal Extra, a 2 de janeiro ventilava tais números.

No início de abril, após muita negociação o clube fechou contrato de patrocínio para as mangas de seu uniforme com a empresa Viton 44. O Vasco manteve a empresa Guaracamp nas mangas por mais um mês, até firmar um acordo alternativo com ela em outras propriedades do clube, e menos de 10 dias depois fechou com a Viton 44.

Doze dias após, o clube fechou contrato de patrocínio para as costas da camisa com a própria Viton 44.

Os valores finais dos dois acordos, previstos até o fim de 2016, atenderam com sobras à expectativa criada.

Agora falemos sobre a Caixa Econômica Federal:

Para que se conseguisse receber os valores residuais da CEF, no início de janeiro deste ano, o Vasco teve que apresentar além das certidões exigidas ainda o cumprimento de uma série de obrigações contratuais inerentes àquele acordo e ignorados pela gestão anterior, trabalho finalizado ao final do mês de dezembro, portanto em menos de um mês de trabalho da nova gestão.

Vale ressaltar que Eurico Miranda assumiu o Vasco em 02 de dezembro do ano passado, um dia após a data limite para o Vasco resolver suas pendências fiscais com a CEF e fazer jus ao recebimento do valor residual que lhe era devido, e foi obtida a prorrogação de prazo para todo o acerto necessário até o fim de 2014 pela nova gestão.

O Vasco iniciou 2015 já tendo cumprido todas as exigências feitas pela CEF para uma possível negociação visando novo patrocínio.

Em 10 de fevereiro foi confirmada a troca da presidência na CEF e houve certa apreensão por parte dos clubes quanto à continuidade ou não de patrocínios da empresa diante da recessão econômica do próprio país, mas apostava-se na manutenção da estratégia de marketing da própria empresa, até ali focada e muito no futebol.

Em 24 de fevereiro, dia posterior ao anúncio do acerto da CEF com o Corínthians, Eurico Miranda, ao saber que a Caixa alegava esperar pelas certidões para firmar novo contrato, afirmou já ter o clube cumprido a exigência “há algum tempo”, na ocasião.

No início de abril o Ministro da Fazenda Joaquim Levy se mostrou contrário a que a CEF continuasse patrocinando os clubes de futebol.

O Vasco manteve em seu uniforme a marca da CEF desde o início do ano visando o fechamento de um contrato que valorizasse a sua marca e foi exatamente o que ocorreu. Num período próximo a sete meses o clube receberá um valor proporcional maior que o ventilado no início do ano em quase 30%, o que valoriza a própria marca para futuras negociações.

A dificuldade do Vasco em suplantar barreiras construídas pela gestão anterior, o panorama econômico atual do país e o descrédito institucional, acumulado por quase seis anos e meio, levaram o clube a ter que se fazer respeitar. Neste cenário, o acordo obtido junto à Caixa, após o Vasco bancar tê-la em sua marca por quase cinco meses, sem qualquer garantia de um futuro patrocínio, teve sim na atitude um fator motivador a isso e que serviu de alicerce para a negociação. Foi uma estratégia do clube a manutenção da marca no uniforme e esta deu certo.

Aos que desacreditavam de tudo, de novos patrocínios, de obtenção de crédito, certidões, pagamento de salários mês a mês, títulos, investimentos no patrimônio e em esportes olímpicos, que desacreditavam enfim na volta do respeito institucional interno e externo do Vasco, só resta mesmo chorar na cama que é lugar quente, afinal:

O RESPEITO VOLTOU. PONTO! (de exclamação).

Casaca!

Vasco empata fora de casa com Cuiabá pela Copa do Brasil e decidirá vaga no RJ

Vasco empata com o Cuiabá e decisão será em São Januário

Vasco e Cuiabá se enfrentaram na noite desta quarta-feira (13/05), pelo primeiro jogo da segunda fase da Copa do Brasil. Com gols apenas no segundo tempo, as equipes empataram em 1 a 1, na Arena Pantanal. Maninho e Rodrigo marcaram os gols da partida.

O JOGO

Foi o Cuiabá que ameaçou primeiro. Logo no primeiro minuto de jogo, Gean chutou cruzado, a bola passou por toda a área e Raphael Luz não alcançou. A equipe mato-grossense se apresentava mais vezes no ataque, enquanto o Vasco trocava passes no meio de campo e parava em um adversário jogando fechado defensivamente.

A primeira boa chance cruzmaltina aconteceu aos 26 minutos de jogo. Marcinho cobrou falta cruzando na área, Julio dos Santos ajeitou para Gilberto, que chutou em cima do goleiro André Luís. As equipes se alternavam na posse de bola, mas não eram efetivas nas chances de gol.

Após os dois minutos de acréscimo assinalados pelo árbitro Vinicius Gonçalves, as equipes foram para o intervalo de jogo sem alterar o placar. Na volta para o segundo tempo, Doriva manteve a escalação inicial.

Assim como no primeiro tempo, a primeira chance da etapa final aconteceu logo com um minuto de jogo, mas dessa vez para o Vasco. Rafael Silva chutou de fora na área, a bola desviou na defesa adversária e saiu à esquerda do goleiro, levantando a torcida vascaína presente no estádio.

Aos seis minutos, Rafael Silva fez boa jogada pela esquerda e tocou para Gilberto chutar para bela defesa de André Luís. O Vasco tinha mais de 60% da posse de bola e passou a controlar o jogo. No decorrer da partida, Bernardo, Yago e Jhon Cley entraram nos lugares de Julio dos Santos, Rafael Silva e Marcinho, respectivamente.

Aos 26 minutos, Bernardo arriscou de longe, surpreendendo o goleiro, que defendeu em dois tempos. Aos 33, duas chances seguidas para a equipe de São Januário. Na primeira, Bernardo lançou Madson que finalizou e André Luís saiu para a defesa. No rebote, Yago chutou e a zaga cortou.

Na sequência, aos 35 minutos, o Cuiabá abriu o placar. Maninho ganhou dividida com Luan e cruzou para a área, a bola bateu direto na trave e entrou. Aos 42 minutos o Vasco quase marcou. Christianno cruzou pela esquerda e Gilberto cabeceou, para grande defesa do goleiro adversário.

O empate veio no último minuto da partida, aos 48. Yago foi derrubado na entrada da área e o árbitro marcou a falta. Rodrigo cobrou com força, deixando tudo igual no placar. Sem tempo para mais nada, fim de jogo na Arena Pantanal.

O jogo de volta é na próxima quarta-feira (20/05), às 22 horas, em São Januário. Para se classificar, o Vasco pode até empatar em 0 a 0.

FICHA TÉCNICA – Cuiabá 1 x 1 VASCO DA GAMA

Local: Arena Patanal, Cuiabá
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo (SP)
Auxiliares: Alex Ang Ribeiro (SP) e Gustavo Rodrigues de Olivera (SP)
Cartões amarelos: Rafael Silva, Marcinho, Serginho (Vasco); Assis (Cuiabá)
Gols: Maninho (35’/2ºT – Cuiabá); Rodrigo (48’/2ºT – Vasco)
VASCO:Martín Silva, Madson, Rodrigo, Luan, Christianno, Guiñazu, Serginho, Julio dos Santos (Bernardo), Marcinho (Jhon Cley), Rafael Silva (Bernardo) e Gilberto. Técnico: Doriva.
Cuiabá:André, Gean, Ricardo Braz, Egon, Maninho, Bogé, Felipe Blau (Pink), Raphael Luz (Geovani), Gilsinho, Kaíque (Assis) e Nino Guerreiro. Técnico: Fernando Marchiori.

Texto: Fernanda Maia

Fonte: Site Oficial do Vasco

Vasco faz festa para a sua grande campeã

A manhã desta terca-feira, (12/05), começou bem cedo para os vascaínos. A campeã da categoria Single Skiff – Peso Leve na 1ª etapa da Copa do Mundo de Remo na Eslovênia Fabiana Beltrame foi recebida pelos remadores do Vasco no aeroporto Antônio Carlos Jobim, o Galeão. O avião que trouxe a remadora pousou às 05h50, mas a atleta só apareceu no saguão de desembarque às 07h00.

Cerca de 20 atletas cruzmaltinos esperaram por Fabiana e fizeram um corredor com os remos para a ídolo passar com a sua família. A atleta ficou muito surpresa com a recepção e conversou com o site oficial do Vasco da Gama.

– O seu Lopes(Vice-Presidente de Desportos Náuticos) disse que o pessoal viria aqui, mas não sabia que teria tanta gente assim. Fiquei bem feliz e emocionada com o remo do Vasco valorizando bastante essa conquista. Recebi muitas mensagens dos vascaínos nas minhas redes sociais me parabenizando pela vitória. Eu fico muito contente com esse apoio e é isso que me dá motivação para treinar e competir – comentou Fabiana

Sobre esse início de temporada, Fabiana está satisfeita com o aproveitamento nas competições.

– Está sendo um começo de ano muito bom, pois estou bem fisicamente e tecnicamente, mas faltava competir com as adversárias mais fortes no exterior. Coloquei na prova todo o treinamento e graças a deus deu tudo certo, venci todas as regatas que competi com bons tempos. Fico muito feliz de estar representando bem não só o Brasil, mas também o Vasco e começando 2015 com o pé direito – explicou a remadora

A atleta falou das dificuldades que teve na etapa e apontou seus principais rivais.

– Disputei algumas provas com marola e eu ainda não sou muito boa com esse tipo de adversidade, que inclusive preciso treinar mais esse tipo de situação, para não ter problemas no futuro. Mas não me atrapalhou no resultado final. As principais adversárias nessa etapa foram a chinesa e a Polonesa – disse Beltrame

O Vice-Presidente de Desportos Náuticos do Vasco da Gama, Antônio Lopes Caetano Lourenço comentou essa conquista.

– O retorno da Fabiana ao Vasco traz um ânimo grande para o presidente Eurico Miranda que gosta e apóia o remo. A origem do Vasco é o remo. Ela venceu a 1ª etapa da Copa do Mundo e agora disputará a 2ª fase em Varese na Itália. E, isso é um caminho para a Fabiana disputar o Panamericano com chance de ser campeã – finalizou Lopes

Fabiana Beltrame passará o próximo final de semana em Santa Catarina, sua terra natal e a convite do Vice-Presidente Antônio Lopes Caetano, assistirá a partida entre Figueirense x Vasco, aonde receberá uma homenagem de uma torcida vascaína local.

Fonte: Site Oficial do Vasco

José Luiz Moreira fala ao Lance

Em entrevista ao jornal Lance, o vice-presidente de futebol do Vasco José Luis Moreira falou sobre os primeiros meses deste seu novo trabalho no clube, período em que o Gigante da Colina levantou o título estadual que perseguia desde 2003.

Moreira elegeu como principal motivo do sucesso do time o pagamento dos salários em dia:

“Quando se promete, não pode falhar. Prometemos salários em dia. Pode não ser o desejado, mas está em dia. Isso é uma alavanca muito grande para o sucesso da equipe. Cumprir e honrar a palavra do presidente. Prometemos pagar todo dia 10 e agora já pagamos no dia 8. Estamos fazendo isso com maestria”, declarou Moreira.

Sobre reforços, José Luis Moreira foi enigmático:

“Estamos sempre abertos para jogadores de qualidade. Um time nunca fecha o grupo. Se o jogador é bom, o Vasco está sempre disposto, mas dentro da política financeira. Prefiro me resguardar sobre detalhes, porque ainda estamos conversando. Na hora H, todos ficarão sabendo (risos)”, afirmou o vice de futebol vascaíno ao jornal Lance.

O dirigente também falou sobre sua relação com o presidente Eurico Miranda, a quem conhece há quase 50 anos:

“Quase um irmão. Conheço desde 1968. Temos as nossas discussões, mas qual casal não briga? (risos). Ele me respeita e eu o respeito. Ele é leal comigo, e eu sou leal com ele. Assim se define nossa relação”, declarou um bem-humorado Moreira.

Por fim, José Luis Moreira minimizou a dívida que o clube tem para com ele, ainda referente à primeira passagem de Eurico pela presidência, e não reconhecida pela administração Roberto Dinamite:

“Prefiro não falar a respeito disso, porque águas passadas não movem moinho. Não estou preocupado com isso, mas uma coisa é certa: é meu. Se vou receber um dia ou não… Fiz com prazer. Se outras pessoas não quiserem reconhecer, não tem problema”, finalizou José Luis Moreira em entrevista ao jornal Lance.

Fonte: Lance

Contra a “espanholização” do futebol brasileiro

“O julgamento, que pode parar o futebol espanhol, terá reflexos no Brasil. O Vasco lidera revolta. Clubes não aceitam mais os privilégios que a Globo dá para Corinthians e Flamengo. Mesmo com acordo fechado até 2018…”

Parecia que seria fácil. No dia 30 de abril, com toda a pompa e circunstância, o Conselho de Ministros da Espanha anunciou a aprovação do Decreto da Lei Real. Estaria mudada a forma de comercialização dos direitos de transmissão do seu campeonato nacional, Copa do Rei e Supercopa. Os clubes seriam proibidos de negociar individualmente. O acerto deveria ser coletivo, seguindo o que é feito na Inglaterra, na Alemanha e na Itália.

A mudança afetaria principalmente Real Madrid e Barcelona que há décadas negociam individualmente as cotas. E abocanham muito mais do que seus rivais.

Não custa lembrar o quanto eram disparadas as diferenças de cotas. Os dois gigantes do futebol mundial recebem 140 milhões de euros cada um. Cerca de R$ 480 milhões. Ou seja, 37% do total que a tevê paga. É um dos grandes motivos para montarem times poderosos a cada temporada.

O Valência recebe 48 milhões de euros, cerca de R$ 164 milhões; Atlético de Madrid, 42 milhões de euros, R$ 144 milhões; Sevilla, Atletico de Bilbao e Villareal, 32 milhões de euros, R$ 109 milhões; Bétis, 30 milhões de euros, R$ 102 milhões; Español, 28 milhões de euros, R$ 96 milhões; Real Sociedad, Malaga e Getafe, 25 milhões de euros, R$ 85 milhões; Osasuña, Celta e Levante, 22 milhões de euros, R$ 75 milhões; Granada, Elche, Valladolid, Rayo Vallecano e Almeria, 18 milhões de euros, R$ 61 milhões.

Resultado: desde 1984, Real Madrid e Barcelona ganharam juntos 24 vezes o Campeonato Espanhol. 13 vezes os catalães e 11 o poderoso time da capital. Os outros clubes só venceram seis vezes: Atlético de Madri duas vezes, Valencia outras duas e Atlethic Bilbao e Deportivo La Coruña uma.

Houve precipitação e muitos veículos de comunicação divulgaram que a própria Espanha seria contra a “Espanholização”, ou seja o privilégio para os dois clubes mais populares e poderosos do país ibérico. Nada disso. Seus dirigentes pressionaram a Federação Espanhola. Alegaram a intervenção governamental na administração do futebol. E isso é algo proibido pela Fifa.

Resultado, a Federação Espanhola anunciou greve geral. Paralisação das duas últimas rodadas do Campeonato Espanhol e na decisão da Copa do Rei. Seria o caos. O Sindicato dos Jogadores se juntou à Federação. Isso apesar de concordar com a intervenção governamental para equilibrar a distribuição de dinheiro da tevê. Os sindicalistas não aceitam 90% do dinheiro da tevê ficar com a Primeira Divisão. Querem mais do que 10% às divisões inferiores.

A Fifa apoia a Federação Espanhola. E não aceita a intervenção governamental mudando as regras. Nada de negociações coletivas.

O radicalismo dos lados forçou um julgamento amanhã no Tribunal Nacional da Espanha. Caberá ao tribunal confirmar se a greve é legal ou não. Há a certeza que o lado que perder irá recorrer.

Clubes brasileiros acompanham com todo o interesse o que acontece na Espanha. Principalmente o Vasco de Eurico Miranda. O dirigente está revoltado com a distribuição das cotas de transmissão no País. Corinthians e Flamengo são os grandes beneficiados. São como Real Madrid e Barcelona dos trópicos.

“Esse processo de espanholização do futebol brasileiro tem de acabar. Eu não posso chegar e concordar que dois clubes tenham uma diferença astronômica dos outros. Sei a força do Vasco e tenho argumentos para discutir. O que não pode é querer empurrar goela abaixo para mim que o Vasco é a quinta, sexta torcida. Isso não vão empurrar nunca, não há hipótese.”

A promessa é de Eurico Miranda. Ele já falou pessoalmente ao novo presidente da CBF, Marco Polo del Nero, que não aceitará a manutenção da atual distribuição de cotas. Não quer nem saber se todos os clubes já aceitaram a renovação automática até 2018. Inclusive o Vasco.

A bancada da bola se movimenta em Brasília. Há um projeto do ex-deputado federal Raul Henry do PMDB de Pernambuco tramitando em Brasília. O político propôs um revolucionário método de distribuição da cota televisiva no Brasil. Na verdade, uma cópia do que acontece na Inglaterra.

A maneira é simples e muito mais democrática. 50% da receita seriam divididos igualmente entre os times, 25% distribuídos de acordo com a classificação da equipe na última temporada do campeonato em questão e 25% repassados proporcionalmente à média do número de jogos transmitidos no ano anterior.

Só que a demora para tudo o que acontece em Brasília e uma vergonha. Henry já deixou a capital do País. Se tornou vice governador de Pernambuco. Mas Eurico quer a implementação da divisão inglesa. E que seja por uma ação política, governamental. Ele não suporta a situação atual. Corinthians e Flamengo ganham R$ 110 milhões. São Paulo, R$ 80 milhões. Vasco e Palmeiras, R$ 70 milhões. Santos, R$ 60 milhões. Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo, R$ 45 milhões.

Fica histérico ao saber que a partir do ano que vem tudo ficará mais desigual ainda. Flamengo e Corinthians passarão a ganhar R$ 170 milhões por ano. O São Paulo, R$ 110 milhões. Vasco e Palmeiras, R$ 100 milhões. Santos, R$ 80 milhões. Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo, R$ 60 milhões. Já está tudo assinado. Até 2018.

Só que a reação será pesada. A cúpula do Corinthians não aceita nem pensar em mudar o que já está assinado até 2018. Eduardo Bandeira de Mello, que está revolucionando a administração do Flamengo, nesta questão tem uma visão individualista da questão. Por ele, o Flamengo não abrirá mão do privilégio.

“No momento, vamos pensar que temos um longo caminho a percorrer. E se algum dia essa questão do desequilíbrio vier a se confirmar, podemos pensar em alguma coisa, é claro que dentro de um outro ambiente, em que os clubes tenham uma entidade que possa vir a nos representar, mas acredito que temos tanta coisa nesse momento, nós, do Rio, então, temos tanta coisa para nos preocupar.”

Discretamente, como é sua característica, Bandeira de Mello desconversou ontem sobre o polêmico assunto. Encara como algo normal e justo receber, ao lado do Corinthians, muito mais do que os outros clubes brasileiros da Globo.

“Essa é uma vantagem comparativa que nós temos. Agora, têm várias outras vantagens comparativas que não temos. Nós não temos estádio, não temos centro de treinamento à altura de nossas tradições e de nossa torcida. Enfim, não temos estádio, vários clubes têm estádio e ninguém está pedindo para dividir o seu estádio com ninguém.” Ou seja, enquanto o Flamengo não tiver estádio, CT ou sanar totalmente sua dívida, não vê problema em receber muito mais do que os clubes rivais.

A realidade é que o Brasil será muito afetado pelo que acontecerá na Espanha. Se a greve for considerada ilegal e for aceita a intervenção governamental na distribuição na cotas da tevê, muita coisa deverá mudar por aqui. Isso apesar de os contratos já estarem assinado até 2018.

Eurico Miranda já avisou que ‘vai até as últimas consequências’ para impedir que Corinthians e Flamengo continuem privilegiados pela Globo. Apesar de todas as divergências, dirigentes de outros clubes como Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Fluminense, Atlético Mineiro, Santos e Palmeiras já começam a se articular. Prontos para formar um bloco exigindo menos disparidade nas cotas.

A CBF de Marco Polo só vê um caminho para evitar o caos. Não a Globo diminuir o que já prometeu para Corinthians e Flamengo. Mas aumentar o que já acertou com os outros. Essa solução não agrada a emissora carioca. Para executivos vale o que já está assinado.

Ou seja, os clubes brasileiros acompanharão muito de perto o que a Espanha fizer amanhã. Os reflexos por aqui deverão ser imediatos…

Fonte: R7 – Exceto o título
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Comentário do Casaca!

Curiosa a visão do presidente do Flamengo sobre não ter estádio e CT, sendo isso justificativa para receber mais da TV. Deve estar com saudade dos tempos do MUV no Vasco, quando seus dirigentes faziam o jogo do rubro-negro, contra os interesses do Vasco, aceitando argumentos idiotas do adversário como ditames de bom senso coletivo.

Casaca!