Arquivo da categoria: Colunas

Cola vagabunda

A eterna tentativa de colar algo que não adere se manifesta pelos mais diversos grupos políticos, ou pseudo apolíticos, os quais surgem querendo distorcer o óbvio e se espalham na rede como pus de uma ferida impossível de cicatrizar porque atrelada a um ódio doentio. O resultado disso é um hematoma irrecuperável. Mais que um câncer é uma dor curtida, porque odiar faz bem a quem tem pouco para oferecer.

A gestão anterior do clube, que assumiu o Vasco com 688 milhões de dívida e o deixou – segundo um balanço apresentado pela atual direção – com 645 milhões, que diverge dos números apresentados pela outra (582 milhões), obviamente DIMINUIU A DÍVIDA DO CLUBE nesse período e deixou ativos que não recebeu da outra, o maior deles Paulinho, que teve seu contrato renovado na primeira semana de janeiro deste ano, estipulada sua multa rescisória em 30 milhões de euros.

Se o Vasco deixou comprometidas cotas de TV na ordem de 92% em relação a 2018, pegou com mais do que isso comprometido em 2015.

A situação era pior e não havia como se fazer dinheiro a curto prazo, pois o que foi deixado de base não oportunizava a grandes receitas.

Muito diferente dessa situação estava o clube em junho de 2008, quando a chapa amarela da época, apelidada de MUV, assumiu o clube.

Na ocasião, o Vasco tinha comprometidos seis meses do fim daquele ano, mais metade do trimestre primeiro de 2009 e só, fora uma discussão junto à Globo que nunca foi a lugar nenhum, sobre uma suposta dívida do clube com ela.

A situação, por sinal, era muito melhor do que a encontrada em 2001, quando o Vasco não tinha nada a receber por cerca de 18 meses, o que oportunizou à Rede Globo promover o torniquete financeiro contra o clube por igual período, até o início do segundo semestre de 2002.

Ressalte-se também, em relação às cotas de TV, que o Vasco fazia parte, por quase 25 anos, do primeiro grupo, entre os recebedores de tal quantia.

Caiu o clube para a quinta posição em 2011, quando a chapa amarela da época buscava sua reeleição.

Entendemos que alguém com pretensão de escrever sobre administrações do Vasco e seu histórico saiba ser inadequado ignorar como foi assumido o clube em 2001, isto é, com salários atrasados em até mais de três meses (basta ver os pedidos dos atletas na Justiça no decorrer daquele ano, referentes aos valores cobrados).

Bem como entende-se ser do conhecimento geral que direitos de imagem em atraso cobrados por craques como Edmundo e Romário retroagiam a 1999 e 2000, enquanto passes de jogadores trazidos em 2000, em alguns casos, não haviam sido pagos, impostos não eram recolhidos – um problema que existia desde o final dos anos 60 – e a filosofia adotada por todos os clubes grandes brasileiros era a mesma: fazer dinheiro, primordialmente, com a venda de atletas, acima mesmo do que negociavam receber via TV, até quase a virada do século.

Elucidado tal ponto, o Vasco foi deixado em 30/06/2008 com salários em dia, situação fiscal regular, inúmeros acordos judiciais e extrajudiciais honrados, ato trabalhista cumprido, também, desde 2004, e outro assinado em situação melhor que a dos demais grandes clubes devedores deste estado no final de 2007, além de um contrato com a TV, válido até 2011, do qual o clube poderia usufruir de todo ele, a partir do segundo trimestre do ano de 2009.

Na época, caso quisesse adiantar cotas não precisaria o Vasco de inúmeros avais, porque o Clube dos 13 recebia diretamente o dinheiro da Globo e repassava aos filiados com apenas uma garantia bancária, que era dada, no caso do Vasco, com operações realizadas pelo Bic Banco, tal qual foi feito mais de uma vez, já pelo MUV amarelo, no segundo semestre de 2008, período no qual também teve a receber a gestão sucessora 3 milhões de reais pela primeira das três parcelas referentes à venda de Phillippe Coutinho, fora rendas sem penhora, premiações correspondentes à Copa Sul-Americana, mecanismo de solidariedade, entre outros valores.

O patrimônio do clube estava muito bem conservado, acarretando elogios da oposição que se instalava no poder.

Se entre 2001 e 2002 o Vasco adquiriu mais imóveis (procedimento iniciado em 1998) para incorporar a seu patrimônio praticamente uma rua inteira, ao longo dos anos construiu o Colégio Vasco da Gama, fez inúmeras obras de conservação do complexo de São Januário, mantendo limpo e conservado seu patrimônio naquele período.

Podemos extrair como exemplo sobre não só o patrimônio físico, mas a estrutura do Vasco, fala do Vice-Presidente de Futebol do clube, Manoel Fontes, que assumiu o cargo à época, logo no início do mandato da gestão MUV amarela, e que afirmou com apenas 15 dias daquela trupe no poder:

“Isso é meu. Tenho que ser sincero e honesto. A nível de estrutura, infra estrutura do Vasco da Gama, das instalações, a gente que realmente reconhecer que foi feito um trabalho magnífico. O Vasco da Gama hoje tem instalações que são respeitáveis e comparadas aos vários clubes, talvez até internacionais”.

O patrimônio deixado pela gestão que esteve seis anos e cinco meses pelo Vasco (reeleita com quase 95% dos votos após o primeiro mandato) continha 30 toneladas de lixo a céu aberto, São Januário capacitado a receber cerca de 15.000 pessoas (quando assumira o Vasco o limite de público pagante, fora gratuidades, era de 24.500 lugares), sem clássicos disputados no estádio, com inúmeros problemas em itens comezinhos, fora um parque aquático sob tapumes, ginásio em desuso e colégio Vasco da Gama praticamente largado, entre inúmeros outros abandonos vistos no espaço de suas sedes.

Após nova troca de gestão e a volta daquela que gerira o clube de 22/01/2001 a 30/06/2008, tudo o acima narrado evoluiu, a olhos vistos.

Faz-se uma visita guiada no clube desde agosto do ano de 2017, podendo o Vasco, com orgulho, mostrar a sócios e visitantes seu patrimônio, totalmente recuperado.

Sobre a área fiscal, a esmagadora parte da dívida deixada para a gestão MUV amarela era cerca de 95% dela oriunda do século anterior e equacionada pela gestão que antecedeu aquela responsável por diminuir e rebaixar o clube institucionalmente.

Tanto isto é fato que foi o Vasco o único dos grandes cariocas a obter certidões positivas com efeito de negativas em 2005, bem como o primeiro regularizado para adentrar na Timemania, quase no final de 2007.

A situação encontrada em dezembro de 2014, com relação a certidões (o clube passou a grande parte da gestão MUV amarela sem tê-las) foi resolvida em menos de 25 dias e o Vasco as manteve até quase o final daquela gestão, portanto, não por seis meses, um ano apenas, tanto que de forma inédita obteve verbas da Confederação Brasileira de Clubes e pôde assinar com tranquilidade três contratos de patrocínio com a Caixa Econômica Federal, que, por sinal, não queria ver o clube nem pintado de ouro em dezembro de 2014, porque no decorrer do contrato anterior o Vasco descumpriu praticamente tudo, quanto às obrigações contratuais de sua parte.

Sem certidões há alguns meses e com a entrada de algo em torno de 120 milhões de reais no decorrer de 2018 o Vasco não voltou a obtê-las até aqui, embora na carta amarela, assinada pelo atual presidente do clube, a 30/04, fosse dito que entre as despesas prementes a serem pagas, estava um valor na ordem de 27 milhões para regularização das certidões, como objetivo final.

Sobre a dívida, dissemos lá em cima ter sido diminuída, conforme foi evidenciado nas apresentações das contas deste ano. Ocorre que a história não começa aí. Não, não, não.

Em 2001 a situação financeira do Vasco era caótica porque seu grande parceiro deu simplesmente um calote na ordem de 12 milhões de dólares, enquanto a Vasco da Gama Licenciamentos entendia ser o clube devedor de algo em torno de 75 milhões de reais, considerando valores concernentes a contratos de cotas de TV e prêmios obtidos pelo clube por competições conquistadas (exemplo, Mercosul), entre outros.

Uma interpretação peculiar do contrato assinado na época, no qual estava previsto o recebimento de 50% do valor referente a acordos em prol do Vasco, conseguidos pela empresa e não pelo próprio clube, evidentemente.

A situação já era complicadíssima a partir de julho de 2000, quando o Vasco sofreu o calote mencionado acima e se tornara insustentável no final de 2000, com inúmeras obrigações não cumpridas, referentes ao projeto olímpico, futebol, basquete, futsal, obrigações outras e contratos assinados até 2001, 2002, ficando ainda pior com a perda de ativos do Vasco, considerados a partir do início de 2001, quando começou a viger a Lei Pelé, combatida abertamente pelo então deputado federal Eurico Miranda, enquanto os doutos jornalistas, escribas e sabichões do mundo futebolístico afirmavam ser aquela a lei de alforria dos atletas e o início da profissionalização do futebol brasileiro.

Na verdade, ali seria o início da queda institucional de todos os grandes clubes, vide a diferença de qualquer um deles em relação aos principais europeus e até medíocres europeus, como se percebe na dura realidade de hoje, apesar de duas ou três exceções vistas em todo o século até aqui.

A direção que saía em junho de 2008 apresentou um balanço no qual deixava o Vasco com 190 milhões de dívida, valor bastante inferior à maioria dos grandes clubes brasileiros e menor, sem dúvida, em relação aos grandes clubes cariocas, como aliás fazia sentido, uma vez que no Rio quem melhor e mais cumpria obrigações financeiras e fiscais era o Vasco (vide acordo trabalhista último, feito à época, certidões obtidas, a primeira delas em 2005, sem penhoras de rendas nos vários jogos anteriores à troca de gestão e um custo mensal variável entre 3 e 3,5 milhões de reais).

O MUV amarelo assumiu e afirmou ser a dívida no valor de 354 milhões. Acompanhando todos até aí? ÓTIMO!

O MUV amarelo saiu, deixando uma dívida de 688 milhões. Todos contando? Aumento de 334 milhões, quase o dobro.

Dos 688 milhões de dívida recebidos, temos hoje números divergentes, entre 582 milhões de dívida e 645 milhões.

Fica a pergunta a ser respondida por qualquer aluno de ensino primário. Sem a participação do MUV quanto deveria o Vasco hoje?

E sem que o clube tivesse dívidas em janeiro de 2001, quanto deveria o Vasco – novamente sem o MUV – em dezembro de 2017?

Mas há ainda um detalhe importante: como o Vasco foi recebido em dezembro de 2014?

Não havia qualquer expectativa pela entrada de recursos, as cotas de TV estavam 100% comprometidas, o Vasco não podia implementar um programa de sócio torcedor até novembro do ano seguinte, em função da multa contratual, não havia crédito, o clube devia a postos de gasolina, desentupidoras e outras prestadoras de serviços baratos, tinha contra si mais de 200 títulos protestados, comparado a nenhum deixado em 2008. Uma situação absolutamente deplorável.

Ficamos imaginando como seria a continuação amarela diante daquele quadro de coisas.

Vamos, então ao futebol, finalmente! O assunto principal hoje em dia para usos e costumes das mentiras espalhadas na rede.

Algumas perguntinhas básicas, quanto aos últimos dois anos, anteriores à troca de gestão no clube, em 2008:

1 – Há quantas rodadas o Vasco não frequentava a zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, desde o início dos pontos corridos, em 30/06/2008?
a) uma
b) 10
c) 20
d) 108
——
2 – Qual era o clube carioca que menos frequentara a zona de rebaixamento, desde o início da era dos pontos corridos, até 30/06/2008?
a) Botafogo
b) Flamengo
c) Fluminense
d) Vasco
——-
3 – O Vasco foi deixado em nono lugar no Campeonato Brasileiro, com o mesmo número de pontos do oitavo colocado, com o sétimo melhor ataque da competição e a décima primeira defesa menos vazada.
Baseado no fato histórico, responda: Quantas rodadas precisou o Vasco para chegar à zona de rebaixamento, após a direção MUV amarela assumir o clube?
a) Uma
b) Duas
c) Dez
d) Onze
—–
4 – Nos últimos dois Campeonatos Brasileiros, anteriores ao de 2008, quantas vezes o Vasco esteve na zona de classificação para a Taça Libertadores, pelos critérios da época, em 76 rodadas?
a) nenhuma vez
b) duas vezes
c) 10 vezes
d) 28 vezes
——–
5 – Nos últimos dois Campeonatos Brasileiros, anteriores ao de 2008, quantas vezes o Vasco esteve entre os seis primeiros, em 76 rodadas?
a) nenhuma vez
b) duas vezes
c) 10 vezes
d) 39 vezes
——-
6 – Nos últimos dois Campeonatos Brasileiros, anteriores a 2008, quantas vezes o Vasco esteve entre os oito primeiros, pelos critérios da época, em 76 rodadas?
a) nenhuma vez
b) duas vezes
c) 10 vezes
d) 53 vezes
——
7 – Nos últimos dois Campeonatos Brasileiros, anteriores ao de 2008, quantas vezes o Vasco esteve entre os 10 primeiros, pelos critérios da época, em 76 rodadas?
a) nenhuma vez
b) duas vezes
c) 10 vezes
d) 62 vezes
——
8 – Nos últimos dois Campeonatos Brasileiros, anteriores ao de 2008, quantas vezes o Vasco esteve entre os 12 primeiros, pelos critérios da época, em 76 rodadas?
a) nenhuma vez
b) duas vezes
c) 10 vezes
d) 71 vezes
———
9 – Nos últimos dois Campeonatos Brasileiros, anteriores ao de 2008, quantas vezes o Vasco esteve entre o 13º e o 16º lugar, em 76 rodadas?
a) 70 vezes
b) 60 vezes
c) 50 vezes
d) 5 vezes
——
10 – No Campeonato Brasileiro de 2008, em suas primeiras oito rodadas, o Vasco ficou na posição de classificado para a Libertadores em alguma delas?
a) Impossível com aquele time do Eurico
b) Não sei, pois não ia aos jogos, apenas fazia política
c) Não
d) Sim
——-
11 – No Campeonato Brasileiro de 2008, em suas primeiras oito rodadas, o Vasco ficou entre os 10 primeiros colocados em:
1) Nenhuma rodada
2) Uma rodada
3) Duas rodadas
4) Seis rodadas
———————-
Agora vamos ao triênio 2015, 2016, 2017:

12 – Em que lugar o futebol do Vasco foi encontrado em dezembro de 2014?
a) Na Libertadores
b) Campeão invicto da Série B
c) Campeão da Série B
d) Terceiro lugar na Série B, sem ter liderado a competição em rodada alguma.
——
13 – Em que lugar o futebol do Vasco foi deixado em dezembro de 2017?
a) Campeão da Série B
b) Vice Campeão da Série B
c) Terceiro colocado na Série B
d) Na Libertadores
——
14 – Qual clube carioca mais conquistou campeonatos neste período?
a) Botafogo
b) Flamengo
c) Fluminense
d) Vasco
——-
15 – Qual clube carioca mais conquistou taças oficiais nesse período?
a) Botafogo
b) Flamengo
c) Fluminense
d) Vasco
——-
16 – Qual clube carioca não perdeu nenhuma decisão nesse período?
a) Botafogo
b) Flamengo
c) Fluminense
d) Vasco
——–
17 – O Vasco tem em seu currículo um recorde de invencibilidade em jogos oficiais. São 34 partidas. Tal período invicto foi obtido entre os anos de:
a) 1949/1950
b) 1999/2000
c) 2011/2012
d) 2015/2016
——-
18 – Em qual ano de sua história o Vasco foi prejudicado com maior número de pontos, oriundos de erros da arbitragem num Campeonato Brasileiro (critério Placar Real)?
a) 2001
b) 2006
c) 2011
d) 2015

*O critério do placar real qualifica como gol um pênalti marcado a favor ou contra o clube numa partida.
——
19 – Quantos pontos o Vasco conquistou nos Campeonatos Brasileiros de 2015 e 2017 por conta de erros de arbitragem (Critério Placar Real)?
a) 14
b) 20
c) 25
d) Zero

*O critério do placar real qualifica como gol um pênalti marcado a favor ou contra o clube numa partida.
——–
20 – Quantos pontos o Vasco perdeu nos Campeonatos Brasileiros de 2015 e 2017 por conta de arbitragem (critério Placar Real)?
a) nenhum em 2015 e nenhum em 2017 – a arbitragem foi justa
b) Um em 2015 e Dois em 2017
c) Dois em 2015 e um em 2017
d) Quatorze em 2015 e Sete em 2017

*O critério do placar real qualifica como gol um pênalti marcado a favor ou contra o clube numa partida.
——
Finalmente, sobre o elenco deixado para a disputa da temporada de 2018 (em seu início) pela gestão anterior, tivemos o seguinte quadro:

Goleiro:

O Vasco renovou com Martin Silva por dois anos.

– O Vasco manteve Jordi no elenco.

– O Vasco manteve Gabriel Félix no elenco.

– O Vasco manteve a revelação do Sub 20, João Pedro, no elenco.
—–
Lateral direito:

– Com o fim do empréstimo de Gilberto, o Vasco não se interessou por renovar o vínculo.

– O clube vendeu 60% dos direitos econômicos de Madson por 2 milhões de reais (ou 511.509 euros), o que representa, caso fosse negociado 100% dos direitos econômicos do atleta, 852.515 euros. Atualmente, segundo o site Transfermkt, o atleta está cotado em 1,25 milhões de euros e numa futura transferência o Vasco teria a receber mais 500.000 euros, que daria um total de 1.011.509 euros, por um atleta que veio de graça para o clube, sem ser formado nele.

– O clube trouxe, de graça, Rafael Galhardo, considerado dois anos antes de sua vinda como o melhor lateral direito do Campeonato Brasileiro de 2015, bola de prata da Revista Placar e indicado pelo treinador Zé Ricardo.

– O Vasco manteve Yago Pikachu, que vez por outra atuava de lateral direito, mas também jogava em funções mais adiantadas, como ocorreu várias vezes na temporada de 2017 e algumas outras em 2016.
——-
Zagueiros:

– O clube renovou o vínculo com Breno, destaque da equipe no Campeonato Brasileiro.

– O clube fez um acerto com Anderson Martins, contratado em agosto, e que recebia o maior salário do elenco, 530 mil reais, para que este fosse liberado e viesse a jogar no São Paulo, sem que o Vasco tivesse que pagar qualquer valor em atraso ao atleta.

– Encerrado o empréstimo de Paulão o clube decidiu não renovar o vínculo pelo alto salário recebido pelo atleta, emprestado em 2017 ao Vasco, oriundo do Internacional-RS.

– Com o fim do contrato de Rafael Marques, o Vasco decidiu não renovar com o atleta.

– O clube não se interessou em manter Lucas Rocha, trazido no meio da temporada de 2017 para a zaga.

– Indicado pelo treinador Zé Ricardo o Vasco contratou Erazo.

– Indicado pelo treinador Zé Ricardo o Vasco contratou Luiz Gustavo.

– Em 2018 pretendia-se dar chance real a Ricardo Graça, para que atuasse no time de cima, após meses apenas treinando.
———–
Lateral esquerdo:

– Por sua ótima produtividade em 2017, até se machucar, o Vasco renovou o vínculo com Ramon, que tinha volta prevista para maio.

– Para substituir eventualmente Ramon o clube contratou Fabrício, com aval do treinador Zé Ricardo.

– O clube manteve Henrique como opção na lateral esquerda, que já havia atuado por diversas vezes em 2017.

– Com contrato renovado em junho de 2017, Alan Cardoso era outra opção do elenco.
——–
Volantes:

O clube não se interessou em manter Jean no plantel, após o fim do empréstimo com o atleta.

Foi trazido junto ao Velez Sarsfield-ARG, Desabato para ocupar o lugar deixado por Jean.

Diante do bom Campeonato Brasileiro feito pelo Vasco em 2017, o contrato de Wellington foi renovado.

Andrey foi mantido no elenco, com contrato renovado em maio de 2017 até 2021.

Bruno Cosendey foi mantido no elenco com contrato renovado em dezembro de 2017 até 2020.

Bruno Paulista permanecia no elenco com contrato até junho de 2018.
——-
Meias:

O Vasco tinha Nenê até dezembro de 2018.

O Vasco tinha Wagner até dezembro de 2018.

O Vasco tinha Escudero até dezembro de 2018.

O Vasco renovou com Evander, em janeiro de 2018, até 2021.

O Vasco contratou Thiago Galhardo, por indicação do treinador Zé Ricardo.

Guilherme Costa foi mantido no elenco para 2018.

O Vasco negociou 85% dos direitos econômicos de Mateus Vital por 1,5 milhões de euros, exatamente o valor de mercado do atleta à época, mas considerando que fosse vendido 100% dos direitos econômicos por aquele valor.

http://www.netvasco.com.br/n/204738/valor-de-mercado-de-mateus-vital-e-de-r-586-milhoes-de-acordo-com-site-especializado
——–
Atacantes:

O Vasco contratou Riascos, com boa passagem pelo clube e a pedido de considerável parte da torcida.

O Vasco contratou Rildo, que seria o homem de velocidade do time nos arranques ofensivos.

Andrés Riós, com contrato até junho de 2018, permanecia no elenco, após ter marcado três gols em 15 jogos no Campeonato Brasileiro.

Thales foi emprestado para o futebol japonês.

O Vasco renovou o contrato de Paulo Vitor, em janeiro de 2018, até 2023.

O Vasco renovou com Caio Monteiro, em dezembro de 2017, até 2021.

O clube não se interessou em continuar com Manga Escobar.

O Vasco não fechou as portas para Luís Fabiano, que, por sua vez, não sabia mais se continuaria jogando ou não.

O Vasco renovou, em janeiro de 2018, o contrato de Paulinho, elevando ao sêxtuplo, aproximadamente, sua multa rescisória.
——–

O texto anacrônico e longo é proposital.

Anacrônico para mostrar que por qualquer lugar que queiram andar não há argumentos para justificar culpas que não sejam ou estejam indiretamente relacionadas ao MUV amarelo ou descolorido, ao longo deste século, ou ainda por razão de fatores externos, prejudiciais ao Vasco, surgidos ou desenvolvidos com apoio ou silêncio da sigla versão século XXI e seus filhotes.

Longo, porque necessários serem embasados os fatos e não simplesmente despejá-los fora de contexto.

Apesar de tudo isso que vimos neste ano de 2018 só se o Vasco fizer muita bobagem nos últimos quatro jogos deixará de se classificar para a Copa Sul-Americana de 2019.

Sérgio Frias

O Dinamite de Jaleco

Boa tarde senhores, é com muita honra que volto a utilizar esse espaço onde tanta gente boa deixou marcada a sua história na vida vascaína.

Confesso que deixei de me manifestar por aqui por pura falta de tempo, mas hoje, diante do quadro em que o clube se apresenta, me vi na obrigação de deixar um pouco de lado os meus afazeres habituais para tecer breves comentários.

O Club de Regatas Vasco da Gama vem sendo bombardeado por interesses conhecidos desde meados do ano passado com ações judiciais mil, decisões induzidas pelo clamor da fervorosa parceria amarela/MUViana e até show pirotécnico com direito a bombas e pimenta foram vistas em São Januário.

Os ataques persistem agora entre ex parceiros de ocasião. Dr. Alexandre Campello, que no final do ano passado ingressara com uma ação judicial dentre tantas para desestabilizar o clube, hoje é vítima da mesma prática que usara anteriormente (o que seria divertidíssimo se não fosse o Vasco o único prejudicado), contudo o que me fez voltar aqui não foi isso.

Foram duas matérias enormes no estilo Globo, ludibriando a opinião pública e reacendendo a balela sobre fraude eleitoral do Vasco com o único intuito de fazer pressão no Poder Judiciário (como se este fosse pressionável) mas como é formado por seres humanos, não está imune ao falseio da verdade massificada.

E o que fez o nosso bravo representante? Silenciou-se!

Até que um “jornalista” conhecido do mundo esportivo vem a público trazer denúncias (mais uma na verdade) que recaem sobre a pessoa do presidente, que aí sim se sente atingido e vem a público mentir.

Mente não em relação ao assunto da matéria que deverá ser esclarecida aos poderes constituídos do clube, mas mente de forma patológica quando afirma que o clube pagará R$ 7 milhões a mais no custo do empréstimo e que o pedido deste teria sido negado para maiores esclarecimentos, mas na segunda foi aprovado sem que ele fizesse qualquer apresentação.

Não Dr. Campello, o empréstimo foi negado na primeira reunião porque o senhor jamais enviou um único documento ao Conselho Fiscal, porque sua gestão é pífia principalmente no que tange a tal propalada transparência, ainda mais se considerarmos que nunca antes na história do Vasco um presidente recebeu cerca de R$ 150.000.000,00 (cento e cinquenta milhões de reais) em menos de 1 ano, sem contar receitas advindas da TV aberta e fechada. E me responda honestamente, faça uma forcinha. O senhor implorou uma reunião com este grupo, no qual eu estive presente e afirmou que todas as obrigações trabalhistas e tributárias estavam em dia em 2018 (já que para o senhor o clube foi fundado em Janeiro desse ano), porém poucos dias depois o atleta Wagner conseguiu uma liminar por inadimplências ocorridas justamente em 2018.

O senhor acha mesmo que eu tenho tempo a perder com as suas verdades falseadas em Power point? A aprovação na segunda reunião se deu porque finalmente conseguimos compeli-lo a cumprir com a sua obrigação estatutária, mesmo que incompleta, e se há qualquer prejuízo ao Vasco nesse sentido, o responsável está sentado na cadeira da presidência.

Sendo mais claro, estou falando do senhor mesmo e não do vice presidente de controladoria que ao que parece, é quem comanda o clube.

Por fim, me estarrece o fato do atual representante do Vasco jamais se insurgir para defendê-lo, apenas quando sua honra é supostamente atacada e olha que material para desconstruir a farsa publicamente não lhe falta. Só fico com uma dúvida, seria descaso com a Instituição ou medo de virem à tona as digitais do atropelo praticado por alguns personagens desde o ano passado?

Abços,
SV

Márcio Magalhães

Transferência

O presidente do Vasco, Alexandre Campello, parece viver num mundo paralelo.

Devido à sua clara irresponsabilidade, desrespeito ao previsto no estatuto do clube e uma aparente soberba, o médico gestor forçou uma reunião no Conselho Deliberativo a 17/08 na qual, sem dar satisfação praticamente nenhuma ao Conselho Fiscal, pretendeu aprovar um empréstimo para o clube, buscando o convencimento através de narrativas e slides inconfiáveis exatamente pelo exposto acima.

Por outro lado, se o presidente do clube resolveu implodir sua relação com o grupo responsável por fazê-lo encabeçar a chapa concorrente às eleições do clube, isso não é problema do Vasco, mas pessoal dele.

A responsabilidade para com os poderes, mais particularmente em relação ao Conselho Fiscal, não pode ser maculada por questões políticas durante um período de três anos e era esse o caminho que estava sendo percorrido pela administração do clube até aquele freio visto em agosto último.

É curioso o fato de o médico gestor buscar no termo “transparência” algo que lhe cole à sua própria gestão, quando o termo “transferência” cabe perfeitamente naquilo que o faz descolar-se de todos os problemas surgidos por responsabilidade dele próprio.

Poderia o atual presidente ontem ter feito o uso da palavra para ratificar o compromisso firmado junto ao Conselho Fiscal, no que tange a documentos solicitados e ainda não enviados, bem como expressar sua satisfação diante de uma votação na qual grupos dos mais diversos caminharam juntos (embora saibamos não haver condescendência prévia quanto a lacunas futuras, caso forem propositalmente não preenchidas pela direção do clube), ou simplesmente ter agradecido pela presença de todos, afinal tratava-se de um pleito atrelado a quórum qualificado, que foi obtido até com certa tranquilidade (178 presentes).

Após a reunião, porém, Alexandre Campello, essa “raposa política”, preferiu ir à imprensa jogar nos outros uma culpa que é inteiramente sua pelo fato de ter sido suspensa a reunião anterior por falta de envio dos documentos pertinentes ao Conselho Fiscal, algo expresso no estatuto do clube, portanto obrigação e não favor.

Por fim, devemos lamentar o episódio ocorrido ontem de agressão a dois conselheiros do clube, opositores nossos no campo das ideias, mas vascaínos como os outros que lá estavam, dispendendo, todos, tempo de suas vidas particulares para discutir o clube e seus rumos.

Sérgio Frias

Elucidação

 

Foi noticiado, na tarde de hoje, decisão desfavorável a um recurso interposto pelo Vasco no caso envolvendo uma dívida com o ex-treinador Joel Santana. Não é de hoje que notícias desconexas e sem as respectivas nuances são publicadas em detrimento do Vasco, especialmente quando envolvem algum passivo sendo cobrado na Justiça.

Daí porque necessário pontuar-se. Pois bem. O processo em questão tem origem numa confissão de dívida firmada em maio de 2008. Na ocasião, o Clube obrigou-se a pagar R$ 860.000,00 em 36 parcelas mensais, fixas e sucessivas. O Clube, entretanto, quitou apenas as 2 (duas) primeiras parcelas, dada a opção pelo calote deliberado instalado desde a inauguração da república das bananeiras, em julho daquele ano.

Parte da dívida (parcelas vencidas entre agosto de 2008 e agosto de 2009) foi alvo de uma outra ação que tramitou na 3ª Vara Cível da Capital. Como o Vasco, notificado em março de 2012, não quitou as parcelas vencidas entre setembro de 2009 à maio de 2011, Joel Santana, em abril de 2013, promoveu nova ação para cobrança de tais valores. O processo prosseguiu com sentença a favor de Joel, mantida mesmo após os recursos interpostos pelo Vasco.

Em sede de execução a antiga administração procurou o ex-treinador para composição do débito, não alcançando êxito por exigências que o Clube entendeu descabidas, inclusive no que tange a valores.

Joel então prosseguiu a execução pretendendo receber R$ 1.408.798,48 (um milhão quatrocentos e oito mil setecentos e noventa e oito reais e quarenta e oito centavos), em novembro de 2015. Após intimado, o Vasco apresentou impugnação alegando a nulidade da sentença por incompetência da justiça comum e, subsidiariamente, excesso do valor cobrado.

O primeiro argumento foi rejeitado, o que ensejou, ainda na gestão passada, a interposição de recurso cuja relatoria coube ao Desembargador André Andrade. Portanto, diferentemente do que afirmou-se na notícia, o recurso rejeitado pelo referido desembargador não se refere à penhoras determinadas recentemente, mas sim à discussão da competência ou não da justiça comum para o processamento.

Importante esclarecer que, muito embora tenha experimentado revés na questão inerente à competência, que pode ser objeto de recurso às instâncias superiores, o Vasco obteve redução de R$ 641.332,62 (seiscentos e quarenta e um mil, trezentos e trinta e dois reais e sessenta e dois centavos) por assistir-lhe razão quanto ao segundo argumento (excesso da cobrança). A dívida, que pelos cálculos do credor seria de R$ 1.679.731,77 em dezembro de 2017, foi reduzida para R$ 1.038.299,15.

Aproveitando o ensejo, seria bom que se esclarecesse como o autor da ação indicou, no seu pedido de penhora, o código swift do suposto contrato de câmbio internacional pelo qual o dinheiro do mecanismo de solidariedade inerente ao atleta Philipe Coutinho ingressaria no país e, sobretudo, o porquê do Clube nada ter feito em relação a esse “vazamento”.

Estranho, muito estranho, especialmente quando o patrono do Joel é o mesmo que subscreveu o nefasto “acordo” firmado pela atual gestão para cancelar os títulos honoríficos concedidos em outubro do ano pretérito.

Saudações Vascaínas
Leonardo Rodrigues

Transparência que não se vê

Determinados termos, adotados à guisa de conceitos na ciência de botequim do jornalismo de ocasião, atraem inexplicável atenção ante ao respeitável público. Um deles é a transparência. Diz-se que é legal ser transparente, posto que se vê através. Enxerga-se a paisagem à frente, ainda que esta não passe de um cenário ao deleite dos incautos. Para além do cenário, a transparência esconde, torna invisíveis fatos, personagens, números, atitudes. Não há esconderijo mais adequado do que esse, posto que se apresenta como algo de extrema beleza, mas que não se vê.  À moda do conto de Andersen, A Roupa Nova do Rei, a transparência desnuda a incapacidade, a vaidade, o ridículo e não enseja – nem tampouco encerra – explicações. Procurado pela reportagem, não foi encontrado… É invisível, transparente.

A teatralidade da missiva do Rei nu, certo de sua veste magnífica, prenunciou um balanço confuso, omisso em vários aspectos e apócrifo – o perfeito Evangelho da Transparência Cênica. Não cínica, muito embora pudesse, eventualmente, ser. Mas, em se considerando a expertise e esperteza dos verdadeiros autores, bem como a escola teatral… O importante é fomentar, o fomento é o fermento do negócio. E o fermento cresce a massa, cujas migalhas alimentam a miséria dos beneficiários em tese, de prontidão eterna. Mas esse é outro assunto, na qual a esfera do contribuinte é tênue bolha em meio a um turbilhão.

O Rei nu foi o arauto de si próprio, anunciando-se à plebe com pompas e circunstâncias.  Agora deve à arraia-miúda a materialização da transparência. De transparente, a invisível. De Rei invisível a bobo. De bobo a um arremedo de louco, na medida em que alheio está às consequências de seus desatinos. Talvez seja assim, de médico e louco… Não é o que se diz por aí?

No mais, a transparência virou delicada vidraça e a pedra de si mesma. O Vasco, como sempre, um mero coadjuvante, o transparente infeliz e involuntário de um discurso que nada tem a mostrar, além da covarde terceirização de responsabilidades daquele que se mostra irremediavelmente despreparado a assumi-las.

No fim das contas, é a tal da opacidade que dá as caras, que se apresenta, que possui densidade e fibra para o enfrentamento da falsa e etérea ética que, de tão “sublime”, abomina sua própria prática…

Bem aventurados os opacos de coração!

O Craque Transparência

 

Temos que ter, obrigatoriamente, paciência com o nosso mais novo craque.

Devemos entender, que o nosso “craque Transparência” foi anunciado oficialmente nos últimos minutos da segunda-feira, dia 30/04.

Apenas para relembrar, o “craque Transparência” foi escorraçado do Clube de Regatas BNDES, seu último clube. Segundo especulado no noticiário esportivo, o craque não se enquadrou na política esportiva e administrativa do referido clube.

Órgãos de imprensa noticiaram que o contrato do craque com seu antigo clube era vitalício. Argumentam alguns jornalistas que, contando o Clube de Regatas do BNDES com o apoio e o financiamento de milhões de brasileiros, o clube deveria manter o craque como uma forma de política interna. Mesmo necessitando e tendo a obrigação de contar em seus quadros com o novo ídolo vascaíno, O BNDES fechou suas portas para o craque.

A notícia não tardou a se espalhar pelas mídias especializadas que “urravam” pedindo que o craque fosse exclusivamente para o Vasco. Como sabemos, não é novidade para ninguém, o Vasco sempre desfrutou da simpatia e da cumplicidade da imprensa.
Desejar que o Transparência fosse para o flamengo não poderia ser defendido de nenhuma forma. A última vez que o “craque transparência” andou pela gávea, foram revelados supostos documentos intitulados de papeletas AMARELAS. O nome reflete uma cor muito simpática ao clube da gávea. A chapa da ex-presidente Patrícia Amorim e uma terceira camisa do Flamengo, apenas para exemplificar, são amarelas.

O “craque Transparência” no Corinthians? Nem pensar! Logo o Corinthians que tem estreita relação com o último clube do craque, o BNDES. O “craque Transparência” jogando pelo Corinthians iria criar um problema na relação entre as duas instituições. Só iria atrapalhar!

Atento a toda movimentação do mercado, a cobrança das mídias sociais e a pressão da imprensa, o presidente Cruzmaltino, sem pestanejar, anunciou o craque no dia e hora que mencionamos no início deste artigo.

Ao lado do presidente, vestindo uma bela blusa amarela, o craque foi apresentado.

Poderia ter aproveitado o presidente para apresentar o craque no dia da coletiva com o Paulinho, na qual o “craque Transparência” fez uma falta enorme.

Temos que entender o pouco tempo que houve para o entrosamento com o restante da equipe. Com o “craque Transparência” em campo, somos favoritos para conquista do Brasileiro, Copa do Brasil e o que mais vier pela frente.

Já se respira um clima de paz e harmonia em São Januário, desde a contratação do craque. Basta comprovar que, apesar da derrota para o Cruzeiro, não tivemos protestos e criticas à direção. Ao contrário, vimos muitos sorrisos amarelos após o quarto gol.

Walter Brito Lima
Sócio e Conselheiro do Club de Regatas Vasco da Gama

A VELHA PARCIALIDADE DA MÍDIA BUGADA

 

No dia 07/05/2017, Flamengo e Fluminense faziam o segundo jogo da final do Carioca daquele ano, vencida pelo rubro-negro e decretando o título de campeão a equipe da Gávea.

O Flamengo foi campeão estadual daquele ano, mesmo sem ter vencido um turno sequer do certame, na medida em que o Fluminense ganhara a Taça Guanabara, e o Vasco a Taça Rio.

A final de hoje reflete situação semelhante à do ano passado. Vasco e Botafogo decidem a competição sem que ambas conquistassem um turno.

Mas o que me causa mais estranheza é a maneira pela qual o Jornal Extra noticiou ambas as matérias. Em 2017, não houve qualquer menção sobre esse “fato curioso”. Duvida? Segue abaixo:

2017

2018

Por: Caio Hasche

A grande resposta histórica

Hoje, 07 de Abril de 2018, comemoram-se 94 anos de uma missiva emitida pelo então Presidente do Vasco José Augusto Prestes.

Tal acontecimento – histórico por excelência – tratou de manifestar o caráter eminentemente democrático do Club de Regatas Vasco da Gama; em contexto verdadeiramente hostil ao clube e seus associados;

Isto porque, em 1923, o futebol do Vasco ganhava da maioria dos seus adversários. O Vasco era um “forasteiro”: tinha jogadores pobres e negros, era novato no esporte e considerado “instruso” no meio elitista da época. Ao melhor estilo da perseguição que tem como alvo o inimigo, e não sua conduta, em 1924, tentou-se atribuir, artificialmente, uma suposta infração ou condição para que não disputasse a recém criada Associação Metropolitana de Esportes Amadores.

O futebol era um esporte de elite: jogadores de profissão considerada “duvidosa”, de condição social baixa e “por coincidência” negros, não poderiam ter a honra de disputar o campeonato carioca, eis que tal situação era entendida como profissionalização e mercantilização da atividade – na época era proibido jogadores de futebol remunerados. Pura retórica. O Vasco incomodava o sistema – o que perdura até hoje – e possuir jogadores era mero pretexto para a sua eliminação.

Por óbvio, afastar o futebol das atividades do clube não era uma medida popular. Mas nem sempre medidas populares (para os anseios do torcedor) são corretas.

Com a coragem, a ousadia e a firmeza que se espera de um presidente do Vasco, José Augusto Prestes emitiu a resposta histórica, estabelecendo que não seria o Vasco proibido de participar da referida associação; o Vasco é que se recusaria a participar de um campeonato que alijasse seus jogadores operários da AMEA.

Tal situação, amparada filosoficamente na ética kantiana do dever, até hoje é reconhecida por toda a imensa torcida Vascaína, e até mesmo para as torcidas rivais. É que, hodiernamente, o reconhecimento à vulnerabilidade social de negros e pobres se tornou senso comum; o que efetivamente atribui valor institucional – e não apenas preço – ao fato anterior que criou um divisor de águas no preconceito. E tal acontecimento é preponderante para a afirmação da enorme marca institucional do nosso querido Vasco.

E assim, embora muitos vascaínos queiram fundar um “marco zero” ou um “novo Vasco”, a instituição não é e nem pode ser atingida, já que, por vários atributos históricos, incluindo este marco, intangível e impossível de ser apagado, não é possível e nem aconselhável repentina guinada de posição institucional do nosso clube. Assim, que a lição de outrora sirva de inspiração para a continuidade do caminho de vitórias e glórias do Vasco, uma instituição ímpar e que carrega o orgulho de ter vencido o preconceito.

Saudações Vascaínas.
Sergio Coelho

O HD e a Vila Mimosa

 

E não é que a moça de vendas (é, de vendas…) que segura a balança com pose olímpica e ar virginal, por intermédio de alguma organela de seu corpo de pão bolorento e fina casca, ressuscita o tal do HD. Pobre HD. Não bastasse ser prova imprestável, não bastasse que todos lhe houvessem passado as mãos gulosas…

Eis que volta o pobre diabo à carga, sacado de seu mimoso refúgio, de sua perfeita comunhão junto às quengas – e sabe-se lá mais quem – pelos mesmos de sempre, os vascaínos que não são Vasco, os administradores modernos que nada administram, auditores que jamais auditaram recursos generosos aos “Marieis” da vida…

Coincidentemente aparecem todos os eles, justo em mais um momento de decisão, justo quando há negociações as mais variadas em andamento, justo quando o Vasco torna a recuperar-se de um processo eleitoral pernicioso, contaminado pela peçonha que ora retorna, como diz a letra da canção, num indo e vindo infinito.

A moça de vendas, lenta e cara por natureza, sempre encontra nos mimosos e republicanos misteres do Vasco a oportunidade de redimir-se perante à sociedade, demonstrando invulgar agilidade, balançando o instrumento sem peso e nem medida, sem riscos de punições. Tudo isso sem retirar a faixa que venda…

No fim das contas, nada de novo, nada que surpreenda, nada que não me faça recordar da famosa “oportunidade de ouro”. O Vasco??? Deixa pra lá…

Correção à diminuição midiática da marca Vasco

O site UOL publicou matéria na qual faz juízo de valor sobre o fechamento de contrato feito pela administração de Eurico Miranda, junto à empresa LASA, ocorrido em janeiro.

Na visão dos responsáveis pela matéria era de se prever a inadimplência do parceiro, devido a problemas financeiros vividos por ele.

As negociações foram feitas, como dito em variadas mídias do Casaca!, por cerca de dois meses, com encontros e inúmeros contatos entre o marketing do clube e a empresa, com participação efetiva do Casaca!.

O descumprimento do valor a ser pago deve ser questionado a quem inadimpliu. Razões, motivos, circunstâncias, etc…

O fato é que o contrato, além de extremamente favorável ao Vasco financeiramente, foi assinado com proteção ao clube no caso de descumprimento da outra parte, portanto feito de maneira responsável.

Salta aos olhos, porém, algumas omissões e erros matemáticos banais quanto à valoração da marca Vasco.

Em 2017 o Vasco, no primeiro quadrimestre, recebeu 2,5 milhões de reais, referentes ao contrato assinado em abril do ano anterior, com validade de um ano, junto à Caixa Econômica Federal.

Após o término do compromisso, o clube fechou outro contrato com o mesmo parceiro, válido por oito meses, recebendo (fora possível bônus), 11 milhões de reais.

Daí temos uma soma simples matemática que perfaz o valor de 13,5 milhões de reais firmados para recebimento em 2017 e não 12,5 milhões, como dito na matéria.

O mais grave, entretanto, é a omissão de que o Vasco assinou no ano de 2017, proporcionalmente, o maior contrato de patrocínio do século XXI, pois se acertou o recebimento de 11 milhões em 8 meses, receberia por um ano, caso fosse este o tempo firmado de compromisso, 16,5 milhões. Há neste caso um fenômeno curioso oriundo da mídia em geral: tal proporcionalidade não foi exposta em momento algum por quase ninguém. Aí não se trata de uma questão concernente à juízo de valor, mas sim de mera informação adequada à realidade factual.

Parece-nos estranho que não se informe na mídia, claramente interessada em valorizar o clube nas suas publicações, imaginamos, quanto passou a valer a marca Vasco, considerando apenas o tema abordado, numa realidade de mercado, em 2017.

Nada mais natural, portanto, que se firmasse um patrocínio superior em 2018, uma vez que o clube tem e permanecerá tendo maior exposição pela participação na mais concorrida competição da América do Sul e é o único deste estado a pretender conquistar o Tricampeonato Sul-Americano (1948/1998/2018), estando neste quesito, entre os demais clubes brasileiros participantes da competição, atrás apenas de Grêmio e Santos.

A real situação é a seguinte: o clube tem a receber, diante do descumprimento contratual por parte da empresa, valor superior a 2 milhões de reais, previsto em contrato. Além disso, o parâmetro para fechamento de um novo compromisso, considerando-o anual, é de 16,5 milhões, levando-se em conta apenas o contrato firmado em 2017. Deve-se também ponderar outros dois fatores para embasar maior valoração: a participação do clube na Taça Libertadores de 2018 e o contrato fechado em janeiro, consoante ao crescimento do retorno de mídia previsto para o Vasco neste ano.

Sérgio Frias