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O Dinamite de Jaleco

Boa tarde senhores, é com muita honra que volto a utilizar esse espaço onde tanta gente boa deixou marcada a sua história na vida vascaína.

Confesso que deixei de me manifestar por aqui por pura falta de tempo, mas hoje, diante do quadro em que o clube se apresenta, me vi na obrigação de deixar um pouco de lado os meus afazeres habituais para tecer breves comentários.

O Club de Regatas Vasco da Gama vem sendo bombardeado por interesses conhecidos desde meados do ano passado com ações judiciais mil, decisões induzidas pelo clamor da fervorosa parceria amarela/MUViana e até show pirotécnico com direito a bombas e pimenta foram vistas em São Januário.

Os ataques persistem agora entre ex parceiros de ocasião. Dr. Alexandre Campello, que no final do ano passado ingressara com uma ação judicial dentre tantas para desestabilizar o clube, hoje é vítima da mesma prática que usara anteriormente (o que seria divertidíssimo se não fosse o Vasco o único prejudicado), contudo o que me fez voltar aqui não foi isso.

Foram duas matérias enormes no estilo Globo, ludibriando a opinião pública e reacendendo a balela sobre fraude eleitoral do Vasco com o único intuito de fazer pressão no Poder Judiciário (como se este fosse pressionável) mas como é formado por seres humanos, não está imune ao falseio da verdade massificada.

E o que fez o nosso bravo representante? Silenciou-se!

Até que um “jornalista” conhecido do mundo esportivo vem a público trazer denúncias (mais uma na verdade) que recaem sobre a pessoa do presidente, que aí sim se sente atingido e vem a público mentir.

Mente não em relação ao assunto da matéria que deverá ser esclarecida aos poderes constituídos do clube, mas mente de forma patológica quando afirma que o clube pagará R$ 7 milhões a mais no custo do empréstimo e que o pedido deste teria sido negado para maiores esclarecimentos, mas na segunda foi aprovado sem que ele fizesse qualquer apresentação.

Não Dr. Campello, o empréstimo foi negado na primeira reunião porque o senhor jamais enviou um único documento ao Conselho Fiscal, porque sua gestão é pífia principalmente no que tange a tal propalada transparência, ainda mais se considerarmos que nunca antes na história do Vasco um presidente recebeu cerca de R$ 150.000.000,00 (cento e cinquenta milhões de reais) em menos de 1 ano, sem contar receitas advindas da TV aberta e fechada. E me responda honestamente, faça uma forcinha. O senhor implorou uma reunião com este grupo, no qual eu estive presente e afirmou que todas as obrigações trabalhistas e tributárias estavam em dia em 2018 (já que para o senhor o clube foi fundado em Janeiro desse ano), porém poucos dias depois o atleta Wagner conseguiu uma liminar por inadimplências ocorridas justamente em 2018.

O senhor acha mesmo que eu tenho tempo a perder com as suas verdades falseadas em Power point? A aprovação na segunda reunião se deu porque finalmente conseguimos compeli-lo a cumprir com a sua obrigação estatutária, mesmo que incompleta, e se há qualquer prejuízo ao Vasco nesse sentido, o responsável está sentado na cadeira da presidência.

Sendo mais claro, estou falando do senhor mesmo e não do vice presidente de controladoria que ao que parece, é quem comanda o clube.

Por fim, me estarrece o fato do atual representante do Vasco jamais se insurgir para defendê-lo, apenas quando sua honra é supostamente atacada e olha que material para desconstruir a farsa publicamente não lhe falta. Só fico com uma dúvida, seria descaso com a Instituição ou medo de virem à tona as digitais do atropelo praticado por alguns personagens desde o ano passado?

Abços,
SV

Márcio Magalhães

Transferência

O presidente do Vasco, Alexandre Campello, parece viver num mundo paralelo.

Devido à sua clara irresponsabilidade, desrespeito ao previsto no estatuto do clube e uma aparente soberba, o médico gestor forçou uma reunião no Conselho Deliberativo a 17/08 na qual, sem dar satisfação praticamente nenhuma ao Conselho Fiscal, pretendeu aprovar um empréstimo para o clube, buscando o convencimento através de narrativas e slides inconfiáveis exatamente pelo exposto acima.

Por outro lado, se o presidente do clube resolveu implodir sua relação com o grupo responsável por fazê-lo encabeçar a chapa concorrente às eleições do clube, isso não é problema do Vasco, mas pessoal dele.

A responsabilidade para com os poderes, mais particularmente em relação ao Conselho Fiscal, não pode ser maculada por questões políticas durante um período de três anos e era esse o caminho que estava sendo percorrido pela administração do clube até aquele freio visto em agosto último.

É curioso o fato de o médico gestor buscar no termo “transparência” algo que lhe cole à sua própria gestão, quando o termo “transferência” cabe perfeitamente naquilo que o faz descolar-se de todos os problemas surgidos por responsabilidade dele próprio.

Poderia o atual presidente ontem ter feito o uso da palavra para ratificar o compromisso firmado junto ao Conselho Fiscal, no que tange a documentos solicitados e ainda não enviados, bem como expressar sua satisfação diante de uma votação na qual grupos dos mais diversos caminharam juntos (embora saibamos não haver condescendência prévia quanto a lacunas futuras, caso forem propositalmente não preenchidas pela direção do clube), ou simplesmente ter agradecido pela presença de todos, afinal tratava-se de um pleito atrelado a quórum qualificado, que foi obtido até com certa tranquilidade (178 presentes).

Após a reunião, porém, Alexandre Campello, essa “raposa política”, preferiu ir à imprensa jogar nos outros uma culpa que é inteiramente sua pelo fato de ter sido suspensa a reunião anterior por falta de envio dos documentos pertinentes ao Conselho Fiscal, algo expresso no estatuto do clube, portanto obrigação e não favor.

Por fim, devemos lamentar o episódio ocorrido ontem de agressão a dois conselheiros do clube, opositores nossos no campo das ideias, mas vascaínos como os outros que lá estavam, dispendendo, todos, tempo de suas vidas particulares para discutir o clube e seus rumos.

Sérgio Frias

Elucidação

 

Foi noticiado, na tarde de hoje, decisão desfavorável a um recurso interposto pelo Vasco no caso envolvendo uma dívida com o ex-treinador Joel Santana. Não é de hoje que notícias desconexas e sem as respectivas nuances são publicadas em detrimento do Vasco, especialmente quando envolvem algum passivo sendo cobrado na Justiça.

Daí porque necessário pontuar-se. Pois bem. O processo em questão tem origem numa confissão de dívida firmada em maio de 2008. Na ocasião, o Clube obrigou-se a pagar R$ 860.000,00 em 36 parcelas mensais, fixas e sucessivas. O Clube, entretanto, quitou apenas as 2 (duas) primeiras parcelas, dada a opção pelo calote deliberado instalado desde a inauguração da república das bananeiras, em julho daquele ano.

Parte da dívida (parcelas vencidas entre agosto de 2008 e agosto de 2009) foi alvo de uma outra ação que tramitou na 3ª Vara Cível da Capital. Como o Vasco, notificado em março de 2012, não quitou as parcelas vencidas entre setembro de 2009 à maio de 2011, Joel Santana, em abril de 2013, promoveu nova ação para cobrança de tais valores. O processo prosseguiu com sentença a favor de Joel, mantida mesmo após os recursos interpostos pelo Vasco.

Em sede de execução a antiga administração procurou o ex-treinador para composição do débito, não alcançando êxito por exigências que o Clube entendeu descabidas, inclusive no que tange a valores.

Joel então prosseguiu a execução pretendendo receber R$ 1.408.798,48 (um milhão quatrocentos e oito mil setecentos e noventa e oito reais e quarenta e oito centavos), em novembro de 2015. Após intimado, o Vasco apresentou impugnação alegando a nulidade da sentença por incompetência da justiça comum e, subsidiariamente, excesso do valor cobrado.

O primeiro argumento foi rejeitado, o que ensejou, ainda na gestão passada, a interposição de recurso cuja relatoria coube ao Desembargador André Andrade. Portanto, diferentemente do que afirmou-se na notícia, o recurso rejeitado pelo referido desembargador não se refere à penhoras determinadas recentemente, mas sim à discussão da competência ou não da justiça comum para o processamento.

Importante esclarecer que, muito embora tenha experimentado revés na questão inerente à competência, que pode ser objeto de recurso às instâncias superiores, o Vasco obteve redução de R$ 641.332,62 (seiscentos e quarenta e um mil, trezentos e trinta e dois reais e sessenta e dois centavos) por assistir-lhe razão quanto ao segundo argumento (excesso da cobrança). A dívida, que pelos cálculos do credor seria de R$ 1.679.731,77 em dezembro de 2017, foi reduzida para R$ 1.038.299,15.

Aproveitando o ensejo, seria bom que se esclarecesse como o autor da ação indicou, no seu pedido de penhora, o código swift do suposto contrato de câmbio internacional pelo qual o dinheiro do mecanismo de solidariedade inerente ao atleta Philipe Coutinho ingressaria no país e, sobretudo, o porquê do Clube nada ter feito em relação a esse “vazamento”.

Estranho, muito estranho, especialmente quando o patrono do Joel é o mesmo que subscreveu o nefasto “acordo” firmado pela atual gestão para cancelar os títulos honoríficos concedidos em outubro do ano pretérito.

Saudações Vascaínas
Leonardo Rodrigues

Transparência que não se vê

Determinados termos, adotados à guisa de conceitos na ciência de botequim do jornalismo de ocasião, atraem inexplicável atenção ante ao respeitável público. Um deles é a transparência. Diz-se que é legal ser transparente, posto que se vê através. Enxerga-se a paisagem à frente, ainda que esta não passe de um cenário ao deleite dos incautos. Para além do cenário, a transparência esconde, torna invisíveis fatos, personagens, números, atitudes. Não há esconderijo mais adequado do que esse, posto que se apresenta como algo de extrema beleza, mas que não se vê.  À moda do conto de Andersen, A Roupa Nova do Rei, a transparência desnuda a incapacidade, a vaidade, o ridículo e não enseja – nem tampouco encerra – explicações. Procurado pela reportagem, não foi encontrado… É invisível, transparente.

A teatralidade da missiva do Rei nu, certo de sua veste magnífica, prenunciou um balanço confuso, omisso em vários aspectos e apócrifo – o perfeito Evangelho da Transparência Cênica. Não cínica, muito embora pudesse, eventualmente, ser. Mas, em se considerando a expertise e esperteza dos verdadeiros autores, bem como a escola teatral… O importante é fomentar, o fomento é o fermento do negócio. E o fermento cresce a massa, cujas migalhas alimentam a miséria dos beneficiários em tese, de prontidão eterna. Mas esse é outro assunto, na qual a esfera do contribuinte é tênue bolha em meio a um turbilhão.

O Rei nu foi o arauto de si próprio, anunciando-se à plebe com pompas e circunstâncias.  Agora deve à arraia-miúda a materialização da transparência. De transparente, a invisível. De Rei invisível a bobo. De bobo a um arremedo de louco, na medida em que alheio está às consequências de seus desatinos. Talvez seja assim, de médico e louco… Não é o que se diz por aí?

No mais, a transparência virou delicada vidraça e a pedra de si mesma. O Vasco, como sempre, um mero coadjuvante, o transparente infeliz e involuntário de um discurso que nada tem a mostrar, além da covarde terceirização de responsabilidades daquele que se mostra irremediavelmente despreparado a assumi-las.

No fim das contas, é a tal da opacidade que dá as caras, que se apresenta, que possui densidade e fibra para o enfrentamento da falsa e etérea ética que, de tão “sublime”, abomina sua própria prática…

Bem aventurados os opacos de coração!

O Craque Transparência

 

Temos que ter, obrigatoriamente, paciência com o nosso mais novo craque.

Devemos entender, que o nosso “craque Transparência” foi anunciado oficialmente nos últimos minutos da segunda-feira, dia 30/04.

Apenas para relembrar, o “craque Transparência” foi escorraçado do Clube de Regatas BNDES, seu último clube. Segundo especulado no noticiário esportivo, o craque não se enquadrou na política esportiva e administrativa do referido clube.

Órgãos de imprensa noticiaram que o contrato do craque com seu antigo clube era vitalício. Argumentam alguns jornalistas que, contando o Clube de Regatas do BNDES com o apoio e o financiamento de milhões de brasileiros, o clube deveria manter o craque como uma forma de política interna. Mesmo necessitando e tendo a obrigação de contar em seus quadros com o novo ídolo vascaíno, O BNDES fechou suas portas para o craque.

A notícia não tardou a se espalhar pelas mídias especializadas que “urravam” pedindo que o craque fosse exclusivamente para o Vasco. Como sabemos, não é novidade para ninguém, o Vasco sempre desfrutou da simpatia e da cumplicidade da imprensa.
Desejar que o Transparência fosse para o flamengo não poderia ser defendido de nenhuma forma. A última vez que o “craque transparência” andou pela gávea, foram revelados supostos documentos intitulados de papeletas AMARELAS. O nome reflete uma cor muito simpática ao clube da gávea. A chapa da ex-presidente Patrícia Amorim e uma terceira camisa do Flamengo, apenas para exemplificar, são amarelas.

O “craque Transparência” no Corinthians? Nem pensar! Logo o Corinthians que tem estreita relação com o último clube do craque, o BNDES. O “craque Transparência” jogando pelo Corinthians iria criar um problema na relação entre as duas instituições. Só iria atrapalhar!

Atento a toda movimentação do mercado, a cobrança das mídias sociais e a pressão da imprensa, o presidente Cruzmaltino, sem pestanejar, anunciou o craque no dia e hora que mencionamos no início deste artigo.

Ao lado do presidente, vestindo uma bela blusa amarela, o craque foi apresentado.

Poderia ter aproveitado o presidente para apresentar o craque no dia da coletiva com o Paulinho, na qual o “craque Transparência” fez uma falta enorme.

Temos que entender o pouco tempo que houve para o entrosamento com o restante da equipe. Com o “craque Transparência” em campo, somos favoritos para conquista do Brasileiro, Copa do Brasil e o que mais vier pela frente.

Já se respira um clima de paz e harmonia em São Januário, desde a contratação do craque. Basta comprovar que, apesar da derrota para o Cruzeiro, não tivemos protestos e criticas à direção. Ao contrário, vimos muitos sorrisos amarelos após o quarto gol.

Walter Brito Lima
Sócio e Conselheiro do Club de Regatas Vasco da Gama

A VELHA PARCIALIDADE DA MÍDIA BUGADA

 

No dia 07/05/2017, Flamengo e Fluminense faziam o segundo jogo da final do Carioca daquele ano, vencida pelo rubro-negro e decretando o título de campeão a equipe da Gávea.

O Flamengo foi campeão estadual daquele ano, mesmo sem ter vencido um turno sequer do certame, na medida em que o Fluminense ganhara a Taça Guanabara, e o Vasco a Taça Rio.

A final de hoje reflete situação semelhante à do ano passado. Vasco e Botafogo decidem a competição sem que ambas conquistassem um turno.

Mas o que me causa mais estranheza é a maneira pela qual o Jornal Extra noticiou ambas as matérias. Em 2017, não houve qualquer menção sobre esse “fato curioso”. Duvida? Segue abaixo:

2017

2018

Por: Caio Hasche

A grande resposta histórica

Hoje, 07 de Abril de 2018, comemoram-se 94 anos de uma missiva emitida pelo então Presidente do Vasco José Augusto Prestes.

Tal acontecimento – histórico por excelência – tratou de manifestar o caráter eminentemente democrático do Club de Regatas Vasco da Gama; em contexto verdadeiramente hostil ao clube e seus associados;

Isto porque, em 1923, o futebol do Vasco ganhava da maioria dos seus adversários. O Vasco era um “forasteiro”: tinha jogadores pobres e negros, era novato no esporte e considerado “instruso” no meio elitista da época. Ao melhor estilo da perseguição que tem como alvo o inimigo, e não sua conduta, em 1924, tentou-se atribuir, artificialmente, uma suposta infração ou condição para que não disputasse a recém criada Associação Metropolitana de Esportes Amadores.

O futebol era um esporte de elite: jogadores de profissão considerada “duvidosa”, de condição social baixa e “por coincidência” negros, não poderiam ter a honra de disputar o campeonato carioca, eis que tal situação era entendida como profissionalização e mercantilização da atividade – na época era proibido jogadores de futebol remunerados. Pura retórica. O Vasco incomodava o sistema – o que perdura até hoje – e possuir jogadores era mero pretexto para a sua eliminação.

Por óbvio, afastar o futebol das atividades do clube não era uma medida popular. Mas nem sempre medidas populares (para os anseios do torcedor) são corretas.

Com a coragem, a ousadia e a firmeza que se espera de um presidente do Vasco, José Augusto Prestes emitiu a resposta histórica, estabelecendo que não seria o Vasco proibido de participar da referida associação; o Vasco é que se recusaria a participar de um campeonato que alijasse seus jogadores operários da AMEA.

Tal situação, amparada filosoficamente na ética kantiana do dever, até hoje é reconhecida por toda a imensa torcida Vascaína, e até mesmo para as torcidas rivais. É que, hodiernamente, o reconhecimento à vulnerabilidade social de negros e pobres se tornou senso comum; o que efetivamente atribui valor institucional – e não apenas preço – ao fato anterior que criou um divisor de águas no preconceito. E tal acontecimento é preponderante para a afirmação da enorme marca institucional do nosso querido Vasco.

E assim, embora muitos vascaínos queiram fundar um “marco zero” ou um “novo Vasco”, a instituição não é e nem pode ser atingida, já que, por vários atributos históricos, incluindo este marco, intangível e impossível de ser apagado, não é possível e nem aconselhável repentina guinada de posição institucional do nosso clube. Assim, que a lição de outrora sirva de inspiração para a continuidade do caminho de vitórias e glórias do Vasco, uma instituição ímpar e que carrega o orgulho de ter vencido o preconceito.

Saudações Vascaínas.
Sergio Coelho

O HD e a Vila Mimosa

 

E não é que a moça de vendas (é, de vendas…) que segura a balança com pose olímpica e ar virginal, por intermédio de alguma organela de seu corpo de pão bolorento e fina casca, ressuscita o tal do HD. Pobre HD. Não bastasse ser prova imprestável, não bastasse que todos lhe houvessem passado as mãos gulosas…

Eis que volta o pobre diabo à carga, sacado de seu mimoso refúgio, de sua perfeita comunhão junto às quengas – e sabe-se lá mais quem – pelos mesmos de sempre, os vascaínos que não são Vasco, os administradores modernos que nada administram, auditores que jamais auditaram recursos generosos aos “Marieis” da vida…

Coincidentemente aparecem todos os eles, justo em mais um momento de decisão, justo quando há negociações as mais variadas em andamento, justo quando o Vasco torna a recuperar-se de um processo eleitoral pernicioso, contaminado pela peçonha que ora retorna, como diz a letra da canção, num indo e vindo infinito.

A moça de vendas, lenta e cara por natureza, sempre encontra nos mimosos e republicanos misteres do Vasco a oportunidade de redimir-se perante à sociedade, demonstrando invulgar agilidade, balançando o instrumento sem peso e nem medida, sem riscos de punições. Tudo isso sem retirar a faixa que venda…

No fim das contas, nada de novo, nada que surpreenda, nada que não me faça recordar da famosa “oportunidade de ouro”. O Vasco??? Deixa pra lá…

Correção à diminuição midiática da marca Vasco

O site UOL publicou matéria na qual faz juízo de valor sobre o fechamento de contrato feito pela administração de Eurico Miranda, junto à empresa LASA, ocorrido em janeiro.

Na visão dos responsáveis pela matéria era de se prever a inadimplência do parceiro, devido a problemas financeiros vividos por ele.

As negociações foram feitas, como dito em variadas mídias do Casaca!, por cerca de dois meses, com encontros e inúmeros contatos entre o marketing do clube e a empresa, com participação efetiva do Casaca!.

O descumprimento do valor a ser pago deve ser questionado a quem inadimpliu. Razões, motivos, circunstâncias, etc…

O fato é que o contrato, além de extremamente favorável ao Vasco financeiramente, foi assinado com proteção ao clube no caso de descumprimento da outra parte, portanto feito de maneira responsável.

Salta aos olhos, porém, algumas omissões e erros matemáticos banais quanto à valoração da marca Vasco.

Em 2017 o Vasco, no primeiro quadrimestre, recebeu 2,5 milhões de reais, referentes ao contrato assinado em abril do ano anterior, com validade de um ano, junto à Caixa Econômica Federal.

Após o término do compromisso, o clube fechou outro contrato com o mesmo parceiro, válido por oito meses, recebendo (fora possível bônus), 11 milhões de reais.

Daí temos uma soma simples matemática que perfaz o valor de 13,5 milhões de reais firmados para recebimento em 2017 e não 12,5 milhões, como dito na matéria.

O mais grave, entretanto, é a omissão de que o Vasco assinou no ano de 2017, proporcionalmente, o maior contrato de patrocínio do século XXI, pois se acertou o recebimento de 11 milhões em 8 meses, receberia por um ano, caso fosse este o tempo firmado de compromisso, 16,5 milhões. Há neste caso um fenômeno curioso oriundo da mídia em geral: tal proporcionalidade não foi exposta em momento algum por quase ninguém. Aí não se trata de uma questão concernente à juízo de valor, mas sim de mera informação adequada à realidade factual.

Parece-nos estranho que não se informe na mídia, claramente interessada em valorizar o clube nas suas publicações, imaginamos, quanto passou a valer a marca Vasco, considerando apenas o tema abordado, numa realidade de mercado, em 2017.

Nada mais natural, portanto, que se firmasse um patrocínio superior em 2018, uma vez que o clube tem e permanecerá tendo maior exposição pela participação na mais concorrida competição da América do Sul e é o único deste estado a pretender conquistar o Tricampeonato Sul-Americano (1948/1998/2018), estando neste quesito, entre os demais clubes brasileiros participantes da competição, atrás apenas de Grêmio e Santos.

A real situação é a seguinte: o clube tem a receber, diante do descumprimento contratual por parte da empresa, valor superior a 2 milhões de reais, previsto em contrato. Além disso, o parâmetro para fechamento de um novo compromisso, considerando-o anual, é de 16,5 milhões, levando-se em conta apenas o contrato firmado em 2017. Deve-se também ponderar outros dois fatores para embasar maior valoração: a participação do clube na Taça Libertadores de 2018 e o contrato fechado em janeiro, consoante ao crescimento do retorno de mídia previsto para o Vasco neste ano.

Sérgio Frias

Menino Pedrinho: um sonhador

O menino Pedrinho tinha um sonho: o de jogar e ser campeão pelo seu time de coração.

Já tinha visto no estádio, como torcedor, os títulos de 1987 (daquele Vasco de Tita e Dunga, duas contratações bancadas por um certo dirigente), e o de  88 com o baixinho Romário (que quase foi parar numa equipe menor da Europa, não fosse a intervenção de certo dirigente) dando show nas finais contra o freguês da Gávea. Além disso, viu o inesquecível título Brasileiro de 89 com o arretado Bebeto, aquele que um certo dirigente trouxe pro Vasco dando uma pernada no rival.

Já adolescente, viu seu time ser Tri-Campeão pela primeira vez na história, com a conquista do Carioca de 94, aquele em que um certo dirigente conseguiu uma inversão na tabela, contrariando o desejo dos cartolas rivais que queriam colocar como último jogo da competição um Fla x Flu. 

Agora ele queria ser campeão, mas dentro de campo.

Certo dia, o já crescido Pedrinho acordou, olhou para o seu poster de Roberto Dinamite na parede (aquele que quase foi parar no rival em 1980, não fosse a intervenção de certo dirigente) e decidiu ligar pra Felipe, seu amigo de infância e parceiro nas quadras de futsal e posteriormente, de campo: 

– Vamos formar um time pra disputar o Brasileiro?
– Bóra!
– Vou ligar pro Edmundo. Ele está em má fase no Corinthians. Quem sabe não aceita vir…
– Beleza! Enquanto isso vou mandar uma mensagem pro pager do Mauro Galvão. Ele é veterano, mas acho que pode ajudar nessa parada.
– Beleza então. Vamos marcar uma reunião lá no Pepê pra ver isso.
– Mas peraí: quem vai treinar a gente?
– Fica tranquilo. Já falei com o “Cabeção” e ele topou participar.
– Boa ! Amanhã vou ver um lugar pra treinar, arrumar um médico, pro caso de lesão, massagista pro pós-jogo, advogado se tivermos problemas extra-campo…
– É verdade. Vai que o Edmundo é expulso e nós precisamos dele no jogo seguinte? Sabe como ele é…
– E se começarem a nos roubar? Temos que dar um jeito de colocar a boca no trombone…
– Tranquilo isso. Compramos espaço nos jornais. Os classificados do JB estão bem em conta…
– Show! Então amanhã nos vemos. Abraço peixe!
– Peixe? Pô cara, tú me deu uma boa ideia…

Pronto: assim surgiu o Vasco campeão de 97 e 2000.

E ainda tem gente que diz que certo dirigente era necessário…