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Até…

Eu o conheci pela TV, falando Vasco, Vasco e Vasco em inúmeras discussões ali e acolá.

Eu o conheci pelo rádio, onde ouvia o que desejava ouvir, quase que como lhe dissesse para falar o que dizia, como se adivinhasse o que meu coração vascaíno queria ouvir.

Eu o conheci através dos jornais, com matérias por vezes sensacionalistas, noutros casos ácidas, falando dele como uma figura que cativava, mas também incomodava.

Eu o conheci ao vivo, lá pelos meus 18 anos e não vi barreira grande para falar com ele ou ter dele uma resposta direta e até simpática diante das minhas dúvidas ou preocupações daquele momento.

Quando meu pai me trouxe o adesivo de campanha, em 1985, eu o colei na minha janela e lá está ele até hoje, no mesmo vidro dela, no mesmo lugar, no quarto da hoje casa de minha mãe.

O que se dizia ali era muito sério, de difícil execução, quase impossível ocorrer na prática, mas eu, adolescente e acreditando nos sonhos de qualquer adolescente via como possível, plausível e emblemático: “Eurico 86 – O Vasco Acima de Tudo”.

Eurico perdeu as eleições, de forma estranhíssima na ocasião. O clube todo sabia o que ocorrera, mas ele não foi à Justiça, não foi expor o Vasco.

Deu lá algumas entrevistas e voltou para seus afazeres, certo de que o Vasco praticamente inteiro o queria dentro do clube.

Chamado a atuar como Vice-presidente de futebol, após quase 20 anos vivendo a política interna do clube, ele surgiu como um trator.

O Vasco mudou de patamar e aquilo que nem nos nossos mais belos sonhos juvenis seria plausível foi obtido.

Mas o que chamava a atenção, mais do que vitórias, títulos, alegrias era como havia apenas dois caminhos para os oponentes do Vasco. Admirá-lo ou odiá-lo.

O Vasco não passava desapercebido e quando desrespeitado tinha um leão a defendê-lo, com todas as armas possíveis e impossíveis de serem usadas para tal.

Colecionou inimigos e brigas em prol do clube, prejudicou-se pessoalmente, teve na família seu grande aparato, nos amigos e correligionários apoio, mas viveu entre injustiças contra si e ações odiosas de seus adversários.

Em tempos digitais mentiras e distorções se espalham pela rede, falar mal em maioria de alguém faz um monte de bobagens parecerem verdades e o trabalho feito por Eurico Miranda após seu retorno apoteótico à presidência do clube no final de 2014, até o fim de seu mandato, teve na distorção dos fatos a conclusão de que tudo aquilo feito de nada importava e era simples para qualquer outro executar.

O tempo demonstra o contrário, como a história recente do clube – sem ele gerindo o Vasco – também evidencia a grande distância entre aquele indefectível personagem e o resto.

No seu último ano de vida ativa no clube ainda ajudou no que pôde, aconselhou no que pôde, agiu como pôde. Enfim, fez o que pôde.

Um homem que por décadas não passou anônimo na multidões qualquer lugar pelo qual andasse, que se fez respeitar pelos adversários desta cidade por inequívoca supremacia nos confrontos, por inequívoca capacidade de sobrepujá-los fosse nos bastidores ou no próprio campo de jogo.

Como gran finale teve ao final de seu último jogo como presidente do clube uma vitória, contra tudo e contra todos, que foi a classificação para a Taça Libertadores de 2018.

Como gran finale teve ao final de seu último jogo como torcedor um gol do Vasco, contra o arquirrival, marcado num pênalti, no último minuto.

Quisera eu escolher sua última memória, sua última visão, antes de ele fechar de vez os olhos e entrar para a história. Que fosse ela, então, a bola na rede rubro-negra em mais um gol do Vasco, Vasco que foi no fundo a razão de viver dessa lenda chamada Eurico Miranda, que tanta falta nos faz e fará ao Vasco para todo o sempre.

Saudades, amigo.

Sérgio Frias

O Triunfo Derradeiro

Sim, a doença que tirou Eurico da vida, alçou-o ao céu límpido e azul, assim como os mares navegados por Vasco da Gama. Assume Eurico a posição de imediato na Caravela Celestial do Almirante. Parte o homem que, em sua humanidade plena, transcendeu a cadeira da Presidência, irmanando-se à Alma Vascaína. Deixa para trás, ao longe e muito abaixo, uma legião de detratores, invejosos contumazes. Sim, legião, porque são muitos. Todavia, leva consigo a admiração e o respeito de muitos mais, deixando-nos o legado de um clube forte, lutador, contestador e altivo. Soube, como ninguém, resgatar e encarnar o espírito de nossos fundadores. Reiteradamente, em suas atitudes em prol do clube, de seu papel social, fez rediviva a Resposta Histórica. Contra tudo e contra todos, com o Vasco, pelo Vasco e para o Vasco.

Portanto, triunfa derradeiramente, após resistência e luta heroicas contra a enfermidade, fazendo dela o seu instrumento para colocar-se na História do Vasco e do desporto nacional de maneira indelével. Poucos imaginam a cota de sacrifícios pessoais e familiares a que submeteu, por amor ao maior de todos os clubes. Dizia: “Se existirem três clubes dentre os maiores, lá estará o Vasco. Se existir apenas um, este será o Vasco.”

Eurico deixa este plano e passa à imortalidade. Afinal de contas, seu coração vascaíno sempre foi um coração infantil, no sentido da força, da fé e do amor pelo seu, pelo nosso Vasco. A sua imortalidade funde-se, perfeitamente, à imortalidade do Gigante da Colina, num vaticínio abençoado, grafado à murada de São Januário que, nesta data triste, sobe aos céus, entoando Casacas de louvor e agradecimento a esse indivíduo único que jamais será esquecido.

Aos familiares, meu mais profundo respeito e o inestimável agradecimento por terem emprestado o pai, o esposo, o avô a todos nós. Hoje, sentimo-nos parte da família, irmanados na dor e no orgulho.

Obrigado, Eurico Miranda!

Rafael Furtado

 

Má gestão acobertada pelo bom momento do futebol

O QUE EU VI NO CLÁSSICO CONTRA O FLAMENGO

1) O Vasco poderia ter virado o 1º tempo ganhando por 3×0. Criamos chances reais e pecamos na finalização.

2) Sensacional o incentivo da torcida do Vasco. Era o último minuto do jogo, estávamos perdendo para o arquirrival, mas a torcida cantava a plenos pulmões no Maracanã: “Vou torcer pro Vasco ser campeão”. A torcida abençoou a marcação do pênalti sobre o Marrony. Sabe-se lá se o árbitro assinalaria a penalidade máxima se a torcida já estivesse perseguindo os próprios atletas. Como lutou junto até o fim, foi presenteada com esse empate-sabor-de-vitória. É o que eu sempre digo: Torcedor precisa ajudar enquanto a bola estiver rolando. Se quiser vaiar ou xingar, saiba que isso atrapalha o desempenho de todos os nossos jogadores. Deixa pra fazer depois do apito final.

3) Que arrancada do lateral-esquerdo Danilo Barcelos aos 47 minutos do segundo tempo, disparando desde antes do meio-campo para bloquear o “gol-feito” de Rodinei! Impediu o que seria o segundo gol do Flamengo. Danilo Barcelos salvou o Vasco no último sábado!

4) Contra o Vasco, eles tremem. Maxi Lopez não tem pena.

5) O Vasco precisou sofrer dois pênaltis (41 e 48 minutos do 2º tempo) para o juiz marcar um. Vasco 2×1 Flamengo seria o placar justo, considerando uma arbitragem limpa.

6) Saudades de goleá-los:

Vasco 4×1 Fla em 1996
Vasco 4×1 Fla em 1997

Vasco 5×1 Fla em 2000
Vasco 5×1 Fla em 2001

DEU ZEBRA

Vejo com extrema preocupação o Vasco estampar em sua camisa o patrocínio de um site de apostas. Ainda que fosse a parceria mais rentável da história do clube, trata-se de um site de apostas. É o que há de mais nocivo ao espírito esportivo.

Nas últimas décadas, a relação sombria do futebol com casas de apostas proporcionou vários escândalos de manipulação de resultados no Brasil e no mundo. Isso tende a aumentar por aqui, levando em consideração que nosso país sequer dá conta de combater a corrupção nas esferas mais básicas.

Além disso, há o pacotão de estragos que os jogos de azar podem causar na vida dos apostadores e seus familiares: transtornos, vício, grandes prejuízos financeiros e até mesmo a falência.

Na minha opinião, ao invés de celebrar um patrocínio, estaria mais condizente com a história e a grandeza do Vasco uma ação de marketing que conscientizasse sobre os perigos desse submundo de sites de apostas e que promovesse redes de apoio e proteção às pessoas vulneráveis.

BOLA DE NEVE LADEIRA ABAIXO

A gestão do presidente Alexandre Campello no Vasco está abaixo da crítica. Apesar de alguns torcedores confundirem o sucesso da gestão desde Janeiro 2018 com a invencibilidade do futebol nos primeiros meses de 2019, o que está acontecendo no clube é que as duas coisas não vêm caminhando juntas.

A gestão de Campello opta por não tratar como prioridade a questão da Certidão Negativa de Débitos. Sem certidão, o clube perde inúmeras oportunidades de receitas.

A gestão de Campello opta pela terceirização dos funcionários, demitindo sem pagar direitos trabalhistas. Logo ele, que já foi um funcionário do clube. Além do fator desumano dessa atitude, está se formando uma bolha de dívidas trabalhistas, que custará muito mais caro ao Vasco quando as execuções chegarem nos próximos meses ou anos.

Aliás, as demissões e terceirizações estão repletas de questionamentos. No início da gestão, algumas estranhezas foram denunciadas na reformulação do Departamento Médico do Vasco. Sócios de Campello em outra empresa teriam sido contratados pelo clube com salários bem mais altos que os médicos que estavam em São Januário até 2017.

Outra coisa inacreditável foi o caso da parceria com a Espetto Carioca para fazer a operação das cozinhas de São Januário e do CT do futebol. Campello assinou em Março 2018. Dois meses depois, a Espetto Carioca denunciou a falta de pagamento e o rompimento unilateral do contrato. O calote rendeu uma ação na Justiça cobrando mais de 1 milhão de reais do clube, fora multa contratual.

A terceirização não perdoou nem o Colégio Vasco da Gama, orgulho do torcedor cruzmaltino há 15 anos. No início do ano letivo, 23 professores foram demitidos pelo Vasco, que havia entregue as atividades para o Grupo GPI em Julho 2018. Agora o Vasco deixou de ter uma escola dentro do clube. É o Grupo GPI que tem uma escola dentro de São Januário. Qual será o próximo capítulo?

A falta de pagamento a fornecedor afetou a rotina de treinos das categorias de base do Vasco na última sexta-feira (08/03). Os atletas até o Sub-17 ficaram sem alimentação e foram dispensados. O Vasco tentou abafar o caso alegando que o refeitório estava em manutenção. Papo furado, até porque outros espaços não faltam no complexo de São Januário para que sejam oferecidas refeições. Que o vexame da semana passada não volte a acontecer!

O que falar da irresponsabilidade dessa gestão com o time de Basquete do Vasco? Como é que pode deixar isso acontecer? Mesmo reduzindo o investimento, não consegue manter os salários em dia, corre risco de rebaixamento na NBB e ainda pode ser excluído da Liga por causa da má gestão financeira. A solução não é acabar com o Basquete, como alguns pretendem, mas sim dar mais valor a ele, inclusive na busca por patrocínios. O basquete no Vasco é tradição, é sinônimo de superação das adversidades para a sua manutenção e crescimento. A história do basquete do Vasco muito nos orgulha também.

A gestão de Campello permite desvalorizar a marca Vasco, anunciando um patrocínio máster de um ano R$ 1,5 milhões de reais menor que o anterior, assinado por 8 meses.

“Como é que é?” Sim, em 2017 o Vasco recebeu R$ 11 milhões por 8 meses de patrocínio com a CEF (o que significaria R$ 16,5 milhões em um ano), já em 2019 receberia R$ 9,5 milhões por um ano, mas perceberá R$ 8 milhões por ter fechado o compromisso em março.

“Mas há bônus!” Sim, como havia nos contratos fechados com a CEF, inclusive no último, embora dependessem de metas alcançadas pelo time de futebol profissional.

Não será fácil para futuras administrações recuperarem nosso valor de mercado. Por ora, o clube e os torcedores farão o que for possível para aumentar o valor ano a ano com o novo patrocinador. Lembrando que o Banco BMG foi parceiro do Vasco no projeto do gol 1000 de Romário, parceiro do Vasco na conquista da Copa do Brasil em 2011.

Enfim, apesar das receitas com venda de jogadores, empréstimos, cotas de TV e patrocínios, o presidente Alexandre Campello tem implementado no Vasco uma verdadeira gestão de calotes, não conseguindo pagar as despesas básicas, infelizmente. Nada como o bom momento do futebol do Vasco, com a belíssima conquista da Taça Guanabara, para acobertar uma má gestão.

Abração e saudações Vascaínas,
Eduardo Maganha

Um Dia Memorável

Fazia algum tempo que eu não comemorava um título como o de ontem. Quem pensa que o jogo durou apenas 90 minutos está enganado. A partida começou na sexta-feira à tarde, com a notícia de que o clubeco das Laranjeiras tinha ido ao Judiciário pedir penico por ter perdido o sorteio que deu ao Vasco o mando de campo.

A partir dali o Casaca se fez presente e mesmo sendo oposição à atual diretoria, se pôs à disposição para iniciar a luta institucional pelo sagrado direito do Vasco.

E aqui vai um elogio a sua atual direção: soube humildemente aceitar a mão de quem conhece o atuar da turma da zona sul, pois esteve lá nos últimos três anos e tomou frente nesta guerra.

Pela primeira vez, após a ascensão à presidência do Sr. Alexandre Campello, o clube se fez gigante, numa união entre vascaínos na defesa única e exclusiva da Instituição, independentemente de ganhos políticos ou rasteiros.

Na minha última coluna ,neste honroso espaço, critiquei o Sr. Campello pela falta de combatividade quando os tricolores travestidos de vascaínos tentaram mais uma vez, via interferência externa, tomar o Vasco de assalto. Creio eu que depois do fato ocorrido ontem, ele tenha compreendido que estar na direção do Clube lhe traz muito mais ônus do que bônus na maioria das vezes, mas quando as atitudes são em prol da defesa e da grandeza do clube, principalmente contra arbitrariedades, o bônus é certo.

Veja, não se confunde bônus com mídia de olhinhos brilhantes por conta do vexatório ato praticado na última quarta-feira, o bônus está no orgulho do vascaíno em se sentir representado diante da covardia perpetrada pelos de sempre, incluindo-se aí grande parte da mídia.

Não posso deixar de elogiar, ainda, a torcida do Vasco que pôde comparecer no Maracanã, dando mais uma demonstração de que quando os vascaínos se unem para defendê-lo, não há deficiência cognitiva, má vontade ou torcida amarela contra ou de quem quer que seja que nos impedirá de fazer valer o nosso direito.

O que se viu ontem foi uma torcida pacífica, convivendo com os pouquíssimos tricolores envergonhados sem que ocorresse qualquer ato de hostilidade ou violência que, já no horário da partida, acabaram iniciando e tendo como protagonista quem deveria estar lá para garantir a segurança do torcedor, ao contrário de distribuir bombas, balas de borracha e espadadas em torcedores.

O título do Vasco ontem não se deu com o levantar da taça após o jogo, se deu no momento em que o Sr. Claudio apareceu na arquibancada, no setor sul, conquistado em 1950, fazendo gestos como quem diz “aqui é Vasco, porra”!

Definitivamente ontem fomos campeões com o carimbo de quem nos ensinou o caminho das vitórias e do engrandecimento desse gigante.

Deixo aqui a frase do mestre que nos ensinou essa lição.

“A inquietude é a nossa propulsão” – Eurico Miranda

Abços,
SV

Márcio Magalhães

Parabéns à torcida vascaína


Foi uma vitória da torcida, que pressionou os jogadores tricolores e seu tic-tac improdutivo no campo de defesa.

Foi uma vitória da torcida, que pressionou fora do estádio para que pudessem retornar ao local que sempre foi de direito do clube, desde 1950 e deixou de sê-lo por uma anuência inaceitável em 2013 e que mantém a discussão acesa até hoje.

Foi uma vitória da torcida, que enfrentou intempéries, enfrentou a desilusão dos portões fechados com o jogo correndo e voltou ao estádio, ou o invadiu, após ter havido a liberação judicial.

O Vasco cumpre ordem judicial, ao Vasco cumpre tal dever e à torcida cruzmaltina cumpre defender o clube, com ações em massa como a que vimos hoje.

Parabéns a todos nós.

Vasco Campeão da Taça Guanabara (invicto) mais uma vez.

Sérgio Frias

https://casaca.com.br/site/wp-admin/edit.php?paged=1

Grande diferença

Na democracia um dos seus preceitos é o respeito a opiniões e não a desqualificação de quem pensa diferente de você, como se o dono da razão fosse você próprio.

O escudo do Flamengo visto ontem não agradou nem um pouco a inúmeros vascaínos, como também pode ter satisfeito a uma outra parte, como para outros não fez diferença alguma.

Como a ação de marketing não funcionou da maneira como se propunha, a forma como o atual presidente do Vasco, Alexandre Campello, se posicionou na própria imprensa seguiu um contexto de diminuição dos que discordam dele, como por exemplo discorda o estatuto do próprio clube, que, em tese, deveria ser respeitado.

Talvez em tenra infância as cores do Vasco pouco importassem para o mandatário, mas para inúmeros VASCAÍNOS DE RAIZ já nos eram imaculadas e assim permanecem.

A homenagem feita pela equipe do Resende é digna de todos os aplausos e poderia ser também a do Vasco, com o mesmo leilão que se pretende fazer em favor das famílias das vítimas, embora quem apareça na própria camisa (no caso das do Vasco) tenha sido o responsável pelas vítimas e não tão vítima como as que partiram.

Às famílias das vítimas, amigos, admiradores, colegas, funcionários próximos, muita força.

Ao Flamengo, que não mais manche o esporte brasileiro, sendo referência de desdém quanto às leis, determinações e normas, que levaram à possibilidade do ocorrido.

Ao presidente do Vasco, mais zelo com o clube.

Sérgio Frias

Tragédia Secular

O ocorrido há cerca de 36 horas é estarrecedor, inimaginável, inclassificável e uma tragédia, fruto de completa e total irresponsabilidade do Clube de Regatas do Flamengo.

O local onde havia dormitório poderia funcionar como estacionamento, tratava-se de um contêiner, com uma só saída e sem outra de emergência, o clube havia sido multado quase 30 vezes, por estar sem o devido alvará, a prefeitura determinou a interdição do CT em 20/10/2017, mas o clube resolveu manter o funcionamento e transformou em alojamento um espaço, sem ter pedido licença para tal e sem anuência do corpo de bombeiros.

Força Flamengo???

Força aos parentes das vítimas, amigos, colegas, admiradores, funcionários próximos.

Por completa irresponsabilidade, desídia, negligência, prepotência, arrogância do rubro-negro, houve uma tragédia inaceitável (e jamais vista), em clubes da quarta divisão do futebol brasileiro ou em outros sem divisão alguma.

Não é a maior tragédia do Flamengo em sua história. É a maior tragédia entre clubes brasileiros, na história do futebol brasileiro, por responsabilidade própria.

Força Flamengo???

Força aos parentes da vítimas, amigos, colegas, admiradores, funcionários próximos.

Não fosse a Folha de São Paulo soltar uma matéria ontem devastadora, quanto a todas as irregularidades cometidas pelo Clube de Regatas do Flamengo, teríamos vivido um dia no qual o responsável pela morte de 10 crianças carbonizadas parecia tão vítima como as crianças que morreram.

Os prejuízos que a instituição “Flamengo” sofreu foram de imagem e financeiros. Isso se compara ao que foi perdido pelas famílias daquelas crianças?

Força Flamengo???

Força aos parentes das vítimas, amigos, colegas, admiradores, funcionários próximos.

A consternação foi geral. De qualquer atleta mirim que pretende ser um profissional, dos profissionais veteranos ou já fora dos campos que um dia foram mirins. Todos tem história para contar, de dificuldades pelas quais passaram ou passam, das condições precárias em dado clube ou oportunidade, mas nenhum tem história similar ao ocorrido, porque nunca aconteceu e ocorreu com um clube que é tido e havido como modelo pelos irresponsáveis da imprensa convencional que investigam o que lhes interessa e incensam também o que lhes interessa.

Ora, ninguém, absolutamente ninguém da imprensa convencional que cobre o Flamengo buscou saber quais as condições daquele espaço? Por que (se sabiam) não se buscou divulgar o fato até que interditassem (caso permanecesse a desídia, irresponsabilidade, negligência, arrogância e prepotência do Flamengo), por meio de uma campanha global em cima da irregularidade?

Ontem mesmo se viu gente falando na mídia convencional da estrutura do Vasco em 2012 (sim, 2012), em Itaguaí para incensar o Flamengo, afirmando que era o clube com menos problemas na época e que depois melhorou mais ainda… Melhorou muito! Está se vendo como melhorou! É a referência do Rio! Aliás o Flamengo hoje é uma referência nacional! É uma referência de desídia, negligência, irresponsabilidade, prepotência e arrogância, que levou ao ocorrido.

Força aos parentes das vítimas, amigos, colegas, admiradores, funcionários próximos.

Sérgio Frias

O palpiteiro

O ex atleta Edmundo declarou para o Esporte Interativo em entrevista recente, vestindo a camisa de seu clube paulista por adoção, que imagina o Vasco brigando para não cair no Campeonato Brasileiro em 2019, lá por novembro, dezembro, presume-se, entre outros palpites, achismos e paradigmas próprios do que é bom, ruim, mais ou menos em termos de performance no futebol profissional cruzmaltino para este ano.

Há vários problemas na declaração do Edmundo, o mais grave deles é se passar por um torcedor comum do Vasco, quando na verdade é um profissional da crônica esportiva em mídia convencional.

Outro é tecer seus comentários desanimadores à torcida, enquanto ator político do clube, como a maioria dos que acompanham o Vasco – e minimamente os meandros do clube – sabem.

O terceiro erro é tratar o Campeonato Estadual, um título de campeão nele, como simples de ser vencido para justificar uma possível conquista do Vasco como desimportante e – pior – uma não conquista do título como algo aquém do normal.

Vencer o Campeonato Carioca para o Vasco é, em média, uma conquista que ocorre de quatro em quatro anos e não ano sim, ano não.

Ele, por exemplo, disputou pelo Vasco cinco Estaduais e ganhou apenas um.

Uma boa Copa do Brasil significa o que? Chegar às quartas, às semifinais, chegar à final?

Em 2017 Edmundo disse que o Vasco poderia até ser Tricampeão Carioca, mas que ia ter problemas no Campeonato Brasileiro.

O discurso em relação à expectativa por resultados era, portanto, o mesmo, com a agravante de considerar um Tri Estadual algo banal.

Outro erro é falar em janeiro do que ocorrerá numa competição que termina em dezembro, como se o clube não pudesse contratar durante a temporada e sem haver nenhuma das 20 equipes pronta para dezembro deste ano.

Jogadores sairão e virão de todos os clubes e qualquer afirmação de adivinhação é chute, considerando os elencos atuais dos clubes e nenhuma partida oficial disputada na temporada por quaisquer deles.

Em suma: Edmundo mostra-se um errante, em termos de palpites, que fala, anda, pensa – às vezes antes de falar – e, lamentavelmente, para alguns, representa a voz do vascaíno na imprensa, como há poucos anos representava, teoricamente, o Juninho Pernambucano.

Sérgio Frias
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Abaixo um outro Edmundo, em junho de 2008, com outras perspectivas, características. Um otimista. Bons tempos.

Edmundo rechaça pessimismo no Vasco contra o Sport

Cariocas precisam ganhar por três gols de diferença para garantir vaga na final

A situação do Vasco na Copa do Brasil não é das mais confortáveis. Para eliminar o Sport e garantir vaga na grande final, o time carioca precisa derrotar o adversário por três gols de diferença no jogo desta quarta-feira. Se vencer por 2 a 0, a decisão da vaga será nos pênaltis. Mesmo assim, o atacante Edmundo trata de afastar qualquer pensamento pessimista no grupo vascaíno.

– Não podemos começar com pessimismo, achando que é uma grande desvantagem. Eles jogaram melhor no primeiro jogo, conseguiram marcar dois gols. Eles tiveram toda uma atmosfera a seu favor, e é isso que a gente espera que aconteça com o Vasco aqui no Rio de Janeiro. O Vasco, em São Januário, costuma ser muito forte e a gente acredita que, pelo menos o placar mínimo de 2 a 0 a gente vai conseguir, para levar a decisão para os pênaltis – comentou o Animal.

Edmundo foi poupado do clássico do último final de semana contra o Botafogo pelo Brasileirão, mas está confirmado para enfrentar o Sport. O atacante confia na boa preparação da equipe e espera que o Vasco possa mostrar sua competência dentro das quatro linhas.

– Estamos bem treinados, temos um bom entrosamento e temos tudo a nosso favor. O futebol tem muitos detalhes, um deles a sorte, mas a gente tem que ter competência para ter sorte também – ressaltou o atacante.

Gazeta Press – 27/05/2008

Diferença incontestável

Em qualquer lugar do mundo em que se analisasse resultado esportivo e gestão, comparativamente, sob a ótica desses últimos dois anos, ter-se-ia a clara conclusão de que o Vasco foi transformado de vinho para água e com muito mais recursos financeiros disponíveis no presente ano, em comparação ao outro.

Vamos a um fato, que chama bastante a atenção. Número de vitórias fora do estado, com mando de campo do adversário.

Não há como fazer uma comparação diferente do que utilizar como parâmetro o modelo de pontos corridos com 20 clubes na disputa, se quisermos ser justos, o que ocorre desde 2006.

A cada ano exposto o Vasco atuou na Série A em 16 jogos fora do Rio de Janeiro (apenas em 2015 foram 17).

Eis os números:

2006: 6 vitórias fora de casa (três contra grandes clubes brasileiros)
2007: 4 vitórias fora de casa (duas contra grandes clubes brasileiros)
2008: 3 vitórias fora de casa (nenhuma contra grande clube brasileiro)
2010: 2 vitórias fora de casa (nenhuma contra grande clube brasileiro)
2011: 7 vitórias fora de casa (duas contra grandes clubes brasileiros)
2012: 6 vitórias fora de casa (uma contra grande clube brasileiro)
2013: 2 vitórias fora de casa (nenhuma contra grande clube brasileiro)
2015: 3 vitórias fora de casa (uma contra grande clube brasileiro)
2017: 6 vitórias fora de casa (duas contra grandes clubes brasileiros)

Está claro que os números de 2017 estão entre os melhores dos nove anos mencionados.

Para resumir nossa participação no Campeonato Brasileiro de 2018, não ganhamos de ninguém fora do Rio.

Ano passado o Vasco somou 56 pontos, em 2018 foram 43. Treze a menos.

Em 2017 o clube foi deixado na Libertadores e neste ano não se classificou nem para a Copa Sul-Americana.

No ano passado o Vasco perdeu o direito de ter torcedores na cidade do Rio de Janeiro em seis dos seus jogos, em 2018 jogou todas com seu mando de campo em casa, com torcida, tendo vendido apenas um mando para Brasília (Vasco x Corinthians no turno).

É inegável que o Vasco seguia para um bom caminho entre o findar de 2017 e o início deste ano.

As receitas em 2018 aumentariam (venda de Paulinho, prevista para julho, participação em competições sul-americanas, ganhos com mecanismo de solidariedade) e com as certidões a serem conseguidas, por quem tinha competência para tal, outros ganhos ocorreriam.

A mudança de poder, de gestão, de atitude, de comportamento, visão e postura levaram à nova vitimização, pouquíssimo avanço e nenhum comprometimento de se sair em defesa da qualidade do elenco que lá estava e o que foi constituído a partir do desmonte daquele encontrado.

O Vasco em 2018, para sua gestão, não tinha objetivo algum. Nenhuma promessa foi feita, não foi dito em rodada alguma do Campeonato Brasileiro, nem nas quatro, cinco primeiras, que o clube objetivava voltar à Libertadores, criando um ciclo virtuoso. Nada, absolutamente nada foi dito.

O clube pagou pela inoperância e omissão de uma gestão totalmente despreparada para simplesmente mantê-lo no patamar esportivo em que se encontrava há um ano.

Lembre-se ainda que nos últimos três meses de Campeonato Brasileiro, ano passado, o clube se viu à volta com problemas de salários e políticos, mas isso não impediu que o objetivo traçado no início da competição fosse cumprido.

A simples admissibilidade disso poderia fazer o Vasco ter um melhor ano novo, no próximo.

Se sobrar humildade para ouvir e coragem para agir externamente em defesa do elenco, de sua capacidade, traçando objetivos grandiosos, sem fazer segredo ao público, pode-se conseguir mais, muito mais.

Há gente disposta a encarar o desafio, pelo que tenho visto, mas é uma atitude grupal e não individual que poderá fazer a diferença. Não adianta um puxar para cima e os outros se esconderem no conforto do descomprometimento. Todos devem se expor e fazer com que se acredite no Vasco para 2019.

A torcida vascaína agradece.

Sérgio Frias

Momentos de terror no estádio padrão FIFA

Estive em viagem a São Paulo, por motivos profissionais, e aproveitei para dar uma força ao Vasco no Itaquerão.

Não costumo ultimamente ir a jogos fora do Rio, apesar de já ter feito isso muitas vezes.

Não gosto de dar dinheiro para o mandante, prefiro ajudar o Vasco nos jogos do Rio. Mas estava por lá e fui.

Estávamos eu e minha mulher e tentamos comprar nossas entradas pela internet, mas o ingresso do visitante só é vendido na bilheteria, 2 horas antes do jogo. Chegamos às 17:00 e aguardamos na fila.

O jogo transcorreu do jeito que já conhecemos. Mais uma vez prejudicados grosseiramente. As imagens falam por si.

Mas o pior foi o que ocorreu na área destinada à torcida do Vasco.

Terror

O jogo acaba. Estávamos nos preparando para sair, quando vimos uma bomba estourando na parte inferior das cadeiras.

Abre-se um clarão e começa a correria.

As escadas ficam cheias de torcedores em fuga.

Muitas mulheres e crianças.

Por alguns momentos nos desencontramos.

Tensão. Consigo ver minha esposa e tento lhe proteger.

Não sabemos para onde correr.

A torcida adversária vibra com a ação policial.

Quando pensávamos estar tudo mais calmo, vejo um policial com o cassetete batendo em uma pessoa a 2 metros de nós.

Mais correria, dessa vez sobre os cavaletes, que àquela altura já estavam derrubados.

Pessoas caem e são pisoteadas.

Felizmente conseguimos ir até o andar de baixo, onde há lanchonete e banheiros.

Vemos mulheres chorando, crianças assustadas, pais desesperados.

Muitos abalados, outros feridos e sangrando.

Ofereço ajuda e tento acalmá-los.

Depois de uma hora, outro grupo de policiais chega, como se estivessem procurando alguém.

Depois de procurarem até dentro do banheiro, vão embora.

A torcida do Vasco é liberada por volta das 22:00.

Consequências
Após todo esse absurdo, começamos a ler notícias sobre o jogo.

Parece que alguma pessoa quebrou cadeira do estádio.

De onde estávamos, realmente não vimos – apenas quando começou a correria.

Minhas perguntas: Deve-se agredir os outros torcedores por causa de alguns?

O estádio padrão FIFA não tem câmeras que possam identificá-los?

O uso da força deve ser indiscriminado, apenas por estarmos no mesmo local?

O árbitro da partida, em noite absolutamente infeliz, ainda relata na súmula o que supostamente viu.

Senhores, não houve briga entre torcedores.

Houve uma ação isolada, de alguém que deveria ser punido individualmente.

Mas o senhor apitador parece não estar satisfeito apenas com os estragos realizados por ele dentro de campo.

Constatações
Não esqueceremos tão cedo os momentos de terror.

Infelizmente, parece que o Estatuto do Torcedor só vale para beneficiar os protegidos de sempre.

A pomposa arena “podrão” FIFA – paga com o nosso dinheiro e envolvida em escândalos – não será punida.

Os senhores certamente não ouvirão a opinião dos vascaínos presentes ao estádio.

Seremos todos vistos como vândalos e bandidos, o que não é verdade.

Uma noite, que deveria ser de diversão, transforma-se em momentos de horror, ferimentos e medo.

Definitivamente, esse estádio não é local para os senhores levarem suas famílias.

Mas isso não vão lhe contar.

O saldo da partida em Itaquera: escoriações, minha camisa rasgada, famílias encurraladas e 2 pênaltis não marcados.

Luiz Baptista Lemos, Conselheiro do Club de Regatas Vasco da Gama Vasco da Gama