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Duas formas de abordar dois temas

Com o empate na última rodada do primeiro turno da Série B, o Vasco terminou o referido turno com a terceira maior campanha da história dos pontos corridos no modelo atual (39 pontos e 12 vitórias), sendo superado apenas pela campanha parcial de Vitória-BA (2012) e Palmeiras (2013). Acima das campanhas protagonizados por Atlético-MG, Botafogo e Corínthians, quando disputaram a segunda divisão nos anos de 2006, 2014 e 2008.

Pela primeira vez no atual modelo de pontos corridos um clube liderou o turno de ponta a ponta.

Diferentemente de Atlético-MG, Botafogo, Corínthians e Palmeiras (partícipes do grupo dos 12 grandes clubes do país), o Vasco foi Campeão Estadual no ano em que disputa a segunda divisão. Aliás podemos destacar que o título cruzmaltino foi conquistado de forma invicta, superando neste quesito o Flamengo, que obtivera o empate em títulos estaduais invictos no ano de 2011.

No ano, o Vasco também fez história no quesito invencibilidade.

O Gigante da Colina, além de bater seu próprio recorde em partidas oficiais, que era de 28 jogos, chegando aos 34, ultrapassou vários clubes grandes no mesmo quesito: Atlético-MG (1976), Palmeiras (1973), Internacional-RS (1984) e Flamengo (1978/1979), igualando as marcas obtidas pelo Corínthians (1957) e Cruzeiro (2003).

Além disso, junto à equipe mineira, obteve a maior invencibilidade do século XXI em partidas oficiais.

E mais um detalhe: nenhuma sequência invicta oficial de clube algum, além do Vasco, foi obtida com a disputa de 11 clássicos estaduais e interestaduais, considerando estes os disputados entre os 12 maiores clubes brasileiros.

Há também uma curiosidade: o Vasco não perde jogos contra equipes da Série A desde 08/11/2015, portanto está há mais de oito meses invicto, tendo jogado 15 partidas no período, vencido 9 e empatado 6.

Do chamado G4 do Campeonato Brasileiro da Série A, todos os adversários enfrentados pelo Vasco perderam ou empataram apenas dentro da sequência exposta acima. Flamengo, duas derrotas e um empate, Palmeiras, uma derrota, Corínthians, um empate, Santos, uma derrota.

Falando assim, a queda do Vasco parece não ter explicação, mas há um fator que é indiscutível. O clube foi prejudicado em 20 lances capitais pela arbitragem no Campeonato Brasileiro do ano passado, contra um erro a seu favor, em 38 rodadas. O Vasco deixou de conquistar 14 pontos em função da arbitragem, considerando os tais erros capitais e suas consequências contra o clube e a favor dos adversários dele ao longo da competição.

Se a Série B nada tem a ver com este elenco do Vasco, os recordes obtidos em 2016 apenas ratificam isso.

Esta simples matéria poderia ter sido escrita para louvar o Vasco em 2016, não pelos recordes na Série B, mas pelo conjunto da obra da equipe, classificada e invicta também na Copa do Brasil até aqui.

Mas o UOL preferiu fazer uma matéria comparando as performances do Vasco na Série B de 2009, 2014 e 2016, ignorando o fato de que o clube havia batido recordes não apenas contra suas próprias performances anteriores, mas sim sobre todas as outras no modelo atual, disputado desde 2006, sendo o único clube líder de ponta a ponta no primeiro turno da competição.

A matéria, replicada pelo site Netvasco no dia 02/08, acima citada, não teve de nossa parte muita atenção, mas em vista de outra publicada no dia 06, sobre a participação do Vasco em Jogos Olímpicos, ficou latente caber a nós uma elucidação ao público a respeito do tema levantado.

O Vasco é o clube carioca com o maior número de medalhas olímpicas conquistadas na história. Foram 34, sendo 6 de ouro, 17 de prata e 11 de bronze, considerando conquistas com atletas brasileiros e estrangeiros vinculados ao clube na ocasião de disputa dos Jogos.

Nos mais populares esportes coletivos, futebol, basquete e vôlei o Vasco teve 9 representantes que “medalharam”.

No Atletismo, considerado o esporte mais ligado aos Jogos Olímpicos por sua essência, dois dos principais resultados obtidos pelo Brasil contaram com a participação de cinco atletas cruzmaltinos.

Na natação, entre atletas estrangeiros e brasileiros, o número de medalhas chegou a 10.

No Vôlei de Praia mais quatro atletas conquistaram 6 medalhas ao todo.

E até mesmo na Vela e no Hipismo foram mais quatro medalhas.

Mas a distância do Vasco para os demais co-irmãos do Rio de Janeiro só foi conseguida em função do Projeto Olímpico desenvolvido pelo clube desde 1998 e interrompido bruscamente no início do século, em função de dois fatores públicos e notórios:

1 – O fim do aporte financeiro contratado entre Vasco e Nations Bank – que dava evidentemente lastro ao investimento – ocorrido a partir do segundo semestre de 2000, que ocasionou a denunciação do contrato por parte do clube em janeiro de 2001, considerando o Vasco ser credor do banco, algo ratificado por um executivo do próprio banco meses após, publicamente.

2 – Aquilo que ficou conhecido como “Torniquete Financeiro” ao clube, por parte da Rede Globo, conforme matéria publicada pelo jornal “Meio e Mensagem” em janeiro de 2001, citada em 09/07/2002 pelo presidente vascaíno Eurico Miranda em carta à emissora da qual extraímos um pequeno trecho:

…aproveito a oportunidade para reproduzir entrevista concedida pelo Sr. Marcelo Campos Pinto, executivo da TV Globo, concedida ao Jornal Meio e Mensagem em janeiro de 2001:“Oficialmente, a TV Globo não vai fazer nada. A revanche, no entanto, ocorrerá por meio de um endurecimento no adiantamento de bilheteria, placas de publicidade e televisionamento. Ela trata os clubes do Rio com paternalismo, mas com o Vasco isso acabou. A intenção é punir o clube com um torniquete financeiro. Sem dinheiro, ele não vai poder manter o time e, quando começar a perder, não terá mais o apoio da torcida”.

Após o pequeno parêntese vamos voltar ao tema focado pela matéria do site UOL.

O projeto Olímpico realizado pelo Vasco foi um exemplo de apoio ao esporte como um todo, algo gritado por atletas, técnicos e dirigentes ao fim de cada edição dos Jogos Olímpicos até aquela.

Diante de uma realidade na qual o clube pôde investir e tinha no investimento algo acordado com o próprio banco, que era seu parceiro, o Vasco mostrou ser sim possível montar e realizar um Projeto Olímpico, conquistar dezenas de medalhas, representar com êxito o Brasil e o próprio clube em competições mundiais, pan-americanas e sul-americanas e com isso fazer a marca Vasco ter em notoriedade, mídia espontânea e atrelamento a conquistas em todos os cantos do país e no exterior algo a princípio imensurável, além de obter um número maior de simpatizantes e torcedores, consequência também disso.

Os valores posteriores desembolsados pelo Vasco para pagamentos de atletas olímpicos, considerando esportes nos quais o Brasil foi representado em Sidney, não oneraram o clube numa cifra de grande relevância do montante a ser pago por pendências que envolveram o futebol, funcionários, impostos, esportes não olímpicos e o próprio Basquete Masculino – ausente dos jogos de Sidney – na mesma época.

A história do Projeto Olímpico, detonado por grande parte da imprensa durante os próprios Jogos Olímpicos, por despeito ou inveja de alguns, ficou para a história como um exemplo de que é possível sim realizar o feito pelo Vasco.

As contas que não puderam ser pagas naquele momento foram satisfeitas ao longo dos anos e já em 2008 – na gestão daquele que de fato em 2000 presidia o clube e de direito assim permaneceria em 2001 – acordos eram cumpridos e valores a ser desembolsados estavam previstos para pagamento no Ato Trabalhista assinado pelo Vasco e os outros grandes clubes da cidade, desde 2004. Ato nº 673/2004.

Novo Ato (nº 837/2007) foi assinado por Vasco, Fluminense e Botafogo no final de 2007, com o cruzmaltino obtendo condições melhores de pagamento que os demais, exatamente pelo fato de dever menos que ambos e como se sabe nenhum deles fez Projeto Olímpico algum.

Em 2016 o Vasco leva apenas três atletas para os Jogos Olímpicos, mas dando novamente um exemplo para a sociedade, digno de aplausos e reverências, será representado também nas Paraolimpíadas com 12 atletas ao todo, sendo a base da equipe de futebol com 7 jogadores do plantel.

Mas infelizmente o site UOL publicou matéria resumindo o Projeto Olímpico a um ato que tivesse trazido “grandes prejuízos ao Clube”, como se o quantitativo de medalhas ganhas, a história protagonizada pelo Vasco, a forma como a marca foi exposta, o número de torcedores e títulos conquistados e o montante daquilo que o clube teve de pagar em função da inadimplência de seu parceiro e financiador do projeto, fosse, no fiel da balança, grave, prejudicial ou oneroso a ponto de não se ter noção do quanto o clube ganhou com isso, sob o aspecto institucional, histórico e visual. Nada apaga aquilo que o Vasco idealizou, construiu e realizou ao longo daquele período.

Como parágrafo final da matéria tivemos uma conclusão digna de ser escrita por algum simpatizante do MUV, ao longo dos últimos 16 anos. Segundo dito pelo UOL não teria acontecido o retorno financeiro ao Vasco (como se a direção cruzmaltina esperasse significativo retorno financeiro direto), e o clube, a partir daí, teria mergulhado “num mar de dívidas”, querendo, de fato, fazer crer ao torcedor do Vasco que os valores concernentes a ações trabalhistas de uma parcela dos atletas olímpicos, eventualmente credores do clube, teriam tal amplitude.

Uma inverdade repetida mil vezes pode se tornar verdade, mas basta um mínimo de raciocínio lógico para desfazê-la, apenas detalhando um pouco mais o tema.

Em 2000 o Vasco levou a Sidney, entre atletas brasileiros e estrangeiros, 85 pessoas, participantes de exatos 20 esportes, o clube conquistou 26 medalhas, se fosse um país teria terminado entre os 15 primeiros. No mesmo ano obteve entre medalhas e troféus nos mais variados esportes “amadores” mais de 1000 (mil) conquistas, publicadas inclusive no jornal “O Globo”, no início de 2001, em duas páginas inteiras do diário (para alguns “mais um prejuízo” por certo).

A história narrada e vivida pelo Vasco naquele período merece ser contada e reverberada muito para além de problemas posteriores (sanados pelo clube). O que não poderá ser impedido pelos insatisfeitos é a rememoração da belíssima página escrita pelo Vasco durante aqueles anos, com direito a uma performance em 2000 distante, muito distante de ser igualada ou mesmo aproximada por qualquer outro. E sabemos o quanto isso incomoda a muitos.

Casaca!

Pequeno vascaíno João Pedro vira mascotinho do infanto-juvenil

 

O menino João Pedro, que recentemente conseguiu através de uma campanha de arrecadação na internet uma nova cadeira de rodas, foi escolhido como novo mascote do departamento infanto-juvenil do Vasco.

O grupo Casaca! parabeniza este jovem guerreiro que, contrariando os prognósticos dos médicos, evolui cada dia mais em sua recuperação. Tivemos o orgulho e o prazer de inicialmente promover a campanha que prontamente foi abraçada pelo CR Vasco da Gama, e que possibilitou a este pequeno cruzmaltino uma melhor qualidade de vida.

E um agradecimento especial ao vice-presidente do Departamento Infanto-Juvenil,  José Mourão Gonçalves, pela iniciativa de oficializar este jovem torcedor como símbolo do clube, e também a toda diretoria, que foi fundamental na campanha, divulgando o site www.ajudejoaopedro.com no placar eletrônico durante os jogos em São Januário e doando uma outra cadeira para o garoto.

“Enquanto houver um coração infantil, o Vasco será imortal”

Cadeira doada pelo CR Vasco da Gama

 

Lado triste

Salários constantemente atrasados, patrimônio dilapidado, dívidas acumuladas. Esse pode ser um panorama resumido do Vasco no final da administração MUV/Dinamite, cujo mandato foi estendido em ação conjunta com o atual grupo de oposição, possibilitando a que fossem firmadas várias confissões de dívida.

Desde dezembro de 2014, com muito sacrifício, o Vasco procura recuperar a sua capacidade esportiva, patrimonial e financeira. Muitos dos que colaboraram com o desastre anterior se escondem hoje com críticas pontuais.

Os conselheiros do Vasco aprovaram com ressalvas um balanço de 2014 que poderia até ser rejeitado. E só o fizeram porque era condição para receber os recursos incentivados que outros já haviam obtido. E o resultado foi só no projeto inicial recursos de 2,9 milhões de reais.

Com tudo isso, é óbvio que os números de 2015 seriam impactados pelos números de 2014. Todos sabiam. Não se inicia um balanço do zero. Se todos os conselheiros tinham conhecimento disso, por que o grupo Cruzada Vascaína publica antes da reunião comparações estapafúrdias e comentários desairosos sobre o clube? Porque só pensa na política menor, sem se importar com a imagem do Vasco, atingida por tal irresponsabilidade.

Por outro lado, se algum conselheiro não concorda conceitualmente com o balanço apresentado pelo clube, o que deve fazer? Comparecer à reunião do Conselho Deliberativo, expor sua opinião, receber explicações e críticas e se submeter ao voto dos Conselheiros.

Na reunião do Conselho Deliberativo, entretanto, nada que se pudesse discutir foi passado pelo grupo oposicionista e seus dois representantes, fosse com membros do Conselho Fiscal, com o Vice-Presidente de Finanças, com outros conselheiros, ou com o próprio presidente do clube.

Pelo contrário, o que se viu foram justificativas inconvincentes sobre a exposição indevida. Nos chamou a atenção ainda no discurso do conselheiro João Marcos Amorim, ligado ao grupo Cruzada Vascaína, este ter dito que não expusera a situação do clube para a imprensa enquanto membro do Conselho Fiscal na gestão anterior, embora ela, segundo dito por ele, o procurasse com insistência a fim de que exibisse algo sobre o tema.

Ora, se naquela balbúrdia, entre calotes e administradores ausentes o Vasco foi preservado, por que motivo diante de um quadro de evidente recuperação institucional do clube ele é exposto de maneira negativa?

Sobre a fala do outro representante da oposição, Julio Brant, que declarou estar liderando o voto contrário dos oposicionistas em seu discurso, nada específico a respeito do balanço apresentado foi dito. Disse ele que o presidente do clube estava de parabéns por ter montado um excelente time de futebol, de basquete, que reconhecia isso, mas discordava conceitualmente do balanço e que se tratava ele, o referido conselheiro, de um grande vascaíno, de raiz, assim como tão vascaínos quanto os que ali estavam eram (e são, obviamente) os membros de seu grupo.

A resposta ouvida por ele do presidente do clube, elucidando a respeito de um dos membros de tal grupo – que teve o desplante de peticionar, objetivando a exclusão do Vasco do Ato Trabalhista no qual o clube está inserido para garantir o pagamento de seus débitos sem execuções, quando em defesa de vários clientes captados por ele, recentemente – além de uma indagação sobre a posição conceitual do conselheiro sobre balanços apresentados em empresa na qual afirmou, quando em campanha, possuir importante cargo, tiveram o silêncio como resposta.

No Conselho Deliberativo do Vasco fala-se de frente, com direito a réplicas, discussões e entendimentos. Na internet fala-se o que quer na hora que bem se entende, mas fica para a maioria esmagadora dos presentes naquele conselho, que entre a fala virtual e o debate presencial vai uma distância muito grande e para alguns talvez difícil de se alcançar.

Casaca!

Ressurreição

 

Foi uma saga!

Tentaram enterrar o Basquete do Vasco e capricharam.

Foram quase sete anos de abandono, na categoria adulto, de um esporte repleto de glórias dentro do clube.

Bicampeão Brasileiro, Bicampeão Sul-Americano, Bicampeão da Liga Sul-Americana, Campeão Mundial FIBA e inúmeras vezes Campeão Carioca.

Dois homens são fundamentalmente os responsáveis pelo basquete do Vasco não ter morrido ou posto à margem no clube. Fernando Lima e o presidente Eurico Miranda.

O Vasco tem a felicidade de possuir em seus quadros um conhecedor profundo do Basquetebol e de suas nuances.

Ele não quer aparecer, ele não quer chamar a atenção, ele não quer ser o foco, mas ele definitivamente é.

Foi ele quem montou o time.

Foi ele quem trouxe Ricardinho para ajudar com sua experiência a harmonizar um elenco que se conheceu há poucos meses e jogou contra o Campo Mourão como se atuasse junto há anos.

Foi ele quem acreditou no trabalho do treinador Christiano Pereira e falava deste nome quando ainda éramos oposição.

Foi ele quem contratou cirurgicamente nossos dois últimos reforços, fundamentais para que atropelássemos na reta final.

Foi ele quem bancou trazer um atleta de 40 anos para jogar o que vimos nesses play-offs.

É ele o grande personagem dessa conquista histórica.

Ele que trabalha em silêncio, mas faz o Vasco jorrar suor, emoção e urros na quadra.

Multicampeão pelo Vasco, desde os tempos de atleta, ele sabe a força do clube.

Desde os tempos de garoto, desde os tempos de arquibancada.

Um apaixonado pelo Vasco, tal qual o pai era, como dito por todos aqueles que conhecem o clube mais à fundo.

Eu imagino como estaria se fosse vivo Luiz Arijó de Lima vendo o filho fazer ressuscitar o basquete do Vasco, após tudo ter sido feito para fazê-lo morrer de vez.

E aqui deixo o meu testemunho de que na única reunião de diretoria da qual participei nessa gestão, o Vasco vinha mal, Fernando foi chamado a falar e disse que precisava da contratação de dois atletas para fazer o time virar o jogo. E recebeu de Eurico Miranda a seguinte resposta: Então contrata. E vamos partir para ganhar! Mas não falou com qualquer receio. Falou com segurança. A segurança que transmite a todos segurança.

Parabéns aos envolvidos pela conquista. Vocês puseram o Vasco no lugar dele.

Parabéns, Fernando, por tudo!

Parabéns, Eurico, pelo de sempre!

Sérgio Frias

A invencibilidade que cala

 

Passaram-se os meses, chegamos à metade de maio e vários prognósticos para 2016 caíram por terra em relação ao Vasco.

Nenê não vai renovar com o Vasco, assediado que está por vários clubes Brasil afora.

Renovar com o Nenê por três anos é uma temeridade. Ele não vai aguentar o rojão.

Luan vai para o Flamengo ou Corínthians.

Com Thales e Riascos não arrumamos nada este ano.

Esse time é muito velho. Não suportará jogos de alto rendimento, um atrás do outro.

Éder Luís não consegue mais jogar futebol.

Vai ser difícil o Martin Silva ficar no Vasco.

Jordi não tem a menor condição de substituir o goleiro titular.

O Eurico é louco de ter renovado ano passado com o Rodrigo por dois anos.

Andrezinho sai do Vasco na primeira proposta.

Marcelo Mattos não tem condição física mais para suportar uma sequência de jogos.

Julio Cesar como lateral, com 33 para 34 anos, não dá.

Herrera está acabado para o futebol após sua passagem pelo Vasco.

Com Julio dos Santos no time não seremos campeões de nada em 2016.

Duvido que o Vasco jogue contra o Flamengo em São Januário.

O Henrique já teve todas as chances. Não será em 2016 que voltará a mostrar seu futebol.

Yago Pikachu tomará a posição de Madson, fácil.

Com este time que está aí o Vasco vai brigar para não cair à Série C (comentarista/repórter da Rádio Tupi).

Flamengo e Fluminense são os melhores elencos do Rio (imprensa em geral).

A Liga vai superar em importância o Campeonato Carioca (imprensa em geral).

E algumas perguntas:

Quando Jorge Henrique fará um gol novamente pelo Vasco?

O que faz Rafael Vaz no Vasco?

Se houve neste ano até aqui algo inquestionável (por mais que questionassem) foi o belíssimo trabalho realizado pelo clube no futebol profissional, como um todo. Desde o presidente Eurico Miranda, passando pela comissão técnica e o elenco de atletas (titulares, reservas, veteranos, garotos).

O Vasco deu uma demonstração inequívoca de sua força, detém uma marca invicta de 27 partidas, sendo 11 destas clássicos estaduais e interestaduais. Obtém marcas incríveis, como a média inferior a 0,5 gol tomado este ano. Nas últimas 12 partidas só foi vazado três vezes. Seis delas foram clássicos.

No presente ano o Vasco exagera nas quebras de recordes a começar pelo título de hexacampeão carioca invicto.

A defesa vascaína foi a quarta menos vazada da história do clube em estaduais. Fica atrás apenas das de 1977, 1994 e 1998.

A campanha no estadual igualou em vitórias e empates a obtida pelo Expresso da Vitória em 1945.

O Vasco conquistou a Taça Guanabara novamente após o maior jejum da história do clube na competição.

Tomamos dois gols no estadual uma única vez (atuando com um time misto na ocasião). Repetimos com isso o mesmo obtido em 1973 e 1994, quando sofremos 2 gols também em uma única partida. A maior marca continua sendo a do ano de 1977, quando nenhum adversário marcou mais de um gol no Vasco durante todo o certame.

Já temos hoje a segunda maior sequência invicta da história no confronto direto contra o Flamengo (a primeira é de 21 jogos, entre 1945 e 1951, incluindo um amistoso não contado por muitos historiadores, em 1946).

O clube alcançou, até aqui, a quinta maior sequência invicta de sua história. Com mais seis jogos invictos obterá o terceiro posto, com mais oito o segundo lugar e se alcançar mais nove partidas sem perder chegará ao recorde absoluto neste quesito.

Caso vença o CRB na próxima quarta-feira o Vasco igualará a melhor sequência inicial da Copa do Brasil, obtida em 1995 (quatro vitórias consecutivas nos quatro primeiros jogos).

O time cruzmaltino estreou na Série B com goleada, algo jamais obtido por qualquer clube grande que tenha caído de divisão – queda esta que adveio também de um recorde histórico no Campeonato Brasileiro de pontos corridos: 14 pontos tomados do Vasco pela arbitragem da competição (Inter-RS 2 e Sport 1 no turno; Atlético-MG 1, Cruzeiro 2, Avaí 2, Chapecoense 2, São Paulo 2 e Coritiba 2 no returno).

Pela segunda vez em sua história o clube foi bicampeão invicto (a primeira conquista dessa maneira se deu em 1924).

O período de 6 meses e 7 dias sem perder já é o quarto maior da história do clube. O clube está a 27 dias de alcançar o terceiro posto, a 1 mês e 16 dias de chegar ao segundo posto e a 1 mês e 24 dias de alcançar o recorde absoluto neste quesito.

O time Campeão Carioca este ano foi o com a maior média de idade da história do clube, entre os que conquistaram estaduais até hoje.

O Vasco é o único clube do Brasil que permanece invicto no ano de 2016, dos que já atuaram na temporada.

Diante disso:

Reverências de todos os adversários da cidade ao Vasco. Respeito, apenas, é coisa do passado. Abaixem a cabeça para nós, afinal somos o único clube Hexacampeão Invicto do Rio de Janeiro.

E não se esqueçam: Todo mundo tenta, mas só o Vasco HEXAGERA!

Casaca

 

 

 

 

 

 

Todo mundo tenta, mas só o Vasco Hexagera

  • Foi desde o início uma prova do tamanho que é o Vasco.

Nas primeiras duas rodadas, com a imprensa praticamente toda contra o estadual, denegrindo-o e tentando desvalorizá-lo, a torcida do Vasco compareceu de forma exemplar nos jogos contra o Madureira, na estreia, e diante do América, em Edson Passos, quatro dias depois. Sete gols marcados e dois sofridos demonstravam que o início era alvissareiro.

No quarto compromisso, o improvável: jogaríamos contra o Flamengo em São Januário, após 11 anos, com choro escandaloso da direção rubro-negra sobre o evento, quebra de banheiro por parte de sua torcida e grande pressão contra a partida em nosso estádio, como tradicionalmente ocorre com os sem campo. Além da manutenção do jogo lá, uma vitória de uma forma que jamais havíamos conquistado contra o clube da Gávea. Com o gol decisivo marcado nos acréscimos. Pedrinho, Cocada,  Roberto, Abel, Paulo Cesar Puruca, Silva, Pascoal fizeram gols decisivos nos cinco minutos finais do clássico, mas ninguém havia registrado o que fez Rafael Vaz. Parecia um predestinado.

A primeira fase do campeonato chegava próxima do fim e outro clássico em São Januário seria disputado: diante do Botafogo. Saímos na frente com Riascos, que seria decisivo em outros confrontos de expressão mais adiante, Nenê acertou a trave em belíssimo lance, mas logo depois uma falta do meio da rua cobrada com um tiro fortíssimo pelo zagueiro Emerson surpreenderia Martin Silva e a muitos vascaínos presentes em São Januário. O 1 x 1 pareceu injusto pela produção do Vasco, após a marcação do primeiro gol, mas futebol é bola na rede…

Após o final da fase inicial, na qual o Vasco ficou apenas atrás do já surpreendente Botafogo, partimos para a disputa da Taça Guanabara. O jejum de 13 anos sem conquistá-la foi se vislumbrando próximo de ser quebrado diante dos resultados obtidos nas três primeiras rodadas. Na estreia um 2 x 0 convincente contra o Bangu, contando o Vasco com bela atuação do até ali apagado Jorge Henrique. Em Cariacica uma festa vascaína do início ao fim da estadia do Vasco no Espírito Santo. A vitória por apenas 1 x 0 pareceu pouco, diante de várias chances desperdiçadas pela equipe. Já contra o Botafogo, mesmo sem jogar bem, o Vasco contou com a genialidade de Nenê, o garçom da hora, e o oportunismo de Thales, o artilheiro do jogo, que marcou o gol único da vitória vascaína.

Na quarta rodada o Vasco vai para Brasília (mais uma vez ovacionado por sua torcida desde a chegada no aeroporto), mas em campo mostra mais defeitos que virtudes. Riascos salva o time de uma derrota e mantém o tabu recente diante do rival. Placar final: 1 x 1.

Veio então um pequeno período de apreensão. Se na primeira fase vencemos os eliminados Tigres e Bonsucesso, atuando com pressão intensa sobre os adversários (derrotados por 2 x 0 e 3 x 1 respectivamente), o jogo contra o Volta Redonda esteve aquém da expectativa. Foi o ressurgimento de Thales na equipe com um gol inicialmente construído e posteriormente arrematado (o segundo do Vasco), mas a equipe (embora vencesse por 2 x 0) não atuara bem. Na Taça Guanabara o enredo da primeira etapa foi pior ainda. O Vasco até saiu na frente, embora não realizasse uma grande partida, teve tudo para ampliar, mas o incrível aconteceu: Nenê perdeu um pênalti. E pior: o Voltaço empatou, fechando o placar. Decepção geral.

Jogo seguinte vitória inconvincente diante do lanterna da Taça Guanabara, Madureira. Se antes muitos torcedores pensavam numa goleada, a magra vitória por 1 x 0 foi mais uma frustração.

Chegava então a hora da verdade. O Vasco atuaria na última rodada da Taça Guanabara precisando de uma vitória sobre o Fluminense. O adversário jogava pelo empate e vinha bem, invicto naquele octogonal e sem perder ponto para as chamadas equipes pequenas.

O suposto favoritismo tricolor não inibiu torcedores vascaínos em Manaus de se mostrarem presentes e confiantes no time desde a chegada à capital do Amazonas. No jogo, certo equilíbrio no primeiro tempo e um Vasco mais ágil na segunda etapa. A vitória veio com mais um gol de Riascos e o título da Taça Guanabara conquistado novamente, 13 anos depois.

O Vasco pegaria então o Flamengo na semifinal. Jogo único, vantagem do empate e o clube não exerceu seu mando de campo como muitos torcedores sonhavam. A partida foi tirada de São Januário para o mesmo local da peleja diante do Fluminense. Estádio lotado, com um contingente maior de flamenguistas e uma bandeira fincada no meio de campo após a entrada sem escrúpulos do time rubro-negro no gramado, largando crianças torcedoras do clube pelo caminho.

Nas quatro linhas, superioridade traduzida em gols, numa fácil vitória por 2 x 0, que no final do espetáculo pareceu pouco diante da apresentação vascaína no clássico.

Veio então o Botafogo na decisão. Ninguém teria vantagem alguma nos dois confrontos decisivos, mas o Vasco no primeiro deles construiu um handicap para a finalíssima. Venceu o glorioso por 1 x 0 e ficou a um empate do título.

E, finalmente, a 08 de maio, após estar atrás no marcador, numa falha de Rafael Vaz, o predestinado zagueiro fez o gol de empate. Ele substituiu Luan no intervalo, assim como saíra do banco para dar a vitória ao Vasco no jogo contra o Flamengo em São Januário na primeira fase.

Entre o gol de empate do Vasco e o fim da peleja se passaram 40 minutos e neste período a experiência do time cruzmaltino, aliado à inexperiência alvinegra, que rodava a bola, mas não conseguia desenvolver muitas jogadas de perigo (duas ou três no máximo) levou o escore a não mais se alterar. Chegávamos então ao nosso vigésimo quarto título carioca e ao sexto invicto, igualando a campanha do primeiro título invicto do Expresso da Vitória, em 1945: 13 vitórias e 5 empates.

Outros tentam, mas só mesmo o Vasco é hexacampeão estadual invicto. De forma justa, merecida, quebrando paradigmas (como o da alta faixa etária do time) e fazendo história mais uma vez com o ministro da defesa Martin Silva, o veloz Mádson, o desenvolto Luan, o xerife Rodrigo, o eficiente Julio Cesar, o lutador Marcelo Matos, o passador Julio dos Santos, o hábil Andrezinho, a referência Nenê, o tático Jorge Henrique, o imprevisível Riascos, o matador Thales, o lutador Éder Luís, os garotos Jordi, Henrique, Mateus Vital, Caio Monteiro, Matheus Indio e Evander, o despojado Pikachu, o valente Jomar e, finalmente, o predestinado Rafael Vaz, entre outros, bicampeões comandados pelos hoje mais vascaínos que nunca, Zinho e Jorginho.

Foi na técnica, foi na raça, na catimba, no oportunismo, na categoria, na disciplina, no improviso, no sangue, no coração. O Vasco venceu cinco clássicos em oito disputados. Da Taça Guanabara em diante tomou apenas três gols em 10 jogos. Mantém-se invicto, desde 08 de novembro do ano passado, portanto há seis meses e dois dias, chega a 25 jogos sem perder, podendo bater marcas e recordes históricos.

Finalmente uma menção à torcida vascaína. Após o gol sofrido diante do Botafogo anteontem, ela não se calou, não se entregou. As viradas ocorrem muitas vezes com este apoio oriundo das arquibancadas e o dado aos atletas em campo no domingo foi exemplar, embora a apreensão dos 20 minutos finais tenha deixado o estádio mais próximo do silêncio que do grito. Mas aí o resultado já era do Vasco.

Que as comemorações continuem, pois a supremacia vascaína incontestável este ano já entrou para a história do clube.

Quanto aos incomodados da turma do contra… Eurico neles!

Sérgio Frias

A inquietude juvenil

Bom dia amigos:

Hoje, o primeiro dia após a merecida, suada, histórica e honrada conquista do Bicampeonato Estadual Invicto do Vasco, trago à reflexão uma análise mais profunda que justifica o sucesso do time de futebol. Uma análise recheada de simbolismos, reflexões, constatações profundas e que vão além de meros resultados de futebol.

Já que a mídia, a eterna inimiga do Vasco, não fará tal análise, não será por desleixo ou desídia que nós aqui, do Casaca!, deixaremos de fazer. É nossa obrigação defender o Vasco, seus homens, suas cores e suas tradições, mesmo que todo senso comum negue suas virtudes. Tal como tem sido há 117 anos.

Sim, após a retumbante vitória por 2 a 0 em cima de nosso maior rival, vídeos foram publicados nas redes sociais em que os  briosos jogadores do Vasco, renegados e criticados pela campanha do campeonato brasileiro do ano passado e unidos ao Presidente Eurico Miranda e alguns outros profissionais, esfuziantes bradavam o grito de guerra “Casaca”.

Acompanhados pela torcida de Manaus, que também gritou, comemoravam mais uma vitória em cima do nosso eterno rival, a despeito deste possuir jogadores caros, técnico caro, dirigentes profissionais e receita consideravelmente superior. Esta vitória marcava algo emblemático: o rival não iria mais conseguir evitar que o Vasco alcançasse a significativa marca de três vitórias nos últimos nove confrontos e três eliminações consecutivas de competições do adversário, das quais o Vasco foi campeão em duas.

Tal fato por si só já seria suficientemente grandioso, causando orgulho a todos nós pelas cores da sagrada bandeira do Vasco. Entretanto tal ato esconde simbolismos e reflexões mais profundas do que podemos enxergar em uma trivial exibição.

No meio daqueles jogadores, estava um senhor de quase 71 anos, visivelmente recuperando-se de uma convalescência grave, cercado de problemas no Vasco por todos os lados, puxando o tradicional grito como um juvenil. Tal qual um garoto esfuziante pela vitória do Vasco, chegando ao ponto de, enquanto aponta para cima, flexionar suas próprias pernas e seus ombros cansados para mostrar o lugar onde o Vasco deve estar. Com a inquietude que, emocionado, bradou e fez alusão em seu inesquecível discurso de posse no dia 02 de Dezembro de 2014.

Sim, ele é isto tudo: Enquanto todos dizem que ele é um problema para o futebol brasileiro, ele responde com duas qualidades principais: ser MUITO trabalhador e ser MUITO Vascaíno.

Muito trabalhador a ponto de passar a maior parte do dia no Vasco, enquanto muitos dos Vascaínos estão procurando na mídia tradicional a versão adequada (para eles) dos fatos que dizem respeito ao dia a dia do clube. Muito trabalhador a ponto de, adiando seu tratamento, viajar nas derradeiras rodadas do campeonato brasileiro do ano passado com todo o time, assistindo o jogo no vestiário, assumindo uma culpa de um rebaixamento forjado, criado por inimigos do Vasco para derrubá-lo.

Muito trabalhador a ponto de, com seus métodos “ultrapassados”, criar e contratar um sistema tecnológico muito além de meros computadores para ter, ao mesmo tempo, análise de rendimentos, tratamento preventivo contra lesões, profissionais altamente gabaritados e mão de obra especializada para dar aos atletas a melhor condição possível e para assim poderem exercer seu futebol de maneira mais eficaz.

Muito trabalhador a ponto de dividir seu tempo entre o seu tratamento – agora preventivo – e as atividades do Vasco. Aquelas atividades que a grande massa torcedora sequer imagina serem tão importantes. Aquelas que, a cada folha virada e documento apresentado por gestões passadas, criam mais indignação pelo que fizeram com o nosso amado Vasco.

Vascaíno a ponto de encarar, com sua inquietude, as inimagináveis situações adversas que se apresentam dia a dia, situação deixada pela antiga “gestão”, cujas dificuldades poderiam assustar – e fazer desistir – muitos jovens doutores, tecnocratas, cheios de diplomas tanto de mestre como de doutores, mas que não seriam capazes de enfrentar sequer um trabalho como estes sem contratar mais meia dúzia de executivos ou CEO’s.

Vascaíno a ponto de, honrando nossas tradições, deixar Jorginho livre para escolher o caminho que queria seguir após investida de um clube de outro estado. Sim, honrando nossas tradições porque o Vasco é maior do que qualquer um de nós, maior do que qualquer profissional ou torcedor. Todos nós passaremos, o Vasco é eterno.

A coroação deste trabalho iniciado no ano passado com a contestada contratação de Jorginho e Zinho – ato que à época recebeu uma saraivada de críticas – e a despeito dos comentários dos “analistas” ditos “imparciais” da mídia – sobretudo dando voz justamente a quem detesta Eurico Miranda – revela, entre outras coisas, reflexões que vão além do chamado proveito de ter a honra de ser presidente do Vasco. Revela um interior juvenil por tradição, inquieto por hábito e principalmente, essencialmente Vascaíno. Aliás, diz o ditado que quem faz o que ama, tem prazer no trabalho. E esta deve ser, respeitosamente falando, a tese adotada pelo nosso Presidente.

Por fim, fica aqui o meu sincero agradecimento: OBRIGADO, EURICO MIRANDA. Ver você vir à borda da torcida puxar o Casaca, com aqueles que escolheram seguir o caminho Vascaíno, os supostos maltrapilhos e espaçosos torcedores que ousam desafiar o sistema dos poderosos, traz no âmago da sua atitude o verdadeiro sentimento Vascaíno: A inquietude juvenil de quem um dia enfiou na cabeça que o Vasco não poderia ser secundário. E não é secundário não, o Vasco é eterno, principalmente por ter entre seus quadros, pessoas como você, Eurico.

Parabéns a todos e Saudações Vascaínas.

Sérgio Coelho

Nunca serão

 

No clássico de resultado mais previsível nos últimos tempos, desde o fim da era das bananadas e o retorno de Eurico Miranda , nada de novo: vitória do Vasco e eliminação do eterno freguês da Gávea.

Mas uma situação foi nova, apesar de também não surpreendente, tendo em vista o histórico de atitudes ilegais e imorais que partem do lado de lá desde 1895.

No momento da entrada em campo, quando o protocolo manda que ambas equipes devam adentrar juntas o gramado, a equipe rubro-negra, liderada pelo zagueiro Wallace, decidiu entrar antes, correndo e fincando uma bandeira flamenguista no centro do gramado.

Uma atitude arrogante, prepotente e vergonhosa do clube de origem racista e elitista, que deixou seus pequenos mascotes atônitos, sem nada entender. Largaram as crianças torcedoras do clube para trás, em nome de não sei o quê.

Acharam que com isso conseguiriam quebrar o jejum de mais de um ano ? Que isso abalaria a equipe vascaína ?

A única coisa que conseguiram foi decepcionar seus pequenos torcedores, que viram os pequenos vascaínos terem a felicidade de entrar em campo de mãos dadas com seus jogadores. Provavelmente passou pela cabecinha deles que talvez seja melhor torcer por este clube da faixa transversal e cruz no peito.

Um clube que não abandona os seus, como não o fez em 1924 quando preferiu abdicar do direito de disputar a liga dos racistas e preconceituosos para preservar o direito de negros e operários em praticarem o futebol.

Outra questão: será que o TJD carioca, da rubro-negra presidente da comissão disciplinar que gosta de bater fotos com seus ídolos de barro, irá denunciar o clube da Gávea pela quebra de protocolo ? Serão punidos por tal ato ?

Será que a imprensa não vai se pronunciar a respeito do acontecido, fazendo as devidas críticas ?

Eu fico pensando com meus botões se tal cena fosse protagonizada pela equipe do Vasco, tendo Rodrigo a missão de entrar em campo com uma bandeira do Vasco e crava-la no centro do campo. Provavelmente diriam: “isso é coisa do Eurico, sempre transformando o clássico numa guerra”. O comentarista global e ex-jogador complementaria dizendo que o Rodrigo quer aparecer e que na época dele isso não acontecia.

Porém  quando é o queridinho deles o autor de tais ações indignas, tudo certo, faz parte do “folclore futebolístico”.

Quis o destino que o autor da cena patética pré-jogo, numa jogada do tamanho de seu futebol e do clube que representa, bizarramente empurrasse a bola contra a própria meta, mantendo a freguesia, e decepcionando novamente sua torcida sofredora. E dessa vez não apenas as crianças.

Porém, tenho que concordar com eles em algo que afirmam, em um dos seus gritos de guerra. Nele, dizem que “isso aqui não é VASCO, isso aqui é flamengo”.

Tem razão: NUNCA SERÃO !

Rodrigo Alonso

A prova dos nove

Estou de volta.

Hoje acordei bem cedo, sonhei com Rondinelli, lembrei de Petkovic e liguei para o meu amigo Pablo, irmão do Paolo, que é fã do Guerreiro.

Soube que a galera rubro-negra manauara estava em êxtase, com a possibilidade de ver nosso clube atropelar o Vasco, finalmente.

Disse ao Pablo, vascaíno que torce contra o clube por causa de Eurico Miranda, para ficar tranquilo pois se eu e Márcio Braga disséramos “não existir ficar sem vencer o Vasco em oito jogos consecutivos”, imagine nove. Em verdade apostava num 3 x 0, com dois de Guerreiro e um do Wallace, nosso zagueiro, só para humilhar.

Na hora de os times entrarem em campo fui ao delírio com a sacada do Wallace e sua trupe. Entrar antes do Vasco para mostrar que Vasco x Flamengo é guerra, tal qual diz Eurico Miranda há cerca de 50 anos.

O início foi promissor mas aquele gol do Vasco deu uma esfriada (bem na espinha). Estou procurando câmeras e ângulos para achar um impedimento no lance, torcendo para a maquininha parar um frame antes ou depois. Mas, enfim, constatei que nossa vitória teria de ser de virada.

Ao fim da primeira etapa a pressão era imensa. Tinha certeza! O Vasco não aguentaria.

Após o intervalo, mais pressão. Como já havia tomado umas latinhas de cerveja fui ao banheiro e só dava Flamengo na área do Vasco. De repente ouvi, Wallace! Gooooool! Saí com o zíper aberto mesmo e cheguei vibrando. Vi o Pablo, o tal vascaíno que torce contra, meio amuado no corredor e pensei: “esse filho da mãe resolveu torcer para o Vasco aqui na minha própria casa. Não comemorou o gol do mengão, pô!” Mas bastou olhar a TV e ver o 2 x 0 no marcador da telinha para descobrir que nada havia mudado.

Quando não adiantava mais nada o juiz começou a garfá-los. Primeiro aquele “brucutu” cabeça de área fez uma falta no Andrezinho, por trás, já tinha amarelo, e foi poupado (nem falta o apitador deu). Depois Luan levantou a bola, recuou de cabeça para aquele desgraçado do Martin Silva, que matou no peito e devolveu para o zagueiro (lá se ia cerca de um minuto de olé) e o árbitro arrumou uma falta para nós por excesso de humilhação. Quase no fim fomos beneficiados com a não marcação de um pênalti sobre o Nenê. Segue o jogo, mas… acabou.

Chegou a hora de o Flamengo se unir. Diante da caótica gestão desse tal Bandeira, que afirmou esta semana não ser o Vasco o principal rival nosso. Ora, vá se catar, Bandeira! Quem é? O nosso papai no futebol? O Botafogo? Acorda!

Mas, continuando, a hora é de reflexão. Contratamos 10 jogadores, vários caríssimos, temos conosco, de forma insistente, o Rodrigo Caetano, vindo do Vasco para mostrar que sim somos “bovinos”, enquanto os Miranda gargalham do outro lado.

Proponho, então, um grande debate entre as correntes políticas rubro-negras. Afinal se fosse lá no Vasco, onde só há duas (contra e a favor de Eurico Miranda), a oposição estaria promovendo muitos. Aqui somos muito parados.

Como não temos uma referência rubro-negra tão emblemática e um grupo tão forte, numeroso e coeso como aquele Casaca! lá do Vasco – que eu e o meu amigo do contra, odiamos – precisamos mais é debater, e muito, sobre o futuro, pois se para os lados de São Januário o futuro vislumbra a turma do Eurico e a turma do Casaca!, com mais espaço e penetração no clube, na Gávea é uma zona de partidos, correntes, ideais, metodologias e curiosos em fazer política caindo de para-quedas nela. Enfim, a casa da mãe chorona.

Por fim, deixo aqui meu mantra, tal qual fiz em outra vez. Vamos ver se desta feita me escutam…

Chega!

Fora Eurico!

Volta pra lá, Rodrigo Caetano!

Eu quero meu título carioca de volta!

Turma do ódio! Tamu junto!

Artur Petrond Júnior (gozado sistematicamente pelo Gilberto Edmário Lucas WallaVaz)

Caixa

 

Tenho observado as manifestações a respeito do fechamento de patrocínio do Vasco com a Caixa Econômica Federal e no próprio site já houve várias.

No site Netvasco pesquisa anterior à oferta final da CEF mostrou que a maioria ficou de acordo com a não redução do valor para o acerto do patrocínio.

Alguns chegaram a defender que o valor de 9 milhões ano (tá bom, 7,5 + bônus) poria o Vasco num patamar definitivo de decréscimo. E por aí foram…

E há ainda a discussão se empresas vinculadas ao governo deveriam ou não patrocinar clubes de futebol, o que traz usualmente questionamentos entre contemplados e não contemplados, celeumas referentes a valores e uma névoa política sobre as resoluções individuais vistas.

Abstrações são direitos individuais, mas a concretude desta situação é simples e clara.

O Vasco fechou contrato com a CEF e este saiu publicado em Diário Oficial a 24/07/2013. Duração até agosto de 2014. Na época o clube não apresentou as contrapartidas exigidas e a empresa pública sequer aventava a hipótese de fazer uma renovação com o clube.

Com a chegada da gestão atual, as contrapartidas foram satisfeitas e o Vasco apresentou um retorno de mídia previsto em contrato que daria azo a não manutenção do valor para 2015.

Entre janeiro e maio o Vasco negociou, brigando pelos 15 milhões, e muitos achavam improvável a manutenção pelos números apresentados em 2014, mas após a conquista do título estadual o presidente Eurico Miranda argumentou junto à direção da empresa que o Vasco havia sido o clube, dentre todos os patrocinados, a ter dado maior visibilidade à marca nas finais dos estaduais. Com isso obteve a manutenção do valor. E o retorno no ano passado foi considerável, a ponto de a empresa já quase no fim de dezembro pretender permanecer com o patrocínio para 2016.

Ocorre que foi utilizado um raciocínio, expresso inclusive pela presidente da empresa quando da confirmação do fechamento, no qual se entende que o abismo de valores comparados em 2014 e 2015 teria sido afetado pelo fato de em 2014 o clube ter atuado na segunda divisão.

Podemos discutir “n” conceitos referentes a esta circunstância, ora repetida. Mas parece razoável pensar que o Vasco não terá o mesmo retorno de mídia neste ano, se comparado ao ano passado, pelo menos a princípio.

O dizer da Caixa sobre o motivo pelo qual baixou a oferta de patrocínio parte de uma premissa. Considerando-a ao Vasco caberá um valor muito maior em 2017, caso haja novo acordo, apresentando, por exemplo, melhor retorno de mídia em 2016, comparado a 2014, o que será possível diante de uma performance esportiva boa e a condução do clube feita de maneira positiva no âmbito institucional (leia-se, pagando a quem deve, cumprindo acordos e contrapartidas, tendo sucesso na implementação de planos e vendas, etc…).

Diferentemente da opinião de vários companheiros de luta eu me posiciono claramente favorável ao acordo firmado visando estrategicamente aumentá-lo de forma relevante no próximo ano, justamente levando-se em conta a justificativa dada por parte da empresa pela diminuição.

Argumentos ou certezas surgem de vários lados batendo o martelo de que o ocorrido se deu por politicagem. Se há politicagem, esta, por princípio, favoreceu o Vasco, em detrimento de São Paulo, Santos, Fluminense e Botafogo, por exemplo, pois tais clubes não tiveram ofertas da empresa e estão na primeira divisão.

Quando se expõe a público o motivo pela redução, dá-se vazão a que na negociação seguinte uma situação distinta mude o cenário.

Além disso, considero a crise econômica geral e a dificuldade vista em vários outros clubes para fechar algo no patamar obtido pelo Vasco, como um fator de alerta. Conseguiu-se mais 20% no fim da negociação, chegando-se aos nove milhões e desde já é cabível propor que ainda durante o contrato se busque mais caso o clube chegue às fases finais da Copa do Brasil, quando terá a oportunidade de atuar no horário nobre do meio de semana.

Ser arremessado à segunda divisão da forma como o Vasco foi, por culpa única e inequívoca da arbitragem, responsável por nos tungar 14 pontos (bastava-nos obter três para permanecer na Série A) é claro que traz consequências.

Felizmente não perdemos 10,5 milhões de reais com a TV como em 2009, felizmente temos a expectativa de uma nova receita com o programa de sócio torcedor para este ano, felizmente o clube manteve elenco, salários em dia, cumprimento de acordos, investimento em basquete, remo, base, estrutura, patrimônio e permanece com crédito no mercado junto a uma nova fama de bom pagador, mas isso não ocorre com milagres e sim com a entrada de receitas.

O Vasco vai paulatinamente se reerguer, apesar do “crime” cometido contra o clube pelos homens de bandeiras e apitos (que Eurico Miranda de forma errada assumiu em nome deles, ou apesar deles, como se o “criminoso” fosse ele).

Em 2016 é lutar e muito para manter o projeto de reequacionamento, brigar por títulos sim e permanecer demonstrando ser o Vasco um clube responsável e agregador, possuindo grande peso nisso o envolvimento dos vascaínos através da adesão ao programa de sócio torcedor aberto pelo clube em março.

E quanto a 2017? Cada passo de uma vez.

Sérgio Frias

Sérgio Frias fala sobre o contrato com a CEF – Casaca no Rádio 12/04/2016 by casaca_oficial