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Vasco hoje (11/05/2006) – A noite de Edilson

 

Apelidado de capetinha nos anos em que brilhou no Guarani, Palmeiras, Corínthians e Flamengo, para os adversários do Vasco Edilson parecia um anjo, um menino bem comportado. Não incomodava, poucos gols marcava e estava longe de ser, já aos 35 anos, o terror das defesas adversárias de outros tempos.

Vasco e Fluminense faziam naquela noite de quarta-feira a primeira partida semifinal da Copa do Brasil e havia muita desconfiança sobre o time cruzmaltino. Seu atacante de destaque até ali havia sido Valdiram, um ilustre desconhecido do torcedor carioca até chegar ao Vasco meses antes. Uma série de jogadores contestados pelos torcedores, como o goleiro Cássio, Jorge Luiz, Fábio Braz, Diego, Roberto Lopes tentavam se harmonizar com o veteraníssimo Ramon, o veloz Wagner Diniz e o hábil Morais.

Mas o Flu tinha Petkovic, Tuta na frente, o ídolo Marcão, o eficiente lateral Roger a revelação Thiago Siva atrás, o garoto Lenny como um dos destaques do tricolor na temporada à frente, além de outros nomes que caíam já no gosto da torcida, casos de Arouca e do imprevisível Fernando Henrique, goleiro que usava e abusava de fazer defesas com os pés e as pernas, ao invés de usar as mãos para tal. No comando Oswaldo de Oliveira era o técnico. Contra ele, o “boleiro” Renato Gaúcho no banco vascaíno.

A partida começou estudada, mas com o Fluminense ligeiramente melhor em campo. Aos 13 minutos Thiago Silva marcou, mas em posição de impedimento. O gol foi bem anulado.

Jean, lateral esquerdo trazido junto ao Feyenoord-HOL pelo clube das Laranjeiras, perdeu grande chance de abrir o placar acertando a trave vascaína aos 17 minutos.

Quando as equipes foram para o intervalo a sensação era de que o Fluminense, melhor em campo, transformaria em gols sua diferença para o adversário na segunda etapa.

A entrada do lépido Abedi no lugar de Roberto Lopes, entretanto, mudou o panorama da partida.

Aos 13 quase o Vasco abriu o placar. Morais, de fora da área, acertou o travessão de Fernando Henrique.

Aos poucos o Fluminense foi se reorganizando em campo, mas quando parecia mais senhor das ações no gramado, veio a ducha de água fria.

Em jogada pela direita Morais deu a Ernane, que substituíra o apagado Valdiram. O garoto, apelidado por alguns como “Cacá do Nordeste” cruzou da direita para Edilson, que tocou de primeira inaugurando o marcador e fazendo explodir a torcida vascaína no Maracanã.

Dali por diante o Fluminense se mostrou perdido em campo, longe do empate e perto da eliminação após o apito final do árbitro 15 minutos depois do gol de Edilson. O herói do jogo assim resumiu sua participação decisiva no clássico: “Atacante é assim mesmo. Precisa estar no lugar certo, no momento certo”. De fato, naquela noite de 11 de maio ele estava.

Outras vitórias do Vasco em 11 de maio:

 
VASCO 2X0 ANDARAHY (CARIOCA 1930)

VASCO 4 x 0 PORTUGUESA (CARIOCA 1975)

SERGIPE 0X5 VASCO (BRASILEIRO 1978)

PORTUGUESA-RJ 0X2 VASCO (CARIOCA 1986)

VASCO 2X1 AMERICANO (CARIOCA 2002)

Vasco hoje (10/05/1953) – Expresso passa pelo Bangu, tal qual locomotiva

 

Aquele expresso de tantas vitórias vinha da conquista do Campeonato Carioca de 1952, encerrado em janeiro daquele ano, conquistara o Torneio Quadrangular Internacional do Rio de Janeiro, goleando na final o Flamengo por 5 x 2, com show de Sabará, o Torneio Internacional de Santiago, no Chile, era o líder invicto do Torneio Rio-São Paulo e já se encontrava a 32 jogos invicto. Não perdia desde setembro do ano anterior.

O formidável Expresso vivia seus últimos meses de glória e teve na manhã daquele domingo, 10 de maio, mais uma atuação de gala. Ainda sem contar com Ademir o Vasco entrou em campo para enfrentar o Bangu, carente de seu grande destaque, Zizinho e aplicou a goleada no ritmo que quis.

O Globo 11/05/1953

Logo aos 10 minutos Danilo, apoiando o ataque, centrou da direita para Chico, que mesmo apertado pelo banguense Zé Carlos, conseguiu atirar em gol. A bola tocou na trave e chegou às redes. Vasco 1 x 0.

Sete minutos se passaram e em lance construído por Chico, Genuíno invadiu a área pela direita, mas foi aterrado por Zé Carlos. Pênalti marcado e logo em seguida cobrado com firmeza por Maneca. Estava ampliado o marcador.

Aos 30 houve pênalti cometido pelo zagueiro Haroldo, do Vasco, sobre Menezes mas o árbitro Mário Vianna marcou falta fora da área para o Bangu. Mesmo com o erro do árbitro a favor do time cruzmaltino a tendência era de uma vitória folgada, dada a qualidade de jogo apresentada pela equipe de São Januário.

A um minuto do fim da etapa inicial o Expresso marcou o terceiro: Genuíno tabelou com Maneca e bateu em gol. A bola desviou em Zé Carlos, enganando o goleiro Jorge e indo morrer no fundo da rede. Pouco depois terminava a primeira etapa com a vitória parcial do quadro dirigido por Flávio Costa.

O Globo 11/05/1953

No segundo tempo o panorama permaneceu amplamente favorável ao Vasco. Aos 18 minutos surgiria o quarto tento cruzmaltino em falha do arqueiro Jorge, que, adiantado, tentou a defesa num chute desferido por Genuíno – mineiro trazido pelo Vasco junto ao Madureira, substituto de Ademir naquela partida – mas acabou por não evitar mesmo após tocar na bola que a pelota adentrasse sua meta. Vasco 4 x 0.

Para fechar o placar os cruzmaltinos contaram com uma grande jogada individual de Ipojucan, que esticou para Sabará invadir a área em diagonal e fuzilar Jorge, mesmo acossado no lance pelo half esquerdo Edilson. Eram decorridos 32 minutos e estava sacramentado o escore final do jogo: 5 x 0.

O vascaíno Danilo Alvim foi considerado o grande destaque da partida e a renda, superior a Cr$300.000,00 foi considerada uma prova de que o horário matinal dos domingos poderia sim motivar à presença de grandes públicos nos estádios cariocas.

A Noite – 11/05/1953

Outras vitórias do Vasco em 10 de maio:
BONSUCESSO 1X3 VASCO (CARIOCA 1931)

VASCO 5X1 BANGU (CARIOCA 1942)

VASCO 2X0 INTERNACIONAL-RS (BRASILEIRO 1992)

AMERICANO 0X2 VASCO (CARIOCA 2000)

Aconteceu em 16 de maio – Vasco vence o Botafogo de virada por 3 a 2 pelo Carioca de 1926

 

No dia 16 de maio de 1926 o Vasco vencia de virada o Botafogo em General Severiano por 3 a 2, gols de Russinho, Tatu e Bolão.

Aquela era uma grande equipe, que manteve a base do time campeão carioca de 1924, com jogadores como Nelson, Espanhol, Bolão, Arthur, Paschoal, Torterolli, Russinho e Negrito.

O curioso deste campeonato é que terminada a última rodada, o Vasco era o líder e tinha um ponto a mais que o São Cristóvão. Só que o jogo Flamengo 3×1 São Cristóvão do returno, havia sido interrompido com mais da metade do 2º tempo disputado. A partida acabou sendo anulada e teria de ser disputada de novo. O Flamengo, já em 5º lugar na tabela e fora da disputa, se vencesse ou empatasse com o “São-cri-cri” daria o título ao Vasco.

Adivinhem o que aconteceu?  Na reedição da partida, o Flamengo entregou o jogo e foi goleado por 5 a 1 pelo São Cristóvão.

O Vasco que derrotou o Botafogo atuou com Nelson, Espanhol e Itália; Nesi, Bolão e Arthur; Paschoal, Torterolli, Russinho, Tatu e Milton.

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Outras vitórias do Vasco em 16 de maio:

16/05 – Vasco 3 x 0 Olaria (Carioca 1976)

16/05 – Vasco 3 x 0 Bonsucesso (Carioca 1993)

16/05 – Americano 0 x 1 Vasco (Carioca 1999)

16/05 – Vasco 1 x 0 Deportes Concepcion-CHI (Libertadores 2001)

 

Aconteceu em 9 de maio – Vasco vence Botafogo de virada com golaço histórico de Roberto

 

No dia 9 de maio de 1976, o Vasco vencia o Botafogo de virada em jogo que entrou para história pelo belíssimo gol de Roberto Dinamite, após um humilhante chapéu em Osmar.

Com a vitória o Vasco ficou a um ponto do Flamengo e empatado com o Fluminense na segunda posição. No domingo seguinte, enquanto o Vasco despachou o Olaria em São Januário, houve empate de 0 x 0 no Fla x Flu, resultado que levou a decisão da Taça Guanabara a um jogo extra entre Vasco x Flamengo, quando nos sagramos campeões na disputa por pênaltis.

O golaço da virada aos 45 minutos do 2º tempo mereceu destaque no início da matéria do jornal “O Globo” do dia seguinte:

“Aos 45 minutos do segundo tempo, Zanata fez bala jogada pelo lado direito da área e centrou alto, de pé esquerdo. Roberto escorou no peito, driblou Osmar pelo alto, num espaço de pouco mais de um metro, e, de perna direita, deu um voleio, colocando a bola, à meia altura, no lado direito de Wendell: Vasco 2 a 1, resultado justo pare o lime que mais procurou a vitória e fora surpreendido com a gol de Ademir, no primeiro tempo, num dos poucos ataques do Botafogo.” 

As atuações da equipe cruzmaltina, com destaque para o “gol de Pelé” de Roberto:

A ficha do jogo, os gols e a atuação da arbitragem:

Os gols do jogo:

Outras vitórias do Vasco em 9 de abril:
AMÉRICA 1 X 3 VASCO (CARIOCA 1926)

PORTUGUESA 1 X 4 VASCO (TORNEIO RIO-SP 1959)

VASCO 2 X 1 BOTAFOGO (CARIOCA 1993)

VASCO 1 X 0 FLUMINENSE (CARIOCA 1999)

DEPORTES CONCEPCION-CHI 1 X 3 VASCO (LIBERTADORES 2001)

Aconteceu em 8 de maio – Vasco derrota a dupla Fla-Flu pelos Estaduais de 1977 e 1988

 

Nos dias 8 de maio de 1977 e de 1988, o Vasco derrotava pelo placar mínimo os fregueses coloridos da zona sul. Em ambos os campeonatos, o Vasco sagrou-se campeão

Pelo Carioca de 1977, o gol da vitória foi marcado por Ramon, em jogo truncado e que colocou o Vasco com as mãos na Taça Guanabara, que posteriormente, o cruzmaltino conquistou.

A ficha do jogo, a descrição do gol da vitória e as atuações dos atletas vascaínos. Destaques para Ramon, que além de gol da vitória teve atuação brilhante, e Roberto, que mesmo lesionado, incomodou a zaga tricolor. O árbitro Armando Marques quase estragou o espetáculo com uma péssima atuação, inclusive deixando de marcar um pênalti em Dirceu:

O humorista Otélo na sua coluna semanal, colocou como 2 a 0 o placar moral da partida:

Pelo carioca de 1988, o gol único da partida foi marcado por Henrique, e a vitória também colocou o Vasco próximo a conquista de um turno. Nesse caso, foi o da Taça Rio, que acabou indo pra sala de troféus da General Almério de Moura.

A torcida vascaína teve grande destaque nesta vitória, tomando grande parte do Maracanã, e suplantando em quantidade e qualidade a massa pouco volumosa do  freguês da Gávea:

“A vitória vascaína começou na arquibancada. De um lado, a torcida do Vasco mostrava visão: motivada pela volta de Roberto e pela confiança no artilheiro Romário, encheu a parte que lhe era destinada no estádio. Do outro lado, a do Flamengo, ainda cega de raiva e dor, pelas recentes derrotas do time na Supercopa da Libertadores, compareceu em menor quantidade. pelo menos foram poucos os rubro-negros a sofrer.”

A ficha do jogo e as atuações cruzmaltinas:

 

O gol do jogo:

Outras vitórias do Vasco em 8 de maio:
VASCO 1 X 0 AMÉRICA (CARIOCA 1927)

VASCO 1 X 0 FLAMENGO (TORNEIO RIO-SP 1957)

Aconteceu em 7 de maio – Fora de casa, Vasco enfia 5 no Vitória-BA pelo Brasileiro de 1980

 

No dia 7 de maio de 1980, o Vasco goleava o Vitória-BA dentro da Fonte Nova, com 3 gols de Roberto Dinamite, 1 de Jorge Mendonça e outro de Catinha.

“Com três gols de Roberto Dinamite, mais uma vez seu melhor jogador em campo, o Vasco não teve dificuldade para golear o Vitória por 5 a 1, ontem à noite no Estádio da Fonte Nova. O resultado garantiu ao Vasco o primeiro lugar de seu grupo, o que lhe dá o direito de nesta próxima fase fazer dois jogos no Rio e apenas um fora.

No primeiro tempo o Vasco já vencia por 3 a 0, gols de Catinha, aos 17 minutos, Roberto, aos 37 e 43. No segundo, jogando com mais facilidade e tendo ainda a sorte a seu favor (sofreu três bolas na trave); fez mais dois gols em contra-ataque: Jorge Mendonça, de cabeça, aos 13 e Roberto outra vez, aos 36 minutos.

O grande nome do jogo foi sem dúvida Roberto. Além dos três gols, participou dos outros dois de forma direta. No de Catinha fez o corta luz, iludindo toda a defesa, no de Jorge Mendonça foi dele a jogada que começou tudo, chegando à linha de fundo pela esquerda e cruzando para a área.

O mais belo gol, contudo, foi o terceiro do Vasco, segundo de Roberto. Ele recebeu um lançamento perfeito de Pintinho, driblou o goleiro Gérson por cobertura e mesmo o perdendo o ângulo; recuperou-se, driblando dois zagueiros e completando com chute forte, indefensável.

O grande nome do jogo foi sem dúvida Roberto. Além dos três gols, participou dos outros dois de forma direta. No de Catinha, fez o corta-luz, iludindo toda a defesa; no de Jorge Mendonça, foi dele a jogada que começou tudo, chegando à linha de fundo pela esquerda e cruzando para a área. O mais belo gol, contudo, foi o terceiro do Vasco, segundo de Roberto. Ele recebeu um lançamento perfeito de Pintinho, driblou o Gélson por cobertura e, mesmo perdendo o ângulo, recuperou-se, driblando dois zagueiros e completando com chute forte, indefensável,

Não era tôa a euforia de Fantoni após o jogo:

— Esse Roberto é sem dúvida o maior atacante do mundo dentro de uma área. E com ele nosso time se transfigurou. Os inimigos que se cuidem.

Animado, Roberto comentou alegremente sua atuação, mais uma vez com muitos gols.

—O time está engrenando mesmo. E eu aos poucos vou brigando pela artilharia. Já tenho oito gols e ainda tem muito jogo pela frente.”

Outras vitórias do Vasco em 07 de maio:

VASCO 2 x 1 Madureira (CARIOCA 1975)
ITAPERUNA 0 x 1 VASCO (CARIOCA 1989)
GRÊMIO 1 x 2 VASCO (BRASILEIRO 2006)
VASCO 5 x 1 CORINTHIANS-AL (COPA DO BRASIL 2008)

 

 

Aconteceu em 6 de maio – Vasco vence o Fluminense por 2 a 1 nas Laranjeiras, pelo Carioca de 1934

 

No dia 6 de maio de 1934, o Vasco derrotava o Fluminense por 2 a 1 pela 6ª rodada do Campeonato Carioca da LCF, que veio a ser conquistado pelo cruzmaltino. Os gols foram marcados por D´Alessandro e Gradim.

Era o início do profissionalismo no futebol, e neste ano o Vasco montou um dos mais caros times à época. A formação-base era esta:

Rei (Marques), Domingos e Itália; Gringo (Tinoco, Calocero), Fausto (Jucá) e Mola; Orlando (Baianinho, Novamuel), Almir (Leônidas, Lamana), Gradim, Nena (Russinho) e D’Alessandro.
Técnico: Harry Welfare

O jornal “O Globo” na sua edição matutina de 07 de maio, destacava o grande sucesso de público que estava sendo aquele campeonato:

“Raramente se ha visto um match do campeonato da cidade despertar tamanho interesse publico, como esse de proflssionaes, que hontem se disputou, no stadium da rua Guanabara, entre o Fluminense F. C. e C.R. Vasco da Gama.

Foi um verdadeiro acontecimento sportivo e social. Sportivo pelo ardor com que foi travada a peleja, social pela qualidade e quantidade da assistencia ao grande prélio. Todas as ruas que se escoam na de Guanabara, tiveram aspecto desusado, esse mesmo aspecto dos dias memoráveis de sports, que tem emocionado o Rio de Janeiro. Gente em quasi massa compacta, a locomoverse do Largo do Machado, da Praia de Botafogo, do alto das Águas Férreas. Um successo completo e inilludivel de bilheteria, a provar o evidente triumpho do profissionalismo, apenas com campeonato e meio de existencia !”

O jornal descreve como difícil a vitória fora de casa, e destacava a liderança isolada do Vasco no campeonato daquele ano:

A ficha do jogo:

Baixe aqui o PDF da reportagem completa sobre a partida.

Outras vitórias do Vasco em 6 de maio:

Vasco 4 x 1 Bangu (Carioca 1928)
Vasco 2 x 1 Fluminense ( Torneio Rio-SP 1959)
Vasco 2 x 0 Olaria (Carioca 1979)
Mesquita 0 x 6 Vasco (Carioca 1987)
Ceará 1 x 2 Vasco (Copa do Brasil 1993)
Vasco 3 x 1 Botafogo (Carioca 1994)
Icasa 1 x 4 Vasco (Copa do Brasil 2009)

Aconteceu em 5 de maio – Vasco goleia o América e conquista com antecipação a Taça Rio de 2001

No dia 05 de maio de 2001 o Vasco conquistava sua 7ª Taça Rio com uma rodada de antecedência, em dia de Romário, que marcou 3 vezes. A vítima da vez foi o América, clube de coração do seu pai, “Seu Edevair”. Assim narrou o jogo o jornal “O Globo” do dia seguinte:

“O rolo compressor de São Januário voltou a mostrar toda a sua força ontem no Maracanã. Com uma bela atuação do trio Juninho Paulista, Romário e Euller, o Vasco esmagou o América por 5 a 0 e, beneficiado pela derrota do Americano para o Botafogo (1 a 0), conquistou com uma rodada de antecedência a Taça Rio. Foi o 16º jogo invicto do Vasco, que nas últimas três partidas marcou 15 gols.

Quando a bola rolou, os jogadores do Americano, que jogariam a partida de fundo com o Botafogo, se posicionaram atrás do banco do América para secar o Vasco. Mas pouco adiantou. Logo aos cinco minutos, Romário recebeu dentro da área e cruzou para Jorginho Paulista, livre na área, marcar de cabeça.

Romário marca outro e se iguala a Edilson

O gol relâmpago não desanimou o América. O time foi para cima do Vasco e chegou a marcar, mas o lance foi bem anulado pelo bandeira Hilton Moutinho, que apontou impedimento de Wagner. O jogo foi definido aos 35 minutos, quando Romário recebeu livre de Euller e fez o segundo.

Com 2 a 0 no placar, o time de Joel Santana voltou tranquilo para a segunda etapa. Foi tocando a bola sem pressa até que, aos 16 minutos, Romário, em grande jogada individual, marcou o terceiro gol. Luís Antônio Zaluar, treinador do Americano, que assistia à partida no campo, entregou os pontos.

— Agora só nos resta terminar o campeonato da melhor maneira possível — afirmou, conformado.

O Vasco continuou mandando no jogo e criando uma chance atrás da outra, diante de um América totalmente entregue.

Romário, então, se aproveitou para fazer o que mais gosta: gol.  Aos 34, ele marcou o quarto, se igualando a Edilson na liderança da artilharia, com 13 gols.

Foi o 201º gol de Romário como profissional do Vasco e o 788º de sua carreira. Aos 37, Euller fez 5 a 0. E Romário só não saiu do Maracaná como artilheiro isolado porque o árbitro anulou erradamente o sexto gol do Vasco, alegando impedimento.

— Edilson é meu parceiro e vamos disputar a artilharia nas finais— afirmou Romário, deixando de lado qualquer polêmica com o atacante rubro-negro.

Vasco:Helton, Maricá, Géder, Odvan (Henrique) e Jorginho Paulista; Fabiano Eller, Paulo Miranda, Juninho Paulista (Dedé) e Pedrinho (Viola); Euller e Romário.

América:Marcelo Leite, Rafael (Paulinho), Júnior, Luciano e Bossato; Leonardo, Adriano, Fabinho e Wallace; Celso e Wagner.

Juiz:Sérgio Cristiano. Cartôes amarelos:Rafael, Júnior, Luciano, Padrinho, Euller. “

 

As atuações dos atletas vascaínos:

Os gols do jogo:

Outras vitórias do Vasco em 05 de maio:

Vasco 5 x 0 SC Brasil (Carioca 1929)
Vasco 3 x 0 Bangu (Carioca 1940)
Vasco 4 x 3 Portuguesa (Brasileiro 1984)
Vasco 1 x 0 Flamengo (Torneio Rio-SP 1965)
Vasco 2 x 1 Goiás (Copa do Brasil 1999)
América 1 x 2 Vasco (Carioca 2002)
Vasco 3 x 1 Vitória (Copa do Brasil 2010)

Aconteceu em 4 de maio – Na volta de Dinamite ao Maracanã, massacre vascaíno sobre o Corinthians: 5 x 2

 

No dia 04 de maio de 1980, Dinamite se reencontrava com o Maracanã em dia de gala da equipe cruzmaltina, que enfiou uma sonora goleada sobre o Corinthians pelo Brasileiro de 1980.

Assim descreveu o retorno do artilheiro o colunista Cláudio Mello e Souza no jornal “O Globo” do dia seguinte:

“O jogo entre Vasco e Corinthians começou logo ao anunciar-se a noite e terminou por noite fechada e úmida, quase fria. E bastou que, co.mo por milagre, brilhasse naquele céu sombrio a estrela de um atacante para que toda a torcida do Vasco gerasse e  transmitisse um calor de carnaval. E de carnaval animado.

Creio que ao marcar todos os cinco gols de seu time, Roberto estabeleceu um recorde ou, caso exista recorde maior, dele se aproximou muito. De qualquer forma, marcou numa só partida mais gols do que em toda a sua temporada espanhola.  

Roberto encontrou facilidades? Encontrou, sim.

Mas com que ímpeto, com que determinação e com que força delas se aproveitou para marcar aquele tipo de gol que o público começa a ver nascer, quando o atacante parte com a bola dominada para cima dos zagueiros: passa a antever no momento em que este mesmo atacante se infiltra, em velocidade por entre os mesmos atônitos zagueiros; gol que festeja, enfim, com o coração aos saltos e os olhos cheios de lágrimas, quando a bola, chutada com violência impressionante, faz balançar e estremecer as redes adversárias. ”

A torcida rubro-negra, que estava presente no Maracanã para assistir ao seu time jogar na preliminar, lá ficou para secar o Vasco. Nada adiantou:

As notas e atuações da equipe vascaína:

Os gols do jogo:

Mas a história do retorno de Dinamite não foi tão simples. Roberto havia retornado de uma fracassada experiência no Barcelona e por muito pouco não foi parar no rival rubro-negro. A história começa no fim de 79.

Antes do início da temporada de 1980, o ídolo vascaíno foi vendido para o Barcelona da Espanha, apesar da discordância de Eurico Miranda, então assessor especial da presidência.

O dirigente fez de tudo para que Roberto não fosse e tinha especial cuidado em transmitir para os espanhóis cada exigência de Jurema, mulher do artilheiro, torcendo por uma contestação para melar negócio. Tudo, no entanto, foi aceito e Roberto partiu para a Europa. A passagem do artilheiro por lá, entretanto, foi prejudicada pela saída do treinador que o havia indicado, o húngaro Ladislao Kubala, e a pouca disposição de seu substituto Heleno Herrera, em aproveitá-lo no elenco. Sabedor das dificuldades pelas quais goleador passara no Velho Mundo, o Flamengo partiu para a sua contratação. Roberto firmou um pré-contrato com o rubro-negro.

A notícia surgiu como uma bomba na imprensa carioca. Dirigentes do Vasco haviam dito ao clube espanhol que, entre ter Roberto de volta e receber as parcelas restantes do valor acertado na venda, preferiam a segunda hipótese. Eurico Miranda não se conformou. Articulou-se internamente para convencer a parcela da diretoria que não via com bons olhos o retorno do atleta. Autorizado pelo presidente do clube, Alberto Pires Ribeiro, Eurico voou Espanha com duas missões: desfazer o negócio do artilheiro com o Flamengo e trazer de volta para casa o ídolo da massa vascaína.

Chegando à Europa, enfrentou o empresário responsável pela intermediação do negócio com o Fla. Ignorando qualquer acerto do jogador, afirmou que, para voltar ao Brasil, o destino de Roberto só poderia ser o Vasco. No papo com o ídolo, as coisas se acertaram mais facilmente. O dirigente levou à Espanha uma camisa do Vasco, entregou-a ao artilheiro e tratou da parte financeira com Jurema. Organizou em seguida toda a logística necessária com vistas ao retorno Dinamite. O Vasco conseguiu, a tempo, a inscrição de Roberto no Campeonato Brasileiro ( na Taça Libertadores não foi possível ).

Veja o vídeo abaixo, onde Dinamite agradece por Eurico tê-lo trazido de volta para o Vasco:

Outras vitórias do Vasco em 04 de maio:

SC Brasil 0 x 2 Vasco (Carioca 1930)

Vasco 1 x 0 Bonsucesso (Carioca 1968)

Vasco 1 x 0 Olaria (Carioca 1971)

Itabaiana 0 x 3 Vasco (Brasileiro 1974)

Vasco 2 x 0 Campo Grande (Carioca 1986)

Volta Redonda 1 x 4 Vasco (Carioca 1989)

Vasco 2 x 1 Volta Redonda (Copa do Brasil 2006)

Aconteceu em 3 de maio – Vasco vence o Botafogo por 2 a 1 e conquista o seu 23º Estadual

 

No dia 03 de maio de 2015 o Vasco tornava a erguer o troféu de campeão estadual, fato que não ocorria desde 2003.  Com duas vitórias sobre o Botafogo, antigo algoz em finais, o cruzmaltino soltava o grito de alegria engasgado e tomava as ruas do Rio de Janeiro.

“Quem ousará dizer que não foi marcante, inesquecível mesmo para a massacrante maioria dos 66 mil presentes no Maracanã? Porque jogos de futebol, por vezes, podem prescindir de virtudes técnicas para que cumpram um papel. E quantas reflexões, quantas lições nos deixou a tarde de ontem, no Maracanã. A começar pela conquista do Vasco, que foi além de vencer o Botafogo por 2 a 1, foi além de simplesmente ganhar uma taça. Na sua tarde de reencontro como título estadual após 12 anos, a torcida deu a todos a exata dimensão do tamanho do clube, da força de sua gente.”

As notas da equipe campeã:

Os gols do jogo:

Outras vitórias do Vasco em 03 de maio:
São Cristóvão 1 x 6 Vasco (Carioca 1925)

Vasco 3 x 2 Flamengo (Amistoso 1928)

Bonsucesso 1 x 4 Vasco (Carioca 1942)

Ponte Preta 0 x 1 Vasco (Copa do Brasil 2000)