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Aconteceu em 11 de abril – Vasco vence Coritiba em 84 e Botafogo em 99 com cobranças de faltas

 

Em 11 de abril de 1984 e 1999, o Vasco venceu seus adversários pelo placar mínimo e em cobranças de faltas, executadas por Roberto Dinamite e Juninho Pernambucano.

Contra o Coritiba em 1984, pela 2ª rodada da 3ª fase, a vitória em São Januário foi descrita assim à época:

“Apesar de ter dominado inteira.mente a partida, o Vasco só conseguiu vencer o Coritiba por 1 a 0, gol de Roberto, de falta, aos dois minutos do segundo tempo, em jogo violento, ontem à noite, em São Januário. O Vasco lidera o Grupo Q, com três pontos, e domingo joga no Rio, contra o Fortaleza.

Com um esquema agressivo, o Vasco iniciou o jogo pressionando, procurando não dar espaço ao adversário, que teve dificuldades até para armar jogadas de contra-ataques, pelo lado do veloz ponta-direita Lela. Aproveitando a complacência do árbitro pernambucano Gilson Cordeiro, o time do Coritiba procurou usar a violência para amedrontar os atacantes do Vasco, em sua maioria pequenos e franzinos.

De qualquer forma, o Vasco atuava bem, chegando a armar boas jogadas para marcar, como aos três minutos, quando Edevaldo cruzou e Arturzinho cabeceou rente ao poste, Outras oportunidades aconteceram aos 34 e aos 37 minutos, a primeira através de Roberto, a segunda de Mauricinho. Quando saiam de campo para o vestiário, no intervalo, Arturzinho e Mauro se desentenderam e foram expulsos.

Mal começou o segundo tempo, já com Vilson Tadei no lugar de Mauricinho, o Vasco partiu todo para o ataque. Aos dois minutos, de falta, Roberto fez 1 a 0, com um chute que deixou Jairo totalmente sem ação. O Vasco não parou aí, continuando em busca de mais um gol. Numa dessas jogadas, Carlos Alberto Rocha chegou a salvar em cima da linha de gol.

Depois de perder este gol, o Vasco caiu um pouco de produção, principalmente depois que Vilson Tadei, sem ritmo, cansou, não dando seguimento rápido às jogadas. Aproveitando-se disso, o Coritiba colocou Aladim no lugar de Elejo e melhorou. “

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E na Taça Guanabara de 1999, o autor do gol que deu a vitória ao Vasco, foi Juninho Pernambucano:

“Em domingo de Fórmula-1, valeu a comparação. O duelo entre Vasco e Botafogo, ontem, no Maracanã, parecia algo semelhante à disputa de um McLaren de Mika Hakkinen contra um Sauber de Pedro Paulo Diniz. Em que pese o nítido desgaste que tem feito o campeão da América ratear nos últimos jogos, deu a lógica. Juninho, o motor do time, aquele que dita o ritmo da equipe, foi a diferença. Com uma cobrança de falta magnífica, ele garantiu o 1 a 0 e a vantagem do empate na decisão da Taça Guanabara, devido ao saldo de gols (15 contra 12), no próximo domingo, contra o Flamengo, uma espécie de Ferrari desta disputa. Não tem o melhor carro, mas tem o melhor piloto: Romário, comparável a Michael Schumacher, pelo talento.

Apesar de suas limitações, quem começou à toda foi o Botafogo. Em dois minutos teve duas chances. Rodrigo obrigou Carlos Germano à boa defesa e depois Caio chutou forte por cima. Juninho começou a esquentar as máquinas aos 8, após passe de Felipe e quase surpreendeu Vágner. Mas quem estava com tudo era Rodrigo. Outro chute forte e mais uma defesa de Germano.

Lopes troca a peça certa e seu time dá a arrancada definitiva

Era difícil, porém, uma equipe com peças tão limitadas como o Botafogo, manter um ritmo forte e o Vasco, sempre na cadência de Juninho, foi saindo do sufoco. É verdade que havia um certo desleixo no ar, como se o time tivesse certeza que o gol sairia a qualquer momento. O bom futebol de Sandro e, principalmente, de Bandoch era a prova de que as coisas não seriam tão simples.

O pit-stop do intervalo foi providencial. Bom mecânico, Antônio Lopes trocou uma peça e deu nova vida ao Vasco. Tirou o improdutivo Henrique, pôs  Alex Oliveira na lateral esquerda e liberou Felipe para o meio-campo. Era o combustível que Juninho precisava para levar o time à frente.

Logo aos 30 segundos, Ramon apareceu na frente de Vágner e chutou forte. O goleiro fez uma de suas várias ótimas defesas no jogo. Faria outra aos 15, numa cabeçada de Guilherme.

Mas o Botafogo deu também sua acelerada. Aos 17 , César Prates entrou livre, mas chutou fora. Dois minutos de-pois, Sérgio Manoel preferiu se atirar na área do que concluir uma jogada que ele mesmo iniciara de forma brilhante. O juiz Ubiraci Damásio não foi na onda.

Foram duas das raras escapadas do Botafogo no segundo tempo. Seu time já apresentava problemas. Havia um corredor pela direita e Donizete, mesmo sem ser brilhante, levava vantagem sobre Reidner. Lopes, porém, achou que o atacante estava rodado demais e o trocou por Zezinho. A torcida protestou:

— Burro! Burro!

Melhor, o Vasco foi chegando de novo com Ramon, mas Vágner apareceu bem. Ronildo errou a marcha, perdeu a bola na área e Felipe quase complicou para o Botafogo. Rodrigo tentou dar o troco, foi a vez de Germano aparecer. Em seguida, Felipe deu outro susto, com um belo chute. Aos 39, porém, Juninho cobrou uma falta de longe, com a categoria dos mestres. Vágner não acreditou e o Vasco ganhou o jogo.

O 1 a 0 fez o Vasco se igualar ao Flamengo em pontos, mas, pelo saldo, a vantagem é de Juninho e seus amigos. Quarta-feira, é verdade, a máquina vascaína terá sua potência testada contra o Palmeiras, pela Libertadores da América, e pode chegar à prova final um tanto desgastada. De qualquer forma, domingo, o favorito vai largar na pole.”

 

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Outras vitórias do Vasco em 11 de abril:

Botafogo 3 x 5 Vasco (Amistoso 1926)

Vasco 2 x 0 Volta Redonda (Carioca 1976)

Vasco 4 x 1 São Cristovão (Carioca Especial 1979)

Vasco 2 x 1 Flamengo (Carioca 1993)

2 comentários sobre “Aconteceu em 11 de abril – Vasco vence Coritiba em 84 e Botafogo em 99 com cobranças de faltas

  1. Recordações muito boas. Valeu. Só a lamentar a utilização quase exclusiva do O Globo para os comentários. Embora o Vasco nunca tivesse um jornal ou jornalistas que o defendesse, pelo contrário, só encontrou e encontra pela frente palhaços que acham que agradam não elogiá-lo, uma pesquisa mais caprichada em outros jornais teríamos mais emoção por aqui.

    1. Paulo, infelizmente faltam acervos de outros jornais para consulta.

      O “Jornal do Brasil” até possui, mas com muitas edições faltando. E do “Jornal dos Sports” só entre 1941 e 1952.

      SV !

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